domingo, abril 26, 2026

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Exportações de carne bovina somam US$ 1,36 bilhão em março, alta de 29,1% sobre 2025


carne bovina marfrig origem animal
Foto: Pixabay

As exportações de carne bovina em março de 2026 mostraram desaceleração no ritmo de crescimento do volume embarcado em comparação com os dois meses anteriores. Apesar disso, a receita apresentou avanço mais expressivo, refletindo a valorização dos preços da carne brasileira em dólar no mercado internacional.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), compilados pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), mostram que as vendas externas de carne bovina in natura cresceram 8,95% em volume em março deste ano, em relação a março de 2025, para 233,79 mil toneladas.

Em receitas, as exportações de carne bovina in natura aumentaram 29,14% no mesmo período, para US$ 1,36 bilhão. Em janeiro e fevereiro de 2026 houve crescimento, respectivamente, de 28,7% e 24% no volume embarcado, frente a iguais meses do ano anterior. Em receitas, os resultados de janeiro e fevereiro apresentaram crescimento de 42,5% e 41,9%, respectivamente.

Avanço em receita

É importante considerar que o desempenho das exportações de carne bovina em 2026 parte de uma base de comparação elevada, considerando os sucessivos recordes mensais ocorridos em 2025, o que diminui expectativas de continuidade de um ritmo de crescimento mais robusto.

A carne in natura representa aproximadamente 90% das exportações de carne e subprodutos bovinos. No total, considerando tanto carne in natura, como industrializada, e subprodutos como miudezas, tripas e sebo bovino, as exportações do setor cresceram 21,42% em março de 2026, frente a março de 2025, para US$ 1,476 bilhão. No volume total, houve queda de 6,65% no mesmo período, para 270,53 mil toneladas.

No acumulado do primeiro trimestre, as exportações totais cresceram 32,29%, frente ao primeiro trimestre de 2025, alcançando US$ 4,32 bilhões. Em volume, na mesma base comparativa, o crescimento foi de 10,98%, para 827,64 mil toneladas.

Considerando apenas a carne bovina in natura, houve crescimento de 37,45% nas exportações do primeiro trimestre do ano, em relação ao mesmo período do ano anterior, cujas receitas somaram US$ 3,98 bilhões, enquanto o volume embarcado cresceu 19,92%, totalizando 700,98 mil toneladas.

Os valores médios de exportação da carne bovina in natura no primeiro trimestre apresentaram valorização de 14,61%, alcançando US$ 5.642 por tonelada. No primeiro trimestre de 2025 os valores médios de exportação foram de US$ 4.954 por tonelada.

Maior exportador

A China se manteve como o maior importador da carne bovina brasileira no primeiro trimestre do ano, com aquisições totais de US$ 1,816 bilhão, que representam crescimento de 41,83% em relação ao mesmo período do ano anterior. O volume total enviado ao país asiático foi de 325,68 mil toneladas (aumento de 39,35%).

É importante ressaltar que esse volume não reflete a quantidade considerada pelo governo chinês para efeito de contabilização da quota de 1,106 milhão de toneladas (livres da tarifa extraquota de 55%), estabelecida em função da aplicação de medidas de salvaguardas pelo país asiático.

Isso por que o governo chinês considera, no cálculo da quota, as cargas que chegaram aos portos chineses a partir de 1º de janeiro de 2026, mesmo que tenham sido embarcadas nos portos brasileiros no ano anterior.

Dados divulgados pelo Ministério do Comércio da China (Mofcom) em março indicam que as vendas de carne bovina do Brasil para a China atingiram 372,08 mil toneladas nos dois primeiros meses do ano. As informações referentes a março de 2026 ainda não foram divulgadas pelo órgão.

No entanto, ao somar o volume embarcado em março de 2026, apurado pela Secex, estima-se que o Brasil tenha exportado 474,08 mil toneladas de carne bovina para a China no primeiro trimestre de 2026. Esse volume representa 42,86% da quota tarifária destinada ao país, de 1,106 milhão de toneladas.

Dessa forma, restaria ainda ao Brasil um volume de 631,92 mil toneladas (57% da quota), a ser exportado livre da tarifa de 55%. Essas estimativas podem ser alteradas em função de novas informações a serem divulgadas pelo Mofcom, relativas às entradas nos portos chineses no mês de março.

Os valores médios (Fob) de exportação da carne bovina in natura brasileira para a China no primeiro trimestre do ano tiveram valorização de 15%, em relação ao primeiro trimestre de 2025, para US$ 5.578 por tonelada. No primeiro trimestre do ano, a China participou com 46,42%, em volume, e 45,6%, em receitas, nas exportações brasileiras de carne bovina in natura.

Estados Unidos

As vendas de carne bovina in natura para os Estados Unidos cresceram 60,96% no primeiro trimestre de 2026, em comparação com o primeiro trimestre de 2025, alcançando US$ 588,98 milhões. Em volume, houve crescimento de 28,51%, para 98,17 mil toneladas.

Os valores médios da carne bovina in natura exportada para o país norte-americano alcançaram US$ 6 mil por tonelada no primeiro trimestre de 2026 (aumento de 25,25%).

Os Estados Unidos seguem com um elevado déficit de abastecimento interno, estimado em cerca de 2,5 milhões de toneladas em 2026, segundo dados do USDA. Diante desse cenário, o país se mantém como o segundo maior importador da carne bovina brasileira, respondendo por 14% do volume exportado e por 14,8% da receita obtida.

Um dos maiores importadores

A União Europeia atualmente ocupa a terceira posição entre os maiores importadores de carne e subprodutos bovinos do Brasil.

De janeiro a março de 2026, as vendas de carne bovina in natura para o bloco comercial europeu cresceram 29,48%, comparativamente ao primeiro trimestre de 2025, somando US$ 187,96 milhões, enquanto o volume embarcado cresceu 21,16% no mesmo período, para 21,713 mil toneladas.

Os valores médios de exportação da carne bovina in natura exportada para a União Europeia apresentaram valorização de 6,86% no primeiro trimestre do ano, US$ 8.656 por tonelada.

No total, considerando também carne bovina industrializada e subprodutos, as vendas para a União Europeia cresceram 49,84% no primeiro trimestre de 2026, alcançando US$ 251,57 milhões.

Demais países

O Chile, por sua vez, ampliou tanto volume quanto valor, +27,6% e +36,9%, respectivamente, atingindo 38.764 toneladas e receita de US$ 224,1 milhões. A Rússia elevou suas compras em 73,4% em volume e 91,1% em valor.

O México completou o grupo dos seis maiores mercados, com crescimento sólido de 37,5% no volume e 55,6% no valor, totalizando 18.374 mil toneladas e US$ 105,3 milhões. No total, 106 países aumentaram suas importações no primeiro trimestre, enquanto outros 49 diminuíram as compras.

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Estudantes transformam borra de café em sabonete esfoliante


sabonete de café
Foto: Arquivo pessoal Karliany de Souza Lima/Divulgação Agência Amazonas

Utilizar a borra de café para criação de sabonete esfoliante foi a base de um projeto apoiado pelo Governo do Amazonas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

O estudo foi desenvolvido por estudantes do 3º ano do Ensino Médio da Secretaria de Estado de Educação e Desporto do Amazonas, na Escola Estadual Profª. Maria Belém, em Barreirinha (331km de Manaus).

A pesquisa intitulada “Produção de sabonete esfoliante a partir do reaproveitamento da borra de café, realizada pelos alunos do 3º ano do Ensino Presencial com Mediação Tecnológica” foi amparada por meio do Programa Ciência na Escola (PCE), e coordenada pela professora de Química da Secretaria de Educação, Karliany de Souza Lima.

O objetivo principal do projeto foi o reaproveitamento da borra de café na aplicação em cosméticos, devido à grande quantidade de componentes potencialmente valiosos, que trazem benefícios à pele, como os antioxidantes, anti-inflamatórios, antitumorais e capacidade de adsorção.

sabonete de café
Foto: Arquivo pessoal Karliany de Souza Lima/Divulgação Agência Amazonas

“Produzimos dois tipos de sabonetes esfoliantes em barra com composições diferentes, a fim de demonstrar que o reaproveitamento da borra pode ser realizado do modo mais simples para uso doméstico e para fins de comercialização”, explicou a coordenadora do projeto.

Produção do sabonete

Para a confecção do sabonete, os alunos realizaram trabalhos escritos e vídeos sobre como é feito a produção do sabonete. Além disso, realizaram diversos experimentos, juntamente com o professor, até chegar na qualidade desejada do item de higiene pessoal.

sabonete de café
Foto: Arquivo pessoal Karliany de Souza Lima/Divulgação Agência Amazonas

O tempo de produção final do item de limpeza foi de 24 horas, e foram usados óleo de amêndoas, sabonete glicerinado, base de glicerina, glicerina líquida, álcool de cereais e lauril (sulfato de sódio), além da borra do café.

Sustentabilidade

Tantos os alunos quanto a comunidade escolar foram incentivados a investigar soluções para problemas socioambientais, e colocar em prática alternativas sustentáveis para preservação e conservação ambiental.

A avaliação do sabonete esfoliante foi realizada por 20 voluntários da comunidade, os quais observaram aspectos como: cremosidade de espuma, sedosidade durante o uso, cheiro, dureza e durabilidade.

E, em seguida, responderam a um questionário sobre o produto: muito boa; boa; indiferente e ruim. Sobre o uso do sabonete esfoliante: gostou muito; gostou e não gostou. E também sugestões durante o processo de produção. Ao fim do questionário 12 voluntários disseram que gostaram muito do produto.

Programa Ciência na Escola

O PCE é uma iniciativa da Fapeam que tem como objetivo apoiar a participação de professores e estudantes do 5º ao 9º ano do ensino fundamental e da 1ª à 3ª série do ensino médio, incluindo modalidades como Educação de Jovens e Adultos, educação escolar indígena, atendimento educacional específico e o Projeto Avançar, em projetos de pesquisa científica e inovação tecnológica.

As atividades são desenvolvidas em escolas públicas estaduais do Amazonas e em escolas municipais de Manaus, Coari, Manacapuru e Uarini, localizadas a 363 km, 68 km e 565 km da capital, respectivamente.

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Produção de cana-de-açúcar chega a 673,2 milhões de toneladas na safra 2025/26


A produção de cana-de-açúcar no país está estimada em 673,2 milhões de toneladas na safra 2025/2026, o que representa uma redução de 0,5% em relação à temporada anterior, como mostra o 4º Levantamento da Safra de Cana-de-açúcar no ciclo 2025/2026. Divulgado nesta sexta-feira (17) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o documento mostra que, mesmo com a queda, o país registra a maior fabricação de etanol e a 2ª maior produção de açúcar na série da Conab, ainda que a colheita de cana seja menor em relação ao ciclo passado. Os dados do levantamento também revelam que esta é a terceira maior safra de cana registrada na série histórica, atrás das temporadas de 2022/2023 e de 2024/2025.

De acordo com o levantamento da Conab, somando as origens cana-de-açúcar e milho, a fabricação do etanol deve atingir 37,5 bilhões de litros, aumento de 0,8% em relação à safra passada. A alta é influenciada pela maior produção do etanol de milho. O combustível com origem no cereal, avaliado em 10,17 bilhões de litros, registra aumento de 29,8% em relação à safra passada e representa pouco mais de 27% da produção total do combustível. Já o etanol produzido a partir da cana-de-açúcar está estimado em 27,33 bilhões de litros, redução de 6,9% em comparação ao ciclo 2024/2025.

A fabricação de açúcar, por sua vez, é estimada em 44,2 milhões de toneladas, aumento de 0,1% em relação à safra anterior. A menor disponibilidade de matéria-prima limitou o aumento na produção do adoçante inicialmente previsto pela Companhia. Ainda assim, esta é a segunda maior fabricação do produto já registrada na série histórica da Companhia, perdendo apenas para a safra 2023/2024.

Cenário agrícola – A queda na safra da cana é influenciada pela diminuição em 2,6% da produtividade média nacional, resultando em 75.184 quilos por hectares, diante das condições climáticas desfavoráveis registradas durante as fases de desenvolvimento das lavouras após a colheita em 2024, principalmente na Região Centro-Sul. A perda registrada foi compensada pelo aumento da área destinada à colheita nesta safra, estimada em 8,95 milhões de hectares, 2,1% superior à área colhida no ciclo anterior.

Para o Sudeste, principal região produtora de cana-de-açúcar do país, a Conab estima uma produção de 430,1 milhões de toneladas, redução de 2,2% em relação à safra anterior. Essa diminuição é atribuída às condições climáticas adversas registradas em 2024, com a presença de períodos de estiagem, altas temperaturas e incêndios, que comprometeram a rebrota e o desenvolvimento das lavouras.

As regiões Norte e Nordeste também registram queda na produção na safra 2025/2026. No Norte, mesmo com o aumento de área colhida, as condições climáticas mais restritivas resultaram em redução de 7,1% na colheita, totalizando 3,8 milhões de toneladas. Já a produção do Nordeste é estimada em 53,3 milhões de toneladas, redução de 2% em relação à safra passada, diante de uma queda de 1,2% na produtividade média, projetada em 59.860 quilos por hectare.

A região Centro-Oeste, segunda principal região produtora de cana do país, apresenta crescimento de 3,4% na produção, estimada em 150,2 milhões de toneladas. O aumento é reflexo da maior área colhida, saindo de 1,85 milhão de hectares para 1,96 milhão de hectares, uma vez que a produtividade média apresentou uma redução de 2,2% em razão das condições climáticas menos favoráveis durante o desenvolvimento das lavouras, resultando em 76.820 kg/ha.

Alta também para a colheita registrada na região Sul. Com crescimento estimado de 1,9% na área destinada ao setor sucroenergético, a produção da região alcançou 36 milhões de toneladas, resultado favorecido pela recuperação da produtividade diante das precipitações superiores às observadas no ciclo anterior.

Mercado – Na safra 2025/2026, a Conab verificou o maior direcionamento da cana para a fabricação de açúcar, que contribuiu para sustentar a produção do adoçante, aumentando ligeiramente a disponibilidade em relação à safra anterior, ao passo que a produção total de etanol registrou retração em relação ao ciclo anterior, porém contrabalançada pelo avanço da produção do etanol de milho.

Para o curto prazo, a transição para a nova safra tende a manter o mercado de etanol relativamente sustentado, sobretudo no segmento anidro. No caso do açúcar, o cenário internacional de maior oferta limita movimentos mais consistentes de alta, embora ainda haja suporte pontual decorrente de prêmios de exportação positivos e de eventuais incertezas no mercado externo.

Confira os dados completos sobre a produção de cana, de açúcar e de etanol, e as condições de mercado destes produtos disponíveis no 4° Levantamento da Safra 2025/26.

Mais informações para a imprensa:Gerência de Imprensa(61) 3312-6338/ 6344/ 6393/ [email protected]





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Resíduo de lúpulo usado na fabricação de cerveja é incorporado a protetor solar


resíduo de lúpulo protetor solar
Foto: André Rolim Baby/FCF-USP

Usado para dar amargor, aroma e sabor à cerveja, o lúpulo acaba de ganhar uma nova utilidade. Trabalho realizado por pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da Universidade de São Paulo (USP) revelou que resíduos industriais da planta (Humulus lupulus L.) são boas opções para a fabricação de fórmulas de protetores solares.

A grande quantidade de resíduo da substância gerada e descartada na produção da bebida foi o ponto de partida do estudo multidisciplinar, que reuniu expertises complementares em produtos naturais e fotoproteção bioativa.

O lúpulo é adicionado ao preparo da cerveja em dois momentos, durante a fervura do mosto e, em algumas receitas, após a fermentação, etapa conhecida como dry hopping. Essa segunda fase tem como objetivo conferir aroma à bebida, mas nem todas as substâncias presentes nos pellets (flores de lúpulo secas, moídas e prensadas) são extraídas. Assim, uma fração relevante de compostos bioativos permanece no material descartado.

Segundo os pesquisadores, isso faz com que ele seja uma rica fonte de compostos bioativos, como ácidos amargos, polifenóis e óleos essenciais. Entre eles, os polifenóis têm atraído especial atenção por suas fortes propriedades antioxidantes, o que faz com que tenham potencial para proteger a pele da ação prejudicial provocada pelos raios ultravioleta. Por isso, a biomassa proveniente da indústria cervejeira se tornou alvo da pesquisa.

Na etapa conduzida pelo Laboratório de Farmacognosia, o resíduo de lúpulo foi submetido à extração com etanol, seguido da secagem do extrato e análises químicas. Também foi preparado um segundo extrato a partir de lúpulo que não havia passado pelo processo de fabricação da cerveja, permitindo a comparação entre o material “puro” e o reutilizado.

No Laboratório de Cosmetologia os extratos foram incorporados, isoladamente (na concentração de 10%), em formulações fotoprotetoras em creme que continham dois filtros solares tradicionais, um com proteção UVB e o outro UVA.

“Também foram avaliadas diferentes combinações com ingredientes cosméticos comumente utilizados em protetores solares, como água purificada e emolientes, como miristato de isopropila, palmitato de isopropila e triglicerídeos do ácido cáprico-caprílico, a fim de investigar qual composição proporcionaria melhor desempenho”, conta André Rolim Baby, professor associado da FCF-USP e um dos coordenadores do estudo.

Substância mais ativa

A eficácia fotoprotetora foi determinada por um dos métodos in vitro mais robustos e reconhecidos internacionalmente, a espectrofotometria de refletância difusa com esfera de integração. Essa tecnologia é capaz de calcular o fator de proteção solar (FPS) e demais parâmetros relacionados à proteção solar, como a proteção de amplo espectro.

“Quando comparamos o lúpulo de resíduo e o lúpulo sem ter passado pelo processo de fabricação de cerveja, vimos que a substância de reuso é mais ativa. Isso acontece provavelmente por causa da eliminação das substâncias voláteis envolvidas na fabricação da cerveja, deixando compostos que têm ligações químicas necessárias para a fotoproteção”, diz Daniel Pecoraro Demarque, também do FCF-USP.

De acordo com Baby, embora os resultados tenham sido obtidos no ensaio in vitro, a investigação representa uma prova de conceito promissora. “Mas, para essa ideia chegar ao mercado, são necessários estudos e validações complementares, como a estabilidade em longo prazo do protetor solar, padronização dos compostos bioativos e avaliação clínica de segurança e eficácia”, afirma.

*Texto escrito por Thais Szegö, da Agência Fapesp

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Inmet emite alerta de vendaval com ventos de até 60 km/h



Instituto informa que os ventos podem variar entre 40 km/h e 60 km/h



Foto: Arquivo

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta de vendaval para esta sexta-feira (17), com previsão de ventos entre 40 km/h e 60 km/h em áreas do Rio Grande do Sul. O aviso começou às 9h e indica perigo potencial, com baixo risco de queda de galhos de árvores.

Segundo dados do Inmet, o alerta atinge municípios de regiões como Sudoeste Rio-grandense, Sudeste Rio-grandense e Metropolitana de Porto Alegre. O órgão destaca que, apesar da classificação de perigo potencial, a condição exige atenção ao longo do dia, principalmente em áreas mais expostas às rajadas.

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O instituto informa que os ventos podem variar entre 40 km/h e 60 km/h, cenário que aumenta o risco de transtornos pontuais. Entre os principais impactos previstos estão queda de galhos, além de possíveis intercorrências em locais com estruturas mais vulneráveis.

Como medida de prevenção, o Inmet orienta que, em caso de rajadas de vento, a população não se abrigue debaixo de árvores, devido ao leve risco de queda e de descargas elétricas. Outra recomendação é não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda.

O órgão também orienta que informações complementares sejam buscadas junto à Defesa Civil, pelo telefone 199, e ao Corpo de Bombeiros, pelo 193.





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Colheita da soja chega a 50% da área cultivada no RS


A colheita da soja avançou de forma descontínua e alcança 50% da área cultivada nesta safra 2025/2026, que é de 6.624.988 hectares. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (16/04), a recorrência de precipitações em volumes heterogêneos entre as regiões manteve elevada umidade no solo e nas plantas, restringindo a trafegabilidade e impondo interrupções às operações de colheita. Predominam lavouras em maturação (36%), e 14% ainda se encontram em enchimento de grãos e floração, refletindo a amplitude de épocas de semeadura.A produtividade da soja apresenta elevada variabilidade, tanto entre regiões quanto dentro de um mesmo município, influenciada pela irregularidade das chuvas ao longo do ciclo, especialmente durante o período crítico de enchimento de grãos. Em áreas com melhor distribuição hídrica e manejo mais tecnificado, o rendimento está adequado. Nas áreas afetadas, as perdas são expressivas. A produtividade média estimada pela Emater/RS-Ascar é de 2.871 kg/ha.Milho – A colheita de milho evoluiu de forma parcial e se aproxima do final, atingindo a média estadual de 86% da área cultivada, que é de 803.019 hectares. Restam lavouras implantadas no final ou fora da janela preferencial, onde as condições climáticas do período, como a reposição hídrica, têm favorecido a manutenção do potencial produtivo, mesmo que parte das lavouras tenha sido impactada anteriormente por déficit hídrico e temperaturas elevadas durante o período reprodutivo, o que provocou a redução no número de grãos por espiga e da massa de grãos.De acordo com a Emater/RS-Ascar, a produtividade média estadual do milho nesta safra é de 7.424 kg/há, apesar da variabilidade produtiva observada, e grãos com boa qualidade. Há registros localizados de perdas associadas ao atraso na colheita e à elevada umidade. Em lavouras ainda em desenvolvimento, especialmente safrinha, persistem os riscos fitossanitários, como a ocorrência de pragas, e o potencial comprometimento da qualidade dos grãos em função de eventuais danos em espigas e maior suscetibilidade a patógenos em ambientes úmidos.Milho silagem – A colheita de milho destinado à silagem alcança 83% de uma área de 345.299 hectares cultivados nesta safra. Houve avanço limitado em função da elevada umidade nas lavouras no período, a qual dificultou tanto a operação de corte quanto o adequado enchimento e compactação dos silos. Nas áreas remanescentes, predominam lavouras em enchimento de grãos, com vegetação adequada. Porém, o porte das plantas está inferior ao desejado devido ao déficit hídrico em fases anteriores. A reposição de umidade do solo tem beneficiado a manutenção da área foliar verde até a base das plantas no momento do corte, o que contribui para a qualidade da silagem e permite ajustes na altura de corte para compensar parcialmente a menor produção de biomassa. A estimativa da Emater/RS-Ascar indica produtividade média de 37.840 kg/ha.Feijão 1ª safra – A colheita de feijão da 1ª safra está concluída no Rio Grande do Sul, incluindo a região dos Campos de Cima da Serra, responsável por cerca de 40% da área cultivada. Nessa região, o desempenho produtivo foi impactado por condições climáticas menos favoráveis nos meses de janeiro e fevereiro, período que coincidiu com a fase reprodutiva das lavouras, resultando em redução nos rendimentos. Em alguns municípios, observam-se quedas expressivas de produtividade, que chega em torno de 1.200 kg/ha, o que tende a influenciar negativamente o resultado estadual, atualmente estimado em 1.781 kg/ha pela Emater/RS-Ascar. Nas demais regiões, onde o plantio ocorreu de forma mais antecipada, as lavouras não sofreram impactos significativos e mantiveram o potencial produtivo esperado. A área cultivada com feijão 1ª safra está estimada em 23.029 hectares no Estado.Feijão 2ª safra – Com uma área projetada pela Emater/RS-Ascar de 11.690 hectares, as lavouras apresentam bom desenvolvimento, sustentado por condições adequadas de umidade do solo, pela ocorrência de precipitações e pela manutenção de temperaturas relativamente elevadas para a época do ano. Esse cenário tem contribuído para a boa evolução fenológica, para elevada carga de vagens, para o ótimo enchimento de grãos e para manutenção do potencial produtivo.A colheita avançou de forma gradual nas áreas mais adiantadas, enquanto a maior parte das lavouras ainda se concentra nas fases de florescimento e enchimento de grãos. Os resultados iniciais obtidos apontam perspectiva de desempenho satisfatório na safra. A produtividade média estimada pela Emater/RS-Ascar é de 1.401 kg/ha.Arroz – A colheita de arroz avançou, apesar da ocorrência de precipitações frequentes. Houve leve desaceleração das operações de campo em relação ao período anterior em razão da elevada umidade do solo e dos grãos, que reduziu a janela operacional e ocasionou interrupções pontuais na colheita. A área colhida totalizou 79,3% de uma área de área cultivada de 891.908 hectares, segundo o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). De maneira geral, os rendimentos estão satisfatórios. Os grãos colhidos apresentam boa qualidade, evidenciada por elevados índices de rendimento de engenho. As lavouras remanescentes se encontram em fase de maturação e maduras para colheita, indicando proximidade do encerramento do ciclo produtivo. A produtividade está projetada pela Emater/RS-Ascar em 8.744 kg/ha.Pastagens e Criações – O período se caracterizou por uma transição no sistema forrageiro, marcada pela perda gradual de qualidade das pastagens de verão e pelo avanço na implantação das espécies hibernais. Ainda que haja oferta de volumoso em diversas regiões, sua qualidade nutricional encontra-se em declínio. As chuvas das últimas semanas têm sido determinantes para a germinação e o estabelecimento inicial das pastagens de inverno, influenciando diretamente o planejamento alimentar dos rebanhos a curto prazo.Bovinocultura de Corte – O cenário da atividade é marcado por estabilidade nas condições corporais e no desempenho dos rebanhos. Ainda há oferta de forragem, embora já em transição. Estão ocorrendo ajustes na alimentação, como aumento do uso de volumosos conservados. O calor e a alta umidade têm imposto desafios ao manejo, e há potencial impacto sobre o desempenho reprodutivo e o bem-estar animal.Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, os dias de calor excessivo geraram preocupação entre os pecuaristas quanto a possíveis perdas reprodutivas, especialmente reabsorção embrionária no início da gestação e eventuais abortos por estresse térmico. O estado corporal dos bovinos está adequado, uma vez que ainda não houve restrição alimentar. Na região de Passo Fundo, o estado nutricional e o escore corporal dos animais estão satisfatórios para suas fases. Em propriedades com Integração Lavoura Pecuária (ILP), os lotes têm sido mantidos em áreas de campo nativo. As condições sanitárias estão dentro do esperado.Bovinocultura de Leite – Em parte das regiões, houve redução de produção nos sistemas mais dependentes de pastagens, em função da transição entre ciclos forrageiros e da queda na qualidade do pasto. As condições meteorológicas, especialmente temperaturas elevadas associadas à irregularidade das chuvas, têm intensificado o estresse térmico e impactado o desempenho dos animais. Por essa razão, tem sido intensificado o uso de alimentos conservados e ajustes na dieta. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, em Manoel Viana, os produtores assentados estão investindo na atividade com recursos do Pronaf-A, com vistas à renovação e à melhoria genética do rebanho. Observa-se também elevada demanda por esse recurso em municípios com bacia leiteira desenvolvida e expressivo número de assentados, como Santana do Livramento, Hulha Negra e Candiota.Na região de Santa Rosa, as chuvas ao longo do período resultaram na formação de barro nas áreas próximas às instalações, exigindo maior cuidado no manejo e na higiene. Além disso, as temperaturas elevadas em alguns períodos do dia geraram desconforto térmico nos animais, que passaram a buscar sombra com maior frequência, reduzindo o tempo de pastejo, o que impactou seu desempenho. Foram realizados ajustes nas dietas, como aumento da oferta de silagem e melhoria na qualidade das rações. Esse cenário tem sido favorecido pela excelente qualidade nutricional da silagem de milho desta safra, que está superior à dos anos anteriores, o que tem permitido reduzir a dependência de concentrados na alimentação dos animais.





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AgroNewsPolítica & Agro

Mercados agrícolas iniciam o dia com ajustes



A soja opera em queda, acompanhando o recuo de seus derivados


A soja opera em queda, acompanhando o recuo de seus derivados
A soja opera em queda, acompanhando o recuo de seus derivados – Foto: Nadia Borges

Os mercados agrícolas iniciam o dia com movimentos mistos, refletindo fatores climáticos, ajustes de oferta e demanda e o comportamento recente das exportações globais. As indicações de preços e tendências foram divulgadas pela TF Agroeconômica, apontando um cenário de cautela entre os agentes.

No trigo, os contratos em Chicago registram leve alta após uma sequência de quatro sessões positivas. A valorização está ligada às preocupações com as condições das lavouras de inverno nos Estados Unidos, especialmente nas Grandes Planícies do Sul, onde a previsão de chuvas segue limitada. Apesar disso, o mercado pode enfrentar realização de lucros diante dos ganhos recentes. No Brasil, os preços continuam avançando de forma gradual, sustentados pela escassez de produto de melhor qualidade.

A soja opera em queda, acompanhando o recuo de seus derivados. A previsão de chuvas no Meio-Oeste americano, seguida por dias secos favoráveis ao plantio, pressiona as cotações. Soma-se a isso a confirmação de exportações mais fracas dos Estados Unidos e compras chinesas abaixo do esperado. No cenário internacional, o ambiente geopolítico mais estável contribui para a queda do petróleo, influenciando o complexo soja. Regionalmente, os preços no Brasil mostram sustentação, enquanto há atrasos relevantes na colheita argentina, com riscos crescentes à qualidade dos grãos.

O milho apresenta leve alta em Chicago, impulsionado pelo ritmo forte das exportações norte-americanas, que já superam com folga a projeção anual. Ainda assim, o avanço é limitado pelas condições climáticas favoráveis ao plantio da próxima safra. No Brasil, os preços seguem em queda, refletindo a pressão da oferta no curto prazo, com expectativa de recuperação a partir do segundo semestre, conforme os estoques diminuam.

 





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“Nem todo produtor está no mesmo agro”



De forma geral, o produtor entra no ano com uma das menores margens


De forma geral, o produtor entra no ano com uma das menores margens
De forma geral, o produtor entra no ano com uma das menores margens – Foto: Pixabay

O cenário da soja em 2026 é marcado por pressão sobre as margens e por uma diferença cada vez maior entre regiões produtoras. As informações são de Marcos Rubin, fundador da Veeries, que analisa o comportamento econômico da safra no país.

De forma geral, o produtor entra no ano com uma das menores margens dos últimos quatro ciclos, mas o destaque está na desigualdade entre as regiões. Antes do custo de arrendamento, o Centro-Oeste apresenta resultados entre R$ 1.400 e R$ 3.000 por hectare, enquanto o MAPITOBA varia de R$ 1.900 a R$ 2.400. O Paraná aparece com desempenho mais positivo, acima de R$ 2.500, enquanto a Metade Sul do Rio Grande do Sul registra os piores resultados, abaixo de R$ 600 por hectare.

Ao considerar o custo médio de arrendamento, hoje entre R$ 1.500 e R$ 1.800 por hectare, o cenário muda de forma relevante. Em diversas áreas, especialmente entre produtores com maior dependência de terras arrendadas, a margem praticamente desaparece e pode se tornar negativa.

Na comparação com a safra anterior, o comportamento também varia. O Rio Grande do Sul mostra recuperação, apesar de ainda apresentar resultados frágeis. Regiões do Oeste e Norte do Paraná, além de Mato Grosso do Sul, também registram melhora impulsionada pela produtividade. No restante do país, predomina a compressão de margens.

O quadro reforça que o desafio não está apenas no nível de rentabilidade, mas na sua distribuição entre regiões e perfis de produtores. A produtividade passa a definir realidades econômicas distintas, enquanto o custo de produção, sobretudo o arrendamento, se consolida como fator decisivo. Produtores que expandiram área com maior alavancagem tendem a enfrentar maior pressão financeira.


 





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AgroNewsPolítica & Agro

adiantar ou atrasar? Entenda os impactos na logística


A decisão de adiantar ou atrasar a colheita do arroz irrigado pode definir o resultado econômico da safra. Em um cenário de gargalos logísticos, filas em unidades de recebimento e limitação de secagem, o momento da colheita impacta diretamente custos, qualidade dos grãos e eficiência operacional no campo.

A colheita do arroz irrigado concentra grande volume de produção em um curto período, exigindo sincronia entre lavoura, máquinas, transporte e armazenagem. Quando essa engrenagem falha, o produtor é forçado a tomar decisões fora do ponto ideal — e é nesse momento que surgem os principais prejuízos.

O principal desafio está no descompasso entre a capacidade de colheita e a estrutura de recepção e secagem. Esse gargalo leva à formação de filas, aumento do tempo de espera e, muitas vezes, à necessidade de colher antes ou depois do momento ideal.

Adiantar a colheita: estratégia ou risco calculado?

Antecipar a colheita pode ser uma decisão estratégica para diluir picos de entrega e evitar filas nas unidades armazenadoras. No entanto, essa prática traz impactos diretos na logística e nos custos. Quando o arroz é colhido com alta umidade, o volume de água a ser retirado aumenta significativamente, exigindo mais tempo de secagem e reduzindo a capacidade operacional dos secadores. Na prática, isso pode gerar um novo gargalo dentro da própria estrutura de pós-colheita.

Além disso, há aumento no consumo de energia e no custo operacional, pressionando a margem do produtor. Por outro lado, essa antecipação pode evitar perdas maiores no campo, especialmente em cenários de previsão de chuvas ou risco de acamamento.

O equilíbrio está na decisão técnica: assumir maior custo de secagem pode ser vantajoso quando o risco climático ou logístico é elevado.

Atrasar a colheita: quando o problema vira prejuízo

Se adiantar a colheita exige planejamento, atrasar geralmente é consequência de falhas logísticas — e costuma ser mais arriscado.

Entre os principais impactos observados estão:

– Aumento de grãos quebrados e trincados devido à baixa umidade

– Maior incidência de grãos ardidos, mofados e brotados

– Perdas por debulha natural e queda de espigas

– Maior exposição a eventos climáticos adversos

Além disso, filas prolongadas com caminhões carregados podem agravar ainda mais a situação. Grãos úmidos parados por longos períodos favorecem aquecimento e deterioração, comprometendo a qualidade final do produto.

Logística é o fator decisivo

O que define se o produtor deve antecipar ou postergar a colheita não é apenas o ponto fisiológico da planta, mas a capacidade logística disponível.

Entre os principais fatores que precisam ser considerados estão:

– Capacidade diária de secagem (toneladas/dia)

— Volume total a ser colhido

– Número de caminhões disponíveis

– Distância até a unidade de recebimento

— Tempo de ciclo de transporte

Impacto no bolso do produtor

A escolha do momento da colheita influencia diretamente três pilares do resultado financeiro:

– Custo operacional – secagem, transporte e uso de máquinas

– Qualidade do grão – que define o preço recebido

– Perdas no campo – que reduzem o volume comercial

Ou seja, não se trata apenas de colher mais rápido, mas de colher no momento certo, dentro da capacidade logística disponível.

 





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News

Produtora indignada relata furto de cinco pivôs nos últimos 8 meses


Produtora Maria Eduarda - roubo de cabos de pivô
Foto: Reprodução/ Montagem: Canal Rural

A produtora rural e engenheira agrônoma Maria Eduarda Tramontini Ceolin, de 26 anos, de Estrela Velha, no Rio Grande do Sul, tem postado vídeos em suas redes sociais para chamar a atenção para um problema inusitado: o furto de cabeamento de pivôs centrais.

O último caso ocorreu nesta semana, quando os cabos de 13 torres de dois pivôs foram subtraídos, em um prejuízo estimado entre R$ 60 mil e R$ 80 mil, a depender da mão de obra para a reposição.

“Como voltou a chover no Rio Grande do Sul, percebemos que haviam roubado os pivôs apenas nessa quarta, mas a gente suspeita que o crime ocorreu por volta do último domingo”, relatou à reportagem.

Na propriedade de sua família, que cultiva milho, soja, trigo, canola e aveia, apenas nos últimos oito meses foram subtraídos os cabos elétricos de cinco sistemas de irrigação. “Em todas as vezes a gente fez boletim de ocorrência, mas sentimos que a polícia fica de mãos atadas. O campo não recebe muita atenção da segurança pública”, desabafa.

Maria Eduarda conta que desde a primeira vez que postou vídeos relatando o problema, seguiu conselhos de seus seguidores das redes sociais, posicionando braçadeiras a cada 20 cm da torre para segurar o cabeamento, mas a medida não surtiu efeito.

“Levamos três dias para instalar tudo e acho que quem roubou deve ter feito o serviço em duas noites. […] Dessa vez até o cabo das rodinhas foi roubado. Deve ser um quadrilha especializada porque eles sabem exatamente onde mexer para não levar choque, sabem onde desligar a energia”, detalha.

Nos vídeos que posta, a produtora e engenheira agrônoma mostra indignação com o caso. “Não é só prejuízo financeiro, é falta de respeito com quem trabalha, com quem produz. É falta de respeito até com quem está em casa porque o furto de um pivô traz insegurança alimentar. A gente precisa irrigar para poder produzir porque o Rio Grande do Sul sofre com estiagem o tempo todo.”

Por fim, Maria Eduarda diz que resta apenas continuar na lavoura, que desistir não é uma opção para o produtor rural, especialmente para o gaúcho. “Horas ruins criam pessoas melhores e profissionais melhores”, destaca.

A reportagem busca contato com o 35º Batalhão de Polícia Militar (BPM) do Rio Grande do Sul, responsável pela área. O texto será atualizado se houver posicionamento.

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