domingo, março 29, 2026

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Embrapa desenvolve batata-doce mais produtiva e resistente a pragas


batata-doce embrapa
Foto: Paulo Lanzeta

Novo resultado de pesquisa da Embrapa, a batata-doce BRS Prenda chega ao mercado como alimento biofortificado e reúne qualidades de interesse dos produtores e consumidores.

Sua produtividade é alta – é possível colher acima de dois quilos por planta, desempenho considerado excelente em cultivos de hortaliças. A nova cultivar apresenta boa resistência a pragas e doenças, otimizando o uso de insumos. 

A arquitetura das suas plantas com ramas curtas e eretas facilita o cultivo e a colheita. Além disso, suas batatas resistem por até três meses em boas condições, superando desafios relacionados ao armazenamento pós-colheita.

O pesquisador Luis Antônio Suíta de Castro, responsável por conduzir o trabalho nos campos experimentais da Embrapa Clima Temperado, em Pelotas (RS), reforça que a nova cultivar supre demandas de produtores e consumidores.

“Buscamos chegar a um material genético que apresentasse alta qualidade nutricional, boa aparência, tempo estendido de consumo após a colheita, e que fosse mais fácil de ser colhida, uma vez que as outras cultivares se espalham pelo solo”. 

Segundo o pesquisador, a BRS Prenda se assemelha em doçura e em polpa amarelo-intenso à BRS Amélia, outra cultivar da Embrapa.

Ele ainda ressalta que a nova batata-doce se enquadra como os chamados ‘superalimentos’, e se enquadra nos biofortificados devido à alta concentração de carotenóides.

Batata diferenciada para culinária

Foto: Paulo Lanzetta

Além das propriedades nutricionais para consumo de mesa, a nova cultivar de batata-doce é atraente por sua casca rosada e polpa amarela, em tons intensos. Isso lhe confere usos variados na cozinha gourmet ao possibilitar pratos coloridos e diferenciados. 

“A BRS Prenda é uma batata muito bonita, pelo seu formato arredondado e por apresentar melhor aparência quando comparada às disponibilizadas no mercado, e isso atrai ainda mais o consumidor”, destaca Castro.

Ele comenta que a cultivar apresenta um tempo um pouco maior de cura — processo onde as batatas são submetidas a condições específicas de temperatura e umidade para intensificar o sabor, aumentar a doçura e melhorar a textura — do que as outras.

Origem da batata-doce

A BRS Prenda, nome comercial da cultivar BD 179 – BRS Prenda, foi identificada a partir de uma seleção local no Sul do Brasil, seguida de excelente adaptação às condições edafoclimáticas em plantios realizados nos campos experimentais da Embrapa Clima Temperado, em Pelotas (RS).

Ali, avaliaram sua produtividade com prospecção de produção, realizaram sua descrição botânica e analisaram suas qualidades nutricional e pós-colheita, e observaram boa resistência a pragas e a doenças durante oito safras consecutivas. 

A cultivar pertence ao Banco Ativo de Germoplasma da Batata-Doce da Embrapa Clima Temperado. De acordo com Luis Antônio Suíta de Castro, a batata-doce foi obtida a partir de sementes disponibilizadas por produtores rurais.

Em razão de suas características botânicas, agronômicas e nutricionais diferenciadas demonstrou ter potencial como nova cultivar de batata-doce para plantio na região Sul.

Além disso, sua sustentabilidade e a qualidade in natura as tornam aptas ao processamento nas principais regiões produtoras do Brasil.

“Ela veio atender às demandas do mercado por alimentos mais nutritivos, produtivos e com menos insumos na produção”, reforça Castro. 

Características agronômicas da batata

Foto: Luis Suíta

A produtividade média de dois quilos por planta corresponde a aproximadamente 50 toneladas por hectare em lavouras bem conduzidas. A cultivar apresenta plantas compactas, com ramas curtas, eretas, de cor verde e com baixa pilosidade.

As folhas apresentam cinco lóbulos profundos — folha tipo “pé de galinha” — diferentes dos observados nas cultivares atuais, são de cor verde-clara e medem entre 10 e 15 cm.

As batatas têm boa aparência, com ausência de veias, rachaduras e poucos defeitos na superfície. A produção atende á exigência do mercado por alto percentual de batatas de tamanho médio. O seu ciclo de cultivo varia de 120 a 140 dias. 

O armazenamento pós-colheita permite manter a qualidade das batatas em boas condições por até três meses em temperatura ambiente.

A arquitetura da planta, a qualidade das batatas produzidas, os componentes nutricionais e a produtividade são os pontos diferenciais em relação às cultivares atualmente comercializadas. 

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Petróleo acima de US$ 160 reforça cenário de instabilidade


petróleo Brava Energia
Foto: Pixabay

A tensão no Estreito de Ormuz já seria suficiente para colocar o mercado em alerta. Mas, quando o Mar Vermelho entra no radar, o cenário muda de patamar.

O Iêmen está exatamente na entrada dessa rota, e os ataques ali aumentam o risco de navegação em um dos corredores mais estratégicos do mundo.

Parte relevante do petróleo da Arábia Saudita passa por essa região rumo à Europa. Se Ormuz já preocupa, o Mar Vermelho reduz as alternativas. Não estamos diante de um problema localizado, mas de um risco logístico global que exige atenção.

Corredores marítimos estratégicos sob tensão
Foto: imagem gerada por IA

Quando duas rotas estratégicas entram em risco, o mundo perde alternativas

O ponto que muitos ainda subestimam é que não é necessário um bloqueio total para gerar impacto. O mercado trabalha com probabilidade. Quando o risco sobe, seguradoras recuam, fretes disparam e as rotas se alongam.

O petróleo continua existindo, mas chega mais caro, mais lento e cercado de incertezas. Algumas projeções já admitem o barril acima de US$ 160 caso o impasse se prolongue. Pode não chegar lá, mas o mercado já se antecipa a essa possibilidade e ajusta os preços hoje.

O mercado não espera o problema, ele antecipa o risco

Quando o petróleo se move, o efeito é em cadeia: o diesel sobe, o custo de produção acelera e a inflação volta a pressionar. Nesse ambiente, os juros não cedem; permanecem elevados para conter os preços, travando o crédito. É um ciclo que as grandes empresas já começaram a monitorar, e, principalmente, a se proteger.

Trazendo para a realidade brasileira, a margem de segurança é estreita. O país opera com dívida elevada e custo financeiro alto. No agro, o impacto é direto: o setor que tanto investiu e aumentou a produtividade agora enfrenta diesel caro e crédito mais restrito. A margem, que já era apertada, encolhe ainda mais.

O lucro do passado começa a ser consumido pelo custo do presente

É importante deixar claro: não se trata de um cenário de colapso inevitável, mas de um ciclo que exige mudança de postura. O mercado financeiro e os grandes players já estão se reposicionando. O produtor precisa fazer o mesmo, olhar para dentro, entender seus números e preservar a liquidez. O risco não surgiu de surpresa; ele já está posto e pode ser antecipado.

No fim, esses ciclos não derrubam quem produz menos, mas quem ignora os sinais e não se prepara para o risco. Agora não é hora de aposta, é hora de gerir e proteger.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado da soja segue atento ao cenário global


A cotação da soja na Bolsa de Chicago registrou oscilações ao longo de março, influenciada por fatores geopolíticos e expectativas sobre o mercado norte-americano. Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente à semana de 20 a 26 de março, o contrato para o primeiro mês chegou a US$ 12,13 por bushel no dia 12, maior valor desde o início de junho de 2024, mas recuou para US$ 11,55 nos dias 16 e 24, antes de encerrar o dia 26 cotado a US$ 11,73.

De acordo com a Ceema, o mercado segue atento às incertezas provocadas pelo cenário internacional. “Sob pressão das idas e vindas da guerra no Oriente Médio, o mercado espera com atenção o relatório de intenção de plantio nos EUA, previsto para o próximo dia 31/03”, aponta a análise. Ainda segundo o órgão, há expectativa de redução na área plantada com soja nos Estados Unidos em 2026, o que pode impactar as cotações futuras.

No Brasil, os preços apresentaram pouca variação no período. O saco de 60 quilos foi comercializado entre R$ 98,00 e R$ 119,00 nas diferentes regiões, patamar semelhante ao observado um mês antes. No Rio Grande do Sul, as principais praças registraram valores próximos de R$ 117,00 por saca. A Ceema destaca que “o câmbio se mantém entre R$ 5,20 e R$ 5,25 na média deste mês de março, segurando os preços”.

O avanço da colheita também segue abaixo do registrado no ano anterior. Até 19 de março, 68% da área havia sido colhida no país, ante 80% no mesmo período de 2025. No mercado internacional, o óleo de soja, que havia subido com o início do conflito no Oriente Médio, apresentou estabilização recente, embora tenha fechado o dia 26 em alta, cotado a 68,02 centavos de dólar por libra-peso.

Nos Estados Unidos, os embarques semanais de soja somaram 1,1 milhão de toneladas na semana encerrada em 19 de março, acumulando 29,2 milhões de toneladas no atual ano comercial, volume 27% inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

A demanda chinesa por soja norte-americana apresentou forte retração no início de 2026. Segundo dados da alfândega chinesa, o país importou 1,49 milhão de toneladas do produto dos Estados Unidos em janeiro e fevereiro, queda de 83,7% em relação às 9,13 milhões de toneladas do mesmo período de 2025. A Ceema ressalta que “o mercado espera que Trump e Xi Jinping, presidente da China, se reúnam para dar mais clareza aos negócios entre os dois países”.

Por outro lado, as importações chinesas de soja brasileira cresceram 82,7% no bimestre, alcançando 6,56 milhões de toneladas. Ainda assim, há preocupação com possíveis entraves logísticos e sanitários. “O mercado está preocupado com o fato de que os controles fitossanitários mais rigorosos do Brasil e o prolongado desembaraço alfandegário da China possam diminuir o ritmo das chegadas nos próximos meses”, informa a análise.

A Argentina também ampliou sua participação no mercado chinês, com exportações que totalizaram 3,27 milhões de toneladas no primeiro bimestre, ante 111,6 mil toneladas no mesmo período do ano anterior. O avanço está associado à suspensão temporária dos impostos de exportação no país.





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‘Minha mãe e minha avó me ensinaram a plantar’: horta comunitária mantém viva tradições


Horta comunitária
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Faz um ano que a rotina de Vera Lúcia Silva de Souza, de 74 anos, começa cedo. Ela molha as plantas de casa e encara a pé a descida íngreme desde o alto do Morro do Salgueiro, na zona norte do Rio de Janeiro. Na parte baixa da comunidade, fica a horta comunitária onde trabalha para complementar a renda.

Vera é integrante do Coletivo de Erveiras e Erveiros do Salgueiro. Desde 2019, o grupo se reúne para catalogar espécies e saberes e manter vivas plantas que são conhecidas dos moradores, mas não de todo mundo no asfalto.

A área de plantio é uma das 84 hortas mantidas pelas comunidades com o apoio da Prefeitura do Rio, por meio do programa Hortas Cariocas, criado há cerca de 20 anos. Em 2025, de acordo com a Secretaria de Ambiente Clima, a produção dessas hortas foi de 74 toneladas. No Salgueiro, a colheita foi de 700 kg.

Memórias de infância

Vera Lúcia explica que acorda cedo porque é melhor mexer na terra pela manhã, quando a temperatura está mais amena e a água não queima as plantas.

“Molhamos primeiro e limpamos para replantar. Por causa do verão, muita coisa fracassou. Aqui pega muito Sol”, conta.

horta
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Faz um tempo que Vera decidiu buscar nas memórias de infância incentivo para colocar as mãos na terra outra vez. As lembranças são da época em que os remédios eram feitos em casa, pela mãe e pela avó, com quem ela conheceu ervas e aprendeu receitas passadas de geração em geração.

“Eu nasci lá no alto do morro”, conta Vera, apontando em direção a uma área que fica ainda mais alto do que sua casa, mas onde não existem mais moradias. “Eu vim para cá com 14 anos. Aqui, minha mãe e minha avó me ensinaram a plantar, a fazer um chá, um xarope, um tempero. Eu me lembro bem”, afirma.

Localizada nas franjas do Parque Nacional da Tijuca, a casa de Vera é rodeada de árvores, uma realidade atípica entre as favelas cariocas, que costumam marcar temperaturas mais quentes que a média da cidade.

Com um quintal fresco, não é só na horta comunitária que ela cultiva memórias. “Está sentindo esse cheiro? São as minhas plantas. Tem saião, alfavaca, assa-peixe, ora-pro-nóbis, do grande, que dá uma flor rosa, bem bonita”, apresenta a erveira.

Os canteiros transformaram a casa de Vera em uma referência no morro. “Tem muita muda aqui. Umas, a gente planta no mato, outras, quando me pedem, eu doo um mucadinho [pouquinho]”, revela. “Meu boldo, por exemplo, já está quase acabando. As casas aqui são apertadinhas, nem todo mundo tem espaço”.

Diversidade de opções

Em um vídeo sobre a horta comunitária, Marcelo Rocha, que é integrante do mesmo coletivo, compara a pequena quantidade de opções nas prateleiras com a diversidade que as populações consumiam quando cultivavam em seus quintais:

“É comum ir ao supermercado e encontrar apenas alface, cheiro verde e rúcula. Mas temos uma infinidade de plantas comestíveis conhecidas da minha avó, da minha bisavó, como ora-pro-nóbis, caruru, alemirão, taioba serralha”, citou.

Sem placa ou aviso na entrada, a horta do Salgueiro só é conhecida pelos moradores. Ali, as ervas são cultivadas, assim como outros alimentos, que depois também são doados para a Escola Municipal Bombeiro Geraldo Dias.

Membro do coletivo, Walace Gonçalves de Oliveira, de 66 anos, conhecido por Tio Dadá, acrescenta que até mesmo profissionais de saúde indicam as ervas e alimentos da horta comunitária a seus pacientes. 

“Tem gente que precisa especificamente de uma verdura ou legume. Aí, o pessoal do postinho manda vir buscar aqui conosco”.

Da remoção ao plantio

O espaço usado pelo coletivo para a horta surgiu após uma desapropriação. Estabelecida em encostas íngremes, uma vila inteira de casas foi removida por causa do risco de deslizamento.

De chapéu e enxada em punho, Tio Dadá lembra que a comunidade transformou a área, cheia de lixo, em uma horta produtiva:

“A gente tem aqui berinjela, alface, chicória, cenoura. Temos bastante coisa. Tem também limão e tem uma laranja que quase ninguém conhece, vermelha por dentro, a laranja sanguínea, muito boa”, conta ele, que tem suas preferências: “Ora-pro-nóbis é muito bom no franguinho, na carne assada. Eu não uso no chá, não gosto”, destaca.

Alimento e cidadania

Segundo a prefeitura, as hortas urbanas têm reduzido índices de ocupação irregular de terrenos ociosos e elevado os níveis de inclusão social, além de propiciar aos moradores da comunidade alimentação livre de transgênicos e agrotóxicos.

A secretária da pasta de Ambiente e Clima da cidade do Rio de Janeiro, Tainá de Paula, afirma que o suporte técnico da secretaria é contínuo. “Temos uma entrega ininterrupta de sementes, que ficam sempre disponíveis para retirada”.

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Estudo aponta entraves e caminhos para ampliar uso da agricultura 4.0 no Brasil


Imagem: Jcomp/Freepik

Um estudo publicado na revista Agricultural Systems identificou os principais fatores que influenciam a adoção de tecnologias da chamada agricultura 4.0 no Brasil e propõe estratégias para ampliar seu uso de forma eficiente e sustentável no campo.

A pesquisa integra as ações do Centro de Ciência para o Desenvolvimento em Agricultura Digital (Semear Digital), sediado na Embrapa Agricultura Digital, em Campinas (SP), com apoio da Fapesp.

Lacuna entre tecnologia e campo ainda é desafio

O estudo parte de uma constatação recorrente no setor: muitas tecnologias desenvolvidas não chegam ao produtor ou não geram o impacto esperado.

“Ainda existe uma lacuna grande entre o que é desenvolvido na academia e o que chega de fato ao campo”, afirma o pesquisador Jayme Barbedo, coautor do estudo.

Para entender esse cenário, os pesquisadores analisaram 18 fatores determinantes da adoção tecnológica, divididos em dimensões sociais, políticas e tecnológicas.

Conectividade rural é fator central

Entre os principais fatores identificados, a conectividade rural aparece como elemento estruturante.

Apesar dos avanços no acesso à internet, ainda há falhas importantes nas áreas produtivas, o que limita o funcionamento de tecnologias como sensores e internet das coisas (IoT).

“Boa parte dos produtores tem internet em casa, mas não na área de produção, onde essas tecnologias precisam operar”, destaca Barbedo.

Jovens são ponte para inovação no campo

O estudo também aponta o papel estratégico dos jovens na transformação digital do agro.

Segundo os pesquisadores, essa geração atua como elo entre a realidade do campo e as novas tecnologias, ajudando a impulsionar a inovação dentro das propriedades.

No entanto, a permanência dos jovens no meio rural depende de infraestrutura e oportunidades.

Informação e políticas públicas fazem diferença

Outro ponto destacado é a circulação de informação. A falta de acesso a tecnologias em algumas regiões aumenta a resistência à adoção.

Para reduzir essa barreira, os pesquisadores sugerem iniciativas como fazendas-modelo e demonstrações práticas, que permitem ao produtor avaliar resultados antes de investir.

Na área de políticas públicas, o estudo indica que as estratégias devem ser adaptadas ao perfil do produtor.

Enquanto grandes produtores avançam mais rapidamente na adoção tecnológica, pequenos e médios enfrentam limitações financeiras e de capacitação.

Escala responsável

Um dos conceitos centrais do estudo é o de “escala responsável”. A proposta é que a expansão da agricultura 4.0 leve em conta impactos sociais, ambientais e econômicos, evitando ampliar desigualdades ou comprometer metas de sustentabilidade.

Isso inclui ações como:

  • ampliação da conectividade rural
  • capacitação contínua de produtores
  • acesso a crédito
  • regras claras sobre uso de dados
  • monitoramento de impactos ambientais
  • Tecnologia precisa gerar impacto real

Para os pesquisadores, estudos desse tipo ajudam a orientar decisões estratégicas no agro.

“É fundamental direcionar esforços para tecnologias que realmente tragam impacto para o produtor”, afirma Barbedo.

O cenário, no entanto, segue em rápida transformação, especialmente com os avanços da inteligência artificial, o que exige atualização constante das estratégias.

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AgroNewsPolítica & Agro

preço dispara e preocupa famílias


O preço da dúzia de ovos subiu 9,21% na capital paulista entre janeiro e fevereiro de 2026, em um movimento puxado pela demanda aquecida, pela alta das exportações brasileiras e pelos custos de produção ainda elevados. A elevação ocorre em meio a um cenário mais amplo de pressão sobre os alimentos, grupo que avançou 4,55% no IPCA de fevereiro.

Na avaliação do economista Gesner Oliveira, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) e sócio da GO Associados, a alta não é pontual e reflete um desequilíbrio entre oferta e demanda em um item cada vez mais presente na mesa do brasileiro.

“O aumento de 9,21% no preço da dúzia de ovos na capital paulista entre janeiro e fevereiro de 2026 reflete pressões simultâneas sobre oferta e demanda, dentro de um cenário de alimentos básicos com alta mais ampla”, afirma. Segundo ele, o encarecimento do produto acompanha uma tendência estrutural do mercado de alimentos e tem impacto direto no custo de vida, especialmente para as famílias de menor renda.

Um dos principais motores dessa valorização é o avanço do consumo interno. Estimativas da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) indicam que o consumo por brasileiro chegou a 287 unidades em 2025, alta de 6,7% em relação a 2024 e de 33,4% na comparação com 2015.

Para Gesner Oliveira, esse movimento está ligado ao chamado “boom das proteínas”, com maior procura por alternativas mais acessíveis diante do encarecimento de outras fontes proteicas. “A pressão sobre os ovos combina a expansão da demanda interna, impulsionada pelo chamado ‘boom das proteínas’, com a redução da oferta decorrente do aumento das exportações brasileiras, que restringe o volume disponível para o mercado doméstico”, explica.

Além do consumo mais forte, o mercado interno também sente os efeitos da menor disponibilidade do produto. Com o aumento dos embarques ao exterior, parte da produção deixa de abastecer o mercado doméstico, o que ajuda a sustentar os preços em patamar mais elevado.

Outro fator de peso é o custo de produção. Despesas com ração e energia seguem pressionando o setor e dificultam uma acomodação mais rápida dos preços.

“Custos de produção elevados, especialmente ração e energia, sustentam a tendência de alta, tornando difícil uma acomodação rápida dos preços e mantendo a trajetória iniciada no final de 2025”, destaca o economista. 

Os dados do primeiro bimestre reforçam esse cenário. O preço médio da dúzia passou de R$ 10,04 em dezembro de 2025 para R$ 10,44 em fevereiro de 2026, o que representa alta de 3,98% no período. Embora o peso do ovo no índice geral de inflação seja limitado, o efeito sobre o orçamento doméstico é relevante. Por fazer parte da cesta básica e ser uma proteína amplamente consumida, o produto tem impacto direto sobre o poder de compra das famílias.

“Do ponto de vista inflacionário, a evolução do preço do ovo impacta diretamente famílias de menor renda, dada a relevância do item na cesta básica, afetando a percepção de perda de poder de compra e pressionando a inflação de alimentos essenciais”, afirma Oliveira. Na prática, a alta do ovo reforça uma pressão já sentida no dia a dia do consumidor e sinaliza que a inflação dos alimentos básicos continua sendo um dos principais desafios para o orçamento das famílias brasileiras.

 





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Estudo revela fatores por trás da biodiversidade de anfíbios em ilhas marinhas


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Foto: Raoni Rebouças/IB-Unicamp

Um estudo brasileiro publicado na revista Ecography aponta que uma série de fatores contemplados em duas até então tidas como opostas determina a biodiversidade de anfíbios anuros (sapos, rãs e pererecas) em ilhas.

De acordo com Raoni Rebouças, primeiro autor do estudo, os modelos para biodiversidade que consideram tamanho da ilha, distância para o continente e produtividade foram confirmados com relativo sucesso para plantas, aves e mamíferos.

“Mas até hoje não haviam sido testados com anfíbios anuros, que não suportam salinidade e, por isso, têm no mar uma barreira intransponível”, explica.

Análises

Para verificar se, mesmo assim, os modelos se aplicavam aos anfíbios anuros, os pesquisadores compilaram dados de mais de 5 mil ilhas marinhas do mundo.

A pesquisa considera fatores como: tamanho, distância do continente e clima. O banco de dados contou ainda com informações sobre características ecológicas de 1.924 espécies de anfíbios anuros que ocorrem em ilhas marinhas.

Os pesquisadores analisaram não apenas o número de espécies em cada ilha, mas outras medidas de diversidade, como diversidade funcional ou de nichos ecológicos (se a espécie é terrestre, aquática, arborícola ou fossorial, quando vive embaixo da terra) e diversidade filogenética, que é a medida de quantas linhagens evolutivas existem no local.

“Se há 200 espécies numa ilha, mas todas pertencem a uma mesma família e são todas aquáticas, há uma alta riqueza de espécies, mas baixas diversidades filogenética e funcional”, explica Matheus Moroti, coautor do artigo.

Além da análise global, com todas as ilhas e espécies, os pesquisadores analisaram a biodiversidade de anfíbios anuros segundo o clima, separando as regiões tropicais das temperadas.

“Nossos resultados demonstram que distância do continente, tamanho e produtividade são importantes para explicar a diversidade de anfíbios anuros em ilhas, mas sua relevância difere em relação ao regime climático e da diversidade de que estamos falando, se é quantidade de espécies, diversidade funcional ou filogenética”, diz Moroti.

Teorias complementares

Segundo a Teoria do Equilíbrio da Biogeografia de Ilhas, cunhada a partir de um trabalho de 1963 e outro de 1967 de Robert MacArthur e Edward O. Wilson, quanto maior a ilha e menor a distância para o continente, maior a riqueza de espécies.

Já que estas poderiam migrar de um para o outro com facilidade e ilhas maiores teriam mais espaço para abrigar muitos indivíduos.

Em ilhas pequenas e distantes do continente, as taxas de migração seriam menores e as de extinção maiores, o que ocasionaria uma diversidade menor. Posteriormente, testaram e confirmaram a teoria para diversos grupos.

“Mas para quem não tolera sal, qualquer ilha marinha é distante. Por isso, tínhamos de testar essa teoria com os anfíbios anuros”, lembra Rebouças.

Outra teoria importante sobre a biodiversidade em ilhas contempla um fator ignorado por MacArthur e Wilson: a energia disponível para as espécies viverem e evoluírem numa ilha, independentemente do tamanho dela.

Proposta por David Wright em 1983, a teoria espécies-energia sugere que a disponibilidade de energia, na forma de produtividade de matéria orgânica por área, determina por si só a diversidade em ilhas.

Dessa forma, ilhas com a mesma área podem ter diferentes riquezas de espécies se têm produtividade diferente. Quanto maior a energia produzida, maior a capacidade de abrigar um número grande de indivíduos.

“Um bom exemplo é a maior ilha do mundo, a Groenlândia. Coberta de gelo boa parte do ano, não tem nenhuma espécie de sapo. Enquanto a segunda maior, Bornéu, tem mais de 400”, ilustra Rebouças.

Biodiversidade e clima

Foto: Raoni Rebouças/IB-Unicamp

A partir do cruzamento dos dados disponíveis, os pesquisadores concluem que nenhuma das duas teorias, sozinha, explica a diversidade de anfíbios anuros em ilhas.

Ambas seriam complementares, cada uma dando uma resposta melhor a depender do tipo de biodiversidade medida (de espécies, funcional ou filogenética) e do regime climático (tropical ou temperado).

Ao considerar as riquezas de espécies e de linhagens, por exemplo, os dados globais e de áreas tropicais apontam uma forte correlação com o tamanho da ilha. Mas, em regiões de clima temperado, essa mesma relação é muito pequena, haja vista o exemplo da Groenlândia.

Quando se trata de diversidade funcional, aquela de nichos ecológicos como terrestres, aquáticos, arborícolas e fossoriais, estes estão bastante interligados ao clima quando se consideram o mundo todo e as regiões temperadas, mas a relação é fraca em regiões tropicais, que não dependem tanto do clima para ter diferentes nichos.

Futuros estudos devem agora testar os fatores históricos que influenciam a diversidade em ilhas. Além disso, pode ser feita uma escala mais fina de análise, incluindo ilhas fluviais e considerando a extensão dos corpos d’água presentes nas ilhas, por exemplo.

*Com informações da Agência Fapesp/André Julião

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Pesquisa utiliza terra preta da Amazônia como fertilizante e acelera crescimento de árvores


IV Simpósio Brasileiro de Solos Arenosos
Foto: Divulgação

Uma pesquisa que utiliza a terra preta da Amazônia (TPA) como fertilizante, apontou resultados relevantes no desenvolvimento de espécies florestais. Os dados indicam que o ipê-roxo (Handroanthus avellanedae) apresentou crescimento de até 55% em altura e 88% em diâmetro quando fertilizado com o solo antropogênico. Já no caso do paricá, o aumento foi de 20% na altura e 15% no diâmetro do tronco.

A comparação feita para chegar a esses resultados, são referentes aos primeiros 180 dias de vida de plantas da mesma espécie que não foram fertilizadas. As árvores estudadas, não apenas ajudam a reflorestar áreas degradadas e prover serviços ecossistêmicos, mas também podem ser usadas na exploração sustentável de madeira.

“Estudamos as terras pretas há mais de 20 anos e testamos diversas formas de uso. A ideia é entender o que elas têm de melhor para as árvores crescerem mais rápido e mais fortes em áreas degradadas”, contou Tsai Siu Mui, coordenadora da pesquisa.

O estudo foi publicado na revista BMC Ecology and Evolution e foi conduzida por pesquisadores do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (Cena-USP), em Piracicaba, da Embrapa Amazônia Ocidental e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), ambos em Manaus.

O primeiro autor do estudo comentou sobre quais fatores influenciaram na potencialização de crescimento das plantas, “O determinante não foi a quantidade de nutrientes em si, que não muda muito, mas os microrganismos, que eram bem diferentes, especialmente os fungos.”, explicou Anderson Santos de Freitas.

TPA com fragmentos de carvão, indicados pela setas brancas (imagem: Holger Casselmann/Wikimedia Commons)

Origem indígena 

Além do nome “terras pretas da Amazônia”, o fertilizante também é conhecido como “terras pretas de índio”, devido a origem ancestral desse tipo de solo. Ela é resultado da decomposição de matéria orgânica e do uso de fogo, por parte de antigas populações da região onde hoje fica a Colômbia.

A terra estudada fortalece as plantas devido a um conjunto de bactérias, arqueas e fungos que auxiliam as árvores a absorverem nutrientes, ao mesmo tempo que eliminam microorganismos oportunistas e patogênicos, o que favorece o crescimento dos troncos. 

“Quando se desmata, principalmente para pastagem, a tendência é que o solo seja mal manejado, o que leva a uma perda muito rápida de microrganismos e nutrientes. O objetivo é recuperar a floresta e os serviços ecossistêmicos nessas áreas”, comentou Tsai.

Anderson Freitas, ressaltou que a ideia do estudo é que as pessoas não utilizem a terra preta diretamente, visto que é proibido, mas entender como é a sua formação, conteúdo e quais microrganismos e processos importantes, para que possam reproduzir ou isolar os componentes úteis.

Aplicação da pesquisa

O estudo que anteriormente havia sido feito em uma estufa e em outras espécies arbóreas, dessa vez foi realizado no campo, no viveiro da Embrapa Amazônia Ocidental, em Itacoatiara (AM), em dois tratamentos: terra preta ou fibra de coco.

Com 15 dias do plantio, as sementes germinaram e se tornaram mudas, que logo foram transferidas para o campo experimental da mesma instituição em Manaus. Em um primeiro momento, não receberam adubação ou herbicida, recebendo apenas água da chuva e controle de plantas daninhas.

Pesquisadores coletam amostras de solo e medem tronco de árvores durante experimento com TPA. (foto: Anderson Santos de Freitas/Cena-USP)

Com seis meses, as plantas se mantinham vivas, porém as tratadas com TPA foram significativas. No caso dos paricás, mesmo apresentando um crescimento proporcionalmente menor do que o que ocorreu entre os ipês-roxos, as árvores tinham cerca de 1,5 metro de altura 180 dias depois de as mudas serem transferidas para o campo.

O solo observado pelos pesquisadores das plantas com terra preta apresentaram um aumento na diversidade de fungos mais acentuada no ipê-roxo. A explicação pode ser a grande adaptação do paricá a solos degradados, que faz com que a espécie não demande tantos nutrientes e microrganismos.

Os resultados já publicados se referem aos primeiros 180 dias das plantações. O experimento, ao todo, teve duração de três anos, porém resultados faltantes devem ser revelados em próximos trabalhos.

O Laboratório de Tsai no Cena-USP estuda há mais de 20 anos a terra preta, além de já ter cerca de 200 microrganismos isolados dessas formações. A ideia é desenvolver soluções que possam ser aplicadas na recuperação de solos degradados para o reflorestamento.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Fiscais apreendem 91 toneladas de soja e 22 toneladas de fertilizantes em operação


Fiscais; apreensão
Foto: divulgação/Sefa

A Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) apreendeu, no sábado (28), 91 toneladas de soja em grãos e 22 toneladas de fertilizantes durante operações de fiscalização em trânsito realizadas nos municípios de Santa Maria das Barreiras, no sudeste paraense, e Cachoeira do Piriá, no nordeste do estado.

A primeira apreensão foi realizada por fiscais de receitas estaduais da Coordenação de Controle de Mercadorias em Trânsito do Araguaia, em Santa Maria das Barreiras. Na ação, dois caminhões que transportavam soja em grãos de Santana do Araguaia (PA) com destino a Avaré (SP) foram abordados.

A carga, avaliada em R$ 109.056,00, estava sem documentação fiscal no momento da abordagem. Segundo o coordenador da unidade, Renato Couto, foram lavrados dois Termos de Apreensão e Depósito (TADs) por embargo à fiscalização.

“Após a apresentação de documentos com horário de emissão posterior à abordagem, foram emitidos mais quatro TADs, sendo dois por mercadoria desacompanhada de documento fiscal e dois pela prestação de serviço de frete sem o devido conhecimento de transporte”, explicou Couto. Os seis TADs, que totalizaram R$ 45.671,73, foram pagos e a mercadoria liberada.

Fiscais
Foto: divulgação/Sefa

Já no município de Cachoeira do Piriá, na divisa com o Maranhão, fiscais da Coordenação de Controle de Mercadorias em Trânsito do Gurupi apreenderam 22 toneladas de fertilizantes.

Durante a fiscalização, o condutor apresentou nota fiscal informando que a carga seria de produto avariado, com valor abaixo do praticado no mercado. No entanto, após verificação física, foi constatado que o material estava em condições adequadas para comercialização.

“Verificamos que a nota fiscal não refletia a operação real. O documento foi emitido por pessoa física de São Luís (MA) e destinava a mercadoria a uma empresa revendedora de produtos agropecuários em Ourém (PA)”, informou o coordenador Gustavo Bozola.

Diante das inconsistências, a nota fiscal foi desconsiderada. O valor da carga foi arbitrado em R$ 51.700,00, com base em consultas ao mercado nacional, e foi lavrado TAD no valor de R$ 13.752,20, referente a imposto e multa.

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Safra de soja cresce, mas Sul acende alerta


A safra brasileira de soja 2025/26 avança com perspectiva de crescimento em área, produção e rendimento médio, embora haja contrastes regionais relevantes no desempenho das lavouras. Dados do Rally da Safra, da Agroconsult, indicam aumento da área plantada para 49,1 milhões de hectares, alta de 1,9%, e produção estimada em 184,7 milhões de toneladas, avanço de 6,7%.

A produtividade média nacional é projetada em 62,7 sacas por hectare, crescimento de 4,6% frente ao ciclo anterior. O mapa por estados mostra desempenho acima da média em importantes regiões do Centro-Oeste e Sudeste, com destaque para índices como 66,0, 66,2, 68,0 e 70,3 sacas por hectare. Em áreas do Norte e Nordeste, os números variam entre 59,5 e 65,0 sacas, enquanto parte do Matopiba e do Norte apresenta marcas próximas de 60,0 sacas.

No Sul, o cenário é mais desafiador. O Rio Grande do Sul aparece com produtividade de 48,7 sacas por hectare, abaixo do patamar de 55 sacas considerado limite inferior. O levantamento mensal indica recuo ao longo do ciclo, passando de 52 sacas em janeiro para 47 em fevereiro e chegando a 48,7 em março, consolidando perdas no estado.

Em Santa Catarina, o levantamento de campo revela grande variabilidade, com áreas registrando cerca de 63 e 62 sacas, enquanto outras apresentam níveis bem inferiores, como 35 e até 28 sacas por hectare. Já no leste do estado, há regiões com produtividade próxima de 43 sacas.

O levantamento também aponta diferenças importantes na comparação com a safra anterior, com áreas registrando ganhos expressivos e outras apresentando reduções significativas, reforçando o impacto das condições climáticas sobre o desempenho final das lavouras.

 





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