terça-feira, março 31, 2026

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Presidências da COP anunciam plano para mobilizar US$ 1,3 trilhão em financiamento climático



As presidências da COP29, no Azerbaijão, e da COP30, no Brasil, anunciaram, nesta quarta-feira (5), um plano estratégico para mobilizar, até 2035, pelo menos US$ 1,3 trilhão por ano em financiamento climático para países em desenvolvimento. O acordo é assinado por Mukhtar Babayev e André Corrêa do Lago, que afirmam ser uma meta viável, mas dependente de novos mecanismos e do esforço conjunto da comunidade internacional.

Na COP29, países mais ricos prometeram US$ 300 bilhões anuais às nações em desenvolvimento, mas estimativas indicam que o volume ideal seria de ao menos US$ 1,3 trilhão por ano para atender à demanda mundial em adaptação, mitigação e perdas e danos.

O plano, batizado de Mapa do Caminho de Baku a Belém, define cinco frentes prioritárias:

  • Reabastecimento de subsídios, financiamento concessional e capital de baixo custo
  • Reequilíbrio fiscal e sustentabilidade da dívida
  • Redirecionamento de financiamento privado e redução do custo de capital
  • Reforço da capacidade de execução de portfólios climáticos em larga escala
  • Reformulação de estruturas para fluxos de capital mais justos

A proposta é garantir que países em desenvolvimento tenham mais acesso ao dinheiro necessário para acelerar projetos de adaptação, energia limpa, proteção da natureza, sistemas alimentares sustentáveis e ações relacionadas a perdas e danos.

Ontem (4), durante agenda no Pará, o presidente Lula voltou a defender que populações que vivem da economia da floresta recebam pagamento por atividades sustentáveis. Ele reforçou que a preservação da Amazônia só será possível com financiamento contínuo.

“Não adianta falar que ela é o coração do mundo e achar que isso basta. Aqui vivem quase 30 milhões de pessoas, muitas dependem da floresta para sobreviver. É preciso financiamento para que sejam motivadas a não derrubar árvores e possam garantir seu sustento com o trabalho que realizam”, afirmou.

Babayev destacou que os compromissos climáticos de 2030 e 2035 podem transformar promessas em desenvolvimento real, com empregos e prosperidade sustentável. Segundo Corrêa do Lago, o plano inaugura uma fase de mais transparência no financiamento climático, conectando a urgência científica a medidas econômicas viáveis.



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Plano Clima desconsidera ações sustentáveis do agro, diz Tirso Meirelles



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o governo federal seguem incorrendo em erro no Plano Clima há quatro dias do início da COP30, em Belém, no Pará. A declaração é do presidente do Sistema Faesp/Senar, Tirso Meirelles.

Para ele, o documento joga a responsabilidade da redução nacional das emissões de gases de efeito estufa apenas no agronegócio, impelindo o setor a reduzir sua pegada ambiental em 54%, desconsiderando, assim, todas as benesses empenhadas pelo setor nas últimas décadas.

“[O Plano] não computa nenhum processo de reestruturação, praticamente a parte organizacional das propriedades rurais, da conservação do meio ambiente, como é o caso do plantio direto, do plantio de floresta, da agricultura e pecuária regenerativas, das nossas APPs [Áreas de Preservação Permamente], as nossas reservas legais”, enumera.

Meirelles também acredita que o governo federal coloca a culpa do desmatamento no agro porque não tem condições de analisar a prática em suas terras devolutas.

“A agricultura é sustentável. Nós mantemos 66% das matas em nosso país. E desses 66%, 30% são o produtor que preserva com as suas APPs e reservas legais. Se nós monetizássemos isso, daria um trilhão de dólares”, afirma.

Segundo ele, o setor está fazendo a sua parte com a conservação de áreas e a produção com sustentabilidade e o governo culpabilizar o produtor rural pelos impactos ambientais é inconcebível.



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Belém entra na reta final dos preparativos para a COP30



Belém, no Pará, vive dias intensos de organização para receber a Cúpula dos Líderes, que começa nesta quinta-feira (6) e marca o início simbólico da COP30. O evento reunirá chefes de Estado e delegações de várias partes do mundo e será presidido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Durante dois dias, a capital será palco de discussões sobre temas centrais da agenda climática global. Os debates envolverão assuntos como clima e natureza, florestas e oceanos, transição energética, os 10 anos do Acordo de Paris, Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) e financiamento climático considerado um dos maiores problemas no enfrentamento às mudanças do clima.

As NDCs representam os compromissos assumidos periodicamente pelos países para reduzir emissões de gases de efeito estufa. Passada uma década desde o Acordo de Paris, a cúpula pretende revisar essas metas e avaliar o cumprimento das promessas ambientais.

Programação

A programação inclui uma plenária geral com discursos e sessões temáticas lideradas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Um dos principais anúncios esperados é o lançamento do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFF), iniciativa considerada inovadora na preservação ambiental.

O fundo busca garantir a manutenção das florestas e, ao mesmo tempo, incentivar a participação da iniciativa privada. Empresas que investirem no fundo poderão obter retorno financeiro futuro, promovendo uma relação direta entre preservação ambiental e desenvolvimento econômico sustentável.

Marco preparatório

Na véspera do evento, o presidente Lula destacou, em conversa com correspondentes internacionais, que a cúpula é um marco preparatório para a COP30, mas com objetivos distintos. Ele classificou a conferência de 2025 como “a COP da verdade”, reforçando a intenção de dar mais efetividade às decisões tomadas nas negociações.

“Não queremos que a COP continue sendo uma feira de produtos ideológicos climáticos, onde cada um vende, compra o que quer e ninguém cumpre o que foi decidido. Queremos que ela seja muito séria e que as coisas decidirmos possam ser implementadas”, afirmou Lula.

Realização da COP30

A Cúpula dos Líderes abre oficialmente o ciclo de discussões que culminará com a realização da COP30, prevista para iniciar no dia 10 novembro de 2025, também em Belém, primeira cidade da Amazônia a sediar uma Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas.



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Ciclone extratropical ameaça Centro-Sul do Brasil com ventania e temporais



A formação de um forte ciclone extratropical no Sul do Brasil, entre sexta-feira (7) e sábado (8), deve trazer tempestades severas, ventania e grandes transtornos. O fenômeno virá acompanhado por uma frente fria e deixa estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste em alerta.

Segundo Josélia Pegorim, meteorologista da Climatempo, o sistema pode provocar rajadas de vento da ordem de 100 km/h, especialmente em áreas litorâneas e serranas.

Trajetória prevista

A especialista explica que a baixa pressão atmosférica sobre a Argentina e o Paraguai ganha força a partir da tarde desta quinta-feira (6), iniciando a organização do ciclone, que se intensifica no dia seguinte. O ciclone extratropical deve se consolidar entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Na madrugada e ao longo de sábado, o centro do sistema avança para o litoral catarinense e se desloca sobre o mar em direção à costa paulista e fluminense. No domingo, o ciclone estará sobre o oceano entre o litoral do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, ainda provocando impactos no Sudeste.

Regiões em alerta

No Sul do país, os ventos mais intensos devem ocorrer entre sexta e sábado. Rajadas entre 60 km/h e 85 km/h são esperadas na maior parte da região, mas podem ultrapassar 100 km/h nas serras. A Defesa Civil do Rio Grande do Sul alerta inclusive para risco de tornados em áreas do Noroeste e do Norte do estado.

No Sudeste, o risco maior será no sábado (8), com ventania atingindo o sul e o leste de São Paulo, o litoral paulista, o Vale do Paraíba, o Rio de Janeiro e o Sul de Minas.

Já no Centro-Oeste, os efeitos serão sentidos principalmente em Mato Grosso do Sul, com rajadas que podem chegar a 85 km/h. Em Goiás e no Distrito Federal, o impacto será menor, mas ainda com ventos de até 60 km/h e pancadas de chuva isoladas.

Pegorim alerta para cenários perigosos: ventania intensa mesmo sem chuva, com nuvens cumulonimbus que podem gerar microexplosões, tornados e ventos destrutivos. Diante desses riscos, a Defesa Civil do Rio Grande do Sul já emitiu alerta para risco de tornados nas regiões Noroeste e Norte do estado na sexta-feira (7).

Consequências para o litoral e o mar

No litoral sul, a ventania pode danificar coberturas de quiosques, edificações leves e até embarcações de pequeno a médio porte. Marinas e portos devem se preparar: no sábado (8), o risco de ventos severos é maior, com impactos previstos para balsas na Baixada Santista e no canal de São Sebastião (SP), assim como portos no Litoral do Rio de Janeiro.

No Espírito Santo, a previsão é de rajadas entre 50 km/h e 70 km/h no sábado (direção norte/nordeste), e ventos de 70 km/h vindos do sul/sudoeste no domingo (9). A ventania prevista para a Serra do Mar, no Paraná, São Paulo e sul do Rio de Janeiro, pode ultrapassar 100 km/h, gerando risco de queda de árvores e transtornos para motoristas em rodovias serranas.

Tempestades, raios e granizo

Segundo a meteorologista, a formação massiva de nuvens cumulonimbus entre os dias 7 e 9 de novembro pode desencadear temporais com chuva forte, descargas elétricas (raios) e até granizo. No Sul, a precipitação mais volumosa deve ocorrer na sexta-feira, especialmente no interior, enquanto no sábado, as áreas litorâneas continuarão a receber chuvas intensas.

No Sudeste, os temporais começam já na sexta à noite em São Paulo, seguem no sábado para Minas Gerais e Rio de Janeiro, e intensificam no domingo, especialmente no leste de Minas e no Espírito Santo.

Em Mato Grosso do Sul, há maior risco de granizo, com chuva intensa em curto período, podendo causar alagamentos repentinos.

Segurança e recomendações

Com muitos raios previstos, a meteorologista reforça as medidas de segurança. Caso esteja em local aberto, agache-se, fique de cócoras com as mãos na cabeça e, se possível, proteja-se dentro de veículos, evitando tocar em partes metálicas, para minimizar riscos.

A Climatempo, em parceria com a Defesa Civil, fará o monitoramento contínuo do sistema. A orientação é acompanhar as atualizações nos próximos dias, especialmente para quem vive ou trabalha em regiões costeiras e de serra.

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AgroNewsPolítica & Agro

Consórcio de máquinas agrícolas dispara 47%


O modelo de autofinanciamento ganhou protagonismo no agronegócio brasileiro em 2025. Segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), o setor de máquinas agrícolas registrou crescimento de 47% nos créditos concedidos, somando R$ 9,13 bilhões de janeiro a setembro, que é o melhor resultado da série histórica. O movimento mostra que produtores estão recorrendo cada vez mais ao consórcio para adquirir tratores, colheitadeiras e implementos, aproveitando a ausência de juros e os prazos mais longos para pagamento.

Mesmo com queda de 16,8% nas adesões, o volume total de negócios avançou 15,2%, atingindo R$ 19,7 bilhões, impulsionado pelo aumento de 46,9% no tíquete médio, que chegou a R$ 257,19 mil. Para Fernando Lamounier, sócio da Multimarcas Consórcios, o modelo tornou-se uma alternativa viável diante dos altos juros do crédito tradicional. O número de cotas contempladas cresceu 7,5%, totalizando 36,4 mil, e o de participantes ativos subiu 9,3%, alcançando 465,8 mil.

A pesquisa da ABAC também aponta expansão do consórcio em outros segmentos de veículos pesados, como caminhões, embarcações e aeronaves. Nos caminhões, os créditos somaram R$ 7,34 bilhões, alta de 47,1%, com 29,3 mil consorciados contemplados, o equivalente a um em cada quatro caminhões vendidos no país, segundo a Fenabrave. 

“Embora existam opções de financiamento, os altos juros tornam-nas as opções muitas vezes inviáveis. Já o consórcio se ajusta perfeitamente às necessidades do setor, conquistando uma crescente credibilidade. Por isso, cada vez mais, os produtores, ao planejar suas compras, optam por essa modalidade como uma solução econômica para alcançar seus objetivos”, afirma Fernando Lamounier, sócio da Multimarcas Consórcios.

 





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Cooperativas baianas movimentaram mais de R$ 9 bi em 2024


O cooperativismo no estado da Bahia segue em crescimento. Em 2024, foram mais de R$ 9,3 bilhões (R$ 9.328.659.967,00) em movimentações, um aumento aumento de 20% em relação a 2023, de acordo com o Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2025.

Segundo o levantamento, foram 422.905 cooperados e 3.346 empregos gerados em 2024. As pessoas jurídicas constituem 14,2% do quadro social do cooperativismo, frente aos 85,8% de pessoas físicas.

cooperativismo na Bahia, anuário 2025
Indicadores financeiros do cooperativismo na Bahia | Gráfico: Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2025

De acordo com os dados, a Bahia conta com 58 cooperativas com mais de 20 anos de atuação no mercado.

Além disso, o anuário também destaca a distribuição por sexo do quadro social. No ano passado, houve aumento de 2,2% no número de homens em relação a 2023, representando 55% dos mais de 422 mil cooperados. Para essa esse resultado, a pesquisa utilizou como amostragem 200 cooperativas.

Os principais ramos do cooperativismo com presença de homens são Crédito, Saúde, Trabalho, Produção de Bens e Serviços e Agropecuário.

O setor Agropecuário é o que possui a maior representatividade no cooperativismo baiano, com 9.948 cooperados e 35 cooperativas que juntas possuíam R$ 2.9 bilhões em ativos.

Cooperativismo no Brasil

Presente em 64% do território nacional, o cooperativismo é o diferencial que permite ao produtor atravessar momentos de instabilidade com mais segurança e competitividade, afirma Moacir Oliveira, coordenador comercial da Frísia Cooperativa Agroindustrial no Tocantins.

“Nos últimos anos, o mercado agropecuário tem enfrentado fortes oscilações. Nossa forma de trabalhar ajuda o produtor a superar esse cenário vendendo lotes maiores de soja em conjunto, buscando melhores condições comerciais e também comprando insumos coletivamente. Isso amplia o poder de negociação e traz mais previsibilidade para todos”, explica.

Para o presidesente da Organização das Cooperativas do Brasil (Sistema OCB), os resultados de 2024 são prova da força, da resiliência e relevância modelo de negócio.

Chegamos a 25,8 milhões de cooperados — um crescimento de 66% desde 2019,  e geramos mais de 578 mil empregos diretos, com destaque para o aumento da participação feminina, que hoje representa 52% dos trabalhadores no setor.”, disse Márcio Lopes de Freitas, o presidente do Sistema OCB.

Lopes destacou ainda, a importância das cooperativas para a economia do Brasil: “Com R$ 757,9 bilhões em ingressos e um crescimento de 9,5% em relação ao ano anterior, o cooperativismo demonstra vigor e protagonismo no cenário econômico, contribuindo para o fortalecimento das economias locais em todo o país”.


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La Niña melhora pastagem e impulsiona a safra no Brasil Central em novembro



O mês de novembro marca o tão esperado início da bonança para a pecuária e a agricultura, com as chuvas retornando em bom volume para as áreas de pastagem do Brasil Central e Sudeste.

Em entrevista ao programa Giro do Boi, o meteorologista Artur Müller afirmou que a tendência é de que as condições climáticas melhorem significativamente, aliviando o calor intenso e ajudando na crucial recuperação do solo e no avanço do plantio da safra 2025/2026.

O panorama de novembro, impulsionado pelo La Niña, indica chuva acima da média em grande parte do país. O mapa de anomalia de chuva aponta um cenário favorável para o Centro-Oeste, Sudeste, Paraná, sul da Bahia e Pará.

Embora a umidade do solo ainda esteja baixa (abaixo de 40%) em partes do norte de Mato Grosso do Sul e sul de Mato Grosso, a chuva deve ganhar força e reverter o quadro nos próximos dias.

Confira a previsão:

La Niña e ZCAS: risco de temporais exige cautela no campo

A volta das chuvas é impulsionada pela atuação do fenômeno La Niña, que, mesmo em fraca intensidade, contribuirá para um novembro, dezembro e janeiro mais chuvosos no Centro-Oeste e Sudeste, favorecendo a formação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS).

No entanto, o produtor deve estar atento ao risco de temporais de grande intensidade. Nos próximos 5 dias, a previsão aponta a formação de um ciclone extratropical entre sexta e sábado, trazendo chuva volumosa para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina (acumulados de mais de 150 milímetros) e o risco real de granizo.

O produtor do Sul deve ter cautela ao realizar os trabalhos no campo, pois o gradiente de temperatura pode gerar ventos intensos e pedras de gelo.

Consolidação das chuvas no Centro-Oeste e Matopiba

Por região, a previsão se consolida para a segunda quinzena de novembro em várias regiões produtoras, garantindo o alívio hídrico necessário.

  • Centro-Oeste e Sudeste: entre 11 e 15 de novembro, a chuva se mantém, com volumes acima de 50 milímetros em 5 dias, totalizando quase 100 milímetros em 10 dias.
  • Norte de Minas e sul da Bahia: a situação é favorável, com mais de $100$ milímetros esperados a partir da segunda quinzena, beneficiando a pecuária e as culturas da região.
  • Matopiba e Pará: regiões como Marabá, que têm enfrentado escassez, devem se beneficiar do aumento da atividade da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) a partir de dezembro. A previsão é de volumes expressivos, que podem chegar a 200 ou 300 milímetros, consolidando a janela de plantio.



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Suspeitos de vender carne silvestre e cães de caça são presos


Na manhã desta quarta-feira (5), o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e a Polícia Militar Ambiental (PMA) deflagraram operação contra 16 suspeitos que divulgavam a prática de caça ilegal de animais silvestres em Santa Catarina.

Durante o cumprimento dos mandados foram realizadas seis prisões em flagrante, pelo crime de porte ilegal de arma de fogo.

Os investigados atuavam expressivamente em grupos de redes sociais, especialmente em aplicativos de mensagem.

Eles disseminavam informações sobre técnicas de abate, organização de expedições de caça e orientações sobre formas de burlar a fiscalização. Também ocorria a venda de carne silvestre, comercialização de cães de caça, além do comércio e negociações de armamento.

Além disso, estão sendo cumpridos 18 mandados de busca e apreensão em nove cidades catarinenses de forma simultânea: Blumenau, Pomerode, Indaial, Rio dos Cedros, Corupá, Ibirama, Rio Negrinho, Lontras e Laurentino.

Operação “Digitale Jagd”

policiais operação contra venda de carne e de cães de caçapoliciais operação contra venda de carne e de cães de caça
Foto: Gaeco/ Divulgação

A investigação começou quando a PMA desenvolveu um relatório que identificou a atuação dos criminosos, inicialmente com ações de inteligência e atuação em áreas de mata por meios e patrulhamento.

A ação resultou na apreensão de armas de fogo, resgate de cães submetidos a maus tratos e desativação de estruturas destinadas a caça ilegal.

A Operação “Digitale Jagd” (expressão alemã traduzida como caçada virtual) visa apreender materiais relacionados ao crime e confirmar autoria dos delitos. As investigações tramitam sob sigilo, sendo assim, as organizações ainda poderão divulgar novas informações.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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Usinas estão mais preparadas para enfrentar atual crise do setor, aponta banco


As usinas do setor sucroenergético estão em melhor posição financeira e mais preparadas para enfrentar este momento em comparação à última crise do setor, há dez anos.

A avaliação faz parte de estudo do Itaú BBA, que analisa 48 grupos responsáveis por cerca de 53% da moagem do Centro-Sul. Entretanto, a instituição reconhece que o cenário da safra 2025/26 é desafiador e tende a continuar pressionando os resultados ao longo da temporada 2026/27.

O banco ressalta que o mercado passa por um período de virada que exige atenção, ainda que as condições financeiras sejam mais saudáveis.

De acordo com o levantamento, o setor deve iniciar a safra 2026/27 com índice médio de liquidez de 2,7x, o dobro do observado na safra 2015/16 (1,3x). A alavancagem (Dívida Líquida/EBITDA) é hoje 51% menor, atingindo 1,8x.

Acesso a linhas de crédito

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Foto: Canal Rural

O estudo do Itaú BBA considera que a melhoria em governança, gestão de riscos e rentabilidade tem ampliado o acesso do produtor a linhas de crédito de longo prazo, a custos mais competitivos, o que reforça a liquidez do setor.

Assim, a relação entre caixa e dívida de curto prazo também evoluiu. Cerca de 54% dos grupos analisados mantêm reservas superiores a 1,5x a dívida de curto prazo, patamar associado a menores custos financeiros e maior geração de EBITDA.

“Esses indicadores mostram que o setor entendeu a importância de manter um índice de liquidez confortável e uma dívida mais baixa em um mercado volátil. […] O foco em governança tem sido um diferencial, permitindo custos financeiros menores mesmo com o cenário macroeconômico desafiador”, avalia o diretor de Agronegócio do Itaú BBA, Pedro Fernandes.

De acordo com o relatório, as companhias têm buscado linhas de crédito mais estruturadas para investimentos em canaviais, ativos imobilizados e novas aquisições de áreas e usinas.

A participação do mercado de capitais na dívida das empresas passou de 13% em 2019 para 27% em 2025, refletindo a melhora na qualidade da carteira de crédito em relação ao período pré-pandemia. No mesmo intervalo, a participação do banco na dívida total do setor cresceu de 14% para 20%.

Grupos de usinas

O estudo considera um recorte da carteira do banco, com avaliações financeiras e qualitativas que classificam as usinas em quatro grupos – A, B, C e D.

As empresas do Grupo A apresentam melhor saúde financeira e governança, enquanto as do Grupo D são as que ainda enfrentam maiores desafios ou têm espaço para aprimorar a gestão.

Segundo a instituição, nos últimos seis ciclos, há uma migração gradual das usinas para grupos mais bem posicionados, impulsionada por avanços em gestão e governança, além de preços favoráveis de açúcar e etanol.

Apenas uma das 12 usinas do Grupo D permaneceu nessa categoria. Outras três deixaram o portfólio do banco e, portanto, não foram consideradas no levantamento mais recente.

No relatório divulgado em outubro de 2024, o Itaú BBA apontava tendência de redução do endividamento, em um contexto de preços ainda favoráveis. Desde então, o cenário se alterou, resultando em aumento do endividamento bancário para R$ 161 por tonelada na safra 2025/26 (que se encerra em 31/03/2026).

O movimento é explicado por quatro fatores:

  1. Queda no preço do açúcar;
  2. Custo mais alto da dívida;
  3. Operações de fusões e aquisições; e
  4. Investimentos em expansão, como irrigação, biogás e maquinário agrícola.

Os investimentos realizados foram superiores ao inicialmente projetado, o que levou a um pico de alavancagem na safra atual. Contudo, conforme o banco, os aportes foram feitos com linhas de longo prazo, o que dá maior previsibilidade financeira. “Normalmente, as aquisições de canaviais próximos às usinas geram ganhos de escala e redução de custos logísticos”, diz o estudo.

Para concluir, o banco avalia que diferentemente do estudo anterior, quando os preços mais altos favoreciam a desalavancagem, o setor entra agora em um período que exige cautela para novos investimentos em expansão, considerando a pressão sobre preços e custos financeiros. Ainda assim, observa-se maior uso de instrumentos de hedge, o que pode proteger margens e contribuir para reduzir a alavancagem na safra 2026/27 caso haja recuperação no preço do açúcar.



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