quinta-feira, abril 23, 2026

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Cesta de produtos de Páscoa cai 5,73% este ano, aponta FGV


cesta básica Páscoa
Foto: Pixabay

A mesa de Páscoa vai pesar menos no bolso do brasileiro pelo segundo ano seguido. Uma cesta de produtos alimentícios, que inclui os tradicionais chocolates e o bacalhau, vai custar 5,73% a menos do que há 12 meses. Em 2025, o recuo nos preços foi de 6,77%.

A constatação é de levantamento do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado às vésperas do domingo de Páscoa (5).

Para efeito de comparação, a inflação geral do consumidor, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Mensal (IPC-10) da FGV, marcou alta de 3,18% no período de abril de 2025 a março de 2026.

No entanto, olhando de forma isolada, alguns produtos sobem mais que a inflação geral:

  • Inflação geral: 3,18%
  • Bombons e chocolates: 16,71%
  • Bacalhau: 9,9%
  • Sardinha em conserva: 8,84%
  • Atum: 6,41%

Entre os itens que ajudaram a inflação da Páscoa ficar negativa figuram:

  • Arroz: -26,11%
  • Ovos de galinha: -14,56%
  • Azeite: -23,20%

Os pescados frescos subiram 1,74%; e os vinhos, 0,73%.

Nas últimas quatro Páscoas, duas foram de inflação positiva e duas de deflação (queda média de preços), quando comparadas ao ano anterior.

  • 2026: -5,73%
  • 2025: -6,77%
  • 2024: 16,73%
  • 2023: 13,16%

De acordo com o economista Matheus Dias, do Ibre/FGV, a variação acumulada dos preços de Páscoa nos últimos quatro anos foi de 15,37%. Essa alta ficou abaixo da inflação geral ao consumidor, calculada pelo IPC-10, que marcou 16,53% de abril de 2022 a março de 2026.

Nesse período, bombons e chocolates ficaram 49,26% mais caros. O bacalhau subiu 31,21%; o atum, 38,98%, e o azeite, 34,74%.

Viram o preço cair a batata inglesa (-16,02%) e a cebola (-15,44%).

Produtos industrializados

Matheus Dias destaca que os repasses de quedas provenientes de melhoras na produção agrícola são mais complexos e apresentam defasagens mais longas em produtos industrializados.

Ele exemplifica com o chocolate. Mesmo com o cacau, principal matéria-prima, registrando quedas no mercado internacional desde outubro de 2025, chegando a recuar cerca de 60% em relação aos últimos 12 meses, os preços dos chocolates ao consumidor seguiram em alta de 16,71% no período.

“Em produtos mais industrializados, a queda da matéria-prima demora a chegar ao bolso do consumidor nos últimos anos”, destaca.

Menos concorrência

Na terça-feira (31), ao divulgar um estudo sobre a inflação de alimentos no Brasil, o economista Valter Palmieri Junior, doutor em Desenvolvimento Econômico pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), explicou que um dos fatores de alta consistente nos preços é a concentração, que tende a diminuir a concorrência entre empresas.

No levantamento, ele aponta que cinco marcas de bombons e chocolates de três empresas alcançam 83% do mercado.

Resposta da indústria

Procurada para fazer comentários sobre o preço dos chocolates, a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab) informou que o valor não é determinado apenas pelo cacau.

“Outros insumos como leite, açúcar, frete (uso de caminhões frigoríficos, já que se trata de carga perecível) e variação do dólar devem ser levados em conta”, ressalta a entidade.

A Abicab explica ainda que cada empresa tem a própria política de preço e que a indústria acompanha oscilações naturais do mercado e cria alternativas de venda de produtos “para todos os paladares e adaptadas às várias faixas de consumo”.

Este ano, de acordo com a associação, foram colocados 800 itens no mercado, com 134 lançamentos, contra 611 ano passado.

Os representantes da indústria detalham que, em 2024, o fenômeno El Niño (aquecimento anormal das águas da porção leste da região equatorial do Oceano Pacífico) devastou plantações.

Os países africanos Gana e Costa do Marfim, responsáveis por 60% da produção mundial de cacau, foram atingidos, e o mercado ficou com um déficit de 700 mil toneladas, segundo a Abicab.

A falta do produto levou o preço da tonelada, negociada na Bolsa de Nova York, a subir quatro vezes, para US$ 11 mil – equivalente hoje a cerca de R$ 56,7 mil. De acordo com a Abicab, “apenas 10% desse impacto se refletiu no preço final”. Hoje a cotação beira US$ 3,3 mil.

Empregos na Páscoa

A indústria de chocolates ressalta que “a expectativa para esta Páscoa é positiva porque vivemos estabilidade econômica, com a menor taxa histórica de desemprego”.

Na estimativa da Abicab, o número de empregos temporários é de 14,6 mil, 50% a mais que em 2025, frisando que as contratações costumam se iniciar em agosto do ano anterior. Desses, 20% acabam se tornando fixos, com carteira assinada, de acordo com a associação.

Uma pesquisa feita pelo Instituto Locomotiva revelou que 90% dos consumidores pretendem comprar produtos relacionados à Páscoa neste ano.

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Produção de petróleo e gás natural do Brasil bate recorde em fevereiro


Petrobrás bacia de santos - petróleo e gás natural
Foto: Andre Ribeiro/Agência Petrobras

A produção de petróleo e gás natural no país bateu recorde em fevereiro de 2026, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira (1º) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Foram produzidos 5,304 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), medida que abrange tanto o petróleo quanto o gás natural. O recorde anterior foi registrado em outubro de 2025, com 5,255 milhões de boe/d.

Considerando apenas o petróleo, foram extraídos 4,061 milhões de barris por dia (bbl/d) ─ uma variação positiva de 2,7% na comparação com o mês anterior e um aumento de 16,4% em relação ao mesmo mês de 2025.

Já a produção de gás natural em fevereiro foi de 197,63 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d). Nesse caso, houve crescimento de 2,3% frente a janeiro, e de 24,5% na comparação com fevereiro de 2025.

A produção foi obtida em 6.079 poços, sendo 582 marítimos e 5.497 terrestres. Os campos marítimos produziram 98% do petróleo e 87,8% do gás natural do país.

Os campos operados pela Petrobras, sozinha ou em consórcio com outras empresas, foram responsáveis por 89,46% do total produzido.

Pré-sal

O pré-sal respondeu por 80,2% da produção brasileira, com um total de 4,243 milhões de boe/d em fevereiro. Houve crescimento de 2,3% em relação ao mês anterior e de 20,1% na comparação com o mesmo mês de 2025.

Foram extraídos 3,264 milhões de bbl/d de petróleo e 155,56 milhões de m³/d de gás natural de 181 poços no pré-sal.

O Campo de Tupi, na Bacia de Santos, foi o maior produtor do país tanto para o petróleo quanto para o gás natural, com 865,98 mil barris por dia e 42,87 milhões de m³/d.

Já as instalações com as maiores produções foram o navio-plataforma FPSO Almirante Tamandaré, no Campo de Búzios, para o petróleo, com 197.903 bbl/d; e o navio-plataforma Marechal Duque de Caxias, no campo de Mero, para o gás natural, com 12,37 milhões de m³/d.

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Arroba do boi segue em alta: veja como o mercado pecuário estreou abril


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Foto: Governo de Mato Grosso

O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com negociações acima da referência média. Em São Paulo e em Mato Grosso, as negociações quebraram a barreira dos R$ 360 por arroba a prazo de maneira mais consistente.

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a disponibilidade de gado para abate permanece restrita, mantendo as escalas encurtadas em grande parte do país.

“Sob o prisma da demanda, exportações seguem aceleradas, mais uma vez o avanço das vendas para a China é elemento importante a ser considerado, tanto importadores quanto exportadores aceleram as negociações para ocupar a maior parcela das cotas”, ressalta, em referência ao limite de compra de 1,1 milhão de toneladas da proteína brasileira estabelecido pelo gigante asiático.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 361,83 — ontem: R$ 360,75
  • Goiás: R$ 341,96 — ontem: R$ 341,96
  • Minas Gerais: R$ 350,29 — ontem: R$ 347,35
  • Mato Grosso do Sul: R$ 351,93 — ontem: R$ 349,32
  • Mato Grosso: R$ 358,51 — ontem: R$ 356,82

Mercado atacadista

O mercado atacadista segue com preços inalterados para a carne bovina. Segundo Iglesias, a firmeza dos preços está centrada na baixa disponibilidade de produto, que mantém preços em patamares muito elevados, mesmo em um momento de perda de competividade em comparação às proteínas concorrentes.

“Mais uma vez a variável oferta se mostra mais impactante que a variável demanda”, assinalou o especialista.

  • Quarto traseiro: ainda é precificado a R$ 27,50 por quilo;
  • Quarto dianteiro: segue cotado a R$ 21,80 por quilo;
  • Ponta de agulha: se mantém a R$ 20,00 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,43%, sendo negociado a R$ 5,1576 para venda e a R$ 5,1556 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1476 e a máxima de R$ 5,1766.

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Soja dispara com surpresa nos EUA e agita mercado



Os contratos futuros encerraram o dia com ganhos consistentes


Os contratos futuros encerraram o dia com ganhos consistentes
Os contratos futuros encerraram o dia com ganhos consistentes – Foto: Pixabay

O mercado da soja apresentou valorização no cenário internacional, impulsionado por expectativas em torno da área de plantio e ajustes técnicos. Segundo análise da TF Agroeconômica , o movimento foi sustentado por uma projeção de área nos Estados Unidos abaixo do esperado, o que estimulou compras e elevou as cotações em Chicago.

Os contratos futuros encerraram o dia com ganhos consistentes, refletindo a reação dos agentes ao número divulgado pelo USDA, que indicou plantio de 34,28 milhões de hectares. A leitura do mercado apontava para uma migração maior de áreas do milho para a soja, o que não se confirmou. Esse fator compensou, ao menos inicialmente, os estoques trimestrais mais elevados, estimados em 57,28 milhões de toneladas.

No Brasil, o avanço da colheita segue em ritmo moderado, atingindo 74,3% da área, levemente acima da média histórica, mas ainda abaixo do registrado no ciclo anterior. No Sul, o mercado físico apresentou pouca movimentação, com ajustes pontuais de preços e influência direta de fatores externos, além do custo logístico pressionando as negociações.

Em Santa Catarina, a demanda da agroindústria sustentou as cotações no porto, contrastando com o cenário mais travado em outras regiões. Já no Paraná, questões envolvendo qualidade e custos elevaram a tensão no mercado, enquanto no Mato Grosso do Sul e Mato Grosso o encarecimento do diesel e do frete limitou a comercialização, mesmo diante de uma safra volumosa.

O cenário geral indica um descompasso entre o suporte externo e as dificuldades internas, com logística e custos operacionais reduzindo a capacidade do produtor de capturar melhores preços.

 





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Brasil deve importar maior volume de trigo da história na safra 26/27


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Foto: Embrapa

A dependência do Brail pelo trigo importado deve aumentar no ciclo 2026/27. O atual cenário indica compras próximas a 8 milhões de toneladas, o maior volume da história, refletindo a redução da área plantada, margens apertadas e a limitação da produção nacional.

As projeções do setor indicam que a produção brasileira do cereal ficará próxima a 8 milhões de toneladas em 2025/26, frente a uma demanda de 14,8 milhões. Para 2026/27, a estimativa é de queda para cerca de 7,2 milhões.

O tema será destaque do Painel do Trigo Nacional, que abre o Moatrigo no dia 13 de abril, na Fiep, em Curitiba, no Paraná.

O debate contará com a participação do analista de trigo da Safras & Mercado Elcio Bento, do presidente da Abitrigo, Daniel Kümmel, do diretor de Trading e Originação da Bunge para a América do Sul, Eduardo Bulgarelli.

O evento também contará com a leitura do balanço global de trigo, que, embora aponte estoques elevados, apresenta forte concentração em poucos países exportadores. O documento mostra que, ao mesmo tempo, diversas regiões importadoras seguem deficitárias, tornando a fluidez do comércio internacional um fator-chave para a formação de preços.

Outro ponto relevante a ser considerado nas discussões é o cenário de curto prazo, marcado pela entressafra no hemisfério norte, que reduz a oferta imediata e aumenta a sensibilidade do mercado a fatores como clima, geopolítica e movimentação de fundos.

Para o Brasil, essa dinâmica reforça o peso das importações, com destaque para a Argentina, principal fornecedora, embora problemas de qualidade na safra recente possam limitar seu aproveitamento e exigir maior atenção da indústria.

O painel também deve abordar a competitividade das principais origens exportadoras, como Rússia, Estados Unidos e Argentina, além de fatores que influenciam o custo da farinha no Brasil, como energia, custos de produção e desafios logísticos ao longo da cadeia.

Serviço

O que: Moatrigo
Quando: Dia 13 de abril
Onde: Centro de Eventos Fiep (Av. Com. Franco, 1341 – Jardim Botânico, Curitiba-PR)
Inscrições aqui

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Produtores buscam alternativas aos insumos importados e investem em sustentabilidade


Foto gerada por IA.
Imagem gerada por inteligência artificial

Com o aumento no custo dos insumos agrícolas e a forte dependência de produtos importados, produtores rurais têm buscado alternativas para manter a rentabilidade no campo.

Entre as principais estratégias está a adoção da agricultura regenerativa e de modelos biossustentáveis, que prometem reduzir custos, preservar o meio ambiente e garantir produtividade.

Na cidade de Chapecó, em Santa Catarina, a família Geller aposta na diversificação de culturas e no uso de práticas sustentáveis após enfrentar queda na produtividade com o sistema convencional.

A propriedade conta com cerca de 20 estufas de cultivo protegido e produção a céu aberto, só de morango, são aproximadamente 10 mil pés em sistema semi-hidropônico. Já nas hortaliças, a produção semanal de alface e rúcula varia entre 5 mil e 8 mil pés, além de outras culturas como couve, repolho e temperos.

Há 18 anos atuando na olericultura, a família decidiu investir em um modelo baseado na agricultura biossustentável. A mudança veio da necessidade de reduzir custos e buscar alternativas menos agressivas à saúde e ao solo.

“Com uma parceria entre faculdade e empresas privadas, estamos tentando buscar algo que seja menos impactante, primeiramente, para nós mesmos, para a saúde e para o bolso”, explica o produtor rural, Lucas Miotto Gheller.

A solução que está em fase de implantação na propriedade prioriza o uso de recursos biológicos com redução de insumos químicos e foco na saúde do solo.

“Nós trabalhamos exatamente o equilíbrio, 14 nutrientes adicionados para equilibrar esse solo. E o principal ácidos úmicos e fúlvicos. Você trabalha uma fórmula de nutrientes mais complemento, o famoso enchimento, um solo extremamente duro, com baixa absorção de água, seco e muito salino”, destaca Wanderlei Enderle.

“Se colocar isso aqui na boca, você vai achar que se colocou um grão de de cloreto de sódio, de sal, mas de verdade é cloreta de potássio e algum afloramento até de fósforo, fosfatos”, completa.

Aplicação

Em outra propriedade acompanhada por pesquisadores, o uso de fertilizantes produzidos dentro da própria fazenda apresentou desempenho superior ao sistema convencional. No cultivo de milho, a média de produtividade em quatro anos chegou a 163 sacas por hectare com manejo biológico, frente a 143 sacas no modelo tradicional.

Além da redução de custos, a produção dentro da fazenda diminui a dependência de insumos externos e aumenta a eficiência econômica. Segundo especialistas, esse é um dos pilares da agricultura regenerativa, que pode ser adotada de forma total ou combinada com o uso de insumos químicos.

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Abril: saiba como ficaram os preços de soja no primeiro dia do mês


Foto: Freepik

O mercado brasileiro de soja teve um dia travado, marcado pela queda nos principais formadores de preços, como Chicago e o dólar. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, os prêmios oscilaram entre estáveis e mais altos, mas sem impacto relevante nas negociações. De maneira geral, houve recuo nas cotações no mercado físico, o que afastou o produtor e reduziu sua participação nas vendas.

Com isso, o ritmo de negócios foi bastante lento, ocorrendo apenas de forma pontual, com operações realizadas conforme a necessidade imediata. Nos portos, as ofertas ficaram mais firmes para maio, enquanto abril apresenta uma janela mais restrita, com pouco espaço disponível diante dos volumes já programados para embarque.

Preços de soja no Brasil:

  • Passo Fundo (RS): desceu de R$ 124,50 para R$ 124,00
  • Santa Rosa (RS): desceu de R$ 125,50 para R$ 125,00
  • Cascavel (PR): desceu de R$ 120,00 para R$ 119,00
  • Rondonópolis (MT): desceu de R$ 112,00 para R$ 108,00
  • Dourados (MS): desceu de R$ 113,00 para R$ 112,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 109,00
  • Paranaguá (PR): desceu de R$ 130,00 para R$ 129,00
  • Rio Grande (RS): desceu de R$ 130,50 para R$ 130,00

Soja em Chicago

No cenário internacional, os contratos futuros da soja fecharam em baixa na Bolsa de Chicago, pressionados principalmente pela queda do óleo, que acompanhou o recuo do petróleo.

O mercado também reagiu ao ambiente financeiro global, com investidores atentos ao desenrolar do conflito no Oriente Médio e à possibilidade de redução das tensões. Declarações do presidente dos Estados Unidos sobre um possível fim próximo do conflito influenciaram o sentimento do mercado, embora tenham sido contestadas por autoridades iranianas.

Câmbio

No câmbio, o dólar também recuou, encerrando a sessão em queda de 0,43%, cotado a R$ 5,1576, o que contribuiu para pressionar ainda mais os preços no mercado interno.

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Novo ministro da Pesca e Aquicultura toma posse com elogios e exigências do setor


ministro da Pesca
Foto: Divulgação

A partir desta quarta-feira (1), o Ministério da Pesca e Aquicultura passa a ter um novo líder. Rivetla Edipo Araujo assume a condução da pasta no lugar de André de Paula, que passa a ocupar o cargo de ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

O novo titular destacou os resultados do trabalho realizado no ministério nos últimos três anos, como a retomada da estatística pesqueira, o Propesc e o Programa Povos da Pesca Artesanal. Mas também foi cobrado por avanços imediatos para o setor.

“Essas entregas não são resultados isolados, são fruto de um trabalho coletivo, de uma equipe comprometida e de um ministério que foi reconstruído e fortalecido. É a partir dessa base que seguiremos avançando”, completou.

Conheça o novo ministro

Edipo Araujo possui ampla experiência acadêmica e em gestão pública. É formado em Engenharia de Pesca pela Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), com mestrado em Aquicultura e Recursos Aquáticos Tropicais e doutorado em Ecologia Aquática e Pesca pela mesma instituição.

Já atuou como professor e pesquisador em diversas instituições de ensino e também na gestão de órgãos públicos, como a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, e o Departamento de Ordenamento da Pesca da antiga Secretaria de Aquicultura e Pesca do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Desde 2023, passou a integrar o então recriado Ministério da Pesca e Aquicultura, atuando como diretor do Departamento de Pesca Industrial, Amadora e Esportiva. Em julho de 2024, assumiu o cargo de secretário-executivo do MPA.

Reação do setor

A Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR) destacou, em nota, que recebe com expectativa positiva a nomeação de Édipo Araújo para o ministério.

“O novo ministro integra uma geração que contribuiu para a transformação do extrativismo predatório no Norte em uma cadeia produtiva mais estruturada e sustentável”, diz a entidade.

Para a Peixe BR, a experiência e o conhecimento do setor do novo titular reforçam a perspectiva de uma gestão técnica e alinhada às demandas da piscicultura brasileira.

No entanto, a Associação ressalta a necessidade de avanços imediatos em temas regulatórios que impactam diretamente a atividade. Entre as prioridades, a Peixe BR enumera:

  • Elaboração, pela Consultoria Jurídica do MPA, de parecer sobre a atuação da Conabio na definição de lista de espécies exóticas invasoras sem a devida Análise de Impacto Regulatório (AIR);
  • Articulação com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para garantir o cumprimento da legislação vigente e a realização da Análise de Risco de Importação (ARI) da tilápia proveniente do Vietnã; e
  • A prorrogação por três anos da obrigatoriedade da Licença de Aquicultor.

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Aéreas preveem ‘consequências severas’ com reajuste do querosene


Avião
Foto: Pixabay

O reajuste de 55% no querosene de aviação (QAV) anunciado nesta quarta-feira (1) pela Petrobras deverá ter “consequências severas” na aviação civil, especialmente na abertura de novas rotas e ofertas de serviços. A avaliação é da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), que representa as principais companhias aéreas do país.

Segundo a entidade, com o reajuste, somado ao aumento de 9,4% em vigor desde 1º de março, o combustível passa a responder por 45% dos custos operacionais das companhias aéreas.

“A medida tem consequências severas sobre a abertura de novas rotas e a oferta de serviços, restringindo a conectividade do país e a democratização do transporte aéreo”, diz a Abear.

A entidade explica que, embora mais de 80% do QAV consumido no Brasil seja produzido internamente, sua precificação acompanha a paridade internacional.

“Isso intensifica os efeitos das oscilações do preço do barril de petróleo sobre o mercado doméstico, ampliando os impactos de choques externos sobre os custos das companhias aéreas”.

A Abear representa as empresas Azul, Boeing, Gol, Gol Log, Latam, Latam Cargo, Rima, Sideral e Total Express.

Parcelamento do reajuste

Para reduzir os impactos do aumento anunciado nesta quarta, a Petrobras informou que vai parcelar o reajuste para o querosene de aviação (QAV). Distribuidoras que atendem à aviação comercial poderão optar por pagar apenas 18% de aumento e parcelar a diferença em até seis vezes, a partir de julho.

O preço do QAV é estipulado pela Petrobras mensalmente, sempre no dia 1º. O reajuste deste mês acontece no momento em que o mundo enfrenta uma escalada no preço do barril do petróleo por causa da guerra no Irã.

No início de março, o reajuste médio do QAV havia sido de cerca de 9%; e em fevereiro, de -1%. De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), atualmente os combustíveis representam cerca de 30% dos custos totais das companhias aéreas.

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Como identificar se o peixe está fresco? Confira dicas para evitar riscos


Feirão do Pescado; peixes
Foto: Ruth Jucá/ADS

Com a chegada da Páscoa, aumenta o consumo de pescados em todo o Brasil, especialmente durante a Sexta-Feira Santa. Mas, na hora da compra, muitos consumidores ainda têm dúvidas: como saber se o peixe está realmente fresco? Como garantir qualidade e segurança alimentar?

Para orientar a população, o trabalho desenvolvido pelo Instituto de Pesca tem sido fundamental ao reunir conhecimento científico, ações educativas e publicações acessíveis ao público.

Como identificar um peixe fresco?

A escolha começa no ponto de venda. Prefira sempre estabelecimentos regularizados pela Vigilância Sanitária e observe alguns sinais essenciais:

  • Olhos: devem estar brilhantes e salientes, nunca fundos ou opacos
  • Brânquias: avermelhadas, úmidas e sem muco
  • Escamas: firmes e bem aderidas ao corpo, com brilho natural
  • Carne: consistente e elástica, ao pressionar, deve voltar ao normal
  • Odor: suave, lembrando o mar — cheiro forte é sinal de deterioração

Além disso, a temperatura do pescado fresco deve estar sempre sobre gelo, mantido próximo de 0°C. A ausência de gelo ou armazenamento inadequado compromete rapidamente a qualidade.

Dica importante: deixe o peixe para o final das compras, reduzindo o tempo fora de refrigeração.

E o peixe congelado?

Também é uma opção segura, desde que alguns cuidados sejam observados:

  • Verifique a data de validade
  • Observe se há cristais de gelo dentro da embalagem (pode indicar descongelamento prévio)
  • Confira se o freezer está a -18°C
  • Nunca recongele um peixe já descongelado

Os benefícios do pescado

O pescado é considerado uma das proteínas mais completas do ponto de vista nutricional. Rico em ômega 3, associado à saúde do coração e do cérebro, fonte de proteínas de alta digestibilidade, contém vitaminas importantes como A, D e complexo B (especialmente B12) e é rico em minerais como ferro, cálcio, fósforo e iodo.

Estudos indicam que o consumo de peixe 2 a 3 vezes por semana pode contribuir para a prevenção de doenças cardiovasculares e apoiar o bom funcionamento do organismo.

O Instituto de Pesca também incentiva o consumo de espécies menos conhecidas, os chamados peixes não convencionais (Penacos), que ajudam a diversificar a alimentação e fortalecer a economia regional.

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