quinta-feira, abril 30, 2026

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Falta pouco: últimos dias para votar no Prêmio Personagem Soja Brasil 25/26!


Foto: Freepik

Faltam apenas quatro dias para o fim da votação do Prêmio Personagem Soja Brasil 2025/26! Até o dia 30 de abril, você ainda pode decidir seu produtor e pesquisador favorito (a). Acesse o link, preencha seus dados e escolha.

Ainda não sabe em quem votar? Relembre os candidatos desta safra:

Pesquisadores

Ricardo Andrade
O pesquisador Ricardo Andrade atua no desenvolvimento de tecnologias que ajudam a soja a produzir bem mesmo em condições climáticas adversas no oeste da Bahia. Engenheiro agrônomo e especialista em fisiologia vegetal, ele trabalha principalmente com estudos voltados à adaptação das plantas a estresses como a seca.

Seu trabalho busca entender como a soja reage ao ambiente e como pode se tornar mais resiliente diante das mudanças climáticas. Entre as linhas de pesquisa estão técnicas com bioestimulantes que aumentam a tolerância da planta a condições adversas e elevam o potencial produtivo.

Andrade também destaca a importância da educação e da formação de novos profissionais para o avanço do agro brasileiro. Para ele, a maior recompensa da pesquisa é ver tecnologias desenvolvidas no laboratório sendo aplicadas nas lavouras pelos produtores.

Fernando Adegas
Pesquisador da Embrapa Soja, Fernando Adegas construiu carreira dedicada ao manejo de plantas daninhas e ao desenvolvimento de estratégias para evitar perdas na produção agrícola.

Filho de família ligada ao campo, decidiu seguir a agronomia ao perceber a importância da agricultura para a economia brasileira. Após atuar na extensão rural no Paraná, aprofundou seus estudos na área de plantas daninhas, tema que se tornou central em sua trajetória científica.

Na Embrapa, ele acompanha a evolução dos sistemas de produção e o surgimento de plantas resistentes a herbicidas, trabalhando no desenvolvimento de técnicas de manejo integrado. O objetivo é garantir que os produtores consigam controlar as invasoras e manter a produtividade das lavouras, respeitando as diferenças entre regiões e biomas do país.

Leandro Paiola Albrecht
O pesquisador Supra da UFPR, Leandro Paiola Albrecht, desenvolve estudos voltados ao manejo de plantas daninhas e à busca por soluções que aumentem a produtividade e a rentabilidade da soja.

Seu trabalho vai além do uso de herbicidas, envolvendo práticas como rotação de culturas, cobertura do solo e estratégias integradas dentro do sistema produtivo. Ele também participa de pesquisas sobre resistência de plantas daninhas em áreas de soja no Brasil e no Paraguai, avaliando espécies como buva, caruru e capim-amargoso.

Esses estudos ajudam a identificar novas formas de controle e evitar perdas significativas nas lavouras. Segundo o pesquisador, o objetivo é integrar diferentes tecnologias para gerar soluções práticas e acessíveis aos produtores, garantindo produtividade, rentabilidade e sustentabilidade no campo.

Produtores

João Damasceno
Produtor rural do Tocantins, João Damasceno levou o sonho da soja para o Norte do Brasil e ajudou a consolidar a produção na região.

A história da fazenda começou ainda com seu pai, que adquiriu a propriedade na década de 1940. A partir da safra 1993/94, a família passou a investir na soja, substituindo outras culturas e ampliando gradualmente a área plantada e o parque de máquinas.

Com apoio técnico da Embrapa, adotou sistemas de rotação de culturas e integração com a pecuária, garantindo mais sustentabilidade à produção. Hoje a fazenda reúne soja como cultura principal, além de milho safrinha, gergelim, confinamento de gado e seringueira, além de estrutura própria de secagem e armazenamento.

Mesmo com oportunidades de expansão, a família decidiu investir na propriedade original, que carrega valor histórico e sentimental. Para Damasceno, produzir soja também significa preservar o legado familiar construído ao longo de gerações.

Maira Lelis
Produtora rural de Guaíra (SP), Maira Lelis representa uma nova geração do agro que une tradição, tecnologia e sustentabilidade.

A história da fazenda começou há mais de 80 anos com seu avô, quando a área ainda era formada por cerrado. Ao longo do tempo, a propriedade evoluiu com mecanização, adoção de tecnologias e ampliação da produção de grãos.

Hoje a gestão é focada em inovação, eficiência e redução de custos. Entre as práticas adotadas estão: rotação de culturas, uso de plantas de cobertura e aplicação de microrganismos para fortalecer a saúde do solo e aumentar a produtividade da soja.

Uma das iniciativas recentes é a criação de um corredor ecológico com árvores que produzem pólen ao longo do ano, ajudando a atrair inimigos naturais das pragas e equilibrar o sistema produtivo. Para Maira, produzir alimento com responsabilidade ambiental e preparar o solo para as próximas gerações é parte essencial da missão no campo.

Carlos Eduardo Carnieletto
A trajetória de Carlos Eduardo Carnieletto nasceu dentro da agricultura familiar no Paraná. A produção começou com os pais, em uma pequena área cultivada com muito trabalho e dedicação.

Ao longo dos anos, a estrutura da propriedade foi ampliada e consolidada. Formado em agronomia pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), ele manteve a ligação com o campo e hoje administra sua área com foco em eficiência e gestão.

Diante de custos elevados e preços pressionados, busca aumentar a produtividade sem elevar os gastos da lavoura. Entre as práticas adotadas estão o uso de biológicos, coinoculação e acompanhamento constante das lavouras.

Para ele, o solo é o principal patrimônio do agricultor. Por isso investe em conservação, cobertura e manejo adequado da terra. Mesmo diante dos desafios do setor, Carlos acredita nos ciclos da agricultura e mantém a convicção de seguir produzindo. Encerrar uma safra com bons resultados continua sendo sua maior motivação.

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AgroNewsPolítica & Agro

Mercados agrícolas seguem pressionados por tensão global


Os mercados agrícolas operam em uma tarde marcada pela combinação de tensão geopolítica, ajustes nas bolsas internacionais e atenção crescente ao clima no Brasil. Segundo a Agrinvest, os preços nesta quinta-feira refletem a cautela dos investidores diante das tensões no Oriente Médio, do comportamento do petróleo e dos impactos sobre câmbio, grãos e derivados.

No ambiente macroeconômico, o petróleo Brent segue acima de US$ 100, sustentado pelos riscos envolvendo o Estreito de Ormuz. O cenário mantém os mercados em alerta, enquanto as bolsas nos Estados Unidos e no Brasil operam em leve queda. Declarações de Trump também contribuem para elevar a tensão geopolítica. No câmbio, o dólar registra alta de 0,20%, cotado a R$ 4,97.

Na Bolsa de Chicago, a soja recua em meio a negócios envolvendo barcos argentinos CFR China, o que reduz as chances de novas compras chinesas nos Estados Unidos. O movimento pressiona as cotações do grão, enquanto o trigo lidera os ganhos. A alta do cereal é impulsionada pelo avanço do petróleo, pela seca nos Estados Unidos e pela licitação saudita de 710 mil toneladas. O milho, por sua vez, opera estável, buscando sustentação na valorização do trigo. Na CBOT, a soja cai 4 pontos, o óleo sobe 0,05, o milho avança 2 pontos, o farelo ganha 0,60 e o trigo sobe 13,50 pontos.

No mercado brasileiro, o milho passa por correção na B3, mas as preocupações climáticas com a safrinha 2026 seguem no radar. A cultura está em uma janela considerada crítica para definição de produtividade, em meio a um bloqueio atmosférico que gera calor e seca no Centro-Oeste e no Sudeste. O contrato de maio de 2025 do milho na B3 recua 0,96%, a R$ 67,99 por saca.

No clima, as chuvas seguem concentradas nas extremidades do país, com baixa probabilidade de precipitação no Cerrado. Nos próximos dias, a maior chance de chuva fica no Sul, especialmente Rio Grande do Sul e Santa Catarina, e no extremo Norte, em áreas do Pará, Tocantins, Maranhão e Piauí. O interior permanece seco, mantendo a preocupação com a safrinha.

 





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Petrobras deixa de atender 10% do pedido de diesel de distribuidoras para…


Logotipo Reuters

Por Marta Nogueira

RIO DE JANEIRO, 17 Abr (Reuters) – A Petrobras voltou a não atender os pedidos totais de diesel de grandes distribuidoras, dessa vez para entregas previstas para maio, enquanto a petroleira busca evitar importar o combustível em meio a altos preços do mercado internacional, afirmaram duas fontes com conhecimento do assunto.

A negativa gira em torno de 10% do volume demandado pelas distribuidoras, disseram duas fontes de empresas diferentes, sob condição de anonimato.

Os pedidos das distribuidoras são baseados em negócios feitos pelas empresas junto à Petrobras nos últimos três meses, e ajustados ao longo do período seguinte. Em abril, a estatal havia negado 20% de uma cota das empresas, segundo fontes do mercado disseram anteriormente.

Procurada, a Petrobras não comentou o assunto imediatamente. Mas duas pessoas da empresa com conhecimento da situação afirmaram que as grandes distribuidoras estariam pedindo volumes acima da demanda, buscando ganhar mercado de companhias menores.

O setor brasileiro de diesel, o combustível mais negociado do país, vem enfrentando tensão desde o início da guerra, já que o Brasil importa cerca de 25% de sua demanda, com a Petrobras, maior produtor local, respondendo também por parte das importações. Com o objetivo de limitar a alta dos preços gerada pelo conflito no Golfo Pérsico, o governo lançou um programa de subsídio, entre outras medidas.

Uma fonte ponderou que as distribuidoras estão acostumadas com os chamados “cortes” na cota, porque o contrato da Petrobras permite certa flexibilidade.

“Mas não eram cortes assim tão fortes, às vezes de 5%, por aí…”, afirmou.

Em março, para entrega em abril, os cortes chegaram a mais de 20%, segundo fontes, e levaram as maiores distribuidoras a dobrar importações para atender seus contratos.

A petroleira também planeja ofertar volumes menores em maio em relação a abril, disse uma fonte.

“Como ela não está importando, então ela está com mais dificuldade de produto, por isso que ela está tendo que cortar alguns pedidos”, disse a segunda pessoa.

Sobre as compras externas, a Petrobras reiterou por email, no início da semana, que não fará importações em abril e maio.

Na ocasião, a empresa afirmou ainda que postergou uma parada programada em uma unidade de produção de diesel da refinaria Repar, no Paraná, o que impactou positivamente o balanço do produto no sistema da companhia, “reduzindo a necessidade de importações diante dos compromissos previstos para abril e maio de 2026”.

DEMANDA MAIOR

A oferta mais restrita ocorre enquanto ministros do governo têm acusado distribuidoras e outros agentes da cadeia de combustíveis de elevar os preços ao consumidor, por oportunismo. 

Duas fontes da Petrobras afirmaram que a companhia tem atendido os volumes médios dos últimos três meses. Uma delas afirmou que o mercado demandou “muito mais do que é capaz de absorver”.

A pessoa disse ainda, na condição de anonimato, que as grandes distribuidoras querem ganhar com mais volumes de vendas.

“O mercado das grandes cresceu porque as pequenas não têm capital”, afirmou.

(Reportagem de Marta Nogueira e Rodrigo Viga Gaier; edição de Roberto Samora)





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‘O sindi é a raça do futuro’, diz criador sobre avanço no Brasil


Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

O programa Giro do Boi, exibido nesta quinta-feira (23), abordou a crescente popularidade da raça sindi, que tem atraído a atenção de pecuaristas brasileiros. Em entrevista, Henrique Garbellini Carnio, diretor da Associação Brasileira dos Criadores de Sindi (ABCSindi), explicou o motivo pelo qual esses animais, originários do Paquistão, são conhecidos como “coringas”.

Com uma história de seis mil anos de seleção natural em condições desérticas, a raça sindi oferece ao pecuarista uma combinação de rusticidade extrema, eficiência alimentar e dupla aptidão (carne e leite). Essas características tornam o Sindi uma solução ideal para áreas de difícil produção.

Confira:

Adaptação e resistência da raça

Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

Henrique Carnio enfatiza que o sindi se adapta a qualquer sistema de produção, seja ele focado em corte, leite ou cruzamento industrial. Sua principal vantagem é a capacidade de produzir com baixo custo e alta resistência. “O sindi come menos e converte mais”, afirmou, destacando a eficiência da raça em transformar pastagens pobres em quilos de carne ou litros de leite.

Além disso, as novilhas da raça apresentam fertilidade precoce, podendo entrar em reprodução já aos 14 meses de idade. O uso do sindi em programas de cruzamento tem gerado resultados impressionantes, especialmente no ganho de peso ao desmame e na qualidade final do produto.

Crescimento e sustentabilidade

Proporcionalmente, o sindi é a raça zebuína com a maior taxa de crescimento em registros na ABCZ, demonstrando sua aceitação comercial. Embora inicialmente focado no semiárido nordestino, o gado sindi agora está presente em todo o país, do interior paulista ao Rio Grande do Sul, enfrentando com sucesso os desafios das mudanças climáticas.

O Sindi é considerado o gado do futuro para quem busca sustentabilidade e rentabilidade. Carnio destacou que, como “coringa”, a raça rompe fronteiras e se consolida como uma resposta genética para áreas que sofrem com a desertificação e extremos térmicos.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Frente fria chega ao Brasil nesta semana e muda o cenário com chuvas e queda de temperatura; saiba onde


tempo - nuvens carregadas - inmet frente fria - chuva
Foto: Inmet/Reprodução

A semana começa com uma mudança significativa no padrão de tempo em grande parte do Brasil. A chegada de uma frente fria, associada ao avanço de uma massa de ar polar, reorganiza as áreas de chuva e provoca queda acentuada nas temperaturas em várias regiões.

Segundo o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, enquanto alguns estados enfrentam instabilidades, com pancadas fortes e risco de temporais, outras áreas seguem sob calor intenso e tempo mais seco, reforçando o contraste climático no país.

Confira a previsão por região do Brasil:

O tempo no Sul

Com o afastamento da frente fria para o Sudeste e do ciclone extratropical para o oceano, o tempo melhora no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, com sol predominando e apenas chance de chuva fraca no litoral. No Paraná, o avanço da frente fria mantém instabilidade desde cedo, com chuva moderada a forte em várias áreas, principalmente no noroeste e metade norte ao longo do dia.

Na retaguarda do sistema, uma massa de ar polar provoca queda acentuada das temperaturas no Rio Grande do Sul e no sul de Santa Catarina, com sensação de frio intenso e rajadas de vento. Há risco de geada na terça-feira em áreas de baixada do RS, com mínimas abaixo dos 4°C. O frio deve persistir durante a semana, com mínimas abaixo de 10°C.

Os volumes de chuva variam entre 60 e 100 mm no Paraná, com impacto nas operações agrícolas. Em Santa Catarina, ficam entre 15 e 20 mm, sem grandes prejuízos. No Rio Grande do Sul, uma nova frente fria volta a trazer chuva a partir de sexta-feira, com cerca de 30 mm.

Frente fria no Sudeste

A aproximação da frente fria e o aumento da umidade favorecem instabilidades em São Paulo ao longo do dia, com chuva em diversas regiões do estado. As pancadas podem ganhar força e vir acompanhadas de trovoadas no sul, oeste, interior, litoral e Grande São Paulo, além do extremo sul de Minas Gerais e do Rio de Janeiro.

Há risco de temporais isolados em alguns momentos. À noite, a chuva ainda persiste em pontos dessas áreas, enquanto outras seguem com tempo mais firme. As temperaturas continuam elevadas, mas recuam levemente onde há maior nebulosidade e chuva.

A semana segue quente e seca em Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e no centro-norte paulista. Já no centro-sul de São Paulo, os volumes variam entre 20 e 40 mm, ajudando a aliviar o estresse hídrico nas lavouras.

Região Centro-Oeste

A frente fria combinada ao fluxo de umidade favorece pancadas no sul e sudoeste de Mato Grosso do Sul desde cedo, com chuva moderada a forte e trovoadas. No sul de Mato Grosso e áreas do interior, instabilidades ocorrem pela manhã, enquanto o restante da região começa com tempo mais firme.

Ao longo do dia, as chuvas avançam por Mato Grosso do Sul e atingem áreas de Mato Grosso, com risco de temporais principalmente no sudoeste sul-mato-grossense. Goiás segue com predomínio de tempo firme e calor.

Os volumes variam entre 20 e 40 mm em MT e MS, favorecendo o milho safrinha. No sul de Mato Grosso do Sul, na faixa de fronteira com o Paraguai, os acumulados podem superar 100 mm, com risco de impacto nas atividades em campo.

Nordeste

A circulação marítima mantém chuva fraca no litoral da Bahia, Sergipe e Alagoas, enquanto entre Rio Grande do Norte e Pernambuco as precipitações são mais regulares e moderadas. A ZCIT reforça instabilidades no litoral norte, com chuvas mais intensas no Maranhão, norte do Piauí e Ceará.

No interior da Bahia e em áreas da Paraíba, as chuvas são mais isoladas, enquanto o interior segue com tempo firme e calor. Os volumes semanais ficam entre 50 e 60 mm no litoral e faixa norte, com risco de transtornos pontuais. O interior segue quente, com máximas próximas dos 35°C.

Chuvas no Norte

A umidade e a atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mantêm chuvas frequentes em grande parte da região, com pancadas moderadas a fortes e risco de temporais. No Tocantins, as chuvas se concentram mais ao norte, enquanto o restante do estado tem tempo mais estável.

Os acumulados ficam entre 40 e 60 mm na semana, favorecendo pastagens e mantendo boa umidade do solo. O calor segue mais intenso no Tocantins e no centro-sul do Pará, onde as temperaturas podem chegar a 35°C e a chuva é mais irregular.

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Casca de sururu vira corretivo e transforma o solo no Espírito Santo


marisco sururu
Foto: Pixabay

O mangue, conhecido por sua riqueza natural, agora também inspira inovação no campo. Na Grande Vitória, no Espírito Santo, a casca do sururu — que antes se acumulava como resíduo — começa a ganhar um novo destino: está sendo transformada em corretivo agrícola, conectando o trabalho das marisqueiras à produção rural.

A mudança nasce de um desafio ambiental. Em apenas uma comunidade, são cerca de 20 toneladas de cascas do marisco por mês. Sem uso, esse material acabava descartado no próprio mangue ou em lixões, provocando acúmulo, mau cheiro e impacto no ecossistema. “A ideia é pegar aquilo que seria poluente e transformar em uma solução ambiental”, conta o ambientalista Iberê Sassi.

O projeto parte de uma lógica simples, mas estratégica: transformar resíduo em insumo. As cascas são coletadas pelas próprias marisqueiras, passam por secagem e depois são trituradas até virar um pó fino, com diferentes granulometrias. Esse material é rico em cálcio, magnésio e outros minerais essenciais para o equilíbrio químico do solo.

Na prática, o produto funciona como um corretivo, ajudando a reduzir a acidez — um dos principais entraves da produtividade agrícola em diversas regiões do Brasil. Com isso, o solo se torna mais favorável ao desenvolvimento das culturas e à absorção de nutrientes pelas plantas.

Os primeiros testes no campo já mostram resultados consistentes. “Nos primeiros meses, já foi possível ver uma diferença enorme entre áreas com e sem uso”, afirma Iberê, citando experimentos com milho, arroz e gengibre.

Para os produtores, o interesse vai além da eficiência agronômica. O corretivo de sururu surge como alternativa sustentável, especialmente para sistemas de produção que buscam reduzir o uso de insumos convencionais e apostar em soluções mais naturais.

Mas o impacto não para no campo. O projeto também redesenha a dinâmica econômica das comunidades do mangue. As marisqueiras, que antes descartavam as cascas, agora passam a comercializar o material, agregando valor ao próprio trabalho.

“A gente começa a ver valor no que antes não tinha”, conta a marisqueira Karollyne dos Santos Silva, que vive da atividade e acompanha de perto essa transformação.

A iniciativa segue o conceito de economia circular, em que tudo é reaproveitado dentro do próprio sistema produtivo. O que antes era problema ambiental se transforma em solução agrícola — e volta para a natureza em forma de fertilidade.

Com três anos de desenvolvimento, o projeto entra agora em uma nova fase, focada na produção em escala e na estruturação da comercialização. A expectativa é ampliar o alcance da tecnologia e levar o corretivo para mais regiões produtoras.

“É um projeto ganha-ganha. Ganha a natureza, ganha quem trabalha no mangue e ganha quem produz no campo”, resume Iberê.

No fim, o ciclo se fecha de forma simbólica e prática. Do mangue para a lavoura. Da casca para o solo. Um movimento que mostra que inovação no agro também pode nascer de onde poucos estavam olhando — e transformar realidades inteiras.

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Soja Brasil e Mitsubishi se unem na Agrishow com foco em tecnologia e clima no campo


Créditos: Mitsubishi

A Agrishow chega à sua 31ª edição consolidada como uma das maiores vitrines do agronegócio mundial. Realizada em Ribeirão Preto, a feira começa nesta segunda-feira (27), e engloba inovação, tecnologia e os principais players do setor. Neste ano, a parceria entre o Soja Brasil e a Mitsubishi Motors ganha protagonismo com uma programação voltada ao produtor rural e ao debate climático.

O estande da montadora será palco de uma série de ações ao longo da semana, incluindo o lançamento da versão Triton Terra, eventos especiais voltados ao público feminino e atrações musicais, como o show da dupla Matheus e Cristiano. A proposta é aproximar ainda mais a marca dos produtores e visitantes, oferecendo experiências que vão além da exposição de veículos.

Dentro dessa programação, o Soja Brasil marca presença com conteúdo técnico e informativo, trazendo ao centro do debate um dos temas mais sensíveis para o agro, como o clima. O meteorologista Arthur Müller, do Canal Rural, participará do evento com análises sobre as perspectivas para 2026, especialmente diante da possível formação de um El Niño de grande intensidade.

O especialista apresentará cenários sobre impactos no regime de chuvas, temperatura e produtividade das lavouras. Em um momento em que eventos climáticos extremos ganham força, a integração entre tecnologia, informação e estratégia se torna essencial para a tomada de decisão no campo.

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AgroNewsPolítica & Agro

Microbioma altera equilíbrio metabólico das plantas


A relação entre crescimento e defesa nas plantas envolve uma disputa constante por energia, nutrientes e carbono. Segundo Larissa Rossini, Field Development Manager, esse equilíbrio ajuda a explicar por que o microbioma rizosférico se tornou uma variável central na eficiência metabólica e na resiliência das lavouras.

As plantas operam sob um orçamento metabólico rígido. Cada mol de ATP destinado à formação de biomassa deixa de ser usado em processos ligados à imunidade. Estimativas clássicas indicam que entre 10% e 40% dos fotoassimilados são transferidos à rizosfera por meio de exsudatos. Esse fluxo não representa desperdício, mas uma forma de pagamento por serviços ecossistêmicos realizados por micro-organismos associados às raízes.

A arquitetura molecular desse processo envolve diferentes vias de sinalização. O eixo TOR e SnRK1 funciona como sensor entre crescimento e sobrevivência. A via do ácido salicílico está ligada à imunidade contra biotróficos, enquanto jasmonato e etileno atuam contra necrotróficos e herbívoros. Receptores como PRRs reconhecem padrões moleculares associados a micróbios e ativam respostas iniciais de defesa.

O desequilíbrio aparece com força quando há excesso de nitrogênio, especialmente na forma de nitrato. A disponibilidade elevada acelera o crescimento pela via TOR, mas pode reduzir respostas ligadas ao ácido salicílico e ao gene PR-1. O resultado é uma planta metabolicamente favorecida, porém mais exposta do ponto de vista imunológico.

Nesse contexto, os parceiros da rizosfera ganham importância. Fixadores de nitrogênio, como Rhizobium e Azospirillum, podem contribuir com 40 a 200 quilos de N por hectare ao ano. Solubilizadores de fósforo, como Bacillus e Pseudomonas, atuam por meio de ácidos orgânicos e fosfatases. Micorrizas dos gêneros Glomus e Rhizophagus podem fornecer até 80% do fósforo e 25% do nitrogênio demandados pela planta.

O conceito de microbial damper resume esse papel funcional. Em troca de exsudatos ricos em carbono, a planta terceiriza parte da nutrição e da defesa, amortecendo oscilações provocadas por seca, patógenos ou déficits nutricionais. Com o microbioma preservado, meta-análises indicam redução de 20% a 50% no uso de fertilizante sintético.

A implicação prática está no manejo. Rotação de culturas, cobertura permanente do solo, menor revolvimento e uso criterioso de fungicidas sistêmicos passam a ser vistos como engenharia metabólica aplicada, com potencial para reduzir custos de insumos e ampliar a resiliência produtiva.

 





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Após perder a mãe em atropelamento, tamanduá-mirim Olavo é devolvido à natureza


Tamanduá-mirim resgatado ainda bebê
Foto: Divulgação Cetras Divinopolis

Um filhote de tamanduá-mirim encontrado às margens de uma rodovia, ao lado da mãe morta após um atropelamento, ganhou uma nova chance após passar por reabilitação no Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras) de Divinópolis, no centro-oeste de Minas Gerais.

Batizado de “Olavo”, o filhote chegou à unidade nos primeiros dias de vida e, depois de meses recebendo cuidados intensivos, foi reintroduzido à natureza.

O resgate foi realizado pelo Corpo de Bombeiros, que encontrou o filhote ainda com resquícios do cordão umbilical, evidenciando a fragilidade do animal. Ao dar entrada no Cetras, a equipe técnica iniciou imediatamente o protocolo de atendimento, com alimentação por mamadeira e suplementação adequada para garantir o ganho de peso e o desenvolvimento inicial.

“Ele ainda estava com resquícios do cordão umbilical quando chegou. Era muito novinho, então entramos rapidamente com a suplementação na mamadeira para garantir que ele ganhasse peso e tivesse condições de se desenvolver”, explica a veterinária do Cetras de Divinópolis, Raquel Moreira Kind.

Cuidados com o animal

Com a evolução do quadro clínico, o filhote passou por uma transição alimentar gradual, com a introdução de alimentos sólidos. Para estimular o comportamento natural da espécie, foram utilizados elementos como pedaços de cupinzeiro, fundamentais para que o animal desenvolvesse habilidades essenciais para a vida em ambiente natural.

“Com o ganho de peso, começamos a introduzir a alimentação sólida e também a estimular o comportamento natural. A gente levava cupinzeiro para que ele pudesse treinar essas habilidades, respeitando o tempo e as necessidades da espécie”, acrescenta a veterinária.

Depois de alcançar maior autonomia, Olavo foi transferido para um ambiente preparado com técnicas de enriquecimento ambiental. A estrutura incluiu galhos e outros recursos que possibilitaram o fortalecimento muscular, o desenvolvimento da coordenação motora e o estímulo a comportamentos típicos da espécie, etapa fundamental para a reintrodução na natureza.

“Esse preparo é essencial para que o animal desenvolva independência. Trabalhamos o fortalecimento da musculatura, a coordenação e os comportamentos naturais, até que ele estivesse pronto para voltar ao ambiente natural”, destaca Raquel.

Soltura

Após completar todo o processo de reabilitação, o tamanduá-mirim foi considerado apto para a soltura. O retorno ao habitat natural marcou o desfecho de um trabalho que envolve conhecimento técnico, cuidado contínuo e dedicação das equipes envolvidas.

“É um caso de sucesso que mostra como esse trabalho faz a diferença. A gente acompanha desde um animal extremamente vulnerável até o momento em que ele pode voltar para a natureza”, finaliza.

Orientação

Em casos de encontro com animais silvestres feridos, vítimas de acidentes ou em situação de risco, a orientação é não realizar o manejo por conta própria e acionar os órgãos responsáveis. Para mais informações sobre como proceder ou realizar entrega voluntária, clique aqui.

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Homem atira durante jantar de Trump com jornalistas em Washington; suspeito é detido


Donald Trump
Foto: Divulgação The White House

Um homem de 31 anos efetuou disparos, na noite deste sábado (25), durante um jantar realizado em um hotel em Washington, que reunia o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e jornalistas que cobrem a Casa Branca.

Os tiros foram ouvidos nas imediações do local, levando à retirada imediata do presidente e da primeira-dama, Melania Trump, pelo Serviço Secreto norte-americano. O suspeito foi detido e está sob custódia.

Segundo informações preliminares, o homem teria atirado contra um agente do Serviço Secreto, que não se feriu devido ao uso de colete à prova de balas. Testemunhas relataram ainda que, além dos disparos, explosões foram ouvidas nas proximidades do hotel.

O evento contou também com a presença do vice-presidente, J.D. Vance, e do secretário de Estado, Marco Rubio. Ambos foram retirados do local e estão em segurança.

Após o incidente, Trump falou com jornalistas na Casa Branca e afirmou que o atirador seria um “lobo solitário”, termo utilizado para descrever indivíduos que atuam sozinhos.

Em publicação na rede social Truth Social neste domingo (26), o presidente afirmou que o episódio reforça a necessidade de construção de um salão de eventos com alto nível de segurança dentro da Casa Branca. Segundo ele, uma estrutura desse tipo poderia evitar situações semelhantes, por estar localizada dentro de uma área considerada uma das mais seguras do mundo.

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