terça-feira, março 31, 2026

Agro

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Indicador do algodão em outubro é o menor em 16 anos



Em outubro, o preço médio do algodão em pluma no Brasil foi o menor desde outubro de 2009, em termos reais (deflacionamento pelo IGP-DI). Isso é o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

O Indicador Cepea/Esalq (pagamento em oito dias) teve média mensal de R$ 3,5176/lp, quedas de 5,16% em relação a setembro/25 e de 12,7% sobre outubro/24. Segundo o instituto, a desvalorização da pluma é resultado da oferta nacional recorde, dos consumos doméstico e internacional contidos e dos menores patamares das cotações externas e do dólar.

Nesse cenário, as negociações no spot nacional ocorrem de forma pontual. Pesquisadores explicam que parte dos agentes permanece concentrada no cumprimento de contratos a termo.

Produtores também têm voltado a atenção às atividades de campo relacionadas ao plantio da nova temporada de grãos. Ainda assim, o Cepea observou, ao longo de outubro, boa movimentação de negócios envolvendo ao algodão pluma da safra 2024/25 e também da temporada seguinte, a 2025/26.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Com plano de US$ 125 bilhões, Brasil quer transformar floresta em ativo global


O Brasil pretende chegar à COP30, em Belém, com um plano ambicioso de US$ 125 bilhões para valorizar economicamente as florestas tropicais e transformar a conservação em ativo global. O mecanismo, chamado Tropical Forests Forever Facility (TFFF), busca recompensar países tropicais por manterem suas florestas em pé, em vez de apoiar apenas projetos pontuais de carbono.

A proposta foi apresentada oficialmente na COP28, em Dubai, no fim de 2023, e será lançada em grande escala durante a conferência do clima de 2025. O plano prevê US$ 25 bilhões em recursos públicos ou filantrópicos e cerca de US$ 100 bilhões do setor privado. O Brasil já anunciou um aporte inicial de US$ 1 bilhão e trabalha para atrair novos parceiros, estimando até US$ 10 bilhões no primeiro ano de operação.

Quanto dinheiro está na mesa

O TFFF deve pagar cerca de US$ 4 por hectare ao ano de floresta efetivamente conservada, com monitoramento por satélite. Países que desmatarem podem sofrer penalidades severas, que chegam a US$ 400 por hectare destruído. Além disso, 20% dos recursos deverão ir diretamente a povos indígenas e comunidades locais que vivem nas áreas protegidas.

A COP30 será a vitrine global para consolidar o fundo e testar se o Brasil conseguirá liderar um novo modelo de financiamento climático permanente. A proposta representa uma mudança de mentalidade: não se trata de doação, mas de investimento com retorno ambiental e social.

Segundo a Conservação Internacional, o TFFF pode triplicar os recursos anuais destinados à Amazônia, que hoje variam entre US$ 600 milhões e US$ 700 milhões, chegando a até US$ 2 bilhões. O dinheiro poderá financiar proteção florestal, renda local, infraestrutura sustentável e tecnologias de monitoramento ambiental.

O que muda para o agro brasileiro

Para o agronegócio brasileiro, o programa pode abrir oportunidades em regiões de fronteira agrícola, onde produtores poderão integrar-se a arranjos de conservação e serviços ambientais, criando novas fontes de renda e fortalecendo a imagem internacional do setor. Por outro lado, a valorização da terra e o endurecimento das regras ambientais podem exigir maior eficiência e gestão produtiva.

Especialistas destacam que o sucesso do TFFF dependerá de governança transparente, monitoramento eficiente e critérios justos de distribuição dos recursos. Também há dúvidas sobre se o valor de US$ 4 por hectare será suficiente para compensar as pressões econômicas sobre o desmatamento.

Em resumo, a ideia é simples, mas de escala inédita: pagar anualmente por quem preserva a floresta. O plano soma US$ 125 bilhões, com US$ 1 bilhão já garantido pelo Brasil, e promete impacto social direto, ao destinar parte dos recursos a comunidades locais, e impacto econômico, ao abrir espaço para renda verde, novos investimentos e maior pressão por sustentabilidade no agro.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Preços do café oscilam em meio a cenário indefinido



Os preços do café (arábica e robusta) oscilaram com força ao longo de outubro. Isso é o que indicam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Agentes consultados pelo instituto estiveram atentos à possível exclusão do grão da lista de produtos brasileiros com tarifação extra imposta pelos Estados Unidos, às condições climáticas no Brasil e no Vietnã e ao cenário de oferta ajustada.

Diante da volatilidade, pesquisadores explicam que a liquidez no mercado spot nacional esteve limitada, com produtores pouco interessados em negociar.

No campo, as chuvas registradas com a chegada da primavera favoreceram o desenvolvimento das lavouras de café arábica e melhoraram as condições das plantações de robusta no Espírito Santo.

As floradas da safra 2026/27 agora dependem de novas precipitações para se desenvolver adequadamente e garantir um bom pegamento. Estes fatores são essenciais para o início da produção.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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AgroNewsPolítica & Agro

Soja recua em Chicago após forte valorização



As compras chinesas seguem lentas


As compras chinesas seguem lentas
As compras chinesas seguem lentas – Foto: Leonardo Gottems

A soja encerrou a terça-feira em baixa na Bolsa de Chicago (CBOT), após registrar fortes ganhos nos últimos dias. Segundo a TF Agroeconômica, o mercado passou por um movimento de correção natural, após as cotações atingirem o maior nível dos últimos 16 meses e acumularem a maior alta mensal em quase cinco anos. O ajuste foi impulsionado por realizações de lucro e pela perda momentânea de competitividade da soja norte-americana no cenário exportador.

Nesse cenário, o contrato de soja para novembro fechou em baixa de 1,03%, a US$ 1108,25 por bushel, enquanto o de janeiro caiu 1,12%, cotado a US$ 1121,50. Entre os derivados, o farelo de soja para dezembro recuou 1,06%, a US$ 317,4 por tonelada curta, e o óleo de soja encerrou em baixa de 0,62%, a US$ 49,53 por libra-peso. As quedas refletem o equilíbrio delicado entre o preço elevado, que estimula o produtor americano a vender no mercado físico, e o enfraquecimento da demanda externa, especialmente por parte da China.

As compras chinesas seguem lentas, sem confirmação de novos acordos comerciais entre Pequim e Washington. A ausência de declarações oficiais do governo chinês sobre compromissos de importação mantém os traders cautelosos, contribuindo para a volatilidade dos preços. Ainda assim, analistas avaliam que a tendência de curto prazo é de acomodação, após semanas de valorização expressiva, enquanto o mercado monitora a evolução da demanda asiática e as condições climáticas nas áreas produtoras dos Estados Unidos e da América do Sul. As informações foram divulgadas nesta manhã de quarta-feira.

 





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Fendt: tecnologia alemã apoia produtor em cada etapa da safra, do plantio à colheita



Cada decisão no campo, do preparo do solo ao manejo da lavoura de soja, define o sucesso da safra. Nesse cenário, as máquinas Fendt, tecnologia alemã do Grupo AGCO, se tornam verdadeiras aliadas do produtor, oferecendo eficiência, conforto, economia e máximo aproveitamento de energia e insumos. Essa combinação de inovação e desempenho ganha ainda mais relevância em uma temporada que promete ser histórica: segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a colheita de soja 2025/26 deve chegar a 177,6 milhões de toneladas, reforçando a expectativa de um novo recorde nacional.

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Há mais de 90 anos, a Fendt leva a paixão pela agricultura a cada inovação, em cada trator e em toda a tecnologia que desenvolve. A marca é movida pelas pessoas que alcançam alto desempenho com seus produtos. Além de tratores, o portfólio da Fendt inclui colheitadeiras, soluções para colheita de forragem e tecnologia para agricultura inteligente.

Fendt na abertura do plantio de soja no Brasil 

Em um momento simbólico que marcou o início da temporada 25/26, a Fendt esteve presente na Abertura Nacional do Plantio da Soja 2025/26, realizada na Fazenda Recanto, em Sidrolândia (MS). Durante o evento, a marca apresentou soluções de alta tecnologia, mostrando na prática como a engenharia alemã aplicada ao agro brasileiro contribui para produtividade, economia e sustentabilidade.

A Fendt levou equipamentos de alta performance, como a plantadeira Fendt Momentum e o trator Fendt 942 Vario. Rafael Pereira, coordenador comercial da Fendt, destacou: “Estivemos com tecnologia de ponta no evento, incluindo os tratores e as plantadeiras Momentum de 38 linhas. Todos os equipamentos são embarcados com sistemas que permitem ao produtor operar com máxima precisão e produtividade.” 

As demonstrações reforçaram como a engenharia alemã aplicada ao campo brasileiro ajuda a reduzir o consumo de combustível, aumentar a eficiência e proporcionar maior conforto ao operador.

A Fazenda Recanto, anfitriã do evento, é referência em produtividade e sustentabilidade. O proprietário Lúcio Basso comentou: “Você não vê fumaça saindo do escape, mesmo com o trator operando em plena carga. Isso mostra o quanto a Fendt se preocupa em unir potência, economia de combustível e respeito ao meio ambiente.” Para Rafael Antônio Costa, diretor comercial da Fendt, a presença da marca em um momento simbólico como o início da safra demonstra o alinhamento com as necessidades do produtor. “Nossa missão é levar tecnologia que gere resultados concretos, combinando produtividade, eficiência e sustentabilidade.”

Máquinas aliadas do sojicultor brasileiro 

Com um portfólio completo, a empresa se destaca por suas principais soluções para o campo brasileiro. As colheitadeiras Fendt IDEAL 9T se diferenciam pelo sistema de processamento eficiente, separação helicoidal e rotor de 4,84 metros, além de tanque graneleiro com capacidade de 17.100 litros e conectividade em tempo real, permitindo monitoramento constante da operação. Os tratores Fendt 1050 Vario Gen3, com 517 cv, motor MAN e transmissão VarioDrive, oferecem suspensão independente, alta tecnologia de agricultura de precisão via plataforma FendtONE e gestão de frota com Fendt Connect. 

Além disso, as plantadeiras Fendt Momentum 38 linhas garantem plantio uniforme em qualquer terreno, com tecnologia Precision Planting e Fendt Smart Frame, que mantém a pressão dos pentes e permite transporte rápido e eficiente. 

Já os pulverizadores Fendt Rogator R934 proporcionam aplicação precisa de insumos com sistema LiquidLogic, régua eletrônica de nível, modulação por largura de pulso e alto vão livre, assegurando economia de combustível e maior eficiência operacional.



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China suspende tarifas sobre produtos agrícolas dos EUA, mas mantém imposto sobre a soja



A China anunciou a suspensão de tarifas retaliatórias sobre uma série de produtos agrícolas dos Estados Unidos, mas decidiu manter a taxa de 13% sobre a importação de soja americana. A medida foi divulgada pela Comissão Tarifária do Conselho de Estado e entra em vigor em 10 de novembro.

A suspensão elimina tarifas de até 15% aplicadas a alguns bens agrícolas, porém Pequim segue preservando o imposto de 10% sobre todas as importações vindas dos EUA, adotado em resposta às tarifas impostas pelo governo Trump durante a guerra comercial.

O anúncio foi interpretado como um sinal de avanço nas negociações entre as duas maiores economias do mundo, após o encontro recente entre os presidentes Xi Jinping e Donald Trump, na Coreia do Sul. Analistas em Pequim avaliam que o movimento indica coordenação diplomática e uma tentativa de estabilização da relação comercial.

Soja americana segue menos competitiva

Mesmo com o aceno diplomático, a soja dos Estados Unidos continua mais cara para os compradores chineses. A manutenção da tarifa de 13% deixa os embarques americanos em desvantagem frente à oferta brasileira, considerada mais barata e com maior disponibilidade.
“Não há expectativa de retomada imediata da demanda chinesa pela soja dos EUA”, afirmou um trader internacional ouvido pelo Safra News.

A China segue preferindo a soja brasileira. Recentemente, importadores do país adquiriram cerca de 20 carregamentos do produto nacional, favorecidos pela queda nas cotações sul-americanas.

Compromisso de compras ainda não confirmado por Pequim

Segundo a Casa Branca, a China teria se comprometido a comprar 12 milhões de toneladas de soja americana nos últimos dois meses de 2025 e 25 milhões de toneladas por ano nos três anos seguintes.

No entanto, Pequim não confirmou esses números oficialmente, e o mercado aguarda sinais concretos de compras em grande escala.

Em 2024, apenas 20% da soja importada pela China veio dos Estados Unidos, bem abaixo dos 41% registrados em 2016, antes da primeira gestão de Trump, queda que representou perdas bilionárias para produtores americanos.



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Bancada do agro cobra aprovação de pacote de segurança no campo contra facções



A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) quer celeridade na aprovação de um pacote de projetos de lei voltados à segurança no campo. As propostas, defende a bancada agropecuária, visam fortalecer a proteção da população rural e enfrentar o avanço da criminalidade e das facções no interior do país.

“A segurança no campo é prioridade para nós e condição para a estabilidade da economia no agro. O meio rural se tornou estratégico para as facções, infelizmente. Para enfrentar essa realidade, a FPA está estruturada em três pilares: prevenção, controle e punição”, afirmou o presidente da frente, deputado federal Pedro Lupion (Republicanos-PR), em coletiva de imprensa após reunião semanal da bancada, nesta terça-feira (4).

Para Lupion, o pacote de projetos de lei em tramitação no Congresso representa uma resposta direta ao aumento das invasões e da criminalidade no campo. “Não há dúvida de que, depois de tudo o que aconteceu no Rio nos últimos dias, a pauta de segurança pública é essencial para o país”, acrescentou Lupion.

Os projetos reforçam a atuação das forças de segurança, fortalecem o direito de propriedade e endurecem as punições contra invasores e criminosos rurais. Entre as principais propostas estão o PL 464/2023, que cria delegacias especializadas em crimes rurais; o PL 467/2025, que institui o Programa Nacional de Segurança no Campo; e o PL 709/2023, já aprovado na Câmara, que impede o acesso a benefícios públicos por pessoas condenadas por invasão de propriedades.

A FPA vai articular o andamento dos projetos em parceria com a Frente Parlamentar da Segurança Pública a fim de acelerar o avanço dos temas. “Nós temos que aproveitar o momento e levar os projetos à votação. São propostas importantes que vão proteger o agro e o país”, afirmou o presidente da Frente Parlamentar da Segurança Pública, deputado Alberto Fraga (PL-DF).



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União Europeia fará auditoria para reabrir mercado de pescados do Brasil em 2026



A União Europeia realizará uma auditoria nas plantas frigoríficas de pescados do Brasil no primeiro semestre de 2026, informou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro. A medida é o passo necessário para reabrir o mercado europeu aos produtos brasileiros, suspenso desde 2018.

Segundo Fávaro, a confirmação foi feita durante a Conferência de Ministros da Agricultura das Américas, realizada nesta semana. “Nos primeiros meses de 2026, teremos a oportunidade de ver o mercado europeu novamente aberto aos pescados brasileiros”, disse o ministro.

Exportações foram suspensas em 2018

As vendas de pescados brasileiros para a União Europeia foram interrompidas há sete anos, após recomendação das autoridades sanitárias europeias. O próprio Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) decidiu pela suspensão das exportações, com o objetivo de adequar os controles de inspeção e rastreabilidade.

Desde então, o setor pesqueiro tem cobrado do governo medidas para retomar o comércio com o bloco, considerado um dos destinos mais rentáveis para o produto. A expectativa é que a reabertura diversifique o destino das exportações e reduza a dependência do mercado norte-americano, que pode sofrer impacto com novas tarifas.

Pré-listing para ovos e carnes também foi retomado

Durante o anúncio, o ministro informou ainda que a União Europeia formalizou a retomada do sistema de pré-listing para exportação de ovos do Brasil. O mecanismo permite que o próprio Ministério da Agricultura indique os frigoríficos aptos à exportação, desde que cumpram os requisitos sanitários acordados, sem necessidade de aprovação individual pela autoridade europeia.

O sistema havia sido suspenso em 2018, após a Operação Trapaça, desdobramento da Operação Carne Fraca, que investigou irregularidades no setor de carnes. Em outubro, o pré-listing já havia sido restabelecido para os frigoríficos de frango.

Novo mercado para carne suína

Fávaro também anunciou que o Suriname abrirá o mercado para a carne suína brasileira. O protocolo sanitário deverá ser formalizado na próxima semana, ampliando a presença do Brasil no mercado internacional de proteína animal.



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Cafés especiais de Minas Gerais se consolidam entre os melhores do Brasil



Os vencedores do Cup of Excellence Brazil 2025 foram anunciados no último sábado (1º). O evento, em São Paulo, premiou 30 produtores que se destacaram pela qualidade e inovação dos cafés especiais da safra deste ano. A competição, promovida pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) em parceria com a ApexBrasil e a Alliance for Coffee Excellence (ACE), é considerada a principal premiação mundial do setor.

Minas Gerais domina o pódio

O estado de Minas Gerais manteve o protagonismo, com destaque para cafés das regiões da Mantiqueira, do Cerrado e das Matas de Minas. Na categoria Experimental, que reconhece cafés submetidos a fermentações controladas, o campeão foi o grupo Ipanema Agrícola, com um café da variedade Geisha produzido na Fazenda Rio Verde, em Conceição do Rio Verde (MG), que recebeu 91,68 pontos.

A categoria Via Úmida, voltada a cafés descascados ou despolpados, teve como vencedor Marcelo Assis Nogueira, da Fazenda Água Limpa, em Campos Altos (MG), com 91,37 pontos na variedade Arara. Já na Via Seca, destinada aos cafés secos com casca, o primeiro lugar ficou com Paulo Fernando Chaves de Brito, da Fazenda Aracaçu, em Três Pontas (MG).

Além dos campeões, outros 10 lotes foram reconhecidos como National Winners, alcançando notas acima de 86 pontos concedidas por um júri internacional composto por especialistas de 11 países.

Evolução da cafeicultura

Para o diretor executivo da BSCA, Vinicius Estrela, o resultado reflete o amadurecimento da cafeicultura brasileira, com produtores investindo em tecnologia e manejo sustentável. “Os cafés vencedores demonstram a diversidade e o alto padrão das variedades nacionais. Não é apenas um produtor ou região, mas um conjunto de esforços que consolida o Brasil como referência em qualidade”, afirmou.

O representante da ACE, Gary Urrutia, destacou o nível de inovação observado nas propriedades visitadas. Segundo ele, o Brasil “apresenta tendências que influenciam o mercado global de cafés especiais”. Já o jurado internacional John Thompson, do Reino Unido, ressaltou a diversidade das variedades e métodos de processamento, apontando a evolução do país em relação às edições anteriores.

Fortalecimento do setor

Durante a cerimônia, a ACE homenageou o produtor Luiz Paulo Dias Pereira Filho como uma das “Lendas da Excelência”, título concedido a cafeicultores que acumulam prêmios e promovem boas práticas no setor.

O Cup of Excellence integra o projeto “Brazil. The Coffee Nation”, iniciativa da BSCA e da ApexBrasil para ampliar a presença do café especial brasileiro no exterior. O foco é promover produtos sustentáveis e de alta qualidade, além de incentivar a participação de mulheres e produtores de café canéfora (robusta e conilon) no mercado internacional.

Com o resultado, o Brasil reforça sua posição de liderança global na produção de cafés especiais e mostra que inovação e sustentabilidade caminham juntas no campo.



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AgroNewsPolítica & Agro

Confira como está o mercado da soja


O cenário no Rio Grande do Sul combina dificuldades financeiras com retração nas cotações, segundo a TF Agroeconômica. “Para pagamento em novembro, com entrega em outubro, os preços no porto foram reportados a R$ 140,00/sc semanal, enquanto no interior as referências se foram em torno de R$ 130,00/sc semanal em Cruz Alta, Passo Fundo, Santa Rosa e São Luiz, todos com liquidação prevista para 30/10. Já em Panambi, o mercado físico apresentou queda mais acentuada, com o preço de pedra recuando para R$ 120,00/sc, sinalizando maior resistência local ao ritmo comprador”, comenta.

Santa Catarina manteve um desempenho comercial estável, contrastando com a volatilidade observada em outros estados do Sul. “Essa folga de capacidade confere ao estado maior flexibilidade comercial, mitigando os efeitos de oscilações logísticas e financeiras que afetam seus vizinhos regionais. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 140,20 (+0,23%)”, completa.

O Paraná mantém sua posição de destaque nacional. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 141,80 (+0,53%). Em Cascavel, o preço foi R$ 127,30 (-0,68%). Em Maringá, o preço foi de R$ 129,92 (+0,30%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 132,05 (-0,20%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 140,20 (+0,23%). No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 120,00”, indica.

O Mato Grosso do Sul reforça sua estratégia de diversificação econômica com a expansão da produção de etanol de milho, consolidando o estado como um polo agroindustrial em ascensão. “Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 124,80 (+0,60%), Campo Grande em R$ 124,80 (+0,60%), Maracaju em R$ 124,80 (+0,60%), Chapadão do Sul a R$ 120,72 (-0,16%), Sidrolândia a em R$ 124,80 (+0,60%)”, informa.

O Mato Grosso manteve suas projeções de safra. “O leve atraso no plantio é um ponto crítico, pois pode reduzir a janela de semeadura do milho safrinha, elevando o risco climático da segunda safra e intensificando a disputa por fretes no pico da colheita. Campo Verde: R$ 121,73 (-0,18%). Lucas do Rio Verde: R$ 120,95 (+0,75%), Nova Mutum: R$ 120,95 (+0,75%). Primavera do Leste: R$ 121,73 (-0,18%). Rondonópolis: R$ 121,73 (-0,18%). Sorriso: R$ 120,95 (+0,75%)”, conclui.

 





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