sábado, abril 11, 2026

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Fertilizante à base de substâncias húmicas ganha espaço por potencial biológico e reaproveitamento de resíduos


Um fertilizante líquido formulado a partir de resíduos orgânicos tem despertado interesse por unir atributos agronômicos e ambientais. A composição à base de substâncias húmicas vegetais atua diretamente na microbiota do solo, promovendo equilíbrio radicular e podendo reduzir o uso de insumos químicos.

Substâncias húmicas e nutrição do solo

A formulação do fertilizante surgiu durante tentativas de tratamento biotecnológico de um efluente rico em compostos orgânicos — um percolado gerado a partir da decomposição de bagaço e cascas de uva. O resíduo apresentava odor forte e representava risco de contaminação ambiental, especialmente de lençóis freáticos. “Esse líquido tem um cheiro muito forte, fétido, e é um vetor de contaminação, pois polui o lençol freático. Esse foi o nosso problema inicial”, relata Rodrigo Leygue, diretor da Nubitech.

Durante o tratamento, observou-se que o material adquiria novas características: odor adocicado, pH básico e presença marcante de substâncias húmicas. “O resultado foi um líquido com odor normal, adocicado, mais próximo do café ou do chocolate do que do cheiro original, que era insuportável. E com um pH — isso é importante — básico, ou seja, não ácido”, explica.

Segundo Leygue, essa é uma distinção relevante frente aos ácidos húmicos de origem mineral. “Essa é a diferença entre substâncias húmicas de origem vegetal (básicas) e os ácidos húmicos de origem mineral (ácidos)”, afirma. Ensaios iniciais em canteiros e viveiros indicaram efeitos nutricionais consistentes, levando ao desenvolvimento de uma formulação voltada à agricultura.

Desafios normativos e ajustes na formulação

Durante o processo de desenvolvimento, o principal entrave foi a ausência de regulamentação específica. “Considerávamos esse produto um fertilizante, mas não existiam normas para registrá-lo. Tivemos que esperar cerca de quatro a cinco anos para que começassem a surgir as primeiras regulamentações”, recorda.

Para atender às exigências legais, foi necessário ajustar a composição. “O primeiro desenvolvimento foi a adição de Nitrogênio, Fósforo e Potássio para formalizá-lo como fertilizante organomineral. E assim foi registrado”, explica.

Atualmente, o produto é composto por substâncias húmicas vegetais associadas a macronutrientes. “O Potosí é um fertilizante orgânico composto líquido, especialmente constituído por substâncias húmicas de origem vegetal. Os macronutrientes que ele contém, NPK, estão ligados com a matéria orgânica da substância húmica. Isso faz com que sua eficiência nutricional seja altamente positiva”, detalha Leygue.

Atuação no solo e nas raízes

Uma das características destacadas é o modo de atuação, que difere dos fertilizantes convencionais por sua interação com o ecossistema microbiológico do solo.

“O diferencial primordial: os fertilizantes químicos não interagem com a microbiota. Não criam condições de equilíbrio entre os micro-organismos, de maneira a que a planta se sinta bem nutrida com moléculas específicas”, explica. Segundo Leygue, o produto atua na rizosfera, favorecendo o desenvolvimento de raízes mais saudáveis. “Cria condições de que os micro-organismos existentes no solo, que são os que provêm a nutrição da raiz, sejam ativados, sejam melhorados”, afirma.

Essa abordagem é considerada mais ampla e sistêmica. “Não é um elemento químico que vai entrar na nutrição, é um equilíbrio microbiano que vai condicionar a nutrição perfeita para a planta”, acrescenta.

Aplicações e versatilidade de uso

O fertilizante é recomendado para diversos tipos de cultivo — desde produção intensiva até horticultura doméstica. “Pode ser utilizado em canteiros, vasos, gramados, pastos, em termos gerais. Isso está ligado à própria condição como os vegetais surgiram no planeta: todos eles precisaram de micro-organismos na sua raiz”, afirma.

No campo, a recomendação de uso envolve três aplicações, com destaque para o momento da semeadura. “Recomendamos três aplicações. E há uma aplicação mais elaborada na hora da semeadura”, orienta.

Aspectos ambientais e potenciais de mitigação

Além do papel na nutrição vegetal, o fertilizante também apresenta benefícios ambientais. “Ele pega um resíduo contaminante — o percolado de vegetais — e transforma esse passivo ambiental em um ativo ambiental. Isso é fundamental”, avalia.

Outro aspecto citado é a possível contribuição para a captura de carbono. “Ao modificar a microbiota da planta, da raiz, ele permite a captura de gases do efeito estufa. É importantíssimo isso”, destaca.

Para Leygue, também há ganhos indiretos na redução do uso de químicos. “Pode diminuir o uso de agrotóxicos, porque a planta com uma raiz forte tem defesas naturais melhores. As grandes pragas, normalmente, afetam raízes enfraquecidas”, complementa.

O desenvolvimento de fertilizantes à base de substâncias húmicas vegetais ilustra a convergência entre biotecnologia, reaproveitamento de resíduos e agricultura de base ecológica. 

Para mais informações, clique aqui.





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Turismo rural brasileiro cresce e impulsiona seguro viagem



“O turismo rural é uma ferramenta poderosa para fortalecer comunidades locais”


"O turismo rural é uma ferramenta poderosa para fortalecer comunidades locais"
“O turismo rural é uma ferramenta poderosa para fortalecer comunidades locais” – Foto: Canva

O setor de turismo no Brasil apresentou desempenho expressivo nos últimos anos, recebendo mais de 6,6 milhões de turistas, registrando crescimento de 12,6%, gerando receitas superiores a US$ 6,6 bilhões e criando cerca de 190 mil empregos formais. O turismo rural se consolida como uma tendência de 2026, promovendo desenvolvimento sustentável em diversas regiões do país.

O segmento permite experiências autênticas e contato direto com a natureza, incluindo trilhas, passeios a cavalo e vivências na rotina do campo. Por isso, o seguro viagem se torna cada vez mais relevante, oferecendo suporte em emergências médicas, acidentes e outros imprevistos.

“O turismo rural é uma ferramenta poderosa para fortalecer comunidades locais, preservar tradições e conectar os viajantes a diferentes culturas e à natureza”, afirma o especialista Hugo Reichenbach, sócio e diretor de operações da Real Seguro Viagem, plataforma de contratação de seguro viagem.

Nesse contexto, é possível afirmar que alguns estados como Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul destacam-se como destinos preferidos, oferecendo desde vivências tradicionais no campo até imersão em comunidades locais. A procura por seguro viagem cresce proporcionalmente ao aumento do turismo rural, garantindo segurança tanto para turistas quanto para produtores.

“Com a alta no número de visitantes e a crescente profissionalização do setor, o seguro viagem se mostra um elemento essencial para o crescimento do turismo rural brasileiro e para viajantes que buscam o melhor do campo com segurança”, conclui Reichenbach.

 





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UENP e IDR-Paraná promovem 4º Dia de Campo Orgânico e anunciam biofábrica pública


A Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) e o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) realizam em 7 de novembro o 4º Dia de Campo Orgânico do Norte Pioneiro, no município de Bandeirantes. O encontro reunirá produtores, pesquisadores e técnicos para apresentar soluções sustentáveis de cultivo e marcará o anúncio da primeira biofábrica pública da região, dedicada à produção de bioinsumos para a agricultura familiar.

O evento será realizado no campus Luiz Meneghel da UENP, e integra o Programa Paraná Mais Orgânico, iniciativa do Governo do Estado que orienta agricultores familiares interessados em produzir alimentos orgânicos e apoia a certificação desses produtores no Paraná.

A programação contará com sete estações de cultivo, com demonstrações práticas de hortaliças, café, milho e feijão. Além das atividades de campo, um pavilhão de expositores apresentará insumos e tecnologias permitidas na produção orgânica, aproximando produtores, pesquisadores e empresas ligadas ao setor.

A estrutura da fábrica será instalada no campus avançado Luiz Meneghel da UENP, mesmo local do evento, e deve atender gratuitamente agricultores familiares e cooperativas do Norte Pioneiro. Os produtos desenvolvidos substituem parte dos fertilizantes e defensivos químicos e reduzem custos e impactos ambientais para os produtores.

A biofábrica funcionará como um laboratório de produção de bioinsumos agrícolas, voltado à multiplicação de microrganismos que favorecem o desenvolvimento das plantas. Entre eles estão bactérias e fungos benéficos que fortalecem o solo, estimulam o crescimento das raízes e atuam no controle biológico de pragas e doenças.

A biofábrica contará com dois contêineres adaptados, equipados com laboratório de controle de qualidade, bioreatores e sistemas climatizados para produção e armazenamento de bioinsumos.

Segundo o professor Rogério Macedo, coordenador do NEAT e organizador do evento, a proposta representa um avanço técnico e social para o Norte Pioneiro. “A biofábrica será a primeira experiência pública instalada em uma universidade estadual com o objetivo de atender agricultores familiares. A cada mês será feita a distribuição de bactérias voltadas ao crescimento de raízes e ao controle biológico de pragas e doenças, beneficiando produtores atendidos pelo Programa Paraná Mais Orgânico, assentamentos e cooperativas da região”, afirmou.

O projeto é desenvolvido pela UENP, por meio do Núcleo de Estudos de Agroecologia e Territórios (NEAT) e do Centro de Agrotecnologia, em parceria com o IDR-Paraná. A iniciativa também conta com o apoio da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Paraná (SETI), da Secretaria de Inovação e Inteligência Artificial do Estado (SEIA) e da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP).

Serviço:

4º Dia de Campo Orgânico do Norte Pioneiro

Data: 7 de novembro de 2025, das 8h30 às 17h30

Local: UENP – Campus Luiz Meneghel, Bandeirantes (PR)

Entrada gratuita





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Agro analisa tarifaço e busca novos mercados


Evento mostrou esperança em relação a conversas entre autoridades do Brasil e dos Estados Unidos e a possibilidade de ampliação dos produtos isentos

Um momento de expectativa para as cadeias produtivas que ainda estão sob a ameaça de tarifas de 50% para exportar aos Estados Unidos. Assim as lideranças que participaram do painel “O Impacto do Tarifaço Americano no Agro”, na Casa LIDE, definiram a situação dos produtores nacionais. As conversas entre os governos brasileiro e norte-americano podem ampliar a lista de itens que ficarão fora do tarifaço, como aconteceu com o suco de laranja.

Independente das conversas, todos foram enfáticos sobre a necessidade de buscar sempre novos mercados. O acordo com a União Europeia, que pode ser assinado ainda em 2025, assim como novas parcerias com o Vietnã, o Japão e a Turquia, por exemplo, são vitais para o setor agropecuário, por oferecer caminhos para o escoamento da produção. Vale lembrar que, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem armazenamento para apenas 69% de sua produção agrícola, havendo a necessidade de embarque imediato de muitos produtos, para evitar perdas.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Carne Bovina (Abiec), Roberto Perosa, falou dos desafios de se buscar novos destinos para a produção. Para ele, o tarifaço fez com que inviabilizasse a venda de grande parte da produção de carne para os Estados Unidos, direcionada para mercados da Ásia, mas com rentabilidade menor. Já Sarita Rodas, CEO do Grupo Junqueira Rodas, produtora de laranja, disse que a logística para a fruta é mais complexa, uma vez que o suco vai congelado. E a quebra dos laranjais americanos contribuíram para que o suco de laranja fosse excluído já da primeira lista.

“Representamos 2,2 milhões de empregos. O café brasileiro é predominantemente de pequena propriedade, 78% de todos os cafeicultores acessam o Pronaf, então veja o impacto social. Olhando as estatísticas a gente percebe que houve realocação de mercados. Os Estados Unidos representam historicamente 16% de todas as nossas compras, são US$ 2 bilhões. Em 2024 exportamos US$12,95 bilhões e de janeiro a setembro desse ano já contabilizamos US$ 11 bilhões, ou seja, tínhamos a oportunidade de dobrar as nossas exportações antes do anúncio do tarifaço”, explicou Marcos Matos, diretor do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), que espera a retirada do café da lista de produtos com tarifa extra de 50%.

O superintendente do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural em São Paulo (Senar-SP), Mario Biral, reforçou a importância da busca por novos mercados e a necessidade de preparar os profissionais rurais para os desafios que virão, como a maior produção num mesmo espaço. Ele reiterou o trabalho desenvolvido por entidades de pesquisa e de capacitação de mão de obra, unindo a teoria às melhores práticas.

“A capacitação dos profissionais é essencial para que tenhamos um setor agropecuário cada vez mais alinhado com as normas internacionais, prioridade para novos mercados. O Senar tem trabalhado para preparar nossos trabalhadores para os desafios que surgirão, com a diversificação de mercados. A educação será um fator primordial na construção de alternativas para o agro brasileiro”, disse Biral.  

Participaram do evento ainda o empresário e ex-governador de São Paulo, João Dória;  Francisco Maturro, ex-secretário de Agricultura do Estado de São Paulo em 2022 e da rede LIDE Agronegócio; César de Sousa, sócio da Caramuru Alimentos; Fábio Fernandes, Head Global da Unidade do LIDE; Silvia Coutinho, Head do LIDE Mulher; Aurélio Rocha, presidente do LIDE Mato Grosso do Sul; Diva Cordeiro, presidente do LIDE Tocantins; Victor Bermudez, presidente executivo do LIDE Ribeirão Preto; e Rodrigo Vilaça, Head do LIDE Transporte.





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Curso gratuito do Senar Goiás sobre nutrição do solo


O Brasil é líder mundial na produção de cana-de-açúcar, com destaque para os estados de São Paulo, Goiás e Minas Gerais. Em Goiás, a cultura tem papel fundamental na geração de empregos e no desenvolvimento regional. A safra goiana de cana tem se mantido robusta, com expansão da área plantada e modernização dos processos de cultivo.

A cana é utilizada não apenas para a produção de açúcar e etanol, mas também para bioenergia, alimentação animal e outras aplicações industriais. A demanda por biocombustíveis vem crescendo, impulsionada por políticas de descarbonização e pela busca por fontes renováveis.

Segundo dados do setor sucroenergético, Goiás responde por cerca de 10% da produção nacional, com usinas modernizadas e agricultores cada vez mais conectados a novas tecnologias de cultivo e manejo.

Com o objetivo de fortalecer a base técnica dos produtores rurais e aumentar a produtividade de culturas estratégicas, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar Goiás) lançou o curso online “Nutrição do Solo para Cultivo de Cana-de-açúcar e Capineira”. A capacitação é gratuita e aborda de forma prática e objetiva as técnicas de adubação e manejo nutricional para canaviais e áreas de produção de capim, levando em conta as particularidades do solo e clima goianos.

A formação é voltada para produtores, trabalhadores rurais, técnicos agrícolas e estudantes do setor agropecuário. O conteúdo abrange adubação da cana-planta e da cana-soca, além de estratégias de manejo para garantir alta produtividade com uso racional de insumos. O curso também foca na correção do solo, uso de fertilizantes de acordo com análise química e boas práticas para manter a fertilidade por mais tempo.

Além da cana, o curso do Senar também aborda técnicas de nutrição do solo para capineiras, áreas destinadas à produção intensiva de forragem para alimentação animal. O tema é especialmente relevante para produtores de leite e carne, que buscam aumentar a eficiência produtiva e reduzir custos com ração.

O curso é 100% online, gratuito e pode ser acessado pela plataforma de ensino a distância do Senar Goiás. Ao final, os participantes recebem certificado de conclusão. Os interessados podem se inscrever diretamente pelo site: https://ead.senargo.org.br/mat… “Nosso objetivo é oferecer conhecimento técnico de qualidade para quem precisa de soluções práticas para produzir mais e melhor”, destaca o superintendente do Senar Goiás.

 





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Açúcar fecha semana em queda apesar de recuperação nesta 6ª feira


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Os preços do açúcar encerraram a semana em baixa nas bolsas de Nova Iorque e Londres, acumulando perdas expressivas após uma série de quedas consecutivas. Apesar da recuperação observada nesta sexta-feira (19), o movimento não foi suficiente para reverter o recuo semanal, que superou 2% nos contratos mais negociados em NY e 1% em Londres.

Em Nova Iorque, o outubro/25 avançou 0,08 cent (+0,52%), cotado a 15,46 cents/lbp. O março/26 subiu 0,04 cent (+0,25%), negociado a 16,14 cents/lbp. O maio/26 teve ganho de 0,01 cent (+0,06%), a 15,72 cents/lbp, enquanto o julho/26 recuou 0,02 cent (-0,13%), encerrando a 15,58 cents/lbp.

Em Londres, o dezembro/25 registrou alta de US$ 1,10 (+0,24%), a US$ 455,70 por tonelada. O março/26 subiu US$ 2,80 (+0,63%), cotado a US$ 448,90 por tonelada. O maio/26 também ganhou US$ 2,80 (+0,63%), encerrando a US$ 448,70 por tonelada, enquanto o agosto/26 teve valorização de US$ 2,70 (+0,61%), a US$ 448,50 por tonelada.

Na comparação semanal, os preços ficaram em território negativo. Em Nova Iorque, o outubro/25, que havia fechado a 15,79 cents/lbp na sexta-feira anterior (12), acumulou perda de 2,09%. O março/26 caiu 2,30% frente aos 16,52 cents/lbp da semana passada. O maio/26 recuou 2,54% em relação aos 16,13 cents/lbp, e o julho/26 encerrou com queda de 2,38% frente aos 15,96 cents/lbp anteriores.

Em Londres, o dezembro/25 caiu 1,45% frente aos US$ 462,40 por tonelada registrados na semana anterior. O março/26 perdeu 1,36% em comparação com os US$ 455,10 por tonelada. O maio/26 recuou 1,21% em relação aos US$ 454,20 por tonelada do fechamento passado.

As quedas da semana foram intensificadas após a divulgação do relatório da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), relativo à segunda quinzena de agosto no Centro-Sul do Brasil, que mostrou aumento na produção de açúcar frente ao mesmo período do ano passado. Além disso, o mercado segue pressionado pelas expectativas de incremento das exportações da Índia, o segundo maior produtor global do adoçante.





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Semana teve altas expressivas na arroba do boi gordo em 7 estados



O Indicador Boi Datagro, adotado pela B3 como referência para a liquidação dos contratos futuros de pecuária no mercado brasileiro, mostra que a semana foi de altas para a arroba do boi gordo nas principais praças de comercialização do país.

Tal movimento se justifica pelo apetite dos frigoríficos de menor porte, que ainda operam com escalas de abate encurtadas, além da demanda interna estar prestes ao período de maior aquecimento, haja visto a entrada do 13º na economia, as festas de fim de ano e a chegada das vagas de emprego temporárias.

Com isso, os negócios seguiram em uma crescente entre segunda-feira (13) e esta sexta (17) nos seguintes estados:

  • São Paulo: começou com média de R$ 307,80 e encerrou com R$ 310,73
  • Goiás: de R$ 294,90 para R$ 297,59
  • Minas Gerais: 293,68 para R$ 298,31
  • Mato Grosso do Sul: de R$ 317,44 para R$ 318,05
  • Pará: de R$ 288,15 para R$ 296,61
  • Rondônia: de R$ 279,69 para R$ 285,84
  • Tocantins: de R$ 291,53 para R$ 295,57

Quanto às exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil em outubro até o momento (8 dias úteis), renderam US$ 621,334 milhões, com média diária de US$ 77,666 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 111,919 mil toneladas, com média diária de 13,990 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.551,70.

Em relação a outubro de 2024, houve alta de 35,6% no valor médio diário da exportação, ganho de 13,9% na quantidade média diária exportada e avanço de 19,1% no preço médio.



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veja como as cotações da arroba finalizaram a semana



O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com alguns negócios realizados acima da referência média.

O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias ressalta que os frigoríficos de menor porte ainda operam com escalas de abate encurtadas, o que resulta em um comportamento mais agressivo na compra de gado.

“Os frigoríficos de maior porte ainda apontam para uma situação mais confortável, avaliando a incidência de animais de parceria, oferecendo maior previsibilidade as escalas. A demanda segue aquecida, em especial quando se trata das exportações, com o volume de embarques bastante representativo neste momento”, disse.

  • São Paulo: R$ 312,58 — ontem: R$ 312,17
  • Goiás: R$ 300,71 — R$ 299,82
  • Minas Gerais: R$ 303,24 — R$ 301,76
  • Mato Grosso do Sul: R$ 323,98 — R$ 323,64
  • Mato Grosso: R$ 298,65 — R$ 298,26

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresenta preços firmes no decorrer da sexta-feira. De acordo com Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por alguma elevação dos preços no curto prazo, considerando a demanda doméstica que se aproxima do seu ápice.

“A incidência do décimo terceiro salário, a criação de postos temporários de emprego, além das confraternizações de final de ano são elementos relevantes a se considerar”, assinalou.

  • Quarto traseiro: ainda precificado a R$ 25 por quilo;
  • Ponta de agulha: cotada a R$ 17 por quilo;
  • Quarto dianteiro: segue a R$ 18,20

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,65%, sendo negociado a R$ 5,4060 para venda e a R$ 5,4040 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4025 e a máxima de R$ 5,4595. Na semana, a moeda teve desvalorização de 1,78%.



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Assembleia Legislativa promoverá audiência pública para debater a crise do leite no Paraná



A Assembleia Legislativa do Paraná promove na próxima terça-feira (21), às 9h, a audiência pública “Crise no Preço do Leite”, que vai discutir mecanismos para valorizar os produtores de leite e a agricultura familiar, além de enfrentar a concorrência injusta no mercado internacional.

O debate reunirá parlamentares, representantes do governo, entidades de classe e produtores de todo o estado.

A principal dificuldade enfrentada pelo setor é a queda do valor pago aos produtores. Isso ocorre, principalmente, devido à concorrência com o leite em pó importado do Mercosul, que é reidratado em território nacional e chega ao mercado com preços menores que o leite in natura produzido no Paraná.

Entre as principais bandeiras defendidas pelo deputado Luis Corti (PSB) está a proibição da reidratação de leite em pó importado para comercialização como leite fluido. A proposta segue agora para análise da Comissão de Indústria, Comércio, Emprego e Renda.

Risco ao pequeno produtor

Para a deputada Luciana Rafagnin, líder do Bloco da Agricultura Familiar, a crise no setor é ainda mais sentida nas pequenas propriedades, especialmente naquelas em que o leite é o principal produto.

“Durante muitos anos, o leite era uma renda extra para as famílias produtoras. Hoje, em muitas propriedades, virou a principal fonte de renda. Mas os produtores estão trabalhando no vermelho. O custo de produção é alto e o preço pago pelo litro de leite, cada vez menor. Além disso, o produtor só sabe quanto vai receber 30 dias depois da entrega” explica.

Ela defende que o governo amplie a compra de leite diretamente dos produtores, para abastecer creches, escolas e hospitais, garantindo assim uma renda mínima às famílias que vivem da produção leiteira.

Os prejuízos causados pela crise também são destacados pelo deputado Wilmar Reichembach, coordenador da Frente Parlamentar de Apoio à Cadeia Produtiva do Leite no Paraná. Ele pede união de esforços para encontrar uma solução definitiva para o problema, que afeta os produtores paranaenses há mais de 20 anos, desde a forte crise do setor em 2003.

Debate e busca por soluções

A crise já havia sido debatida na Assembleia em uma reunião entre deputados, produtores e representantes de prefeituras e câmaras de vereadores de diversos municípios que têm a cadeia leiteira como base da economia. A audiência pública da próxima terça-feira foi convocada para aprofundar o debate e buscar soluções para os problemas apontados nesse encontro.



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RS projeta 3,7 milhões de toneladas de trigo


A cultura do trigo no Rio Grande do Sul apresenta avanço no ciclo produtivo, conforme dados do Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (16) pela Emater/RS-Ascar. O levantamento mostra predomínio das fases de enchimento de grãos (50%) e de maturação (30%) nas lavouras, com boa uniformidade devido à semeadura realizada dentro das janelas recomendadas pelo zoneamento agrícola.

As condições meteorológicas registradas no período — redução das chuvas, boa luminosidade e temperaturas amenas — favoreceram o desenvolvimento vegetativo e reprodutivo da cultura. Também contribuíram para a manutenção da sanidade foliar e do potencial produtivo. “O clima tem ajudado no desenvolvimento das lavouras e na conservação da qualidade fitossanitária”, aponta o informativo.

Os ventos fortes atingiram cultivos no Centro-Oeste do estado, mas os danos foram pontuais. Já nas áreas semeadas no início da safra — sobretudo no Noroeste, Planalto e Fronteira Oeste —, a colheita atingiu 2% da área cultivada. A expectativa é de bons resultados para o fechamento do ciclo. Em contrapartida, chuvas registradas nas fases de floração e início do enchimento de grãos nas regiões Norte e Noroeste causaram prejuízos localizados.

O estado fitossanitário das lavouras permanece satisfatório, segundo a Emater/RS-Ascar, por conta das condições secas que reduziram a pressão de doenças fúngicas. Ainda assim, há atenção especial para a giberela, doença que preocupa em regiões de maior altitude e áreas em plena floração.

Na fase final do ciclo, produtores aplicam dessecantes para uniformizar a maturação e monitoram a umidade do solo, o que possibilita a entrada segura das máquinas. Algumas áreas no Oeste e na Campanha ainda enfrentam restrições operacionais devido ao excesso de umidade, o que pode causar atrasos pontuais na colheita.

A nova estimativa da safra 2025, com base em dados da primeira quinzena de outubro, indica uma área cultivada de 1.141.224 hectares, redução de 14,26% em relação ao ciclo anterior, quando foram registrados 1.331.013 hectares, segundo o IBGE. A produtividade estimada passou de 2.997 kg/ha no início do plantio para 3.261 kg/ha, aumento de 8,81%. Em comparação à safra 2024, houve elevação de 17,26%, com média de 2.781 kg/ha no ciclo passado.

A produção total estimada é de 3.721.653 toneladas, representando alta de 3,63% em relação à previsão inicial de 3.591.330 toneladas e de 0,57% sobre as 3.700.521 toneladas colhidas no ano anterior.

O preço médio da saca de 60 quilos, de acordo com o levantamento semanal da Emater/RS-Ascar, apresentou queda de 1,90% na comparação com a semana anterior, passando de R$ 64,14 para R$ 62,92.





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