sábado, abril 11, 2026

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Milho sobe na B3 e em Chicago: Confira


Os contratos futuros de milho encerraram a quarta-feira (15) com leves altas, sustentados por sinais de demanda firme e projeções positivas para as exportações brasileiras, segundo informações da TF Agroeconômica. Na B3, apenas o contrato de novembro recuou, refletindo realização de lucros por parte dos investidores e a proximidade do aviso de entrega. Já os demais vencimentos fecharam em leve alta, impulsionados pela estimativa da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), que elevou sua previsão de embarques de outubro para 6,459 milhões de toneladas, um aumento de 6,58% em relação à semana anterior.

A demanda interna segue aquecida, especialmente pela indústria de etanol, que continua absorvendo volumes expressivos do cereal. Nos fechamentos do dia, o contrato de novembro/25 foi cotado a R$ 67,51, registrando baixa de R$ 0,29 no dia, mas alta de R$ 0,91 na semana. O vencimento de janeiro/26 encerrou a R$ 70,47, com alta diária de R$ 0,19 e ganho semanal de R$ 1,68, enquanto o contrato de março/26 terminou a R$ 72,20, avançando R$ 0,17 no dia e R$ 0,68 na semana.

No mercado internacional, o milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) também fechou em alta, mesmo sem novos dados oficiais, sustentado pelo otimismo em torno da demanda global. O contrato de dezembro subiu 0,91%, a US$ 416,75/bushel, e o de março ganhou 0,70%, a US$ 432,25/bushel. Segundo o analista americano Ben Potter, o cereal teve o melhor desempenho do complexo de grãos, apoiado por grandes compras de Taiwan e Coreia do Sul, além da expectativa de que o ritmo forte da demanda se mantenha no curto prazo.

 





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índice que mede atividade econômica sobe em agosto



O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) subiu 0,40% em agosto, na comparação com julho e na série com ajuste sazonal, informou a autarquia nesta quinta-feira, 16. No mês anterior, o índice havia cedido 0,52% (revisado, de -0,53%). Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (16).

O resultado de agosto ficou abaixo da mediana da pesquisa Projeções Broadcast, que apontava para uma alta de 0,70%. As estimativas do mercado iam de queda de 0,30% a alta de 1,10%.

Resultado por setores

O IBC-Br ex-agropecuária, que exclui os efeitos do setor da conta, subiu 0,39% na margem, após uma queda de 0,45% no mês anterior (revisado, de -0,43%). O indicador próprio da agropecuária recuou 1,85%, após uma baixa de 0,62% em julho (revisado, de -0,81%). É a quinta queda consecutiva do índice na margem.

O índice de serviços caiu 0,21%, depois de ter cedido 0,29% no mês anterior (revisado, -0,19%); o da indústria avançou 0,84%, após baixa de 0,99% em julho (revisado, de -1,07%); e o de impostos equivalente, em linhas gerais, à rubrica de impostos líquidos sobre produtos do Produto Interno Bruto (PIB) subiu 0,72%, após uma queda de 0,81 (revisado, de -0,69%).

Comparação anual

Na comparação com agosto de 2024, o IBC-Br total cresceu 0,12% na série sem ajuste sazonal abaixo da mediana da pesquisa Projeções Broadcast, de 0,65%. As estimativas do mercado iam de queda de 0,40% a alta de 2,40%.

O índice ex-agropecuária caiu 0,09% na comparação interanual, após alta de 0,98% no mês anterior (revisado, de 1,01%). O da agropecuária teve alta de 3,87%, depois de ter crescido 4,67% em julho (revisado, de 3,48%).

O indicador de serviços cresceu 0,62%, após alta de 1,49% (revisado, de 1,57%), e o da indústria caiu 0,76%, depois de ter subido 0,43% (revisado, de 0,41%). O índice de impostos caiu 1,87%, após baixa de 0,25% (revisado, de -0,36%).



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Competitividade da carne suína reage e ultrapassa a do frango



Depois de consecutivas perdas nos últimos meses, a competitividade da carne suína frente à de frango vem reagindo em outubro. Isso é o que indicam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o instituto, esse cenário está diretamente ligado ao caso da gripe aviária registrado em maio em uma granja comercial no Rio Grande do Sul. O caso pressionou os valores de comercialização da carne de frango entre junho e o começo de setembro, desfavorecendo a competitividade da proteína suína. 

Desde meados do mês passado, porém, os preços da carne de frango passaram a se recuperar, influenciados pela retomada das exportações à União Europeia. Agora em outubro, levantamentos do Cepea mostram que o movimento de alta nas cotações do frango segue firme. 

Dessa forma, os valores do suíno, que estão em queda, resultam em ganho de competitividade da carne suína frente à de frango pela primeira vez desde o caso da gripe aviária.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Alta demanda sustenta o preço do boi frente a escalas mais curtas



As negociações de boi gordo estão em tendência de alta na maioria das praças desde o início de outubro. Foi isso o que acompanharam os pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o centro de pesquisas, ainda que contratos com confinadores sigam abastecendo boa parte da demanda de frigoríficos, as escalas de abate estão mais curtas neste mês, e a procura no mercado de balcão tem aumentado.

No acumulado de outubro, os preços do boi permanecem firmes nas 28 regiões pesquisadas pelo Cepea. No estado de São Paulo, os negócios têm ocorrido principalmente entre R$ 305 e R$ 315, com alguns até R$ 320.

Com os valores atuais, a diferença entre a arroba de boi e 15 quilos de carcaça é a menor do ano, conforme o Centro de Pesquisas.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Produtores de soja dos EUA pedem retomada de acordo com a China



A Associação Americana da Soja (ASA, na sigla em inglês) pediu que o governo do presidente Donald Trump avance nas negociações comerciais com a China. O país asiático ainda não comprou soja da safra 2025/26 dos Estados Unidos, cuja colheita está em andamento.

Em nota, a entidade afirmou esperar que as conversas sejam retomadas e que o acesso ao mercado chinês seja restabelecido. Segundo a ASA, a ausência da China nas compras preocupa os produtores norte-americanos e pode afetar o escoamento da nova safra.

Cobrança por definições da EPA

A associação também solicitou que a Agência de Proteção Ambiental (EPA) publique as regras finais sobre a mistura obrigatória de biocombustíveis para os anos de 2026 e 2027. A proposta divulgada em junho previa volumes de biodiesel acima das estimativas do mercado. O óleo de soja é uma das principais matérias-primas para o biocombustível.

O grupo pediu ainda uma decisão sobre a redistribuição dos volumes de biocombustíveis que deixaram de ser misturados aos combustíveis fósseis entre 2023 e 2025. A falha ocorreu por causa de isenções concedidas a pequenas refinarias.

Em comunicado, a ASA reforçou a importância de uma definição rápida. “Queremos que o governo finalize essa proposta e siga apoiando a produção de biocombustíveis a partir do óleo de soja dos EUA”, destacou a entidade.



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Congresso cancela sessão que analisaria vetos à Lei do Licenciamento Ambiental



O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), informou que a sessão do Congresso Nacional prevista para esta quinta-feira (16), que analisaria os vetos presidenciais à Lei Geral do Licenciamento Ambiental, foi cancelada.

Segundo nota divulgada por Alcolumbre, a decisão atende a um pedido da liderança do governo no Congresso. Ainda não há uma nova data para a análise dos vetos.

LDO

O cancelamento da análise dos vetos, ocorre um dia depois do Congresso adiar para a próxima terça-feira (21) a votação do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025.

De acordo com informações da agência Senado , o adiamento foi articulado em reunião entre o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e Davi Alcolumbre, na residência oficial do Senado.

Segundo Randolfe, o governo busca uma “concertação orçamentária” após a perda de validade da MP 1.303/2025, que previa uma arrecadação extra de R$ 17 bilhões. “Quando o ministro Haddad fala em corte de emendas, não é ameaça, é um diagnóstico da realidade: não teremos recursos para várias atividades, entre elas, as emendas parlamentares”, afirmou o senador.



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Condições climáticas impulsionam cultivo de girassol



Produção de girassol atinge 6 mil hectares no Rio Grande do Sul



Foto: Divulgação

De acordo com dados do 1º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, divulgado nesta terça-feira (14) pela Companhia Nacional de Abastecimento, a área de produção de girassol no Rio Grande do Sul está estimada em 6 mil hectares. O crescimento é atribuído à maior disponibilidade de sementes nesta safra, fator que havia limitado a expansão no ciclo 2024/25, além dos bons resultados obtidos nas últimas safras e da possibilidade de plantio de safrinha.

A produção está concentrada na região noroeste do estado, com a semeadura concluída e 100% das lavouras em desenvolvimento vegetativo. Segundo o levantamento, “a evolução da semeadura se deu em 25% da área no final de julho, 65% em agosto e 10% no início de setembro”.

Com as condições climáticas favoráveis em setembro, as lavouras apresentam bom desenvolvimento de estande e sanidade. A partir do início de outubro, as primeiras áreas devem entrar na fase reprodutiva, com a formação do capítulo.





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Preço do arroz atinge menor nível em 14 anos e preocupa produtores



Com o plantio avançando sobre 18% da área prevista para a safra 2025/26 no Rio Grande do Sul, principal estado produtor do país, o preço do arroz em casca atingiu o menor patamar em 14 anos. Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a saca é negociada a R$ 59,17, o valor mais baixo desde setembro de 2011, uma queda de 50,3% em apenas um ano.

Em entrevista ao Rural Notícias, do Canal Rural, Evandro Oliveira, consultor da Safras & Mercado, explicou que o setor enfrenta uma crise de liquidez e rentabilidade causada pelo excesso de oferta.

“Depois de o arroz ultrapassar R$ 120 por saca, logo após a pandemia, houve estímulos e expansão de áreas em várias regiões do país. Isso resultou em uma produção nacional superior a 12,3 milhões de toneladas. Agora, o desafio é encontrar demanda para todo esse volume”, afirmou.

O especialista destaca que o escoamento da produção é um dos principais gargalos. A demanda interna está retraída e as exportações enfrentam forte concorrência com a safra norte-americana, que domina os mercados do hemisfério norte. “O Brasil segue com dificuldades, e o problema está longe de acabar”, avalia Oliveira.

De acordo com levantamento da Conab, a próxima safra ainda deve ultrapassar 11 milhões de toneladas, mesmo com a leve redução de área projetada, cerca de 920 mil hectares, queda de 5%. Para o consultor, esse volume ainda é alto e mantém o mercado pressionado. “O equilíbrio viria com uma produção nacional ajustada ao consumo, em torno de 10,5 milhões de toneladas. Só assim poderíamos ter um 2026 mais confortável”, explicou.

O mercado também sofre com novos entraves logísticos e de custos. “Nas últimas semanas tivemos o impacto do tabelamento dos fretes, o que afastou os poucos compradores que restavam. O mercado segue travado e com muita incerteza”, disse.

Oliveira reforça que a competitividade internacional do arroz brasileiro depende de avanços estruturais. “Demanda existe, mas o ‘custo Brasil’ tira a nossa vantagem. Pedágios, fretes caros, burocracia e altos custos de produção reduzem a margem e impedem o país de competir com grandes exportadores como Estados Unidos, Uruguai, Argentina e Paraguai”, destacou.

Atualmente, o preço de equilíbrio para o produtor, o ponto em que cobre os custos de produção, seria entre R$ 70 e R$ 75 por saca na fronteira oeste gaúcha, principal região produtora. No entanto, as cotações atuais estão bem abaixo desse patamar, variando entre R$ 55 e R$ 56. “É uma situação muito preocupante, que coloca em risco o planejamento de novos plantios”, concluiu o consultor.



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A ‘indústria petroquímica’ Lula e o desafio de transformar simpatia em acordos


Lula voltou do telefonema com Donald Trump dizendo que não nasceu apenas uma “química”, mas uma “indústria petroquímica”. A frase é boa, tem ritmo e humor, parece saída de um marqueteiro em dia inspirado. Mas também revela o desejo de transformar cordialidade em investimento, conversa em acordo e simpatia em negócio.

O problema é que, por enquanto, essa “indústria” ainda está no PowerPoint. O mundo real exige mais do que frases combustíveis: requer projetos concretos, tecnologia e, claro, redução de tarifas que hoje encarecem a carne, o café e até o etanol brasileiros nos Estados Unidos.

Se essa brincadeira diplomática render frutos, ótimo: o Brasil pode sair do campo das palavras para o das exportações. Se não, continuaremos produzindo o que temos de sobra, discursos inflamáveis e declarações que evaporam mais rápido que gasolina em dia de sol.

No fim das contas, talvez Lula tenha razão: com Trump, não pintou química, pintou mesmo foi um barril de expectativas. Só esperamos que ele venha com selo “livre de tarifas” e que, dessa refinaria de metáforas, saia pelo menos tarifas… nem que seja de piadas diplomáticas.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Brasil projeta safra recorde de soja, mas La Niña exige atenção



O Brasil deve colher safra recorde de 178,7 milhões de toneladas de soja em 2025/26, estimou Ana Luiza Lodi, analista da StoneX, durante seminário online nesta quarta-feira (15). O número considera 48,3 milhões de hectares de área plantada e recuperação de produtividade no Rio Grande do Sul, que teve perdas nas últimas temporadas. “Temos esse potencial de uma safra recorde, mas tudo vai depender do clima”, disse.

O fenômeno La Niña foi confirmado no Oceano Pacífico e deve persistir até o início de 2026, com fraca intensidade e curta duração. O padrão climático tende a reduzir as chuvas no sul da América do Sul nos meses de novembro e dezembro.

“Pode chover um pouco menos do que o normal em novembro e dezembro na Argentina, Uruguai e algumas áreas do Brasil. Mas são períodos que chove muito, então mesmo se chover menos não seria um grande problema. É um ponto a ser monitorado”, afirmou Lodi.

Para janeiro e fevereiro, meses críticos para o enchimento de grãos, a previsão indica maior normalidade nas precipitações no sul do continente. “Aí a gente tem o sul da América do Sul mais dentro da normalidade. De repente pode chover um pouco menos em outras partes do Brasil, mas são previsões muito longas que podem mudar bastante”, comentou.

Segundo Lodi, o La Niña não implica necessariamente perdas para a soja brasileira. As chuvas podem ficar abaixo da média no Sul, mas o fenômeno também tende a trazer temperaturas mais amenas, o que pode reduzir o impacto da menor umidade. Outras regiões do País podem ter volumes de precipitação acima do normal.

O plantio da soja avança dentro da janela ideal na maior parte das regiões, com ritmo mais acelerado que o registrado no ciclo passado. O clima segue favorável para o desenvolvimento inicial das lavouras, e as condições serão determinantes para a confirmação da estimativa recorde.

“O clima vai determinar se a nossa safra vai ser recorde no Brasil e dentro do esperado na Argentina, garantindo que o balanço global de soja continue sem maiores ameaças”, concluiu.



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