domingo, abril 26, 2026

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Projeto de renegociação de dívidas rurais será votado até 28 de a


O aumento do endividamento no setor agrícola acende um sinal de alerta entre produtores e lideranças do agro. Com custos de produção elevados e preços pressionados, o setor enfrenta um cenário de asfixia financeira, intensificando a busca por alternativas de renegociação das dívidas e novas formas de financiamento. O projeto de renegociação das dívidas rurais pode avançar no Senado ainda neste mês.

O relator da proposta, Alceu Moreira, sinalizou que o texto deve ser votado até o dia 28 de abril. O endividamento do produtor brasileiro é uma constante, chegando a níveis insuportáveis, o que inviabiliza a produção. O governo, por sua vez, informou que não há recursos orçamentários disponíveis para operações de socorro aos produtores.

Alternativas de financiamento

Para contornar a situação, foi criado o projeto 5122, que se financia por meio de fundos constitucionais nos estados. O objetivo é socorrer os produtores rurais afetados por catástrofes, como a seca no Rio Grande do Sul e em outros estados. O montante necessário para essa operação já chega a R$ 100 bilhões.

Próximos passos

O senador Renan Calheiros, que preside a comissão responsável pela votação, afirmou que o projeto será analisado na CAI, que é terminativa, ou seja, saindo de lá, segue para sanção presidencial. Há a possibilidade de ajustes nas datas e na estrutura do projeto, visando torná-lo um instrumento permanente para situações extremas no futuro.

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Embrapa Cerrados apresenta inovações em cultivo sustentável


A Embrapa Cerrados recebeu um grupo de jornalistas para apresentar inovações em cultivos adaptados às condições do bioma cerrado. Durante a visita, foram destacadas novas soluções para o cultivo de espécies como açaí, baunilha, pitaia e baru, que estão sendo desenvolvidas para se adequar ao clima da região.

Novas culturas em destaque

  • Açaí: Cultivado no Centro-Oeste, com foco em sistemas irrigados para superar a seca.
  • Baunilha: Enfrenta desafios devido à necessidade de umidade, mas é uma aposta para diversificação.
  • Pitaia: Fruta exótica com alto valor comercial, já presente em menus de restaurantes.
  • Baru: Alimento nativo que ganha espaço na alimentação e na economia local.

Desafios e soluções

A adaptação de plantas de diferentes regiões do Brasil ao cerrado é um dos principais desafios enfrentados pelos pesquisadores. A Embrapa busca desenvolver cultivares que sejam resistentes a doenças e que se adaptem às condições climáticas locais.

Importância da pesquisa

A visita dos jornalistas teve como objetivo proporcionar um contato direto com a base produtiva e científica, destacando a importância da inovação para a preservação ambiental e a segurança alimentar. Os participantes também puderam degustar alimentos típicos da biodiversidade do cerrado, evidenciando a riqueza dos produtos locais.

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AgroNewsPolítica & Agro

Sementes prometem mudar tudo no plantio de cana



“Vamos usar equipamentos de outras culturas”


"Vamos usar equipamentos de outras culturas"
“Vamos usar equipamentos de outras culturas” – Foto: Pixabay

A adoção de novas tecnologias no plantio agrícola avança com propostas que buscam maior eficiência, escala e padronização. Nesse contexto, iniciativas voltadas à substituição de métodos tradicionais indicam uma mudança relevante na forma de implantação das lavouras.

O Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) inaugura nesta semana uma planta de sementes sintéticas de cana-de-açúcar, marcando uma nova fase de um projeto desenvolvido ao longo de 13 anos. Segundo o diretor comercial Luiz Antônio Dias Paes, a proposta é substituir práticas como o uso de colmos e mudas pré-brotadas, com a introdução de uma tecnologia voltada ao plantio comercial sem a necessidade de viveiros.

“Vamos usar equipamentos de outras culturas, de parceiros, de tecnologia do ponta, para que o produtor possa, principalmente, ter escala. Então, é uma etapa importantíssima para que possamos ir para a próxima etapa, que é uma planta comercial. Aí, sim, já a semente estará mais próximo do cliente”, complementa.

A unidade inaugurada tem caráter demonstrativo e permitirá ampliar testes relacionados ao plantio mecanizado, automação e padronização dos processos. A expectativa é avançar para uma etapa comercial, aproximando o produto do mercado. Na safra 2025/26, já houve plantios experimentais em usinas parceiras e áreas externas, além da implantação de 20 hectares com uso de sementes.

Entre os desafios apontados estão questões logísticas e o desenvolvimento de maquinários, conduzido em parceria com empresas do setor. A meta é elevar significativamente a capacidade operacional, com potencial de ampliar o rendimento diário de plantio. “O cuidado com relação ao plantio é chave para a formação de um canavial que vai ficar no campo por cerca de cinco anos. Além de escolher a genética certa e produzir corretamente, por enquanto, atentar à qualidade do viveiro e da muda é essencial”, afirma.

 





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Altos custos e queda da soja preocupam produtores rurais


Os produtores rurais estão enfrentando um cenário desafiador com a queda no preço da soja e os altos custos de produção, especialmente em relação a fertilizantes e combustíveis. Essa situação gera preocupações sobre a próxima safra, levando a decisões mais cautelosas no campo.

Impacto no mercado e na produção

Em Mato Grosso, os reflexos dessa realidade já são visíveis, com um ritmo mais lento nos negócios e um sinal de alerta nas revendas de insumos. A desvalorização da soja, combinada com o aumento dos custos, compromete o caixa dos produtores e acende um alerta para a próxima safra.

Desafios na colheita e produtividade

O atraso na colheita da soja impactou o calendário de plantio do algodão, que já está fora da janela ideal. Isso gera preocupações sobre a produtividade da pluma e a rentabilidade dos agricultores. A margem de lucro está cada vez mais apertada, levando os produtores a repensarem seus investimentos.

Expectativas para a próxima safra

Os agricultores estão cautelosos em relação à próxima safra, com muitos ainda não tendo adquirido insumos essenciais. A expectativa é de que a próxima safra seja ainda mais desafiadora, com custos de produção aumentando e a necessidade de garantir a lucratividade se tornando cada vez mais urgente.

  • Queda de 15% no preço da soja
  • Aumento de 36% nos custos de produção
  • Somente 20 a 25% dos fertilizantes comercializados até agora
  • Preocupação com a rentabilidade no campo
  • Necessidade de decisões cautelosas para a nova temporada

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Semana inicia com calor intenso no Centro-Sul do Brasil


A semana começa com temperaturas elevadas e calor intenso no Centro-Sul do Brasil. No último domingo, a cidade de Porto Estrela, em Mato Grosso, registrou uma temperatura máxima de 40,6ºC, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). A umidade relativa do ar pode ficar abaixo dos 30%, o que aumenta o risco de focos de incêndio na região.

Calor e umidade baixa

O meteorologista Artur Miller destacou que o calor e o tempo seco afetam grande parte do Sudeste e Centro-Oeste, incluindo o estado do Paraná. Um sistema de baixa pressão está atuando na região, mas uma frente fria deve trazer chuvas apenas para o Rio Grande do Sul, sem avançar para o Brasil central.

Previsões para os próximos dias

  • Temperaturas máximas podem chegar a 36ºC em Mato Grosso do Sul, Paraná e interior de São Paulo.
  • Risco de incêndios é elevado em Mato Grosso do Sul, norte do Paraná, interior de São Paulo e Triângulo Mineiro.
  • Chuvas no Rio Grande do Sul podem somar entre 30 e 40 mm, mas a situação de bloqueio no Brasil central deve persistir.
  • Expectativa de calor intenso até o final de abril, com possibilidade de chuvas volumosas a partir do início de maio.

Impactos na agricultura

As altas temperaturas e a falta de chuvas podem afetar as atividades agrícolas, especialmente em regiões produtoras como Bataguaçu. A previsão é de que o calor persista, mas a chuva deve voltar a ganhar volume na região sul, com a influência do fenômeno El Niño.

Condições climáticas no Sudeste

No Sudeste, as temperaturas devem continuar elevadas, com mínimas frias pela manhã e calor à tarde. A previsão é de que o ar frio avance para o Rio Grande do Sul, mas o risco de geadas deve ser mais significativo apenas no início de maio.

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Homem é preso com 600 kg de defensivos agrícolas sem nota fiscal


Defensivos agrícolas apreendidos pela Polícia Militar da Bahia
Foto: Polícia Militar

Um homem de 56 anos, que transportava defensivos agrícolas em uma caminhonete, foi preso na noite deste domingo (19) por policiais militares do 27º Batalhão de Polícia Militar (BPM), durante a Operação Paz no Trânsito, do Detran-BA.

A ação, supervisionada pelo Comando de Policiamento da Região Oeste (CPRO), aconteceu no bairro Jardim Imperial, em Luís Eduardo Magalhães, no Oeste do estado.

De acordo com a Polícia Militar da Bahia, após a abordagem ao veículo Toyota Hilux, o homem informou que retornava para o distrito de Roda Velha com a carga.

homem preso por transportar defensivos sem nota fiscal em Luís Eduardo Magalhães, Bahia
Foto: Polícia Militar

No entanto, os policiais estranharam a maneira como os produtos eram transportados, visto que a prática não é comum naquelas circunstâncias.

Ao ser questionado sobre a origem da carga, o homem, em um primeiro momento, não soube informar onde a recebeu nem quem seria o responsável pela entrega. Além disso, apresentou uma nota fiscal que não correspondia aos produtos transportados.

Após conferência, foram contabilizados 400 kg de DK MAX (em pacotes de 10 kg) e 200 litros de BRAVONIL (em galões de 20 litros) sem origem comprovada.

Diante do exposto, o homem foi apresentado na Delegacia Territorial de Luís Eduardo Magalhães, juntamente com todo o material apreendido, onde foi lavrado o auto de prisão em flagrante.


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Chuvas de até 100 mm e rajadas de vento colocam nove estados em alerta; veja onde


chuva frente fria
Foto: Pixabay

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta laranja, com grau de severidade avaliado como perigo, em razão de chuvas intensas em pelo menos nove estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

O alerta, que começou a valer à 0h desta segunda-feira (20) e vigora até as 23h59 de hoje, cita chuvas entre 30 e 60 milímetros por hora (mm/h) ou 50 e 100 milímetros por dia (mm/dia), além de ventos intensos que devem variar de 60 a 100 quilômetros por hora (km/h).

Segundo o Inmet, há risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas. As orientações, em caso de rajadas de vento, incluem não se abrigar debaixo de árvores, diante do risco de queda e de descargas elétricas, e não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda.

“Se possível, desligue aparelhos elétricos e quadro geral de energia. Obtenha mais informações junto à defesa civil (telefone 199) e ao corpo de bombeiros (telefone 193)”, completou o instituto.

Emergência em Belém

O alerta inclui o município de Belém, que decretou estado de emergência em razão das fortes chuvas que atingem a capital paraense – foram mais de 150 milímetros (mm) em menos de 24 horas, volume classificado pela prefeitura como extremo.

“Belém registrou uma das chuvas mais intensas dos últimos dez anos”, informou a prefeitura em nota, ao acrescentar que acompanha, desde as primeiras horas de domingo (19), os impactos do temporal na cidade.

Ainda de acordo com o comunicado, a Defesa Civil coordena um comitê integrado, com o apoio do Corpo de Bombeiros, com o objetivo de garantir resposta rápida em todas as áreas da capital.

“As ações incluem reforço nos abrigos, atendimento às famílias atingidas, limpeza de canais e bueiros, além de intervenções emergenciais nos pontos de alagamento”, concluiu a prefeitura.

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Lula defende biocombustíveis brasileiros e critica regras ambientais da União Europeia


Lula
Foto: Ricardo Stuckert / PR / Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta segunda-feira (20), durante visita à Alemanha, o que chamou de trajetória pioneira dos biocombustíveis brasileiros e criticou o regulamento ambiental adotado pela União Europeia (UE). As declarações foram dadas durante o Encontro Econômico Brasil-Alemanha, em Hanôver.

“Nosso etanol, de cana-de-açúcar, produz mais energia por hectare plantado, tem uma das menores pegadas de carbono do mundo e reduz emissões de até 90% em relação à gasolina”, disse, ao citar que a UE espera chegar a 50% de renováveis em sua matriz até 2050 enquanto o Brasil já cumpriu essa meta em 2025.

Lula destacou que o transporte figura atualmente como um dos principais gargalos de descarbonização da Europa. “Apesar disso, a União Europeia está revisando o seu regulamento sobre biocombustíveis. Estão na mesa propostas que ignoram práticas de sustentabilidade no uso do solo brasileiro”.

O presidente lembrou que, em janeiro, entrou em vigor um “mecanismo unilateral” de cálculo de carbono que desconsidera o baixo nível de emissões do processo produtivo brasileiro baseado em fontes renováveis.

“Essas iniciativas podem dificultar a oferta de energia limpa ao consumidor europeu em momento crítico. A elevação de padrões ambientais é necessária, mas não é correta. Adotar critérios que ignorem outras realidades e prejudicam os produtores brasileiros”, completou.

“Estamos dispostos a deixar de ser um país em vias de desenvolvimento e queremos nos tornar um país desenvolvido. E não jogaremos fora as oportunidades da transição energética que estão colocadas para o mundo. Quem quiser produzir com energia mais barata e com energia verdadeiramente limpa, procure o Brasil, que nós temos espaço e oportunidade para quem quiser apostar no futuro”, concluiu.

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Sial Canadá 2026: Brasil amplia presença e mira novos mercados no setor de alimentos


Sial Canadá
Foto: Sial/divulgação

Mais de 50 empresas brasileiras irão participar do Sial Canadá 2026, que será realizado entre 29 de abril e 1º de maio, em Montreal. A feira é considerada uma das principais plataformas globais de negócios e tendências da indústria de alimentos e bebidas.

O evento reúne empresas, compradores e especialistas de diversos países, em um cenário de crescimento do setor impulsionado por produtos mais saudáveis, sustentáveis e práticos.

Segundo o CEO do Sial Network, Nicolas Trenteseaux, o Sial Paris, criado em 1964, tornou-se um dos principais encontros globais da indústria alimentícia. Já o Sial Canadá, realizado desde 2001, é hoje a maior feira de inovação alimentar da América do Norte, conectando empresas a mercados estratégicos.

Brasil busca ampliar negócios e presença internacional

O Brasil participa de forma ativa do circuito global do Sial. Em 2025, a presença brasileira no Canadá gerou cerca de R$ 22 milhões em exportações. Já na edição de 2024 do Sial Paris, o país alcançou aproximadamente US$ 3,25 bilhões em negócios imediatos e futuros.

Para 2026, mais de 50 empresas brasileiras estarão no Sial Canadá, em uma estratégia voltada à expansão de mercados e fortalecimento das exportações.

A edição anterior do evento reuniu cerca de 23 mil visitantes profissionais de 78 países. Desse total, 83% tinham poder de decisão de compra, o que reforça o potencial de geração de negócios.

A diretora da Bäumle Organização de Feiras, Brena Bäumle, avalia que a presença brasileira é consistente e posiciona o país em uma das principais plataformas globais do setor.

Portfólio diversificado e foco em tendências de consumo

A participação brasileira reúne produtos com diferentes perfis e alinhados às tendências globais. Entre os itens apresentados estão:

  • açaí em diferentes formatos
  • cafés especiais
  • chocolates premium
  • mel e castanhas
  • frutas in natura e processadas
  • sucos e bebidas funcionais
  • alimentos plant-based

Também ganham espaço produtos como própolis, ingredientes amazônicos e alimentos processados voltados à conveniência.

Empresas como Natural One, 100% Amazônia, Annora Alimentos e Vapza representam segmentos estratégicos, como saudabilidade, sustentabilidade, conveniência e inovação.

Além de marcas consolidadas, o evento também reúne empresas brasileiras em processo de internacionalização, ampliando a competitividade do país no exterior.

Estrutura e articulação institucional

A delegação brasileira é organizada pela Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC), em parceria com entidades como Ministério da Agricultura, CNA, OCB e Invest Paraná.

As empresas participam em um estande coletivo, com apoio na conexão com compradores internacionais. Como ação complementar, a CCBC promove uma experiência gastronômica com produtos brasileiros para atrair potenciais clientes.

Segundo Beatriz Calegare, da CCBC, o Sial Canadá é uma vitrine estratégica para apresentar a diversidade e o potencial dos alimentos brasileiros ao mercado internacional.

Ela destaca ainda que o crescimento das relações comerciais entre Brasil e Canadá tem sido impulsionado também por fatores geopolíticos.

Expansão global e novos mercados

O Sial Network organiza mais de 12 eventos por ano, conectando cerca de 700 mil profissionais e 17 mil expositores.

Entre as novidades para 2026 está o lançamento do Sial Vietnam, que ocorre de 11 a 14 de novembro, em Ho Chi Minh City. O evento marca a expansão da rede para o Sudeste Asiático, região com forte crescimento no consumo de alimentos e bebidas.

O Vietnã, com mais de 100 milhões de habitantes, apresenta aumento da renda e maior demanda por produtos importados. O país também se consolida como hub regional de comércio e produção.

Atualmente, o comércio entre Brasil e Vietnã ainda é concentrado em commodities, mas há crescimento na presença de alimentos industrializados, como proteínas, snacks, bebidas e produtos prontos.

Calendário Sial 2026

  • Sial Canadá: 29 de abril a 1º de maio — Montreal
  • Sial Shanghai: 18 a 20 de maio — Xangai
  • Gourmet Selection: julho — Paris
  • Sial China South (Guangzhou): 3 a 5 de setembro
  • Sial Paris: 17 a 21 de outubro
  • Sial Interfood Jakarta: 4 a 7 de novembro
  • Sial Vietnam: 11 a 14 de novembro — Ho Chi Minh

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O que é a vaquinha-verde-amarela e por que ela pode ser uma ameaça nas lavouras?


vaquinha-verde-amarela
Foto: Pereira, Paulo Roberto Valle da Silva/Embrapa Trigo

A vaquinha-verde-amarela (Diabrotica speciosa) é um dos besouros que mais preocupam produtores rurais por causa dos danos que pode causar em diversas lavouras ao longo de todo o ano.

Presente em praticamente todas as regiões do Brasil e também em outros países da América do Sul, a espécie ataca culturas como batata, soja, trigo, milho, feijão, tomate, abóbora, melão e pepino, comprometendo o desenvolvimento das plantas e reduzindo a produtividade no campo.

Pertencente à família dos crisomelídeos, a vaquinha-verde-amarela faz parte de um dos grupos de besouros mais associados a prejuízos agrícolas. Esses insetos são fitófagos, ou seja, alimentam-se de plantas, e por isso encontram nas lavouras um ambiente favorável para se desenvolver.

Comportamento

Segundo o mestre em zoologia pela Universidade de Pernambuco (UFPB), João Paulo Nunes, na fase larval, a vaquinha permanece no solo e se alimenta das raízes das plantas, prejudicando a absorção de água e nutrientes. Já na fase adulta, o besouro ataca a parte aérea da cultura, raspando folhas e podendo atingir flores e frutos.

“As larvas vão estar no subsolo no caso no solo se alimentando das raízes e os adultos vão estar na parte aérea, ou seja, plantas. Os adultos podem raspar as folhas, atacar as flores e frutos também. E e eu acho que essa espécie ela tem uma chance maior de causar doenças para as plantas”, explica Nunes.

De acordo com Nunes, essa dupla forma de ataque torna o controle mais difícil para o produtor, já que o inseto atua tanto abaixo quanto acima do solo. Enquanto os adultos podem ser atingidos por defensivos aplicados na lavoura, as larvas permanecem protegidas no solo, o que exige o uso de estratégias combinadas para evitar infestações.

Prejuízos

Além dos danos diretos, a vaquinha-verde-amarela pode deixar as plantas mais vulneráveis a doenças, agravando ainda mais os prejuízos. Segundo Nunes, folhas danificadas, manchas e redução no vigor das plantas são alguns dos sinais observados em áreas afetadas pela praga.

“Uma planta doente é geralmente aquela planta que a folha fica com a coloração mais escura, sabe? Com algumas manchas, e pode ficar com uma folha enrugada, ela fica toda estranha. Os agricultores certamente conseguem identificar quando a planta está saudável e quando ela tem alguma doença”, destaca.



Dano de adulto de Diabrotica speciosa em colmo de trigo
Foto: Marsaro Júnior, Alberto/Embrapa

Manejo

Como a espécie ocorre durante todo o ano, o manejo precisa ser contínuo. Diferente de outras pragas que apresentam períodos específicos de maior incidência, a vaquinha-verde-amarela exige monitoramento constante e controle em diferentes fases do ciclo.

Entre as estratégias utilizadas estão o uso de inseticidas, o controle biológico com organismos que atacam ovos e larvas, e práticas de manejo como a rotação de culturas. Para Nunes, alternar espécies cultivadas ajuda a interromper o ciclo da praga e reduzir sua permanência na área.

A combinação dessas medidas é considerada fundamental para evitar perdas econômicas e manter a produtividade das lavouras. Sem controle adequado, a presença da vaquinha-verde-amarela pode comprometer o desenvolvimento das culturas e aumentar os custos de produção.

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