sábado, março 28, 2026

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Temporais e onda de calor marcam o fim de semana no Brasil


temporal com raios
Pixabay

A previsão do tempo para este fim de semana no Brasil aponta chuva em várias regiões e temperaturas elevadas em parte do país.

Enquanto áreas do Norte, Nordeste e Centro-Oeste têm pancadas de chuva e risco de temporais, regiões do Sul e parte do Sudeste registram aumento das temperaturas, com início da primeira onda de calor de 2026.

Sábado tem chuva forte em várias regiões

No sábado (28), a previsão indica pancadas de chuva em grande parte do país. No Norte, a chuva ocorre desde o início do dia em vários estados e pode vir acompanhada de temporais.

No Nordeste, a chuva atinge áreas do litoral e também parte do interior. Há risco de temporais principalmente entre a Bahia e outros estados do litoral.

No Centro-Oeste, a chuva ocorre principalmente em Mato Grosso, com pancadas em diferentes áreas ao longo do dia. No Mato Grosso do Sul e em Goiás, a chuva aparece de forma isolada.

No Sudeste, a chuva se concentra no litoral do Espírito Santo, no norte do Rio de Janeiro e em áreas de Minas Gerais. No interior de São Paulo, a previsão é de tempo firme e temperaturas elevadas.

No Sul, o sábado começou com tempo firme em grande parte da região, mas há previsão de pancadas isoladas ao longo do dia em áreas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. As temperaturas sobem e marcam o início da onda de calor prevista até o início de abril.

Domingo tem avanço de instabilidades no Sul

No domingo (29), áreas de instabilidade avançam pelo Sul do país, com pancadas de chuva no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina entre o fim da manhã e a tarde.

No Sudeste, a chuva continua em áreas do Espírito Santo, do norte do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. O interior de São Paulo permanece com tempo firme.

No Centro-Oeste, a chuva ocorre principalmente em Mato Grosso, enquanto em Goiás e no Mato Grosso do Sul as pancadas são isoladas.

No Nordeste, a chuva continua em áreas do litoral e se espalha ao longo do dia. No Norte, a previsão indica pancadas de chuva em grande parte da região.

Capitais têm calor e pancadas de chuva

Entre as capitais, São Paulo deve ter tempo firme no sábado e no domingo, com temperaturas de até 31°C. No Rio de Janeiro, a previsão indica sol com possibilidade de chuva fraca à tarde.

Em Porto Alegre, o sábado deve ser de tempo firme e o domingo tem previsão de chuva à tarde. Em Belo Horizonte, há previsão de pancadas nos dois dias. Curitiba deve ter tempo firme no fim de semana.

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RS pode ampliar área de sorgo na próxima safra



A colheita de sorgo avança no Rio Grande do Sul



Foto: Pixabay

A colheita de sorgo avança no Rio Grande do Sul, com resultados considerados positivos mesmo em cenário de baixa disponibilidade hídrica. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (26), na região administrativa de Bagé, o município de São Borja já colheu cerca de 50% dos 5.000 hectares cultivados.

Segundo o levantamento, nas áreas ainda não colhidas, 30% das lavouras estão em fase de maturação, 10% em enchimento de grãos e 10% em floração. A produtividade média das áreas já colhidas é de aproximadamente 4.800 quilos por hectare, com variações em áreas impactadas pela estiagem ou com menor nível tecnológico. Em sistemas irrigados por pivô, os rendimentos chegam a 7.200 quilos por hectare.

O informativo aponta que “os produtores estão satisfeitos com o desempenho da cultura, especialmente em um cenário de escassez de chuvas”. Ainda de acordo com a entidade, há expectativa de ampliação da área cultivada na próxima safra, condicionada à manutenção das condições de mercado.





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Na base da confiança: queijaria funciona sem ninguém no caixa – e está dando certo


queijaria Itabiobaia, no Espírito Santo
Foto: divulgação

Nem parece que estamos na Grande Vitória, porque a paisagem parece uma pintura: montanhas, estrada de chão, névoa e muito verde ao redor. Essa é a visão de quem passa pela Estrada Itabiobá, no Circuito Guaranhuns, na Serra (ES) – um dos cinco circuitos de agroturismo do município.

Dentre os empreendimentos da rota está o sítio Taquara, um local com muita história e boas lembranças. “A minha família sempre foi ligada ao meio rural. Meu pai nunca trabalhou para ninguém e sempre viveu com o que produziu aqui. Inclusive, essa propriedade é dele, mas, há alguns anos, ele cedeu uma parte pra eu trabalhar e empreender”, conta Jérzio Moraes Miranda, 43.

De uma propriedade com baixa lucratividade, o empreendedor transformou o local num negócio. “A pecuária não é fácil. É domingo, feriado, não tem dia e não tem hora. Eu já tirava leite das vacas. Então, por que não começar a fazer queijo?”, diz Jérzio.

Ele não embarcou nessa sozinho. Levou a esposa formada em Administração com ênfase em Comércio Exterior. “Ele me fez uma proposta: larga tudo e vamos abrir uma empresa na roça. Eu falei: mas isso não tem nada a ver comigo. Ele falou: então, vamos fazer um curso em Juiz de Fora, em Minas Gerais. Foi onde eu me descobri”, conta a hoje empreendedora Solange Miranda, 38.

Nascia a Queijaria Itaiobaia. Ao longo de sete anos, o casal vem produzindo – além dos queijos, é claro – iogurte, requeijão e doce de leite. “A gente sabe que o Brasil é país do futebol, país do samba, país do carnaval, mas podemos dizer também que é o país do queijo. É gosto nacional. Acredito que o queijo não sai da mesa dos brasileiros, seja no café da manhã, café da tarde, entre amigos, família…”, enumera Solange.

Foto: divulgação

Em torno de 40% das agroindústrias familiares do Espírito Santo são compostas por queijarias artesanais. Juntas somam 1.763 estabelecimentos, o principal segmento do setor. A região sul do estado destaca-se na produção por apresentar 37% das agroindústrias instaladas. A maior parte da produção (55%) é destinada ao consumo próprio. Os dados fazem parte de um levantamento realizado pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper).

Auto-atendimento, o diferencial da queijaria

O diferencial da Queijaria Itaiobaia não está na produção, mas no atendimento. Ou melhor, auto-atendimento. Funciona assim: o cliente chega, escolhe o produto no freezer, paga com o celular – por meio de um QR code -, coloca o produto na sacola e vai embora. Você deve estar se perguntando: e se o pagamento for em dinheiro? Aì o cliente deposita as cédulas num cofre. Se precisar de troco, há uma gaveta com quantias disponíveis para facilitar a operação

“A gente pensou numa maneira de ser diferente no atendimento. Por isso, criamos esse sistema. Nós temos câmeras na loja e tudo é registrado. Nossa inadimplência é muito pequena”, revela a empreendedora.

Circuito de agroturismo

O Circuito Guaranhuns fica localizado a 3 km de Serra Sede, tendo acesso pela BR-101 e Rodovia do Contorno. Conta com restaurantes, lazer rural, camping, produção rural e Sítio Histórico de São José do Queimado, importante ponto turístico do município.

Além do Guaranhuns, a cidade também conta com os circuitos de Chapada Grande, Pitanga, Muribeca e das Águas. Todos localizados na zona rural da região metropolitana de Vitória. Esse ambiente rural tem atraído visitantes de várias tribos e regiões do Espírito Santo.

Não é raro avistar grupos de ciclistas percorrendo a Estrada Itaiobaia. E são eles justamente os principais clientes da queijaria. “A gente conheceu a queijaria por meio de colegas que pedalam por aqui e, agora, nós vamos passando a dica para outras turmas de ciclistas”, diz o técnico em mecânica Sérgio Roveda.

A parada no empreendimento do casal Miranda é “obrigatória”. “Não tem condição de passar aqui sem parar. Só quando está fechado mesmo”, completa o mecânico e ciclista Fabiano Gaeede.

Queijaria é alternativa para se manter na pecuária de leite

As constantes baixas no preço do leite tem causado preocupação entre os pecuaristas. Muitos chegam a desistir e abandonam a atividade. Mas o empreendedor Jérzio garante que é possível sim sobreviver da pecuária de leite. Basta inovar.

“A gente não pode ficar na mesmice. A pecuária praticada como anos atrás está findando. A pecuária moderna requer animais com genética boa, alimentação balanceada, ordenha ecanizada e agregação de valor aos produtos. Isso sim faz a diferença”, afirma Jérzio.

Queijaria Itaiobaia

  • Produção agrícola, produção e venda de produtos artesanais (queijos, biscoitos, pães e outros)
  • Funcionamento: diariamente 6h30 às 17h30
  • Endereço: Estrada Itaiobaia-Guaranhuns, Serra (ES)

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Tonkatsu: quanto custa e como é o prato no Japão


Foto: Reprodução/Canal Rural.
Foto: Reprodução/Canal Rural.

O terceiro episódio da série “Fabi no Japão”, exibido no programa Interligados, do Canal Rural, mostrou a visita da nutricionista Fabiana Borrego a um restaurante especializado em tonkatsu.

Considerado um dos pratos mais conhecidos da culinária japonesa, o tonkatsu é composto por uma costeleta de porco empanada na farinha panko. É servido fatiado, geralmente com molho tônico, repolho ralado, arroz e sopa de missô.

Na entrada, o estabelecimento expõe réplicas dos pratos disponíveis, prática comum em restaurantes japoneses. O cliente pode optar por consumir no local ou solicitar a refeição para viagem, no modelo takeout.

O salão conta com mesas em formato de tatame. Ao se acomodar, o cliente recebe uma toalha úmida para higienização das mãos antes da refeição. Durante a apresentação, é mostrado um conjunto do dia, descrito como opção executiva, com preço de ¥680, equivalente a cerca de R$ 56.

Confira:

Origem do tonkatsu

A receita foi criada no fim do século 19 e reúne influências externas com técnicas locais. O restaurante oferece três variedades de carne suína, com diferenças de composição e preço:

  • Amai Yuwaku: indicado como opção de maior valor, custa ¥4.200 (cerca de R$ 140). Ele possui maior concentração de gordura e corte com textura fina.
  • Kurobuta: disponível por ¥3.900 (aproximadamente R$ 130). É considerado uma carne nobre e premium no Japão. Frequentemente referida como o “Wagyu dos porcos” devido ao seu alto nível de marmoreio (gordura entremeada), sabor intenso e textura macia.
  • Chamiton: opção de menor custo, com preço de ¥199 (cerca de R$ 60). É uma marca premium de carne suína no Japão. Originária da província de Kagoshima, é conhecida pela sua alta qualidade, sabor refinado e textura macia.

Composição do prato

Os conjuntos servidos incluem tonkatsu acompanhado de arroz japonês (gohan), sopa tradicional japonesa feita a base de missô (missoshiro) e repolho cru – este último que pode contribuir para reduzir a absorção de gordura da fritura.

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Com 414 fiscalizações, Adapar finaliza operação contra influenza aviária no Litoral


A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) realizou, entre os dias 16 e 26 de março, uma operação de combate à Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) nos municípios do Litoral do Estado. Ao todo, 16 servidores da Adapar participaram da operação. Durante o período, foram realizadas 414 fiscalizações em propriedades com aves de subsistência (criações de fundo de quintal) e em estabelecimentos comerciais de produtos veterinários.

Além das ações de fiscalização, a operação também promoveu educação sanitária, levando orientações aos proprietários de aves sobre a doença e reforçando a importância das medidas de prevenção e controle. As ações de conscientização focaram e informar para os moradores sobre os impactos econômicos decorrentes de possíveis embargos e que a influenza aviária de alta patogenicidade é uma zoonose, o que afeta diretamente a a saúde pública.

A ação também contou com a colaboração de médicos-veterinários do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), uma ação da Petrobras que faz parte das condições para o licenciamento ambiental emitido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O projeto é executad pelo Laboratório de Ecologia e Conservação da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

A participação do PMP-BS aconteceu no início da operação, com os profissionais auxiliando os servidores da Adapar em simulações de procedimentos e na realização de necrópsias, com foco no reconhecimento de possíveis sinais de enfermidades em aves.

RELEVÂNCIA – A manutenção do status sanitário de área livre de influenza aviária é fundamental tanto para a saúde pública quanto para a economia do Estado. O Paraná é o maior produtor de proteína animal do Brasil e lidera, com ampla vantagem, o segmento de carne de frango, sendo responsável por mais de um terço da produção nacional.

Esse cenário está diretamente relacionado ao conceito de Saúde Única, que integra a saúde humana, animal, vegetal e ambiental. O controle de doenças, nesse contexto, impacta diretamente a geração de empregos, o desenvolvimento econômico e o abastecimento alimentar em nível nacional.

HISTÓRICO – A operação é parte de um conjunto de ações permanentes realizado em diversas regiões do Estado, organizadas pela Divisão de Sanidade Avícola (Disav). Em 2025, o Sudoeste paranaense foi foco das ações. No Paraná, todas as granjas registradas devem cumprir os requisitos de biosseguridade previstos na Portaria Adapar nº 242/2022 e na Instrução Normativa MAPA nº 56/2007, normas que estabelecem padrões técnicos indispensáveis para garantir a sanidade dos plantéis, prevenir a entrada de agentes patogênicos e assegurar a conformidade dos estabelecimentos junto ao serviço oficial.





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Família do Paraná profissionaliza gestão e atinge marca de 400 mil aves


A família Romero, de Quinta do Sol (PR), alcançou a marca de 400 mil aves através de uma gestão profissionalizada e diversificação de atividades no campo. Atualmente na terceira geração, a família consolidou uma operação robusta que integra lavoura, pecuária e armazenagem de grãos, com a avicultura de corte como um dos principais motores econômicos.

A entrada no setor avícola ocorreu em 2012, acompanhando a expansão industrial na região. João Romero, sem experiência prévia no segmento, estruturou o investimento com base em visitas técnicas e estudos de viabilidade. O que começou como uma alternativa de renda evoluiu para um complexo de nove galpões, com capacidade instalada para o alojamento de 400 mil aves.

Diferencial competitivo

A gestão familiar é um dos diferenciais da operação. Cada membro da família lidera uma frente específica: enquanto João comanda a avicultura e a lavoura, outros familiares gerenciam a armazenagem de grãos, a comercialização e o setor administrativo. Reuniões periódicas alinham o planejamento estratégico, tratando a propriedade com rigor empresarial.

Além da gestão de pessoas, a saúde financeira do negócio é mantida por uma política de reinvestimento, reservando cerca de cinco por cento da margem de lucro para modernização dos galpões. Essa estratégia garante que a estrutura tecnológica, incluindo sistemas de ambiência e ventilação, atenda às exigências das integradoras, mantendo a alta performance do plantel.

Reconhecimento e futuro

A evolução técnica dos aviários fez da família Romero uma referência em produtividade no Paraná. O desempenho consistente rendeu prêmios, como o SuperAgro, que destaca os melhores índices zootécnicos da cadeia. Para os técnicos do setor, o modelo Romero exemplifica a parceria entre produtor e integradora, aliada ao suporte tecnológico.

A continuidade do negócio é fortalecida com a inclusão dos filhos na rotina da propriedade. A sucessão familiar é vista como um compromisso com o legado iniciado pelo avô, unindo valores tradicionais aos apelos por inovação das novas gerações. O planejamento futuro inclui a expansão da capacidade produtiva e a construção de novas estruturas de alojamento.

Para João Romero, a avicultura é a base da união familiar e uma oportunidade de gerar empregos na região, consolidando um propósito que vai além da produção de alimentos.

Com informações de: interligados.canalrural.com.br.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Sorgo cresce no Brasil e manejo biológico chama atenção



O uso de bioinsumos tem ganhado espaço


O uso de bioinsumos tem ganhado espaço
O uso de bioinsumos tem ganhado espaço – Foto: Divulgação

O avanço do sorgo na safrinha tem sido acompanhado por estratégias voltadas ao aumento da produtividade e à redução de riscos climáticos e fitossanitários. A cultura, que apresenta maior tolerância a estresses hídricos e térmicos, também exige cuidados específicos, especialmente nas fases iniciais de desenvolvimento.

No ciclo 2024/2025, a produção brasileira alcançou 5,9 milhões de toneladas, com crescimento de 35% em relação ao período anterior. Mesmo com características adaptativas, o sorgo pode ter o desempenho comprometido em condições de seca prolongada e altas temperaturas, o que reforça a importância de práticas de manejo mais eficientes.

O uso de bioinsumos tem ganhado espaço nesse cenário, principalmente no tratamento de sementes e no arranque inicial da cultura, considerado crítico nos primeiros 20 dias após a emergência. Tecnologias com ação promotora de crescimento estimulam a produção de fitormônios e favorecem o desenvolvimento radicular, contribuindo para maior uniformidade da lavoura.

Soluções como o Bioasis Power, da Biotrop, atuam na formação de biofilme ao redor das raízes, ajudando a manter a umidade e aumentar a resiliência das plantas. Além disso, microrganismos benéficos auxiliam na regulação de processos fisiológicos em situações de estresse térmico.

No controle fitossanitário, o manejo preventivo também é destacado. O biofungicida Bombardeiro atua na redução de doenças como antracnose e manchas foliares, promovendo proteção ao longo do ciclo e preservação da área foliar ativa, fator importante para a fotossíntese.

 





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Projeto tenta barrar uso do IOF para arrecadação rápida



O texto propõe restringir mudanças abruptas nas alíquotas


O texto propõe restringir mudanças abruptas nas alíquotas
O texto propõe restringir mudanças abruptas nas alíquotas – Foto: Agencia Brasil

A definição de regras mais claras para tributos que impactam o crédito e os investimentos voltou ao centro do debate econômico. Uma proposta apresentada na Câmara busca limitar mudanças frequentes e reforçar a previsibilidade no uso de um imposto que afeta diretamente diversos setores produtivos.

O deputado Arnaldo Jardim, vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, protocolou projeto que estabelece critérios para alterações nas alíquotas do IOF. A iniciativa surge como reação ao uso recente do tributo pelo governo federal com finalidade arrecadatória, afastando-se da função regulatória original.

O texto propõe restringir mudanças abruptas nas alíquotas, com o objetivo de evitar impactos sobre contratos em andamento e sobre a precificação de ativos. A medida também busca dar maior segurança a investidores e setores como agronegócio, infraestrutura e mercado imobiliário, que dependem de crédito e planejamento de longo prazo.

Segundo o parlamentar, o uso recorrente do IOF como instrumento de ajuste fiscal de curto prazo compromete o ambiente de negócios. Ele avalia que alterações frequentes geram insegurança jurídica e afastam investimentos.

A proposta também prevê isenção do imposto sobre instrumentos financeiros utilizados no financiamento produtivo, como LCA, CRA, CPR, CDCA, LCI e CRI, além de fundos ligados à infraestrutura, inovação e agroindústria.

O projeto foi apresentado após tentativas do governo, em 2025, de elevar o IOF por decreto para reforçar a arrecadação, medida que gerou reação no Congresso e no mercado e acabou parcialmente revertida. Nesse cenário, a iniciativa se soma à agenda da FPA por maior estabilidade regulatória e redução de custos de financiamento.

 





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“Mercado de insumos nunca esteve tão pressionado”



O cenário reúne fatores que afetam diretamente o abastecimento


O cenário reúne fatores que afetam diretamente o abastecimento
O cenário reúne fatores que afetam diretamente o abastecimento – Foto: Divulgação

A pressão sobre o mercado global de fertilizantes já começa a impactar o planejamento da próxima safra brasileira, em meio a restrições simultâneas de oferta e incertezas geopolíticas. A avaliação é de Isan Rezende, presidente da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de Mato Grosso e do Instituto do Agronegócio.

O cenário reúne fatores que afetam diretamente o abastecimento. A Rússia, responsável por praticamente todo o fornecimento de nitrato de amônio ao Brasil, suspendeu temporariamente os embarques. Ao mesmo tempo, a China interrompeu exportações de fosfatados e nitrogenados, sem previsão clara de retomada. Soma-se a isso o bloqueio do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de fertilizantes, afetada por tensões envolvendo o Irã.

Os reflexos já aparecem nos custos de produção. Insumos como MAP, DAP e cloreto de potássio acumulam altas ao longo de 2026, pressionando as margens de culturas como soja e milho. O Ministério da Agricultura classifica o momento como de elevado risco de desabastecimento, com estimativa de déficit entre 1 e 3 milhões de toneladas de fosfatados.

A preocupação se intensifica diante do calendário agrícola. A demanda do Hemisfério Norte entra em fase de pico, enquanto o Brasil mantém forte dependência externa, com cerca de 85% do consumo de fertilizantes vindo de importações. Esse desequilíbrio estrutural, aliado à instabilidade internacional, reforça a tendência de preços elevados no curto prazo.

Para a safra 2026/2027, o ambiente é de incerteza. Produtores, cooperativas e investidores enfrentam um mercado mais caro e volátil, com risco concreto de escassez. Nesse contexto, decisões antecipadas de compra e diversificação de fornecedores passam a ser determinantes não apenas para controlar custos, mas para garantir produtividade.

 





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