sábado, abril 25, 2026

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Manejo pós-colheita pode dobrar teor de açúcar e elevar proteínas de abóboras, diz estudo


Abóbora
Foto: Divulgação

A abóbora caiu no gosto de quem busca dietas funcionais por substituir carboidratos simples e ser fonte de fibras e proteínas em suas sementes.

Essa demanda pode abrir novas oportunidades de mercado para os produtores, que têm a oportunidade de potencializar seus ganhos ao compreender as características específicas de cada variedade.

De acordo com um estudo da pesquisadora sênior da Enza Zaden, Anne Marie Schoevaars, o perfil nutricional e o comportamento pós-colheita variam significativamente entre os diferentes tipos do fruto.

Segundo as avaliações de macronutrientes, a abóbora vermelha e a kabocha se destacam por teores mais elevados de fibras e proteínas em comparação à butternut.

Assim, no caso da kabocha, observa-se ainda um nível significativamente maior de carboidratos totais e matéria seca, enquanto a butternut apresenta uma concentração superior de sacarose.

Já no campo dos micronutrientes, a kabocha lidera nos níveis de vitaminas C e E, enquanto a butternut apresenta-se como uma fonte robusta de betacaroteno.

Impactos no armazenamento da abóbora

Outro ponto destacado pela pesquisa é o impacto do armazenamento na composição final do produto. A conservação estratégica, por aproximadamente três meses, eleva os teores de proteínas e vitamina E em todos os tipos.

Em variedades específicas, o teor de açúcar e a percepção de doçura podem chegar a dobrar após esse período. No entanto, é necessário equilíbrio logístico, uma vez que o armazenamento prolongado pode causar uma redução nos níveis de vitamina C e folato (B9).

De acordo com a pesquisadora Tâmmila Klug, especialista da área de pós-colheita da Enza Zaden, o entendimento sobre essas variáveis permite aos produtores uma seleção de sementes direcionada para focar em nichos específicos, como a nutrição personalizada e a alimentação infantil.

“A abóbora vermelha e a kabocha fornecem insumos para papinhas e produtos voltados ao bem-estar. A segmentação permite que o cultivo seja planejado não apenas pelo volume de colheita, mas pelo perfil nutricional exigido pelos compradores e consumidores”, destaca.

Ela também enfatiza a importância da maturidade no momento da colheita como fator determinante para a qualidade comercial. Isso porque, conforme as análises, variedades como a butternut apresentam níveis baixos de açúcares quando colhidas precocemente, o que pode prejudicar o valor de mercado.

“O cultivo da abóbora envolve certa complexidade, que exige um olhar cuidadoso no campo. No entanto, quando produtores dominam essas nuances, se tornam aptos para entregar mais sabor e nutrição, com maior valor de mercado e lucro real”, diz a pesquisadora.

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Lei que estabelece percentual mínimo de cacau vai beneficiar produtores baianos


Aprovado pelo Senado Federal na última quarta-feira (15) e já encaminhado para sanção presidencial, o Projeto de Lei nº 1.769/2019, que estabelece regras para a produção e comercialização de derivados do cacau no Brasil, deve beneficiar diretamente a cacauicultura baiana.

A proposta foi articulada em conjunto com o Governo do Estado, por meio de um grupo de trabalho com a participação da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), produtores e representantes de órgãos e entidades do setor.

A iniciativa busca valorizar a produção nacional — majoritariamente conduzida por pequenos produtores —, estimular a geração de emprego e renda ao longo da cadeia produtiva e garantir maior qualidade aos produtos oferecidos ao consumidor. A medida também deve contribuir para o aumento do consumo de cacau produzido no Brasil.

“Essa é uma importante conquista para os produtores de cacau, que vêm enfrentando a crise provocada pelos baixos preços no mercado internacional e pela concorrência de países como a Costa do Marfim. O cacau baiano se destaca pela qualidade, pelo rigor fitossanitário e pela sustentabilidade do sistema cabruca, que contribui para a preservação da Mata Atlântica — características que precisam ser mais valorizadas. Além disso, milhares de famílias que integram essa cadeia produtiva serão beneficiadas direta e indiretamente”, avalia o secretário da Seagri, Vivaldo Gois.

O projeto define parâmetros técnicos para a produção de derivados do cacau. Entre eles, estabelece o mínimo de 32% de sólidos totais de cacau para chocolate em pó; 10% de manteiga de cacau em relação à matéria seca e, no máximo, 9% de umidade para o cacau em pó; além de 15% de sólidos de cacau ou 15% de manteiga de cacau para achocolatados, coberturas sabor chocolate e produtos similares.

Outra exigência é que rótulos, embalagens e peças publicitárias informem o percentual total de cacau presente nos produtos, sejam eles nacionais ou importados, ampliando a transparência e assegurando maior qualidade aos itens comercializados.

Números

O Brasil ocupa atualmente a sexta posição na produção mundial de cacau, tendo a Bahia como um dos principais estados produtores, responsável por mais de 137 mil toneladas colhidas. Segundo o IBGE, a estimativa do valor bruto da produção para 2025 é de R$ 6,5 bilhões.

Para 2026, a previsão é de que o cacau se consolide como um dos motores do crescimento agrícola da Bahia, com aumento de 5,3% em relação a 2025. Apenas em março deste ano, a produção atingiu 125.360 toneladas, volume 5,6% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

O sul do estado concentra a produção tradicional, e já estão em andamento discussões para a consolidação da Indicação Geográfica (IG) do cacau Cabruca da região. Já o oeste baiano surge como nova fronteira agrícola para a cultura, com ganhos de produtividade impulsionados pelo uso da irrigação e pela integração com culturas como soja e algodão.

Um dos principais derivados do cacau, o chocolate mantém altos índices de consumo no Brasil. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab), o consumo médio foi de 3,9 kg por habitante em 2024. 





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Qual a produção média diária de leite do cruzamento pardo-suíço e girolando?


Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

Nesta semana, o programa Giro do Boi trouxe uma consultoria técnica especializada para o produtor Yuri Brito, de Garanhuns (PE). O zootecnista e especialista em gado leiteiro, Guilherme Marquez, analisou o potencial produtivo do cruzamento entre touros pardo-suíço e matrizes girolando.

Segundo Marquez, esse acasalamento une a rusticidade e o volume do girolando com a longevidade e a qualidade de sólidos do pardo-suíço, criando um animal extremamente eficiente para as condições brasileiras.

Confira:

Produção de leite e manejo

Para responder “quantos litros uma vaca produz”, Guilherme Marquez recorre à regra fundamental da zootecnia: o resultado no balde (fenótipo) é a soma do potencial da fábrica (genética) com o combustível fornecido (ambiente).

O volume de leite pode variar significativamente conforme o nível de investimento no sistema de produção. Além do volume, esse cruzamento é estratégico para quem busca sustentabilidade e valorização do produto final. O pardo-suíço transmite altos teores de proteína e gordura, o que aumenta o rendimento industrial e o preço pago pelo laticínio.

Resistência e eficiência

Além disso, são animais com patas e cascos muito fortes, garantindo que a vaca dure mais lactações na fazenda sem problemas de locomoção. O sangue girolando garante a resistência necessária para enfrentar o calor e os carrapatos, comuns em regiões como o Agreste Pernambucano.

Se os pais forem provados para leite e você caprichar na “comida”, espere facilmente um animal que supere os 20 litros de média. Lembre-se que a genética define o limite máximo, mas quem decide quanto a vaca vai produzir no dia a dia é o manejo do cocho e o conforto oferecido ao rebanho.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Abisolo passa a se chamar Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia para Produção Vegetal


A Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal passa a se chamar, Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia para Produção Vegetal, mantendo a sigla Abisolo. A mudança de nome consolida um processo de evolução institucional iniciado em 2023, quando a entidade ampliou oficialmente seu escopo de atuação e passou a representar novos segmentos do setor de insumos agrícolas.

As tecnologias representadas

No último ano, a Abisolo incorporou os insumos de base biológica e os adjuvantes ao conjunto de tecnologias já representadas pela entidade, que inclui fertilizantes minerais, organominerais e orgânicos, biofertilizantes, condicionadores de solo de base orgânica, remineralizadores e substratos para plantas. A ampliação respondeu à demanda das empresas associadas e à transformação do mercado, cada vez mais orientado por soluções integradas, inovadoras e sustentáveis.

Segundo Roberto Levrero, presidente do Conselho Deliberativo da Abisolo, a nova denominação traduz de forma mais precisa o papel que a entidade passou a exercer. “A Abisolo deixou de representar apenas a nutrição vegetal, no sentido mais restrito, e passou a atuar de forma mais ampla, contemplando tecnologias que impactam diretamente toda a produção vegetal. A mudança de nome é consequência natural da evolução do nosso escopo e do amadurecimento do setor, reafirmando nosso compromisso com a produtividade inteligente”, afirma.

Como parte desse movimento, a entidade também mantém comitês internos, voltados especificamente aos segmentos de insumos de base biológica e adjuvantes, com foco na construção de propostas técnicas e regulatórias. A iniciativa busca contribuir para o avanço de um marco regulatório moderno, capaz de oferecer segurança jurídica às indústrias e previsibilidade aos produtores rurais.

“O crescimento desses segmentos tem atraído investimentos relevantes, mas ainda enfrenta lacunas regulatórias importantes. Nosso papel, enquanto entidade representativa, é promover o diálogo técnico com o poder público e colaborar para que a regulamentação acompanhe a inovação e a realidade do campo”, conclui Levrero.





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Semana terá temporais no Sul com ventos acima de 70 km/h; calor predomina em outras regiões


Imagem gerada por IA para o Canal Rural

A semana entre 20 e 24 de abril terá mudança no padrão do tempo no país. A atuação de frente fria no Sul e áreas de instabilidade em outras regiões mantém chuva em parte do território, enquanto calor e períodos sem precipitação predominam em áreas do Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.

Confira a previsão do tempo completa por região:

Região Sul

A manhã começa com tempo estável, mas áreas de instabilidade associadas a uma baixa pressão entre Paraguai e norte da Argentina avançam pelo Rio Grande do Sul. A chuva se espalha ao longo do dia, com pancadas no estado e avanço para o oeste de Santa Catarina e sudoeste do Paraná.

Entre terça (21) e quarta-feira (22), a passagem de uma frente fria aumenta o risco de temporais, com possibilidade de granizo e rajadas de vento acima de 70 km/h no Rio Grande do Sul e em áreas de Santa Catarina próximas à divisa.

O acumulado de chuva no Rio Grande do Sul pode chegar a 70 milímetros na semana. Em Santa Catarina, os volumes variam entre 20 e 25 milímetros. No Paraná, não há previsão de chuva significativa, e as temperaturas no interior podem superar 33°C.

Região Sudeste

Há registro de chuva fraca no litoral do Espírito Santo e do Rio de Janeiro, além de áreas de Minas Gerais. Ao longo do dia, a instabilidade permanece no Espírito Santo e no norte fluminense. Nas demais áreas, o tempo segue sem precipitação.

As temperaturas sobem, com máximas acima de 33°C no interior de São Paulo e Minas Gerais. Não há previsão de chuva significativa nos próximos dias.

As atividades no campo seguem sem interrupção. A indicação é de atenção ao uso de água diante da tendência de redução de chuvas nos próximos meses.

Região Centro-Oeste

Há pancadas de chuva no Mato Grosso desde a manhã, enquanto as demais áreas permanecem sem precipitação. Ao longo do dia, a instabilidade aumenta no Mato Grosso e no Mato Grosso do Sul, com pancadas de intensidade moderada a forte.

Em Goiás, o tempo segue estável durante a semana. As temperaturas permanecem elevadas, com máximas de até 38°C no Mato Grosso do Sul e acima de 32°C em Goiás.

Os volumes de chuva no Mato Grosso variam entre 30 e 40 milímetros, com distribuição irregular.

Região Nordeste

A atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) e de sistemas atmosféricos mantém instabilidade no litoral da Bahia e entre o Rio Grande do Norte e Pernambuco. Ao longo do dia, a chuva avança para Maranhão, Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba e Bahia.

Os volumes previstos ficam entre 30 e 40 milímetros em áreas do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e partes da Bahia.

No sudoeste da Bahia, não há previsão de chuva significativa, e as temperaturas podem chegar a 36°C.

Região Norte

A instabilidade predomina em grande parte da região, com chuva no Amazonas, Pará, Rondônia, Acre e Roraima. A ZCIT mantém atuação no Amapá e no norte do Pará.

As pancadas se intensificam ao longo do dia, com registro de volumes entre 60 e 70 milímetros na semana.

No sul do Tocantins, o tempo segue sem chuva significativa, com temperaturas acima de 33°C.

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O Brasil no escuro: o projeto de poder que atropela a nação


Palácio do Planalto na Praça dos Três Poderes em Brasília
Palácio do Planalto na Praça dos Três Poderes em Brasília | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

As manchetes revelam as munições de Lula e Flávio Bolsonaro: de um lado, a pecha de submissão externa; de outro, ataques sobre economia e segurança. Enquanto escolhem armas, o Brasil assiste a um espetáculo de táticas de guerra que ignora o palco principal: o futuro do país.

Vivemos a institucionalização do “voto contra”, onde o aniquilamento do adversário substitui o plano de governo

A polarização atual não busca desenvolvimento, mas projetos de poder que se alimentam do conflito. Sem propostas para a reforma do Estado ou inserção numa geopolítica global instável, o país mergulha em um vácuo de ideias.

A “política do fígado” tem um custo: o choque inevitável com a realidade financeira. O sistema econômico não sobrevive de narrativas. A desconfiança popular afugenta investimentos e gera paralisia. Como atrair confiança se os líderes preferem vasculhar o passado do rival a projetar o futuro do cidadão?

Enquanto o mundo joga xadrez geopolítico, os candidatos perdem-se em um narcisista jogo de espelhos

Essa incapacidade de formular um projeto de nação nos empurra para incertezas gravíssimas. Se a eleição de 2026 se resumir a quem “errou menos”, teremos um vencedor nas urnas, mas uma nação derrotada. O Brasil precisa de um projeto que sobreviva à posse, mas o projeto de poder segue vencendo por WO.

A conclusão do abismo

O que assistimos é uma negligência criminosa com o destino de 200 milhões de brasileiros. Ao priorizarem ataques pessoais, Lula e Flávio assinam um pacto de mediocridade que condena o país à estagnação e irrelevância. A conta chegará sob a forma de inflação e atraso. Se a política não produzir algo maior que o ódio, continuaremos sendo um gigante anestesiado por líderes que têm horror ao futuro, pois o futuro exige competência, não apenas retórica de palanque.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Após deixar avicultura por 15 anos, família de produtores retorna ao setor e amplia negócios em SC


A família Michels, de Nova Veneza (SC), retornou à avicultura após uma pausa significativa, demonstrando que recomeçar pode ser uma estratégia inteligente para o crescimento no campo. Com mais de cem anos de ligação com a mesma propriedade, a família passou por ciclos de produção de fumo, leite, milho e arroz, mas encontrou na avicultura a chave para modernizar seu legado de cinco gerações.

A família iniciou sua primeira experiência na avicultura em 2006, mas foi apenas em 2021 que deu início a um projeto robusto, com três aviários climatizados que abrigam 126 mil aves por lote. O investimento não se restringiu ao financeiro, mas também incluiu a experiência técnica de Rudnei Michels, que trouxe para a propriedade 22 anos de vivência no setor.

Modelo de gestão e divisão de funções

Rudnei Michels aplicou seu conhecimento no manejo de ambiência e na gestão dos controladores, enquanto Robson Michels lidera a rotina prática e o manejo direto dos galpões. Essa clara divisão de funções é fundamental para manter altos índices de eficiência, garantindo que o ambiente controlado dos aviários proporcione a previsibilidade frequentemente ausente nas lavouras a céu aberto.

A relação entre os irmãos é baseada em confiança, um ativo essencial para o sucesso do empreendimento. “A confiança é o nosso principal ativo”, afirmam, destacando a importância do diálogo aberto com a integradora e o cumprimento rigoroso das orientações técnicas.

Foco na continuidade e planejamento futuro

O retorno à avicultura não é apenas um negócio lucrativo, mas um projeto de continuidade que visa modernizar a propriedade centenária e torná-la competitiva no cenário nacional. Os irmãos já planejam novos núcleos de produção, aproveitando a área disponível para expandir a escala, sempre com o rigor técnico que os trouxe até aqui.

Segundo Rudnei e Robson, o sucesso no campo em Nova Veneza é resultado de paciência e preparação. O recomeço em 2021 provou que a união entre a tradição familiar e uma visão moderna da indústria é a fórmula ideal para manter a família unida e próspera. O futuro da família Michels está agora entre galpões climatizados, com a certeza de que a avicultura é o caminho para as próximas gerações.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

Com informações de: interligados.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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AgroNewsPolítica & Agro

Publicação propõe alternativas à dependência da soja no biodiesel


O IDR-Paraná lançou, durante a ExpoLondrina 2026, o livro “Plantas oleaginosas para biodiesel no Paraná”, em evento realizado na Arena Futuro do Pavilhão SmartAgro na última quinta-feira (16). A publicação reúne a contribuições de 38 pesquisadores, e apresenta informações voltadas à diversificação da produção, sustentabilidade e geração de renda no meio rural.

Segundo a diretora de pesquisa e inovação do IDR-Paraná, Vania Moda Cirino, “Este lançamento é fruto de um esforço coletivo que integra pesquisa, extensão e parcerias institucionais. Mais do que um compêndio técnico, oferece caminhos concretos para o fortalecimento das cadeias produtivas de oleaginosas”. Ela acrescentou que “Com certeza, vai se tornar um manual prático para técnicos e produtores interessados em diversificar a produção no Estado”. O livro resulta de um projeto conduzido pela instituição por mais de sete anos, que avaliou a aptidão agronômica de dez espécies oleaginosas nas condições de solo e clima do Paraná.

A obra detalha aspectos botânicos e fisiológicos das culturas, além de práticas de manejo como adubação, controle de pragas e doenças, zoneamento agrícola e colheita, fatores que impactam o rendimento de óleo. Também aborda a cadeia produtiva, incluindo qualidade dos óleos, processos de extração e o aproveitamento de coprodutos, como tortas e farelos, utilizados na alimentação animal conforme critérios técnicos.

De acordo com os autores, “A dependência da cadeia de soja para a produção de biodiesel demonstra baixa sustentabilidade na matriz energética. O desafio é ampliar o leque de oleaginosas, respeitando as condições regionais”. O diagnóstico apresentado aponta que, em 2021, cerca de 71,4% do biodiesel nacional foi produzido a partir do óleo de soja.

A publicação apresenta alternativas técnicas para diferentes regiões do estado, considerando clima, solo e sistemas de produção. Culturas como canola e girassol são indicadas como opções para o período de inverno, contribuindo para a rotação de culturas e para a qualidade do solo.

O Brasil figura entre os maiores produtores mundiais de biodiesel, com produção de 9,8 bilhões de litros em 2025, impulsionada por políticas públicas como o PNPB. No Paraná, a produção gira em torno de 2,3 bilhões de litros anuais, com crescimento associado à ampliação da demanda por matéria-prima. Dados da obra indicam ainda a expansão do cultivo de canola no estado, com área próxima de 8 mil hectares na safra de inverno, especialmente nas regiões Oeste e Sudoeste. No cenário global, a produção de óleos vegetais supera o equivalente a 200 bilhões de litros por ano, com destaque para soja e dendê, e o livro está disponível para aquisição no site do IDR-Paraná.





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Após deixar avicultura por 15 anos, família de produtores retornar ao setor e amplia negócios em SC


A família Michels, de Nova Veneza (SC), retornou à avicultura após uma pausa significativa, demonstrando que recomeçar pode ser uma estratégia inteligente para o crescimento no campo. Com mais de cem anos de ligação com a mesma propriedade, a família passou por ciclos de produção de fumo, leite, milho e arroz, mas encontrou na avicultura a chave para modernizar seu legado de cinco gerações.

A família iniciou sua primeira experiência na avicultura em 2006, mas foi apenas em 2021 que deu início a um projeto robusto, com três aviários climatizados que abrigam 126 mil aves por lote. O investimento não se restringiu ao financeiro, mas também incluiu a experiência técnica de Rudnei Michels, que trouxe para a propriedade 22 anos de vivência no setor.

Modelo de gestão e divisão de funções

Rudnei Michels aplicou seu conhecimento no manejo de ambiência e na gestão dos controladores, enquanto Robson Michels lidera a rotina prática e o manejo direto dos galpões. Essa clara divisão de funções é fundamental para manter altos índices de eficiência, garantindo que o ambiente controlado dos aviários proporcione a previsibilidade frequentemente ausente nas lavouras a céu aberto.

A relação entre os irmãos é baseada em confiança, um ativo essencial para o sucesso do empreendimento. “A confiança é o nosso principal ativo”, afirmam, destacando a importância do diálogo aberto com a integradora e o cumprimento rigoroso das orientações técnicas.

Foco na continuidade e planejamento futuro

O retorno à avicultura não é apenas um negócio lucrativo, mas um projeto de continuidade que visa modernizar a propriedade centenária e torná-la competitiva no cenário nacional. Os irmãos já planejam novos núcleos de produção, aproveitando a área disponível para expandir a escala, sempre com o rigor técnico que os trouxe até aqui.

Segundo Rudnei e Robson, o sucesso no campo em Nova Veneza é resultado de paciência e preparação. O recomeço em 2021 provou que a união entre a tradição familiar e uma visão moderna da indústria é a fórmula ideal para manter a família unida e próspera. O futuro da família Michels está agora entre galpões climatizados, com a certeza de que a avicultura é o caminho para as próximas gerações.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

Com informações de: interligados.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Seca extrema se mantém estável e afeta leste do Ceará


Segundo o governo do estado do Ceará, o mais recente mapa do Monitor de Secas, na categoria de Seca Relativa Máxima (SRM), indica que o cenário de maior severidade da estiagem no estado manteve-se praticamente estável entre fevereiro e março. A seca extrema segue atingindo 13,79% do território, com maior concentração na porção leste, especialmente na região Jaguaribana e em municípios do litoral, como Aracati.

Ao todo, 36 municípios cearenses registram condição de seca extrema, caracterizada por perdas de culturas e pastagens, além de escassez de água ou restrições no abastecimento, conforme dados do Monitor de Secas.

Apesar da estabilidade na seca extrema, houve alterações nas demais categorias. A seca grave recuou de 30,2% em fevereiro para 24,26% em março, enquanto a seca fraca avançou de 8,88% para 15,13% no período. A condição de seca moderada permaneceu praticamente estável, sem variações relevantes, de acordo com o Monitor de Secas.

A análise considera a metodologia da Seca Relativa Máxima (SRM), que representa, para cada município, a condição mais intensa de seca registrada no mês de referência. O Monitor de Secas informa que, diferentemente de outros indicadores, a SRM não avalia a continuidade do fenômeno ao longo do tempo, funcionando como um retrato espacial da severidade observada no período. Para identificar se a seca possui características de curto prazo, longo prazo ou ambas, é necessário consultar o mapa completo disponível na página principal do sistema.

O Monitor de Secas é um processo de acompanhamento regular da situação da estiagem, com resultados divulgados por meio de mapas mensais. Segundo a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, instituição central no processo, são analisadas informações com indicadores de curto e longo prazo para verificar a evolução ou atenuação do fenômeno no território brasileiro.

De acordo com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, o mapa é produzido com base no compartilhamento de informações e na convergência de evidências sobre a seca e seus impactos. O sistema utiliza fontes variadas de dados provenientes de redes de monitoramento meteorológico, hidrológico e agrícola, além de contar com o apoio de observadores locais.





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