sábado, março 28, 2026

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Estudo inédito revela potencial estratégico de estoque de carbono na Bacia do Alto Paraguai


A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), simultaneamente com a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), realizaram no último dia 11 uma coletiva para apresentar os resultados do Atlas do Estoque de Carbono em Formações Vegetais da Bacia do Alto Paraguai – Mato Grosso (Carbopan), pesquisa científica que desenvolveu e estimou os estoques de carbono nas fitofisionomias que compõem o Pantanal Mato-Grossense.    

O estudo é resultado de uma parceria entre a Universidade, por meio do Centro de Estudos de Fronteira (CEFRONT), a Embrapa Gado de Corte (Campo Grande-MS) e a Associação dos Criadores de Mato Grosso (ACRIMAT). A pesquisa é liderada pelo professor Dr. Fábio Ayres (UEMS), que integra uma equipe multidisciplinar de pesquisadores, com apoio técnico e institucional das três instituições.

Durante a coletiva, também participaram o Reitor da UEMS, professor Dr. Laércio de Carvalho, reforçando a importância da pesquisa no contexto das agendas climáticas e do papel da universidade pública no desenvolvimento sustentável regional, o Presidente da Acrimat, Oswaldo Pereira Ribeiro Jr., e os pesquisadores da Embrapa, Luiz Orcírio e Rodiney Mauro.

Tecnologia e metodologia inovadora

O estudo caracterizou e catalogou as fitofisionomias na região pantaneira do Mato Grosso, a partir de imagens de satélite. Esse mapeamento do uso e cobertura da terra foi na porção Norte da Bacia do Alto Paraguai (BAP) e analisou 59 localidades da BAP, com atenção especial às áreas do bioma Pantanal (MS e MT).

Os pesquisadores, a partir de imagens do satélite Landsat e ferramentas avançadas de sensoriamento remoto e geoprocessamento, encontraram uma metodologia que representasse, com alto nível de acurácia, a cobertura vegetal e o uso do solo.

Já a interpretação das imagens e a avaliação das áreas naturais foram estabelecidas por processo híbrido, que consiste na classificação não supervisionada e a associação e validação das classes no modo manual. As imagens do satélite apresentaram resultados espectrais e geométricos utilizando-se a ortorretificação das mesmas.

Os cálculos envolveram índices de vegetação (NDVI), classificação espectral e validação em campo, permitindo mapear os estoques de carbono em vegetações nativas e alteradas, e o resultado é um panorama científico inédito sobre a capacidade de fixação de carbono da região e seu papel no enfrentamento das mudanças climáticas.

Relevância para economia, agricultura e meio ambiente

O professor Fábio Ayres explica que conservar o Pantanal significa garantir uso sustentável e equilíbrio ecológico, integrando atividades produtivas tradicionais, como a pecuária extensiva com pastagens nativas, à manutenção dos estoques naturais de carbono.

Ele destaca que o aumento do estoque de carbono é estratégico, pois mantém o carbono fixado na vegetação e no solo, reduzindo sua emissão para a atmosfera e abrindo oportunidades no mercado de carbono.

Municípios como Poconé-MT (33,42 t/ha) e Barão de Melgaço-MT (28,78 t/ha) apresentam altos índices de estoque por hectare, evidenciando o potencial ambiental e econômico da região. “A conservação do Pantanal promove resiliência ecológica, segurança hídrica e fortalecimento da economia local, sem abrir mão da proteção da biodiversidade”, resume o pesquisador.

Ayres ainda defende que os resultados do estudo fortalecem a integração ambiental entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, já que a Bacia do Alto Paraguai ultrapassa fronteiras estaduais. “O Atlas fornece base científica para o planejamento territorial sustentável, valoração de ativos ambientais, formação de políticas públicas e captação de recursos internacionais”.

Segundo o professor, para o Brasil, a pesquisa posiciona o Pantanal como ativo ambiental relevante nas discussões globais sobre carbono e clima, contribuindo para os compromissos do país na COP30 e ampliando o protagonismo da região nas estratégias de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

Rodiney Mauro, pesquisador da Embrapa, complementa que o mercado mundial de emissões de gases do efeito estufa, como créditos de carbono e projetos de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL), está evoluindo para se tornar uma fonte de recursos para os proprietários de áreas florestadas. Dessa forma, “é necessário o conhecimento do estoque atual de biomassa e de carbono, assim como também é necessário estimar a dinâmica e o potencial total de sequestro de carbono para resultados mais concretos”.

Para o Presidente da Acrimat, o estudo mostra que os produtores pantaneiros continuam produzindo com eficiência e sustentabilidade. “Esse estudo reforça aquilo que o produtor pantaneiro já pratica há gerações: produzir com respeito ao meio ambiente. A pecuária extensiva no Pantanal é uma das atividades mais sustentáveis do mundo, pois mantém a vegetação nativa em pé e contribui para o equilíbrio do bioma. Ter agora uma base científica sólida, feita por instituições como a UEMS e a Embrapa, mostra que conservar e produzir podem andar juntos e que o Pantanal é parte essencial das soluções climáticas do Brasil.”

A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), simultaneamente com a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), realizaram no último dia 11 uma coletiva para apresentar os resultados do Atlas do Estoque de Carbono em Formações Vegetais da Bacia do Alto Paraguai – Mato Grosso (Carbopan), pesquisa científica que desenvolveu e estimou os estoques de carbono nas fitofisionomias que compõem o Pantanal Mato-Grossense.    

O estudo é resultado de uma parceria entre a Universidade, por meio do Centro de Estudos de Fronteira (CEFRONT), a Embrapa Gado de Corte (Campo Grande-MS) e a Associação dos Criadores de Mato Grosso (ACRIMAT). A pesquisa é liderada pelo professor Dr. Fábio Ayres (UEMS), que integra uma equipe multidisciplinar de pesquisadores, com apoio técnico e institucional das três instituições.

Durante a coletiva, também participaram o Reitor da UEMS, professor Dr. Laércio de Carvalho, reforçando a importância da pesquisa no contexto das agendas climáticas e do papel da universidade pública no desenvolvimento sustentável regional, o Presidente da Acrimat, Oswaldo Pereira Ribeiro Jr., e os pesquisadores da Embrapa, Luiz Orcírio e Rodiney Mauro.

Tecnologia e metodologia inovadora

O estudo caracterizou e catalogou as fitofisionomias na região pantaneira do Mato Grosso, a partir de imagens de satélite. Esse mapeamento do uso e cobertura da terra foi na porção Norte da Bacia do Alto Paraguai (BAP) e analisou 59 localidades da BAP, com atenção especial às áreas do bioma Pantanal (MS e MT).

Os pesquisadores, a partir de imagens do satélite Landsat e ferramentas avançadas de sensoriamento remoto e geoprocessamento, encontraram uma metodologia que representasse, com alto nível de acurácia, a cobertura vegetal e o uso do solo.

Já a interpretação das imagens e a avaliação das áreas naturais foram estabelecidas por processo híbrido, que consiste na classificação não supervisionada e a associação e validação das classes no modo manual. As imagens do satélite apresentaram resultados espectrais e geométricos utilizando-se a ortorretificação das mesmas.

Os cálculos envolveram índices de vegetação (NDVI), classificação espectral e validação em campo, permitindo mapear os estoques de carbono em vegetações nativas e alteradas, e o resultado é um panorama científico inédito sobre a capacidade de fixação de carbono da região e seu papel no enfrentamento das mudanças climáticas.

Relevância para economia, agricultura e meio ambiente

O professor Fábio Ayres explica que conservar o Pantanal significa garantir uso sustentável e equilíbrio ecológico, integrando atividades produtivas tradicionais, como a pecuária extensiva com pastagens nativas, à manutenção dos estoques naturais de carbono.

Ele destaca que o aumento do estoque de carbono é estratégico, pois mantém o carbono fixado na vegetação e no solo, reduzindo sua emissão para a atmosfera e abrindo oportunidades no mercado de carbono.

Municípios como Poconé-MT (33,42 t/ha) e Barão de Melgaço-MT (28,78 t/ha) apresentam altos índices de estoque por hectare, evidenciando o potencial ambiental e econômico da região. “A conservação do Pantanal promove resiliência ecológica, segurança hídrica e fortalecimento da economia local, sem abrir mão da proteção da biodiversidade”, resume o pesquisador.

Ayres ainda defende que os resultados do estudo fortalecem a integração ambiental entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, já que a Bacia do Alto Paraguai ultrapassa fronteiras estaduais. “O Atlas fornece base científica para o planejamento territorial sustentável, valoração de ativos ambientais, formação de políticas públicas e captação de recursos internacionais”.

Segundo o professor, para o Brasil, a pesquisa posiciona o Pantanal como ativo ambiental relevante nas discussões globais sobre carbono e clima, contribuindo para os compromissos do país na COP30 e ampliando o protagonismo da região nas estratégias de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

Rodiney Mauro, pesquisador da Embrapa, complementa que o mercado mundial de emissões de gases do efeito estufa, como créditos de carbono e projetos de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL), está evoluindo para se tornar uma fonte de recursos para os proprietários de áreas florestadas. Dessa forma, “é necessário o conhecimento do estoque atual de biomassa e de carbono, assim como também é necessário estimar a dinâmica e o potencial total de sequestro de carbono para resultados mais concretos”.

Para o Presidente da Acrimat, o estudo mostra que os produtores pantaneiros continuam produzindo com eficiência e sustentabilidade. “Esse estudo reforça aquilo que o produtor pantaneiro já pratica há gerações: produzir com respeito ao meio ambiente. A pecuária extensiva no Pantanal é uma das atividades mais sustentáveis do mundo, pois mantém a vegetação nativa em pé e contribui para o equilíbrio do bioma. Ter agora uma base científica sólida, feita por instituições como a UEMS e a Embrapa, mostra que conservar e produzir podem andar juntos e que o Pantanal é parte essencial das soluções climáticas do Brasil.”





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Preço do boi gordo se mantém nesta quinta-feira, segundo Índice Datagro



O Indicador do Boi Gordo Datagro sinaliza para uma estabilidade dos preços nesta quinta-feira com pequenas oscilações nas cotações das praças. A demanda aquecida no mercado interno e o afastamento do risco de medida sanitária contra a carne brasileira pela China têm segurado os preços.

Em São Paulo, a cotação fechou no maior valor do dia, a R$ 322,63 por arroba, representando queda de -0,11%. No Pará, o preço atingiu R$ 307,64, com variação de 1,28%, a maior elevação desta quinta-feira.

Veja abaixo a cotação do boi gordo nas principais praças:

São Paulo: R$ 322,63

Goiás: R$ 316,78

Minas Gerais: R$ 311,57

Mato Grosso: R$ 306,40

Mato Grosso do Sul: R$ 319,48

Pará: R$ 307,64

Rondônia: R$ 281,22

Tocantins: R$ 303,01

Bahia: de 312,20

O Indicador do Boi Gordo Datagro é a referência utilizada pela B3 para a liquidação dos contratos futuros de pecuária no mercado brasileiro.



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Receita da JBS sobe 13% no 3º trimestre e atinge US$ 22,6 bilhões



A JBS registrou receita líquida de US$ 22,6 bilhões no terceiro trimestre de 2025, alta de 13% em relação ao mesmo período do ano passado. O avanço foi disseminado entre todas as unidades da companhia e confirma, segundo a empresa, a capacidade de operar sua plataforma global multiproteína com disciplina e agilidade em diferentes cenários de mercado.

O lucro líquido somou US$ 581 milhões, enquanto o retorno sobre o patrimônio (ROE) alcançou 23,7% nos últimos 12 meses. A alavancagem encerrou o trimestre em 2,39 vezes, alinhada à meta de longo prazo. O EBITDA ajustado IFRS ficou em US$ 1,8 bilhão, com margem consolidada de 8,1%.

“O trimestre comprova a força da nossa plataforma global multiproteína e como a operamos com disciplina, agilidade e resiliência”, afirmou o CEO Global da JBS, Gilberto Tomazoni.

EUA registram receita recorde na operação de carne bovina

Nos Estados Unidos, a JBS Beef North America alcançou receita recorde de US$ 7,2 bilhões, impulsionada pela demanda doméstica resiliente, mesmo em um cenário de oferta restrita e preços historicamente elevados do gado.

Segundo Tomazoni, a equipe manteve “consistência e execução disciplinada”, garantindo crescimento mesmo em um ambiente de custos elevados.

A Pilgrim’s Pride, operação de aves da companhia, atingiu margem de 16,2%, apoiada em portfólio diversificado e ganhos contínuos de eficiência. O segmento de Prepared Foods avançou mais de 25% em vendas na América do Norte, com performances acima da média também na Europa e no México.

A JBS USA Pork também registrou receita recorde, com margem EBITDA de 9,8%, sustentada por forte demanda interna e expansão de produtos de marca e preparados. Durante o trimestre, a empresa anunciou a compra de uma planta em Iowa e o avanço na construção de outra unidade no estado.

Friboi e Seara impulsionam resultado no Brasil

No Brasil, a JBS registrou margem EBITDA de 7,4%. A Friboi teve mais um trimestre de crescimento, com bom desempenho nas exportações e no mercado doméstico. A marca foi novamente eleita a mais lembrada do país na categoria de carnes pelo prêmio Top of Mind.

A Seara alcançou o maior volume de exportações de sua história, mesmo diante de restrições temporárias às vendas para China e Europa, que já foram encerradas. A margem EBITDA da unidade foi de 13,7%.

Segundo Tomazoni, o desempenho foi sustentado por inovação, redirecionamento de volumes e foco em rentabilidade. Ele destacou lançamentos como a linha Seara Protein, produtos para AirFryer e parcerias com a Netflix.

JBS Austrália mantém rentabilidade apesar do custo mais alto do gado

A JBS Austrália encerrou o trimestre com margem EBITDA de 11,4%, impulsionada pela maior disponibilidade de gado e demanda aquecida. O segmento de carne bovina foi o principal motor dos resultados, compensando o aumento de 26% no custo do gado, segundo dados da Meat & Livestock Australia (MLA).

Tomazoni afirmou que a Austrália “continua sendo pilar estratégico para a diversificação geográfica da JBS” e um exemplo de eficiência operacional.

Empresa reforça foco em crescimento sustentável

O CEO destacou que a companhia mantém disciplina financeira e segue investindo com responsabilidade. “A demanda global por proteína continua em expansão, e a JBS está pronta para capturar esse crescimento com um portfólio equilibrado, execução sólida e visão de longo prazo.”



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consumo aquecido faz preços do atacado dispararem



O mercado físico do boi gordo opera com preços acomodados nesta quinta-feira (13), em meio a escalas de abate curtas em boa parte do país. O Ministério da Agricultura afastou os rumores envolvendo a presença de fluazuron em amostras de carne brasileira, informação que pressionou a B3 na primeira metade de novembro.

A preocupação agora recai sobre a investigação conduzida pela China sobre os impactos das importações na produção local. A decisão está prevista para 26 de novembro, e até lá o mercado deve seguir volátil, segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

Preços médio da arroba do boi gordo

  • São Paulo: R$ 327,33
  • Goiás: R$ 320,89
  • Minas Gerais; R$ 315,88
  • Mato Grosso do Sul: R$ 323,98.
  • Mato Grosso: R$ 309,12

Mercado atacadista

O mercado atacadista de carne bovina registra alta consistente dos preços. Segundo Iglesias, o cenário aponta para continuidade da valorização no curtíssimo prazo, favorecido pelo pico do consumo doméstico com o pagamento do 13º salário, aumento de vagas temporárias e confraternizações de fim de ano.

  • Quarto traseiro : R$ 26,00/kg,
  • Quarto dianteiro: R$ 19,50/kg
  • Ponta de agulha: R$ 19,00/kg

Câmbio

O dólar comercial encerrou o dia com alta de 0,09%, cotado a R$ 5,2971 para venda e R$ 5,2951 para compra. A divisa oscilou entre R$ 5,2735 na mínima e R$ 5,3025 na máxima durante a sessão.



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AgroNewsPolítica & Agro

Controle de pragas garante qualidade do algodão mineiro



Ações sanitárias fortalecem algodão em Minas Gerais



Foto: Canva

Minas Gerais, quarto maior produtor de algodão do país, consolida-se como referência nacional em sanidade e qualidade da produção. O estado já produziu mais de 145 mil toneladas da fibra, quase 21 mil toneladas a mais que no ano anterior, com exportações superiores a US$ 35 milhões, segundo dados da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). De acordo com o órgão, o avanço é resultado de ações de defesa sanitária e de programas de certificação conduzidos pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), que têm fortalecido o setor e ampliado o acesso a mercados mais exigentes.

Entre as principais medidas adotadas para garantir a competitividade e proteger as lavouras, está o vazio sanitário do algodão, realizado anualmente entre 20 de setembro e 20 de novembro. Nesse período, é proibido o cultivo e obrigatório o manejo adequado dos restos culturais e soqueiras, o que interrompe o ciclo reprodutivo do bicudo-do-algodoeiro, considerada uma das principais pragas que afetam a cultura.

O IMA realiza fiscalizações por amostragem em propriedades que cultivaram algodão na última safra e notifica produtores que não cumprem as determinações legais. O descumprimento pode resultar em autuações e processos administrativos. “Essas ações são fundamentais para reduzir a presença de pragas e preservar a produtividade das lavouras”, destaca o Instituto. Além das ações em campo, a entidade promove campanhas de conscientização por meio de rádios, redes sociais e reuniões setoriais, reforçando a importância do cumprimento das medidas preventivas para manter a sanidade e a sustentabilidade da produção.

Segundo o IMA, as ações de defesa fitossanitária, somadas ao cadastro das propriedades produtoras, fortalecem a economia mineira e asseguram a rastreabilidade e a confiança nos produtos locais. O Instituto afirma que “a qualidade e a conformidade sanitária são diferenciais que valorizam o algodão mineiro tanto no mercado interno quanto no internacional”.





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Tempo instável na sexta-feira provoca temporais e chuva forte em algumas regiões do Brasil



A sexta-feira (14) será marcada por contrastes no clima do Brasil. Enquanto áreas do Sul voltam a ter tempo firme após a passagem de uma frente fria, estados do Centro-Oeste registram risco de temporais. No Sudeste, novas instabilidades ganham força e espalham chuva entre o interior paulista e Minas Gerais.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul terá tempo firme no RS e chuva moderada no PR e em SC

No Rio Grande do Sul, o afastamento da frente fria e a chegada de uma área de alta pressão deixam o tempo firme na maior parte do estado. Apenas o norte gaúcho ainda pode registrar chuva fraca e isolada. As temperaturas seguem mais elevadas.

Em Santa Catarina, o litoral ainda pode ter chuva fraca e passageira, enquanto o oeste recebe pancadas moderadas a fortes ao longo do dia.

No Paraná, a instabilidade persiste. Pancadas moderadas a fortes atingem grande parte do estado, sobretudo o noroeste, oeste e áreas do interior, onde há risco de temporais por causa de uma área de baixa pressão no Paraguai. As temperaturas não sobem tanto quanto no RS.

Instabilidade avança no Sudeste e atinge capital paulista

Em São Paulo, um cavado em médios níveis da atmosfera favorece nuvens carregadas no interior, oeste e sul do estado. Pancadas moderadas a fortes, com chance de trovoadas, devem avançar para o centro e o leste paulista ao longo do dia.

Na capital, o sol aparece entre nuvens pela manhã, mas há previsão de pancadas de chuva à tarde e à noite. As temperaturas variam entre 17 °C e 26 °C, com declínio no centro-sul do estado e sul de Minas Gerais.

No nordeste de Minas, em pontos do Rio de Janeiro e no Espírito Santo, pode chover de forma isolada, mas o predomínio ainda é de tempo firme.

No Mato Grosso do Sul, a presença da área de baixa pressão no Paraguai mantém o tempo instável, com pancadas moderadas a fortes e risco de temporais em praticamente todo o estado.

Em Mato Grosso, as instabilidades começam pela manhã e se intensificam à tarde, especialmente na metade oeste do estado.

Goiás tem cenário diferente: a chuva se concentra no extremo sudoeste, enquanto o restante do estado permanece com tempo firme. As temperaturas seguem elevadas, com sensação de abafamento.

Nordeste terá chuva no litoral e sol forte no interior

No Recôncavo Baiano, as chuvas diminuem e ficam mais concentradas entre o sul da Bahia e a região de Ilhéus. Entre Alagoas e Rio Grande do Norte, há chance de chuva fraca e isolada na faixa litorânea. O mesmo vale para áreas costeiras do Ceará e do Maranhão.

Nas demais áreas do Nordeste, o sol predomina e as temperaturas permanecem altas.

A metade oeste da região Norte continua sob influência de áreas de instabilidade. Roraima e Rondônia também podem registrar pancadas moderadas a fortes, com risco de temporais isolados.

No Pará, a chuva se concentra no extremo oeste. No Tocantins, Amapá e demais áreas do estado, o tempo firme predomina.



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À espera do USDA, altas nas cotações marcam o mercado de soja; saiba os preços por região



O mercado brasileiro de soja registrou alta generalizada nas cotações nesta quinta-feira (13), com negócios mais firmes ao longo do dia. De acordo com Rafael Silveira, analista da consultoria Safras & Mercado, houve bons movimentos em Minas Gerais, com preços firmes e spreads elevados, à medida que produtores continuam pedindo valores maiores.

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As indicações seguem acima da paridade de exportação em várias regiões, refletindo a disputa entre vendedores e compradores. No mercado spot, os volumes disponíveis diminuem, já que a exportação entra na fase final da janela anual. “Paranaguá rodou volumes hoje, mas nada muito grande”, acrescentou.

Com CBOT em alta e prêmios praticamente estáveis, houve reflexos diretos no físico. O mercado segue atento ao relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado amanhã e pode impactar o curto prazo.

Preços de soja por região

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 134,00 para R$ 135,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 135,00 para R$ 136,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 135,00 para R$ 136,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 125,00 para R$ 127,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 125,50 para R$ 127,50
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 128,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 140,50 para R$ 142,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 140,00 para R$ 142,50

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam firmes nesta quinta-feira (13) na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Os agentes seguem posicionando suas carteiras frente ao relatório de novembro do USDA e aguardam sinais da retomada das compras chinesas de produto americano.

O relatório de amanhã servirá como termômetro para medir a confiança nos acordos comerciais EUA-China e as expectativas de aumento nas vendas de exportação de soja. Caso o USDA reduza as projeções, pode indicar cautela do mercado em relação aos negócios em andamento.

Após o fim da paralisação do governo americano, o USDA anunciou que publicará vendas diárias de grãos para exportadores privados não divulgadas durante os 43 dias de paralisação. O mercado acompanhará se a China comprou soja entre outubro e início de novembro.

Nos relatórios de vendas semanais, para a semana encerrada em 18 de setembro, foram vendidas 724,5 mil toneladas de soja em grão. Na semana até 25 de setembro, 870,5 mil toneladas. A ausência da China entre os principais compradores segue sendo um ponto de atenção.

O USDA deve reduzir a projeção de safra dos EUA 2025/26 para 4,265 bilhões de bushels, contra 4,301 bilhões previstos em setembro, com estoques de passagem em 292 milhões de bushels, frente a 300 milhões estimados anteriormente.

No cenário global, os estoques finais 2024/25 da soja estão projetados em 123,4 milhões de toneladas, frente a 123,6 milhões em setembro. Para 2025/26, a previsão é de 124,6 milhões de toneladas, acima dos 124 milhões projetados em setembro.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão para janeiro fecharam com alta de 13,25 centavos de dólar, a US$ 11,47 por bushel, e março a US$ 11,56 3/4, alta de 12,75 centavos. No farelo, dezembro subiu US$ 7,40, a US$ 328,40 por tonelada. No óleo, dezembro fechou a 50,25 centavos de dólar, perda de 0,37 centavo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,09%, negociado a R$ 5,2971 para venda e R$ 5,2951 para compra, oscilando ao longo do dia entre mínima de R$ 5,292 e máxima de R$ 5,303.



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Brasil tem potencial para elevar o uso de bioinsumos de 15% para 50%, aponta pesquisadora



Durante a COP30, em Belém, Pará, a Agrizone (espaço dedicado à agricultura sustentável) abriu um painel sobre bioinsumos e intensificação sustentável, com foco nas estratégias de implementação e ampliação do uso dessas tecnologias no campo.

De acordo com a pesquisadora da Embrapa Soja, Mariangela Hungria, o Brasil é atualmente o líder mundial no uso de bioinsumos, crescendo de três a quatro vezes mais do que a média global. Mesmo assim, os produtos biológicos representam apenas 15% do mercado, frente aos químicos.

“Existem soluções prontas que poderiam elevar esse índice para 50%, mas é preciso implementar de forma mais ampla e estratégica. Então, o que nós precisamos é implementar e eu espero que a gente discuta aqui essas estratégias de implementação”, afirma.

Desafios e estratégias

A pesquisadora destacou que um dos principais desafios para ampliar o uso dos bioinsumos no país é garantir acesso aos pequenos e médios produtores rurais. Segundo ela, embora a pesquisa já disponha de soluções prontas e validadas a campo para 80 a 100 espécies vegetais, o setor privado ainda concentra esforços nas grandes culturas, como soja e milho.

“O pequeno, médio agricultor, por exemplo, não tem acesso a pacotes que sejam voltados a propriedade dele. Então, temos que discutir como que vamos conseguir implementar isso, principalmente para o pequeno e médio agricultor”, afirma. 

Cenário futuro e expectativas

Dados da entidade CropLife Brasil, que representa 56 indústrias de bioinsumos e sementes, apontam que a área tratada com esses produtos no país já alcança 156 milhões de hectares. Para a pesquisadora, a expansão entre os produtores de menor porte é essencial.

“Estamos crescendo 15% ao ano, quatro vezes mais do que em outros países. Mas o que eu considero agora fundamental é crescer entre os pequenos e médios produtores, porque eles são extremamente importantes em ocupação territorial, melhoria de qualidade de vida e geração de empregos”, destaca.

Agrizone

A Agrizone, conhecida como a Casa da Agricultura Sustentável da Embrapa, é um dos espaços mais visitados da COP30. Pela primeira vez, a Embrapa leva para o evento internacional um ambiente totalmente voltado ao agronegócio sustentável, com vitrines tecnológicas, demonstrações de sistemas produtivos e práticas de recuperação ambiental.

O espaço, instalado na sede da Embrapa Amazônia Oriental, reúne pesquisadores, representantes do setor produtivo e visitantes interessados em conhecer as soluções sustentáveis desenvolvidas no Brasil.



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Aprosoja Brasil apresenta carta-manifesto que defende áreas preservadas como ativos ambientais



Durante a COP30, a Aprosoja Brasil apresentou a Carta Manifesto dos Produtores de Soja, documento que defende que áreas preservadas em fazendas sejam reconhecidas como ativos ambientais e que o país estabeleça suas próprias métricas climáticas. O manifesto foi divulgado no espaço da CNA e do Senar durante a cúpula do clima e contou com a colaboração do especialista em sustentabilidade e direito internacional, Daniel Vargas.

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“O documento propõe uma agenda climática baseada em três princípios: transformar o capital natural do país em ativo econômico, tratar a agenda climática como motor de desenvolvimento e garantir que o Brasil siga trajetórias próprias no enfrentamento das mudanças climáticas”, explica Vargas. Segundo ele, o país responde por apenas 2,47% das emissões globais, contra 28% da China e até 15% dos Estados Unidos, o que exige uma abordagem original, alinhada à realidade brasileira.

O presidente da Aprosoja Brasil, Mauricio Buffon, destacou que, apesar de os problemas climáticos dominarem as discussões na COP, o Brasil é parte da solução. “O país é um grande produtor de alimentos e biocombustíveis, e nosso setor tem mostrado que é possível conciliar produção com preservação ambiental”, afirmou.

Entre as metas previstas no manifesto estão a recuperação de 40 milhões de hectares de pastagens até 2035, o que poderia elevar a produção agrícola em 25% e reduzir emissões, além da expansão da geração de energia renovável no campo. O documento também propõe a criação de acordos comerciais com reconhecimento mútuo de padrões sustentáveis, fortalecendo a competitividade do setor.

Além disso, ressalta a importância da produção de biocombustíveis e o cuidado com reservas legais e áreas de preservação permanente dentro das propriedades rurais, demonstrando o compromisso dos produtores com a sustentabilidade.



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Fapcen leva inclusão indígena e agricultura regenerativa à COP30



A superintendente da Fundação de Apoio ao Corredor de Exportação Norte (Fapcen), Gisela Introvini, participou da COP30 com uma mensagem direta: o agro brasileiro precisa ser visto como protagonista na produção de alimentos, na regeneração ambiental e na inclusão social, especialmente de povos tradicionais e comunidades vulneráveis. Em entrevista ao Canal Rural, ela destacou o papel decisivo da agricultura para o desenvolvimento do país e para a segurança alimentar global.

Gisela reforçou que a COP30 representa o momento ideal para “jogar a conchinha no mar”, levando ao mundo a verdadeira narrativa do campo brasileiro — uma agricultura diversa, profissional, inovadora e presente em todas as regiões, do Rio Grande do Sul à Amazônia.

Para ela, a AgriZone e os espaços de tecnologia da Embrapa estão mostrando ao planeta aquilo que o Brasil tem de mais valioso: a capacidade de produzir alimentos em harmonia com a floresta.

Integração com povos indígenas e justiça social

A superintendente relatou ações da Fapcen junto a aldeias indígenas do Maranhão. Em parceria com Embrapa Amazônia e Meio-Norte, a entidade levou cultivares de mandioca, feijão-caupi, girassol, gergelim e capins melhorados para comunidades tradicionais, promovendo dias de campo e troca de saberes.

Segundo Gisela, o objetivo é aumentar a produtividade sem interferir no tradicionalismo indígena, respeitando modos de vida e trabalhando para fortalecer a autonomia alimentar. Ela relatou que encontrou comunidades enfrentando problemas como autismo sem assistência, alcoolismo, evasão de jovens e até casos de suicídio por falta de perspectivas.

Para ela, o agro tem um papel social urgente: “Eles estão sedentos por cursos, treinamento, tecnologia. Precisam aprender a plantar para alimentar seus irmãos. É o agro chegando onde o poder público ainda não chegou”.

25 anos de transformação no Maranhão e no Matopiba

Ao lembrar sua trajetória de 25 anos na região, Gisela destacou o impacto da chegada da soja ao Maranhão, Tocantins e Piauí. A disseminação de tecnologia, testes de vigor, mecanização, rotação de culturas, três safras ao ano e manejo de palhada transformaram a paisagem produtiva e reduziram temperaturas do solo.

A partir de 2012, a Fapcen passou a coordenar iniciativas de certificação, como a RTRS, levando para a região uma nova visão de gestão rural, inclusão de comunidades e boas práticas socioambientais. Hoje, boa parte da soja do Maranhão e um número crescente de áreas no Piauí já operam com certificações internacionais.

Ela lembra também projetos de impacto social, como o atendimento a crianças especiais em Bertolínia (PI), conduzido por produtores certificados, beneficiando mais de 28 mil pessoas.

Amazônia, Cerrado e o alerta climático

A visita aos estandes da Embrapa na COP30 impressionou Gisela pela força de pesquisas em feijão-caupi, sistemas agroflorestais e propostas de agricultura regenerativa. Para ela, o Brasil está mostrando ao mundo que é possível produzir com floresta em pé — e que eventos como a COP no Pará são fundamentais para reposicionar a imagem do país.

Ela alerta, no entanto, para o avanço das mudanças climáticas. Citando o cientista Carlos Nobre, lembra que a elevação global de 2 °C pode inviabilizar lavouras em áreas extensas de commodities se não houver solo coberto, palhada e manejo regenerativo: “Solo descoberto não terá chance. Sem chuvas, não teremos produção”.

Gisela também defendeu que uma futura COP realizada no Brasil deveria ocorrer no Cerrado — “a bola da vez”, nas palavras dela — pelo seu papel estratégico na produção de alimentos e pela importância ambiental do bioma.

Participação contínua e próximos passos

Durante a COP30, a Fapcen integra fóruns sobre certificação, agricultura regenerativa e financiamento sustentável. Gisela também participa de debates com a Universidade Federal do Pará e visitas técnicas, como o maior ensaio demonstrativo de mandioca do estado.

Antes de concluir, ela reforça que o país escolheu o lugar certo para mostrar ao mundo sua potência agrícola. “Aqui é o começo da Amazônia e o começo da produção de alimentos. Estamos respirando agricultura e floresta juntas”.



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