sábado, abril 11, 2026

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Tem programa novo do Soja Brasil no ar; confira



Foi ao ar, nesta sexta-feira (17), o 40º episódio do Soja Brasil. A edição abordou os desafios da safra 2025/26, marcada por custos de produção elevados, margens estreitas e incertezas climáticas. O programa também discutiu temas estratégicos para o setor, como a Moratória da Soja, a crescente demanda por biodiesel e as práticas de regeneração do solo. Confira:

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Custos de produção pressionam rentabilidade

Segundo a consultoria Safras & Mercado, os custos médios subiram entre 7% e 8% nesta temporada, chegando a R$ 6,5 mil por hectare. Com produtividade prevista entre 60 e 62 sacas, o produtor precisa vender soja entre R$ 105 e R$ 110 por saca apenas para cobrir os gastos. As margens podem cair até 10 sacas por hectare, refletindo o impacto do crédito mais restrito, do câmbio e do enfraquecimento do dólar.

Avanço do plantio e desafios regionais

De acordo com a Conab, 11,1% da área prevista já foi semeada, acima dos 9,1% do ano passado, mas abaixo da média de cinco anos (16,9%). O Paraná lidera o plantio, com 31%, seguido por Mato Grosso (18,9%) e Mato Grosso do Sul (14%). No Sul, produtores enfrentam dificuldades logísticas e de crédito, enquanto no Rio Grande do Sul os problemas climáticos e a escassez de insumos comprometem a semeadura.

Moratória da Soja e mercado internacional

O episódio também destacou a decisão do Cade de suspender a Moratória da Soja a partir de janeiro de 2026, o que abre debates sobre segurança jurídica e livre concorrência. No mercado externo, a guerra comercial entre Estados Unidos e China segue favorecendo o Brasil.

Sustentabilidade e agricultura regenerativa

A expedição visitou propriedades que adotam práticas regenerativas, como rotação de culturas, plantio direto e uso de plantas de cobertura. Essas técnicas têm reduzido emissões de carbono e aumentado a resiliência produtiva, mostrando que é possível conciliar alta produtividade com preservação ambiental.



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Ciclone se forma no fim de semana e traz alerta de temporais; saiba quais estados serão atingidos



Os próximos dias serão marcados por fortes temporais e uma queda acentuada nas temperaturas no Centro-Sul do país. A formação de um ciclone extratropical entre o Sul e o Sudeste do Brasil deve provocar chuva volumosa, ventos intensos e frio a partir do domingo (19), segundo previsão do meteorologista Arthur Müller, do Canal Rural.

De acordo com Müller, o sistema começa a se organizar a partir de um cavado atmosférico que se intensifica ao longo desta sexta-feira (17), avançando em direção à região Sudeste.

“Esse cavado vai dar origem ao ciclone extratropical no fim de semana”, explicou o meteorologista durante o Mercado & Cia desta sexta-feira (17).

Na quinta-feira (16), as rajadas de vento já chegaram a 104 km/h em Nova Tebas (PR), segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), um sinal da força do sistema que se aproxima.

Regiões em alerta

Nesta sexta-feira, o alerta é vermelho para temporais em Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, com risco de ventania, descargas elétricas e eventual queda de granizo.

Já no sábado (18), as chuvas mais intensas devem se concentrar no interior de São Paulo, no norte do Paraná e em Mato Grosso do Sul.

Com a formação do ciclone entre sábado e domingo, o sistema avança e leva chuva para o Sudeste e parte do Centro-Oeste. A frente fria associada ao fenômeno também deve provocar precipitações na Bahia no início da próxima semana, quebrando o período de calor e tempo seco.

Volumes de chuva e temperaturas

Os acumulados podem ultrapassar 100 milímetros no litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro, segundo Muller. No interior de São Paulo, em Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, a chuva deve ficar entre 30 e 40 milímetros.Na Bahia, especialmente na porção oeste, os volumes podem passar de 50 milímetros no começo da semana.

Em contrapartida, o Sul do país deve voltar a ter tempo firme após as chuvas deste fim de semana, mas com queda acentuada das temperaturas. “Depois da chuva, vem o frio. O sistema de alta pressão predomina e as mínimas caem para a casa dos 10°C ou menos nas áreas de baixada”, explicou Müller.

As mínimas podem chegar a 3°C em São Joaquim (SC) no domingo (19), com risco de geada restrito à Serra Gaúcha e Serra Catarinense.

O frio também alcança o Sul de Mato Grosso do Sul, São Paulo, Sul de Minas e Rio de Janeiro, com temperaturas variando entre 13°C e 14°C nas madrugadas e máximas que não devem ultrapassar 20°C até terça-feira (21).

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COP30 estimula debates e cursos sobre sustentabilidade



Aulas ficarão disponíveis por seis meses após a conclusão da jornada


Foto: Divulgação

Com a proximidade da COP30, que acontecerá em novembro de 2025 em Belém (PA), a discussão sobre sustentabilidade no agronegócio brasileiro ganha força. Dentro desse contexto, a NetZero Collab lançou a “Jornada Agro 5.0”, um programa de capacitação voltado a executivos, produtores rurais e profissionais do setor que desejam se aprofundar em práticas sustentáveis e tecnologias inovadoras.

Dividida em três etapas — Guia de Bolso, evento de abertura e curso imersivo — a Jornada busca oferecer uma trilha educacional completa, aliando ciência, gestão e inovação. Com temas como Agricultura de Precisão, Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, carbono, uso da terra e crédito verde, o curso tem o objetivo de preparar o setor para liderar a transição para uma economia de baixo carbono.

As inscrições continuam abertas pelo site www.netzeroco.com.br/jornadaagro ,  e as aulas ficarão disponíveis por seis meses após a conclusão da jornada.





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Pequenos produtores mostram força e inovação na Feira do Empreendedor



Na 14ª edição da Feira do Empreendedor (FE25), o pequeno produtor rural ganhou destaque ao mostrar que é possível unir tradição, inovação e sustentabilidade.

Com quase mil itens expostos, sendo 60 voltados ao agronegócio, o evento reforçou a força do campo na economia e a importância do conhecimento para quem vive da terra.

Entre os participantes, a barista Ana Carolina do Valle destacou o papel do Sebrae no crescimento cafeeiro.

“O Sebrae oferece diversos cursos de capacitação. Mesmo sendo um negócio de café, precisamos desenvolver várias áreas para ter uma vida financeira saudável”, explicou. Segundo ela, a troca com outros empreendedores ajuda a fortalecer laços e abrir novos caminhos de mercado.

Outro exemplo de sucesso é o de Amen Khalil, produtor do Sítio do Pinho, especializado em frutas orgânicas e produtos da Mata Atlântica.

“A gente se preparou o ano inteiro para essa feira. Estar aqui é o coroamento do trabalho que fazemos com amor e dedicação”, contou. Suas geleias e antepastos artesanais chamaram a atenção do público pela qualidade e autenticidade.

Inteligência empreendedora no agronegócio

De acordo com Rodrigo Poli, consultor do Sebrae/SP, a inteligência empreendedora é a chave para o desenvolvimento rural. “Ajudamos o produtor a entender modelos de gestão e comportamento, identificando oportunidades de mercado e reduzindo custos”, explicou. Um dos destaques da feira foi o Sebrae Móvel, escritório sobre rodas que levará capacitação a regiões sem unidades fixas. A Feira do Empreendedor vai até sábado (18), na Expo São Paulo.



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PIB da cadeia de soja deve crescer 11% com safra recorde e biodiesel



O Produto Interno Bruto (PIB) da cadeia da soja e do biodiesel deve crescer 11,29% em 2025, segundo estudo divulgado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP), em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).

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Segundo o levantamento, a produção recorde de 170,3 milhões de toneladas de soja na safra 2024/25, aliada ao aumento do processamento industrial, sustenta a expansão do setor. Com esse desempenho, a cadeia deve representar 21,1% do PIB do agronegócio e 6,1% do PIB nacional neste ano.

Segundo o Cepea/Abiove, dentro da porteira, o PIB deve registrar alta de 23,39%, resultado de aumentos de área e produtividade, impulsionados por tecnologia e clima favorável. Na agroindústria, a previsão é de crescimento de 4,02%, refletindo o ritmo intenso de esmagamento de soja, considerado recorde. “A demanda por óleo de soja, sobretudo para a produção de biodiesel, segue em expansão”, afirma o estudo.

O relatório lembra que, desde 1º de agosto, a mistura obrigatória de biodiesel ao diesel passou para B15 (15%), o que deve ampliar ainda mais o processamento no País. Esse efeito, porém, ainda não está contabilizado nas estimativas atuais, baseadas em dados até o segundo trimestre.

O Cepea/Abiove também projetam avanços no PIB dos agrosserviços (quase 9%) e de insumos (2,72%). Os preços da cadeia permaneceram estáveis no segundo trimestre de 2025 em comparação ao mesmo período de 2024, após altas em 2024 e desvalorização de produtos agroindustriais neste ano. Com isso, o PIB gerado por tonelada de soja produzida e processada poderá representar 4,45 vezes o PIB da soja exportada diretamente.

No mercado de trabalho, o número de ocupados na cadeia da soja e do biodiesel cresceu 4,2%, totalizando 2,327 milhões de trabalhadores, o que representa 10% da força de trabalho do agronegócio e 2,27% da ocupação total do País. O aumento da produção e do processamento de soja gera maior demanda por agrosserviços. O segmento de insumos registrou alta de 4,51% no número de empregados, a agroindústria 0,74% e os agrosserviços quase 10%.

As exportações da cadeia somaram 49,68 milhões de toneladas no segundo trimestre, alta de 1,5% na comparação anual. A receita, entretanto, caiu 8,3%, para US$ 19,47 bilhões, devido à queda de 9,56% nos preços da soja em grão e 15,7% nos do farelo, parcialmente compensada pelo aumento de 9,56% no óleo. “A pressão sobre os preços veio da safra mundial recorde 2024/25”, explicou o Cepea/Abiove.

A China segue como principal destino da soja em grão, enquanto União Europeia e Sudeste Asiático lideram as compras de farelo. No óleo de soja, a Índia mantém a liderança, respondendo por mais de 70% das exportações brasileiras do derivado.



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Entregas de fertilizantes em julho crescem 11,7%, diz Anda



As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,15 milhões de toneladas em julho, alta de 11,7% ante igual mês de 2024, informou a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (Anda). No acumulado de janeiro a julho, as entregas totalizaram 25,29 milhões de toneladas, 10,7% acima das 22,84 milhões de toneladas dos sete meses do ano passado.

De acordo com a Anda, Mato Grosso lidera o consumo, com 22,9% do total, ou 5,78 milhões de toneladas no ano. Na sequência aparecem Paraná (3,54 milhões de toneladas), São Paulo (2,67 milhões), Goiás (2,45 milhões), Minas Gerais (2,14 milhões), Rio Grande do Sul (2,07 milhões) e Bahia (1,65 milhão).

Produção e importação

A produção doméstica de fertilizantes intermediários encerrou julho em 646 mil toneladas, queda de 4,1% ante 2024. Mas no ano o volume chegou a 4,16 milhões de toneladas, 6,6% acima das 3,90 milhões de toneladas registradas em 2024.

As importações também seguiram em alta. Em julho, somaram 4,50 milhões de toneladas, aumento de 19,7%. De janeiro a julho, o total importado totalizou 22,98 milhões de toneladas, 12,1% mais que as 20,51 milhões de toneladas do mesmo intervalo de 2024.

Conforme a nota, o Porto de Paranaguá é o principal ponto de entrada do insumo, com seis milhões de toneladas no período, crescimento de 13,7% frente a 2024 (5,28 milhões de toneladas). “A movimentação correspondeu a 26,1% do total descarregado por todos os portos brasileiros, de acordo com dados do Siacesp/MDIC”, disse.



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Após morte por ‘falsa couve’, cidade de Minas Gerais confirma mais sete casos de intoxicação



Além de Patrocínio (MG), que registrou quatro casos de intoxicação pelo consumo da planta Nicotiana glauca, conhecida como “falsa couve”, um deles resultando na morte de uma mulher de 37 anos, o município de Santa Vitória (MG) confirmou o registro de mais sete casos de intoxicação pela “falsa couve” nos últimos dois meses.

Pelo seu perfil em uma rede social, Sérgio Moreira de Oliveira Júnior, prefeito de Santa Vitória, alertou a população sobre os riscos do consumo da planta e fez um apelo para que quem a cultive em casa “acabe com tudo”.

Segundo o diretor-geral do Pronto Atendimento de Santa Vitória, Arthur Costa Borges, todas as vítimas receberam atendimento rápido e estão fora de risco. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, quatro dos sete intoxicados pertencem à mesma família.

O caso ocorreu após um homem de 58 anos colher a planta e levá-la para casa acreditando se tratar de couve. Durante o almoço em família, todos ingeriram a “falsa couve” e apresentaram sintomas como visão turva, vômitos e perda de equilíbrio.

Ainda de acordo com Borges, a morte de Claviana Nunes da Silva, de 37 anos, registrada em Patrocínio (MG) na última segunda-feira (13), fez com que as autoridades de Santa Vitória reforçasse o alerta sobre os perigos da planta.

Morte em Patrocínio

Claviana estava internada havia cinco dias na Santa Casa de Patrocínio após consumir a planta tóxica junto com três familiares, que a confundiram com couve. Ela foi diagnosticada com lesão cerebral grave e não resistiu. Um dos idosos intoxicados saiu do coma, outro segue em coma induzido e o terceiro recebeu alta hospitalar.

Planta venenosa

A Nicotiana glauca, também conhecida como “fumo-bravo”, é comum em áreas rurais e margens de estradas. Sua toxicidade é causada pela substância anabazina, que pode provocar paralisia muscular e respiratória, levando à morte em casos graves.

Embora parecida com a couve tradicional, a “falsa couve” possui folhas verde-acinzentadas, de textura aveludada e formato mais fino. Já a couve verdadeira apresenta nervuras bem marcadas e folhas mais espessas.





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Após morte por ‘falsa couve’, cidade de Minas Gerais confirma mais sete casos de intoxicação



Além de Patrocínio (MG), que registrou quatro casos de intoxicação pelo consumo da planta Nicotiana glauca, conhecida como “falsa couve” — um deles resultando na morte de uma mulher de 37 anos —, o município de Santa Vitória (MG) confirmou o registro de mais sete casos de intoxicação pela “falsa couve” nos últimos dois meses.

Pelo seu perfil em uma rede social redes social, Sérgio Moreira de Oliveira Júnior, prefeito de Santa Vitória, alertou a população sobre os riscos do consumo da planta e fez um apelo para que quem a cultive em casa “acabe com tudo”.

Segundo o diretor-geral do Pronto Atendimento de Santa Vitória, Arthur Costa Borges, todas as vítimas receberam atendimento rápido e estão fora de risco. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, quatro dos sete intoxicados pertencem à mesma família.

O caso ocorreu após um homem de 58 anos colher a planta e levá-la para casa acreditando se tratar de couve. Durante o almoço em família, todos ingeriram a “falsa couve” e apresentaram sintomas como visão turva, vômitos e perda de equilíbrio.

Ainda de acordo com Borges, a morte de Claviana Nunes da Silva, de 37 anos, registrada em Patrocínio (MG) na última segunda-feira (13), fez com que as autoridades de Santa Vitória reforçasse o alerta sobre os perigos da planta.

Morte em Patrocínio

Claviana estava internada havia cinco dias na Santa Casa de Patrocínio após consumir a planta tóxica junto com três familiares, que a confundiram com couve. Ela foi diagnosticada com lesão cerebral grave e não resistiu. Um dos idosos intoxicados saiu do coma, outro segue em coma induzido e o terceiro recebeu alta hospitalar.

Planta venenosa

A Nicotiana glauca, também conhecida como “fumo-bravo”, é comum em áreas rurais e margens de estradas. Sua toxicidade é causada pela substância anabazina, que pode provocar paralisia muscular e respiratória, levando à morte em casos graves.

Embora parecida com a couve tradicional, a “falsa couve” possui folhas verde-acinzentadas, de textura aveludada e formato mais fino. Já a couve verdadeira apresenta nervuras bem marcadas e folhas mais espessas.





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setores de máquinas e café veem avanço com os Estados Unidos



O Brasil ganhou espaço para avançar nas negociações comerciais com os Estados Unidos. A reunião entre o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, gerou otimismo entre representantes da indústria de máquinas e do setor exportador de café.

Para José Velloso, presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), a reunião cumpriu o esperado. Segundo ele, foi aberto um canal direto de negociação com instâncias próximas ao presidente norte-americano, Donald Trump.

“O pedido do Brasil é que cesse o adicional de 40% nas tarifas e que o valor volte ao patamar de 10% durante as negociações. Vejo grande possibilidade de isso ocorrer”, afirma Velloso. Além disso, ele destaca que temas como Big Techs, minerais críticos e a situação da Venezuela ainda serão debatidos.

O setor cafeeiro também demonstrou entusiasmo com a reunião. Márcio Ferreira, presidente do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), reforçou a importância do mercado norte-americano, que consome principalmente cafés arábica e conilon, além de café solúvel feito sob medida para a indústria dos Estados Unidos.

“EUA e Brasil não podem caminhar separadamente. Essa redução abre espaço para que outros países ocupem o mercado. O consumidor americano não deveria se acostumar com cafés sem o perfil brasileiro”, diz.

Próximos passos

Para Velloso, o diálogo recente representa uma oportunidade de trégua durante as negociações, mantendo as tarifas suspensas enquanto se discutem acordos que beneficiem tanto a indústria quanto o agronegócio brasileiro.

“Seria excelente se os Estados Unidos aceitassem abrir as negociações com essa trégua nas tarifas, o que eu não descarto”, afirma.

Nesse sentido, o Cecafé acredita que o encontro entre os presidentes Lula e Trump, prevista para ocorrer durante a viagem do Brasil à Ásia, pode avançar na solução das tarifas. “A intenção é alcançar a isenção das tarifas e recolocar o Brasil em condições de igualdade com outros produtores”, diz Ferreira.

Enquanto isso, a entidade tem uma reunião marcada com o vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, para a próxima quarta-feira (22).



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