A participação do Brasil como país homenageado na Hannover Messe 2026 é liderada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Durante o evento, foi assinado um investimento bilionário para o Nordeste, totalizando 2 bilhões de euros, cerca de R$ 12 bilhões.
Detalhes do investimento
O aporte financeiro será destinado à produção de hidrogênio verde e amônia, parte do projeto Morro Pintado, localizado no Rio Grande do Norte. O financiamento é oriundo do Ministério de Economia e Energia da Alemanha e da iniciativa Global Gateway.
Componentes do projeto
Produção de hidrogênio verde e amônia
Energia eólica e solar
Construção de um porto na região
O consórcio responsável pelo projeto é formado por empresas brasileiras e alemãs. Na primeira etapa, a expectativa é produzir 438.000 toneladas de amônia verde para exportação à Alemanha.
A Hannover Messe 2026 segue até sexta-feira, promovendo oportunidades de negócios e parcerias internacionais.
No Rio Grande do Sul, um estudo está em andamento para reunir informações sobre o setor de agroindústrias familiares. A pesquisa visa traçar um perfil de aproximadamente 4.000 estabelecimentos do estado, permitindo uma análise detalhada do setor.
Objetivos do estudo
O chamado censo das agroindústrias familiares já começou a ser aplicado nos estabelecimentos gaúchos. O diagnóstico socioeconômico será realizado por meio de visitas e aplicação de questionários, com o objetivo de entender:
Aspectos econômicos das agroindústrias
Participação em feiras locais, regionais e nacionais
Fatores que influenciam a venda, incluindo canais de e-commerce
Questões burocráticas relacionadas a selos e certificações
Sucessão familiar e continuidade do trabalho no campo
Desdobramentos esperados
Com os dados coletados, o governo poderá traçar ações mais expressivas para o setor, identificando gargalos e promovendo o fortalecimento da agricultura familiar. Além disso, a pesquisa permitirá aprimorar a assistência técnica nas propriedades.
Os questionários serão aplicados entre maio e junho por extensionistas da Emater, e o diagnóstico deve ser divulgado durante a Expo Inter, em agosto. As agroindústrias vinculadas ao Programa Estadual de Agroindústria Familiar (PEAF) poderão participar das feiras da Agricultura Familiar, que já geraram um faturamento superior a R$ 12 milhões neste ano.
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No mercado gaúcho, o ritmo segue lento – Foto: Paulo kurtz/ Embrapa
Os preços do trigo seguem em alta no Sul do país, em um mercado marcado por oferta restrita em alguns polos, pedidas mais firmes e compras ainda concentradas no curto prazo. Segundo a TF Agroeconômica, o cenário combina disponibilidade apertada no Rio Grande do Sul, valorização nas ofertas em Santa Catarina e diferença entre negócios imediatos e indicações futuras no Paraná.
No mercado gaúcho, o ritmo segue lento, ainda influenciado pela colheita da soja, com negociações da mão para a boca. As indicações variam de R$ 1.250 para trigos de qualidade mais baixa até R$ 1.300 no interior, enquanto vendedores pedem entre R$ 1.350 e R$ 1.400. A estimativa atual é de 260 mil toneladas disponíveis no estado, volume considerado insuficiente para atravessar até a próxima colheita, em outubro. Esse quadro deve exigir compras no exterior e sustentar preços em paridade de importação. No campo, o preço da pedra em Panambi subiu 3,51%, de R$ 57 para R$ 59 por saca.
Em Santa Catarina, as ofertas em bons volumes continuam, mas as pedidas avançaram. Trigos catarinenses são ofertados ao redor de R$ 1.300 FOB, com retirada e pagamento entre abril e maio. No mesmo período, as ofertas do Paraná e do Rio Grande do Sul chegaram a R$ 1.400 FOB para moinhos catarinenses. Nos preços de balcão, houve estabilidade em Canoinhas, Rio do Sul, Chapecó e Xanxerê, alta em São Miguel do Oeste e recuo em Joaçaba.
No Paraná, os negócios spot seguem mais firmes do que as indicações para maio e junho. Moinhos mais abastecidos indicam R$ 1.300 CIF, enquanto no mercado imediato há registros entre R$ 1.400 FOB e R$ 1.450 CIF, ainda que pontuais. Já para os próximos meses, as indicações recuam para a faixa de R$ 1.350 a R$ 1.370 CIF, movimento ligado à queda das paridades de importação com o recuo do dólar.
A sétima edição da Norte Show, que ocorre em Sinope, Mato Grosso, até a próxima sexta-feira, se consolida como a maior vitrine do agronegócio do médio norte do estado. O evento já bateu recordes de público, com mais de 30 mil visitantes no primeiro dia, refletindo o crescimento do setor e os desafios enfrentados pelos expositores.
Movimentação intensa no primeiro dia
De acordo com os organizadores, a movimentação intensa no evento demonstra o interesse do público e a solidez da feira. O vice-presidente da Acre Norte, Cícero Bert, destacou a satisfação com a grande presença de visitantes e a importância do evento para a região.
Desafios e oportunidades
A feira também enfrenta desafios, como a falta de espaço para expositores, que superaram as expectativas com 410 vagas ocupadas. Cícero ressaltou que a região é um polo de inovação e tecnologia no agronegócio, com destaque para a integração entre lavoura e pecuária.
Expectativas de negócios
O evento tem como meta alcançar um volume de negócios superior a 4 bilhões de reais, superando os 3,6 bilhões do ano anterior. Apesar de um cenário cauteloso, os organizadores acreditam que a feira proporcionará oportunidades significativas para os produtores e expositores.
Inovação e tecnologia
O Norte Show 2026 também é um espaço para a apresentação de inovações tecnológicas que impactam a agricultura, com a presença de diversas empresas do setor. A conectividade e o uso de tecnologias avançadas são fundamentais para o desenvolvimento do agronegócio na região.
A colheita da safra 2025/2026 de arroz alcançou 77,5%, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB). No entanto, a qualidade dos grãos em Santa Catarina está sendo afetada pelo excesso de chuvas, especialmente nas regiões do litoral e Vale do Tajaí.
Impactos das chuvas na colheita
O meteorologista Artur Miller destacou que a colheita do arroz está em fase final, mas as condições climáticas estão se deteriorando devido à previsão de chuvas intensas nos próximos dias. As principais informações incluem:
Goiás já finalizou a colheita, enquanto Maranhão iniciou com apenas 7,5% da safra colhida.
O Rio Grande do Sul apresenta pequeno avanço na colheita, enquanto Santa Catarina enfrenta atrasos.
As chuvas devem ser mais volumosas na região sul, especialmente entre 28 de abril e 2 de maio, com acumulados superiores a 100 mm.
Previsão do tempo
Nos próximos dias, uma frente fria deve trazer chuvas significativas para o centro-norte do Rio Grande do Sul. As áreas produtoras devem aproveitar a janela de tempo favorável antes do aumento das precipitações. A previsão indica:
Possibilidade de temporais e rajadas de vento no norte do Maranhão e centro-norte do Pará.
Temperaturas amenas, com mínimas em torno de 7ºC, mas sem risco de geadas significativas.
Maior incidência de chuvas na segunda semana de maio, especialmente no sul do Brasil.
Considerações finais
O mês de maio tende a ser chuvoso em toda a região sul do país, o que pode impactar a qualidade da colheita de arroz. Os produtores devem estar atentos às condições climáticas e aproveitar os dias favoráveis para avançar com os trabalhos em campo.
Morreu nesta quarta-feira (22), aos 83 anos, o médico-veterinário Simeão Machado Neto, ex-responsável técnico pelos Escritórios Técnicos Regionais (ETRs) da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) em Salvador (BA) e Aracaju (SE).
Neto dedicou décadas ao desenvolvimento das raças zebuínas, especialmente na região Nordeste. Iniciou sua atuação com a raça indubrasil, na Estação Experimental Dantas Bião, em Aramari (BA), contribuindo desde cedo para o fortalecimento das bases do melhoramento genético zebuíno no país.
Em 1971, passou a integrar a equipe da ABCZ como responsável pelo ETR de Aracaju. Três anos depois, assumiu a chefia do escritório de Salvador, onde construiu uma longa e relevante atuação, permanecendo na instituição até 2017.
Ao longo de sua carreira, destacou-se na organização de eventos técnicos, como cursos de julgamento de zebuínos e workshops do Programa de Melhoramento Genético de Zebuínos (PMGZ), além de atuar na promoção de iniciativas fundamentais para o desenvolvimento da pecuária, como o Pró-Genética, que amplia o acesso de pequenos e médios produtores a touros PO.
Simeão também teve importante contribuição na pesquisa agropecuária, com atuação na Empresa de Pesquisa Agropecuária da Bahia (Epaba), conduzindo trabalhos de melhoramento genético da raça Nelore na Estação Experimental Manoel Machado, em Itambé (BA). Participou ainda de projetos de seleção das raças gir leiteiro e guzerá, além de ter atuado como técnico veterinário na Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA).
Reconhecimento
Seu trabalho e dedicação foram amplamente reconhecidos ao longo dos anos. Recebeu da Associação Brasileira dos Criadores de Indubrasil (ABCI) a Comenda Mérito Indubrasil e Honra ao Mérito. Em 2012, foi agraciado pela ABCZ com o Mérito ABCZ, na categoria Funcionário.
Simeão Machado Neto foi casado com Maria Virgínia, já falecida, e deixa os filhos Eduardo e Isabela, além das netas Maria Clara e Isadora.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) atualizou nesta quarta-feira (22) as regras para suplementos alimentares com cúrcuma, também conhecida como açafrão.Publicada no Diário Oficial da União, a instrução normativa ajusta os limites de uso da substância e aprimora rótulos, para proteger consumidores de riscos à saúde.
Em nota, a Anvisa informou que a atualização foi motivada após a identificação, no cenário do monitoramento pós-mercado, de possível risco de danos ao fígado associado ao uso de suplementos e medicamentos com cúrcuma.
Em março, a agência chegou a publicar um alerta de farmacovigilância, para advertir pessoas que fazem uso dos produtos a respeito dos riscos.
A Anvisa esclareceu, na época, que o risco de toxicidade não está relacionado ao uso da cúrcuma para o preparo de alimentos no dia a dia. O alerta envolvia apenas medicamentos e suplementos, nos quais as concentrações são maiores.
O alerta se baseou em avaliações internacionais que identificaram casos suspeitos de intoxicação hepática em pessoas que utilizaram produtos com cúrcuma ou curcuminoides.
“O problema está associado especialmente a formulações e tecnologias que promovem um aumento na absorção da curcumina em níveis muito acima do consumo normal”, destacou a Anvisa.
Confira as três principais atualizações
Inclusão obrigatória da seguinte advertência na rotulagem dos suplementos: “Este produto não deve ser consumido por gestantes, lactantes, crianças, pessoas com doenças hepáticas, biliares ou com úlceras gástricas. Pessoas com enfermidades e/ou sob o uso de medicamentos, consulte seu médico;
Os limites de consumo da curcumina devem ser calculados pela soma de seus três principais componentes (curcuminoides totais);
Inclusão dos tetraidrocurcuminoides na lista de ingredientes permitidos, com restrição de mistura desse novo componente com o extrato natural da planta no mesmo produto, para evitar sobrecarga da substância no organismo.
Em mais uma edição do já tradicional prêmio +Admirados da Imprensa do Agronegócio, o Canal Rural marca presença firme entre os finalistas em 2026. A iniciativa reconhece os profissionais e os veículos que mais cativam o público na cobertura jornalística do agro.
Promovido pelo site Jornalistas&Cia, a honraria vai eleger os 50 jornalistas mais admirados do setor produtivo no Brasil e os top 3 de categorias como site, podcast, canal de vídeo e programas, em votação que segue até 4 de maio. Para ajudar a escolher, clique aqui.
Confira as categorias em que os profissionais e produtos do Canal Rural concorrem:
Site/portal: Canal Rural
Canal de vídeo (Youtube/Instagram): Canal Rural
Programa de TV especializada: Mercado&Cia e Rural Notícias
Jornalistas
Neste segundo turno, os eleitores podem selecionar os jornalistas e publicações de sua preferência, classificando-os do 1º ao 5º lugar. Veja os indicados e vote aqui:
Recentemente, o presidente Lula afirmou que o Brasil tem potencial para ser a “Arábia Saudita do Biodiesel”. A comparação não é exagero: nosso país ostenta uma posição que o resto do mundo persegue.
Enquanto nações desenvolvidas lutam para limpar suas indústrias, 88% da nossa matriz elétrica já é renovável. Se olharmos para a matriz energética total, que inclui o combustível dos transportes e a energia das fábricas, 50% de tudo o que consumimos é limpo, contra uma média mundial de apenas 14%.
O Brasil já é o campeão dos biocombustíveis, mas o grande salto agora vem do Hidrogênio Verde. No Nordeste, a força dos ventos e do sol separa o hidrogênio da água. Para transportá-lo, combinamos esse gás com o nitrogênio do ar, criando a Amônia Verde.
O Brasil transforma vento e sol em “energia líquida” para abastecer países que não têm mais onde crescer em fontes limpas
Essa “embalagem líquida” é a solução para países como o Japão e a Alemanha, que não têm mais espaço para crescer em energia limpa e decidiram abandonar a energia nuclear.
Reféns do carvão e do gás russo, eles precisam importar nossa energia para descarbonizar suas indústrias. Um exemplo real é o recente consórcio de R$ 12 bilhões assinado para produzir amônia verde no Rio Grande do Norte voltada ao mercado alemão.
Mas essa revolução não serve apenas para exportar. A amônia é a base dos fertilizantes, como a ureia. Hoje, o Brasil importa esse insumo fabricado lá fora com combustíveis fósseis.
Produzir amônia verde em solo nacional é criar um escudo contra as crises externas que encarecem a comida no nosso supermercado
Quando surge uma guerra na Ucrânia ou crise no Oriente Médio, o adubo encarece em dólar e o preço do arroz e do feijão dispara. Ao produzirmos nossa própria amônia verde, “nacionalizamos” nossa segurança alimentar.
Usamos nosso vento para fabricar adubo em solo nacional, criando um escudo que garante comida estável e barata na mesa do brasileiro, independentemente das crises externas.
A “Arábia Saudita Verde” é a nossa chance de deixar de ser apenas exportador de matéria-prima. Com a matriz elétrica mais limpa do planeta e a tecnologia para transformar vento em fertilizante, o futuro do Brasil está, literalmente, soprando a nosso favor.
*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural
O Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.
Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola (Imea) mostram que, em março de 2026, Mato Grosso registrou o menor volume de bovinos enviados para abate em outros estados para o período. Ao todo, os envios somaram 2,54 mil cabeças, queda de 23,16% em relação a fevereiro e de 44,05% na comparação com março de 2025.
Entre os destinos, Goiás concentrou 48,55% do total, seguido por São Paulo, com 46,27%, e Mato Grosso do Sul, com 5,18%.
De acordo com o Imea, o movimento está ligado ao encurtamento do diferencial de base dos preços do boi gordo entre Mato Grosso e São Paulo. Em março, o deságio médio foi de 6,50% em relação à praça paulista, o que reduziu a competitividade dos envios interestaduais e estimulou os abates dentro do próprio estado.
Até a terceira semana de abril, os preços médios da arroba foram de R$ 350,21 em Mato Grosso e R$ 368,74 em São Paulo. No período, o diferencial de base ficou em -5,03%, indicando uma aproximação de 1,47 ponto percentual frente a março.