quarta-feira, abril 1, 2026

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nutricionista explica qual é melhor para a saúde e ganho de músculos



As proteínas,  fundamentais para a construção e manutenção dos músculos e tecidos, podem ser obtidas tanto de fontes animais quanto vegetais. Mas quais são as principais diferenças entre elas?

Em entrevista ao programa Interligados, do Canal Rural, a nutricionista Fabiana Borrego explicou as vantagens, limitações e a melhor forma de equilibrar esses dois tipos de proteína na alimentação.

Proteína animal: alto valor biológico

Segundo Borrego, as proteínas de origem animal (como carnes, ovos, leite e derivados) são consideradas de alto valor biológico.

“Isso significa que elas contêm todos os nove aminoácidos essenciais que o corpo não consegue produzir sozinho. Por isso, são completas e de fácil absorção”, explica.

Essas proteínas também são importantes fontes de outros nutrientes, como ferro e vitamina B12, cuja absorção é mais eficiente em alimentos de origem animal.

Já as proteínas vegetais, presentes em feijão, lentilha, ervilha, grão-de-bico, soja e quinoa — tendem a ter baixo valor biológico, pois podem faltar alguns dos aminoácidos essenciais.

“Das proteínas vegetais, apenas três alimentos são completos: quinoa, edamame e soja. Eles têm todos os aminoácidos, mas ainda assim, é importante variar o cardápio para garantir um bom equilíbrio”, afirma Borrego.

A nutricionista recomenda combinar diferentes fontes de proteína vegetal no mesmo prato. “Quando a gente consome, por exemplo, quinoa com lentilha ou grão-de-bico, a refeição se torna muito mais completa em termos de aminoácidos”, orienta.

Equilíbrio e quantidade ideal

Para manter uma dieta balanceada, Fabiana destaca que a quantidade de proteína por refeição deve variar entre 100 e 150 gramas, podendo chegar a 200 gramas para quem busca ganho de massa muscular.

“As proteínas são como tijolinhos do corpo — elas constroem músculos e tecidos. Então, quem quer ganhar massa precisa garantir uma boa ingestão de alimentos ricos em proteína”, explica.

A especialista também lembra que combinações simples do dia a dia continuam imbatíveis:

“O clássico arroz com feijão e uma carne é uma das combinações mais completas em aminoácidos. É o prato perfeito que as nossas avós sempre defenderam.”

Com o aumento da popularidade das dietas vegetarianas e veganas, Borrego alerta para a leitura atenta dos rótulos de produtos vegetais industrializados, como hambúrgueres e embutidos à base de plantas.

“Esses alimentos podem conter muitos conservantes e aditivos químicos. Por isso, sempre vale conferir a lista de ingredientes e a tabela nutricional”, orienta.

Se o produto tiver pouca proteína — “algo como 1 g ou até 10 g por porção”, exemplifica — é importante complementar a refeição com outras fontes, como leguminosas ou cereais integrais.

“Sempre que possível, prefira preparar versões caseiras, como hambúrgueres de lentilha, grão-de-bico ou ervilha. São mais saudáveis e mantêm o valor nutricional dos alimentos”, recomenda.

Diversidade é o melhor caminho

Fabiana Borrego reforça que o segredo de uma boa alimentação está na diversidade e no equilíbrio. “Não se trata de escolher entre proteína animal ou vegetal, mas de saber combiná-las e variar os alimentos. Um prato colorido e diverso é o melhor caminho para a saúde”



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Produtores de carne bovina dos EUA pressionam Trump para poderem exportar mais



O Instituto da Carne dos Estados Unidos (Meat Institute) pediu ao governo de Donald Trump que mantenha o impulso da política comercial “America First” (América Primeiro) e avance na remoção de barreiras que continuam a restringir as exportações americanas de carne bovina, suína e de aves. Em documento enviado ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), no âmbito do “Relatório de Estimativa do Comércio Nacional de 2026”, a entidade listou uma série de entraves sanitários, tarifários e burocráticos que, segundo o setor, limitam o crescimento das vendas externas, mesmo após avanços recentes na Europa, no Reino Unido e no Sudeste Asiático.

A presidente e CEO do Instituto, Julie Anna Potts, destacou no documento que o potencial de exportação da indústria permanece limitado por barreiras sanitárias injustificadas, tarifas proibitivas, cotas tarifárias e exigências onerosas de registro e aprovação de plantas exportadoras.

Entre os principais problemas citados ao USTR, o Meat Institute mencionou o descumprimento, pela China, dos compromissos assumidos no Acordo de Fase Um e a manutenção das tarifas retaliatórias sobre a carne americana previstas nas seções 232 e 301; as restrições regulatórias que ainda dificultam as exportações de carne bovina e suína para Taiwan, e as barreiras persistentes no Sudeste Asiático, em países como Filipinas, Indonésia, Malásia, Camboja, Tailândia e Vietnã.

Também foram apontadas como preocupações as políticas restritivas da União Europeia e do Reino Unido, o aumento das exigências de registro de estabelecimentos comerciais em Hong Kong, as barreiras históricas ao comércio de carne com a África do Sul e a necessidade de reforçar a cooperação sanitária internacional para prevenir doenças animais exóticas e preservar o fluxo global de comércio. O Instituto ainda destacou a importância de aproveitar o momento favorável com a Austrália e de avançar na plena implementação do acordo Korus com a Coreia do Sul.

Apesar das críticas, a entidade elogiou a administração Trump pela reativação da política comercial voltada ao setor agropecuário. Segundo Potts, a agenda “America First” revitalizou a política de comércio exterior dos Estados Unidos e mostrou que o país pode enfrentar de forma proativa as barreiras infundadas que restringem o potencial das exportações de carne e aves, prejudicando produtores, frigoríficos e trabalhadores americanos. “Em poucos meses, o governo Trump fez progressos na Europa, no Reino Unido, no Sudeste Asiático e em outros mercados críticos”, afirmou.

Ainda conforme a entidade, as exportações são essenciais para a sustentabilidade da cadeia produtiva e para o fortalecimento do agronegócio americano. “As exportações agregam valor a cada animal produzido e, por sua vez, aumentam a demanda por milho e soja dos EUA. Em média, as exportações de carne suína contribuem com US$ 64 por animal, enquanto as de carne bovina rendem mais de US$ 400 por cabeça”, afirmou.

Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela equipe do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado



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“Arroz Combina” quer reconectar brasileiros ao consumo do grão



Segundo a Abiarroz, o arroz é um dos pilares da segurança alimentar brasileira


Foto: Canva

A Associação Brasileira da Indústria do arroz (Abiarroz) lançou na última segunda-feira (27) a campanha “arroz Combina”, com foco em ampliar o consumo do cereal no Brasil e reforçar sua importância nutricional, econômica e cultural. A iniciativa também atua no combate à desinformação nas redes sociais, especialmente contra boatos de que o alimento causaria obesidade.

Com duração prevista de um ano, a campanha terá forte presença digital, incluindo o lançamento de um site exclusivo e parcerias com influenciadores. A proposta é conectar o arroz a diferentes públicos, especialmente os mais jovens, promovendo o grão como base de uma alimentação equilibrada, acessível e culturalmente relevante.

Segundo a Abiarroz, o arroz é um dos pilares da segurança alimentar brasileira. Além de presença constante nas receitas típicas nacionais, o cereal garante sustento a milhares de produtores. O Brasil é o maior produtor de arroz fora da Ásia, e o Rio Grande do Sul responde por cerca de 70% da produção nacional. O grão brasileiro é exportado para mais de 100 países, mantendo padrão de qualidade reconhecido internacionalmente.

A “Arroz Combina” é a primeira campanha financiada pelo Fundo de Promoção, Pesquisa, Inovação e Incentivo ao Consumo de Arroz (Fundarroz), criado pela Abiarroz em 2024. O objetivo é estruturar ações de longo prazo para valorização do arroz nacional, unindo tradição, inovação e ciência da nutrição.

Além da estratégia de comunicação, o projeto pretende evidenciar o papel do arroz na identidade alimentar do país e em práticas sustentáveis no campo. Ao mesmo tempo, busca reverter a queda no consumo interno, observada nos últimos anos.

 





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Produtores de carne bovina dos EUA pressionam Trump para poderem exportar mais



O Instituto da Carne dos Estados Unidos (Meat Institute) pediu ao governo de Donald Trump que mantenha o impulso da política comercial “America First” (América Primeiro) e avance na remoção de barreiras que continuam a restringir as exportações americanas de carne bovina, suína e de aves. Em documento enviado ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), no âmbito do “Relatório de Estimativa do Comércio Nacional de 2026”, a entidade listou uma série de entraves sanitários, tarifários e burocráticos que, segundo o setor, limitam o crescimento das vendas externas, mesmo após avanços recentes na Europa, no Reino Unido e no Sudeste Asiático.

A presidente e CEO do Instituto, Julie Anna Potts, destacou no documento que o potencial de exportação da indústria permanece limitado por barreiras sanitárias injustificadas, tarifas proibitivas, cotas tarifárias e exigências onerosas de registro e aprovação de plantas exportadoras.

Entre os principais problemas citados ao USTR, o Meat Institute mencionou o descumprimento, pela China, dos compromissos assumidos no Acordo de Fase Um e a manutenção das tarifas retaliatórias sobre a carne americana previstas nas seções 232 e 301; as restrições regulatórias que ainda dificultam as exportações de carne bovina e suína para Taiwan, e as barreiras persistentes no Sudeste Asiático, em países como Filipinas, Indonésia, Malásia, Camboja, Tailândia e Vietnã.

Também foram apontadas como preocupações as políticas restritivas da União Europeia e do Reino Unido, o aumento das exigências de registro de estabelecimentos comerciais em Hong Kong, as barreiras históricas ao comércio de carne com a África do Sul e a necessidade de reforçar a cooperação sanitária internacional para prevenir doenças animais exóticas e preservar o fluxo global de comércio. O Instituto ainda destacou a importância de aproveitar o momento favorável com a Austrália e de avançar na plena implementação do acordo Korus com a Coreia do Sul.

Apesar das críticas, a entidade elogiou a administração Trump pela reativação da política comercial voltada ao setor agropecuário. Segundo Potts, a agenda “America First” revitalizou a política de comércio exterior dos Estados Unidos e mostrou que o país pode enfrentar de forma proativa as barreiras infundadas que restringem o potencial das exportações de carne e aves, prejudicando produtores, frigoríficos e trabalhadores americanos. “Em poucos meses, o governo Trump fez progressos na Europa, no Reino Unido, no Sudeste Asiático e em outros mercados críticos”, afirmou.

Ainda conforme a entidade, as exportações são essenciais para a sustentabilidade da cadeia produtiva e para o fortalecimento do agronegócio americano. “As exportações agregam valor a cada animal produzido e, por sua vez, aumentam a demanda por milho e soja dos EUA. Em média, as exportações de carne suína contribuem com US$ 64 por animal, enquanto as de carne bovina rendem mais de US$ 400 por cabeça”, afirmou.

Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela equipe do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado



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Brasil recicla apenas 21% dos resíduos da construção civil, aponta estudo



O Brasil recicla menos de um quarto dos resíduos da construção civil, apesar de ter capacidade técnica e estrutura instalada para multiplicar esse volume.

Segundo dados da Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema), o país gera cerca de 48 milhões de toneladas de entulho por ano, o que representa até 60% dos resíduos sólidos urbanos, mas apenas 10 milhões de toneladas são efetivamente reaproveitadas — cerca de 21% do total.

Setor estratégico e desafios econômicos

De acordo com o pesquisador Laerte Scavavacca Jr., da Embrapa Meio Ambiente, o setor da construção civil, responsável por 10% do PIB e 15% dos empregos formais, enfrenta custos adicionais de 10% a 30% nas obras devido à má gestão dos resíduos.

Cada R$ 1 investido em novas habitações gera R$ 2,46 em retorno econômico e cria mais de 18 empregos diretos, segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Apesar do impacto positivo, 45% dos resíduos ainda são descartados de forma irregular, em áreas não licenciadas.

Legislação robusta, mas aplicação desigual

O arcabouço legal para o gerenciamento dos resíduos da construção civil é considerado abrangente. A Resolução Conama nº 307/2002, complementada pela nº 469/2015, define diretrizes de gestão e destinação dos RCC.

Já a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010) instituiu metas de redução e o princípio da responsabilidade compartilhada entre poder público, empresas e consumidores.

Na prática, porém, a falta de fiscalização e de indicadores nacionais compromete o alcance das metas.

Potencial técnico ainda pouco explorado

Scavavacca explica que os resíduos da construção são formados principalmente por concreto, argamassa, cerâmicas e tijolos, materiais inertes com alto potencial de reaproveitamento. A principal rota tecnológica é a produção de agregados reciclados (AR), usados em pavimentação, bases e sub-bases de rodovias, blocos e pisos.

Estima-se que 70% a 85% dos resíduos reciclados sejam aplicados em obras de infraestrutura, 10% a 20% em artefatos de cimento e até 10% em aplicações especiais, como concretos leves e muros de contenção.

Desigualdade regional e limitações de mercado

A região Sudeste concentra 65% das cerca de 300 usinas de reciclagem de RCC no país, com destaque para São Paulo e Rio de Janeiro. Ainda assim, a taxa média regional é de apenas 20%.

Entre os principais entraves estão os custos logísticos elevados, a falta de escala das usinas e a baixa aceitação dos agregados reciclados pelo mercado da construção.

Caminhos para uma economia circular no setor

Estudos recentes buscam novas aplicações tecnológicas, como o uso de resíduos em geossintéticos, asfalto-borracha e concretos estruturais de baixo teor, de acordo com normas como a NBR 15116. Uma tendência é o uso de usinas móveis próximas às obras, que reduzem custos de transporte e emissões de dióxido de carbono.

“Para que o país avance na economia circular do setor, especialistas recomendam cinco ações prioritárias: fortalecer a aplicação das resoluções do Conama, criar políticas de compras públicas que priorizem materiais reciclados, incentivar plantas móveis regionais, padronizar certificações e ampliar pesquisas sobre novos materiais”, afirma Scavavacca.

Segundo o pesquisador, “a reciclagem de RCC no Brasil tem potencial para reduzir significativamente o consumo de recursos naturais e os impactos ambientais da disposição inadequada. Mas, para transformar esse potencial em resultados concretos, o país precisa alinhar políticas públicas, inovação tecnológica e incentivos econômicos que tornem o reaproveitamento uma prática estrutural da construção civil”.



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8º Congresso de Reflorestamento reúne especialistas em SP



Evento ocorre de 29 a 31 de outubro



Foto: Pixabay

Evento ocorre de 29 a 31 de outubro e tem como objetivo debater a implantação e a conservação de florestas ambientais e os avanços tecnológicos. A sede da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) sedia desde quarta-feira (29) o 8º Congresso Brasileiro de Reflorestamento Ambiental (CBRA 2025), numa promoção e realização do Centro de Desenvolvimento do Agronegócio (CEDAGRO) e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

O Congresso, que encerra hoje, tem como objetivo principal conhecer as experiências exitosas na implantação e conservação de florestas ambientais e os avanços tecnológicos, bem como discutir e sugerir alternativas de solução para os principais desafios que afetam o setor.

Gilmar Dadalto, presidente executivo da CEDAGRO e José Mauro Santana da Silva, professor da UFSCar agradeceram a receptividade da Faesp em sediar os três dias do Congresso e afirmaram que há muito trabalho a ser realizado entre o meio acadêmico e o setor privado, especialmente com a proximidade da COP30 e os olhares a respeito de sustentabilidade e Amazônia voltados ao Brasil.

O diretor 1º secretário da Faesp, Márcio Antônio Vassoler, representando o presidente do Sistema Faesp/Senar, saudou os presentes e disse que a entidade está de portas abertas para eventos dessa magnitude.

“Este é um evento importantíssimo ao meio acadêmico, aos produtores rurais e ao mercado privado. O meio ambiente é um tema que temos discutido a todo o momento e no qual o mundo está nos observando. Os debates nestes três dias de Congresso serão fundamentais ao avanço do reflorestamento, tema deste encontro, e poderão ajudar ainda mais nosso país na defesa dos nossos biomas e da sustentabilidade”, afirmou.

Estiveram presentes na abertura do 8º Congresso Brasileiro de Reflorestamento Ambiental, o superintendente do Senar-SP, Mário Biral, e José Luiz Fontes, coordenador do Departamento de Sustentabilidade da Faesp.





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5 histórias que mostram protagonismo das mulheres no campo



Elas acordam cedo, enfrentam a rotina da granja, equilibram família, trabalho e gestão — e transformam cada desafio em oportunidade. De norte a sul do país, histórias como as de Nayara, Diva, Helena, Rita e Vera mostram que a presença feminina no campo vai muito além do apoio: é liderança, inovação e sensibilidade em cada detalhe da produção.

Seja entre os pintinhos de um aviário, nas bandejas de ovos ou na gestão de uma granja, essas mulheres provam que o agro também tem alma feminina — e um futuro que floresce com suas mãos.

Criada na roça, Nayara Prates sempre teve o agro no sangue. Depois de formada, decidiu voltar para o interior e ajudar o pai na produção de café. Mas foi a busca por novas oportunidades que a levou a investir na avicultura integrada, unindo tradição e tecnologia.

Ela estudou sobre manejo, nutrição e sustentabilidade, até montar o próprio aviário — que hoje completa sete anos de atividade. “Eu amo o que faço. Ver o pintinho crescer e o lote se desenvolver é gratificante. Cada ciclo é um aprendizado novo”, conta.

Além da paixão, Naara também criou uma integração sustentável: usa a palha do café como cama para as aves e, depois, transforma a cama usada em adubo orgânico para os cafezais. “Tudo se conecta. É o campo se reinventando e ensinando a gente a cuidar melhor do que é nosso.”

A história de Divanir Benatti Martins, a Diva, é marcada por união e superação. Quando o irmão decidiu investir na avicultura, ela se juntou à família para construir os galpões e aprender sobre o manejo.

Hoje, são dois aviários climatizados que sustentam três famílias — um exemplo de organização e cooperação. “A gente sempre trabalhou junto, um ajudando o outro. E isso deu certo. A granja trouxe estabilidade e qualidade de vida para todo mundo”, afirma.
Segundo Diva, o segredo está na presença diária.

“É um trabalho que exige atenção, porque o frango é um ser vivo. Cada detalhe faz diferença, e estar junto no dia a dia é essencial.”

Em Bastos (SP), a Granja Tsuboy é sinônimo de tradição e eficiência. Fundada na década de 1950 pelos pais de Helena, descendentes de japoneses, a granja cresceu com muito esforço e união familiar.

Hoje, ela atua na administração da produção de ovos, enquanto os irmãos cuidam do manejo e da fábrica de ração. “Meu pai sempre dizia que era preciso gostar do que se faz. E mesmo nas dificuldades, ele nos ensinou a ter disciplina e buscar alternativas”, lembra.

A palavra que define a trajetória da família é gaman — um termo japonês que significa persistência diante dos desafios. “Essa filosofia está presente em tudo o que fazemos. Trabalhar com ovos é rotina, é dedicação diária, e isso nos dá muito orgulho.”

A produtora Rita Moreira de Souza representa a nova geração de mulheres do agro, que concilia a rotina da granja com a maternidade. Após a perda do pai, ela assumiu a atividade junto com a mãe, enfrentando o desafio de aprender sobre energia, controle de temperatura e equipamentos.

“É uma responsabilidade grande, mas a gente se ajuda. Quando uma precisa sair, a outra fica de olho no lote. Nunca deixamos o aviário sozinho”, explica.
Rita mostra que é possível equilibrar o cuidado com os filhos e o trabalho no campo.

“No começo foi difícil, mas hoje já me adaptei. É corrido, mas é gratificante. A avicultura nos trouxe segurança e estabilidade.”

Depois de anos na cidade, Vera Lúcia Gobbi e o marido decidiram mudar de vida e realizar o sonho de montar uma granja. O início foi cheio de aprendizado, mas o amor pela atividade logo se transformou em resultado.

Atenta e experiente, ela identifica qualquer anormalidade no lote “no olhar e no ouvido”. “Nos primeiros dias é dedicação total. A gente aprende a entender o comportamento das aves e a corrigir rápido o que precisa.”

Hoje, Vera lidera a propriedade com confiança e já planeja expandir. “Cada ciclo é uma conquista. A granja nos deu orgulho, estabilidade e qualidade de vida. Produzir alimento é motivo de felicidade todos os dias.”

De diferentes regiões, idades e histórias, essas mulheres têm algo em comum: transformam desafios em oportunidades. Elas representam a força do campo brasileiro, onde o trabalho feminino gera renda, sustentabilidade e inovação.

Cada uma delas mostra que a presença da mulher na produção de alimentos vai além da rotina — é símbolo de gestão, sensibilidade e liderança.

O futuro do agro passa por mãos femininas que, com coragem e planejamento, seguem abrindo caminhos e inspirando novas gerações.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo


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Governo aprova financiamento com juros reduzidos para ampliar aviação regional e sustentável


O setor aéreo brasileiro terá acesso a seis novas linhas de financiamento com recursos do FNAC, conforme decisão publicada nesta quinta-feira (30/10) pelo Conselho Monetário Nacional. Os empréstimos, de até R$ 4 bilhões, terão juros entre 6,5% e 7,5% ao ano, a depender da modalidade.

As linhas incluem aquisição de aeronaves nacionais, manutenção de motores, infraestrutura logística e compra de combustível sustentável (SAF) produzido no Brasil. A iniciativa, segundo informações do Ministério de Portos e Aeroportos, visa reduzir os custos operacionais e ampliar a oferta de voos, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste.

Contrapartidas incluem voos na Amazônia e uso de SAF

Para ter acesso ao crédito, as empresas terão de cumprir contrapartidas ambientais e regionais. Entre as exigências está o compromisso com a aquisição de SAF que gere redução adicional de emissão de CO2 — superior à meta legal de 1% ao ano, até atingir 10%. Também será obrigatória a adesão ao Pacto da Sustentabilidade do MPor, com foco em ações ESG. Outro critério é o aumento de 30% na proporção de voos nas regiões da Amazônia Legal e do Nordeste em relação aos números de 2024. Durante o período de carência do empréstimo, as empresas não poderão ampliar a distribuição de lucros aos acionistas.

As linhas de crédito aprovadas incluem:

Aquisição de SAF nacional;

Manutenção de aeronaves;

Manutenção de motores;

Compra de aeronaves;

Pagamento antecipado de aeronaves;

Ampliação da infraestrutura logística.

Segundo o comitê gestor do FNAC, presidido pelo secretário Nacional de Aviação Civil, Daniel Longo, a estratégia é fortalecer a cadeia produtiva nacional da aviação, fomentar investimentos em inovação e ampliar o acesso a serviços aéreos em regiões menos atendidas.

Com a aprovação do CMN, o próximo passo será a regulamentação operacional para que as linhas de crédito possam ser acessadas pelas companhias. O impacto esperado inclui aumento da conectividade regional, estímulo à produção nacional de aeronaves e maior inserção do Brasil na agenda de descarbonização do setor aéreo global.





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Produção de queijos artesanais cresce 300% em SP com modernização de inspeção



A produção artesanal de queijos em São Paulo vive um momento de forte expansão. Desde 2023, o número de produtores registrados no Serviço de Inspeção de São Paulo (Sisp) aumentou 300%, passando de seis novos registros em 2022 para 24 em 2025. Com quase 60 queijarias artesanais formalizadas e mais de cem indústrias queijeiras ativas, o estado se consolida como um dos grandes polos da queijaria brasileira.

Segundo dados da Associação Paulista do Queijo Artesanal (APQA), o setor movimentou R$ 21,84 milhões em 2024, reflexo direto da modernização do processo de formalização e do fortalecimento das propriedades familiares dedicadas à produção artesanal.

Digitalização facilita formalização de pequenos produtores

O Sisp Artesanal passou por um processo de modernização que vem transformando a realidade dos pequenos produtores. Com o sistema totalmente digitalizado e equipes especializadas em inspeção artesanal dentro da Defesa Agropecuária, o governo paulista tem ampliado o acesso à formalização, garantindo mais segurança e qualidade nos produtos.

A iniciativa busca valorizar o trabalho no campo e estimular o crescimento sustentável de empreendimentos familiares que preservam técnicas tradicionais e fortalecem a economia rural.

Atualmente, o Sisp Artesanal reúne 234 estabelecimentos registrados no estado, abrangendo diferentes cadeias produtivas:

  • 100 voltados à produção de lácteos;
  • 94 de carnes;
  • 21 de mel;
  • 12 de ovos;
  • 7 de pescados.

O programa tem papel essencial na formalização de pequenos negócios rurais, assegurando qualidade, rastreabilidade e valorização de produtos típicos paulistas.

O crescimento do setor vem acompanhado de um novo movimento de valorização dos queijos paulistas: o lançamento das Rotas do Queijo de São Paulo.

A iniciativa, coordenada pela Casa Civil em parceria com as secretarias de Turismo e Viagens, Agricultura e Abastecimento, Cultura e Economias Criativas, Desenvolvimento Econômico e Invest SP, reúne 102 queijarias distribuídas em 77 municípios, organizadas em oito rotas temáticas.

O projeto será apresentado durante o Mesa SP 2025 e tem como objetivo promover os queijos paulistas nos mercados interno e internacional, conectando produtores, turistas e consumidores em experiências que unem gastronomia, cultura e turismo rural.

Produtores premiados ganham espaço no mercado

Um exemplo do novo perfil de produtor é o da Estância Silvânia, em Caçapava, conduzida por Camila Almeida e o marido. Em 2025, o casal conquistou três medalhas de ouro no Mondial du Fromage, principal competição mundial de queijos e laticínios.

Com o registro no SISP Artesanal, obtido após a simplificação do sistema, a Estância ampliou sua presença no mercado e garantiu mais segurança ao consumidor.

“Sempre tivemos o sonho de levar nossos queijos para todo o Estado. Já conquistamos prêmios importantes, inclusive internacionais, mas a comercialização era limitada ao município. Com o registro artesanal, finalmente podemos ampliar nosso mercado e chegar a novos consumidores. E agora estamos muito felizes em integrar a Rota do Queijo”, afirma Camila.

Modernização da legislação impulsiona o setor

As resoluções SAA nº 63 e nº 52, de 2023, modernizaram o Sisp e simplificaram o registro de produtores artesanais de alimentos de origem animal. A criação de uma equipe especializada em inspeção artesanal e o uso do sistema Gedave, que permite o cadastro digital e prazos mais ágeis, tornaram o processo menos burocrático e mais acessível.

Segundo o secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai, as mudanças refletem um esforço conjunto do Governo de São Paulo para valorizar o produtor rural e promover os alimentos paulistas.

“Estamos construindo um ambiente que une qualidade, inovação e identidade. Nossos queijos são reconhecidos no mundo todo e representam o melhor da agricultura paulista: trabalho, tradição e excelência”, destaca Piai.



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Chuvas intensas de até 100 mm atingem três estados até domingo



O primeiro fim de semana de novembro será marcado por chuva forte e risco de temporais em São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul, segundo alerta da Climatempo. O volume acumulado pode ultrapassar 100 milímetros em algumas regiões, com potencial para alagamentos, enxurradas e queda de energia, inclusive nas capitais São Paulo, Curitiba e Campo Grande.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

De acordo com a meteorologista Josélia Pegorim, o tempo instável não será causado por uma frente fria, mas pela combinação de calor intenso, alta umidade e ventos em diferentes níveis da atmosfera, que favorecem a formação de nuvens carregadas. “Essas condições vão permitir o desenvolvimento de áreas de instabilidade fortes e duradouras ao longo do fim de semana”, explica.

Neste sábado (1º), a chuva mais intensa deve se concentrar no oeste e centro-norte do Paraná, no centro-sul e leste de Mato Grosso do Sul e no oeste e sul paulista, especialmente nas regiões de fronteira com o Paraná. Nas demais áreas dos três estados, são esperadas pancadas moderadas a fortes à tarde e à noite. A Climatempo também prevê temporais localizados nas capitais.

Domingo deve ter chuva forte em São Paulo

No domingo (2), a circulação de ventos muda, espalhando as áreas de instabilidade sobre o estado de São Paulo. O risco de chuva intensa e temporais aumenta em praticamente todas as regiões paulistas, com possibilidade de grande volume acumulado e transbordamento de córregos em áreas urbanas.

Volumes de chuva e orientações

Entre sábado e domingo, o acumulado deve variar entre 50 e 100 mm na maior parte dos três estados. Em alguns pontos, os volumes podem ultrapassar 100 mm, segundo a Climatempo.

A meteorologista reforça que o cenário exige atenção da população:

“Com a chuva forte e persistente, há risco de alagamentos, quedas de árvores e até enchentes repentinas. É importante acompanhar os alertas da Defesa Civil e evitar áreas de risco durante os temporais”, orienta Pegorim.



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