domingo, abril 26, 2026

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Impactos do El Niño na produção de cacau em Santa Luzia, BA


O fenômeno climático El Niño pode ter impactos significativos na produção de cacau em Santa Luzia, na Bahia, especialmente em relação às temperaturas elevadas e à redução das chuvas. A previsão indica que o El Niño deve se intensificar a partir de maio e pode se tornar um super El Niño até o final do ano.

Previsão do El Niño

O El Niño se desenvolverá durante o outono e deverá apresentar intensidade moderada a forte, afetando o clima durante o inverno e a primavera. Os principais pontos a serem considerados incluem:

  • Atividade do El Niño a partir de maio.
  • Possibilidade de um super El Niño no final do ano.
  • Impacto nas chuvas e temperaturas na região.

Impactos na produção de cacau

A colheita de cacau, que ocorre em outubro, pode ser severamente afetada pelas condições climáticas. Os principais impactos esperados são:

  • Redução das chuvas, especialmente na porção litorânea da Bahia.
  • Aumento das temperaturas, que podem ultrapassar os 32ºC, chegando a 37ºC.
  • Estresse térmico nas lavouras, resultando em abortamento de flores e comprometimento da qualidade do cacau.

Conclusão

Embora a colheita atual não apresente grandes problemas, os efeitos do El Niño devem ser monitorados de perto, pois podem trazer desafios significativos para a próxima safra de cacau em Santa Luzia.

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Câmara dos Deputados aprova proposta para acabar com a escala 6×1


A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou, por unanimidade, o parecer favorável à proposta que visa o fim da jornada de trabalho 6×1. O relatório, apresentado pelo deputado Paulo Azi, da União da Bahia, foi favorável à admissibilidade de duas Propostas de Emenda à Constituição (PECs) que tramitam em conjunto.

Próximos passos da proposta

O texto agora seguirá para uma comissão especial, que será criada para discutir a matéria antes de ser votada no plenário da Câmara. O presidente da comissão, Hugo Mota, destacou que a votação deve ocorrer até o final de maio.

Disputa entre propostas

Em meio a uma disputa entre o Congresso e o governo sobre qual proposta será aprovada, a PEC que trata do fim da escala 6×1 se tornou uma das prioridades dos parlamentares. O relator, Paulo Azi, defendeu a inclusão de uma regra de transição e compensação para a implementação da nova jornada.

Avanços e desafios

  • A proposta foi aprovada por unanimidade na Comissão de Constituição e Justiça.
  • O texto segue para uma comissão especial antes da votação final.
  • A PEC é considerada a principal via de debate entre os deputados, enquanto o projeto de lei do governo não avançou.

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AgroNewsPolítica & Agro

Oferta pressiona açúcar e etanol no Centro-Sul



No açúcar, a semana foi marcada por volatilidade


No açúcar, a semana foi marcada por volatilidade
No açúcar, a semana foi marcada por volatilidade – Foto: Pixabay

Os mercados de açúcar e etanol encerraram a semana sob pressão, refletindo expectativas de maior oferta e o avanço da safra no Centro-Sul. Segundo a StoneX, o açúcar manteve viés claramente baixista nos últimos dias, enquanto o etanol hidratado seguiu em queda diante do aumento da disponibilidade do biocombustível.

No açúcar, a semana foi marcada por volatilidade, mas com predominância de recuos. As altas pontuais observadas ao longo do período foram classificadas como movimentos técnicos e não chegaram a alterar a tendência principal do mercado. Os preços continuaram pressionados pela expectativa de superávit global nas safras 2025/26, em meio às perspectivas elevadas de produção na Ásia e às projeções favoráveis para a moagem no Centro-Sul do Brasil na temporada 2026/27, considerada entre abril e março.

No cenário macroeconômico, a melhora momentânea do apetite ao risco e a estabilidade do real frente ao dólar tiveram efeito limitado sobre as cotações. Já na sexta-feira, a queda expressiva do petróleo, após a liberação do Estreito de Ormuz e a redução das tensões geopolíticas, reforçou o movimento negativo. Com isso, o açúcar acompanhou o recuo do setor energético, atingiu a mínima de cinco anos e fechou a semana a US¢ 13,48 por libra-peso, com variação semanal de -2,95%.

No mercado de etanol, o hidratado também manteve a trajetória de baixa. Na sexta-feira, 17, o produto era negociado a R$ 3,10 por litro na praça de Ribeirão Preto, em São Paulo. Em relação à semana anterior, a retração foi de R$ 0,20 por litro. O movimento ocorre em paralelo ao avanço da colheita no Centro-Sul, que tende a iniciar a safra com um mix mais voltado ao etanol, elevando a oferta do biocombustível nos primeiros meses do ciclo.

 





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Aumento de casos de ferrugem asiática preocupa produtores de soja no Brasil


A ferrugem asiática, uma das principais doenças que afetam a soja, apresentou um aumento significativo na safra 2025, com 379 casos registrados até o momento, o que representa um triplo em comparação ao ciclo anterior. O estado do Paraná é o mais afetado, com 156 ocorrências, sendo a cidade de Palotina um dos focos mais críticos, com 10 registros.

Condições climáticas e prevenção

Os produtores têm enfrentado dificuldades em controlar a doença, especialmente devido às condições climáticas. A falta de umidade em alguns períodos levou muitos a não aplicarem fungicidas preventivos, o que pode ter contribuído para a instalação da ferrugem.

Importância do vazio sanitário

  • O vazio sanitário é uma prática recomendada para eliminar a soja do campo e reduzir a população do fungo.
  • Deve ser iniciado em junho, visando atrasar as ocorrências da doença na próxima safra.

Monitoramento e escolha de fungicidas

Os produtores devem estar atentos aos resultados da rede de ensaio de fungicidas, que serão divulgados em junho. A resistência do fungo aos principais grupos químicos utilizados exige que os agricultores escolham produtos eficazes para o controle da ferrugem na próxima safra.

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Mercado de defensivos do país movimenta R$ 98,7 bilhões na safra 2024/25


operação contra defensivos falsificados
Foto: Divulgação Mapa

O mercado brasileiro de defensivos agrícolas movimentou R$ 98,7 bilhões na safra 2024/25, o que representa um crescimento de 3% em relação ao ciclo anterior, quando faturou R$ 95,9 bilhões. Os dados constam no estudo FarmTrak, da consultoria Kynetec Brasil.

Em dólar, o setor registrou recuo de 7% no faturamento, de US$ 19,4 bilhões para US$ 18,1 bilhões na safra passada. Segundo o gerente de pesquisas da Kynetec, Lucas Alves, o menor resultado na moeda americana é explicado pela desvalorização do real, que passou de R$ 4,94 para R$ 5,46 no período.

A recuperação em reais reverte a queda de 13% apurada na safra 2023/24. Naquele ciclo, os preços dos insumos recuaram 79%, em média, o que reduziu o faturamento de R$ 110,1 bilhões para R$ 95,9 bilhões, apesar do avanço de 1% na área plantada e de 9% na intensidade dos tratamentos.

A valorização do setor em reais no ciclo passado também foi impulsionada pelo aumento de 2% na área plantada e de 9% nos manejos nas lavouras, observou a Kynetec. Alves ressaltou que esses fatores compensaram a acomodação nos preços dos defensivos no período.

Para a safra 2025/26, a consultoria projeta avanço de 8% no mercado, em reais. “Esse crescimento potencial deve ser puxado pelas culturas de soja e milho e está relacionado ao aumento de área plantada e à intensidade dos tratamentos adotados”, afirmou Alves.

Segundo dados da consultoria, o histórico das últimas cinco safras mostra ciclos de elevação de preços após o início da pandemia, seguidos por perdas nos valores. Entre as temporadas 2020/21 e 2022/23, o faturamento do setor no país subiu de R$ 61,4 bilhões para R$ 110,1 bilhões, com o custo médio de aplicação passando de R$ 37,93 para R$ 54,15 por hectare.

No segmento de herbicidas não seletivos, o custo de aplicação subiu de R$ 37,68 para R$ 97,60 entre 2020/21 e 2022/23. “A subida dos preços também teve início em um momento de restrição de comércio de algumas das principais moléculas do mercado, devido ao fechamento de fábricas no principal fornecedor brasileiro de produtos, a China”, explicou o gerente.

O estudo FarmTrak da Kynetec baseou-se em mais de 3 mil entrevistas com produtores rurais em toda a fronteira agrícola do país.

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Uma semana para votar! Decida para quem vai o Prêmio Personagem Soja Brasil 25/26


Dedo votando
Foto: Freepik

Falta uma semana para o fim da votação do Prêmio Personagem Soja Brasil 2025/26! Até o dia 30 de abril, você ainda pode decidir seu produtor e pesquisador favorito (a). Acesse o link, preencha seus dados e escolha.

Ainda não sabe em quem votar? Relembre os candidatos desta safra:

Pesquisadores

Ricardo Andrade
O pesquisador Ricardo Andrade atua no desenvolvimento de tecnologias que ajudam a soja a produzir bem mesmo em condições climáticas adversas no oeste da Bahia. Engenheiro agrônomo e especialista em fisiologia vegetal, ele trabalha principalmente com estudos voltados à adaptação das plantas a estresses como a seca.

Seu trabalho busca entender como a soja reage ao ambiente e como pode se tornar mais resiliente diante das mudanças climáticas. Entre as linhas de pesquisa estão técnicas com bioestimulantes que aumentam a tolerância da planta a condições adversas e elevam o potencial produtivo.

Andrade também destaca a importância da educação e da formação de novos profissionais para o avanço do agro brasileiro. Para ele, a maior recompensa da pesquisa é ver tecnologias desenvolvidas no laboratório sendo aplicadas nas lavouras pelos produtores.

Fernando Adegas
Pesquisador da Embrapa Soja, Fernando Adegas construiu carreira dedicada ao manejo de plantas daninhas e ao desenvolvimento de estratégias para evitar perdas na produção agrícola.

Filho de família ligada ao campo, decidiu seguir a agronomia ao perceber a importância da agricultura para a economia brasileira. Após atuar na extensão rural no Paraná, aprofundou seus estudos na área de plantas daninhas, tema que se tornou central em sua trajetória científica.

Na Embrapa, ele acompanha a evolução dos sistemas de produção e o surgimento de plantas resistentes a herbicidas, trabalhando no desenvolvimento de técnicas de manejo integrado. O objetivo é garantir que os produtores consigam controlar as invasoras e manter a produtividade das lavouras, respeitando as diferenças entre regiões e biomas do país.

Leandro Paiola Albrecht
O pesquisador Supra da UFPR, Leandro Paiola Albrecht, desenvolve estudos voltados ao manejo de plantas daninhas e à busca por soluções que aumentem a produtividade e a rentabilidade da soja.

Seu trabalho vai além do uso de herbicidas, envolvendo práticas como rotação de culturas, cobertura do solo e estratégias integradas dentro do sistema produtivo. Ele também participa de pesquisas sobre resistência de plantas daninhas em áreas de soja no Brasil e no Paraguai, avaliando espécies como buva, caruru e capim-amargoso.

Esses estudos ajudam a identificar novas formas de controle e evitar perdas significativas nas lavouras. Segundo o pesquisador, o objetivo é integrar diferentes tecnologias para gerar soluções práticas e acessíveis aos produtores, garantindo produtividade, rentabilidade e sustentabilidade no campo.

Produtores

João Damasceno
Produtor rural do Tocantins, João Damasceno levou o sonho da soja para o Norte do Brasil e ajudou a consolidar a produção na região.

A história da fazenda começou ainda com seu pai, que adquiriu a propriedade na década de 1940. A partir da safra 1993/94, a família passou a investir na soja, substituindo outras culturas e ampliando gradualmente a área plantada e o parque de máquinas.

Com apoio técnico da Embrapa, adotou sistemas de rotação de culturas e integração com a pecuária, garantindo mais sustentabilidade à produção. Hoje a fazenda reúne soja como cultura principal, além de milho safrinha, gergelim, confinamento de gado e seringueira, além de estrutura própria de secagem e armazenamento.

Mesmo com oportunidades de expansão, a família decidiu investir na propriedade original, que carrega valor histórico e sentimental. Para Damasceno, produzir soja também significa preservar o legado familiar construído ao longo de gerações.

Maira Lelis
Produtora rural de Guaíra (SP), Maira Lelis representa uma nova geração do agro que une tradição, tecnologia e sustentabilidade.

A história da fazenda começou há mais de 80 anos com seu avô, quando a área ainda era formada por cerrado. Ao longo do tempo, a propriedade evoluiu com mecanização, adoção de tecnologias e ampliação da produção de grãos.

Hoje a gestão é focada em inovação, eficiência e redução de custos. Entre as práticas adotadas estão: rotação de culturas, uso de plantas de cobertura e aplicação de microrganismos para fortalecer a saúde do solo e aumentar a produtividade da soja.

Uma das iniciativas recentes é a criação de um corredor ecológico com árvores que produzem pólen ao longo do ano, ajudando a atrair inimigos naturais das pragas e equilibrar o sistema produtivo. Para Maira, produzir alimento com responsabilidade ambiental e preparar o solo para as próximas gerações é parte essencial da missão no campo.

Carlos Eduardo Carnieletto
A trajetória de Carlos Eduardo Carnieletto nasceu dentro da agricultura familiar no Paraná. A produção começou com os pais, em uma pequena área cultivada com muito trabalho e dedicação.

Ao longo dos anos, a estrutura da propriedade foi ampliada e consolidada. Formado em agronomia pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), ele manteve a ligação com o campo e hoje administra sua área com foco em eficiência e gestão.

Diante de custos elevados e preços pressionados, busca aumentar a produtividade sem elevar os gastos da lavoura. Entre as práticas adotadas estão o uso de biológicos, coinoculação e acompanhamento constante das lavouras.

Para ele, o solo é o principal patrimônio do agricultor. Por isso investe em conservação, cobertura e manejo adequado da terra. Mesmo diante dos desafios do setor, Carlos acredita nos ciclos da agricultura e mantém a convicção de seguir produzindo. Encerrar uma safra com bons resultados continua sendo sua maior motivação.

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Etanol: preços caem em 12 estados brasileiros, diz ANP


etanol
Foto: Agência Brasil

Os preços médios do etanol hidratado caíram em 12 estados e no Distrito Federal (DF), subiram em 9 e ficaram estáveis em 4 na semana encerrada em 18 de abril. Não houve cotação no Amapá. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilados pelo AE-Taxas.

Nos postos pesquisados pela ANP em todo o país, o preço médio do etanol ficou estável em R$ 4,69 o litro. Em São Paulo, principal estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, o preço caiu 0,66%, a R$ 4,49 o litro. A maior alta porcentual na semana, de 11,39%, foi registrada em Goiás, de R$ 4,39 para R$ 4,89 o litro.

A maior queda ocorreu no Amazonas, de 2,55%, de R$ 5,50 para R$ 5,36 o litro.

O preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 3,49 o litro, em São Paulo. O maior preço, de R$ 6,59, foi observado no Rio Grande do Sul. Já o menor preço médio estadual, de R$ 4,42, foi registrado em Mato Grosso do Sul, enquanto o maior preço médio foi verificado em Pernambuco, de R$ 5,69 o litro.

Competitividade frente à gasolina

O etanol era mais competitivo em relação à gasolina em apenas quatro estados na semana encerrada em 18 de abril. Na média dos postos pesquisados no país, o etanol tinha paridade de 69,48% ante a gasolina, portanto favorável em comparação com o derivado do petróleo.

Em Mato Grosso, a paridade era de 67,89%; em Mato Grosso do Sul, de 67,69%, no Paraná, de 69,51%, e em São Paulo, de 67,42%.

Executivos do setor observam que o etanol pode ser competitivo mesmo com paridade maior do que 70%, a depender do veículo em que o biocombustível é utilizado.

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AgroNewsPolítica & Agro

Petróleo dispara com novo bloqueio em rota vital



Na última semana, o contrato mais ativo do Brent encerrou o período com queda


Na última semana, o contrato mais ativo do Brent encerrou o período com queda
Na última semana, o contrato mais ativo do Brent encerrou o período com queda – Foto: Pixabay

Os preços do petróleo voltaram a subir em meio às incertezas sobre a normalização do fluxo global de embarcações e à nova interrupção no Estreito de Hormuz. Segundo análise da StoneX, o movimento ocorre após três semanas seguidas de recuo nas cotações, em um ambiente marcado por sinais diplomáticos mistos e por um mercado físico cada vez mais pressionado.

Na última semana, o contrato mais ativo do Brent encerrou o período com queda de 5,1%, negociado ao redor de USD 90,4 por barril. Os futuros do WTI acompanharam trajetória semelhante e fecharam em USD 83,9 por barril, com recuo de 13,2% no acumulado da semana. Mesmo assim, a leitura do mercado segue sensível ao noticiário envolvendo o Oriente Médio e, principalmente, às condições de operação no Estreito de Hormuz.

A pressão baixista recente foi influenciada pela expectativa de maior alinhamento diplomático entre Teerã e Washington. Também pesou a confirmação feita pelo Irã, na sexta-feira, 17, de uma reabertura do Estreito de Hormuz enquanto o cessar-fogo com os Estados Unidos seguir vigente. A sinalização foi recebida como um fator de alívio, mas não eliminou a percepção de risco.

De acordo com a avaliação, o mercado passou a precificar com mais força a possibilidade de uma resolução definitiva de paz. Ainda assim, esse cenário convive com um quadro de oferta física mais estressado e com a ausência de sinais claros sobre quando os fluxos de embarcações no estreito devem se normalizar de forma efetiva.

Esse descompasso entre a perspectiva diplomática e a realidade logística mantém a volatilidade elevada. Embora o avanço das negociações tenha contribuído para as perdas recentes do Brent e do WTI, a situação no corredor marítimo continua sendo um ponto central para a formação dos preços do petróleo no curto prazo.

 





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Preço da carne bovina sobe e atinge recorde histórico em abril, aponta Cepea


pedaços de carne bovina
Foto: RastreIA

Os preços da carne bovina seguem em alta no mercado interno e já atingem recordes históricos em termos reais. Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostra que a carcaça casada bovina registrou valorização na parcial de abril, impulsionada pela oferta limitada de animais prontos para abate e pela demanda externa aquecida.

Segundo os dados, até o dia 20 de abril, a carcaça casada, que inclui traseiro, dianteiro e ponta de agulha, acumula alta de 4%, sendo negociada a R$ 25,41 por quilo no atacado da Grande São Paulo, à vista.

Em termos reais, considerando a inflação medida pelo IGP-DI, o preço médio da parcial do mês, de R$ 25,05/kg, representa o maior valor da série histórica do Cepea, iniciada em 2001.

O patamar atual supera em 11% o registrado em abril de 2025 e fica 44,8% acima do observado no mesmo período de 2024.

Oferta enxuta e exportações sustentam mercado

De acordo com os pesquisadores do Cepea, o avanço dos preços está diretamente ligado à menor disponibilidade de animais para abate, o que reduz a oferta de carne no mercado.

Ao mesmo tempo, o bom desempenho das exportações contribui para manter a demanda aquecida, limitando a oferta no mercado interno e sustentando os preços no atacado.

Esse cenário reforça a tendência de firmeza nas cotações da proteína bovina no curto prazo, com impacto direto sobre a cadeia produtiva e o consumidor final.

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Fertilizantes devem seguir caros e travar compras no 2º trimestre, aponta StoneX


Imagem gerada por IA para o Canal Rural

O segundo trimestre de 2026, tradicionalmente visto como uma oportunidade para compra de fertilizantes, deve ser mais desafiador neste ano. A avaliação é da StoneX, que aponta impactos persistentes do conflito no Oriente Médio sobre preços, logística e poder de compra dos produtores.

Segundo a consultoria, o cenário global rompeu o padrão sazonal que, em anos anteriores, favorecia negociações mais vantajosas para aplicações no segundo semestre, como a safra de verão no Brasil.

“A combinação de problemas logísticos, redução de oferta e alta de preços diminui a chance de o período se consolidar como uma janela favorável de compra”, afirma o analista de mercado da empresa, Tomás Pernías.

Nitrogenados: volatilidade e perda de poder de compra

No mercado de nitrogenados, a volatilidade segue elevada. Mesmo com a reabertura parcial do Estreito de Ormuz, a expectativa é de que gargalos logísticos persistam, sustentando os preços.

A alta recente dos fertilizantes já afeta diretamente o produtor. Nos Estados Unidos, levantamento do Farm Bureau indica que cerca de 70% dos agricultores não têm capacidade financeira para adquirir todo o volume necessário de insumos.

Desde o início das tensões no Oriente Médio, os preços da ureia chegaram a subir cerca de 47%, pressionando ainda mais os custos de produção.

Além disso, a compra antecipada segue baixa, o que aumenta a exposição à volatilidade e ao risco de desabastecimento em momentos críticos da safra.

Fosfatados e potássicos: oferta restrita e preços firmes

No segmento de fosfatados, o cenário é considerado ainda mais rígido. A oferta global permanece limitada por fatores como dificuldades logísticas no Oriente Médio, manutenção industrial no Marrocos e incertezas nas exportações da China.

Os custos elevados de matérias-primas, como amônia e enxofre, também dificultam quedas nos preços. Esse conjunto de fatores aumenta o risco de redução na demanda ao longo de 2026, especialmente em um ambiente de margens pressionadas no campo.

Já no mercado de potássicos, como o cloreto de potássio (KCl), as condições são relativamente menos restritivas, mas ainda cercadas de incertezas.

Com margens apertadas, produtores podem priorizar nitrogenados e fosfatados, adiando compras de potássio. O cenário é agravado por custos elevados de frete e seguros, além do risco geopolítico.

Decisões mais difíceis no campo

Diante desse ambiente, a StoneX avalia que os produtores devem enfrentar escolhas mais complexas nos próximos meses: arcar com custos mais altos ou reduzir a aplicação de fertilizantes, assumindo riscos de produtividade.

“O gerenciamento de risco e a eficiência na gestão de custos serão determinantes para a sustentabilidade do negócio agrícola em 2026”, afirma Pernías.

A consultoria destaca que, apesar de algum alívio pontual com a reabertura de rotas comerciais, a normalização do mercado tende a ser lenta. Com isso, a tendência é de menor espaço para adiar compras ao longo do ano, mesmo em condições pouco favoráveis.

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