segunda-feira, março 30, 2026

Agro

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Line-up prevê embarques de 4,1 milhões de t de soja pelo Brasil em novembro



O line-up, a programação de embarques nos portos brasileiros, projeta a exportação de 4,137 milhões de toneladas de soja em grão para novembro, conforme levantamento realizado pela consultoria Safras & Mercado.

No mesmo mês do ano passado, as exportações somaram 4,443 milhões de toneladas, segundo a estimativa.

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Números de setembro e outubro

A projeção de exportação para outubro é de 6,398 milhões de toneladas, enquanto em setembro foram embarcadas 6,964 milhões de toneladas.

Comparação anual de soja

De janeiro a novembro de 2025, o line-up projeta o embarque de 105,707 milhões de toneladas.

Já em relação ao mesmo período do ano passado, foram 95,590 milhões de toneladas.



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China libera importações de frango brasileiro, mas Rio Grande do Sul segue com restrições



A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e a Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) confirmaram nesta sexta-feira (data) a reabertura total das exportações de carne de frango brasileira para a China no que diz respeito às suspensões adotadas após o registro de um foco de gripe aviária de alta patogenicidade em uma granja comercial no Rio Grande do Sul, em maio deste ano.

Segundo as entidades, a medida é resultado do trabalho diplomático conduzido pelo governo brasileiro junto às autoridades sanitárias chinesas e reforça a confiabilidade do país no controle de doenças e na segurança da produção avícola.

Apesar do avanço, frigoríficos do Rio Grande do Sul ainda não estão autorizados a retomar os embarques para a China. O motivo é a ocorrência de Doença de Newcastle, registrada em agosto de 2024 e já considerada superada pelo setor.

A ABPA e a Asgav afirmam que todas as informações técnicas e sanitárias necessárias já foram apresentadas ao governo chinês e defendem que o estado está apto a retomar os embarques.

“As condições sanitárias foram restabelecidas e o Rio Grande do Sul segue como parceiro estratégico para a oferta de proteína de alta qualidade ao mercado chinês”, destacam as entidades, que esperam o restabelecimento do fluxo comercial após a conclusão das tratativas técnicas.

A China é o principal destino da carne de frango brasileira, respondendo por cerca de 14% das exportações do setor.



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Importação chinesa de soja em outubro aumenta 17,2% em comparação a ano passado



A China importou 9,48 milhões de toneladas de soja em outubro deste ano, alta de 17,2% em relação ao mesmo mês de 2024, quando adquiriu 8,09 milhões de toneladas, segundo dados preliminares da Administração Geral de Alfândegas da China (Gacc). Em valores, as compras da oleaginosa somaram US$ 4,36 bilhões, crescimento de 11,2% na comparação anual.

Acumulado do ano

De janeiro a outubro, as importações chinesas de soja totalizaram cerca de 95,68 milhões de toneladas, avanço de 6,4% frente ao mesmo período do ano anterior. No acumulado de dez meses, o valor importado foi de US$ 42,68 bilhões, uma queda de 6,2% em relação a 2024.

Segundo a GACC, as importações de óleos vegetais somaram 540 mil toneladas em outubro, recuo de 5,6% ante o mesmo mês do ano passado. O valor gasto com essas compras foi de US$ 701,8 milhões, aumento de 16,4% na mesma comparação. No acumulado do ano, as importações de óleos vegetais chegaram a 5,55 milhões de toneladas, queda de 6,9%, mas com valor total de US$ 6,87 bilhões, alta de 13,5%.

Fertilizantes

Já as compras de fertilizantes somaram 1,36 milhão de toneladas em outubro, alta de 23,8% em relação ao mesmo mês de 2024. O valor gasto foi de US$ 509,2 milhões, um aumento de 49,5% na comparação anual.

No acumulado dos dez meses, as importações chinesas de fertilizantes atingiram 11 milhões de toneladas, queda de 3,7% frente ao mesmo período do ano anterior, com valor total de US$ 3,72 bilhões, recuo de 1,5%.

Outros produtos

As importações chinesas de carnes e miúdos totalizaram 492 mil toneladas em outubro, 8% menos que no mesmo mês de 2024. Apesar disso, o valor desembolsado aumentou 8,95%, para US$ 2,07 bilhões. De janeiro a outubro, o volume importado foi de 5,28 milhões de toneladas, recuo de 3,6% em relação ao ano anterior, enquanto o valor total subiu 4,8%, para US$ 19,99 bilhões.



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‘Agro tropical é solução mundial’, afirma Roberto Rodrigues na COP30


Roberto Rodrigues é o enviado especial do agro na COP30 e ele foi ex-ministro da Agricultura, presidente internacional do cooperativismo, embaixador do cooperativismo na FAO, é professor emérito da FGV e é um homem que tem uma visão planetária espetacular do que envolve o aspecto do agronegócio. E ele organizou com todas as entidades um documento singular muito importante para levar nessa COP30.

Observamos que tem como grande objetivo a COP 30 a busca de investimentos e muitas coisas que são prometidas que iremos fazer, porém no documento que Roberto Rodrigues organizou nós estamos levando ao mundo não apenas expectativas esperançosas, estamos levando coisas concretas, levando a experiência brasileira dos últimos 50 anos com relação à produção de alimentos, energia agrossustentável e de 1970 até hoje o agro brasileiro cresceu sete vezes, 229% de produtividade e fundamentada na ciência em uma experiência tropical que nenhum país desenvolveu e nós somos hoje a quarta maior agricultura do mundo, só perdendo, por enquanto, para duas milenares, de milênios, a China, a Índia e os Estados Unidos que tem um capital intensivo gigantesco e brevemente o Brasil se transforma também na primeira agricultura do planeta e é esse documento, essa visão, que Roberto Rodrigues está levando. Não é uma visão de estamos prometendo, é fazemos e o que nós fazemos é fundamental para o planeta terra.

Conversei com o Roberto Rodrigues e pedi a ele que falasse sobre suas considerações em relação à COP30. Ele me disse: “A agropecuária brasileira vai se pronunciar nesse evento tentando mostrar ao mundo que a agricultura tropical sustentável feita no Brasil pode ser copiada em outros países tropicais da América Latina, da África Subsaariana e da Ásia de maneira que haja um resultado muito positivo na produção de alimentos, cuidando, portanto, da segurança alimentar, da transição energética justa a partir da agroenergia, gerando riqueza, emprego e renda nos países tropicais e tudo isso com preocupação com a mudança de clima.

Esse documento tem duas partes. A primeira parte conta a história do Brasil sob a ótica da tecnologia, inovação criada no país que permite a agricultura crescer e trazendo uma agricultura sustentável e competitiva. E a segunda parte com propostas para que o mundo tropical, considerada as diferenças todas, de clima, de solo, de questões institucionais e legais de cada país, possa usar o nosso modelo para um crescimento semelhante ao que foi observado aqui no Brasil.

Então esse documento tem duas partes, primeira parte história mostrando o sucesso do agro brasileiro sustentável com base em tecnologia e a segunda parte como os países tropicais podem fazer a mesma coisa mesmo considerando as diferenças que existem de caráter climático, institucional, etc. Tudo isso é uma contribuição do Brasil para que o mundo todo tenha mais alimentos, mais energia renovável, mais riqueza para os mais pobres e, sobretudo, o clima bem tratado. Agropecuária tropical é uma solução, não é um problema”.
Essa é a visão que Roberto Rodrigues estará levando em um documento sensacional porque ele conseguiu reunir todas as vozes das entidades nessa proposta agrotropical. Então essa é a meta brasileira na COP30 com o Roberto Rodrigues.

José Tejon

*José Luiz Tejon é jornalista e publicitário, doutor em Educação pela Universidad de La Empresa/Uruguai e mestre em Educação Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie.


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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AgroNewsPolítica & Agro

Cedups abrem vagas para técnico em Agropecuária em SC


De 10 a 17 de novembro, estudantes interessados em cursar ensino médio integrado ao curso técnico em Agropecuária podem se inscrever para o processo seletivo de ingresso nos Centros de Educação Profissional Agrotécnicos (Cedups), para o ano letivo de 2026. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas online na página da Epagri, preenchendo o formulário eletrônico e anexando a documentação exigida no edital.

Candidatos que não possuem acesso à internet poderão buscar apoio nos Cedups ou nos escritórios municipais da Epagri, respeitando o período de inscrição. Podem se inscrever estudantes que tenham concluído ou estarem concluindo o Ensino Fundamental. O processo seletivo será classificatório, com base na análise de documentos e aplicação da pontuação definida no edital.

Ao todos estão sendo ofertadas 485 vagas. Veja os municípios onde se localizam as unidades de ensino e as respectivas vagas:

– Água Doce – Cedup Professor Jaldyr Bhering Faustino da Silva  (90)

– Campo Erê –  Cedup Campo Erê  (90)

– Canoinhas – Cedup Vidal Ramos  (90)

– São José do Cerrito  – Cedup Caetano Costa (90)

– São Miguel do Oeste – Cedup Getúlio Vargas (125)

Confira o cronograma do processo seletivo:

– 10 a 17/11/2025 – inscrições on-line

– 18 e 19/11/2025 – análise das inscrições e classificação

– 19/11/2025 – publicação da classificação prévia

– 20 e 21/11/2025 – período de recursos

– 24/11/2025 – publicação da classificação final

– 25 a 28/11/2025 – entrega de documentos pelos classificados

– 1º a 10/12/2025 – matrícula para vagas remanescentes

Os Cedups Agrotécnicos são instituições públicas de ensino médio e profissionalizante que estão em gestão compartilhada entre a Epagri e a Secretaria de Estado da Educação. A formação oferecida é de Técnico em Agropecuária. São instituições com características de escola-fazenda, que adotam a educação em tempo integral em regime de semi-internato, com possibilidade de internato, conforme a disponibilidade de infraestrutura de cada unidade escolar. Nos regimes de internato e semi-internato o estudante permanece na unidade escolar em tempo integral, com oferta de alimentação, alojamento, aulas práticas e atividades pedagógicas complementares, sem qualquer custo ao estudante ou sua família.

Com uma proposta pedagógica voltada à prática e à inovação, essas unidades de ensino contam com laboratórios, áreas produtivas e unidades experimentais que proporcionam aprendizado direto com a realidade do campo. O técnico em Agropecuária formado pelos Cedups é capacitado para atuar em diversas áreas, como manejo e produção vegetal e animal, administração rural, conservação ambiental e desenvolvimento de projetos agropecuários.

 





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Polícia Civil prende dois homens envolvidos em esquema de abate clandestino


Na manhã desta sexta-feira (7), a Polícia Civil da Bahia (PCBA) prendeu em flagrante dois homens suspeitos pelo transporte e comercialização ilegal de carne oriunda de abate clandestino em um açougue localizado no bairro Brasília, em São Sebastião do Passé (BA).

A diligência, decorrente da Operação Agro, teve início após denúncia que indicava o abate irregular de gado em uma fazenda da região.

De acordo com a Polícia Civil, ao chegar ao local indicado, a equipe constatou que o abate já havia ocorrido e, com base em novas informações, seguiu até outra propriedade rural, onde identificou um caminhão transportando carnes cobertas por uma lona.

O veículo foi acompanhado até o estabelecimento comercial, onde ocorreu a abordagem. A ação foi realizada por meio da 37ª Delegacia Territorial (DT) de São Sebastião do Passé, com apoio da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab).

No local, os dois homens, de 56 e 63 anos, foram presos em flagrante: o primeiro, responsável pelo abate e transporte da carne, e o segundo, proprietário do açougue, identificado como receptador do material.

Operação Agro da Polícia Civil da Bahia, carne imprópria
Foto: Divulgação/Ascom-PCBA

Um terceiro homem, de 65 anos, também foi conduzido, mas responderá ao inquérito em liberdade, por ter sido contratado para conduzir o veículo.

Ainda de acordo com a PCBA, os envolvidos confessaram que o animal havia sido abatido sem autorização e que a carne seria comercializada no estabelecimento.

Carne apreendida

A Adab apreendeu aproximadamente 400 quilos de carne, que foram encaminhados para destruição, enquanto a Vigilância Sanitária Municipal interditou o açougue por falta de alvará e por condições sanitárias inadequadas para funcionamento.

Por fim, a ação resultou na formalização do flagrante pelos crimes de receptação qualificada e comercialização de produto impróprio para o consumo humano.


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Chuvas retornam em parte do Brasil, mas Matopiba sofre com seca persistente



Nos últimos dez dias, as chuvas foram expressivas em grande parte da região Sul e em áreas do Sudeste e Centro-Oeste, com volumes acima da média histórica no período. Segundo a empresa de monitoramento climático, EarthDaily, em contraste, o cenário permanece desfavorável no Matopiba, com seca persistente e chuvas entre 30% e mais de 80% abaixo da média, reforçando o déficit hídrico e atrasos no plantio de soja em algumas áreas.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.
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Umidade do solo reduzida

Em 5 de outubro, os níveis de umidade do solo estavam reduzidos desde o norte do Paraná até o Matopiba, reflexo da estiagem do início da primavera. Trinta dias depois, em 5 de novembro, observa-se melhora significativa no Sul, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Mato Grosso e em algumas regiões do Sudeste e Centro-Oeste, impulsionada pelo retorno das chuvas.

Apesar da recuperação parcial, a umidade do solo permanece crítica em amplas áreas do Matopiba e em regiões de Minas Gerais e do Centro-Oeste, onde a ausência de precipitações mantém o solo em condição de estresse hídrico, podendo atrasar o plantio da soja e postergar a semeadura do milho segunda safra, com impactos sobre a produtividade.

Chuvas no Matopiba em outubro

No Matopiba, a precipitação acumulada em outubro foi 62% inferior à média histórica. Mesmo com previsão de chuvas no curto prazo, os volumes seguem abaixo da normalidade, limitando a recuperação das condições ideais para o desenvolvimento das lavouras.

Situação em Minas Gerais

Minas Gerais apresenta situação semelhante, com umidade do solo entre os menores dos últimos dez anos. A expectativa é de melhora gradual, mas a umidade deve permanecer abaixo da média, mantendo alerta sobre atrasos no plantio e no estabelecimento inicial das lavouras.

Centro-Oeste

No Centro-Oeste, o norte do Mato Grosso do Sul mantém baixa umidade, explicando os baixos valores de NDVI e o atraso no plantio. No Centro-Sul, as condições já são mais favoráveis. Em Mato Grosso, o NDVI indica início de safra mais lento que 2023, mas ligeiramente adiantado em relação a 2024, com um padrão de umidade alinhado a 2024, reforçando a expectativa otimista para a nova safra.

Goiás

Em Goiás, a umidade do solo, antes abaixo da média, melhorou significativamente nos últimos dias. A previsão indica continuidade do aumento da umidade nas próximas semanas, favorecendo o plantio e o estabelecimento inicial da soja, atualmente atrasado em relação ao calendário ideal.

Projeção

Entre 5 e 12 de novembro, a projeção indica aumento da umidade em boa parte da zona da soja, com exceção do Matopiba, onde o estresse hídrico deve permanecer severo, especialmente no oeste da Bahia.



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Cúpula de Líderes da COP30: Lula defende etanol como solução para transição energética



Durante a Sessão Temática sobre Transição Energética, realizada nesta sexta-feira (7), na Cúpula de Líderes da COP30, em Belém (PA), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que as decisões tomadas pelos países nos próximos anos serão determinantes para o sucesso global na contenção das mudanças climáticas. Segundo ele, o modelo de desenvolvimento baseado em combustíveis fósseis “chegou ao limite” e precisa ser substituído de forma planejada e inclusiva.

Lula destacou que 75% das emissões globais de gases de efeito estufa vêm da produção e do consumo de energia, reforçando que o desafio exige coordenação entre governos, empresas e instituições internacionais. “Não podemos nos omitir ou intimidar diante da magnitude desse dado”, afirmou.

Brasil como exemplo e defesa dos biocombustíveis

O presidente posicionou o Brasil como referência histórica no uso de energia renovável. Ele lembrou que 90% da matriz elétrica brasileira é limpa e citou o pioneirismo no etanol e na adição de biodiesel ao diesel tradicional.

Também defendeu o papel dos biocombustíveis na descarbonização de setores difíceis de eletrificar, como transporte pesado e indústria. Segundo ele, o etanol é uma solução “imediatamente disponível”. Lula criticou ainda pressões internacionais que atrasaram discussões sobre a adoção de combustíveis renováveis no transporte marítimo.

Oportunidade econômica global

Lula afirmou que a transição energética pode gerar emprego, renda e reindustrialização. Ele citou que, em 2023, o setor representou 10% do crescimento do PIB global e empregou 35 milhões de pessoas.

O presidente também chamou atenção para a importância dos minerais críticos,como lítio, níquel e cobre, usados em baterias e sistemas de energia limpa. Para ele, países em desenvolvimento precisam participar de todas as etapas da cadeia de valor, e não apenas da exportação de matéria-prima.

Críticas ao financiamento de combustíveis fósseis

Apesar dos avanços recentes na expansão de renováveis, Lula alertou que 2024 registrou o maior nível de emissões de carbono do setor energético desde 1957. Ele criticou bancos internacionais e governos que continuam incentivando a produção de petróleo, gás e carvão.

Segundo o presidente, gastos globais com armamentos superam o dobro do que é destinado à ação climática, o que, segundo ele, “pavimenta o caminho para o apocalipse climático”.

Combate à pobreza energética

Lula ressaltou que a transição energética precisa considerar desigualdades socioeconômicas. Ele destacou que:

  • 2 bilhões de pessoas não têm acesso a combustíveis adequados para cozinhar;
  • 660 milhões dependem de lamparinas ou geradores a diesel;
  • 200 milhões de crianças estudam em escolas sem eletricidade.

“Sem energia, não há agricultura moderna, hospitais funcionando ou inclusão digital”, afirmou.

Fundo brasileiro para transição energética

O presidente anunciou que o Brasil criará um fundo financiado pela receita do petróleo para apoiar iniciativas de enfrentamento à mudança do clima e promover justiça climática.

Ele defendeu também trocas de dívida por investimentos ambientais e maior acesso dos países do Sul Global a tecnologias limpas e crédito climático.

Três compromissos defendidos pelo Brasil

Ao final do discurso, Lula listou três objetivos que propõe que os países assumam conjuntamente:

  • Triplicar a energia renovável e dobrar a eficiência energética até 2030, conforme o acordo firmado na COP28.
  • Colocar o combate à pobreza energética no centro das metas climáticas, incluindo acesso à eletricidade e cocção limpa.
  • Quadruplicar o uso de combustíveis sustentáveis até 2035, conforme o Compromisso de Belém.

“Cabe aos líderes decidir se o século XXI será lembrado como o século da reconstrução inteligente ou da catástrofe climática”, afirmou Lula.



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Conab libera R$ 67 milhões para apoiar comercialização de trigo no RS e no PR



A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciou nesta sexta-feira (7) a liberação de R$ 67 milhões para incentivar o escoamento de até 250 mil toneladas de trigo da safra 2024/25 nos estados do Rio Grande do Sul e Paraná. O objetivo é reduzir a pressão sobre os preços e garantir renda aos produtores, diante da cotação atual do cereal abaixo do valor mínimo estabelecido pelo governo federal.

O presidente da Conab, Edegar Pretto, fez o anúncio em Porto Alegre. Segundo ele, o suporte será aplicado por meio da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM). O plano prevê o escoamento de até 148 mil toneladas no Rio Grande do Sul e 102 mil toneladas no Paraná – principais estados produtores do cereal no país.

“Diante da queda nos preços de mercado, a medida assegura renda ao agricultor e contribui para manter a produção nacional. Queremos que o produtor siga plantando trigo, e essa ação ajuda a sustentar o abastecimento interno”, afirmou Pretto.

Como funcionará o apoio

A subvenção será operacionalizada por meio de leilões públicos, preferencialmente utilizando o Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro), que cobre a diferença entre o preço mínimo e o valor de mercado. O Prêmio de Escoamento do Produto (PEP) também poderá ser utilizado, caso necessário. Em ambos os casos, o trigo deverá ser destinado para fora dos estados produtores, com o objetivo de aliviar a oferta regional.

Hoje, no Rio Grande do Sul, a saca de 60 kg do trigo fechou a R$ 58,11, abaixo do preço mínimo de R$ 78,51, diferença que projeta prêmio de aproximadamente R$ 20,40 por saca. No Paraná, o preço ficou em R$ 64,00, ante mínimo de R$ 78,51, indicando prêmio de cerca de R$ 14,51. Os valores podem variar conforme a data dos leilões e o comportamento do mercado.

Os leilões ocorrerão via Sistema de Comercialização Eletrônica da Conab (Siscoe). Para participar, produtores, cooperativas e empresas precisam estar cadastrados nas Bolsas de Mercadorias credenciadas e regularizados nos cadastros federais exigidos.

Situação da safra

A Conab estima que o Brasil colha 7,7 milhões de toneladas de trigo em 2025, queda de 2,4% em relação ao ano anterior. A retração ocorre, principalmente, pela redução de 19,9% na área plantada.

O Rio Grande do Sul segue como maior produtor do país, com área estimada em 1,16 milhão de hectares e produção projetada em 3,7 milhões de toneladas. A colheita chegou a 40% da área.

No Paraná, a área cultivada caiu 28,1%, para 824 mil hectares. A produção esperada é de 2,5 milhões de toneladas, crescimento de 5,9%, com cerca de 90% da área já colhida.



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