sábado, abril 25, 2026

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dsm-firmenich promove Dia de Campo no Centro de Inovação Tortuga com foco em desempenho e eficiência na pecuária de corte


A dsm-firmenich, detentora das marcas Tortuga® de suplementos nutricionais para animais e FarmTell™ de softwares de gestão e consultoria para fazendas e fábricas de ração, realiza, no próximo dia 16 de abril, mais uma edição do Dia de Campo no Centro de Inovação Tortuga, localizado na Fazenda Caçadinha, em Rio Brilhante (MS). O encontro reunirá produtores, parceiros e especialistas para uma imersão prática em estratégias e tecnologias voltadas à maximização do desempenho na pecuária de corte.

A programação do evento contempla palestras técnicas, estações práticas e discussões sobre os principais desafios e oportunidades da engorda intensiva. Entre os destaques, estão a apresentação do professor Gustavo Rezende Siqueira (APTA – Colina/SP), que trará estratégias e recomendações práticas para a engorda intensiva, e a participação de Roberto Freitas (Fabiani Agro), que compartilhará resultados e aprendizados aplicados na Fazenda Caçadinha.

Além do conteúdo técnico, o evento será palco da premiação de Melhor Performance em Confinamento do Brasil, iniciativa que reconhece o sistema produtivo mais eficiente com base em indicadores padronizados de desempenho e rentabilidade.

Durante o Dia de Campo, os participantes também poderão visitar estações técnicas dedicadas a diferentes sistemas produtivos. Na Estação Pasto, o foco será a suplementação estratégica como caminho para a excelência produtiva. Já na Estação Confinamento, serão apresentadas tecnologias e práticas relacionadas à terminação intensiva a pasto (TIP) e ao confinamento sem volumoso.

“Nosso objetivo é traduzir a ciência em prática no campo. O Dia de Campo é uma oportunidade de mostrar, de forma aplicada, como estratégias nutricionais e tecnologias digitais podem gerar impacto direto no desempenho e na rentabilidade do produtor”, afirma Walter Patrizi, Gerente de Confinamento para a América Latina da dsm-firmenich.

A iniciativa também reforça o papel do Centro de Inovação Tortuga como um ambiente de desenvolvimento e validação de soluções voltadas à pecuária de corte, com foco em dados, padronização de indicadores e tomada de decisão mais precisa.

“Quando reunimos dados, tecnologia e conhecimento aplicado, conseguimos evoluir a forma como o produtor toma decisões. Esse tipo de encontro acelera a troca de experiências e contribui para uma pecuária mais eficiente e sustentável”, destaca João Yamaguchi, Gerente de Corte a Pasto para a América Latina da dsm-firmenich.

O Centro de Inovação Tortuga é um dos principais polos de pesquisa da companhia na América Latina e permite a condução de estudos em condições reais de produção, com acompanhamento de indicadores zootécnicos e econômicos. A estrutura é parte da estratégia da dsm-firmenich de impulsionar a pecuária de corte por meio de soluções baseadas em ciência, tecnologia e proximidade com o produtor.

Serviço

Evento: Dia de Campo – Centro de Inovação Tortuga

Data: 16 de abril de 2026

Local: Fazenda Caçadinha – Centro de Inovação Tortuga, Rio Brilhante (MS)

Realização: dsm-firmenich

 





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Bocal de Ouro abre classificatórias nacionais para o Freio do ciclo 2026


Bocal de Ouro ABCCC
Foto: Felipe Ulbrich

As pistas da Arena do Cavalo Crioulo estão preparadas para receber o calendário de classificatórias brasileiras para o Freio de Ouro do ciclo 2026. Entre os dias 20 e 25 de abril, Esteio, no Rio Grande do Sul, sedia o Bocal de Ouro.

A etapa seleciona oito machos e oito fêmeas para a grande final na Expointer, marcada para 29 de agosto a 6 de setembro. Ao todo, 96 conjuntos (48 machos e 48 fêmeas), devem participar das disputas no Parque de Exposições Assis Brasil.

“Não tenho dúvidas de que será o ápice do nosso processo que coroa alguns dos animais mais importantes do ciclo. As classificatórias contaram com médias altíssimas, então esperamos uma seletiva altamente competitiva”, destaca o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), André Luiz Narciso Rosa.

Provas que serão disputadas

Os conjuntos disputam provas de Morfologia, Andaduras, Figura, Voltas Sobre Patas (VSP) e Esbarradas, Bayard/Sarmento, Mangueira I e II e Campo I e II. Além disso, na programação de sexta-feira (24), a partir das 18h30, será inaugurada a Alameda do Cavalo Crioulo, espaço exclusivo que abrigará 17 estabelecimentos comerciais.

“O parque se encontra em franco processo de melhora, urbanização e evolução. É um momento comercial extremamente importante”, pontua o dirigente da ABCCC.

O último dia de competição, no sábado (25), continua com novidades no cronograma. Às 11h, será realizada a primeira edição do Concurso de Aperos, competição que visa resgatar as artes que compõem o arreio gaúcho, valorizando a tradição do estado. A programação fecha com a 2ª edição da Corrida Night Run do Cavalo Crioulo, que já conta com mais de 230 inscritos.

A Classificatória em Esteio é promovida pela ABCCC e será transmitida pelo canal do Youtube da associação.

Conforme o calendário de seletivas da ABCCC, mais cinco classificatórias para o Freio de Ouro serão realizadas até julho de 2026: Gaúcha Sul e Norte, Regiões (5, 7 e 8), Aberta em Esteio, e a do Uruguai, em Montevidéu.

Programação

Segunda-feira (20/04)

  • 8h às 20h – Entrada dos animais

Terça-feira (21/04)

  • 8h às 20h – Entrada dos animais

Quarta-feira (22/04)

  • 8h às 11h – Admissão (fêmeas e machos)
  • 13h – Morfologia (fêmeas)
  • Sequência – Morfologia (machos)

Quinta-feira (23/04)

  • 8h – Andaduras/Figura/Voltas Sobre Patas/Esbarradas (fêmeas)
  • Sequência – Intervalo
  • Sequência – Andaduras/Figura/Voltas Sobre Patas/Esbarradas (machos)

Sexta-feira (24/05)

  • 8h – Mangueira I (fêmeas e machos)
  • Sequência – Intervalo
  • 15h – Campo I (fêmeas e machos)
  • 18h30 – Inauguração da Alameda do Cavalo Crioulo
  • 20h – Leilão da Estância Quaraci

Sábado (25/04)

  • 7h – Café da manhã
  • 8h – Mangueira II
  • 11h – Concurso de Aperos
  • 11h – Entrega de prêmios das Copas 2025
  • 15h – Bayard/Sarmento e Campo II
  • Sequência – Entrega de prêmios do Bocal de Ouro
  • 19h – 2ª edição da Corrida Night Run do Cavalo Crioulo

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Nova unidade de produção de sementes quer dobrar produtividade da cana até 2040


Cana-de-açúcar
Foto: Pixabay

O Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) inaugurou nesta quinta-feira (16) a Primeira Unidade de Produção de Sementes (UPS), em Piracicaba, interior de São Paulo.

A construção, as tecnologias aplicadas e o empreendimento contaram com investimento superior a R$ 100 milhões, em parceria estratégica com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Desenvolvida ao longo de 15 meses, a estrutura possui 10 mil m² e capacidade inicial para atender até 500 hectares por ano operando em um turno, com potencial de expansão.

A nova unidade viabiliza a aplicação, em escala, da tecnologia de sementes sintéticas, inovação que substitui o plantio tradicional por um sistema mais leve, padronizado e de alta precisão.

O CEO do CTC, Cesar Barros, ressalta que a inauguração representa a evolução para uma nova fase de desenvolvimento científico de validação de processos em escala no campo, materializando uma nova etapa para o setor.

“Hoje marca o início de uma nova fase para o setor sucroenergético. A nossa Visão de dobrar a produtividade dos canaviais brasileiros se materializa ainda mais com resultados concretos no campo, a partir de agora.”

Mais produtividade na cana, mesma área

A iniciativa integra a Visão 2040 da companhia, que estabelece como compromisso dobrar a produtividade dos canaviais brasileiros sem expansão de área por meio de tecnologias disruptivas que contribuam para a transição energética e a redução das emissões de carbono.

Nesse contexto, o CTC foca em melhoramento genético, biotecnologia, ciência de dados e sementes sintéticas.

“O melhoramento genético cria o potencial produtivo, a biotecnologia protege esse potencial, a ciência de dados transforma esse potencial em resultado no campo, e as sementes sintéticas conectam e ativam todo o sistema. É essa integração que vai sustentar um novo patamar de produtividade para o setor”, afirma o CEO.

O executivo detalha que a nova tecnologia é desenvolvida pela companhia desde 2013, envolvendo uma equipe de 150 especialistas, com investimento estimado, até o lançamento comercial, de R$ 1 bilhão.

Ganhos para o setor

A introdução das sementes sintéticas promove uma mudança estrutural no sistema produtivo da cana-de-açúcar. O volume de material necessário para o plantio de um hectare é reduzido de cerca de 16 toneladas de cana para aproximadamente 400 kg de sementes, com impacto direto na eficiência logística e operacional.

Outro impacto relevante é a eliminação dos viveiros, liberando até 5% da área agrícola atualmente destinada à produção de mudas, o equivalente a cerca de 500 mil hectares.

Além disso, o novo sistema reduz o risco de disseminação de pragas e doenças, melhora a uniformidade dos plantios e acelera a adoção de novas variedades, contribuindo diretamente para o aumento da produtividade.

Do ponto de vista ambiental, a tecnologia diminui o consumo de diesel, reduz a compactação do solo e contribui para a redução da pegada de carbono da produção.

“Ao transformar o modelo de plantio, estamos abrindo caminho para uma nova lógica de produção agrícola no Brasil. Isso amplia a competitividade do setor, fortalece a posição do país em bioenergia e mostra como inovação pode gerar impacto econômico e ambiental ao mesmo tempo”, afirma o CEO.

Segundo ele, ao elevar a eficiência e a produtividade, a inovação fortalece a competitividade do setor sucroenergético, amplia a produção de energia renovável e reforça o papel do Brasil como líder global em bioenergia e inovação agrícola, com potencial de exportação de tecnologia para países tropicais.

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Cotações do boi gordo ensaiam nova baixa: confira o preço da arroba


boi gordo
Foto gerada por IA

O mercado físico do boi gordo se deparou com predominante acomodação de preços no decorrer desta quinta-feira (16).

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, as indústrias ainda tentam exercer alguma pressão sobre os preços, com sutis tentativas de compra em patamares mais baixos.

“O cenário em torno das exportações ainda aponta para apreensão, com a necessidade de acompanhar com proximidade as movimentações chinesas no mercado. Há rumores de avanços da febre aftosa no gigante asiático, ainda sem a necessária confirmação da Omsa, da mesma maneira que também se especula sobre o esgotamento da cota brasileira de carne bovina”, ressalta.

Iglesias lembra que as exportações de carne bovina durante o primeiro quadrimestre estão em forte ritmo, com os exportadores brasileiros e importadores chineses acelerando o passo para preencher o maior volume possível das cotas de 1,106 milhão de toneladas. “No atual ritmo as cotas tendem a se esgotar em meados de junho”, disse.

Preços do boi gordo

  • São Paulo: R$ 368,33 — ontem: R$ 369,33
  • Goiás: R$ 355,89 — ontem: R$ 358,04
  • Minas Gerais: R$ 357,65 — ontem: R$ 357,65
  • Mato Grosso do Sul: R$ 359,66 — ontem: R$ 361,65
  • Mato Grosso: R$ 364,05 — ontem: R$ 365,14

Mercado atacadista

O mercado atacadista ainda se depara com preços acomodados durante a quinta-feira, em um ambiente que ainda sinaliza para alguma alta dos preços, considerando a boa reposição entre atacado e varejo durante a primeira quinzena do mês.

“Como limitador para altas mais consistentes precisa ser mencionado a menor competitividade da carne bovina se compararmos com as proteínas concorrentes, em especial à carne de frango. O baixo poder de compra das famílias direciona o consumo para proteínas mais acessíveis”, pontua.

  • Quarto dianteiro: R$ 23,00 por quilo;
  • Quarto traseiro: R$ 28,00 por quilo;
  • Ponta de agulha: R$ 21,00 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão inalterado, sendo negociado a R$ 4,9924 para venda e a R$ 4,9904 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9853 e a máxima de R$ 5,0143.

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AgroNewsPolítica & Agro

Exportações de soja registram alta no 1º trimestre


As exportações brasileiras de soja registraram crescimento no primeiro trimestre de 2026, impulsionadas pelo avanço da colheita e maior disponibilidade do grão. De acordo com a análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, divulgada na segunda-feira (13), os embarques somaram 23,46 milhões de toneladas no período, alta de 5,93% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior.

Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, em março de 2026, o volume exportado alcançou 14,52 milhões de toneladas, avanço de 105,29% frente ao mês anterior, refletindo o padrão sazonal de maior concentração de embarques durante o período de colheita. No mesmo mês, a China adquiriu 9,97 milhões de toneladas da soja brasileira, volume 10,39% inferior ao registrado em março de 2025, resultado parcialmente influenciado pela suspensão dos envios por algumas tradings.

Em Mato Grosso, principal produtor e exportador do país, os embarques atingiram 4,84 milhões de toneladas no primeiro trimestre, crescimento de 4,39% na comparação anual, ainda conforme o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária. O desempenho foi sustentado pela maior oferta decorrente da safra, que intensificou o escoamento da produção.

A China permaneceu como principal destino da soja mato-grossense, com 2,99 milhões de toneladas adquiridas, seguida por Espanha e Turquia. A expectativa, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, é de manutenção de volumes elevados de exportação nos próximos meses, sustentados pela ampla oferta do grão.





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Mercado de soja tem movimentações com alta de Chicago e do dólar


Reprodução Canal Rural/Soja Brasil

O mercado brasileiro de soja registrou movimentações ao longo do dia, com melhores oportunidades surgindo nos portos em momentos de alta simultânea em Chicago e no dólar. Ainda assim, o volume de negócios permaneceu moderado, sem registro de grandes operações.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, as ofertas estiveram mais concentradas para o mês de maio, enquanto os prêmios de curto prazo permaneceram praticamente estáveis. O produtor segue presente no mercado, mas de forma seletiva. As vendas ocorrem mais por necessidade, com o produtor cadenciando as ofertas e buscando melhorar o spread dos preços.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 122,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 123,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 118,00 para R$ 119,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 107,00 para R$ 108,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 111,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 108,00 para R$ 110,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 128,00 para R$ 129,00
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 128,00
  • São Paulo (SP): subiu de R$ 120,00 para R$ 121,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam mistos nesta quinta-feira (16) na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O dia foi volátil e de poucas novidades. Os participantes aproveitaram para ajustar carteiras, com base em fatores técnicos. O óleo foi o destaque e fechou com bons ganhos, seguindo o comportamento do petróleo.

As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2025/26, com início em 1º de setembro, ficaram em 247.900 toneladas na semana encerrada em 9 de abril. O Egito liderou as compras, com 58.100 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 200 mil e 700 mil toneladas. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) atualizou as estatísticas
do complexo soja, elevando as projeções para o ano de 2026. O novo balanço aponta que o Brasil deve atingir um patamar recorde de esmagamento interno, impulsionado pela robustez da safra e pela crescente demanda por derivados.
As estimativas para 2026 foram revisadas positivamente em relação ao levantamento anterior, com o processamento de soja no país devendo alcançar 62,2 milhões de toneladas, um aumento de 1,1%. Esse avanço na atividade industrial reflete-se diretamente na oferta de produtos de maior valor agregado, com a produção de farelo de soja estimada em 47,9 milhões de toneladas e a de óleo de soja em 12,5 milhões de toneladas.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com baixa de 3,25 centavos de dólar, ou 0,27%, a US$ 11,63 3/4 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 11,80 1/2 por bushel, com retração de 2,75 centavos de dólar ou 0,23%.
Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com baixa de US$ 1,70 ou 0,50% a US$ 332,70 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 69,33 centavos de dólar, com ganho de 1,73 centavo ou 2,55%.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou praticamente estável, cotado a R$ 4,9924 para venda, após oscilar entre R$ 4,9853 e R$ 5,0143 ao longo do dia.

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Calor extremo no mar provoca perdas de até 90% na safra de ostras


Ostras e mexilhões Paraná
Foto Everson Bressan/AEN

O estado de Santa Catarina, responsável por cerca de 97% da produção nacional de moluscos, enfrenta uma crise na ostreicultura. Produtores relatam perdas de até 90% da safra de ostras após a temperatura da água do mar atingir níveis críticos durante o verão, comprometendo a produção, a renda das famílias e o futuro da atividade no estado.

A produção catarinense de ostras está concentrada principalmente na região da Florianópolis, nas baías Norte e Sul da ilha, movimentando mais de R$ 8 milhões por ano e sustentando centenas de famílias. No entanto, o aumento acentuado da temperatura da água – que chegou a 34°C – provocou alta mortalidade dos animais, especialmente da espécie Crassostrea gigas, cultivada na região e mais adaptada a águas frias.

“Essa espécie não resiste a essa temperatura. Nós tivemos uma mortalidade de 90% das nossas ostras. Todos os produtores tivermos essa mortalidade, alguns um pouquinho mais, 92%, 93%, mas a gente estimou 90% de perda”, destaca o presidente da Federação das Empresas de Aquicultura de Santa Catarina (Feasc), Vinicius Marcus Ramos.

Redução na oferta

Onde antes eram comercializadas cerca de mil dúzias por dia, agora restam apenas pequenas quantidades, insuficientes para manter o ritmo das vendas.

“Estamos sem ostras para comercializar, apenas algumas poucas dúzias que sobreviveram. Então, a gente está trabalhando todos os dias para retirar uma ou outra ostra viva do meio daquela montanheira de conchas para que no final da semana a gente tenha 10 a 20 dúzias para vender, que o normal era ser vendida a 1000 dúzias por dia”, relata Ramos.

Impactos na produção

O engenheiro de aquicultura, Lincoln Venâncio, que trabalha com o pai em uma fazenda com cerca de 30 anos de produção de ostras e mexilhões, relata uma mudança drástica na atividade.

Nos últimos anos, a propriedade produzia cerca de 2 milhões de sementes de ostras, com média anual de até 70 mil dúzias. Agora, porém, a realidade é de forte retração, com perdas severas causadas pelo aumento da temperatura da água.

“Fica difícil conseguir o dinheiro para adquirir novas sementes para o plantio desse ano, para a safra 2026/2027, porque acaba não tendo rendimento. Praticamente, o que teve de venda foi para pagar só a semente do ano passado” relata Venâncio.

Antecipação de linhas de crédito

Para tentar amenizar os impactos, o governo do estado antecipou linhas de crédito para o setor, com condições facilitadas e prazo para pagamento, mas na prática os produtores têm evitado recorrer ao financiamento.

Apesar da antecipação de linhas de crédito pelo governo estadual, muitos produtores evitam assumir financiamentos diante da insegurança sobre a recuperação da atividade.

“As sementes que nós estamos botando agora para acolher na safra 2026/2027 já tão começando a morrer também. O número está chegando a 50% ou mais, alguns produtores já relatam que passou 50%. Não adianta a gente pegar um empréstimo sendo que não vai ter garantia que vai conseguir pagar”, conta Venâncio.

Medidas

Diante do cenário, o governo de Santa Catarina e instituições de pesquisa trabalham em medidas de médio e longo prazo, como a implantação de sistemas de monitoramento da temperatura e da qualidade da água nas áreas de cultivo.

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Colheita de soja avança com dificuldades e qualidade é afetada no RS, aponta Emater


Reprodução Aprosoja RS

A colheita de soja no Rio Grande do Sul avançou de forma descontínua e já atinge 50% da área cultivada, conforme relatório semanal da Emater-RS divulgado nesta quinta-feira (16). O avanço ocorreu em curtas janelas de clima favorável, especialmente nos dias 6, 11 e 12 de abril, enquanto a recorrência de chuvas, com volumes irregulares entre regiões, manteve elevada a umidade do solo e das plantas, dificultando a trafegabilidade e interrompendo as operações.

Atualmente, predominam lavouras em maturação (36%), enquanto 14% ainda estão em enchimento de grãos e floração, reflexo da ampla janela de semeadura no estado. Em áreas mais representativas, a Emater aponta perda gradual da qualidade dos grãos, com retenção foliar, presença de grãos verdes e aumento de impurezas, problemas associados à alta umidade no momento da colheita.

A produtividade apresenta grande variabilidade entre regiões e até dentro de um mesmo município, impactada pela irregularidade das chuvas ao longo do ciclo, especialmente no período crítico de enchimento de grãos. Em áreas com melhor distribuição hídrica e manejo mais tecnificado, os rendimentos seguem adequados, enquanto nas demais as perdas são expressivas, chegando a níveis abaixo do custo de produção em alguns casos.

No aspecto fitossanitário, principalmente nas lavouras tardias implantadas em janeiro, o excesso de umidade prejudicou aplicações de inseticidas e fungicidas, limitando a eficácia dos tratamentos. A produtividade média estimada pela Emater/RS-Ascar é de 2.871 kg/ha, com área cultivada de 6.624.988 hectares.

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Açúcar terá novas quedas em abril apesar dos ganhos de março


açúcar etanol
Foto: Embaixada dos EUA no Brasil

O mês de março foi finalizado com uma alta muito importante no curto prazo para o driver Maio/26 do açúcar, que teve uma média de negociações ao redor de US$/cents 14,81 ao longo do mês. Este valor se mostrou 6,82% mais alto que a média vista em março de 2026, de US$/cents 13,86.

Apesar disto, no ano, a queda fora ainda intensa, de 24% (frente a cotações médias que se viam em março de 2025 a US$/cents 19,53) sendo que o mesmo podemos afirmar da média de cinco anos sobre o mesmo período que teve recuo de 27% (frente a preços médios que são vistos neste mês do ano em US$/cents 20,37).

A Safras & Mercado alerta que tanto o comparativo anual quanto a média de 5 anos sobre o mesmo período estão com preços deflacionados, colocados em valores presentes e corrigidos pelo índice CPI de inflação dos Estados Unidos. Logo, pontuamos que há uma clara divergência entre o comparativo de curto prazo (variação na margem, ou seja, frente ao mês imediatamente anterior) e os comparativos de médio e longo prazo que são o anual e o comparativo frente a média de 5 anos sobre o mesmo período.

Para piorar o cenário, a primeira semana de abril trouxe consigo dois importantes movimentos que ajudaram a derrubar os preços do açúcar em Nova York:

  • 1. O desenvolvimento da fase de queda em solavanco (que vamos detalhar mais à frente);
  • 2. A mudança de posição driver da primeira para a segunda tela.

Com isto, o contrato Julho/26 teve a primeira semana de abril com preços médios de US$/cents 14,60, ao passo que na segunda-feira (13), início da segunda semana do mês, fora possível observar também a perda da base dos 14 cents.

Logo, antes mesmo deste contexto, a Safras & Mercado já espera uma queda na média mensal de preços a ser vista em abril, com cotações médias esperadas sobre a segunda tela Julho/26 na faixa de US$/cents 13,75. Caso se confirme, esta média de preços deverá representar uma queda na margem de 7,13% frente a média de março que fora de US$/cents 14,81, assim como uma queda de 25% frente ao mesmo momento do ano anterior (com preços médios de abril de 2025 em US$/cents 18,50) além de se posicionar 36% mais baixo que a média de 5 anos sobre mesmo período (que para abril de 2026 aponta para o valor de 21,62).

A mudança da posição driver da primeira para a segunda tela (ou seja, de Maio/26 para Julho/26) é um vetor de fragilidade sobre as cotações da primeira tela, mas de alta sobre a segunda e terceira tela. Ainda assim, o saldo geral permanece mais vendedor do que comprador no movimento geral de rolagem de posições.

A Safras & Mercado pontua que a média de 8 anos de entregas físicas sobre a tela Maio oscila em 1,084 milhão e toneladas. Porém, levando em conta a posição driver anterior (Março/26) que teve 1,11 milhão de toneladas de entregas físicas de açúcar, este volume da média de 5 anos tende a se mostrar superestimado.

No mesmo momento do ano passado a tela Maio/25 deteve entregas físicas de 1,54 milhão de toneladas. Porém, levando em conta a fragilidade do mercado de açúcar desde o início de 2025 e projetado sobre a primeiro trimestre de 2026, a expectativa da Safras & Mercado é de entregas físicas sobre Maio/26 ao redor de 700 mil toneladas.

Ainda que ocorra uma tendência elevada de demanda das indústrias em travar volumes de entregas físicas abaixo dos 14 cents, não há contrapartida de oferta de contratos futuros por parte das usinas em ficar vendidas em Nova York nesses níveis de preços que representam cotações dentro da usina (na modalidade PVU) abaixo dos custos de produção que oscila entre US$/cents 13,50 a US$/cents 13,80 a depender da unidade.

Queda em solavanco

Outro ponto é a eclosão do movimento de Queda em Solavanco ocorrida na primeira semana de abril que veio na sequência do movimento de Alta em Solavanco desenvolvido nos primeiros 20 dias de março. Nas edições anteriores deste mesmo relatório semanal de açúcar, a Safras & Mercado já estava alertando para as três fases deste movimento que eram as de Alta em Solavanco, a criação de uma Zona de Conjunção no topo da alta dos preços e, posteriormente, termos a fase de Queda em Solavanco, a qual estamos atravessando agora na primeira e na segunda semana de abril.

Exatamente por isto que a Safras & Mercado projeta a continuidade dos preços mais baixos ao longo de abril com média de cotações em US$/cents 13,50 que, no dia a dia do mercado, podem ser até mais baixas, com mínimas até US$/cents 13,50 onde uma zona de acomodação deverá ser criada junto a esta mínima de médio prazo.

Por enquanto não vemos como provável cotações na casa dos 12 cents sobte Julho/26 e sobre nenhuma tela dos demais contratos futuros do açúcar bruto em Nova York. Ainda que se acumulem os vetores de baixa aos preços, a mínima dos US$/cents 13,50 ou até mesmo dos US$/cents 13,00 deverá ser mantida nos momentos de maior pressão vendedora sobre estes ativos.

Porém níveis de preços ainda nos 14 cents já representam prejuízos operacionais as usinas quando colocados na modalidade PVU, o que deixa as fixações futuras cada vez mais difíceis e serem realizadas, ainda mais com níveis de câmbio muito negativos para as exportações, na base dos R$ 5,00 como tem disso visto na primeira semana de abril sendo que no início da segunda semana deste mesmo mês o dólar chegou até mesmo a operar abaixo dos US$/cents 5,00 nas mínimas do dia.

Com isso, a Safras & Mercado alerta que as usinas têm enfrentado um mês de abril em que as cotações do açúcar bruto em Nova York retornam para as mínimas do ano ao passo que o real forte frente ao dólar também não colabora para a renumeração em dólares das exportações. Neste contexto, a Safras & Mercado reforça a sua leitura de que a safra corrente 2026/27 que fora iniciada em abril terá um míx de produção altamente concentrado ao etanol.

Mix açúcar x etanol

A expectativa de Safras & Mercado é que o mix médio da temporada como um todo tenda a ser de 54% para o etanol e 46% para o açúcar. Em nosso primeiro levantamento de safra realizado em dezembro de 2025 havíamos apontado um valor de 53% para o etanol e 47% para o açúcar que fora ajustado agora em abril com o aceno do governo federal de elevação da mistura de anidro a gasolina de 30% para 32%.

Apenas para se ter uma ideia, a média de 5 anos de mix de produção para o início da safra é de 88% para o etanol, sendo que os dados de março, publicados pela Unica relativos a primeira quinzena do mês apontaram para um mix médio da região em 95% para o etanol. Porém pontuamos que nem mesmo este padrão de mix exponencialmente concentrado ao etanol e nem mesmo o real acentuadamente mas forte frente ao dólar [abaixo dos R$ 5,00] se mostram como vetores de alta fortes o suficiente ao açúcar para motivar uma reação que eleva os preços das primeiras telas de volta aos 14 cents. Além disso, em nossa visão, isto não irá acontecer tão cedo.

Ao longo do início de abril temos apontado como 7 os vetores de baixa aos preços do açúcar em Nova York que fundamentam a nossa visão de preços mais baixos em abril e ao longo do primeiro semestre de 2026:

  1. Movimento de bump and run reverse que segue ativo sobre as duas primeiras telas do açúcar bruto em Nova York;
  2. Expectativa de prolongamento do superávit internacional sobre 2026 por parte do USDA com seu novo reporte de maio de 2026;
  3. Declarações recentes da Índia negando restrições das exportações;
  4. Perda da base dos 14 cents;
  5. Perda da Média Móvel Exponencial de 50 dias;
  6. Redução de 2% na demanda da Índia na safra 2025/26 saindo de 28,3 para 27,7 milhões de toneladas;
  7. Início da moagem da safra nova 2026/27 do Centro-Sul do Brasil.

Alertamos também sobre o descolamento do petróleo e o açúcar em Nova York que se mostrou válido ao longo de todo o mês de março mas que, agora em abril, não mais se observa no mercado. Em momento de alta de 8% no petróleo, o açúcar consegue se mostrar com ganho de apenas 0,5% quando não incorre em perdas.

Maurício Muruci, de Safras & Mercado

*Maurício Muruci é especialista em açúcar, etanol e biodiesel da Safras & Mercado, com mais de 15 anos de experiência em análises econômicas e consultoria para mercados agrícolas


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