O governo federal projeta que o salário mínimo chegue a R$ 1.717 em 2027, com um reajuste estimado em 5,9%, considerando inflação e crescimento do PIB. No entanto, especialistas questionam a viabilidade dessa proposta dentro do atual cenário fiscal do país.
Impacto do salário mínimo na economia
Atualmente, o salário mínimo de R$ 1.302 afeta diretamente mais de 60 milhões de brasileiros e é um dos principais fatores de endividamento, especialmente no que diz respeito à Previdência Social, onde o salário mínimo serve como indexador.
Desafios fiscais e projeções
A estimativa de aumento de R$ 96 no salário mínimo pode ser alterada até o fim do ano.
A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) estabelece um planejamento de gastos e arrecadação do governo.
O governo prevê uma taxa de juros de 10,5% e um superávit orçamentário de 5%.
Incertezas e críticas
Especialistas alertam que as projeções do governo são otimistas e podem não se concretizar, dada a instabilidade econômica e a dificuldade em cumprir metas fiscais. A falta de um plano sólido para garantir uma economia saudável é uma preocupação constante entre analistas.
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Foto: Divulgação
Brasília (17/04/2026) – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apresentou os impactos da Reforma Tributária para os produtores rurais durante programação do Cana Summit 2026, na quinta (16), em Ribeirão Preto (SP).
O evento foi realizado pela Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana) e reuniu autoridades, lideranças e especialistas para debater desafios e oportunidades do setor sucroenergético.
O coordenador do Núcleo Econômico da CNA, Renato Conchon, participou de um painel com os especialistas Analelia Galhardo (Tax Partner na PwC Brasil), Henrique Domingues Montanare (Sócio e Diretor da SeniorBusiness Solutions), Marcos Ribeiro (Sócio da Simões Pires).
Em sua fala, Renato destacou a importância de o produtor se preparar para o período de transição da Reforma Tributária e de mudanças como o sistema de emissão de notas eletrônicas.
Segundo ele, embora a implementação comece em 2026, os pagamentos dos tributos serão exigidos em 2027.
O coordenador também ressaltou as conquistas alcançadas pela CNA e pelas entidades parceiras, como a Orplana, ao longo da tramitação da reforma. “Houve avanços importantes para o agro, como a redução da carga tributária, o tratamento diferenciado para os biocombustíveis em relação aos combustíveis fósseis, e a possibilidade de transferência de crédito”.
Durante o debate, Conchon explicou ainda que a reforma representa uma mudança de paradigma para o produtor rural e na forma como ele lida com a tributação. “O que ele faz hoje em nível de ICMS, que é o imposto estadual que está morrendo, ele não vai fazer mais, será algototalmente diferente”.
Março de 2026 registrou a segunda maior temperatura da superfície do mar da história, apenas atrás de março de 2025. Esse aumento reflete uma provável transição para condições de El Niño, conforme relatado no último boletim climático do Serviço de Mudanças Climáticas Copérnicos.
Impactos das temperaturas elevadas
As condições de El Niño, que podem ser classificadas como fortes ou muito fortes, têm potencial para contribuir para mais um ano com águas superficiais mais quentes no Pacífico equatorial, liberando calor adicional na atmosfera. O meteorologista Arthur Miller destacou que o aumento da temperatura na atmosfera torna o clima mais volátil.
Histórico de temperaturas
2023 foi considerado o ano mais quente da história.
2024 ocupou a segunda posição em temperatura média.
2025 foi o terceiro ano mais quente.
Nos últimos 10 anos, os três anos mais quentes foram consecutivos, com a temperatura média do oceano impactando diretamente a temperatura global.
Expectativas para 2026 e 2027
As previsões indicam que 2026 pode se encaminhar para ser um ano tão quente quanto 2024. Se as condições de El Niño se estenderem até 2027, é provável que esse ano supere 2024 em termos de temperatura.
Adaptação no setor agrícola
O aumento das temperaturas pode resultar em desafios significativos para a agricultura, incluindo:
Queimadas e restrições hídricas.
Ondas de calor intensas que prejudicam a semeadura.
Os produtores rurais precisarão se adaptar a essas novas condições climáticas, investindo em tecnologia e entendendo como o clima afetará cada região do Brasil.
Doenças fúngicas que se manifestam de forma silenciosa nos primeiros estágios das lavouras têm comprometido o potencial produtivo antes mesmo de serem percebidas. Essas doenças são apontadas como principais responsáveis pelo desequilíbrio financeiro e pela redução do rendimento das safras em diversas propriedades agrícolas.
Impacto das doenças nas lavouras
A sanidade foliar e o manejo preventivo, com atenção especial ao baixeiro das plantas, são decisivos para que produtores de culturas como soja, milho e algodão consigam buscar uma maior eficiência produtiva. Nos últimos anos, os agricultores têm enfrentado um cenário desafiador, com doenças que surgem mais cedo e evoluem rapidamente, muitas vezes de forma invisível, afetando a capacidade das plantas de produzir energia.
Principais doenças identificadas
Cultura da soja: mancha alvo, tombamento e anomalias.
Cultura do milho: doenças bipolares, diploide e fusárium.
Essas doenças podem causar perdas significativas, dificultando a reversão dos danos mesmo nas fases finais do ciclo das culturas.
Estratégias de manejo eficazes
Especialistas recomendam antecipar o manejo e reforçar as aplicações ao longo do ciclo, focando no baixeiro e nas primeiras folhas, como medidas essenciais para preservar o potencial produtivo. A preservação da sanidade do terço inferior da planta é crucial, pois é nessa região que se concentra a maior produtividade.
Inovações tecnológicas no controle
A pesquisa e o papel da indústria, aliados às novas tecnologias, são fundamentais em um sistema de manejo inteligente contra doenças. O uso de novas moléculas, como a família Revisol, tem mostrado eficácia no controle de doenças, reduzindo custos e aumentando a seletividade no manejo.
Resultados práticos no campo
Produtores que adotaram essas estratégias, como Leonardo em Lucas do Rio Verde, já observam resultados positivos nas lavouras de soja e milho. A prática de um manejo preventivo, em vez de corretivo, tem se mostrado mais eficaz, resultando em aumentos significativos na produtividade.
As exportações de DDG (Dried Distillers Grains) e DDGS (Dried Distillers Grains with Solubles) do Brasil estão em ascensão, impulsionadas pela recente chegada da primeira remessa ao mercado chinês. Este movimento gera otimismo no setor, que já vende esses coprodutos do etanol de milho para 25 países.
Expansão das exportações
O Brasil produziu quase 5 milhões de toneladas de DDG e DDGS na safra 2025-2026, representando um aumento de 20% em relação ao ciclo anterior. Essa expansão é resultado do crescimento das usinas de etanol de milho, que atualmente operam 27 unidades, com 14 outras em construção.
Desafios e oportunidades
Apesar do crescimento, o setor enfrenta desafios, como a concorrência com o farelo de soja e a necessidade de manter a competitividade dos preços. A exportação se torna uma estratégia essencial para garantir a viabilidade do negócio, especialmente em um cenário de possível acomodação de preços no mercado interno.
Mercado chinês
A chegada do primeiro carregamento brasileiro à China, com 62.000 toneladas, marca um novo capítulo para o setor. A China, maior comprador de DDGs do mundo, busca reduzir sua dependência dos Estados Unidos, oferecendo uma oportunidade significativa para o Brasil. Em 2024, a China importou mais de 65 milhões de dólares em DDGs, quase todos dos EUA.
Perspectivas futuras
O Brasil está atualmente exportando cerca de 1 milhão de toneladas de DDG, enquanto os Estados Unidos exportam 12 milhões. Com a abertura do mercado chinês, o Brasil tem a chance de aumentar sua participação e atender à crescente demanda por esses produtos.
O Brasil continua a ser o maior produtor de café do mundo, com Minas Gerais liderando essa produção. No entanto, as mudanças climáticas representam um alerta significativo para o setor, podendo impactar diretamente o desempenho da safra de 2026, que gera opiniões divergentes entre estimativas otimistas e a realidade observada nas lavouras.
Desafios da produção de café
Bruno Meuchará, supervisor de cafeicultura do sistema Faeng Senar, destacou a responsabilidade de Minas Gerais na produção de café e os desafios impostos pelas mudanças climáticas. Ele afirmou que:
A maioria dos produtores ainda utiliza o modelo de sequeiro, dependendo de condições climáticas ideais.
A irrigação é comum, mas não é a norma em todo o estado.
As condições climáticas podem afetar a saúde das lavouras e, consequentemente, a produção.
Perspectivas para a safra de 2026
As estimativas para a safra de café de 2026 variam. A CONAB projeta uma produção de cerca de 66 milhões de sacas, enquanto outras empresas sugerem números próximos a 75 milhões. Meuchará acredita que a safra não deve alcançar as expectativas de recorde histórico, que superaria a marca de 62 milhões de sacas de 2018.
Apoio aos produtores
O sistema Faeng Senar oferece suporte aos produtores de café através de um programa que dura quatro anos, com assistência técnica mensal. Este programa visa:
Fornecer recomendações independentes e isentas aos produtores.
Auxiliar na gestão de custos específicos de produção.
Capacitar os produtores a buscar as melhores opções no mercado.
Com a crescente preocupação sobre as mudanças climáticas, o setor cafeeiro brasileiro se vê diante de um cenário desafiador, exigindo adaptação e inovação para garantir a continuidade de sua produção.
SÃO PAULO, 17 Abr (Reuters) – O anúncio de que o Irã vai reabrir o Estreito de Ormuz pesou sobre o dólar nesta sexta-feira no Brasil, com a moeda norte-americana encerrando o dia no território negativo, renovando a menor cotação do ano.
O dólar à vista encerrou o dia em leve queda de 0,20%, aos R$4,9836, menor valor de fechamento desde 27 de março de 2024, quando atingiu R$4,9805.
Na semana, a divisa acumulou baixa de 0,53% e, no ano, recuo de 9,21%.
Às 17h09, o dólar futuro para maio DOLc1 — atualmente o mais líquido no mercado brasileiro — cedia 0,22% na B3, aos R$4,9960.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, disse pela manhã que a passagem de todas as embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz está completamente liberada durante o restante do período de cessar-fogo entre Israel e Hezbollah, no Líbano.
Trump, por sua vez, afirmou que os EUA manterão seu bloqueio naval contra o Irã até que um acordo seja finalizado, mas disse acreditar que isso “será feito muito rapidamente”. Segundo ele, representantes dos dois países podem voltar a se reunir no fim de semana. Uma autoridade iraniana disse à Reuters que ainda há diferenças significativas entre os dois países quanto a questões nucleares.
A expectativa de um acordo entre os países e, em especial, o anúncio de reabertura de Ormuz fizeram o dólar ceder ante as demais divisas, incluindo o real, com investidores desmontando posições defensivas na moeda norte-americana.
Às 10h06, o dólar à vista marcou a menor cotação intradia de R$4,9506 (-0,86%).
“O dólar recuou com força na sessão e chegou a renovar a mínima do ano, refletindo um movimento global de redução de prêmio de risco após a reabertura do Estreito de Ormuz”, resumiu Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.
Ainda durante a manhã, no entanto, o dólar voltou a ganhar força ante o real, se reaproximando dos R$5,00, com alguns participantes do mercado aproveitando as cotações mais baixas para comprar moeda.
Às 14h11, o dólar à vista marcou a máxima de R$4,9933 (estável), para depois encerrar a sessão em leve baixa.
No exterior, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — se mantinha em leve queda neste fim de tarde, mas acima da marca de 98, após ter oscilado abaixo disso durante boa parte do dia.
Em relatório a clientes distribuído pela manhã, o diretor da consultoria Wagner Investimentos, José Faria Júnior, pontuou que o índice do dólar está com “tendência de baixa de longo prazo e ameaçando perder a região de 98, fato que beneficiaria ainda mais a moeda brasileira”.
No fim da manhã, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 4 de maio.
Em março, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) registrou alta de 3,02% em relação ao mês anterior. O resultado mensal refletiu aumentos em todos os subgrupos, com destaque para o IPPA-Hortifrutícolas (15,94%), seguido por IPPA-Grãos (3,01%), IPPA-Pecuária (2,65%) e IPPA-Cana-Café (1,20%), indicando um movimento de recuperação dos preços agropecuários no período. No grupo de grãos, os principais destaques de alta foram algodão, arroz, soja e trigo, enquanto o milho exerceu pressão negativa.
Na pecuária, houve elevação nos preços de boi gordo, leite e ovos, ao passo que frango vivo e suíno vivo apresentaram quedas. No segmento hortifrutícola, os aumentos de batata, banana e uva contrastaram com as retrações de tomate e laranja. Já em Cana-Café, o avanço do café foi parcialmente compensado pela queda da cana.
O IPA-OG-DI registrou alta de 1,02% no mês, indicando que, em março, os preços agropecuários apresentaram desempenho superior ao dos preços industriais. No cenário internacional, os preços dos alimentos avançaram 2,4% em dólares e, com a leve depreciação cambial (0,38%), resultaram em aumento de 2,79% quando medidos em reais.
Na comparação entre períodos (jan-mar/2026 contra jan-mar/2025), o IPPA/CEPEA apresenta queda de 9,79%, com retrações em todos os grupos: IPPA-Cana-Café (-16,61%), IPPA-Hortifrutícolas (-14,05%), IPPA-Grãos (-9,85%) e IPPA-Pecuária (-5,73%). No mesmo período, o IPA-OG-DI recua 2,55%, enquanto os preços internacionais de alimentos acumulam queda de 14,29% em reais e de 4,59% em dólares, refletindo também a valorização de 10,12% do real no período.
A trajetória de Maria Elisa, em Orleans (SC), é um testemunho de resistência. Durante 12 anos, ela foi o rosto e a força por trás de uma granja de 30 mil aves, assumindo a liderança em um setor majoritariamente masculino. Vinda de uma rotina exaustiva na lavoura de fumo e milho, onde a tração animal e o trabalho manual eram a regra desde os onze anos, Elisa encontrou na avicultura, em 2012, a oportunidade de mudar o destino da família e abandonar as incertezas das safras a céu aberto.
O início foi um mergulho no desconhecido. Sem experiência prévia, ela aprendeu o manejo na prática, chegando ao extremo de dormir dentro do aviário para garantir o controle térmico dos pintinhos. Tudo isso enquanto conciliava a produção intensiva com o cuidado de pais doentes e as demandas da casa. “Foi um período de muito desafio, mas de muito aprendizado”, afirmou a produtora, que se tornou referência em dedicação dentro do sistema de integração.
Sucessão familiar
A história de Maria Elisa ganhou um novo capítulo em 2023, quando o filho Guilherme decidiu trocar a vida na cidade pelo retorno às raízes. A sucessão familiar, muitas vezes um gargalo no campo, aconteceu de forma planejada. Guilherme trouxe o fôlego da juventude e o foco exclusivo na técnica, transformando a gestão da granja climatizada em uma operação de alta performance.
Com a entrada do filho, a propriedade atingiu novos índices de produtividade. A divisão de tarefas permitiu que Maria Elisa seguisse como mentora e braço direito, enquanto Guilherme aplica o rigor técnico exigido pela indústria. Essa união entre a experiência de quem “sentia” o lote noites a fio e a visão moderna de quem busca eficiência máxima resultou em premiações e no reconhecimento da qualidade do frango produzido em Orleans, que hoje abastece mercados no Brasil e no exterior.
Legado e futuro
Para Dona Elisa, o maior troféu não são os prêmios de produtividade, mas ver o filho prosperando na terra que ela defendeu sozinha por mais de uma década. A avicultura proporcionou à família não apenas estabilidade financeira, mas o orgulho de pertencer a uma cadeia global de alimentos. A transição da enxada e da tração animal para os painéis de controle da granja climatizada simboliza a evolução da mulher no agro e a força da sucessão familiar catarinense.
Hoje, a família de Elisa olha para o futuro com a segurança de quem construiu um legado sólido. O plano é consolidar os ganhos de eficiência e, quem sabe, expandir. Mas o objetivo principal já foi alcançado: manter a família unida no campo, com a certeza de que a produção de alimentos é um propósito de vida que atravessa gerações.
Durante a semana predomina temperaturas elevadas e tempo seco em boa parte do Centro-Sul do Brasil. Segundo o meteorologista Arthur Müller, do Canal Rural, o padrão de calor será prolongado, com a chegada do frio mais significativo apenas na virada para maio.
No último domingo (19), os termômetros chegaram a 40,6 °C em Porto Estrela (MT), de acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Além do calor, a baixa umidade relativa do ar, abaixo dos 30% em algumas áreas, aumenta o risco para focos de incêndio, especialmente no interior do Centro-Oeste e do Sudeste.
De acordo com Müller, a tendência para os próximos 10 dias é de manutenção desse cenário, com um “bolsão” de ar quente e seco predominando sobre o Brasil central. As máximas podem voltar a atingir entre 38 °C e 39 °C em áreas do Mato Grosso do Sul e sul de Mato Grosso.
Enquanto isso, a chuva se concentra em outras regiões. No Norte, os volumes podem variar entre 40 e 100 milímetros em cinco dias, com acumulados mais elevados em pontos isolados. Já no Sul, a expectativa é de retorno das precipitações mais significativas na próxima semana, com até 100 mm, beneficiando principalmente áreas do Paraná que enfrentam restrição hídrica.
Frio demora, mas pode trazer geada
Apesar de amanheceres mais amenos no Sul e Sudeste, com mínimas entre 12 °C e 15 °C, o frio mais intenso ainda está distante. Segundo o meteorologista, a mudança mais consistente no padrão de temperatura deve ocorrer apenas na virada de abril para maio.
Entre os dias 26 e 30 de abril, as mínimas voltam a cair no Sul, ficando abaixo dos 10 °C, mas ainda sem risco de geada. Já no início de maio, há संभावना de incursões de ar frio mais fortes, especialmente no Rio Grande do Sul, com possibilidade de geadas fracas em áreas de fronteira com o Uruguai.
Em municípios como Dom Pedrito (RS), os termômetros podem registrar mínimas entre 5 °C e 6 °C nas primeiras semanas de maio, indicando a chegada mais efetiva do outono.
Chuva irregular e atenção no campo
Para regiões produtoras como Bataguassu (MS), o calor continua sendo destaque, com máximas entre 35 °C e 36 °C até o início de maio, o que pode provocar estresse térmico no gado em confinamento.
A chuva será irregular nessas áreas, com dois episódios previstos: um na virada do mês e outro no fim da primeira semana de maio. Ainda assim, os acumulados não devem ultrapassar 50 mm.
No Sul, por outro lado, a previsão indica volumes mais expressivos no começo de maio. Em partes do Rio Grande do Sul, os acumulados podem chegar a 150 mm na primeira semana do mês, o que pode atrapalhar os trabalhos no campo.
Além disso, modelos climáticos já apontam sinais de atuação do fenômeno La Niña nas próximas semanas, o que tende a favorecer chuvas acima da média na região Sul.