Como identificar se o peixe está fresco? Confira dicas para evitar riscos

Com a chegada da Páscoa, aumenta o consumo de pescados em todo o Brasil, especialmente durante a Sexta-Feira Santa. Mas, na hora da compra, muitos consumidores ainda têm dúvidas: como saber se o peixe está realmente fresco? Como garantir qualidade e segurança alimentar?
Para orientar a população, o trabalho desenvolvido pelo Instituto de Pesca tem sido fundamental ao reunir conhecimento científico, ações educativas e publicações acessíveis ao público.
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Como identificar um peixe fresco?
A escolha começa no ponto de venda. Prefira sempre estabelecimentos regularizados pela Vigilância Sanitária e observe alguns sinais essenciais:
- Olhos: devem estar brilhantes e salientes, nunca fundos ou opacos
- Brânquias: avermelhadas, úmidas e sem muco
- Escamas: firmes e bem aderidas ao corpo, com brilho natural
- Carne: consistente e elástica, ao pressionar, deve voltar ao normal
- Odor: suave, lembrando o mar — cheiro forte é sinal de deterioração
Além disso, a temperatura do pescado fresco deve estar sempre sobre gelo, mantido próximo de 0°C. A ausência de gelo ou armazenamento inadequado compromete rapidamente a qualidade.
Dica importante: deixe o peixe para o final das compras, reduzindo o tempo fora de refrigeração.
E o peixe congelado?
Também é uma opção segura, desde que alguns cuidados sejam observados:
- Verifique a data de validade
- Observe se há cristais de gelo dentro da embalagem (pode indicar descongelamento prévio)
- Confira se o freezer está a -18°C
- Nunca recongele um peixe já descongelado
Os benefícios do pescado
O pescado é considerado uma das proteínas mais completas do ponto de vista nutricional. Rico em ômega 3, associado à saúde do coração e do cérebro, fonte de proteínas de alta digestibilidade, contém vitaminas importantes como A, D e complexo B (especialmente B12) e é rico em minerais como ferro, cálcio, fósforo e iodo.
Estudos indicam que o consumo de peixe 2 a 3 vezes por semana pode contribuir para a prevenção de doenças cardiovasculares e apoiar o bom funcionamento do organismo.
O Instituto de Pesca também incentiva o consumo de espécies menos conhecidas, os chamados peixes não convencionais (Penacos), que ajudam a diversificar a alimentação e fortalecer a economia regional.
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