segunda-feira, março 30, 2026

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Chuva pode ultrapassar os 150 mm em algumas regiões nesta semana, diz Inmet


A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica volumes expressivos de chuva em várias regiões do país entre os dias 30 de março e 6 de abril.

Os maiores acumulados devem se concentrar no Norte e Nordeste, além da faixa litorânea do Sul e Sudeste.

Norte

Na região Norte, os maiores acumulados são esperados no Amazonas, oeste de Roraima, noroeste e centro-leste do Pará e norte do Tocantins.

Nessas áreas, os volumes podem ultrapassar 80 mm, com picos acima de 150 mm em pontos isolados.

A chuva tende a ser mais persistente em Roraima e no oeste do Amazonas. Já no restante da região, as precipitações devem ocorrer de forma mais fraca e isolada.

Nordeste

No Nordeste, a chuva se concentra no centro-norte do Maranhão e do Piauí e no sul do Ceará.

Os acumulados devem ficar em torno de 80 mm, podendo atingir até 150 mm em áreas isoladas.

No sul da Bahia e em parte do Maranhão, os volumes variam entre 50 mm e 80 mm. Já no restante do litoral e em áreas do interior, a previsão indica acumulados entre 20 mm e 50 mm. Em outras áreas, a chuva será mais fraca.

Centro-Oeste

No Centro-Oeste, a chuva tende a se concentrar no norte de Mato Grosso, com acumulados que podem chegar a 70 mm e, pontualmente, superar 80 mm.

Nas demais áreas, como centro-sul de Mato Grosso, noroeste de Goiás e Distrito Federal, os volumes variam entre 20 mm e 40 mm.

No restante da região, a previsão é de chuva irregular, com acumulados abaixo de 10 mm.

Sudeste

No Sudeste, a semana será marcada por chuva persistente no litoral de São Paulo, Vale do Paraíba e litoral sul do Rio de Janeiro.

Nessas áreas, os acumulados devem superar 50 mm, podendo chegar a 80 mm.

No Espírito Santo, leste de Minas Gerais, Zona da Mata, Triângulo Mineiro e centro de São Paulo, os volumes ficam entre 20 mm e 50 mm.

Já no restante da região, a chuva será mais fraca, com acumulados inferiores a 10 mm.

Sul

Na região Sul, os maiores acumulados são esperados na faixa litorânea do Paraná e em pontos do litoral de Santa Catarina, com volumes acima de 50 mm e picos de até 80 mm.

No centro-sul do Paraná e norte de Santa Catarina, a chuva varia entre 20 mm e 50 mm.

Nas demais áreas, os acumulados não devem ultrapassar 10 mm.

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Conflito prolongado no Oriente Médio ameaça oferta de fertilizantes, diz indústria


Imagem gerada por IA para o Canal Rural

A combinação de fatores internos e externos tem elevado os custos dos fertilizantes no Brasil e acendido o alerta no setor. Segundo o presidente do Sindicato da Indústria de Adubos do estado do Paraná (Sindiadubos-PR) , Aluísio Schwartz, o produtor rural enfrenta um cenário de pressão nos preços, enquanto a rentabilidade segue comprometida.

“Estamos praticamente em uma tempestade perfeita, com fertilizantes disparando e o preço dos grãos não acompanhando. A relação de troca está extremamente desfavorável para o produtor”, afirmou em entrevista ao Mercado & Cia.

Medidas internas elevam custo no campo

Entre os fatores internos, Schwartz destaca o impacto do novo modelo de cobrança de PIS/Cofins, que entra em vigor em abril e deve elevar o custo dos fertilizantes em cerca de 2%.

“O agricultor, a partir de 1º de abril, vai pagar cerca de 2% a mais pelo fertilizante com a nova cobrança de PIS/Cofins”, disse.

Além disso, a tabela mínima de frete também pressiona os preços. Segundo ele, a medida elimina uma dinâmica comum do setor, em que o frete do fertilizante era mais barato no retorno dos caminhões após o escoamento da safra.

“Agora o agricultor vai pagar pelo fertilizante o mesmo frete que paga para levar o grão ao porto. Isso encarece o custo”, afirmou.

O aumento do diesel também entra na conta. “O diesel impacta diretamente o custo do produtor, porque ele é amplamente utilizado em toda a operação no campo”, acrescentou.

Oferta global preocupa e aumenta incerteza

No cenário internacional, a preocupação está ligada à redução da oferta de insumos. A menor disponibilidade de enxofre, matéria-prima essencial para a produção de fertilizantes, já impacta a produção global.

Segundo Schwartz, o Brasil já sente esse efeito, com redução no volume do insumo importado.

“O mundo inteiro está com menos enxofre disponível. Se você olhar o lineup no Brasil, ele já está reduzido”, afirmou.

Ele também citou restrições nas exportações por parte da China e os efeitos de conflitos geopolíticos nas cadeias de suprimento.

Apesar do cenário, Schwartz afirma que o histórico do setor mostra que o abastecimento costuma se ajustar, mas reconhece que o momento é mais incerto.

“Em anos anteriores já houve risco de desabastecimento, mas nunca aconteceu. Sempre, na última hora, o mercado se ajustou e o fertilizante chegou”, disse.

No entanto, ele alerta para um ambiente mais desafiador neste ano.

“Este ano é diferente. Está mais difícil prever o que pode acontecer daqui para frente”, afirmou.

O presidente do Sindiadubos-PR destacou ainda a dependência do fornecimento internacional de enxofre.

“Um dos principais fornecedores do Brasil indica que consegue manter o fornecimento por cerca de dois meses sem novas cargas. Depois disso, a situação fica mais delicada”, explicou.

Para ele, a normalização das rotas internacionais será decisiva. “Temos que torcer para que as rotas no Golfo Árabe sejam restabelecidas o mais rápido possível, para que esse enxofre volte a chegar”, disse.

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Até 20 ministros devem deixar o governo para disputar eleições


desenvolvimento agrário - esplanada dos ministérios - brasília
Foto: Governo Federal/divulgação

Ministros que pretendem disputar as eleições de outubro precisam deixar os cargos até o próximo sábado (4). Ou seja, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem poucos dias para definir os substitutos.

Chamado de desincompatibilização, o prazo é determinado pela Justiça Eleitoral.

Até o momento, 16 ministros já estão confirmados para sair, número que pode chegar a 20, caso outras quatro pastas ainda indefinidas também entrem na lista. Se confirmado, será o maior volume de trocas ministeriais em ano eleitoral, superando os registros de governos anteriores.

Trocas ocorrem sob pressão econômica

As mudanças ocorrem em um momento considerado delicado. Entre os principais desafios para os novos ministros estão os efeitos da instabilidade no Oriente Médio, a alta no preço dos combustíveis — especialmente o diesel — e os impactos diretos no agronegócio.

Também entram no radar questões como o risco de escassez de fertilizantes, principalmente a ureia, tema que já preocupa produtores rurais.

Gestão com prazo limitado

Em entrevista ao Mercado & Companhia desta segunda-feira (30), a cientista política Juliana Fratini apontou que os novos ministros devem enfrentar dificuldades para avançar em novas políticas públicas, diante do tempo reduzido de gestão.

“São mandatos ‘tampões’, com duração curta, de cerca de nove meses. Tudo que não foi realizado desde o início do governo dificilmente será feito agora, principalmente discussões mais profundas”, disse.

Segundo ela, o cenário de pressão econômica tende a agravar esse quadro. “Eles terão muita dificuldade para implementar novas políticas e, sobretudo, para fazer a gestão dos problemas que já existem”, completou.

Aumento nas saídas reflete cenário político

Fratini avalia que o aumento no número de ministros que deixam o governo está ligado à tentativa de manutenção de espaço político.

“Não há garantia de reeleição. Isso gera um movimento para que esses ministros busquem outros cargos e mantenham relevância política”, observou.

A cientista política também aponta perda de protagonismo das pastas ao longo do governo. “Os ministérios ficaram apagados nos últimos meses, com pouca visibilidade e atuação mais concentrada no Executivo como um todo.”

Mudanças já atingem o agro

Duas pastas diretamente ligadas ao agronegócio já têm substituições definidas.

No Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), a secretária-executiva Fernanda Machiaveli assume o comando no lugar de Paulo Teixeira, que deve disputar vaga na Câmara dos Deputados pelo PT.

Já no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a saída de Carlos Fávaro abre espaço para André de Paula, do PSD, mesmo partido do atual ministro.

Lista de ministros que confirmaram saída

Além dos ministros do Desenvolvimento Agrário e da Agricultura, 14 titulares confirmaram a saída do governo Lula. São eles:

  • Fernando Haddad (PT), da Fazenda
  • Renan Filho (MDB), dos Transportes
  • Rui Costa (PT), da Casa Civil
  • Gleisi Hoffmann (PT), da Secretaria de Relações Institucionais
  • Simone Tebet (PSB), do Planejamento
  • Marina Silva (Rede), do Meio Ambiente
  • André Fufuca (PP), do Esporte
  • Waldez Góes (PDT), da Integração Nacional
  • Silvio Costa Filho (Republicanos), de Portos e Aeroportos
  • Anielle Franco (PT), da Igualdade Racial
  • Sônia Guajajara (PSOL), dos Povos Indígenas
  • Macaé Evaristo (PT), dos Direitos Humanos
  • Geraldo Alckmin (PSB), da Indústria e Comércio Exterior
  • Camilo Santana (PT), da Educação

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Abril começa quente e chuvas ganham força pelo Brasil; veja como fica o tempo no mês


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Foto: Pixabay

O mês de abril deve manter temperaturas elevadas em grande parte das regiões produtoras de soja no Brasil. De acordo com a tendência climática, o calor será mais intenso no Sul, em São Paulo e em Mato Grosso do Sul, o que pode agravar o déficit hídrico em fase final de desenvolvimento, além de prejudicar o início do ciclo do milho segunda safra.

Em contrapartida, áreas de Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás e parte do Matopiba devem registrar temperaturas mais amenas, influenciadas pela maior frequência de chuvas. A previsão indica um mês tipicamente chuvoso, sem interrupção precoce das precipitações, inclusive com o retorno das chuvas ao Sul dentro da média histórica.

O que esperar para os próximos dias?

No Matopiba, os volumes tendem a ficar acima da média, beneficiando principalmente as lavouras da segunda safra. Já nos próximos dias, a chuva volta a ganhar força no Paraná, em São Paulo e em Santa Catarina, com acumulados que podem atingir cerca de 50 milímetros em cinco dias.

Diante desse cenário, produtores do Sudeste, Centro-Oeste e também da Bahia devem aproveitar janelas de tempo mais firme para avançar com os trabalhos no campo. A tendência para os próximos dez dias é de chuvas mais regulares e distribuídas, sem volumes excessivos.

Na segunda quinzena, porém, a expectativa é de intensificação das precipitações. Regiões do Sudeste, Sul, Centro-Oeste, Matopiba e também o Pará podem registrar os maiores acumulados do mês, com volumes que podem superar 150 milímetros nos últimos 15 dias de abril.

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Sem origem comprovada, 700 kg de peixe são apreendidos em meio à Semana Santa


pescado
Foto: Divulgação/Ibama

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em ação com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), apreendeu na manhã da última sexta-feira (27) cerca de 700 kg de pescado transportados ilegalmente em rodovias do Acre. O carregamento não possuía documentação de origem, como exige a legislação ambiental.

O transporte de pescado sem comprovação de procedência caracteriza infração prevista no Decreto nº 6.514/2008, art. 35, inciso IV, que trata de transportar, conservar, beneficiar, industrializar ou comercializar pescado sem autorização do órgão competente ou sem documentação que comprove sua origem.

A penalidade para esse tipo de infração varia entre R$ 700,00 e R$ 100.000,00, acrescida de R$ 20,00 por quilo do pescado apreendido.

Produtos identificados

Durante a inspeção, foram identificadas espécies como tambaqui (Colossoma macropomum), surubim (Pseudoplatystoma spp.) e caparari (Pseudoplatystoma tigrinum). A legislação pesqueira estabelece tamanhos mínimos para captura e comercialização dessas espécies, como forma de garantir a reprodução e a sustentabilidade dos estoques naturais.

O tambaqui deve ter no mínimo 55 centímetros de comprimento, enquanto o surubim e o caparari devem atingir pelo menos 80 centímetros. A captura e comercialização abaixo desses limites configuram infração ambiental.

Documentação

A equipe de fiscalização reforçou que o transporte de pescado deve estar sempre acompanhado de documentação válida, como nota fiscal ou Guia de Trânsito Animal (GTA), a qual comprova a origem legal do produto e permite sua rastreabilidade.

A Instrução Normativa do Ministério da Pesca e Aquicultura nº 04/2015 estabelece a obrigatoriedade da GTA para o transporte de pescado vivo, sendo esse um instrumento fundamental para o controle sanitário e ambiental.

Destinação

Todo o pescado apreendido foi destinado ao programa Mesa Brasil, que realiza a distribuição de alimentos para instituições socioassistenciais no estado.

Com a proximidade da Semana Santa, período em que há aumento no consumo de pescado, as ações de fiscalização têm sido intensificadas para coibir irregularidades e garantir que o produto comercializado seja de origem legal e sustentável.

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AgroNewsPolítica & Agro

Milho pode surpreender e mudar rumo dos preços



Por outro lado, o mercado encontra resistência na realização de lucros


Por outro lado, o mercado encontra resistência na realização de lucros
Por outro lado, o mercado encontra resistência na realização de lucros – Foto: Divulgação

O mercado de milho segue em compasso de espera, refletindo forças opostas que limitam movimentos mais intensos de preços. De acordo com análise da TF Agroeconômica, o cenário atual combina fatores de sustentação e pressão, mantendo as cotações em trajetória lateral, com viés levemente baixista no curto prazo.

Entre os elementos de alta, o clima nos Estados Unidos continua sendo um dos principais pontos de atenção. Dados do USDA indicam que 41% da área potencial de plantio apresenta algum nível de seca, o que mantém um prêmio de risco nas negociações, especialmente com a aproximação da safra 2026/27. No Brasil, a safrinha em fase de enchimento de grãos também depende de chuvas nas próximas semanas para preservar o potencial produtivo.

Outro fator relevante é a mudança no uso de áreas agrícolas na França, onde produtores têm migrado do milho para o girassol, reduzindo a necessidade de fertilizantes e, consequentemente, a oferta do cereal na União Europeia. Ao mesmo tempo, políticas de incentivo ao etanol nos Estados Unidos e na Argentina reforçam a demanda, tendência que ganha ainda mais destaque diante do papel estratégico dos biocombustíveis, como apontado em análise internacional sobre a capacidade do Brasil de responder a choques no mercado de energia.

Por outro lado, o mercado encontra resistência na realização de lucros por produtores norte-americanos e na atuação de fundos de investimento, que ampliaram liquidações recentes. A perspectiva de aumento da produção na União Europeia, estimada em 61,2 milhões de toneladas para 2026/27, também pesa sobre os preços.

Além disso, estimativas indicam possível expansão de área nos Estados Unidos, enquanto a América do Sul apresenta oferta confortável, com destaque para a recuperação da safra argentina, projetada em 57 milhões de toneladas, apesar de leve recuo na produção brasileira.





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Conheça a história dos candidatos ao Prêmio Personagem Soja Brasil 25/26!


Reprodução Canal Rural

A votação para o Prêmio Personagem Soja Brasil 2025/26 já está aberta! São seis nomes, entre pesquisadores e produtores, que disputam o reconhecimento nesta safra. E você pode fazer a diferença com seu voto: acesse o link e escolha, até o dia 10 de abril, seu candidato(a) favorito(a).

Pesquisadores

Ricardo Andrade
O pesquisador Ricardo Andrade atua no desenvolvimento de tecnologias que ajudam a soja a produzir bem mesmo em condições climáticas adversas no oeste da Bahia. Engenheiro agrônomo e especialista em fisiologia vegetal, ele trabalha principalmente com estudos voltados à adaptação das plantas a estresses como a seca.

Seu trabalho busca entender como a soja reage ao ambiente e como pode se tornar mais resiliente diante das mudanças climáticas. Entre as linhas de pesquisa estão técnicas com bioestimulantes que aumentam a tolerância da planta a condições adversas e elevam o potencial produtivo.

Andrade também destaca a importância da educação e da formação de novos profissionais para o avanço do agro brasileiro. Para ele, a maior recompensa da pesquisa é ver tecnologias desenvolvidas no laboratório sendo aplicadas nas lavouras pelos produtores.

Fernando Adegas
Pesquisador da Embrapa Soja, Fernando Adegas construiu carreira dedicada ao manejo de plantas daninhas e ao desenvolvimento de estratégias para evitar perdas na produção agrícola.

Filho de família ligada ao campo, decidiu seguir a agronomia ao perceber a importância da agricultura para a economia brasileira. Após atuar na extensão rural no Paraná, aprofundou seus estudos na área de plantas daninhas, tema que se tornou central em sua trajetória científica.

Na Embrapa, acompanha a evolução dos sistemas de produção e o surgimento de plantas resistentes a herbicidas, trabalhando no desenvolvimento de técnicas de manejo integrado. O objetivo é garantir que os produtores consigam controlar as invasoras e manter a produtividade das lavouras, respeitando as diferenças entre regiões e biomas do país.

Leandro Paiola Albrecht
O pesquisador Supra da UFPR, Leandro Paiola Albrecht, desenvolve estudos voltados ao manejo de plantas daninhas e à busca por soluções que aumentem a produtividade e a rentabilidade da soja.

Seu trabalho vai além do uso de herbicidas, envolvendo práticas como rotação de culturas, cobertura do solo e estratégias integradas dentro do sistema produtivo. Ele também participa de pesquisas sobre resistência de plantas daninhas em áreas de soja no Brasil e no Paraguai, avaliando espécies como buva, caruru e capim-amargoso.

Esses estudos ajudam a identificar novas formas de controle e evitar perdas significativas nas lavouras. Segundo o pesquisador, o objetivo é integrar diferentes tecnologias para gerar soluções práticas e acessíveis aos produtores, garantindo produtividade, rentabilidade e sustentabilidade no campo.

Produtores

João Damasceno
Produtor rural do Tocantins, João Damasceno levou o sonho da soja para o Norte do Brasil e ajudou a consolidar a produção na região.

A história da fazenda começou ainda com seu pai, que adquiriu a propriedade na década de 1940. A partir da safra 1993/94, a família passou a investir na soja, substituindo outras culturas e ampliando gradualmente a área plantada e o parque de máquinas.

Com apoio técnico da Embrapa, adotou sistemas de rotação de culturas e integração com a pecuária, garantindo mais sustentabilidade à produção. Hoje a fazenda reúne soja como cultura principal, além de milho safrinha, gergelim, confinamento de gado e seringueira, além de estrutura própria de secagem e armazenamento.

Mesmo com oportunidades de expansão, a família decidiu investir na propriedade original, que carrega valor histórico e sentimental. Para Damasceno, produzir soja também significa preservar o legado familiar construído ao longo de gerações.

Maira Lelis
Produtora rural de Guaíra (SP), Maira Lelis representa uma nova geração do agro que une tradição, tecnologia e sustentabilidade.

A história da fazenda começou há mais de 80 anos com seu avô, quando a área ainda era formada por cerrado. Ao longo do tempo, a propriedade evoluiu com mecanização, adoção de tecnologias e ampliação da produção de grãos.

Hoje a gestão é focada em inovação, eficiência e redução de custos. Entre as práticas adotadas estão rotação de culturas, uso de plantas de cobertura e aplicação de microrganismos para fortalecer a saúde do solo e aumentar a produtividade da soja.

Uma das iniciativas recentes é a criação de um corredor ecológico com árvores que produzem pólen ao longo do ano, ajudando a atrair inimigos naturais das pragas e equilibrar o sistema produtivo. Para Maira, produzir alimento com responsabilidade ambiental e preparar o solo para as próximas gerações é parte essencial da missão no campo.

Carlos Eduardo Carnieletto
A trajetória de Carlos Eduardo Carnieletto nasceu dentro da agricultura familiar no Paraná. A produção começou com os pais, em uma pequena área cultivada com muito trabalho e dedicação.

Ao longo dos anos, a estrutura da propriedade foi ampliada e consolidada. Formado em agronomia pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), ele manteve a ligação com o campo e hoje administra sua área com foco em eficiência e gestão.

Diante de custos elevados e preços pressionados, busca aumentar a produtividade sem elevar os gastos da lavoura. Entre as práticas adotadas estão o uso de biológicos, coinoculação e acompanhamento constante das lavouras.

Para ele, o solo é o principal patrimônio do agricultor. Por isso investe em conservação, cobertura e manejo adequado da terra. Mesmo diante dos desafios do setor, Carlos acredita nos ciclos da agricultura e mantém a convicção de seguir produzindo. Encerrar uma safra com bons resultados continua sendo sua maior motivação.

A votação para escolher o Personagem Soja Brasil da safra 2025/26 vai até o dia 10 de abril. Participe!

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Abril começa com muito calor e chuva mas também terá queda brusca de temperatura; saiba quando


chuva e temperatura em julho
Foto: Freepik

O mês de abril de 2026 deve ser marcado por calor acima da média, bloqueios atmosféricos e distribuição irregular de chuvas no Brasil, segundo análise da Climatempo. O período representa uma transição entre o verão quente e úmido e o outono, caracterizado por condições mais secas e amenas.

Logo nos primeiros dias do mês, há previsão de uma onda de calor, especialmente no Sul, em Mato Grosso do Sul e em São Paulo. O cenário é favorecido pelo predomínio de sistemas de alta pressão atmosférica, que dificultam a formação de nuvens e reduzem a ocorrência de chuva.

Bloqueio atmosférico e calor predominante

Durante a primeira quinzena, o bloqueio atmosférico deve impedir o avanço de frentes frias pelo interior do país. Com isso, o ar quente tende a predominar na maior parte do território nacional ao longo de abril.

Esses sistemas também afastam o ar frio de origem polar, que deve permanecer sobre o oceano. A entrada de massas de ar frio no continente será limitada e mais tardia.

Chuva concentrada no Norte e Nordeste

As chuvas mais intensas devem se concentrar na porção norte do país. A atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mantém a ocorrência de precipitações frequentes e volumosas no Norte e no norte do Nordeste.

Além disso, abril marca o início do período mais chuvoso na faixa leste nordestina. Capitais como Salvador, Aracaju, Maceió, Recife e João Pessoa podem registrar episódios de chuva forte ao longo do mês.

A previsão indica volumes acima da média em praticamente todo o Nordeste e em parte do Tocantins.

Sul e Sudeste terão chuva irregular

Nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, a chuva deve ocorrer de forma mais irregular. Em grande parte dessas áreas, os volumes ficam dentro ou abaixo da média histórica.

Há indicação de precipitações abaixo do normal no norte do Maranhão, em áreas da região Norte, no norte e oeste de Mato Grosso, no oeste de Mato Grosso do Sul e em pontos do oeste da região Sul.

Apesar disso, episódios pontuais de chuva forte podem ocorrer no litoral do Sul e do Sudeste.

Temperatura segue elevada

As temperaturas devem permanecer acima da média no Sul, em São Paulo e em Mato Grosso do Sul ao longo de abril. Nas demais áreas do Sudeste, Centro-Oeste e na maior parte da região Norte, os termômetros devem ficar próximos do padrão esperado para o período.

Já no Nordeste e no Tocantins, a maior presença de nuvens e as chuvas frequentes podem manter as temperaturas ligeiramente abaixo da média.

Queda de temperatura no fim do mês

A expectativa é de mudança no padrão climático apenas na última semana de abril. Uma frente fria mais intensa pode avançar pelo país, provocando queda acentuada de temperatura no Sul e em áreas do Sudeste e do Centro-Oeste.

Ainda assim, a ocorrência de friagem na região Norte é considerada baixa neste período.

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Relatório do FMI aponta impactos da guerra no Oriente Médio na economia global


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Foto: Freepik

A guerra no Oriente Médio abriu mais um choque para a economia global e está piorando as perspectivas de países que começavam a se recuperar de crises anteriores, segundo artigo do Fundo Monetário Internacional (FMI) publicado nesta segunda-feira (30).

O Fundo afirma que o impacto é “global, mas assimétrico”, atingindo mais os importadores de energia, os países mais pobres e os que têm menos reservas.

Nos preços de energia, o FMI aponta que o fechamento do Estreito de Ormuz e os danos à infraestrutura no Oriente Médio formam um dos maiores gargalos da história do mercado global de petróleo.

A instituição lembra que cerca de 25% a 30% do petróleo global e 20% do gás natural liquefeito (GNL) passam por Ormuz, o que eleva custos de combustível e insumos para grandes importadores na Ásia e Europa.

Preço dos alimentos no radar

A interrupção no envio de fertilizantes – cerca de um terço transita por Ormuz -, ainda eleva preocupações com os preços de alimentos, especialmente por coincidir com o início da temporada de plantio no Hemisfério Norte.

“O conflito está remodelando rotas de transporte. O redirecionamento de petroleiros e navios de contêineres aumenta fretes e seguros, além de alongar prazos, e as interrupções no tráfego aéreo em hubs do Golfo afetam o turismo e adicionam complexidade ao comércio”, acrescenta.

Nos mercados financeiros, o FMI afirma que a guerra desestabilizou os ativos: bolsas globais caíram, juros de títulos subiram em economias avançadas e a volatilidade aumentou, apertando as condições financeiras no mundo.

Nas economias de baixa renda, reservas menores e acesso restrito a mercado tornam o choque mais perigoso, sobretudo com contas de importação mais altas para combustível, fertilizantes e alimentos.

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Colheita de soja supera 70% no Brasil, enquanto milho registra perdas no PR, aponta AgRural


milho - bahia - conab
Foto: Agência Marca Studio Criativo

A colheita de soja 2025/26 alcançou 75% da área cultivada no Brasil até 26 de março, acima dos 68% da semana anterior. O número, porém, segue abaixo dos 82% registrados no mesmo período do ano passado, segundo a AgRural.

Os trabalhos se concentram no Rio Grande do Sul e na região do Matopiba, onde as chuvas recentes dificultaram o avanço das máquinas. No território gaúcho, no entanto, a precipitação tem efeito positivo sobre as lavouras que ainda estão em fase de enchimento de grãos.

Estimativa de soja

A AgRural elevou levemente sua estimativa para a produção de soja no Brasil, de 178 milhões para 178,4 milhões de toneladas. O ajuste reflete ganhos de produtividade em Estados como Mato Grosso, que compensaram as perdas registradas no Rio Grande do Sul em razão da estiagem.

Milho

No milho, a safrinha 2026 entra na fase final de plantio no Centro-Sul do Brasil, mesmo com a janela ideal já encerrada em todas as regiões. Segundo levantamento da consultoria, 99% da área havia sido semeada até 26 de março, com o Paraná sendo o único estado ainda com trabalhos em andamento.

No norte paranaense, parte das áreas que não puderam ser plantadas com milho foi destinada ao cultivo de trigo e outras coberturas de inverno. Já no oeste, onde o plantio foi concluído no início de março, cresce a preocupação com o desenvolvimento das lavouras.

De acordo com a AgRural, apesar das chuvas recentes, a umidade do solo segue baixa, e produtores já relatam perdas consolidadas, especialmente em áreas que entraram na fase reprodutiva sob condições de estiagem e calor intenso.

Nas demais regiões do Centro-Sul, o cenário é mais favorável, com lavouras apresentando bom desenvolvimento, sustentadas pela regularidade das chuvas.

Diante desse quadro, a consultoria revisou para baixo a estimativa da produção total de milho do Brasil na safra 2025/26, considerando as três safras. A projeção foi reduzida de 136,2 milhões para 135,7 milhões de toneladas, refletindo principalmente a menor área da safrinha em regiões impactadas pelo atraso no plantio.

Segundo a AgRural, os dados de produtividade ainda seguem baseados em tendências e começarão a ser substituídos por levantamentos de campo a partir de abril.

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