quarta-feira, abril 1, 2026

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Agrosolidário garante alimentação nutritiva à terceira idade, em Brasília



Há 40 anos, o Instituto Lar dos Velhinhos Maria Madalena oferece acolhimento digno e cuidados integrais a idosos em situação de vulnerabilidade no Distrito Federal. O trabalho inclui assistência à saúde, higiene, alimentação, medicação e suporte social, garantindo mais qualidade de vida a quem precisa de apoio na terceira idade.

Para reforçar esse trabalho, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), por meio do programa Agrosolidário, realiza doações de bebida de soja. O alimento garante uma nutrição rica e equilibrada aos idosos atendidos, contribuindo para a manutenção de uma dieta saudável e adequada às necessidades especiais da terceira idade.

O diretor de relações institucionais do Instituto, Civaldo Florêncio, ressaltou a importância da parceria. “A Aprosoja MT é um dos principais parceiros que nos permitem realizar nosso trabalho. A bebida de soja é fundamental para os idosos pelo seu valor proteico. Sem essa contribuição, nossos recursos não seriam suficientes para atender a todos. É uma parceria que esperamos manter por muitos anos. Somos muito gratos à Aprosoja MT e aos produtores rurais de Mato Grosso”, afirmou.

Entre os beneficiados está Maria José Ferreira, que vive no Lar há três anos. Ela ressalta os cuidados nutricionais recebidos, incluindo o acompanhamento das intolerâncias alimentares. “Eu me sinto bem aqui e sou uma pessoa feliz. A alimentação é excelente, com nutrientes como a soja. Agradeço muito aos agricultores que cultivam soja em Mato Grosso e fazem essa doação para o Lar dos Velhinhos Maria Madalena”, disse.

A nutricionista da instituição, Julia Gomes Ribeiro, explica a versatilidade da bebida de soja no preparo das refeições diárias. “Ela é inserida nas vitaminas dos lanches da tarde e pode ser utilizada em bolos, brigadeiros e sorvetes. Por não ter lactose, atende perfeitamente às necessidades dos idosos com restrições alimentares. As vitaminas ficam mais nutritivas e aumentam o valor biológico das refeições. É fácil perceber: eles estão mais alegres e saudáveis”, destacou.

Alessandra Pereira da Silva, captadora de recursos do Instituto, reforçou a relevância da parceria. “Nosso agradecimento especial é ao pessoal do Agrosolidário pelas doações. Esses suplementos reduzem nossos custos mensais e contribuem diretamente para o bem-estar dos idosos”, afirmou.



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Pesquisadores identificam nova espécie de cigarrinha-da-cana em lavouras



Em 2015, o professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), Gervásio Silva Carvalho, recebeu amostras de cigarrinha-da-cana (Mahanarva sp.) vindas de plantações do Sul e Sudeste do país. O inseticida usado para conter a praga não estava surtindo efeito, e a suspeita era de que se tratasse de uma espécie diferente das já conhecidas.

A partir da análise morfológica (estudo das características físicas do inseto), Carvalho buscava identificar se os exemplares apresentavam variações significativas em relação às cigarrinhas mais comuns nos canaviais.

Sem saber disso, pouco tempo depois, o professor Diogo Cavalcanti Cabral-de-Mello, do Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista (IB-Unesp), em Rio Claro, também recebeu, da mesma pessoa, vários exemplares do inseto. Alguns que Carvalho já havia analisado.

Especialista em citogenética e genômica, Cabral-de-Mello observou diferenças nos cromossomos que indicavam a possível descoberta de uma nova espécie, mas não tinha elementos suficientes para confirmar a hipótese.

Quando finalmente souberam um do trabalho do outro, os pesquisadores se uniram para ampliar o número de exemplares analisados. O trabalho conjunto confirmou a existência de uma nova espécie, batizada de Mahanarva diakantha, descrita em um estudo apoiado pela Fapesp e publicado no Bulletin of Entomological Research.

A descoberta abre caminho para novas pesquisas sobre o comportamento e o impacto da praga nas lavouras de cana-de-açúcar.

Diferente das outras espécies, a Mahanarva diakantha pode apresentar variações no ciclo de vida, na interação com o ambiente e até maior resistência a inseticidas, fatores que podem influenciar diretamente o controle da praga e a produtividade dos canaviais.

“Esse gênero de cigarrinha-da-cana tem espécies muito parecidas entre si, que chamamos de crípticas. Naquela ocasião, após dissecar os insetos, vimos que alguns tinham a genitália do macho diferente, o que podia indicar uma nova espécie”, conta a primeira autora do estudo, Andressa Paladini.

Diferença entre as espécies

A olho nu, a nova espécie é impossível de ser diferenciada das duas mais próximas, Mahanarva fimbriolata e Mahanarva spectabilis. Para complicar, as três possuem uma área comum de ocorrência no Sul e Sudeste do Brasil.

Sem o sequenciamento do gene COI, a única forma de diferenciá-las é dissecando os machos. Neles, a extremidade de uma parte da genitália da nova espécie se diferencia por ser bifurcada, o que deu origem ao seu nome científico, M. diakantha, “dois espinhos” em grego.

“Não sabemos exatamente há quanto tempo, mas tudo indica que as espécies se diferenciaram recentemente. Isso fica bem evidente nas análises genéticas e morfológicas”, diz Cabral-de-Mello.

Com a identificação da nova espécie, pesquisadores alertam para a necessidade de reavaliar resultados de estudos anteriores com cigarrinhas-da-cana. Ao revisar coleções biológicas, foram encontrados exemplares da nova espécie coletados há décadas, mas registrados como outras. Um deles, datado de 1961, havia sido classificado como M. fimbriolata.

Próximos passos

Um dos próximos passos vislumbrados pelos pesquisadores é aumentar a amostragem, a fim de verificar com mais acurácia a distribuição da nova espécie no país e seu impacto nas lavouras. Outra perspectiva é compreender melhor a diversidade genética da espécie, conhecimento fundamental para o desenvolvimento de estratégias de manejo.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Primeira semana de novembro terá temporais, granizo e chuvas de até 100 mm; saiba onde



A primeira semana de novembro deve trazer condições climáticas desafiadoras em diferentes regiões do Brasil. Enquanto algumas áreas recebem chuvas volumosas de até 100 mm, outras enfrentam calor intenso e tempo seco, com risco elevado de focos de incêndio.

Confira a previsão do tempo por região:

Região Sul

No norte e leste do Rio Grande do Sul, em grande parte de Santa Catarina e no leste e metade sul do Paraná, as pancadas de chuva variam de fraca a moderada, com possibilidade de volumes de até 100 mm a partir de quinta-feira. Até quarta-feira, o tempo ficará firme no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, favorecendo os trabalhos em campo.

A partir de quinta-feira, a formação de um sistema de baixa pressão deve trazer chuva volumosa, temporais com risco de granizo e rajadas de vento acima de 70 km/h, podendo causar alagamentos e dificultar as atividades nas lavouras. As temperaturas permanecem dentro da normalidade, com mínimas próximas de 15ºC e máximas entre 28ºC e 30ºC.

Chuvas seguem no Sudeste

Em grande parte de São Paulo, no centro-sul, Triângulo e oeste de Minas Gerais, no Rio de Janeiro e no sul do Espírito Santo, as chuvas devem atingir volumes entre 30 e 40 mm em muitas áreas, com risco de temporais isolados.

As temperaturas permanecem elevadas, com máximas em torno de 30ºC em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e centro-sul de Minas Gerais, chegando a 35ºC no centro-norte de Minas Gerais. A chuva ajuda a repor a umidade do solo sem prejudicar os trabalhos em campo, mas os produtores devem ficar atentos ao centro-sul de Minas Gerais entre segunda-feira (3) e terça-feira (4), quando há risco de granizo.

O tempo na região Centro-Oeste

Os estados de Mato Grosso, Goiás e o Distrito Federal terão pancadas de chuva fortes, com acumulados entre 30 e 40 mm, enquanto em Mato Grosso do Sul os volumes variam de moderados a fortes, com risco de temporais isolados. No nordeste e centro-norte de Goiás, os acumulados podem chegar a 100 mm, revertendo o déficit hídrico, mas, prejudicando o avanço do plantio da safra 2025/26 de forma temporária.

Calorão no Nordeste

O sul e sudoeste do Maranhão, sudoeste do Piauí e oeste da Bahia terão chuva moderada a forte, com acumulados de até 50 mm. Na faixa litorânea, as precipitações diminuem e o calor predomina.

Nas demais áreas do Nordeste, o calor intenso se mantém, com máximas de até 40ºC no norte do Maranhão, no norte do Piauí e no Ceará, e 35ºC no Rio Grande do Norte, Pará, Pernambuco, Sergipe, Alagoas e centro-leste da Bahia. Produtores devem ter cautela com o risco de incêndios e planejar os trabalhos em campo, evitando manejos de risco sob calor intenso.

Previsão para o Norte

As pancadas de chuva retornam ao Amazonas, no centro-sul do Pará e em Rondônia, com volumes de 30 a 40 mm, variando de fraca a moderada. Em Roraima e Tocantins, podem ocorrer precipitações mais fortes em pontos isolados.

No Acre, a chuva será fraca, e no Amapá, o tempo permanecerá firme. As temperaturas se mantêm elevadas, com máximas próximas de 40ºC, aumentando o risco de incêndios no Amapá e no centro-norte do Pará. Os acumulados ajudam os produtores a avançar com o plantio da safra 2025/26, garantindo umidade suficiente em Amazonas, Acre, Rondônia, centro-sul do Pará e Tocantins.

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Avião de pequeno porte cai em fazenda no estado de TO; piloto morreu no local


Um avião de pequeno porte caiu, neste sábado (1º), em uma fazenda na zona rural do município de Fátima, região central de Tocantins. O acidente resultou na morte do piloto, Diomedio Aires da Silva Filho, de 56 anos, e deixou outro homem, José Rosário Carneiro, de 52 anos, gravemente ferido. Ele foi socorrido e levado ao Hospital de Referência de Porto Nacional. Segundo a Polícia Militar do estado, o chamado de emergência foi registrado pouco antes das 19h.

Imagens de moradores mostram que a aeronave estava voando em baixa altitude antes de perder altura rapidamente e cair. Testemunhas relataram um forte barulho do motor momentos antes do impacto. O avião ficou totalmente destruído, com danos severos na parte frontal e nas asas, além de derramamento de combustível.

O local do acidente foi isolado para os trabalhos de perícia, com apoio do Instituto Médico Legal (IML) de Tocantins.

Também foi acionado o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão da Aeronáutica responsável por investigar acidentes aéreos, que atua por meio do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa).



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Nova tecnologia garante leite mais nutritivo a bebês prematuros



Bebês prematuros internados em UTIs neonatais poderão receber um leite materno mais nutritivo e completo devido a uma pesquisa desenvolvida pelo Instituto de Laticínios Cândido Tostes da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig ILCT) em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O estudo, em andamento desde 2019, adapta tecnologias usadas na indústria de laticínios para melhorar o aproveitamento do leite humano doado, reduzindo a perda de gordura e nutrientes essenciais.

A proposta busca aumentar a disponibilidade deste alimento e, assim, reduzir a mortalidade de prematuros extremos, bebês com menos de 1,5 quilo.

“O trabalho consiste na adaptação de tecnologias usadas na indústria do leite para a aplicação em bancos de leite humano”, define a pesquisadora e professora da Epamig ILCT, Denise Sobral.

Pesquisadora da área de Nutrição Neonatal e de Leite Materno para Prematuros na Fiocruz, a médica neonatologista Maria Elizabeth Moreira conta que, há quase duas décadas, a equipe buscava uma instituição parceira para trabalhar com o manuseio do leite materno.

“Esse casamento com a Epamig ILCT foi perfeito. Ainda mais, trabalhando essa questão junto ao Banco de Leite Humano do Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) e quem vai se beneficiar muito disso serão os nossos bebês”, afirma.

Homogeneização do leite

Um dos projetos em vigor avalia o processo de homogeneização do leite humano e busca evitar a perda de gordura e nutrientes deste líquido destinado a bebês internados em UTIs neonatais.

A separação de fases e a perda da gordura são um grande desafio enfrentado pelos bancos de leite.

“A gordura do leite humano se separa naturalmente após a doação. Com isso, o leite oferecido nas UTIs neonatais fica parcialmente desnatado, quando o bebê precisaria de mais calorias para sobreviver”, explica Denise Sobral.

A professora ainda detalha que a proposta constitui em processar o leite humano em um homogeneizador de pequeno porte. Durante o processo, o leite é forçado a passar em pequenos orifícios, que quebram os glóbulos maiores de gordura em partes menores.

Dessa forma, a distribuição de gordura é mais homogênea no líquido, evitando que se separe ou grude nas superfícies.

Andamento das pesquisas

A primeira fase de experimentos definiu as condições de processamento, por meio de diferentes pressões e temperaturas.

Atualmente, a etapa consiste em averiguar se o fluido preserva os nutrientes e fatores de imunidade e em simular o comportamento desse leite nas bombas de infusão, como as usadas nas UTIs neonatais.

De acordo com o gestor do Laboratório de Controle de Qualidade de Leite Humano da Fiocruz, Jonas Borges da Silva, os testes clínicos estão previstos para 2026.

“Esperamos que esse trabalho resulte no aumento da disponibilidade de conteúdo calórico no leite humano fornecido para bebês internados em UTIs neonatais”, informa o gestor.

Responsável pela pesquisa clínica, a neonatologista Maria Elizabeth Moreira destaca que antes da oferta aos bebês este líquido passa por avaliações de segurança, eficiência e de efeitos adversos.

Ela ainda reforça que o objetivo final é disponibilizar um leite humano que contribua no crescimento, desenvolvimento neurológico, comprimento e peso de cada prematuro. Por isso, a parceria com o Instituto Cândido Tostes prioriza minimizar ao máximo a perda de nutrientes.

“Os resultados até agora são o que a gente esperava. Eu acho que, em breve, vamos conseguir oferecer um leite de melhor qualidade para esses bebês que precisam tanto”, comemora Denise Sobral.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Semeadura de soja começa com atrasos e incertezas no Paraná



A Expedição Soja Brasil, exibida no último programa, chegou ao Paraná em um momento de apreensão para os produtores rurais. A semeadura da safra 2025/26 começou oficialmente em 1º de setembro, mas o avanço foi irregular em várias regiões do estado devido à ausência de umidade suficiente no solo. Em áreas como Londrina, o plantio está atrasado, reflexo direto da falta de chuvas nas primeiras semanas da temporada.

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As primeiras precipitações significativas só ocorreram em meados de outubro, comprometendo o desenvolvimento inicial das lavouras e reduzindo o potencial produtivo. “Quem plantou cedo fez um péssimo negócio. A maioria segurou o plantio, e isso vai ter consequência no milho segunda safra, que pode ficar inviável pelo atraso”, relatou o produtor rural Antônio Sampaio, de Londrina. Segundo ele, o problema se soma a dois anos consecutivos de resultados ruins por causa da falta de chuva.

O cenário é agravado pela sequência de safras afetadas pelo clima e pelos baixos resultados produtivos. A persistência do fenômeno La Niña até o final do ano deve manter a irregularidade das chuvas, com risco de períodos de seca intercalados com excesso de precipitação, o que pode comprometer a germinação e o crescimento das plantas. “Esses intervalos secos costumam ocorrer entre novembro e dezembro, quando a soja mais precisa de água. E, com temperaturas elevadas, os impactos podem ser severos”, explicou Edivan Possamai, coordenador estadual do Programa de Grãos Sustentáveis do IDR-Paraná.

Soja no Paraná

Apesar dos desafios climáticos, o otimismo ainda não desapareceu completamente. A estimativa é que o Paraná cultive 5,77 milhões de hectares de soja nesta safra, com produção de 21,9 milhões de toneladas, um aumento de 4% em relação ao ciclo anterior. No entanto, os produtores enfrentam custos de produção elevados, crédito restrito e juros altos, fatores que têm levado a uma postura mais cautelosa nos investimentos.



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Regularização ambiental abre novos caminhos para produtores



Produtores rurais de Rondônia estão sendo orientados sobre como retomar a comercialização e acessar mercados mais exigentes por meio da regularização ambiental. A iniciativa é dos Escritórios Verdes da JBS, que promovem eventos em todo o estado, como o realizado recentemente em Pimenta Bueno.

De acordo com a analista de sustentabilidade da JBS, Luana Fim, o processo começa com a atualização do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e a adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA). O monitoramento das propriedades é feito por imagens de satélite e dados socioambientais, em parceria com a empresa Agrotour, que cruza informações de órgãos como Ibama, ICMBio, Funai e IBGE.

“Quando o produtor se regulariza, ele volta ao mercado com um produto comprovadamente sustentável, pronto para atender às exigências de países como a União Europeia e o Reino Unido”, explicou Luana Fim.

O tempo de retorno à atividade varia de acordo com a situação da propriedade, podendo levar de seis meses a um ano e meio, mas o resultado vale a pena.

Os Escritórios Verdes oferecem atendimento gratuito para produtores que desejam se adequar às normas socioambientais e voltar a vender para frigoríficos e mercados internacionais.



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como uma decisão mudou a vida da família Gross



Nascidos e criados na comunidade do Piana de Baixo, em Palmeira, no Paraná, os irmãos Nilson e Givanildo Gross cresceram em meio à lavoura de fumo. Desde jovens, tiveram que assumir as responsabilidades do campo depois que o pai adoeceu. Hoje, eles colhem os frutos de uma decisão que mudou o rumo da propriedade: apostar na avicultura integrada.

A mudança aconteceu há três anos, quando a família decidiu deixar a cultura do tabaco para investir em uma atividade mais saudável e estável. “A avicultura nos dá mais qualidade de vida e segurança, porque é um ambiente controlado e previsível”, conta Nilson, que comanda a granja ao lado do irmão, da cunhada Edinéia e da esposa, Giane.

A oportunidade surgiu depois de ouvirem, pelo rádio, que a Seara estava expandindo a integração na região. “Fomos atrás, conversamos com a prefeitura, participamos das reuniões e conseguimos a vaga. Foi o início de uma nova história pra nós”, lembra Nilson.

Com o primeiro alojamento, veio a ansiedade e o medo do desconhecido. “No começo, a gente quase não dormia. Tínhamos medo de errar, de perder as aves. Mas o suporte da empresa e os cursos ajudaram muito”, conta.

A família começou com dois aviários climatizados, totalmente automatizados, e aprendeu cada detalhe do manejo. Hoje, Nilson e Givanildo dividem as tarefas da granja, enquanto Giane cuida da parte de gestão e contabilidade. “Cada ajuste faz diferença: a regulagem dos pratos, o controle da água, a temperatura. Tudo influencia no resultado final”, explica.

A rotina é intensa, mas o resultado compensa. “Agora a gente sente que tem um porto seguro. Produzimos alimento com qualidade e temos uma renda que permite planejar o futuro”, afirma Givanildo.

Mesmo com pouco tempo de atividade, a Família Gross já se tornou destaque entre os integrados da unidade. O bom desempenho rendeu premiação da integradora, por melhoria na conversão alimentar. O segredo, segundo a extensionista responsável pelo acompanhamento, Eloise Sampaio, é a dedicação e a busca por conhecimento.

“O Nilson é curioso, participa de cursos, estuda sobre elétrica, ambiência e manejo. Eles têm vontade de aprender e aplicar tudo no dia a dia”, elogia.

A família também mantém uma relação próxima com os técnicos da integradora. “Temos suporte em todas as etapas, desde a chegada dos pintinhos até a retirada das aves. É uma parceria que dá segurança e confiança”, completa Nilson.

Além dos resultados na granja, a avicultura trouxe algo ainda mais valioso: a sucessão familiar. O filho mais velho, Arthur, de apenas 10 anos, já demonstra interesse pela atividade e acompanha o trabalho dos pais. “Ele entende todo o processo, desde o alojamento até o carregamento. É bonito ver o orgulho dele”, diz Giane, emocionada.

Ela, que também é professora, compara a lida com os alunos à rotina na granja.

“Cada lote é como uma turma nova: tem o seu ritmo, suas necessidades e desafios. A gente aprende junto e cresce a cada ciclo”, reflete.

Para Nilson, o maior sonho é seguir nesse caminho e, no futuro, viver apenas da avicultura.

“Quero continuar aqui, criar meus filhos nesse ambiente e deixar um legado. Produzir alimento é motivo de orgulho.”

A história da Família Gross é um retrato do novo agro: tecnológico, familiar e sustentável. O trabalho em equipe, a parceria com a integradora e o amor pelo que fazem tornaram a propriedade um exemplo de superação e visão de futuro.

“Ser avicultor é mais do que criar frangos. É cuidar de vidas, é produzir com responsabilidade”, resume Nilson. “E o mais importante é saber que o que a gente faz aqui, lá no interior do Paraná, ajuda a alimentar famílias no Brasil e no mundo.”

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo


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AgroNewsPolítica & Agro

Rúcula mantém qualidade apesar de doenças nas folhas



Rúcula tem preços entre R$ 8 e R$ 30 no mercado gaúcho



Foto: Pixabay

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (30), a produção de rúcula na região administrativa de Lajeado, especialmente no município de Feliz, é limitada. Segundo o boletim, poucos produtores mantêm o cultivo, concentrando-se na produção em estufa para atender mercados já consolidados. Os ciclos de plantio são sucessivos, chegando a dez por ano.

As lavouras apresentam bom crescimento vegetativo, favorecido pelas temperaturas amenas e pela umidade. No entanto, o excesso de umidade tem contribuído para a ocorrência de míldio e queima de folhas. “O manejo preventivo e a ventilação adequada têm mantido a qualidade do produto”, destaca o informativo.

As folhas colhidas têm apresentado coloração verde intensa e boa aceitação no mercado. Em redes de supermercado e na Ceasa, os preços variam entre R$ 8,00 e R$ 10,00 por dúzia.

Em Vale Real, a produção também ocorre em estufas e apresenta bom desenvolvimento. Entretanto, a mudança brusca de temperatura favoreceu o ataque de traça-das-crucíferas e lagartas. Conforme o informativo, “a comercialização está lenta, e houve perda de produção devido à baixa procura”. Na Ceasa, a dúzia é vendida entre R$ 20,00 e R$ 30,00, enquanto no comércio local o preço varia de R$ 25,00 a R$ 30,00.





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AgroNewsPolítica & Agro

Goiás destina R$ 2,6 milhões a produtores rurais


O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), em parceria com a Emater Goiás, realizou nesta terça-feira (4), em Mara Rosa, mais uma etapa do programa Crédito Social Rural. A ação contemplou 522 produtores rurais de nove municípios da Regional Serra da Mesa, com investimento total de R$ 2,6 milhões voltado à estruturação de atividades produtivas no campo.

De acordo com o governo estadual, os produtores beneficiados participaram de cursos de capacitação promovidos pela Emater Goiás, voltados a cadeias produtivas estratégicas da agricultura familiar. Entre as atividades abordadas estão apicultura, avicultura, bovinocultura de corte, de leite e sustentável, suinocultura, olericultura orgânica, irrigação, além da produção de doces artesanais, quitandas e salgados. Ao todo, 541 pessoas foram capacitadas na região.

Os recursos poderão ser utilizados na compra de insumos, equipamentos e na realização de melhorias estruturais para o início ou ampliação das atividades rurais. Serão contemplados produtores dos municípios de Amaralina, Campinorte, Colinas do Sul, Mara Rosa, Mutunópolis, Niquelândia, Porangatu, Trombas e Uruaçu.

Durante o evento, também foram oferecidos serviços gratuitos à população, como emissão de documentos, renovação de Carteira Nacional de Habilitação (CNH), balcão de empregos, atividades infantis e outros atendimentos voltados à cidadania.





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