quinta-feira, abril 30, 2026

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91ª ExpoZebu é aberta em Uberaba com expectativa de R$ 200 milhões em negócios


Cerimônia de abertura da Expozebu 2026
Foto: ABCZ

A 91ª edição da ExpoZebu foi oficialmente aberta neste sábado (25), no Parque Fernando Costa, em Uberaba (MG), reunindo autoridades políticas, lideranças do agronegócio e representantes internacionais. Promovida pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), a feira segue até o dia 3 de maio e deve movimentar cerca de R$ 200 milhões em negócios.

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Considerada a maior mostra de gado zebuíno do mundo, a ExpoZebu também espera receber mais de 400 mil visitantes ao longo da programação. Delegações de cerca de 40 países já confirmaram presença no evento.

Defesa do agro e investimentos no setor

Durante a cerimônia de abertura, o presidente da ABCZ, Arnaldo Manuel de Souza Machado Borges, defendeu maior atenção ao setor produtivo nas discussões políticas e reforçou a importância dos produtores rurais para a economia brasileira.

Segundo ele, é necessário ampliar o debate com parlamentares para garantir medidas de apoio ao agro e melhores condições para quem investe no campo.

Arnaldo também destacou a atuação internacional da entidade, citando a criação da Federação Internacional de Criadores de Zebu (Ficebu), que reúne 20 países ligados à pecuária zebuína.

Uberaba destaca impacto econômico da feira

A prefeita de Uberaba, Elisa Araújo, ressaltou a relevância da ExpoZebu para o município, especialmente nos setores de turismo, comércio e serviços. Ela também afirmou que a cidade recebeu apoio do governo estadual para melhorias em estradas rurais e infraestrutura local.

Já o governador de Minas Gerais, Mateus Simões, defendeu políticas públicas voltadas ao campo e afirmou que produtores rurais precisam de condições adequadas para continuar investindo em agricultura e pecuária.

Julgamentos e leilões movimentam programação

A edição deste ano contará com 41 leilões e 11 shoppings de animais. Outro destaque é o número de inscrições para os julgamentos das raças zebuínas: são 2.605 animais confirmados nas competições.

Participam exemplares das raças Brahman, Gir, Gir Leiteiro, Guzerá, Guzerá Leiteiro, Indubrasil, Nelore, Nelore Mocho, Nelore Pelagens, Sindi, Tabapuã e Guzolando. Também haverá avaliações nas modalidades Matriz Modelo e Modelo Frigorífico. O tradicional Concurso Leiteiro reunirá 93 matrizes das raças Gir, Guzerá, Sindi e Sindolando.

O grupo Canal Rural transmite ao vivo 31 leilões da programação, permitindo acompanhamento para criadores e investidores em todo o país.

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Paraná lidera produção de tilápia no Brasil em 2025; SP e MG aparecem logo atrás


tilápia
Foto: divulgação/Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA)

O Paraná manteve a liderança na produção de tilápia no Brasil em 2025, com 273,1 mil toneladas. O volume representa alta de 9,1% em relação ao ano anterior, segundo dados da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR).

“Esse movimento vindo de empresas privadas e cooperativas mostram a força do setor no estado. São diversos os fatores que contribuem para o desenvolvimento da atividade que vêm se repetindo nos últimos anos, como agregação de tecnologia, orientação técnica e a participação de grandes cooperativas e agroindústrias”, disse o presidente da Peixe BR, Francisco Medeiros, em comunicado.

Ranking de produção

São Paulo aparece na segunda posição, com 93,7 mil toneladas produzidas em 2025, aumento de 54% na comparação anual. Minas Gerais ocupa o terceiro lugar, com 77,5 mil toneladas, seguido por Santa Catarina, com 63,4 mil toneladas.

O Maranhão fecha a lista dos cinco maiores produtores, com 59,6 mil toneladas. O estado avançou uma posição no ranking.

Crescimento entre estados

Entre os dez principais produtores, o Maranhão registrou o maior índice de crescimento, com alta de 9,36%.

“O Maranhão foi estado com o maior índice de crescimento (9,36%) entre os dez maiores produtores, mais até do que o Paraná, e tem demonstrado um arranjo produtivo local que permitiu essa ampliação nos últimos anos”, afirma Medeiros.

Santa Catarina e Minas Gerais também apresentaram crescimento, com variações de 7,28% e 6,46%, respectivamente.

O Ceará registrou aumento de 29,3% na produção e subiu para a 18ª posição no ranking nacional.

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AgroNewsPolítica & Agro

Com 35% da produção voltada à exportação, carne bovina entra em ciclo de valorização


O mercado da carne bovina no Brasil vive um ciclo de valorização sustentado pelo aumento da demanda, tanto no cenário interno quanto internacional. A avaliação foi apresentada por Felipe Fabbri, analista da Scot Consultoria, durante fórum realizado na Nacional Hereford e Braford, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), nesta quinta-feira (23).

Segundo o analista, desde 2024 os preços da arroba do boi gordo vêm registrando alta consistente, impulsionada principalmente pelo consumo. “Não é a oferta que está puxando esse movimento, mas sim o crescimento da demanda, que sustenta toda a cadeia produtiva”, afirmou. Ele salientou ainda que a valorização impacta diretamente todos os elos do setor, refletindo tanto na rentabilidade do produtor quanto nos preços ao consumidor final.

No cenário externo, o ambiente também é favorável ao Brasil. Países como China, Estados Unidos e México ampliaram a demanda pela carne brasileira, enquanto novos mercados seguem em processo de abertura. Ao mesmo tempo, concorrentes relevantes enfrentam queda na produção. Os Estados Unidos, por exemplo, registram o menor nível de rebanho em décadas, o que os posiciona como importadores. “O mundo quer carne, e o Brasil tem capacidade para atender essa demanda, inclusive em mercados mais exigentes”, destacou Fabbri.

Atualmente, cerca de 35% da produção nacional é destinada à exportação, enquanto o mercado interno segue como principal destino. Para o consultor, fatores econômicos têm contribuído para sustentar o consumo. De acordo com o especialista, a redução do desemprego e o aumento da renda média têm elevado o padrão de consumo. “Com mais renda, o consumidor passa a buscar produtos de maior valor agregado”, explicou.

Além do cenário geral, o avanço da demanda tem favorecido a valorização de carnes com diferenciação de qualidade. O diretor do Programa Carne Certificada Hereford, Eduardo Eichenberg, destacou que o movimento já é perceptível no mercado. Segundo ele, a combinação entre demanda aquecida e oferta global mais restrita sustenta a tendência de preços firmes. “A perspectiva é positiva, com valorização contínua, ainda que em ritmo moderado”, afirmou.

Esse cenário se reflete também dentro da porteira. De acordo com Eichenberg, remates recentes ligados à entidade registraram valorização média próxima de 20% em relação ao ano anterior. Para o dirigente, o avanço da carne de qualidade está diretamente ligado à mudança no comportamento do consumidor. “Há uma busca crescente por produtos com padrão superior, o que favorece sistemas de certificação”, disse.

Entre os fatores que ganham peso na decisão de compra estão rastreabilidade, sanidade, bem-estar animal e sustentabilidade. “O consumidor está mais exigente. A escolha não passa mais apenas pelo preço, mas pela confiança no produto e na cadeia de produção”, concluiu.

A expectativa, de acordo com os analistas no evento, para 2026 é de manutenção de um mercado firme, sustentado pela combinação entre demanda aquecida e oferta ajustada, com tendência de continuidade na valorização da carne bovina.

Na sequência, houve debates inerentes ao fórum com os representantes da cadeia da carne. Além de Fabbri e Eichenberg, participaram a consultora Ana Doralina Menezes, o presidente da Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB), Eduardo Soares, o gerente executivo da associação, Felipe Azambuja, o representante do Frigorífico Silva, Mateus Silva, a presidente do Instituto Desenvolve Pecuária,  Antonia Scalzilli, e o representante Grupo Mandabrasa, proprietário do 20 Barra 9, Pedro César Bergamaschi.

 





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Nova tecnologia promete elevar recuperação de petróleo em mais de 50%


extração de petróleo
Foto: Cícero Oliveira/ Agecom/UFRN

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em parceria com a Petrobras, desenvolveram uma tecnologia inovadora voltada à recuperação avançada de petróleo.

O método, que combina a injeção simultânea de vapor com microemulsões formuladas com tensoativos não iônicos, busca aumentar a eficiência da produção em reservatórios de óleo pesado, especialmente em campos maduros.

A invenção foi desenvolvida no âmbito da pós-graduação da Universidade e resultou no depósito de patente da tecnologia.

O dispositivo patenteado funciona a partir da integração de dois mecanismos: o aquecimento por vapor e a ação físico-química das microemulsões.

Enquanto o vapor atua reduzindo a viscosidade do petróleo, as microemulsões diminuem a tensão interfacial entre o óleo e a água e alteram a molhabilidade da rocha. Esse conjunto de processos facilita a mobilização do óleo que permanece preso nos poros do reservatório.

Nova tecnologia supera métodos tradicionais

De acordo com o pesquisador Gregory Vinicius Bezerra de Oliveira, responsável pelo desenvolvimento experimental da tecnologia em sua tese de doutorado, a proposta surgiu da necessidade de superar limitações de métodos já utilizados na indústria.

“A ideia foi integrar mecanismos térmicos e físico-químicos para aumentar a mobilidade do óleo residual, tornando a recuperação mais eficiente”, explica.

Nesse sentido, a professora e orientadora da pesquisa, Tereza Neuma de Castro Dantas, destaca o papel das microemulsões na tecnologia.

“Esses sistemas possuem propriedades capazes de reduzir significativamente a tensão interfacial entre óleo e água e modificar a molhabilidade da rocha, fatores fundamentais para melhorar o deslocamento do petróleo dentro do reservatório”, afirma.

Já o professor Marcos Allyson Felipe Rodrigues, também orientador da pesquisa, ressalta que os pesquisadores pensaram na tecnologia para ampliar o desempenho de técnicas tradicionais de recuperação térmica.

“A injeção de vapor isolada pode apresentar limitações, como canalização preferencial e perda de eficiência. Ao associar o vapor às microemulsões, conseguimos melhorar o chamado varrido do reservatório”, explica.

Os testes realizados em laboratório demonstraram resultados promissores. De acordo com os pesquisadores, a tecnologia alcançou recuperação superior a 50% do óleo presente nas amostras analisadas, superando em mais de 25 pontos percentuais os resultados obtidos com apenas o uso do vapor.

Sistema de core flooding

Além disso, a validação experimental foi realizada em sistema de core flooding, que simula o fluxo de fluidos em rochas reservatório sob condições controladas.

Nos ensaios, os pesquisadores utilizaram vapor superaquecido a cerca de 240 °C a fim de reproduzir condições próximas às encontradas em campos reais de produção.

A tecnologia é especialmente indicada para reservatórios siliciclásticos e campos maduros de óleo pesado, pois nesse tipo de ambiente geológico a elevada viscosidade do petróleo dificulta o escoamento natural do fluido, tornando necessária a aplicação de técnicas de recuperação avançada.

O impacto potencial da inovação também pode alcançar diretamente regiões produtoras, como o Rio Grande do Norte, que possui tradição na produção terrestre de petróleo.

Dessa forma, ao aumentar a eficiência de recuperação em campos já explorados, a tecnologia pode contribuir para ampliar a produção e, consequentemente, a arrecadação de royalties destinados a estados e municípios.

A pesquisadora Maria Clara de Menezes Lourenço destaca que o processo de patenteamento também reforça a importância da inovação dentro da Universidade.

“A proteção da propriedade intelectual é essencial para garantir que o conhecimento gerado na pesquisa científica possa ser transferido para o setor produtivo e aplicado em escala”, afirma.

Próximos passos

Foto: Cícero Oliveira/Agecom/UFRN

Atualmente, o grupo de pesquisa continua avançando em novas linhas de investigação voltadas à recuperação avançada de petróleo, incluindo estudos em reservatórios do pré-sal, com estratégias híbridas que combinam controle de mobilidade, alteração de molhabilidade e melhoria da eficiência de varrido.

A experiência acumulada com a tecnologia patenteada tem servido como base científica para o desenvolvimento dessas novas soluções energéticas.

Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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O Brasil grande refém da política pequena


Defesa do Brasil contra ameaças à soberania
Foto: Pixabay

O Brasil vive um paradoxo que desafia a lógica do progresso. De um lado, ostentamos uma vanguarda tecnológica no agronegócio e uma capacidade produtiva de dimensões continentais.

Do outro, esbarramos em um teto de vidro invisível, mas intransponível: a mediocridade estrutural de uma classe política que trocou o projeto de nação pelo projeto de rede social.

A internet, que prometia ser o motor de transformações necessárias para tirar o país de décadas de crescimento medíocre, tornou-se, ironicamente, o combustível para o nosso atraso. O que vemos hoje não é a ascensão dos mais preparados, mas a sobrevivência dos mais barulhentos.

O achatamento cognitivo da liderança

Essa mediocridade não é apenas moral, é cognitiva. Como alerta o neurocientista Miguel Nicolelis, estamos vivenciando um “achatamento” do cérebro humano pelos algoritmos.

Ao trocarem o debate profundo pelo meme, nossos políticos estão abrindo mão da inteligência complexa para se tornarem escravos do engajamento digital.

O cérebro político, que deveria ser capaz de articular soluções para dilemas complexos, torna-se binário, opera apenas no “nós contra eles”.

O resultado é uma liderança incapaz de planejar o país para os próximos vinte anos, pois está viciada na recompensa imediata do clique e da dopamina gerada pelo conflito.

A gestão refém do engajamento

Nesse cenário, o plano de governo tornou-se um acessório descartável. Se a ascensão ao poder baseia-se exclusivamente no ataque às instituições e na desqualificação do “inimigo”, o exercício do cargo será apenas a continuação dessa guerra digital.

É lamentável perceber que temos tecnologia de ponta no campo, mas uma mentalidade de “vila” na capital federal.

O político que vive de likes é um gestor que não entrega; ele precisa do caos para se manter relevante, pois na paz e no progresso técnico, sua figura desaparece por falta de conteúdo.

O despertar necessário para o futuro

Não se faz política de Estado com frases de efeito ou ataques ao Supremo e ao Congresso. Enquanto a população for seduzida pela agressividade digital, que nada mais é do que uma cortina de fumaça para a incapacidade técnica, continuaremos sendo o país do futuro que nunca chega.

O Brasil tem pressa, mas enquanto a mediocridade for aplaudida e o preparo for ignorado, seguiremos presos em um presente de postagens vazias e resultados invisíveis.

É preciso romper o ciclo do algoritmo para que o país, enfim, ocupe o lugar que sua grandeza exige.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Embrapa gera lucro social de R$ 125 bilhões em 2025, alta anual de 17%


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Foto: Divulgação

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) gerou um lucro social de R$ 124,76 bilhões no ano passado. O lucro social é o valor decorrente de benefícios econômicos que o setor produtivo recebe por adotar soluções tecnológicas produzidas pela empresa.

O resultado avalia o impacto econômico de 166 soluções tecnológicas e da adoção de outras 209 tecnologias desenvolvidas pela instituição e efetivamente incorporadas pelo mercado produtivo.

O montante foi 17% superior ao lucro social proporcionado pela empresa em 2024 em termos reais. A receita operacional líquida da empresa foi de R$ 4,6 bilhões, ante R$ 4,228 bilhões reportados em 2024.

Para cada R$ 1 investido pela sociedade brasileira na estatal em 2025, foram gerados R$ 27, segundo a Embrapa, o chamado índice de retorno social. Ou seja, cada R$ 1 investido na Embrapa foi multiplicado em 27 vezes. O índice de retorno social, resultado da relação entre lucro social e receita operacional líquida, também aumentou em comparação com 2024, quando foram aferidos R$ 25,37 para cada R$ 1 investido na empresa.

Expansão internacional

Os números foram apresentados na última quinta-feira (23) pela presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, na abertura da Feira Brasil na Mesa e comemoração de 53 anos da empresa. O evento foi realizado na Embrapa Cerrados, em Planaltina, região administrativa do Distrito Federal. O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participou do evento.

“O orçamento público destinado à Embrapa alcançou R$4 bilhões em 2023 e vem sendo mantido acima desse patamar nos últimos três anos. Assegurar a constância da destinação desses recursos e ampliar o patamar desses valores é essencial para que os impactos econômicos e sociais sejam assegurados também pelas próximas décadas”, disse Massruhá. “Precisamos de mais investimentos em ciência e inovação. Trabalhamos com o BNDES para criar um fundo à Embrapa para menor dependência do orçamento público”, declarou.

A presidente da Embrapa destacou ainda a expansão internacional da estatal com projetos de escritórios na África, na Ásia e na América Central.

Do montante apresentado pela Embrapa, R$ 118,62 bilhões vieram diretamente dos impactos econômicos de 166 tecnologias e R$ 4,63 bilhões de 110 cultivares que a empresa coloca à disposição de produtores. Mais R$ 1,5 bilhão foi proveniente de indicadores sociais e laborais da estatal, conforme balanço social da empresa pública. Além disso, a Embrapa proporcionou 132.115 empregos diretos e indiretos no ano passado.

O levantamento do impacto social das tecnologias da Embrapa é realizado anualmente pelas 43 unidades descentralizadas da empresa pública. O valor é calculado a partir dos benefícios econômicos incorporados pelo setor produtivo com a adoção tecnologias desenvolvidas pela Embrapa. O lucro social é obtido pela soma do rendimento adicional gerado pelas soluções adotadas no campo.

Entre os benefícios econômicos, a Embrapa mensura benefícios por incremento de produtividade na atividade agropecuária – impacto de R$ 63,93 bilhões em 2025. No ano passado, das 166 tecnologias avaliadas pela Embrapa, 105 apresentaram ganhos por incremento de produtividade.

Custo de produção

Outro benefício apurado é a redução do custo de produção. Em 2025, 47 tecnologias da Embrapa geraram redução de custo de produção, somando economia de R$ 45,79 bilhões. A agregação de valor é outro benefício apurado, que gerou aumento de renda aos produtores de R$ 8,72 bilhões em 2025 com 37 tecnologias. Outras 15 tecnologias proporcionaram maior produção na mesma área, com impacto de R$ 180 milhões.

Conforme balanço social da empresa pública, das 166 soluções tecnológicas avaliadas no balanço social, 37 apresentaram mais de um tipo de benefício econômico e geraram um impacto econômico de R$ 8,89 bilhões.

Com as tecnologias desenvolvidas, a Embrapa teve participação de 16% no Produto Interno Bruto (PIB) da Agropecuária em 2025, com R$ 123,25 bilhões dos benefícios econômicos gerado pelas tecnologias da Embrapa e de parceiros, dos R$ 775,3 bilhões do PIB agro, mostra o balanço social da empresa pública.

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AgroNewsPolítica & Agro

IA avança no atendimento técnico do agro


A digitalização no campo avança com novas ferramentas voltadas a tornar o atendimento técnico mais ágil, padronizado e conectado às demandas do produtor rural. Durante a Agrishow 2026, realizada de 27 de abril a 1º de maio, em Ribeirão Preto, será apresentada uma solução inédita de inteligência artificial generativa aplicada ao segmento de pneus agrícolas.

Desenvolvido pela Titan Pneus em parceria com a Inovation AI Global, o agente virtual foi criado para apoiar a rede de revendedores da marca no acesso a informações técnicas sobre um portfólio com mais de 500 SKUs. A ferramenta responde por texto ou áudio, diretamente pelo celular, com dados contextualizados sobre produtos, aplicações e especificações.

Segundo a Titan, a iniciativa surgiu a partir de uma demanda das áreas comercial e de marketing para oferecer informações técnicas de forma clara, rápida e escalável às revendas. A proposta é que o agente atue como um especialista digital, sem substituir pessoas, mas facilitando o processo de atendimento e negociação com clientes.

Na Agrishow, os visitantes poderão testar a versão beta da solução por meio de um QR Code, que direciona o usuário ao WhatsApp. O Atlas Titan poderá detalhar configurações, fichas técnicas, guias de aplicação, imagens de produtos e recomendações de maquinário relacionadas ao portfólio de pneus agrícolas.

A tecnologia também foi projetada para identificar intenção de compra, estruturar leads e, futuramente, direcionar demandas ao revendedor mais próximo. Para a Titan, a plataforma deve ampliar a rastreabilidade das interações e o acompanhamento do funil comercial. A evolução do sistema prevê ainda recursos de hiperpersonalização, com recomendações orientadas pelo perfil e comportamento do cliente.

“A proposta é apoiar a revenda na indicação do produto certo, no momento ideal, com condições alinhadas ao perfil do produtor. Não se trata de envio massivo de informações, mas de uma comunicação altamente personalizada e orientada por dados”, finaliza Rafael Nascimento, CEO da Inovation AI Global.

 





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Frio chega forte nos próximos dias, derruba temperaturas e aumenta risco de geadas no país


Frio e geada em um ambiente de serra
Imagem gerada por IA para o Canal Rural

Uma massa de ar frio deve avançar sobre a região Sul no começo da próxima semana e provocar forte queda nas temperaturas, com risco de geada em áreas serranas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. A previsão é do meteorologista Arthur Müller, do Canal Rural.

Segundo o Müller, as mínimas já começam a cair a partir de segunda-feira (27), quando os termômetros devem marcar menos de 10°C em diversas áreas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

O maior risco de geada está previsto para terça-feira (28), especialmente em municípios da Serra Gaúcha, Serra Catarinense e também em pontos do sul gaúcho próximos à fronteira com o Uruguai, onde as temperaturas podem ficar abaixo de 5°C ao amanhecer.

Em Dom Pedrito (RS), por exemplo, a previsão indica mínima de 7°C na segunda-feira, com possibilidade de geada entre a madrugada e o amanhecer de terça.

Antes da chegada do frio mais intenso, o avanço de uma frente fria mantém o tempo instável na região Sul durante o fim de semana. Há previsão de chuva forte e temporais no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná tanto no sábado quanto no domingo.

Calor no Centro-Oeste e Sudeste

Enquanto o Sul enfrenta instabilidade e posterior queda de temperatura, o tempo segue quente no Sudeste e no Centro-Oeste ao longo do fim de semana.

Já no Norte do país e no litoral do Nordeste, a combinação entre a Zona de Convergência Intertropical e ondas de leste continua favorecendo pancadas de chuva, principalmente nas áreas costeiras nordestinas.

Temperaturas voltam a subir depois do frio

De acordo com Arthur Müller, o frio mais intenso perde força rapidamente e, a partir de quarta-feira (29), as temperaturas voltam a subir em toda a região Sul.

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Vaca urinando sangue preocupa produtor na Bahia: qual a causa e como tratar?


Vacas Nelore BRGN para inseminação artificial. A sigla BRGN é de Brasil Genética Nelore, desenvolvida pela Embrapa Cerrados desde o ano 2000. Foto: Fabiano Marques Dourado Bastos/Embrapa Cerrados
Vacas Nelore BRGN para inseminação artificial. A sigla BRGN é de Brasil Genética Nelore, desenvolvida pela Embrapa Cerrados desde o ano 2000. Foto: Fabiano Marques Dourado Bastos/Embrapa Cerrados

O programa Giro do Boi atendeu a um chamado urgente do pecuarista Sandro Gonçalves, de Maiquinique, na Bahia, que relatou um caso preocupante envolvendo uma vaca leiteira. O animal apresenta sangue na urina, acompanhado de emagrecimento progressivo e uma queda drástica na produção de leite.

O médico veterinário e consultor Guilherme Vieira destaca que esses sinais são alertas gravíssimos de hemorragia interna ou destruição de glóbulos vermelhos, exigindo uma intervenção rápida para evitar a morte do animal e a contaminação do restante do plantel.

Confira:

Possíveis causas da hematúria

A presença de sangue (hematúria) ou hemoglobina na urina da vaca pode ter diferentes origens. Vieira elenca os três principais suspeitos que podem estar relacionados ao problema.

O tratamento deve ser orientado por um profissional local, mas o veterinário reforça alguns pilares para a recuperação da vaca e a segurança da fazenda.

Orientações para tratamento:

  • Tratamento curativo: é essencial que um veterinário avalie a situação.
  • Ação no pasto: verifique imediatamente as mucosas dos olhos e da boca do animal; se estiverem brancas ou amareladas, a anemia é crítica. Inspecione seus pastos em busca de plantas invasoras e faça o controle rigoroso de carrapatos.

O tempo é o fator determinante para salvar essa fêmea e manter a produtividade do seu leite.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Produtor troca mineração por frangos, vê negócio crescer e traz filhos de volta ao campo


Família Rodrigues participa do Interligados
Foto: Interligados/Canal Rural

A história da família Rodrigues, em Lauro Müller (SC), é marcada pela persistência e pela capacidade de se reinventar. Há mais de cinco décadas na mesma propriedade, Dino Barp Rodrigues viu a terra passar pelos ciclos do gado, do queijo artesanal, do fumo e do leite.

Por 15 anos, o produtor dividiu seu tempo entre a lida rural e o trabalho na mineração, uma realidade comum na região, mas que sempre manteve o sonho de ver a família vivendo exclusivamente do campo.

A virada definitiva começou em 2011, com a construção do primeiro aviário. O que inicialmente era um projeto para fortalecer a pastagem com o uso de esterco acabou se tornando o motor econômico da propriedade.

A avicultura não só trouxe renda, como permitiu que o filho Marcos fizesse o caminho de volta: após nove anos trabalhando na manutenção elétrica em minas, ele retornou para casa para assumir, ao lado da esposa Mônica, a gestão das granjas.

Estrutura familiar e compromisso

Hoje, a estrutura conta com dois aviários climatizados de pressão negativa, com capacidade para sessenta e sete mil aves. A operação é estritamente familiar e exige um nível de dedicação que Marcos conhece bem.

“Produzir frango exige atenção aos detalhes; o serviço muda todo dia e o resultado depende do cuidado contínuo”, afirmou o produtor.

Mônica, que aprendeu o manejo com o marido e os sogros, hoje é peça fundamental na atividade. A transição para a avicultura trouxe para o casal não apenas um negócio, mas um propósito.

Legado e sucessão

Para eles, a granja é uma fábrica de alimentos que exige rigor técnico e presença constante. Essa entrega reflete nos números: desde o retorno de Marcos, a propriedade figura constantemente entre os melhores índices de conversão alimentar e qualidade na unidade de integração.

Para o patriarca Dino, o sucesso da avicultura é medido pela presença dos filhos. Em um cenário onde o êxodo rural é um desafio constante, ver os três filhos vivendo e trabalhando próximos à sede da família é sua maior conquista.

A família Rodrigues encontrou na produção de frangos a segurança que a mineração e as lavouras a céu aberto não podiam oferecer de forma plena. Com energia solar e galpões modernos, eles agora preparam o terreno para a quarta geração.

Em Lauro Müller, o sobrenome Rodrigues é sinônimo de um legado que soube se modernizar sem perder o amor pela terra e a união que mantém a família no campo.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

Com informações de: interligados.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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