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As demandas doméstica e internacional aquecidas e as escalas de abate mais curtas, principalmente nas indústrias de menor porte, têm impulsionado a alta da arroba do boi gordo no Brasil nas últimas semanas.
O Indicador do Boi Datagro, referência da B3 para a liquidação dos contratos futuros de pecuária no mercado brasileiro, mostra que o patamar médio de Mato Grosso do Sul já ultrapassa o da praça-base São Paulo.
Com isso, o mercado fechou a uma média de R$ 324,07 no ente federativo do Centro-Oeste e a R$ 322,71 em território paulista.
Além disso, outros três estados tiveram elevação de quase ou até superior a R$ 5 a arroba entre ontem (4) e esta quarta-feira (5). Veja:
Por outro lado, entre as praças analisadas pelo Indicador do Boi Datagro, apenas Rondônia teve retração no valor médio pago pela arroba, saindo de R$ 288,10 para R$ 287,97.

O Instituto MBC Brasil divulgou nesta semana um estudo inédito que traça um panorama sobre os desafios e oportunidades da mobilidade sustentável no país. O levantamento aponta avanços esperados nos programas de biocombustíveis e eletrificação, com destaque para o etanol, considerado um dos maiores diferenciais competitivos do Brasil na transição energética.
Segundo o estudo, a demanda por etanol pode crescer até 2,4 vezes até 2040, impulsionada tanto pelo aumento do consumo interno quanto pela abertura de novos mercados internacionais.
Durante o lançamento, o presidente do Instituto MBC Brasil, José Eduardo Luzzi, destacou a importância do estudo e a criação do próprio instituto, voltado à mobilidade de baixo carbono.
“Estamos lançando oficialmente o Instituto MBC Brasil, ao mesmo tempo em que apresentamos esse estudo inédito elaborado junto à LCA Consultoria. O trabalho mostra as iniciativas e desafios estruturantes para impulsionar a mobilidade de baixo carbono no Brasil até 2040”, afirmou.
O levantamento faz projeções sobre a demanda futura por bioenergéticos e identifica os principais gargalos estruturais que o país precisa superar para atender às metas de descarbonização da mobilidade. Entre os pontos abordados estão a necessidade de novas políticas públicas, ampliação da infraestrutura de produção e distribuição e estímulo à eletrificação veicular.
Luzzi destacou ainda que o momento é oportuno, às vésperas da COP30, que será realizada em Belém, no Pará.
“O Brasil vai se colocar como protagonista na transição energética justa, viável, acessível e inclusiva. O país tem uma vantagem comparativa importante que é a sua experiência, tradição e conhecimento na produção de biocombustíveis”, destacou.
Com foco em uma transição energética equilibrada, o estudo reforça o papel do Brasil como referência global na produção de energia limpa e na busca por soluções sustentáveis para o transporte do futuro.

O Plenário do Senado aprovou, por unanimidade, nesta quarta-feira (5), o projeto de lei 1087/2025 que isenta do Imposto de Renda (IR) quem ganha até R$ 5 mil mensais e aumenta a taxação de altas rendas.
Se o texto for sancionado até o final do ano pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a redução do IR passa a valer a partir de janeiro de 2026.
O governo calcula que cerca de 25 milhões de brasileiros vão pagar menos impostos, enquanto outros 200 mil contribuintes terão algum aumento na tributação. “É uma medida que dialoga com a vida real das pessoas”, disse o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Para compensar a perda de arrecadação, o projeto prevê uma alíquota extra progressiva de até 10% para aqueles que recebem mais de R$ 600 mil por ano (R$ 50 mil por mês). O texto também estabelece a tributação para lucros e dividendos remetidos para o exterior com alíquota de 10%.
O projeto foi encaminhado pelo governo em março ao Congresso e foi aprovado em outubro pela Câmara. O relator da proposta foi o senador Renan Calheiros (MDB-AL), que acatou apenas emendas dos senadores Eduardo Gomes (PL-TO) e Rogério Carvalho (PT-SE).
O arroz é uma das principais culturas do mundo. Segundo a FAO, a produção mundial atingiu 800 milhões de toneladas em 2023, com China e Índia liderando. O Brasil ocupa posição de destaque, sendo o nono maior produtor global e o principal fora da Ásia, com 10,67 milhões de toneladas em 2024, conforme dados do IBGE e Embrapa, quase 80% provenientes do Sul, especialmente de Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Embora cultivado há mais de 10 mil anos, o arroz chega à mesa hoje por meio de um processo cada vez mais tecnológico. Da lavoura ao empacotamento, sensores, máquinas inteligentes e sistemas de automação elevam a eficiência e a sustentabilidade da produção. A catarinense Selgron, sediada em Blumenau, é um exemplo desse avanço. Fundada em 1991, a empresa iniciou com selecionadoras ópticas voltadas à indústria arrozeira e hoje aplica inteligência artificial para análise precisa dos grãos, garantindo qualidade e padronização.
“O arroz foi o ponto de partida da nossa história e continua sendo um setor de grande importância dentro da empresa. Desde os primeiros equipamentos, evoluímos muito em termos de tecnologia, precisão e desempenho”, comenta Carlos Bieging, Diretor de Pesquisa da Selgron.
O portfólio da Selgron inclui empacotadoras, dosadores, detectores de metais, controladores de peso e sistemas de paletização robotizada, consolidando-a como referência em automação agroindustrial. Segundo o diretor de pesquisa Carlos Bieging, a automação reduz desperdícios, aumenta o rendimento e assegura rastreabilidade, elementos essenciais para um alimento que une tradição e tecnologia.
“O uso de automação na indústria arrozeira traz benefícios diretos, como redução de desperdícios, maior rendimento e rastreabilidade dos processos. E isso tem sido cada vez mais relevante diante da necessidade de produzir mais com menos recursos”, destaca.
Um ambiente marcado por tensão geopolítica que exige cautela de países emergentes. É assim que o Banco Central sintetiza parte do atual panorama econômico nacional ao justificar a manutenção da taxa básica de juros (Selic) em 15% nesta quarta-feira, em reunição do Comitê de Política Monetária (Copom).
“O ambiente externo ainda se mantém incerto em função da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos, com reflexos nas condições financeiras globais”, diz a instituição, em nota.
A autarquia federal ressalta que, em relação ao cenário doméstico, o conjunto dos indicadores segue apresentando, conforme esperado, trajetória de moderação no crescimento da atividade econômica, mas o mercado de trabalho ainda mostra dinamismo.
“Nas divulgações mais recentes, a inflação cheia e as medidas subjacentes apresentaram algum arrefecimento, mas mantiveram-se acima da meta para a inflação”, destaca.
As expectativas de inflação para 2025 e 2026 apuradas pela pesquisa Focus permanecem em valores acima da meta, situando-se em 4,5% e 4,2%, respectivamente. A projeção de inflação do Copom para o segundo trimestre de 2027, atual horizonte relevante de política monetária, situa-se em 3,3% no cenário de referência:


De acordo com o Copom, os riscos para a inflação, tanto de alta quanto de baixa, seguem mais elevados do que o usual. Entre os riscos de alta para o cenário inflacionário e as expectativas de inflação, destacam-se:
Entre os riscos de baixa, ressaltam-se:
O Comitê informa que segue acompanhando os anúncios referentes à imposição de tarifas comerciais pelos EUA ao Brasil, e como os desenvolvimentos da política fiscal doméstica impactam a política monetária e os ativos financeiros, reforçando a postura de cautela em cenário de maior incerteza.
“O cenário segue sendo marcado por expectativas desancoradas, projeções de inflação elevadas, resiliência na atividade econômica e pressões no mercado de trabalho”.
Para o Copom, manter a taxa básica de juros em 15,00% a.a. é uma decisão compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante.
“O cenário atual, marcado por elevada incerteza, exige cautela na condução da política monetária. O Comitê avalia que a estratégia de manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado é suficiente para assegurar a convergência da inflação à meta”.
O Comitê enfatiza que seguirá vigilante, que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e que não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso julgue apropriado.

A gestão financeira na pecuária exige que o produtor rural adote métodos que vão além da simples anotação de despesas. É fundamental saber exatamente como diferenciar receitas e fluxo de caixa da fazenda.
Em mais um episódio da série “A Conta do Boi”, no programa Giro do Boi, o zootecnista Gustavo Sartorello explica que o erro mais comum é a falta de clareza sobre o valor real que entrou de receita, o que impede o gestor de enxergar a verdade sobre a rentabilidade da atividade.
Na pecuária de corte, a maior parte das receitas advém dos próprios animais. Para transformar o dado bruto em informação estratégica, o especialista sugere que o produtor classifique as receitas de forma separada. É crucial identificar as fases do gado (machos e fêmeas) e o tipo de receita gerada: desmame, recria, reprodução e abate.
Confira:
A separação detalhada das receitas permite ao produtor entender a essência do negócio: se é a cria que sustenta a operação ou se é a venda das vacas de descarte que, de fato, coloca dinheiro no caixa.
A categorização correta deve seguir os seguintes critérios:
O pecuarista precisa saber responder: “Quanto do dinheiro que entrou no último ano realmente veio do gado?” Se a resposta não é clara, o gestor está enganado sobre o resultado da sua fazenda.
O grande desafio da pecuária é que as receitas se concentram em épocas específicas do ano, gerando uma sazonalidade de caixa. Por isso, a gestão deve focar no fluxo de caixa real (o filme financeiro) e não apenas no saldo positivo de um único mês (a fotografia).
O cálculo do fluxo de caixa é simples, mas essencial para o planejamento:
A ausência de um fluxo de caixa claro leva produtores a “patinar no caixa”, vendendo bezerro antes da hora ou recorrendo a juros altos. No lado oposto, produtores com caixa sobrando perdem competitividade ao não aproveitar oportunidades de comprar insumos com desconto.
O fluxo de caixa é a ferramenta que permite planejar a compra de insumos, negociar a venda de gado e antecipar a necessidade de crédito antes que o caixa acabe.

O mercado brasileiro de soja encerrou esta quarta-feira (5) com negócios pontuais e variações discretas nos preços. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, o ritmo foi menor que o da véspera, mas os ganhos em Chicago abriram algumas oportunidades ao longo do dia.
De modo geral, as cotações apresentaram comportamento misto, com destaque para Goiás, onde os preços se fortaleceram. A queda do dólar reduziu parte da sustentação vinda da CBOT, enquanto os prêmios seguem negativos na curva da safra nova. “Ainda assim, tivemos preços melhores para a nova temporada”, observou Silveira. No mercado disponível, a soja registrou pequenas oscilações entre as principais praças do país.
Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja fecharam em alta, influenciados pelo avanço nas negociações entre Estados Unidos e China. Pequim confirmou a redução das tarifas sobre produtos agrícolas norte-americanos, o que deu suporte ao mercado, embora a soja americana ainda enfrente uma taxa de 13% nas importações.
O contrato para janeiro de 2026 subiu 12,75 centavos (1,13%), a US$ 11,34¼ por bushel. Já a posição março avançou 14,25 centavos (1,26%), a US$ 11,42 por bushel. No farelo, o vencimento dezembro teve alta de US$ 7,40 (2,33%), a US$ 324,80 por tonelada. O óleo de soja para dezembro fechou a 49,69 centavos de dólar por libra-peso, com ganho de 0,16 centavo (0,32%).
O dólar comercial recuou 0,70%, negociado a R$ 5,3608 para venda e R$ 5,3967 para compra.

O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com negociações acima da referência média.
De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos, principalmente os de menor porte, ainda operam com escalas de abate encurtadas, o que sugere um comportamento mais agressivo na compra de gado nos próximos dias.
“A demanda segue aquecida, considerando o auge do consumo no mercado doméstico, somado ao forte ritmo de embarques. Como ponto de atenção, é necessário acompanhar com proximidade os movimentos da China, que ao longo do mês deve divulgar o resultado da investigação que analisa o impacto da importação de carne bovina na produção local, reinvindicação do setor produtivo chinês”, disse.
O mercado atacadista confirma a tendência e se depara com preços mais altos no decorrer da semana. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere a continuidade deste movimento, considerando o ápice do consumo no mercado doméstico.
“A entrada do décimo terceiro salário, as confraternizações de final de ano e a criação de postos temporários de emprego são elementos importantes a serem considerados.”
O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,70%, sendo negociado a R$ 5,3608 para venda e a R$ 5,3967 para compra.
O post Boi gordo em alta que não acaba mais: veja as cotações de hoje apareceu primeiro em Canal Rural.

As presidências da COP29, no Azerbaijão, e da COP30, no Brasil, anunciaram, nesta quarta-feira (5), um plano estratégico para mobilizar, até 2035, pelo menos US$ 1,3 trilhão por ano em financiamento climático para países em desenvolvimento. O acordo é assinado por Mukhtar Babayev e André Corrêa do Lago, que afirmam ser uma meta viável, mas dependente de novos mecanismos e do esforço conjunto da comunidade internacional.
Na COP29, países mais ricos prometeram US$ 300 bilhões anuais às nações em desenvolvimento, mas estimativas indicam que o volume ideal seria de ao menos US$ 1,3 trilhão por ano para atender à demanda mundial em adaptação, mitigação e perdas e danos.
O plano, batizado de Mapa do Caminho de Baku a Belém, define cinco frentes prioritárias:
A proposta é garantir que países em desenvolvimento tenham mais acesso ao dinheiro necessário para acelerar projetos de adaptação, energia limpa, proteção da natureza, sistemas alimentares sustentáveis e ações relacionadas a perdas e danos.
Ontem (4), durante agenda no Pará, o presidente Lula voltou a defender que populações que vivem da economia da floresta recebam pagamento por atividades sustentáveis. Ele reforçou que a preservação da Amazônia só será possível com financiamento contínuo.
“Não adianta falar que ela é o coração do mundo e achar que isso basta. Aqui vivem quase 30 milhões de pessoas, muitas dependem da floresta para sobreviver. É preciso financiamento para que sejam motivadas a não derrubar árvores e possam garantir seu sustento com o trabalho que realizam”, afirmou.
Babayev destacou que os compromissos climáticos de 2030 e 2035 podem transformar promessas em desenvolvimento real, com empregos e prosperidade sustentável. Segundo Corrêa do Lago, o plano inaugura uma fase de mais transparência no financiamento climático, conectando a urgência científica a medidas econômicas viáveis.