domingo, março 29, 2026

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‘Desafio não é provar que é possível, mas acelerar a pecuária de baixo carbono’, diz CEO da JBS



O CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni, afirmou durante entrevista na COP30, em Belém (PA), que a pecuária de baixo carbono já é uma realidade no Brasil e que o país reúne condições para acelerar a transição rumo a sistemas produtivos de carbono negativo.

“A questão não é se é possível, mas como acelerar os exemplos que já existem. Nós temos casos em que a pecuária, considerando o sistema integrado com agricultura, remove mais carbono da atmosfera do que emite”, afirmou Tomazoni, durante a cobertura do evento na Blue Zone, área dedicada às negociações oficiais da conferência.

Segundo o executivo, o programa Fazenda Nota 10, desenvolvido pela JBS, já identificou resultados concretos nessa direção. “Entre 500 produtores participantes, analisamos uma amostra de 100 propriedades com a Fundação Getulio Vargas. O estudo mostrou que 31% desses produtores já removem mais carbono do que emitem”, destacou.

Para Tomazoni, o desafio é ampliar a escala das práticas sustentáveis. “O Brasil tem todas as condições de acelerar esse movimento. Quando aumentamos produtividade e eficiência, também promovemos inclusão, geração de renda e melhores condições de vida”, disse.

O CEO também ressaltou o papel do setor privado nas soluções climáticas. “A COP é um evento governamental, mas o setor privado é quem executa as políticas. Problemas como segurança alimentar e mudanças climáticas só serão resolvidos com coalizões entre governos, empresas e sociedade civil”, afirmou.

Transparência e rastreabilidade

Tomazoni também destacou a nova etapa do programa de rastreabilidade individual da JBS, desenvolvido em parceria com o governo do Pará, a The Nature Conservancy e o Carrefour. O projeto prevê a identificação individual dos animais, ampliando a transparência sobre a origem da carne.

“Já rastreamos 100% dos nossos fornecedores diretos há mais de 15 anos. Agora, estamos aplicando uma ferramenta de blockchain que permite aos nossos parceiros acessar informações sobre os fornecedores deles antes de qualquer compra. Essa transparência dá segurança e confiança ao consumidor e ao mercado”, disse.

A ferramenta faz parte da estratégia de ampliação da rastreabilidade em toda a cadeia produtiva, incluindo fornecedores indiretos. “Estamos dando mais um passo importante, garantindo que o produto chegue ao mercado dentro das condições exigidas em sustentabilidade e conformidade”, afirmou Tomazoni.



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AgroNewsPolítica & Agro

Líderes assinam declaração sobre Fome, Pobreza e Ação Climática centrada nas pessoas


Objetivo é promover ações para enfrentar a maneira desigual que a mudança do clima afeta as populações no mundo, prejudicando principalmente as pessoas mais vulneráveis. Ao todo, 44 partes endossaram o documento

Durante a Cúpula do Clima de Belém, nesta sexta-feira, 7/11, os líderes de 43 países e da União Europeia assinaram a “Declaração de Belém sobre Fome, Pobreza e Ação Climática Centrada nas Pessoas”. O documento, endossado por 44 partes, atenta ao fato de que os efeitos da mudança do clima já afetam drasticamente a população, especialmente, os mais vulneráveis. 

“A mudança do clima, a degradação ambiental e a perda da biodiversidade já estão agravando a fome, a pobreza e a insegurança alimentar, comprometendo o acesso à água, piorando os indicadores de saúde e aumentando a mortalidade, aprofundando desigualdades e ameaçando meios de subsistência, com impactos desproporcionais sobre pessoas já pobres ou em situação de vulnerabilidade”, aponta o texto.

Diante desse cenário, a declaração recomenda que os países continuem investindo em mitigação, mas que confiram maior prioridade à adaptação, especialmente às medidas centradas no ser humano – como a proteção social, seguros-safra e outros instrumentos que promovam a resiliência para as populações. 

Além disso, o documento também defende que o financiamento climático tenha como foco projetos que gerem oportunidades, empregos e meios de subsistência para agricultores familiares, comunidades tradicionais e povos da floresta. O investimento deverá ser pensado para promover a transição energética justa dessas populações.

Para acompanhar a evolução dos países nos termos acordados, o texto propõe oito objetivos mensuráveis nas diversas áreas tratadas. Entre eles está aumentar a proteção social dos países em 2% ao ano e também expandir o número de países com capacidade de avaliar e antecipar vulnerabilidades climáticas de curto e longo prazo. 

O documento foi anunciado durante a última sessão da Cúpula do Clima de Belém. O momento é chave para o tema, já que ocorre quatro dias após a realização da primeira reunião de líderes da Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza, em Doha, no Catar. O compromisso internacional foi uma proposta da presidência brasileira à frente do G20, em 2024. 





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Colômbia lança nova variedade de café resistente ao clima quente



A Federação Nacional de Cafeicultores da Colômbia (FNC) anunciou o desenvolvimento de uma nova variedade de café resistente a temperaturas mais elevadas e adequada para cultivo em regiões de menor altitude. A cultivar, batizada de Umbral, pode ser plantada a partir de 850 metros acima do nível do mar, o que representa uma expansão significativa em áreas onde o calor vinha limitando a produção.

O lançamento ocorreu durante a 89ª Cúpula do Café da Asoexport e Analdex, na última semana. Segundo o gerente da FNC, Germán Bahamón, a Umbral é resultado de avanços científicos voltados para adaptar a cafeicultura às mudanças climáticas e ampliar a resiliência das lavouras.

Atualmente, a nova variedade está em fase de testes em nove fazendas distribuídas em diferentes regiões produtoras da Colômbia, de Nariño e Santander até o tradicional Eixo Cafeeiro. A expectativa é que a cultivar esteja pronta para ser adotada comercialmente em 2027.

A iniciativa é vista como estratégica para o futuro da produção colombiana, em um cenário de temperaturas mais altas e eventos climáticos extremos que têm desafiado cafeicultores em todo o mundo.



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Chuvas intensas! Precipitações podem chegar a 200 mm nos próximos dias; saiba onde



A previsão do tempo para as áreas produtoras de soja do país indica um cenário de chuvas irregulares nos próximos dias. Segundo o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, o Sul do país mantém boa umidade no solo, enquanto a umidade avança para o Sudeste.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Por outro lado, o Centro-Oeste e o Matopiba devem registrar precipitações pouco volumosas e distribuídas de forma desigual nos próximos cinco dias.

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Que chuva!

O destaque vai para Mato Grosso do Sul e o interior de São Paulo, onde os volumes de chuva podem ultrapassar 50 mm em cinco dias.

Previsão para Sinop (MT)

Em Sinop, uma das regiões agrícolas mais importantes, os acumulados devem ficar entre 25 e 30 mm nos próximos três dias. Chuvas mais intensas, de até 200 mm, são esperadas a partir da segunda quinzena de novembro.

Entre os dias 16 e 20, a precipitação se espalhará pelo país, porém ainda de forma irregular e pouco intensa.

Bahia

No oeste baiano, em Barreiras, as chuvas devem retornar com maior intensidade entre 17 e 20 de novembro, com acumulados que podem superar 60 mm no período.

O cenário reforça a necessidade de acompanhamento diário das condições climáticas para o planejamento das atividades agrícolas, especialmente em regiões onde a chuva se distribui de forma irregular.



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Embarques de carne suína sobem 10,1% em outubro e alcançam 2º maior resultado histórico



As exportações brasileiras de carne suína, somando produtos in natura e processados, totalizaram 144 mil toneladas em outubro, segundo informações divulgadas pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) nesta segunda-feira (10).

O volume é o segundo maior resultado mensal da série histórica e representa um aumento de 10,1% em relação a outubro de 2024, quando foram embarcadas 130,9 mil toneladas.

A receita obtida com as vendas externas somou US$ 343,6 milhões, crescimento de 9,7% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram registrados US$ 313,3 milhões.

Acumulado de 2025 já supera receita de todo 2024

De janeiro a outubro, o Brasil exportou 1,266 milhão de toneladas de carne suína, aumento de 12,9% em relação ao mesmo período do ano passado.

A receita acumulada chegou a US$ 3,046 bilhões, avanço de 22,7% sobre os US$ 2,482 bilhões obtidos entre janeiro e outubro de 2024.

O valor já ultrapassa o total de exportações de 2024, que somou US$ 3,033 bilhões, configurando novo recorde histórico para o setor.

Filipinas lideram as importações

As Filipinas se mantêm como principal destino das exportações de carne suína brasileira, com 46,3 mil toneladas embarcadas em outubro, alta de 21% sobre o mesmo mês de 2024.

Na sequência aparecem:

  • Japão (10,7 mil toneladas, +5,9%);
  • México (10,05 mil toneladas, +27,1%);
  • China (10,03 mil toneladas, -47,6%);
  • Hong Kong (8,4 mil toneladas, -1,3%);
  • Chile (7,8 mil toneladas, -17,8%);
  • Vietnã (7 mil toneladas, +21,4%);
  • Singapura (5,4 mil toneladas, +19,6%);
  • Costa do Marfim (4,1 mil toneladas, +266,7%);
  • Uruguai (4 mil toneladas, +10,8%).

“Temos visto um forte incremento da capilaridade das exportações de carne suína, com importantes mercados mundiais ganhando mais representatividade dentre os destinos dos embarques brasileiros, como é o caso do Japão e do México”, disse Ricardo Santin, presidente da ABPA, em comunicado à imprensa.

“Os resultados alcançados até aqui consolidam a projeção de crescimento traçada pelo setor para o ano de 2025, com perspectivas positivas que deverão se seguir até o próximo ano”, acrescentou.

Santa Catarina lidera exportações estaduais

Entre os estados exportadores, Santa Catarina lidera os embarques, com 69 mil toneladas exportadas em outubro, alta de 0,6% na comparação anual.

Em seguida aparecem o Rio Grande do Sul, com 36,5 mil toneladas (+32%), Paraná, com 22,2 mil toneladas (+7,6%), Minas Gerais, com 3,7 mil toneladas (+13,9%), e Mato Grosso, com 3,5 mil toneladas (+14,2%).



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Morre Eliana de Rezende, primeira mulher a integrar corpo técnico da ABCZ



A Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) anunciou com pesar o falecimento da técnica de registro e jurada efetiva da entidade, Eliana de Rezende Ferreira, ocorrido nesta segunda-feira (10). Natural de Juiz de Fora, Minas Gerais, Eliana marcou a história da pecuária nacional ao ser a primeira mulher a integrar o corpo técnico da ABCZ, abrindo caminho para outras profissionais e se tornando um exemplo de dedicação e excelência.

Formada em Medicina Veterinária pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e pós-graduada em Microbiologia e Virologia, Eliana construiu uma trajetória sólida e inspiradora. Atuou no Rio de Janeiro, Espírito Santo e Rio Grande do Sul e, há 13 anos, fazia parte da equipe do Escritório Técnico Regional da ABCZ em Belo Horizonte, Minas Gerais.

Com quase quatro décadas de contribuição à entidade, a técnica era reconhecida pelo trabalho comprometido e pela relação próxima com os criadores. Sua atuação foi decisiva para o avanço do Programa de Melhoramento Genético de Zebuínos (PMGZ), levando orientação técnica, confiança e entusiasmo aos pecuaristas.

Além do trabalho em campo, ela foi uma das primeiras mulheres a atuar como jurada na ExpoZebu, participando de avaliações de destaque e reforçando a presença feminina em um espaço tradicionalmente masculino.

Em reconhecimento à sua trajetória, recebeu o Mérito ABCZ Mulher durante a 11ª ExpoGenética, em 2018, e foi novamente homenageada em 2024, na 17ª edição do evento, pelo Museu do Zebu, por sua contribuição essencial ao desenvolvimento da pecuária zebuína.

“Nossos sentimentos a toda a família. Eliana era muito querida”, lamentou o Presidente da ABCZ, Gabriel Garcia Cid.



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COP30: Sistema CNA/Senar inaugura Pavilhão AgroBrasil em Belém



O Sistema CNA/Senar inaugurou, nesta segunda-feira (10), o Pavilhão AgroBrasil, abrindo oficialmente sua participação na COP30, que ocorre até 21 de novembro, em Belém (PA). O espaço está localizado na AgriZone, instalada na sede da Embrapa Amazônia Oriental, e reúne iniciativas voltadas à sustentabilidade da agropecuária brasileira.

O pavilhão apresentará projetos, exemplos e ações do agro nacional que demonstram o papel do setor na mitigação das mudanças climáticas e na promoção da segurança alimentar e energética.

Na cerimônia de abertura participaram o presidente da Comissão Nacional de Meio Ambiente da CNA, Muni Lourenço; o diretor-geral do Senar, Daniel Carrara; a presidente da Embrapa, Sílvia Massruhá; o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), Carlos Xavier; o diretor-geral do IICA, Manuel Otero; o diretor técnico do Sebrae Nacional, Bruno Quick; e o presidente do Sistema OCB Pará, Ernandes Raiol.

O público presente incluiu presidentes de federações de agricultura e pecuária, superintendentes do Senar, produtores rurais e representantes de entidades parceiras.

A programação do Pavilhão AgroBrasil contará com dias temáticos, voltados às cadeias produtivas de grãos, café, frutas, cacau, pecuária de corte, aves, suínos e pescados, além de painéis sobre práticas sustentáveis, agroenergia, segurança alimentar e comunicação. Também serão exibidas tecnologias aplicadas no campo, vídeos e debates técnicos.

Durante o evento, Muni Lourenço destacou o compromisso do setor com a sustentabilidade e a segurança alimentar. “O agro tem uma presença à altura de sua importância, alimenta mais de um bilhão de pessoas e cumpre uma das legislações ambientais mais rigorosas do mundo”, afirmou.

Lourenço ressaltou ainda o papel da AgriZone, considerada uma iniciativa inédita nas conferências climáticas da ONU. “É o momento de mostrar que a produção de alimentos e a preservação ambiental caminham juntas, com base na ciência e em tecnologias transferidas por instituições como a Embrapa e o Senar”, disse.

O diretor-geral do Senar, Daniel Carrara, apresentou a programação do Sistema CNA/Senar na AgriZone e na Blue Zone, destacando a parceria com a Embrapa para evidenciar a realidade da produção sustentável no país.

A presidente da Embrapa, Sílvia Massruhá, reforçou que o trabalho conjunto entre os setores público e privado é fundamental para mostrar os avanços da agricultura sustentável nos seis biomas brasileiros. Segundo ela, a ciência e a tecnologia têm papel central na adaptação da produção aos diferentes tipos de solo e clima. “Precisamos incentivar tecnologias de baixo carbono e ampliar parcerias público-privadas para tornar a agricultura ainda mais sustentável e resiliente”, afirmou.

O presidente da Faepa, Carlos Xavier, deu as boas-vindas aos participantes e destacou a atuação do presidente da CNA, João Martins, na defesa do produtor rural, especialmente dos pequenos.

O diretor-geral do IICA, Manuel Otero, enfatizou o papel dos agricultores do continente americano na segurança alimentar e energética global. “Os produtores cuidam do solo e garantem a paz por meio da produção de alimentos”, declarou.

O diretor técnico do Sebrae, Bruno Quick, defendeu a valorização da bioeconomia amazônica e a remuneração dos produtores por ações de preservação ambiental. Ele destacou o projeto Juntos pelo Agro, desenvolvido em parceria com o Sistema CNA/Senar, que atua no fortalecimento das cadeias produtivas na região.

Encerrando os discursos, o presidente do Sistema OCB Pará, Ernandes Raiol, ressaltou o papel das cooperativas na recuperação ambiental. “Quando todos cooperam, todos crescem”, afirmou.



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Chegada de frente fria traz risco de chuvas acima de 100 mm em algumas regiões do país



A passagem de uma frente fria volta a trazer chuva para o norte de Minas Gerais e o sul da Bahia nos próximos dias. Segundo o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, as imagens de satélite mostram um corredor de umidade que se estende do Espírito Santo até o Maranhão, beneficiando também áreas do norte do Tocantins e do sul do Pará.

“Essa é uma chuva muito bem-vinda para produtores da região, que enfrentavam semanas de tempo firme e baixa umidade”, explica Müller.

No entanto, há alerta para temporais isolados nesta tarde em Rondônia, Mato Grosso e norte de Goiás. Nessas áreas, o risco maior é de rajadas de vento entre 50 e 70 km/h e forte atividade elétrica, sem expectativa significativa de granizo.

Nas demais regiões do país, o tempo segue firme. As temperaturas permanecem elevadas em Cuiabá, no norte do Piauí e do Ceará, com máximas próximas de 36°C. Já no Sul, os termômetros variam entre 25°C e 29°C, mas com noites mais frias e amplitude térmica elevada, condição que pode impactar granjas de aves e suínos.

Sobre as cidades do Paraná atingidas por tornados na último fim de semana, Müller afirma que uma nova frente fria deve avançar entre quarta e quinta-feira, mas sem risco de chuvas volumosas. “É uma chuva fraca, passageira, que não deve atrapalhar os trabalhos de reconstrução”, diz.

No Centro-Oeste, os maiores acumulados se concentram no sul de Mato Grosso, sul de Goiás e Mato Grosso do Sul, com volumes que podem chegar a 80 mm em cinco dias. No recôncavo baiano, os acumulados podem ultrapassar 100 mm.

No Norte, o período chuvoso começa a ganhar ritmo, avançando para Rondônia, Acre e sul do Pará, tendência que deve se consolidar entre o fim de novembro e o início de dezembro.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.



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AgroNewsPolítica & Agro

Pecuária de baixo carbono ganha espaço na COP30


Protocolo de Carne de Baixo Carbono (CBC), Boas Práticas Agropecuárias (BPA) – bovinos e bubalinos de corte e estoque de carbono no bioma Pantanal são as tecnologias que a Embrapa Gado de Corte levará a Belém, durante a COP30, na vitrine viva da Embrapa preparada para a Conferência.

O Protocolo CBC, desenvolvido pela Embrapa, é o primeiro do Brasil a estabelecer um conjunto de critérios e procedimentos auditáveis e certificáveis, que garantem a redução das emissões de Gases de Efeito Estufa pelo sistema produtivo da bovinocultura de corte e a obtenção de um selo para a carne, que possibilita ao consumidor optar por um produto com atributos de descarbonização nas gôndolas dos supermercados.

A iniciativa está associada a sistemas pecuários sem a presença de árvores, que a partir das boas práticas agropecuárias, envolvendo a recuperação e manejo correto da pastagem, e integração lavoura-pecuária, promovem aumento do estoque de carbono no solo, mitigando as emissões de GEE do sistema.

Para validar as orientações técnicas do protocolo CBC, a Embrapa realizou experimentos durante dois ciclos de produção (2019 a 2021) em um ambiente de produção comercial no Oeste baiano. Essa validação serve como modelo de certificação da marca-conceito CBC nas fazendas de pecuária de corte que desejarem adotar esse modelo, que estará disponível para os produtores, após o lançamento, na plataforma Agri Trace Rastreabilidade Animal, da Confederação Nacional da Agricultura (CNA).

Boas Práticas

Eficiência, sustentabilidade e competitividade formam o tripé do Programa de Boas Práticas Agropecuárias (BPA) – bovinos de corte, que com mais de 20 anos de existência, passou por profunda transformação. O novo Programa BPA busca agora uma abordagem integrada, envolvendo técnicos, pesquisadores e produtores rurais, para saltar das 200 propriedades, atualmente credenciadas para mil, nos próximos três anos.

Entre as mudanças, está a inclusão dos bubalinos de corte no Manual de BPA, já que antes era restrito aos bovinos. O tema da função social do imóvel incorporou os quesitos de legislações trabalhistas e ambiental, que antes apareciam dispersos. Abriu-se espaços para gestão ambiental e de pessoas para quesitos que, de fato, são gerenciáveis, que exigem a tomada de decisão, como por exemplo, separação e destinação correta de resíduos sólidos, e bonificação por desempenho.

A adesão ao Programa BPA é gratuita e voluntária e os produtores podem participar com três níveis de engajamento. No primeiro, o material disponibilizado pela Embrapa no site do BPA serve como guia de implantação na propriedade, sem vínculo formal com o Programa. Já no segundo, apesar de a implantação ser independente, a verificação de conformidade e emissão de atestado de adequação se dá por técnico credenciado BPA. Por fim, no nível três, há acompanhamento técnico desde a verificação inicial até a implantação total.

Pantanal e carbono

Outro tema presente na COP30 é um estudo inédito que revela o potencial estratégico de estoque de carbono na Bacia do Alto Paraguai. A pesquisa, desenvolvida por equipes da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) e Embrapa Gado de Corte (MS) mapeou os estoques de carbono na Bacia do Alto Paraguai e aponta oportunidades para conservação e desenvolvimento sustentável.

O estudo foi conduzido utilizando imagens do satélite Landsat e ferramentas avançadas de sensoriamento remoto e geoprocessamento, com base no Protocolo UEMS. Foram analisadas 59 localidades da Bacia do Alto Paraguai (BAP), com atenção especial às áreas do bioma Pantanal (MS e MT).

Os cálculos envolveram índices de vegetação (NDVI), classificação espectral e validação em campo, permitindo mapear os estoques de carbono em vegetações nativas e alteradas, e o resultado é um panorama científico inédito sobre a capacidade de fixação de carbono da região e seu papel no enfrentamento das mudanças climáticas.





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‘A tecnologia pode tornar a descarbonização viável e acessível’, diz líder global da UPL



O CEO global do Grupo UPL, Jai Shroff, afirmou que a tecnologia tem papel decisivo na transição climática e pode tornar o processo de descarbonização “não apenas viável, mas também economicamente acessível”. A declaração foi feita durante a Cúpula do Clima realizada em Belém (PA), nos dias 6 e 7 de novembro, evento que reuniu líderes de 143 países e antecede a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que começou nesta segunda-feira (10).

O executivo foi convidado pelo governo brasileiro, por meio do embaixador André Corrêa do Lago, secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores e presidente da COP30. A cúpula, organizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, teve como foco o papel da Amazônia e das florestas tropicais no enfrentamento das mudanças climáticas.

Para Shroff, o encontro em Belém mostrou avanços concretos na mobilização global. “Foi ótimo ver tantos líderes comprometidos com a iniciativa da floresta tropical. Acho muito empolgante ver esses compromissos sendo assumidos”, afirmou.

Ele também ressaltou que as discussões sobre preservação ambiental e financiamento para as florestas são essenciais para alcançar resultados duradouros. “Havia um sentimento geral de otimismo, a sensação de que bons avanços estavam sendo alcançados. As pessoas realmente confiam que a tecnologia pode tornar o processo de descarbonização não apenas viável, mas acessível”, disse.

Segundo o CEO, a COP é um catalisador para essa transição. “Estou muito mais otimista hoje do que quando cheguei ao Brasil. Eu não tinha certeza, diante de todos os desafios que o mundo enfrenta, se haveria um compromisso real. Mas pude ver que muitos países e líderes estão totalmente comprometidos com essa causa.”

Shroff defendeu que o sucesso da agenda climática depende da cooperação entre diferentes setores. “Todos fazemos parte do mesmo planeta e precisamos salvá-lo. Quando o mundo inteiro se une, podemos causar um enorme impacto. É exatamente isso que a COP faz: reúne todas as partes interessadas, promove o diálogo e busca soluções.”

A UPL, uma das cinco maiores empresas de soluções agrícolas do mundo e líder global em biossoluções, participará da COP30 em dois espaços. Na AgriZone, área organizada pela Embrapa, a companhia apresentará a Agrosfera, ambiente dedicado à sustentabilidade na produção de alimentos. A iniciativa integra a campanha “Heróis da Agrosfera”, que destaca agricultores de diferentes países que adotam práticas sustentáveis, contribuindo para reduzir emissões de gases de efeito estufa, regenerar o solo e preservar a biodiversidade.

A empresa também marcará presença na Blue Zone, área oficial das negociações da ONU, com um estande que servirá café carbono negativo da marca Mió, produzido em Minas Gerais com insumos do portfólio da UPL. O produto captura mais CO₂ do que emite e será o café oficial do espaço, simbolizando o papel do agro brasileiro na agenda de descarbonização.

Durante a conferência, Jai Shroff atuará como copresidente do Grupo de Trabalho de Sistemas Alimentares da Sustainable Business COP (SBCOP), iniciativa coordenada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) para ampliar a participação do setor privado nas negociações climáticas globais.

Com presença em 140 países, a UPL pretende usar a COP30 para reforçar seu compromisso com a inovação e a sustentabilidade na agricultura, destacando o papel dos produtores como agentes da transição climática e da segurança alimentar global.



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