quinta-feira, março 19, 2026

Agro

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Trigo entra em período decisivo, diz consultoria



Por outro lado, a comercialização avança em ritmo acelerado


Por outro lado, a comercialização avança em ritmo acelerado
Por outro lado, a comercialização avança em ritmo acelerado – Foto: Divulgação

O mercado de trigo no Brasil entra em um período decisivo diante do quadro de oferta internacional e das limitações de disponibilidade interna. Segundo dados da TF Agroeconômica, mesmo com abundância global, os preços FOB do trigo hard americano giram em torno de 680,35 dólares por bushel, enquanto o produto argentino permanece mais barato, a 566,05 dólares, abaixo inclusive do fechamento da Bolsa de Chicago, que encerrou a 578,75 dólares. Essa diferença mantém pressão direta sobre as cotações domésticas.

Por outro lado, a comercialização avança em ritmo acelerado. As pesquisas apontam que 42 por cento da safra gaúcha já foi negociada, ao lado de um avanço ainda maior no Paraná, onde as vendas alcançam entre 92 por cento e 95 por cento do volume disponível. Isso deixa no mercado 1,97 milhão de toneladas no Rio Grande do Sul e apenas entre 125 mil e 200 mil toneladas no Paraná. No total nacional, restam cerca de 2,27 milhões de toneladas de trigo para abastecer o país entre fevereiro e agosto de 2026.

Considerando a demanda de moagem brasileira, estimada em 984,39 mil toneladas por mês, sendo 225 mil no Paraná e 175 mil no Rio Grande do Sul, o país teria apenas 324,28 mil toneladas mensais de oferta nacional para suprir um consumo que ultrapassa em mais de 23 por cento esse volume. O déficit potencial de aproximadamente 530,04 mil toneladas apenas nos dois estados do Sul abre espaço para uma valorização do trigo interno em direção à paridade de importação.

Nesse cenário, a recomendação da consultoria sugere que os moinhos garantam desde já a cobertura das matérias-primas para contratos de longo prazo, preservando margens mesmo com custos maiores ao longo dos próximos meses. A tendência observada pela TF Agroeconômica é de sustentação e possível alta do trigo na CBOT ao longo de 2026.

 





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Chuvas acima de 100 mm e alagamentos preocupam com aparição de ciclone; veja onde vai chover



A semana será marcada pela formação de um ciclone extratropical que deve mudar o padrão de chuvas nas principais regiões produtoras do país. Entre terça (9) e quinta-feira (11), o sistema promete volumes expressivos, acima de 100 mm, especialmente no Rio Grande do Sul, interior de São Paulo e Triângulo Mineiro.

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De acordo com o mapa de umidade do solo, as melhores condições estão atualmente no Matopiba, Mato Grosso, Goiás e grande parte de Minas Gerais. Já áreas do Sul e parte do Sudeste ainda precisam de mais chuva, principalmente para reforçar a reserva hídrica em regiões onde o plantio foi afetado por atraso e replantio.

A chegada do ciclone deve trazer alívio, mas também preocupação. Embora o volume elevado melhore a umidade do solo, há risco de alagamentos e danos pontuais às lavouras devido à intensidade das precipitações.

Frente fria em dezembro

O sistema ainda deve impulsionar uma frente fria, espalhando chuva adicional para Mato Grosso e Goiás ao longo da semana. Entre os dias 14 e 18 de dezembro, a tendência é de manutenção das chuvas no Centro-Oeste e Sudeste, com acumulados entre 50 e 70 mm, beneficiando também o centro-norte do Paraná.

No Matopiba, a chuva retorna gradualmente, com maior regularidade prevista para a semana do Natal. Entre 19 e 23 de dezembro, o cenário permanece positivo para o Centro-Oeste e Minas Gerais, garantindo continuidade na reposição de umidade do solo para o avanço e desenvolvimento da safra.



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Advogado vê ‘irracionalidade’ no uso diante da enxurrada de pedidos



A combinação de juros altos, choque de custos e impactos climáticos tornou parte das dívidas rurais praticamente impagável. O resultado desse cenário se traduz na enxurrada de pedidos de recuperação judicial no campo, número que aumenta ano após ano. Após baterem recorde em 2024, os pedidos ligados ao agronegócio cresceram 31,7% no segundo trimestre de 2025, conforme dados da Serasa Experian.

“Tem assustado todo mundo”, avalia Renato Buranello, advogado e presidente do Instituto Brasileiro de Direito do Agronegócio (IBDA). Segundo ele, há um desconhecimento “muito grande” do funcionamento das cadeias produtivas por parte de quem julga essas ações, o que gera insegurança jurídica.

O tema foi um dos destaques do último evento da Agro Capitais, parceria entre Comissão de Valores Mobiliários (CVM), IBDA e o Instituto Pensar Agro (IPA). A ocasião também serviu para discutir formas alternativas de aumentar os investimentos no campo, principalmente por meio do mercado de capitais.

Cenário resultará em ‘ressaca enorme’ na safra 25/26

Para Buranello, o aumento dos pedidos de recuperação judicial, é uma “irracionalidade econômica” e vem piorando. Além disso, o advogado citou a falta de transparência e conhecimento na avaliação dos casos que chegam ao âmbito jurídico, aumentando a insegurança dos produtores que chegam nesse ponto.

“Hoje virou copia e cola: ‘crise, perda de produção’, está tudo igual. Mas como, se um munícipio registrou uma queda maior que outra região? A norma pede a comprovação de crise, mas tem juiz que cai nisso”, alerta.

Apesar da crítica, ele não é contra o uso da ferramenta — o perigo, segundo Buranello, está na atuação de advogados que “vendem” a recuperação judicial como única opção. Na avaliação do presidente do IBDA, a situação vai causar “uma ressaca enorme” na safra 2025/26. “Se o juiz age achando que está protegendo, ele está criando uma externalidade negativa que vai repercutir por várias safras”, diz.

Recuperação judicial é ‘via muito perigosa’

Outro ponto que chama a atenção é o peso crescente dos produtores rurais, tanto pessoa física quanto jurídica, dentro do total de recuperações judiciais do agro. O que se observa é a restrição de crédito rural, uma vez que as instituições deixam de liberar recursos em um cenário de alta inadimplência.

“É isso: se o produtor está numa zona de risco, numa indefinição sobre a capacidade de pagamento, ele não vai obter esse crédito”, resume Guilherme Bastos, coordenador do Centro de Bioeconomia da FGV.

Em entrevista ao Canal Rural, ele pediu a redefinição do sistema e da postura do próprio produtor rural, que acaba optando pela recuperação antes mesmo de tentar uma renegociação. “A recuperação judicial está mostrando uma via muito perigosa. Por isso é importante pensar em formas de reestruturação”, complementa.

A solução principal, segundo Bastos, passa pela forma como os recursos chegam ao campo. Atualmente, esse movimento se concentra no Plano Safra, ou seja, no uso predominante de recursos públicos. Por isso, na visão dele e de outros especialistas presentes no evento, o setor precisa buscar outras fontes de financiamento.

Seguro rural pode ganhar ‘blindagem’

Na última quinta-feira (4), o Congresso Nacional incluiu uma blindagem contra o contingenciamento de recursos das agências reguladoras e do seguro rural na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026. A medida ainda depende de sanção presidencial, mas ainda assim representa um avanço no sentido de assegurar recursos que podem evitar um colapso da agropecuária.

“É claro que há um problema orçamentário. No final das contas, tudo vai ser um trabalho que tem que ser feito, para que se possa pensar em como alocar mais eficientemente os recursos públicos”, conclui Bastos.



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Demanda por carne ovina cresce e lã mantém baixa valorização no Rio Grande do Sul



A demanda por ovinos para abate aumenta com a aproximação das festas de fim de ano, impulsionando a comercialização de lã e de animais. No Rio Grande do Sul, os rebanhos apresentam bom escore corporal e condições sanitárias adequadas, enquanto a temporada de tosquia segue em andamento.

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar, a menor oferta elevou os preços em algumas regiões. Produtores preparam lotes para as feiras e exposições que ocorrem até o fim da primavera. No período, os manejos prioritários foram o controle de verminoses e a tosquia dos animais adultos.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, em São Gabriel, os trabalhos de tosquia se aproximam do fim, e os produtores seguem relatando facilidade na comercialização da lã. Na região de Passo Fundo, interior do Rio Grande do Sul, houve boa disponibilidade de alimentos e temperaturas favoráveis ao bem-estar dos rebanhos.

A lã bruta manteve baixa valorização, com poucos compradores e preços próximos de R$ 2/kg, enquanto a demanda por carne aumentou.

Em Soledade, região norte do estado o rebanho ovino é manejado em campos nativos, que ainda oferecem boa disponibilidade de volumoso. Prossegue a seleção de matrizes, com a incorporação de novas borregas, aquisição de carneiros e realização de desmames.

Já em Pelotas, na região sul do estado, algumas propriedades realizaram o controle de piolhos logo após a tosquia, e houve relatos de dificuldade na eliminação do ectoparasita.



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

BB Seguridade vai ter dificuldades para elevar lucro em 2026, diz executivo


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SÃO PAULO (Reuters) – O grupo de previdência e seguros do Banco do Brasil, BB Seguridade, deve enfrentar em 2026 dificuldades para elevar ou mesmo manter o lucro no mesmo nível deste ano, diante da perspectiva de queda nos juros e sinistralidade mais alta.

A expectativa foi divulgada nesta terça-feira pelo diretor financeiro da companhia, Rafael Sperendio, durante conferência com analistas sobre os resultados do terceiro trimestre divulgados na noite da véspera.

“É bastante difícil manter o lucro ou ter crescimento em 2026”, disse o executivo. “As melhores estimativas indicam resultado bastante forte para 2025…mas para 2026, com um menor resultado financeiro, que tem impacto imediato, e sinistralidade mais alta, mesmo que seja marginalmente mais alta, é difícil conseguirmos compensarmos com crescimento de vendas”, acrescentou.

A previsão de um resultado financeiro menor, que no terceiro trimestre ajudou a impulsionar o lucro da empresa, decorre das perspectivas de queda da Selic no próximo ano. Já a sinistralidade maior vem da expectativa de impactos do fenômeno La Niña sobre a safra de verão, disse Sperendio.

Para tentar minimizar os impactos para o próximo ano, o novo presidente-executivo da BB Seguridade, Delano de Andrade, afirmou que o foco de sua gestão será busca de sinergias melhores com as empresas investidas do grupo e medidas de eficiência operacional, com redução de despesas, mas não deu detalhes.

Sperendio afirmou que embora a sinistralidade deve apresentar algum crescimento no próximo ano, a área de seguros deve mostrar crescimento em todas as linhas de negócios no próximo ano, também por causa da esperada queda nos juros da economia.

Isso porque juros menores contribuem para uma melhor originação de empréstimos e queda da inadimplência, o que fomenta a tomada de seguros como prestamista.

“Trabalhamos agora com crescimento praticamente em todas as linhas de negócios, de um digito alto, calcado na redução de juros de 2026”, disse o diretor financeiro.

Questionado sobre a possibilidade de pagamento de dividendos extraordinários, Sperendio disse que embora o caixa do grupo seja “bastante robusto”, a BB Seguridade não prevê um pagamento adicional aos acionistas.

Apesar disso, o executivo disse que o nível de “payout” do segundo semestre deste ano será maior que o do primeiro.





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Clima adverso e relatório do USDA devem impactar preços do milho nesta semana



O cenário externo do milho demonstrava oscilação, mas a oferta mais curta no final do ano e a demanda forte de etanol e ração fizeram com que os preços do cereal no Brasil permanecessem sustentados ao longo da semana passada.

Enquanto isso, o plantio do milho verão já alcançou quase 66% da área prevista, ritmo acima dos últimos anos, conforme a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Em Chicago, o contrato de milho para janeiro de 2026 encerrou a US$ 4,37 por bushel, com leve alta de 0,46% na semana. Na B3, o vencimento de mesmo período subiu 1,15%, fechando a R$ 74,05 por saca.

E agora, o que esperar?

Análise da plataforma Grão Direto mostra que o mercado de milho inicia a semana ainda refletindo a combinação entre volatilidade externa e ajustes domésticos ligados ao clima e ao câmbio.

  • Relatório do USDA: em Chicago, o fechamento da última semana indicou certa fragilidade dos contratos, com recuo dos principais vencimentos, muito influenciados pela expectativa em torno do próximo relatório do USDA e pelo movimento de queda observado nos grãos em geral. De acordo com a Grão Direto, esse pano de fundo sugere que, nos primeiros dias desta semana, os preços internacionais podem seguir sensíveis à formação de expectativas sobre oferta global, mantendo comportamento lateralizado ou levemente pressionado enquanto o mercado aguarda novos dados oficiais. “Ainda assim, como já ocorreu antes de divulgações de relatórios mais relevantes, não se descarta algum ajuste técnico intermediário, sem, porém, caracterizar mudança de tendência.”
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  • Clima sendo protagonista: a Grão Direto reforça que o fator climático tende a ganhar protagonismo conforme avança o calendário do milho 2ª safra. O mercado já reflete preocupações com janelas apertadas de plantio e condições irregulares em algumas regiões, o que já começa a ser incorporado nas curvas futuras brasileiras como “prêmio de risco”. “A percepção de que parte da segunda safra pode ser afetada por atrasos ou necessidade de substituição de área cria um componente estrutural de sustentação, ainda que a colheita atual e os estoques ofereçam algum alívio no curto prazo”.
  • Oferta menos confortável: o mercado começa a testar cenários em que a oferta de 2026 possa vir menos confortável, o que torna o preço mais sensível a previsões meteorológicas e movimentos de câmbio nas próximas semanas. “O milho inicia a semana com viés de estabilidade, mas com o radar ligado para o clima e os próximos dados do USDA. A combinação entre pressão externa e preocupação crescente com a safrinha 2026 sustenta as curvas futuras e limita recuos mais profundos”, destaca a Grão Direto.



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Exportações brasileiras de ovos mantêm crescimento e avançam 5,8% em novembro



As exportações brasileiras de ovos seguem em crescimento e mantiveram avanço em novembro, tanto em volume quanto em receita. Os dados são da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e consideram ovos in natura e produtos processados. O desempenho mensal reforça um movimento de forte expansão ao longo de 2025, com resultados acumulados muito acima dos registrados no ano anterior.

Em novembro, os embarques alcançaram 1.893 toneladas. O volume representa alta de 5,8% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Na avaliação da entidade, o resultado confirma a manutenção de um ritmo elevado de exportações, mesmo após meses consecutivos de crescimento.

A receita também apresentou avanço expressivo no mês. As vendas externas do setor somaram US$ 5,247 milhões em novembro, valor 32,8% superior ao registrado no mesmo período de 2024. O desempenho indica ganho de valor médio nos embarques e maior participação de mercados com melhor remuneração.

Acumulado do ano mostra expansão consistente

No acumulado de janeiro a novembro, as exportações brasileiras de ovos totalizaram 38.637 toneladas. O volume é 135,4% maior em relação ao mesmo intervalo do ano passado. Em igual período de 2024, os embarques somaram 16.414 toneladas, segundo a ABPA.

Em receita, o crescimento foi ainda mais intenso. Até novembro, o setor alcançou faturamento de US$ 92,130 milhões. O valor representa aumento de 163,5% na comparação anual. Nos onze primeiros meses de 2024, a receita havia sido de US$ 34,965 milhões.

Para a associação, os números refletem a consolidação de novos mercados e a ampliação do espaço do produto brasileiro no comércio internacional, com impactos positivos sobre o resultado financeiro das exportações.

Destinos e perfil da demanda

Entre os principais destinos em novembro, o Japão liderou as compras, com 757 toneladas. O volume representa crescimento de 266,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Em seguida, apareceram o México, com 284 toneladas, e o Chile, com 261 toneladas.

Também figuram entre os principais compradores os Emirados Árabes Unidos, com 205 toneladas, e o Uruguai, com 96 toneladas. Em alguns mercados, houve retração pontual no volume, sem comprometer o desempenho geral do mês.

Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o patamar elevado dos embarques, aliado à diversificação de destinos, tem favorecido a rentabilidade do setor. Ele destaca a presença crescente em mercados de maior valor agregado, movimento que sustenta o avanço da receita mesmo com oscilações em volumes específicos.



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Ciclone atípico provoca ventos acima de 100 km/h e chuva acima de 150 mm, alerta meteorologista



Depois de um domingo marcado por calor extremo, com 39,2°C em São Luís Gonzaga (RS), segundo o Inmet, o Sul e parte do Sudeste do Brasil entram nesta semana sob alerta máximo para tempestades severas. De acordo com o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, a formação de um ciclone extratropical entre terça (9) e quarta-feira (10) deve provocar ventos intensos, granizo e volumes de chuva que podem ultrapassar 150 mm em algumas regiões.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Segundo Müller, imagens de satélite já mostram o sistema de baixa pressão se organizando no Sul do país, criando condições para temporais ainda nesta segunda-feira à tarde.

“Há risco de granizo, rajadas intensas e tempestades generalizadas em toda a região Sul. Entre terça e quarta-feira, os ventos associados ao ciclone podem alcançar 100 km/h”, afirmou o meteorologista.

Além dos ventos fortes, Müller destaca a possibilidade de tornados e microexplosões, fenômenos que podem ocorrer em situações de ciclogênese intensa.

Chuva forte pode causar enxurradas e danos em áreas agrícolas

O Rio Grande do Sul, que vem enfrentando semanas de altas temperaturas e irregularidade de chuvas, deve receber volumes significativos, entre 100 e 150 mm em 24 a 48 horas.

“Por um lado, a umidade é bem-vinda. Mas como o solo está muito seco, a chuva intensa em curto período aumenta o risco de enxurradas e lixiviação em áreas agrícolas, especialmente onde houve replantio de soja e milho”, explicou Müller.

A instabilidade também atinge Santa Catarina e Paraná, com temporais nesta segunda-feira e agravamento do quadro entre terça e quarta.

Moradores devem redobrar atenção

O meteorologista reforça que, embora a previsão indique risco generalizado, a definição exata de onde os estragos serão mais severos só ocorre com poucas horas de antecedência.

“É fundamental acompanhar os alertas da Defesa Civil. Como parte do evento vai ocorrer entre a noite de terça e a madrugada de quarta, muita gente estará dormindo. É importante identificar o cômodo mais seguro da casa”, orientou.

A partir de quinta-feira, tempo firma no Sul

O ciclone perde força ao longo da quinta-feira, quando o tempo volta a ficar firme na maior parte da região Sul.

Instabilidade também avança para Centro-Oeste, Sudeste e parte do Norte

Além do Sul, o sistema de baixa pressão e, posteriormente, a frente fria associada levam chuva forte para outros estados.

Centro-Oeste

  • Mato Grosso do Sul: temporais entre segunda e terça.
  • Mato Grosso: chuva em Alta Floresta de terça a quinta, com máximas próximas a 30°C.

Sudeste

A partir de quarta, a frente fria empurra chuva significativa para São Paulo e Triângulo Mineiro. Os acumulados podem chegar a 50 mm em 24h, com totais superiores a 100 mm ao longo da semana. Em Uberaba, a previsão aponta 200 mm acumulados em 30 dias.

Nordeste

O tempo segue firme na maior parte do interior, com máximas chegando a 34°C no Ceará.



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Cenário da soja 25/26 se mantém incerto com clima irregular; mercado aguarda USDA



O mercado de soja manteve atenção total ao desenvolvimento das lavouras no Brasil e na Argentina ao longo da semana, com a irregularidade das chuvas já comprometendo parte do potencial da safra 25/26. Segundo a plataforma Grão Direto, esse cenário contribuiu para a volatilidade em Chicago, que registrou queda nos contratos.

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Contratos futuros de soja

O contrato de soja para janeiro de 2026 encerrou a US$ 11,05 por bushel, recuo de 2,81%, enquanto março de 2026 caiu 2,53%, fechando a US$ 11,16 por bushel. No mercado doméstico, os preços registraram predominância de baixas, influenciados pelo recuo em Chicago, apesar de movimentos mistos. O dólar avançou 1,88%, cotado a R$ 5,43, oferecendo suporte à soja brasileira.

As compras da China nos Estados Unidos continuaram, ajudando a sustentar os preços internacionais, enquanto o mercado ajustou posições à espera do relatório do USDA, que será divulgado no dia 9, com atenção especial à produtividade e às exportações norte-americanas.

O que esperar do mercado?

Para esta semana, fatores externos predominam no curto prazo, mantendo pressão baixista, especialmente diante da valorização do dólar e do recuo do farelo. Ainda assim, após perdas consecutivas, cresce a possibilidade de ajustes técnicos e repiques pontuais, à medida que agentes se reposicionam antes do relatório do USDA.

O câmbio segue sendo um ponto de sustentação para a soja nacional. Mesmo com queda em Chicago, o dólar elevado melhora a competitividade do produto brasileiro e incentiva exportações. Caso o dólar permaneça acima de R$ 5,30/5,40, a demanda internacional pode absorver parte da oferta, limitando perdas no mercado doméstico.

O tempo no Brasil

Já o clima permanece como principal risco. A irregularidade das chuvas e o atraso no plantio levaram a Conab a revisar para baixo a expectativa de produção, descartando um novo recorde e aproximando a safra do resultado de 2024/25. Essa condição reduz a margem de segurança e pode gerar movimentos de recuperação caso haja piora climática adicional.

A soja brasileira

Combinando pressão externa, estímulo cambial e sensibilidade ao clima, a semana deve ser de volatilidade, com oscilações constantes entre vetores externos de curto prazo e ajustes internos de médio prazo. A soja apresenta viés neutro a levemente baixista, com possibilidade de altas pontuais dependendo do câmbio, clima e reposicionamento pré-USDA.



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AgroNewsPolítica & Agro

Produtores retêm soja e temem perdas na safra



Mercado da soja trava com impasse entre compradores e produtores



Foto: Arquivo Agrolink

Negociações com soja e derivados seguem lentas no início de dezembro, marcadas pela resistência dos vendedores e cautela dos compradores. Segundo o Cepea, disparidade de preços e preocupações com o clima explicam a desaceleração.

As negociações envolvendo soja e seus derivados estão em ritmo reduzido neste começo de dezembro, segundo dados divulgados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O cenário é de impasse: compradores pressionam por queda nas cotações, enquanto produtores evitam vender diante das incertezas climáticas e boa condição financeira.

O levantamento aponta que grande parte dos consumidores está abastecida e prefere aguardar uma possível retração nos preços antes de fechar novos contratos. Por outro lado, os sojicultores, em sua maioria capitalizados, têm evitado ofertar novos lotes no mercado spot e direcionam seus esforços às atividades de campo.

O clima é um fator central na cautela dos produtores. Regiões com déficit hídrico acendem o alerta para perdas de produtividade, o que reforça a decisão de manter o grão armazenado. Segundo o Cepea, a apreensão com a safra 2025/26 já é perceptível entre os agentes consultados, que consideram improvável o cumprimento da estimativa de 177 milhões de toneladas feita pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Esse quadro de desaquecimento nas negociações reflete um momento de transição para o mercado da soja. Além das tensões sobre os preços, há um componente de incerteza climática que eleva o risco para decisões de venda, tanto no curto quanto no médio prazo.

A desaceleração nas trocas comerciais também pode impactar outros elos da cadeia, especialmente indústrias processadoras e exportadores que dependem de um fluxo contínuo de matéria-prima. No entanto, a postura dos produtores sinaliza uma estratégia de retenção em busca de preços mais favoráveis ou, ao menos, maior clareza quanto ao desempenho da safra.

Para os próximos meses, o comportamento do clima e a movimentação da demanda internacional serão decisivos para destravar o mercado. Até lá, a tendência é de continuidade na lentidão das negociações, com pouca oferta no spot e compradores cautelosos quanto às aquisições.





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