sexta-feira, abril 10, 2026

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mosca-das-frutas exige medidas preventivas no campo



Preço do pêssego chega a R$ 10 nas feiras



Foto: Pixabay

O informativo conjuntural divulgado nesta quinta-feira (9) pela Emater/RS-Ascar aponta avanço nas atividades relacionadas ao cultivo do pêssego no estado. Na região administrativa de Pelotas, o raleio de frutos está na reta final, enquanto ocorre a segunda adubação nitrogenada. A população de mosca-das-frutas segue em crescimento, o que tem levado produtores a adotar medidas preventivas, como o uso de iscas tóxicas e, em alguns casos, de Inseticidas.

Na região de Caxias do Sul, a colheita das variedades PS do Cedo, BRS Kampai e Tropic Prince foi iniciada. Os frutos apresentam calibre médio, coloração esverdeada e acidez, reflexo da baixa exposição ao sol durante o crescimento. “As condições climáticas impactaram diretamente no desenvolvimento e na aparência dos frutos colhidos no início da safra”, indica o boletim.

As perspectivas são positivas para as variedades BRS Fascínio, Charme e Chimarrita, atualmente em fase de repasse de raleio. Algumas frutas provenientes de flores temporonas já iniciam a maturação. As variedades mais cultivadas, PS 10711 e PS 25399, estão em raleio e repasse, com bom número de frutos e sanidade satisfatória.

Os preços do pêssego nas feiras do produtor variam entre R$ 6,00 e R$ 10,00 por quilo. Na Ceasa de Caxias do Sul, o preço médio é de R$ 8,83 por quilo, com qualidade considerada adequada.





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Ciclo do algodão: Da semeadura ao beneficiamento



Após a germinação, a planta entra na fase vegetativa


Após a germinação, a planta entra na fase vegetativa
Após a germinação, a planta entra na fase vegetativa – Foto: India Water Portal

O ciclo de produção do algodão é um processo que exige atenção desde a semeadura até o beneficiamento. Segundo Aurélio Essanjo, engenheiro agrônomo em Angola, o cultivo inicia-se com a semeadura, geralmente em solos bem preparados e férteis, garantindo boas condições para a germinação das sementes. Essa etapa é fundamental para que a planta se desenvolva de forma saudável e uniforme.

Após a germinação, a planta entra na fase vegetativa, período em que desenvolve folhas, ramos e raízes, preparando-se para a fase seguinte. Em seguida, inicia-se a fase reprodutiva, marcada pelo surgimento de botões florais, flores e, posteriormente, a formação dos frutos conhecidos como maçãs de algodão. Dentro dessas maçãs, as fibras se desenvolvem junto com as sementes, tornando-se a matéria-prima para a indústria têxtil.

Quando maduras, as maçãs abrem naturalmente, expondo o algodão pronto para a colheita, que deve ser feita de forma cuidadosa para preservar a qualidade das fibras. Após a colheita, ocorre o beneficiamento, processo em que as fibras são separadas das sementes e preparadas para utilização industrial, garantindo que o algodão chegue ao mercado em condições ideais e com alto padrão de qualidade.

Nesse contexto, o ciclo completo do algodão dura cerca de 120 a 180 dias, variando conforme a variedade cultivada e as condições climáticas. Segundo Essanjo, o manejo adequado em cada etapa é essencial para assegurar produtividade elevada e fibras de qualidade, reforçando a importância de práticas agrícolas corretas durante todo o processo de cultivo.

 





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Conab projeta 177,6 mi t de soja na safra 25/26; chuvas aceleram plantio em parte do país



A produção brasileira de soja na temporada 2025/26 deverá alcançar 177,64 milhões de toneladas, aumento de 3,6% em relação ao ciclo anterior, quando foram colhidas 171,48 milhões de toneladas. Os dados fazem parte do 1º levantamento da safra de grãos, divulgado nesta semana pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

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A estimativa indica uma área plantada de 49,07 milhões de hectares, avanço de 3,6% sobre os 47,35 milhões registrados em 2024/25. Já a produtividade média foi projetada em 3.620 quilos por hectare, praticamente estável em relação ao ciclo anterior (3.622 quilos/ha).

Plantio de soja adiantado

As chuvas de setembro no Centro-Sul do país favoreceram o início da semeadura, que já atinge 11,1% da área prevista, ligeiramente acima do observado no mesmo período do ciclo passado.

Em Mato Grosso e Paraná, principais estados produtores, o plantio chegou a 18,9% e 31% da área, respectivamente, nos primeiros dez dias de outubro.

Exportações e demanda interna

A Conab avalia que a combinação entre a redução nas exportações dos Estados Unidos e a maior demanda global deverá impulsionar as vendas externas do Brasil, que podem superar as 112,11 milhões de toneladas embarcadas em 2024/25.

No mercado interno, a expectativa é de avanço no processamento. O volume de esmagamento pode atingir 59,56 milhões de toneladas em 2026, impulsionado pelo aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel e pela crescente demanda por proteína vegetal.

Estimativa da consultoria Safras & Mercado

A consultoria Safras & Mercado projeta números ainda mais otimistas. Para a temporada 2025/26, a produção deve somar 180,92 milhões de toneladas, crescimento de 5,3% sobre o ciclo anterior (171,84 milhões).

No levantamento, a área cultivada é estimada em 48,21 milhões de hectares, alta de 1,2% em relação ao ano passado. Já a produtividade média deve subir de 3.625 para 3.771 quilos por hectare.



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protagonismo feminino ganha espaço na agricultura das Américas


Comemorado nesta semana, o Dia Internacional da Mulher Rural reforça a importância das mulheres na produção de alimentos e na sustentabilidade da agricultura. A data foi instituída pela Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em 2007, para reconhecer a contribuição das mulheres rurais para a erradicação da fome e da pobreza.

No Brasil, essa presença ganha cada vez mais espaço, com histórias como a da engenheira agrônoma Gessyane Ribeiro, do interior de Goiás, que levará sua experiência à Conferência de Ministros da Agricultura das Américas. O evento acontecerá entre os dias 3 e 5 de novembro, em Brasília.

Do interior goiano ao cenário internacional

Filha de agricultores de Inhumas (GO), Gessyane cresceu entre as lições e os desafios da vida rural. Formada em Engenharia Agronômica, construiu uma trajetória que une o saber tradicional à inovação tecnológica. Hoje, coordena o projeto Energia das Mulheres da Terra, que reúne mais de 40 organizações rurais e incentiva a adoção de soluções sustentáveis — como biodigestores, cisternas, sensores de umidade e bombas solares — para aumentar a produtividade e reduzir impactos ambientais.

Diante disso, o trabalho à frente da iniciativa lhe rendeu o reconhecimento do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), que a homenageou como uma das Líderes da Ruralidade das Américas, título concedido a pessoas que promovem transformações no meio rural da região.

Gessyane Ribeiro (à esquerda) é engenheira agrônoma e filha de agricultores de Inhumas (GO)

Presença feminina em pauta

Na conferência de novembro, Gessyane levará a voz das mulheres do campo a um encontro que reunirá ministros de 34 países. O evento discutirá os caminhos da agricultura frente às mudanças climáticas e à busca por segurança alimentar.

“A mulher rural tem papel essencial na adaptação e na inovação dentro das propriedades. Nosso desafio é garantir que ela tenha espaço e reconhecimento para isso”, afirma Gessyane.

Por fim, a valorização do protagonismo feminino no agro ainda enfrenta barreiras, mas exemplos como o dela reforçam a importância da presença das mulheres em todas as etapas da produção: da gestão das propriedades à formulação de políticas públicas.



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a trajetória que tornou o Sítio Primavera uma referência na avicultura



A história de Flávia e Antônio, em Jaci (SP), mostra como a avicultura familiar pode mudar destinos no campo. Após anos dedicados ao café, à laranja e ao gado, o casal encontrou na criação de frangos de corte uma oportunidade de retomada no sítio e de renda estável para a família.

“O começo foi arriscado, mas queríamos criar nossos filhos próximos da terra”, lembra Flávia. O primeiro aviário nasceu depois que a laranja deixou de ser viável por conta de doenças na lavoura.

A trajetória não foi simples. Logo no segundo lote, a falta de energia e a ausência de um gerador causaram a perda de todas as aves. A experiência trouxe dor, mas também ensinamentos.

“Foi um baque, mas entendemos que precisávamos investir em tecnologia”, conta Antônio. O casal apostou em equipamentos modernos e sistemas de segurança, garantindo estabilidade e confiança para expandir a produção.

Com mais de 20 anos na atividade, o Sítio Primavera hoje conta com cinco aviários em funcionamento e outros três em construção. O diferencial está na participação ativa dos filhos, especialmente Bruno, médico veterinário, que trouxe gestão técnica e financeira para a granja.

“A experiência dos pais, somada ao conhecimento dos filhos, trouxe uma visão empresarial, sem perder a essência familiar”, destaca Bruno.

Os 30 anos de casamento de Flávia e Antônio também se refletem na rotina de trabalho lado a lado. A tecnologia, antes inimiga distante, agora é aliada: painéis automatizados, sensores e sistemas de aquecimento moderno garantem bem-estar às aves e produtividade à granja.

“O futuro já chegou. Queremos manter a avicultura viva para as próximas gerações”, afirma Flávia.

Com união, profissionalização e inovação, a família transformou o Sítio Primavera em uma verdadeira empresa rural, sem perder o vínculo de amor e respeito pelo campo.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo


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Bahia atinge maior rebanho bovino da história com 13,7 milhões de cabeças, segundo IBGE



A pecuária baiana alcançou um marco histórico em 2024, registrando o maior volume de gado bovino dos últimos 50 anos. Dados da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), divulgados pelo IBGE, confirmaram que o rebanho bovino do estado cresceu 3,5% em relação a 2023.

Esse foi o segundo maior aumento percentual do país, ficando atrás apenas do Pará, um gigante em franca expansão.

Com um total de 13,7 milhões de cabeças, a Bahia consolida sua posição, ocupando atualmente o sétimo lugar no ranking nacional de criação de bovinos.

A participação do estado no rebanho brasileiro é de 5,7%, reforçando sua relevância no cenário nacional e mantendo-se à frente de tradicionais potências pecuárias como São Paulo e Rio Grande do Sul.

Oeste da Bahia impulsiona o crescimento e sobe no ranking estadual

O crescimento robusto do rebanho baiano é impulsionado por investimentos e alta produtividade em regiões estratégicas, com destaque para o oeste da Bahia.

O município de Santa Rita de Cássia segue na liderança, com o maior rebanho bovino do estado, somando 202 mil animais e registrando uma alta de 7% em um ano. Itamaraju e Itanhém completam, respectivamente, a segunda e terceira posições estaduais.

No entanto, o maior avanço no número de bovinos na Bahia foi observado no município de Wanderley, um polo de alta produtividade. Wanderley deu um salto impressionante, passando de 144 mil para 168 mil animais, um crescimento de 16%.

Com esse avanço, o município subiu da oitava para a quarta colocação no ranking estadual, refletindo a intensificação da produção na região.

Marco histórico e o futuro da pecuária no Nordeste

O marco de quase 14 milhões de cabeças na Bahia é uma excelente notícia para o agronegócio nordestino. O crescimento contínuo do rebanho reflete o sucesso dos investimentos em manejo, genética e infraestrutura que vêm sendo feitos na região. Esses investimentos se traduzem em maior produtividade e competitividade no mercado nacional.

O aumento de 3,5% no rebanho baiano é um sinal claro de que o estado está consolidando seu papel de destaque na pecuária nacional. O produtor rural baiano tem motivos para se orgulhar desses números, que demonstram a vitalidade do setor e a capacidade de crescimento contínuo da pecuária no estado, garantindo um futuro sólido para a produção de carne e leite no Nordeste.



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Flor de árvore tóxica é letal para abelhas; plantio é proibido em estado brasileiro



Produzir, plantar ou manter a árvore Spathodea campanulata, conhecida como espatódea, bisnagueira ou tulipeira-do-gabão, é estritamente proibido no território catarinense desde 2019. Neste sentido, o Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), lançou uma campanha nesta semana para alertar a população dos riscos ambientais causados pela espécie.

A árvore, que é de origem africana, pode atingir até 25 metros de altura e foi amplamente utilizada na arborização urbana de várias cidades brasileiras. Porém, estudos posteriores comprovaram que as flores da espatódea contêm toxinas letais para diversas espécies de abelhas nativas.

Segundo o IMA, as toxinas podem estar presentes no pólen, no néctar ou na mucilagem das flores, provocando a morte dos insetos. Além disso, as substâncias também comprometem o serviço de polinização das abelhas, que é essencial para a manutenção da biodiversidade e da produção agrícola.

O que diz a Lei

A Lei Estadual nº 17.694/2019 estabelece que é proibido o plantio de novas árvores da espécie e que espatódeas já plantadas devem ser cortadas. Além disso, árvores localizadas em locais públicos ou na arborização urbana devem ser substituídas por espécies nativas. O descumprimento da lei pode causar a aplicação de uma multa de R$ 1 mil por planta ou muda produzida.

Para Elaine Zuchiwschi, coordenadora do Programa Estadual de Espécies Exóticas Invasoras e engenheira agrônoma do IMA, a legislação representa um avanço. “A publicação dessa lei é um passo importante para que cada vez mais a sociedade aprenda e se envolva no manejo consciente e responsável das espécies da flora e da fauna”, diz.

O que o IMA recomenda

A recomendação do IMA é que a população priorize o plantio de espécies nativas regionais adequadas a cada ecossistema de Santa Catarina. Com isso, a adaptação das plantas ao clima e solo local, além do equilíbrio ecológico e da segurança para a fauna, são garantidos.

Exemplos de espécies nativas substitutas por região:

  • Região costeira (restinga): mangue-formiga (Clusia criuva), aroeira (Schinus terebinthifolia), ingá-cipó (Inga edulis).
  • Planícies e encostas da Mata Atlântica: ipê-amarelo (Handroanthus chrysotrichus), pau-angelim (Andira fraxinifolia), corticeira (Erythrina crista-galli).
  • Serra e planalto (Floresta de Araucária): canafístula (Peltophorum dubium), camboatá (Cupania vernalis), caroba (Jacaranda puberula).
  • Região oeste (Floresta Estacional Decidual): ipê-roxo (Handroanthus heptaphyllus), timbaúva (Enterolobium contortisiliquum), canjerana (Cabralea canjerana).



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Crédito privado do agro cresce e amplia espaço para CPRs e LCAs



O crédito privado voltado ao agronegócio segue em expansão. Dados do Boletim de Finanças Privadas do Agro, divulgado na última quinta-feira (16) pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), mostram aumento nos principais instrumentos usados para financiar o setor. É o caso das Cédulas de Produto Rural (CPR) e das Letras de Crédito do Agronegócio (LCA).

CPRs seguem em ritmo forte

As Cédulas de Produto Rural atingiram R$ 527,4 bilhões em setembro de 2025, alta de 27% em um ano. Desde 2021, o crescimento chega a 461%. No período de julho a setembro deste ano, as CPRs financiaram R$ 105,6 bilhões, com o volume de contratos subindo 22% na comparação com o ano passado.

O instrumento tem sido usado para financiar a produção de grãos, pecuária, frutas e hortaliças, além de insumos agrícolas, máquinas e projetos de sustentabilidade. O tíquete médio das operações é de cerca de R$ 1,35 milhão.

LCA reforça o crédito rural

As Letras de Crédito do Agronegócio também avançaram, somando R$ 608,1 bilhões em setembro, um aumento de 23% frente a 2024. Além disso, a mudança nas regras de reaplicação deve ampliar ainda mais o crédito ao produtor.

Na safra 2025/26, os bancos e cooperativas precisam aplicar 60% das captações em LCA no financiamento rural; antes, a exigência era de 50%. Desse total, 45% devem ir diretamente para operações de crédito rural, o que representa R$ 164,2 bilhões, alta de 33% em um ano.

Entre as instituições, os bancos públicos lideram as contratações com 44% de participação, seguidos por bancos privados (30%) e cooperativas de crédito (26%).

Fiagro se consolida

O Fundo de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também segue em crescimento, com R$ 43,1 bilhões em patrimônio líquido e 142 fundos em operação. O avanço foi de 13% em um ano e 253% desde 2023.

Os fundos imobiliários representam 44,6% do total, seguidos pelos de participações (39,4%) e de direitos creditórios (16%). Apesar da pausa temporária nas atualizações de dados, o segmento se consolida como alternativa de investimento e capitalização para o agronegócio.



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Maior macaco das Américas pode perder 61% do hábitat até 2090



O muriqui-do-norte (Brachyteles hypoxanthus) e o muriqui-do-sul (B. arachnoides), as duas espécies do maior gênero de primatas das Américas, terão uma redução de áreas climativamente adequadas para sua sobreviência até 2090 estimadas em 44% e 61%, respectivamente, segundo estudo publicado no Journal for Nature Conservation.

Os números dão conta apenas do efeito das mudanças climáticas sobre as espécies até o fim do século, sem considerar outros fatores que também ameaçam os primatas e seus hábitats, como desmatamento, fragmentação das florestas e caça. Ambos os muriquis, endêmicos da Mata Atlântica, são classificados como “Criticamente Ameaçados” de extinção pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN)

“Apenas a mudança climática não vai levar os muriquis à extinção, segundo nossas projeções. Mas cerca de metade da área atual climaticamente favorável para eles pode acabar, o que é bastante preocupante levando em conta que há outros fatores pressionando essas espécies”, conta o pesquisador e autor do estudo, Tiago Vasconcelos.

Como são feitas as projeções?

As projeções são realizadas com softwares especiais, a partir de dados como a distribuição atual e informações climáticas importantes para os requerimentos fisiológicos das espécies. Assim, dados do clima atual são utilizados para caracterizar as preferências das espécies, que são então projetadas nos diferentes cenários futuros de mudanças climáticas para as próximas décadas, como chuvas, meses mais quentes, dias mais secos etc.

Perdas das áreas

Estudos de outros pesquisadores já haviam apontado perdas de áreas climaticamente adequadas para as duas espécies de muriqui até o fim do século. Vasconcelos, porém, aponta o tamanho dos prejuízos em curto e médio prazo, mais especificamente os anos de 2030, 2050, 2070 e 2090.

Em 2023, um artigo apontava que as áreas previstas para serem perdidas pelo muriqui-do-sul serão em florestas semidecíduas no interior do Paraná e de São Paulo.

Vasconcelos chegou a resultados similares no estudo atual, mas acrescenta que essas áreas vão encolher ainda mais, de forma contínua, ao longo das décadas seguintes até o fim do século. Haverá, ainda, um deslocamento da área de ocorrência da espécie na direção nordeste.

A maioria das perdas dessa espécie também deve ocorrer no interior, mas no leste e sul de Minas Gerais e na parte central e oeste do Rio de Janeiro. O estado de São Paulo, por sua vez, deve perder toda a área climaticamente adequada para a espécie em 2090.

Neste ano, restarão para o muriqui-do-norte duas grandes extensões territoriais climaticamente apropriadas. Uma abrangendo a população do norte, no estado da Bahia e no nordeste de Minas Gerais, e outra no Espírito Santo, com uma área menor no norte do Rio de Janeiro.

Para as duas espécies, as grandes áreas climaticamente adequadas e que concentrarão a maior parte da população para o fim do século estão ao longo da costa.

Soluções

O pesquisador reforça que as previsões levam em conta apenas as mudanças climáticas, o que pode ocultar um risco ainda maior quando se consideram ameaças que podem agir em sinergia, como a contínua perda de hábitat e a fragmentação das florestas.

Quando combinada com a redução de áreas climaticamente adequadas, a tendência poderia levar ao isolamento de populações de muriqui e à quebra de fluxo gênico entre elas, afetando a manutenção de populações viáveis. Isso poderia reduzir ainda mais a área de ocorrência das espécies. As extinções locais já documentadas, inclusive, ocorreram em áreas degradadas de floresta semidecídua.

Por isso, o autor encerra o trabalho recomendando justamente o foco em esforços de conservação dessas populações do interior, além de alertar para a necessidade de uma compreensão melhor de como essas populações vão efetivamente responder às mudanças climáticas nas próximas décadas.

Em médio e longo prazo, o estudo indica a importância de concentrar esforços em garantir a proteção das duas espécies de muriqui nas florestas ombrófilas da costa, identificando os melhores locais para implementar corredores ecológicos e conectar as populações em áreas atualmente desconectadas.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Lei amplia acesso ao Garantia-Safra para agricultores


O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou na quinta-feira (16) a Lei 15.236, de 2025, que facilita o acesso de agricultores familiares ao Garantia-Safra e torna mais ágil o pagamento do benefício. Publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (17), a nova norma reduz exigências, amplia a cobertura do programa e permite novas formas de uso dos recursos para fortalecer a produção no campo.

O texto altera a Lei 10.420, de 2002, e reduz de 50% para 40% o percentual mínimo de perda de safra exigido para o agricultor receber o benefício. A mudança contempla produtores que sofrem com estiagens e enchentes, mas que até agora ficavam de fora por não alcançarem o limite anterior. A medida também tem como objetivo garantir que o auxílio chegue com mais rapidez a famílias afetadas por eventos climáticos extremos. 

A nova lei flexibiliza o pagamento pelo governo, que poderá ser feito em até três parcelas mensais ou em parcela única, quando houver situação de emergência nacional, estado de calamidade pública, pandemia ou epidemia.

A sanção de Lula encerra a tramitação do PL 1.282/2024, do deputado Carlos Veras (PT-PE), que teve como relatora a senadora Augusta Brito (PT-CE). O texto foi aprovado pelo Plenário do Senado em setembro, com o objetivo de tornar o Garantia-Safra mais acessível e eficaz no atendimento a famílias de baixa renda afetadas por perdas de safra.

Outro avanço é a ampliação da área de cobertura do Garantia-Safra. Agricultores familiares de municípios fora da região tradicional da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) poderão aderir ao programa, desde que atendam aos critérios estabelecidos pelo órgão gestor.

A gestão do fundo e das normas operacionais passa a ser de responsabilidade do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

Além de assegurar renda emergencial a quem perde a produção, a lei permite que parte dos recursos do fundo seja usada em ações voltadas à convivência com o semiárido, ao aumento da capacidade produtiva e à adaptação às mudanças climáticas.

A expectativa é que as novas regras reforcem o apoio à agricultura familiar e contribuam para a sustentabilidade econômica e ambiental das pequenas propriedades rurais.

A sanção encerra a tramitação do PL 1.282/2024, do deputado Carlos Veras (PT-PE), que teve como relatora a senadora Augusta Brito (PT-CE). O texto foi aprovado pelo Plenário em 23 de setembro, com o objetivo de tornar o programa mais acessível e eficaz no atendimento a famílias de baixa renda afetadas por perdas de safra.

 





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