O mercado de soja reagiu fortemente nesta quinta-feira (30) após o anúncio de um acordo comercial entre os Estados Unidos e a China. Durante encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, em Seul, Pequim se comprometeu a adquirir grandes volumes de soja, petróleo e gás norte-americanos.
Ao mesmo tempo, a China anunciou a suspensão temporária, por um ano, dos controles de exportação sobre terras raras, recurso estratégico que vinha sendo usado como instrumento de pressão na guerra comercial.
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Segundo o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, a China comprará 12 milhões de toneladas de soja americana até o fim de 2025 e se comprometeu a adquirir 25 milhões de toneladas por ano nos próximos três anos, como parte de um acordo mais amplo. Outros países do Sudeste Asiático também concordaram em comprar 19 milhões de toneladas adicionais de soja dos EUA, embora o período exato dessas aquisições não tenha sido detalhado.
Soja em Chicago
O anúncio provocou volatilidade na Bolsa de Mercadorias de Chicago, mas prevaleceu o otimismo, com o grão registrando alta de cerca de 1% no fechamento. Para o analista e consultor de Safras & Mercado, Rafael Silveira, ainda há dúvidas sobre os efeitos do acordo. “Se não houver revisão para baixo na safra norte-americana, o volume anunciado de compras pela China será insuficiente para reduzir os estoques”, aponta.
Mesmo assim, os ganhos acumulados na bolsa em outubro giram em torno de 10% para o grão. Até 30 de outubro, a posição janeiro de 2025 avançou 8,5% no mês.
Mercado brasileiro
No mercado interno brasileiro, os ganhos internacionais não foram totalmente repassados. Os prêmios seguraram os preços, e os produtores aproveitaram os picos para realizar vendas pontuais, mantendo a comercialização controlada.
As proteínas, fundamentais para a construção e manutenção dos músculos e tecidos, podem ser obtidas tanto de fontes animais quanto vegetais. Mas quais são as principais diferenças entre elas?
Em entrevista ao programa Interligados, do Canal Rural, a nutricionista Fabiana Borrego explicou as vantagens, limitações e a melhor forma de equilibrar esses dois tipos de proteína na alimentação.
Proteína animal: alto valor biológico
Segundo Borrego, as proteínas de origem animal (como carnes, ovos, leite e derivados) são consideradas de alto valor biológico.
“Isso significa que elas contêm todos os nove aminoácidos essenciais que o corpo não consegue produzir sozinho. Por isso, são completas e de fácil absorção”, explica.
Essas proteínas também são importantes fontes de outros nutrientes, como ferro e vitamina B12, cuja absorção é mais eficiente em alimentos de origem animal.
Já as proteínas vegetais, presentes em feijão, lentilha, ervilha, grão-de-bico, soja e quinoa — tendem a ter baixo valor biológico, pois podem faltar alguns dos aminoácidos essenciais.
“Das proteínas vegetais, apenas três alimentos são completos: quinoa, edamame e soja. Eles têm todos os aminoácidos, mas ainda assim, é importante variar o cardápio para garantir um bom equilíbrio”, afirma Borrego.
A nutricionista recomenda combinar diferentes fontes de proteína vegetal no mesmo prato. “Quando a gente consome, por exemplo, quinoa com lentilha ou grão-de-bico, a refeição se torna muito mais completa em termos de aminoácidos”, orienta.
Equilíbrio e quantidade ideal
Para manter uma dieta balanceada, Fabiana destaca que a quantidade de proteína por refeição deve variar entre 100 e 150 gramas, podendo chegar a 200 gramas para quem busca ganho de massa muscular.
“As proteínas são como tijolinhos do corpo — elas constroem músculos e tecidos. Então, quem quer ganhar massa precisa garantir uma boa ingestão de alimentos ricos em proteína”, explica.
A especialista também lembra que combinações simples do dia a dia continuam imbatíveis:
“O clássico arroz com feijão e uma carne é uma das combinações mais completas em aminoácidos. É o prato perfeito que as nossas avós sempre defenderam.”
Com o aumento da popularidade das dietas vegetarianas e veganas, Borrego alerta para a leitura atenta dos rótulos de produtos vegetais industrializados, como hambúrgueres e embutidos à base de plantas.
“Esses alimentos podem conter muitos conservantes e aditivos químicos. Por isso, sempre vale conferir a lista de ingredientes e a tabela nutricional”, orienta.
Se o produto tiver pouca proteína — “algo como 1 g ou até 10 g por porção”, exemplifica — é importante complementar a refeição com outras fontes, como leguminosas ou cereais integrais.
“Sempre que possível, prefira preparar versões caseiras, como hambúrgueres de lentilha, grão-de-bico ou ervilha. São mais saudáveis e mantêm o valor nutricional dos alimentos”, recomenda.
Diversidade é o melhor caminho
Fabiana Borrego reforça que o segredo de uma boa alimentação está na diversidade e no equilíbrio. “Não se trata de escolher entre proteína animal ou vegetal, mas de saber combiná-las e variar os alimentos. Um prato colorido e diverso é o melhor caminho para a saúde”
O Instituto da Carne dos Estados Unidos (Meat Institute) pediu ao governo de Donald Trump que mantenha o impulso da política comercial “America First” (América Primeiro) e avance na remoção de barreiras que continuam a restringir as exportações americanas de carne bovina, suína e de aves. Em documento enviado ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), no âmbito do “Relatório de Estimativa do Comércio Nacional de 2026”, a entidade listou uma série de entraves sanitários, tarifários e burocráticos que, segundo o setor, limitam o crescimento das vendas externas, mesmo após avanços recentes na Europa, no Reino Unido e no Sudeste Asiático.
A presidente e CEO do Instituto, Julie Anna Potts, destacou no documento que o potencial de exportação da indústria permanece limitado por barreiras sanitárias injustificadas, tarifas proibitivas, cotas tarifárias e exigências onerosas de registro e aprovação de plantas exportadoras.
Entre os principais problemas citados ao USTR, o Meat Institute mencionou o descumprimento, pela China, dos compromissos assumidos no Acordo de Fase Um e a manutenção das tarifas retaliatórias sobre a carne americana previstas nas seções 232 e 301; as restrições regulatórias que ainda dificultam as exportações de carne bovina e suína para Taiwan, e as barreiras persistentes no Sudeste Asiático, em países como Filipinas, Indonésia, Malásia, Camboja, Tailândia e Vietnã.
Também foram apontadas como preocupações as políticas restritivas da União Europeia e do Reino Unido, o aumento das exigências de registro de estabelecimentos comerciais em Hong Kong, as barreiras históricas ao comércio de carne com a África do Sul e a necessidade de reforçar a cooperação sanitária internacional para prevenir doenças animais exóticas e preservar o fluxo global de comércio. O Instituto ainda destacou a importância de aproveitar o momento favorável com a Austrália e de avançar na plena implementação do acordo Korus com a Coreia do Sul.
Apesar das críticas, a entidade elogiou a administração Trump pela reativação da política comercial voltada ao setor agropecuário. Segundo Potts, a agenda “America First” revitalizou a política de comércio exterior dos Estados Unidos e mostrou que o país pode enfrentar de forma proativa as barreiras infundadas que restringem o potencial das exportações de carne e aves, prejudicando produtores, frigoríficos e trabalhadores americanos. “Em poucos meses, o governo Trump fez progressos na Europa, no Reino Unido, no Sudeste Asiático e em outros mercados críticos”, afirmou.
Ainda conforme a entidade, as exportações são essenciais para a sustentabilidade da cadeia produtiva e para o fortalecimento do agronegócio americano. “As exportações agregam valor a cada animal produzido e, por sua vez, aumentam a demanda por milho e soja dos EUA. Em média, as exportações de carne suína contribuem com US$ 64 por animal, enquanto as de carne bovina rendem mais de US$ 400 por cabeça”, afirmou.
Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela equipe do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado
Segundo a Abiarroz, o arroz é um dos pilares da segurança alimentar brasileira
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Foto: Canva
A Associação Brasileira da Indústria do arroz (Abiarroz) lançou na última segunda-feira (27) a campanha “arroz Combina”, com foco em ampliar o consumo do cereal no Brasil e reforçar sua importância nutricional, econômica e cultural. A iniciativa também atua no combate à desinformação nas redes sociais, especialmente contra boatos de que o alimento causaria obesidade.
Com duração prevista de um ano, a campanha terá forte presença digital, incluindo o lançamento de um site exclusivo e parcerias com influenciadores. A proposta é conectar o arroz a diferentes públicos, especialmente os mais jovens, promovendo o grão como base de uma alimentação equilibrada, acessível e culturalmente relevante.
Segundo a Abiarroz, o arroz é um dos pilares da segurança alimentar brasileira. Além de presença constante nas receitas típicas nacionais, o cereal garante sustento a milhares de produtores. O Brasil é o maior produtor de arroz fora da Ásia, e o Rio Grande do Sul responde por cerca de 70% da produção nacional. O grão brasileiro é exportado para mais de 100 países, mantendo padrão de qualidade reconhecido internacionalmente.
A “Arroz Combina” é a primeira campanha financiada pelo Fundo de Promoção, Pesquisa, Inovação e Incentivo ao Consumo de Arroz (Fundarroz), criado pela Abiarroz em 2024. O objetivo é estruturar ações de longo prazo para valorização do arroz nacional, unindo tradição, inovação e ciência da nutrição.
Além da estratégia de comunicação, o projeto pretende evidenciar o papel do arroz na identidade alimentar do país e em práticas sustentáveis no campo. Ao mesmo tempo, busca reverter a queda no consumo interno, observada nos últimos anos.
O Instituto da Carne dos Estados Unidos (Meat Institute) pediu ao governo de Donald Trump que mantenha o impulso da política comercial “America First” (América Primeiro) e avance na remoção de barreiras que continuam a restringir as exportações americanas de carne bovina, suína e de aves. Em documento enviado ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), no âmbito do “Relatório de Estimativa do Comércio Nacional de 2026”, a entidade listou uma série de entraves sanitários, tarifários e burocráticos que, segundo o setor, limitam o crescimento das vendas externas, mesmo após avanços recentes na Europa, no Reino Unido e no Sudeste Asiático.
A presidente e CEO do Instituto, Julie Anna Potts, destacou no documento que o potencial de exportação da indústria permanece limitado por barreiras sanitárias injustificadas, tarifas proibitivas, cotas tarifárias e exigências onerosas de registro e aprovação de plantas exportadoras.
Entre os principais problemas citados ao USTR, o Meat Institute mencionou o descumprimento, pela China, dos compromissos assumidos no Acordo de Fase Um e a manutenção das tarifas retaliatórias sobre a carne americana previstas nas seções 232 e 301; as restrições regulatórias que ainda dificultam as exportações de carne bovina e suína para Taiwan, e as barreiras persistentes no Sudeste Asiático, em países como Filipinas, Indonésia, Malásia, Camboja, Tailândia e Vietnã.
Também foram apontadas como preocupações as políticas restritivas da União Europeia e do Reino Unido, o aumento das exigências de registro de estabelecimentos comerciais em Hong Kong, as barreiras históricas ao comércio de carne com a África do Sul e a necessidade de reforçar a cooperação sanitária internacional para prevenir doenças animais exóticas e preservar o fluxo global de comércio. O Instituto ainda destacou a importância de aproveitar o momento favorável com a Austrália e de avançar na plena implementação do acordo Korus com a Coreia do Sul.
Apesar das críticas, a entidade elogiou a administração Trump pela reativação da política comercial voltada ao setor agropecuário. Segundo Potts, a agenda “America First” revitalizou a política de comércio exterior dos Estados Unidos e mostrou que o país pode enfrentar de forma proativa as barreiras infundadas que restringem o potencial das exportações de carne e aves, prejudicando produtores, frigoríficos e trabalhadores americanos. “Em poucos meses, o governo Trump fez progressos na Europa, no Reino Unido, no Sudeste Asiático e em outros mercados críticos”, afirmou.
Ainda conforme a entidade, as exportações são essenciais para a sustentabilidade da cadeia produtiva e para o fortalecimento do agronegócio americano. “As exportações agregam valor a cada animal produzido e, por sua vez, aumentam a demanda por milho e soja dos EUA. Em média, as exportações de carne suína contribuem com US$ 64 por animal, enquanto as de carne bovina rendem mais de US$ 400 por cabeça”, afirmou.
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O Brasil recicla menos de um quarto dos resíduos da construção civil, apesar de ter capacidade técnica e estrutura instalada para multiplicar esse volume.
Segundo dados da Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema), o país gera cerca de 48 milhões de toneladas de entulho por ano, o que representa até 60% dos resíduos sólidos urbanos, mas apenas 10 milhões de toneladas são efetivamente reaproveitadas — cerca de 21% do total.
Setor estratégico e desafios econômicos
De acordo com o pesquisador Laerte Scavavacca Jr., da Embrapa Meio Ambiente, o setor da construção civil, responsável por 10% do PIB e 15% dos empregos formais, enfrenta custos adicionais de 10% a 30% nas obras devido à má gestão dos resíduos.
Cada R$ 1 investido em novas habitações gera R$ 2,46 em retorno econômico e cria mais de 18 empregos diretos, segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Apesar do impacto positivo, 45% dos resíduos ainda são descartados de forma irregular, em áreas não licenciadas.
Legislação robusta, mas aplicação desigual
O arcabouço legal para o gerenciamento dos resíduos da construção civil é considerado abrangente. A Resolução Conama nº 307/2002, complementada pela nº 469/2015, define diretrizes de gestão e destinação dos RCC.
Já a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010) instituiu metas de redução e o princípio da responsabilidade compartilhada entre poder público, empresas e consumidores.
Na prática, porém, a falta de fiscalização e de indicadores nacionais compromete o alcance das metas.
Potencial técnico ainda pouco explorado
Scavavacca explica que os resíduos da construção são formados principalmente por concreto, argamassa, cerâmicas e tijolos, materiais inertes com alto potencial de reaproveitamento. A principal rota tecnológica é a produção de agregados reciclados (AR), usados em pavimentação, bases e sub-bases de rodovias, blocos e pisos.
Estima-se que 70% a 85% dos resíduos reciclados sejam aplicados em obras de infraestrutura, 10% a 20% em artefatos de cimento e até 10% em aplicações especiais, como concretos leves e muros de contenção.
Desigualdade regional e limitações de mercado
A região Sudeste concentra 65% das cerca de 300 usinas de reciclagem de RCC no país, com destaque para São Paulo e Rio de Janeiro. Ainda assim, a taxa média regional é de apenas 20%.
Entre os principais entraves estão os custos logísticos elevados, a falta de escala das usinas e a baixa aceitação dos agregados reciclados pelo mercado da construção.
Caminhos para uma economia circular no setor
Estudos recentes buscam novas aplicações tecnológicas, como o uso de resíduos em geossintéticos, asfalto-borracha e concretos estruturais de baixo teor, de acordo com normas como a NBR 15116. Uma tendência é o uso de usinas móveis próximas às obras, que reduzem custos de transporte e emissões de dióxido de carbono.
“Para que o país avance na economia circular do setor, especialistas recomendam cinco ações prioritárias: fortalecer a aplicação das resoluções do Conama, criar políticas de compras públicas que priorizem materiais reciclados, incentivar plantas móveis regionais, padronizar certificações e ampliar pesquisas sobre novos materiais”, afirma Scavavacca.
Segundo o pesquisador, “a reciclagem de RCC no Brasil tem potencial para reduzir significativamente o consumo de recursos naturais e os impactos ambientais da disposição inadequada. Mas, para transformar esse potencial em resultados concretos, o país precisa alinhar políticas públicas, inovação tecnológica e incentivos econômicos que tornem o reaproveitamento uma prática estrutural da construção civil”.
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Evento ocorre de 29 a 31 de outubro e tem como objetivo debater a implantação e a conservação de florestas ambientais e os avanços tecnológicos. A sede da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) sedia desde quarta-feira (29) o 8º Congresso Brasileiro de Reflorestamento Ambiental (CBRA 2025), numa promoção e realização do Centro de Desenvolvimento do Agronegócio (CEDAGRO) e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).
O Congresso, que encerra hoje, tem como objetivo principal conhecer as experiências exitosas na implantação e conservação de florestas ambientais e os avanços tecnológicos, bem como discutir e sugerir alternativas de solução para os principais desafios que afetam o setor.
Gilmar Dadalto, presidente executivo da CEDAGRO e José Mauro Santana da Silva, professor da UFSCar agradeceram a receptividade da Faesp em sediar os três dias do Congresso e afirmaram que há muito trabalho a ser realizado entre o meio acadêmico e o setor privado, especialmente com a proximidade da COP30 e os olhares a respeito de sustentabilidade e Amazônia voltados ao Brasil.
O diretor 1º secretário da Faesp, Márcio Antônio Vassoler, representando o presidente do Sistema Faesp/Senar, saudou os presentes e disse que a entidade está de portas abertas para eventos dessa magnitude.
“Este é um evento importantíssimo ao meio acadêmico, aos produtores rurais e ao mercado privado. O meio ambiente é um tema que temos discutido a todo o momento e no qual o mundo está nos observando. Os debates nestes três dias de Congresso serão fundamentais ao avanço do reflorestamento, tema deste encontro, e poderão ajudar ainda mais nosso país na defesa dos nossos biomas e da sustentabilidade”, afirmou.
Estiveram presentes na abertura do 8º Congresso Brasileiro de Reflorestamento Ambiental, o superintendente do Senar-SP, Mário Biral, e José Luiz Fontes, coordenador do Departamento de Sustentabilidade da Faesp.
Elas acordam cedo, enfrentam a rotina da granja, equilibram família, trabalho e gestão — e transformam cada desafio em oportunidade. De norte a sul do país, histórias como as de Nayara, Diva, Helena, Rita e Vera mostram que a presença feminina no campo vai muito além do apoio: é liderança, inovação e sensibilidade em cada detalhe da produção.
Seja entre os pintinhos de um aviário, nas bandejas de ovos ou na gestão de uma granja, essas mulheres provam que o agro também tem alma feminina — e um futuro que floresce com suas mãos.
Nayara: do café à avicultura, com inovação e amor pelo campo
Criada na roça, Nayara Prates sempre teve o agro no sangue. Depois de formada, decidiu voltar para o interior e ajudar o pai na produção de café. Mas foi a busca por novas oportunidades que a levou a investir na avicultura integrada, unindo tradição e tecnologia.
Ela estudou sobre manejo, nutrição e sustentabilidade, até montar o próprio aviário — que hoje completa sete anos de atividade. “Eu amo o que faço. Ver o pintinho crescer e o lote se desenvolver é gratificante. Cada ciclo é um aprendizado novo”, conta.
Além da paixão, Naara também criou uma integração sustentável: usa a palha do café como cama para as aves e, depois, transforma a cama usada em adubo orgânico para os cafezais. “Tudo se conecta. É o campo se reinventando e ensinando a gente a cuidar melhor do que é nosso.”
Diva: trabalho em família e estabilidade na avicultura
A história de Divanir Benatti Martins, a Diva, é marcada por união e superação. Quando o irmão decidiu investir na avicultura, ela se juntou à família para construir os galpões e aprender sobre o manejo.
Hoje, são dois aviários climatizados que sustentam três famílias — um exemplo de organização e cooperação. “A gente sempre trabalhou junto, um ajudando o outro. E isso deu certo. A granja trouxe estabilidade e qualidade de vida para todo mundo”, afirma. Segundo Diva, o segredo está na presença diária.
“É um trabalho que exige atenção, porque o frango é um ser vivo. Cada detalhe faz diferença, e estar junto no dia a dia é essencial.”
Helena Tsuboy: tradição japonesa e disciplina em Bastos
Em Bastos (SP), a Granja Tsuboy é sinônimo de tradição e eficiência. Fundada na década de 1950 pelos pais de Helena, descendentes de japoneses, a granja cresceu com muito esforço e união familiar.
Hoje, ela atua na administração da produção de ovos, enquanto os irmãos cuidam do manejo e da fábrica de ração. “Meu pai sempre dizia que era preciso gostar do que se faz. E mesmo nas dificuldades, ele nos ensinou a ter disciplina e buscar alternativas”, lembra.
A palavra que define a trajetória da família é gaman — um termo japonês que significa persistência diante dos desafios. “Essa filosofia está presente em tudo o que fazemos. Trabalhar com ovos é rotina, é dedicação diária, e isso nos dá muito orgulho.”
Rita: maternidade e dedicação dentro da granja
A produtora RitaMoreira de Souza representa a nova geração de mulheres do agro, que concilia a rotina da granja com a maternidade. Após a perda do pai, ela assumiu a atividade junto com a mãe, enfrentando o desafio de aprender sobre energia, controle de temperatura e equipamentos.
“É uma responsabilidade grande, mas a gente se ajuda. Quando uma precisa sair, a outra fica de olho no lote. Nunca deixamos o aviário sozinho”, explica. Rita mostra que é possível equilibrar o cuidado com os filhos e o trabalho no campo.
“No começo foi difícil, mas hoje já me adaptei. É corrido, mas é gratificante. A avicultura nos trouxe segurança e estabilidade.”
Vera: da cidade ao campo, com olhar técnico e liderança
Depois de anos na cidade, Vera Lúcia Gobbi e o marido decidiram mudar de vida e realizar o sonho de montar uma granja. O início foi cheio de aprendizado, mas o amor pela atividade logo se transformou em resultado.
Atenta e experiente, ela identifica qualquer anormalidade no lote “no olhar e no ouvido”. “Nos primeiros dias é dedicação total. A gente aprende a entender o comportamento das aves e a corrigir rápido o que precisa.”
Hoje, Vera lidera a propriedade com confiança e já planeja expandir. “Cada ciclo é uma conquista. A granja nos deu orgulho, estabilidade e qualidade de vida. Produzir alimento é motivo de felicidade todos os dias.”
Protagonismo e futuro no campo
De diferentes regiões, idades e histórias, essas mulheres têm algo em comum: transformam desafios em oportunidades. Elas representam a força do campo brasileiro, onde o trabalho feminino gera renda, sustentabilidade e inovação.
Cada uma delas mostra que a presença da mulher na produção de alimentos vai além da rotina — é símbolo de gestão, sensibilidade e liderança.
O futuro do agro passa por mãos femininas que, com coragem e planejamento, seguem abrindo caminhos e inspirando novas gerações.
*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo
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O setor aéreo brasileiro terá acesso a seis novas linhas de financiamento com recursos do FNAC, conforme decisão publicada nesta quinta-feira (30/10) pelo Conselho Monetário Nacional. Os empréstimos, de até R$ 4 bilhões, terão juros entre 6,5% e 7,5% ao ano, a depender da modalidade.
As linhas incluem aquisição de aeronaves nacionais, manutenção de motores, infraestrutura logística e compra de combustível sustentável (SAF) produzido no Brasil. A iniciativa, segundo informações do Ministério de Portos e Aeroportos, visa reduzir os custos operacionais e ampliar a oferta de voos, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste.
Contrapartidas incluem voos na Amazônia e uso de SAF
Para ter acesso ao crédito, as empresas terão de cumprir contrapartidas ambientais e regionais. Entre as exigências está o compromisso com a aquisição de SAF que gere redução adicional de emissão de CO2 — superior à meta legal de 1% ao ano, até atingir 10%. Também será obrigatória a adesão ao Pacto da Sustentabilidade do MPor, com foco em ações ESG. Outro critério é o aumento de 30% na proporção de voos nas regiões da Amazônia Legal e do Nordeste em relação aos números de 2024. Durante o período de carência do empréstimo, as empresas não poderão ampliar a distribuição de lucros aos acionistas.
As linhas de crédito aprovadas incluem:
Aquisição de SAF nacional;
Manutenção de aeronaves;
Manutenção de motores;
Compra de aeronaves;
Pagamento antecipado de aeronaves;
Ampliação da infraestrutura logística.
Segundo o comitê gestor do FNAC, presidido pelo secretário Nacional de Aviação Civil, Daniel Longo, a estratégia é fortalecer a cadeia produtiva nacional da aviação, fomentar investimentos em inovação e ampliar o acesso a serviços aéreos em regiões menos atendidas.
Com a aprovação do CMN, o próximo passo será a regulamentação operacional para que as linhas de crédito possam ser acessadas pelas companhias. O impacto esperado inclui aumento da conectividade regional, estímulo à produção nacional de aeronaves e maior inserção do Brasil na agenda de descarbonização do setor aéreo global.
A produção artesanal de queijos em São Paulo vive um momento de forte expansão. Desde 2023, o número de produtores registrados no Serviço de Inspeção de São Paulo (Sisp) aumentou 300%, passando de seis novos registros em 2022 para 24 em 2025. Com quase 60 queijarias artesanais formalizadas e mais de cem indústrias queijeiras ativas, o estado se consolida como um dos grandes polos da queijaria brasileira.
Segundo dados da Associação Paulista do Queijo Artesanal (APQA), o setor movimentou R$ 21,84 milhões em 2024, reflexo direto da modernização do processo de formalização e do fortalecimento das propriedades familiares dedicadas à produção artesanal.
Digitalização facilita formalização de pequenos produtores
O Sisp Artesanal passou por um processo de modernização que vem transformando a realidade dos pequenos produtores. Com o sistema totalmente digitalizado e equipes especializadas em inspeção artesanal dentro da Defesa Agropecuária, o governo paulista tem ampliado o acesso à formalização, garantindo mais segurança e qualidade nos produtos.
A iniciativa busca valorizar o trabalho no campo e estimular o crescimento sustentável de empreendimentos familiares que preservam técnicas tradicionais e fortalecem a economia rural.
Atualmente, o Sisp Artesanal reúne 234 estabelecimentos registrados no estado, abrangendo diferentes cadeias produtivas:
100 voltados à produção de lácteos;
94 de carnes;
21 de mel;
12 de ovos;
7 de pescados.
O programa tem papel essencial na formalização de pequenos negócios rurais, assegurando qualidade, rastreabilidade e valorização de produtos típicos paulistas.
O crescimento do setor vem acompanhado de um novo movimento de valorização dos queijos paulistas: o lançamento das Rotas do Queijo de São Paulo.
A iniciativa, coordenada pela Casa Civil em parceria com as secretarias de Turismo e Viagens, Agricultura e Abastecimento, Cultura e Economias Criativas, Desenvolvimento Econômico e Invest SP, reúne 102 queijarias distribuídas em 77 municípios, organizadas em oito rotas temáticas.
O projeto será apresentado durante o Mesa SP 2025 e tem como objetivo promover os queijos paulistas nos mercados interno e internacional, conectando produtores, turistas e consumidores em experiências que unem gastronomia, cultura e turismo rural.
Produtores premiados ganham espaço no mercado
Um exemplo do novo perfil de produtor é o da Estância Silvânia, em Caçapava, conduzida por Camila Almeida e o marido. Em 2025, o casal conquistou três medalhas de ouro no Mondial du Fromage, principal competição mundial de queijos e laticínios.
Com o registro no SISP Artesanal, obtido após a simplificação do sistema, a Estância ampliou sua presença no mercado e garantiu mais segurança ao consumidor.
“Sempre tivemos o sonho de levar nossos queijos para todo o Estado. Já conquistamos prêmios importantes, inclusive internacionais, mas a comercialização era limitada ao município. Com o registro artesanal, finalmente podemos ampliar nosso mercado e chegar a novos consumidores. E agora estamos muito felizes em integrar a Rota do Queijo”, afirma Camila.
Modernização da legislação impulsiona o setor
As resoluções SAA nº 63 e nº 52, de 2023, modernizaram o Sisp e simplificaram o registro de produtores artesanais de alimentos de origem animal. A criação de uma equipe especializada em inspeção artesanal e o uso do sistema Gedave, que permite o cadastro digital e prazos mais ágeis, tornaram o processo menos burocrático e mais acessível.
Segundo o secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai, as mudanças refletem um esforço conjunto do Governo de São Paulo para valorizar o produtor rural e promover os alimentos paulistas.
“Estamos construindo um ambiente que une qualidade, inovação e identidade. Nossos queijos são reconhecidos no mundo todo e representam o melhor da agricultura paulista: trabalho, tradição e excelência”, destaca Piai.