segunda-feira, março 30, 2026

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COP30 expõe o dilema entre discurso e ação


A COP30, que está sendo realizada em Belém, abriu suas portas com promessas ambiciosas, discursos inflamados e um pano de fundo de desconfiança. A presença de chefes de Estado, cientistas e ativistas reforça a importância do encontro, mas as divergências entre países ricos e emergentes mostram que a luta contra o aquecimento global ainda está travada entre palavras e ações.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, foi direto: deixar o planeta ultrapassar o limite de 1,5 °C seria “uma falha moral”. Já o presidente Lula pediu que as disputas geopolíticas não desviem o foco do essencial, proteger o clima e garantir desenvolvimento sustentável, especialmente na Amazônia. O discurso ecoa bem no palco internacional, mas o desafio está em transformar a retórica em resultados concretos.

Enquanto isso, cresce o mal-estar entre os negociadores. Os países em desenvolvimento cobram mais recursos e compromissos financeiros das nações ricas. O fundo climático prometido em COPs anteriores ainda está longe de alcançar os valores necessários, fala-se em algo próximo de US$ 1,3 trilhão por ano para enfrentar os efeitos da crise ambiental.

Um dos anúncios mais relevantes veio do Brasil: o lançamento do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), que já obtve e US$ 5.58 bilhões em compromissos financeiros,. O objetivo é remunerar a conservação das florestas tropicais e transformar a biodiversidade em ativo econômico global, unindo preservação e desenvolvimento sustentável.

Belém, palco simbólico por estar no coração da Amazônia, vive dias intensos. A logística, a infraestrutura e os custos da conferência geraram críticas, mas também trouxeram o debate para onde ele deve estar: o território que representa o maior ativo ambiental do planeta.

Para o Brasil, a COP 30 é uma oportunidade rara. O país pode mostrar ao mundo que produção e preservação não são opostos. O agronegócio, especialmente, tem muito a ganhar se souber se posicionar como parte da solução, investindo em tecnologia limpa, manejo sustentável e rastreabilidade. O campo brasileiro já é competitivo; precisa agora provar e vai, que também é verde.

Mas há um risco: se a COP 30 termina sem avanços concretos, o Brasil pode ser visto como palco de boas intenções e poucos resultados. O desafio é gigantesco, e o tempo, curto.

No fim, o que está em jogo não é apenas o futuro da Amazônia, mas a credibilidade de um modelo que pretende conciliar crescimento econômico e equilíbrio climático. O mundo observa o Brasil, esperando que o país mostre que é possível alimentar o planeta sem destruir o planeta.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Passagem de ciclone provoca chuva e ventos acima de 100 km/h neste fim de semana; veja onde



O fim de semana será marcado por contrastes no país. Enquanto o avanço de um ciclone extratropical mantém o tempo fechado e com risco de temporais no Sul e também reforça as instabilidades em áreas do Sudeste e Centro-Oeste, o calor e a baixa umidade do ar continuam predominando no interior do Nordeste.

No Norte, as pancadas de chuva seguem irregulares, com maior intensidade no Amazonas, Acre e Rondônia ao longo dos próximos dias. A condição exige atenção para ventos fortes, volumes elevados de chuva e possíveis transtornos, especialmente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e em trechos de São Paulo e Minas Gerais.

Sul

Nesta sexta-feira (7), a formação do ciclone extratropical na costa do Rio Grande do Sul espalha instabilidades por todo o estado, com chuva forte, risco de temporais e rajadas de vento que variam de 60 a 90 km/h, podendo superar os 100 km/h no litoral norte gaúcho. Santa Catarina e Paraná também registram pancadas de chuva ao longo do dia, acompanhadas de ventos intensos e possibilidade de alagamentos e queda de energia.

No sábado (8), o sistema se afasta para o oceano, mas ainda mantém chuva no litoral gaúcho, catarinense e paranaense, com rajadas mais fortes especialmente na faixa leste de Santa Catarina. Ao longo da tarde, a chuva perde força e se concentra no litoral.

Já no domingo (9), o tempo volta a ficar mais estável na maior parte da Região Sul, com sol entre nuvens e temperaturas mais agradáveis. Apenas áreas costeiras entre Paraná e Santa Catarina podem ter chuva fraca e isolada.

Sudeste

A sexta-feira (7) segue com pancadas de chuva no litoral e norte de Minas Gerais por causa da frente fria. Entre o fim da tarde e a noite, com o avanço das instabilidades vindas do Sul, a chuva se espalha por São Paulo e parte de Minas, com possibilidade de temporais e rajadas de vento. No Rio de Janeiro e Espírito Santo, a precipitação deve ser mais fraca e isolada.

No sábado (8), a instabilidade se intensifica entre São Paulo, Triângulo Mineiro, centro-sul de Minas e áreas do Rio de Janeiro, com risco de temporais e acumulados elevados.

E no domingo (9), a chuva diminui em São Paulo e se concentra no norte e litoral do estado, enquanto Minas Gerais, Rio e Espírito Santo ainda registram pancadas moderadas a fortes. As temperaturas ficam mais amenas no leste de Minas e na faixa litorânea.

Centro-Oeste

A sexta-feira (7) começa com pancadas de chuva em Mato Grosso e Goiás, que ganham força à tarde. No Mato Grosso do Sul, a chuva aumenta no fim do dia, especialmente no sul do estado, com rajadas de vento intensas.

O sábado (8) segue instável em Mato Grosso, Goiás e grande parte do Mato Grosso do Sul, com risco de temporais.

No domingo (9), o tempo fica mais firme em Mato Grosso do Sul e no sudoeste de Mato Grosso, enquanto Goiás e parte do interior mato-grossense ainda registram pancadas moderadas a fortes.

Nordeste

A frente fria influencia o oeste e sul da Bahia nesta sexta-feira (7), provocando chuva moderada a forte e risco de temporais. Nas demais áreas, o tempo segue firme, com sol e baixa umidade no interior. No sábado (8), a chuva diminui na Bahia e ocorre de forma mais isolada.

E no domingo (9), as instabilidades voltam a ganhar força no oeste e sul baiano, com possibilidade de temporais, enquanto o restante da região segue quente e seco.

Norte

A sexta-feira (7) tem diminuição das instabilidades no Amazonas e Roraima, com chuvas mais fracas e isoladas. Já o centro-sul do Pará, o leste do Amazonas, Tocantins e Roraima podem registrar pancadas moderadas a fortes.

No sábado (8), as chuvas voltam a aumentar no Acre e em Rondônia, enquanto grande parte do Pará e do Amapá permanece com tempo mais firme.

E no domingo (9), a instabilidade se intensifica novamente no Amazonas, Acre, Rondônia e sudeste do Pará, com risco de temporais isolados. No Amapá e norte do Pará, o tempo continua quente e aberto.

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Entre secas, granizos e inundações, o agricultor permanece o guardião silencioso do Brasil


Há um instante em que o homem do campo, cansado, encosta o olhar no horizonte e escuta o rumor do próprio silêncio.
Ali, entre o pó e o céu, mora a essência do agricultor brasileiro — esse ser que aprendeu com a terra a arte de recomeçar.

Porque o tempo, para ele, não é linha, é ciclo.
Um dia o sol queima, no outro o granizo fere. A seca castiga, a enchente leva.
Mas, mesmo quando o chão parece negá-lo, ele insiste — e planta.
Planta fé, planta força, planta o amanhã de um país inteiro.

Enquanto o mundo fala em sustentabilidade, ele a pratica sem discurso:
guarda rios, protege nascentes, cuida da mata que respira dentro da fazenda.
Defende, com o próprio suor, o equilíbrio que os outros só mencionam em relatórios.
E, no entanto, é vigiado, cobrado, julgado — quando merecia ser celebrado.

Sem seguro, sem crédito, sem guarida,
enfrenta o risco e o clima como quem enfrenta o destino: com dignidade e resiliência.
O governo promete, a chuva atrasa, o preço cai — e ele segue.
Segue porque entende que parar seria trair a própria natureza.

O agricultor é o verdadeiro estoico da terra:
sabe que não controla o céu, mas controla a si mesmo.
Sabe que a colheita é incerta, mas a esperança é perene.
E nessa fé silenciosa constrói o milagre cotidiano de alimentar o mundo.

Ele é o guardião invisível do Brasil real —
aquele que não vive de aparências, mas de propósito.
Que mede o tempo não pelo relógio, mas pelo nascer do sol e o brotar da semente.

E se o país um dia compreender sua grandeza,
talvez entenda que o verdadeiro progresso nasce do barro,
e que o homem que planta, em silêncio, é quem sustenta o futuro.

*Pedro Loyola é coordenador executivo do Observatório do Seguro Rural da FGV Agro.


Canal Rural e a FGV Agro não se responsabilizam pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seu autor. O Canal Rural se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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China libera a importação de frango do Brasil



A China retirou, nesta sexta-feira (7), as restrições às importações de produtos avícolas do Brasil adotadas após o registro de gripe aviária em uma granja comercial no Rio Grande do Sul. A liberação foi comunicada pela Administração Geral de Alfândegas da China. Ainda não há confirmação oficial sobre quais itens específicos voltam a entrar no mercado chinês.

O embargo havia sido imposto em 16 de maio, após a confirmação do primeiro e único foco de influenza aviária em produção comercial no país, no município de Montenegro (RS). A China é o principal destino do frango brasileiro e, apenas em 2024, comprou mais de 560 mil toneladas do produto.

No fim de setembro, uma equipe técnica do governo chinês esteve no Brasil para auditorias sanitárias. Em 18 de junho, o Ministério da Agricultura declarou o país livre da doença em granjas comerciais, cumprindo o período de 28 dias sem novos casos. A informação foi comunicada à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e aos países importadores.

O Brasil segue como o maior exportador global de carne de frango e atende 151 mercados. Mesmo assim, a maior parte da produção permanece no consumo interno, cerca de 65%. Em média, cada brasileiro consome aproximadamente 45 kg da proteína por ano, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).



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AgroNewsPolítica & Agro

Temporais afetam soja e milho no Paraná



Deral vê aumento de áreas afetadas por temporais



Foto: Canva

Segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (6) pelos analistas do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), os temporais registrados no primeiro fim de semana de novembro provocaram impactos nas áreas rurais do Paraná, especialmente em lavouras de soja e milho. Conforme o boletim, os eventos climáticos vieram acompanhados de vendavais, enxurradas e granizo em diversas cidades. A Defesa Civil informou, em relatório de 05/11/2025, que ao menos 40 municípios registraram danos urbanos, o que, por analogia, indica possíveis prejuízos agrícolas nessas regiões.

Nesses municípios, foram plantados na primeira safra de 2024 um total de 859,8 mil hectares de soja e milho, sendo 854,4 mil hectares destinados à soja. Embora os danos estejam mais documentados nas áreas urbanas, o boletim menciona relatos específicos de prejuízos também em áreas rurais.

O Deral informou que o relatório semanal das condições de lavoura da soja já apresenta indícios dos efeitos dos temporais. A análise mostra 31 mil hectares classificados em condição ruim, número que na semana anterior era zero. As lavouras em condição mediana subiram para 280 mil hectares, ante 122 mil na semana anterior — um aumento de 157 mil hectares. A maior parte da área plantada permanece em condição boa, somando 4,3 milhões de hectares, o que corresponde a 93% do total semeado.

O boletim avalia que a piora nas condições da soja está diretamente relacionada aos temporais. Em áreas mais afetadas, “possivelmente teremos algum dano extremo, como a perda total de áreas localizadas”, aponta o documento. Nesses casos, o produtor poderá precisar acionar o seguro, caso disponha, ou realizar o replantio, medida ainda possível dentro do período recomendado. O replantio, entretanto, pode causar atraso no planejamento da segunda safra e levar à troca do milho por outra cultura, caso essa fosse a opção inicial.





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AgroNewsPolítica & Agro

Menos chuva e mais calor? Saiba como o La Niña vai atuar no RS



Produtor precisa evitar concentrar todo o plantio em uma única janela



Foto: USDA

Os efeitos do fenômeno La Niña no verão de 2025 devem ser sentidos no início da estação no Rio Grande do Sul, segundo projeção divulgada nesta quinta-feira (6/11) por especialistas do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e da Embrapa. O alerta foi feito durante apresentação do prognóstico climático do trimestre, realizada na sede do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA/RS), em Porto Alegre.

A previsão aponta para temperaturas entre 0,5°C e 1°C acima da média histórica, com redução das chuvas em cerca de 50 milímetros mensais, cenário típico de uma La Niña de curta duração e intensidade moderada. “É um momento que exige cautela. Não há previsão de frustração, mas tampouco expectativa de supersafra”, ponderou o superintendente do MAPA/RS, José Cleber de Souza.

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As áreas mais vulneráveis aos efeitos da estiagem, como a Campanha, Fronteira Oeste, Sul e Missões, devem adotar estratégias específicas para mitigar perdas. O agrometeorologista Gilberto Cunha, da Embrapa trigo, recomenda ampliar o calendário de semeadura e utilizar cultivares de ciclos distintos, respeitando as indicações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático por tipo de solo.

“O produtor precisa evitar concentrar todo o plantio em uma única janela. Essa é uma forma de distribuir o risco climático ao longo da safra”, explica Cunha.

A compactação do solo, frequentemente ignorada, pode intensificar os efeitos da estiagem ao impedir a infiltração de água. “O problema agronômico vem antes do econômico. E as boas práticas de manejo já são de conhecimento público”, reforçou Jorge Lemainski, chefe-geral da Embrapa Trigo.

 

 





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Telemetria reduz perdas e custos no transporte de ovos



“Mostramos que tecnologia não é apenas rastrear veículos”


 “Mostramos que tecnologia não é apenas rastrear veículos"
“Mostramos que tecnologia não é apenas rastrear veículos” – Foto: Divulgação

A tecnologia tem transformado a eficiência logística do agronegócio. Segundo dados da Corpvs, uma das maiores empresas de segurança privada do Brasil, a parceria com a produtora de ovos Avine resultou na preservação de 1,3 milhão de ovos e na economia de quase R$ 1 milhão em combustível. A informação foi divulgada em novembro de 2025, durante a apresentação do case de telemetria que tem se tornado referência no setor avícola.

Com monitoramento em tempo real, o sistema implantado pela Corpvs permite acompanhar o desempenho dos motoristas, corrigir rotas e controlar a temperatura das cargas. A iniciativa reduziu as perdas em 31,6%, poupou 148 mil litros de diesel e evitou o corte de 2.343 árvores. Além de garantir a integridade dos ovos transportados, a tecnologia assegura maior eficiência operacional e sustentabilidade.

“Identificamos que parte do desperdício estava ligada ao alto tempo de motor ligado durante as paradas e às manobras bruscas, que causavam avarias. A partir da telemetria, passamos a monitorar e corrigir cada etapa da operação”, explica Paulo Buriti, gerente corporativo da Corpvs. “Mostramos que tecnologia não é apenas rastrear veículos, mas gerir inteligentemente toda a cadeia logística, reduzindo desperdícios e promovendo eficiência sustentável”, reforça Buriti.

Fundada há 50 anos, a Corpvs tem presença nos 27 Estados brasileiros e cresceu 18% em faturamento em 2024. A empresa prevê investir R$ 20 milhões em 2025 na modernização de suas operações e no fortalecimento de seus serviços digitais, consolidando a combinação entre segurança, inovação e compromisso ambiental.

 





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Brasil tem déficit de 8 milhões de análises de solo por ano, indica IBRA megalab


O Brasil, uma das maiores potências agrícolas do mundo, enfrenta um gargalo silencioso que ameaça sua competitividade, a falta de diagnóstico adequado dos solos cultivados. Segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Análises Agronômicas (IBRA megalab), baseada em percepções técnicas da Embrapa Solos, do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) e da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), o país apresenta um déficit anual de cerca de 8 milhões de análises de solo — o equivalente a R$ 1 bilhão em potencial econômico não aproveitado somente entre os laboratórios de solo do país.

Esse “gap analítico” indica que milhões de hectares são manejados sem base científica sobre a fertilidade do solo, resultando em ineficiência no uso de insumos, perdas de produtividade e aumento de impactos ambientais. Apesar do avanço da agricultura de precisão, o diagnóstico agronômico ainda não acompanha a expansão da área cultivada. “Sem análise de solo, não há agricultura de precisão possível. O manejo torna-se impreciso e a eficiência agronômica cai drasticamente. Trata-se de um desafio nacional, que precisa ser enfrentado com ciência, dados e estrutura”, afirma Armando Parducci, diretor do IBRA megalab. 

O impacto econômico do déficit é expressivo. Estima-se que a ausência de análises adequadas, por exemplo, represente cerca de R$ 7 bilhões em perdas somente na safra de soja, decorrentes de aplicações incorretas de fertilizantes, desequilíbrios nutricionais e menor eficiência do uso da terra. Além disso, a falta de dados de solo limita o avanço de programas de sustentabilidade, rastreabilidade e de agricultura de baixo carbono. “Conhecer o solo é o primeiro passo para produzir de forma eficiente e sustentável. Ampliar a base analítica do país é essencial para transformar conhecimento agronômico em vantagem competitiva”, reforça Parducci.

Entre as causas do problema estão o custo logístico da coleta de amostras, a baixa capilaridade dos laboratórios, o tempo de processamento das análises e a ausência de integração digital entre campo e laboratório. A consequência é uma lacuna técnica que compromete a tomada de decisão de produtores e consultores em todo o país. Com o uso de inteligência artificial e mapeamento digital do solo, o IBRA Megalab projeta escala, precisão e sustentabilidade para expandir o diagnóstico agronômico nacional.

Digital Soil Mapping (DSM)

A resposta do IBRA Megalab para ampliar a escala do diagnóstico de solo está no Digital Soil Mapping (DSM), tecnologia que combina dados laboratoriais, geoespaciais e algoritmos de inteligência artificial para gerar mapas digitais preditivos de alta resolução.

Com o DSM, é possível ampliar a cobertura de informações do solo sem depender exclusivamente do número físico de coletas, o que permite chegar a áreas historicamente pouco monitoradas e acelerar o ritmo de diagnóstico nacional. “O sistema integra variáveis como carbono total, teor de argila, pH, textura e matéria orgânica, gerando modelos digitais contínuos que representam com alta fidelidade a variabilidade do solo.”

Além disso, o IBRA Megalab utiliza infraestrutura de laboratórios regionais, plataformas digitais integradas e sistemas de IA para processar e atualizar os dados em tempo real. “O Digital Soil Mapping não substitui a análise de solo tradicional, mas a expande. Combinando dados laboratoriais com modelagem digital, conseguimos aumentar a escala de diagnóstico e reduzir o custo por hectare analisado”, destaca Parducci.

 





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Mercado do boi gordo mantém estabilidade após alta



Arroba permanece estável em vários estados



Foto: Divulgação

De acordo com a análise desta quinta-feira (6) do informativo “Tem Boi na Linha”, divulgado pela Scot Consultoria, o mercado do boi gordo em São Paulo permaneceu estável. Segundo o levantamento, “as cotações permaneceram firmes, sem mudanças” após a alta registrada no dia 5 de novembro. A oferta de boiadas continuou enxuta, embora com sinais de melhora em relação à semana anterior, e as escalas de abate atenderam, em média, a oito dias.

No Mato Grosso do Sul, o informativo registrou diminuição na oferta de boiadas e escoamento fraco da carne no varejo. As escalas de abate apresentaram comportamentos distintos: frigoríficos de grande porte operaram com escalas longas, enquanto os de menor porte mantiveram escalas curtas, negociando maior volume de fêmeas.

No Espírito Santo, a Scot Consultoria informou que “a cotação da arroba não mudou na comparação diária”, mantendo o quadro de estabilidade.

No Acre, o levantamento reiterou que “a cotação não mudou na comparação feita dia a dia”. A escala de abate no estado esteve, em média, em 13 dias, mantendo o ritmo observado na semana.





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AgroNewsPolítica & Agro

Meteorologista alerta para possibilidade de tornados com a chegada de ciclone


Por Gabriel Rodrigues com colaboração de Aline Merladete

O risco de microexplosões e de tornados não estão descartados durante a ocorrência do ciclone extratropical, principalmente entre os dias 07 e 09 de novembro de 2025, com passagem pelo Sul e avanço ao Sudeste do país. A ameaça é reforçada não somente pelas condições atmosféricas previstas—com baixa pressão intensa, grandes volumes de chuva, formação de nuvens do tipo cumulonimbus e contraste térmico acentuado—mas também pelo histórico recente de fenômenos severos na região.

A Defesa Civil do Rio Grande do Sul emitiu alertas para o risco de tornados nas regiões Noroeste, Norte e Nordeste do estado nesta sexta-feira (07). As tempestades associadas ao ciclone podem causar ventos acima de 100 km/h, granizo e destruição localizada.

No Paraná, o Simepar reforçou a importância do monitoramento constante para diferenciar rajadas lineares, micro/macroexplosões e tornados. Esses fenômenos são característicos da primavera e tendem a ser potencializados sob influência de sistemas como o atual. Santa Catarina já registrou 12 tornados apenas em 2025. Um dos episódios mais recentes foi o tornado confirmado em Itaiópolis, no Planalto Norte catarinense, no último dia 3 de novembro. O evento provocou queda de árvores, danos a propriedades e deixou um rastro de destruição.

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Segundo Gabriel Rodrigues, meteorologista do Portal Agrolink, a ameaça se justifica não apenas pelas condições atmosféricas projetadas, mas também pelo histórico recente de eventos extremos. “Estamos diante de um cenário de baixa pressão intensa, com volumes expressivos de chuva, nuvens do tipo cumulonimbus e contrastes térmicos acentuados. Esse ambiente é propício à formação de tornados e microexplosões, especialmente nesta época do ano”, pontuou.

O meteorologista ainda salienta que, de acordo com os eventos recentes, como o tornado que foi confirmado em Itaiópolis, no Planalto Norte catarinense em 3 de novembro de 2025, provocou destruição significativa, quedas de árvores e danos em propriedades. Santa Catarina, registrou pelo menos 12 tornados só em 2025, ilustrando uma tendência de maior frequência desses fenômenos extremos na região Sul. Além disso, durante episódios ciclônicos recentes, a Defesa Civil identificou sinais de microexplosões, com ventos intensos, granizo e danos concentrados típicos desse tipo de evento convectivo.

Com base nos modelos meteorológicos e nos registros recentes, a recomendação é de máxima atenção aos alertas. “É fundamental que os produtores acompanhem as informações oficiais, busquem abrigo seguro em caso de tempestades e adotem medidas de proteção preventiva, como o reforço em estruturas e o isolamento de áreas vulneráveis”, orienta o meteorologista.





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