domingo, abril 26, 2026

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Missão brasileira na China pode gerar US$ 110 milhões em cafés especiais


Uma missão brasileira na China ampliou o espaço para cafés especiais e pode gerar mais de 100 milhões de dólares em negócios. A participação de empresários brasileiros no país reforçou o avanço dos cafés especiais no mercado asiático.

Resultados da missão

A missão reuniu 19 representantes do setor e consultou mais de 400 contatos comerciais com potencial de quase 110 milhões de dólares em negócios nos próximos 12 meses.

Projeto Brasil de Coffee Nation

A iniciativa faz parte do projeto Brasil de Coffee Nation, desenvolvido pela Associação Brasileira de Cafés Especiais em parceria com a Apex Brasil. Além da feira internacional em Shangai, a agenda incluiu visitas técnicas em Kindal, cidade estratégica para logística e distribuição de café na Ásia.

Crescimento do mercado chinês

O mercado chinês tem mostrado crescimento e maior interesse por produtos de qualidade e maior valor agregado, o que abre novas oportunidades para o Brasil. O país vem crescendo fortemente no consumo de cafés especiais, algo que foi confirmado durante a visita.

Diversidade sensorial dos cafés brasileiros

O Brasil se destaca pela diversidade sensorial de seus cafés especiais, oferecendo uma experiência rica ao consumidor chinês. Com esse objetivo, a BSA, com o apoio da Apex Brasil, levou empresários brasileiros, produtores e cooperativas a uma missão comercial na província de Tindal.

Prospecção e contatos realizados

  • Mais de 400 contatos realizados
  • Prospecção de 100 milhões em negócios para os próximos 12 meses
  • Aproximação de empresários brasileiros do mercado chinês

O principal resultado foi permitir que os empresários brasileiros entendessem as oportunidades e preparassem uma oferta mais adequada para o mercado.

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Projeto permite desconto no imposto de renda para gastos com serviços ambientais por produtores rurais


A Comissão de Agricultura aprovou um projeto que permite aos produtores rurais descontar do imposto de renda os gastos com serviços ambientais. A proposta agora segue para votação nas comissões de Meio Ambiente e de Assuntos Econômicos.

Detalhes da proposta

A medida visa incentivar o agronegócio a investir em ações sustentáveis, permitindo que os produtores descontem despesas relacionadas à:

  • Preservação da água
  • Conservação do solo
  • Proteção da biodiversidade

Objetivos e expectativas

A expectativa é que a proposta fortaleça um modelo de produção que una desenvolvimento econômico e conservação ambiental. A inclusão dos serviços ambientais no rol das atividades rurais confere segurança jurídica a produtores que já atuam ou desejam atuar nessas frentes.

Impacto no território nacional

Atualmente, 30% do território nacional é protegido e conservado por produtores rurais, o que demonstra a importância da proposta para a sustentabilidade e a preservação ambiental no Brasil.

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Preço do frango cai na segunda quinzena de abril, aponta Cepea


carne de frango
Foto: divulgação/Ministério da Agricultura e Pecuária

Após três semanas de alta, os preços da carne de frango no mercado interno passaram a registrar pequenas quedas na segunda quinzena de abril. Segundo pesquisadores do Cepea, o movimento é resultado do enfraquecimento típico da demanda neste período do mês.

A perda de ritmo nas compras domésticas tem pressionado as cotações, mesmo em um cenário de oferta relativamente ajustada.

Exportações seguem firmes

No mercado externo, o desempenho continua positivo. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que a média diária de exportação de carne de frango in natura, considerando os primeiros 12 dias úteis de abril, está em 22,6 mil toneladas.

O volume representa alta de 6,1% em relação à média diária de março de 2026 e avanço de 3% frente ao mesmo período de abril de 2025.

O bom ritmo dos embarques ajuda a equilibrar o mercado e evita quedas mais acentuadas nos preços internos.

Oferta controlada e consumo mais fraco

De acordo com o Cepea, estimativas indicam um ritmo menor de abates, o que mantém a oferta doméstica sob controle.

Ainda assim, o fator predominante neste momento é a demanda interna enfraquecida, que reduz a capacidade de sustentação dos preços no curto prazo.

Expectativas para maio dividem mercado

Para maio, agentes do setor projetam possível recuperação nos preços da carne de frango. A expectativa está associada à entrada de renda na economia, com impacto positivo sobre o poder de compra da população.

Por outro lado, parte dos agentes demonstra cautela. O mercado vem de uma sequência de altas ao longo de abril, impulsionadas pelo aumento dos custos de produção e pelo repasse ao consumidor final, o que pode limitar novos reajustes.

Cenário segue sensível à demanda

O comportamento do consumo interno deve continuar sendo o principal fator de influência sobre os preços nas próximas semanas.

Mesmo com exportações aquecidas e oferta controlada, a recuperação do mercado depende da retomada da demanda doméstica.

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Boi gordo: negociações seguem lentas com expectativa de aumento da oferta em maio


boi gordo, frigoríficos
Foto: Ministério da Agricultura

O mercado do boi gordo encerrou a quinta-feira (24) com baixa liquidez e ritmo lento nas negociações. Segundo o Centro de Estudos de Economia Aplicada (Cepea), o cenário segue marcado pela pressão da indústria frigorífica e pela resistência dos pecuaristas em aceitar preços menores.

Ao longo da semana, compradores intensificaram a pressão nos negócios de balcão. O principal argumento é o alongamento das escalas de abate, que reduz a necessidade imediata de novas aquisições.

Mato Grosso registra queda

Em Mato Grosso, houve recuo de R$ 5 na arroba do boi gordo. Os negócios foram realizados entre R$ 350 e R$ 355.

Apesar da queda, o estado também registra baixa oferta em algumas regiões. Segundo relatos de mercado, muitos lotes já foram comercializados, o que limita novos negócios e contribui para o ritmo mais travado.

São Paulo tem preços estáveis

Em São Paulo, os preços ficaram estáveis, com a arroba negociada entre R$ 360 e R$ 365.

Mesmo com a pressão da indústria, pecuaristas seguem resistentes, à espera de valores mais altos. As escalas de abate no estado variam entre 7 e 12 dias, o que mantém o mercado sem urgência por compras.

Escalas alongadas e expectativa para maio

O alongamento das escalas continua sendo um dos principais fatores de pressão sobre os preços. Em algumas regiões, como o Norte de Minas, as programações de abate já chegam a até 14 dias.

Além disso, a proximidade de maio também entra no radar do mercado. Historicamente, o período costuma registrar aumento da oferta de animais, devido à perda de qualidade das pastagens.

No entanto, neste ano, as condições climáticas têm sido mais favoráveis. Produtores relatam pastagens em bom estado, o que pode limitar esse movimento de aumento de oferta.

Atacado dá sustentação aos preços

No mercado atacadista, o cenário é diferente. A demanda por carne bovina segue firme, com boa saída e redução de estoques.

Na Grande São Paulo, o quilo da carcaça casada foi negociado a R$ 25,64 à vista. Esse valor corresponde a uma arroba equivalente de aproximadamente R$ 384,60, acima dos preços praticados no mercado físico do boi gordo.

Esse descolamento ajuda a sustentar as cotações e limita quedas mais acentuadas no campo.

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Ministério da Fazenda propõe linhas de crédito para renegociar dívidas rurais


Dario Durigan assume ministério da Fazenda
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Ministério da Fazenda apresentou nesta quinta-feira (23) uma alternativa ao Projeto de Lei (PL) 5122/2023, que trata da renegociação de dívidas rurais. O projeto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e está atualmente em discussão no Senado.

Dario Durigan, ministro da Fazenda, se reuniu nesta quinta-feira com o senador Renan Calheiros, relator da matéria e presidente da Comissão de Assuntos Econômicos, para apresentar a proposta da pasta.

De acordo com o jornal Estado de São Paulo, a proposta da Fazenda prevê duas linhas crédito para renegociação das dívidas rurais, uma com recursos controlados e outra com recursos livres.

Ainda de segundo o jornal, A proposta é voltada a operações de crédito rural prorrogadas até 30 de abril deste ano em situação de adimplência e as contratadas até 31 de dezembro de 2025 que estejam em situação de inadimplência entre 1º de julho de 2024 e 30 de abril deste ano

Um novo encontro entre Durigan e Calheiros está previsto para terça-feira (28), quando deve haver avanço nas negociações.

Proposta envolve recursos do Pré-Sal

O texto em discussão no Senado autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos, como secas e enchentes.

Além do fundo, a proposta prevê o uso de recursos de outros fundos superavitários, com limite global de até R$ 30 bilhões.

O projeto também estabelece a suspensão da cobrança e de execuções das dívidas enquanto durar o prazo de adesão ao programa.

Dificuldades no modelo anterior

Durante debate recente na comissão, Renan Calheiros lembrou que uma medida provisória editada pelo governo no ano passado destinou R$ 12 bilhões para renegociação de débitos rurais.

No entanto, segundo o senador, houve baixa adesão por parte dos produtores. Entre os fatores apontados estão as exigências impostas pelas instituições financeiras e as regras definidas pelo Conselho Monetário Nacional.

Uma das condições era a necessidade de decretação de calamidade pública pelos municípios para acesso ao refinanciamento, o que limitou o alcance da medida.

“Só a metade desses recursos foram utilizados em função das limitações que a renegociação na prática exigiu”, afirmou o senador.

Segundo ele, a decisão do Conselho Monetário também reduziu o número de municípios aptos a acessar o programa para pouco mais de mil em todo o país.

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Geopolítica e energia moldam o cenário das commodities


O mercado global de commodities agrícolas inicia o segundo trimestre de 2026 em um ambiente de possível alívio, após meses de forte volatilidade. Informações divulgadas pela Hedgepoint Global Markets indicam que a redução das tensões geopolíticas pode favorecer cortes de juros, embora clima, energia e oferta ainda mantenham o setor em alerta.

O primeiro trimestre foi marcado pela intensificação do conflito entre Estados Unidos e Irã, que afetou diretamente o complexo de energia, a inflação, o dólar e as condições financeiras globais, conforme análise da Hedgepoint Global Markets.

Para o segundo trimestre, a consultoria aponta que um eventual cessar-fogo pode reduzir as tensões no curto prazo, contribuir para a queda do petróleo e melhorar o apetite por risco. Esse cenário abriria espaço para cortes nas taxas de juros, mas os efeitos inflacionários do choque energético ainda exigem cautela dos bancos centrais.

No açúcar, o ambiente segue pressionado pelo excesso de oferta. Ainda assim, o mercado encontra algum suporte no complexo energético, por causa da relação com o etanol e da definição do mix produtivo no Brasil. A Hedgepoint também avalia que o café mantém viés baixista nos fundamentos, diante da expectativa de uma safra robusta no Brasil. Por outro lado, custos elevados, dificuldades logísticas e a estrutura do mercado limitam correções mais intensas. No cacau, os preços passam por ajustes diante da expectativa de excedente e de uma demanda mais fraca.

Grãos respondem a biocombustíveis e tensão global

Entre os grãos, a soja encontrou sustentação na perspectiva de maior demanda nos Estados Unidos, impulsionada pelo avanço da mistura de biocombustíveis. A eclosão do conflito no Oriente Médio reforçou esse movimento, ao valorizar o óleo de soja.

Já o milho operou de forma lateral durante boa parte do primeiro trimestre, em meio ao equilíbrio entre ampla oferta e forte demanda por exportações norte-americanas. A partir de março, porém, o setor de energia, especialmente o etanol, deu novo fôlego às cotações.

No trigo, as preocupações com a qualidade da safra de inverno dos Estados Unidos e a possível redução da área plantada em 2026/27 sustentaram os preços em Chicago. A leitura foi reforçada pelo início do conflito no Oriente Médio.

Clima ganha força como vetor dos preços agrícolas

A Hedgepoint destaca que o clima deve assumir papel central no segundo trimestre. Modelos climáticos indicam o fim do La Niña e maior probabilidade de formação de um El Niño entre maio e julho.

Esse fenômeno pode alterar padrões climáticos globais e aumentar o risco de seca, chuvas excessivas e ondas de calor em regiões produtoras importantes. O impacto pode chegar diretamente à produtividade e aos preços agrícolas.

Energia mantém canal de volatilidade aberto

A análise da Hedgepoint mostra que o mercado de energia continuará exercendo influência relevante sobre as commodities. No primeiro trimestre, riscos geopolíticos, inclusive sobre infraestrutura e rotas estratégicas, sustentaram preços elevados e maior volatilidade.

Mesmo com expectativa de alívio parcial, a permanência de riscos geopolíticos e logísticos mantém o complexo energético como um dos principais canais de transmissão de instabilidade para as commodities.

Cenário exige atenção do produtor e do mercado

O segundo trimestre começa com sinais de melhora no ambiente global, mas ainda sem afastar os riscos. Para produtores, tradings e agentes financeiros, clima, energia e geopolítica seguem como variáveis decisivas na formação dos preços agrícolas.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Embrapa Soja prorroga até 30 de abril envio de trabalhos para a 40ª Reunião de Pesquisa de Soja



A expectativa da organização é receber cerca de 500 participantes



Foto: Nadia Borges

A submissão de trabalhos científicos para a 40ª edição da Reunião de Pesquisa de Soja (RPS) foi prorrogada até o dia 30 de abril. Promovido pela Embrapa Soja, o evento será realizado nos dias 10 e 11 de junho, em Londrina (PR), e vai reunir pesquisadores, técnicos, consultores, estudantes e profissionais ligados à cadeia produtiva da soja. Segundo a organização, os trabalhos devem ser enviados na forma de resumos e serão publicados na versão on-line dos Resumos Expandidos da reunião.

A prorrogação abre uma nova janela para que instituições públicas e privadas ampliem sua participação em um dos fóruns técnicos mais tradicionais da sojicultura brasileira. A expectativa da organização é receber cerca de 500 participantes, com foco na troca de conhecimento, atualização profissional e construção de estratégias voltadas à sustentabilidade e à competitividade da cultura.

Com caráter técnico-científico, a RPS chega à 40ª edição mantendo o papel de discutir os principais avanços, desafios e inovações que impactam a cadeia da soja no Brasil. A reunião também busca fortalecer a integração entre pesquisa, extensão e setor produtivo, além de impulsionar ações de transferência de tecnologia em um momento em que a oleaginosa segue no centro das discussões sobre produtividade, sanidade, manejo e sustentabilidade.

Ao ampliar o prazo, a comissão científica tenta estimular a adesão de novos estudos e experiências regionais, enriquecendo o debate técnico previsto para junho em Londrina. Na prática, isso significa mais espaço para apresentação de resultados de pesquisa, validação de tecnologias e compartilhamento de soluções voltadas ao campo, em uma cultura estratégica para o agronegócio nacional.

Serviço

40ª Reunião de Pesquisa de Soja (RPS)

Data: 10 e 11 de junho de 2026

Local: Londrina (PR)

Submissão de trabalhos: até 30 de abril

Inscrições e informações: site oficial da RPS.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Insumos elevam custo da safra de milho no Mato Grosso


O custo de produção do milho para a safra 2026/27 em Mato Grosso foi estimado em R$ 3.686,80 por hectare em março de 2026, alta mensal de 3,38%, segundo análise divulgada na segunda-feira (20) pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária. A projeção foi elaborada pelo projeto CPA-MT, desenvolvido em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso.

De acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, a elevação foi impulsionada pelo aumento dos custos com fertilizantes, corretivos e defensivos, que avançaram 5,67% e 3,12%, alcançando R$ 1.474,59 por hectare e R$ 895,70 por hectare, respectivamente, em meio às tensões geopolíticas que restringem a oferta e elevam os preços dos insumos.

Nesse contexto, considerando o preço médio do milho da safra 2026/27 em março de 2026, de R$ 43,48 por saca, a relação de troca indica a necessidade de 99,06 sacas por hectare para a aquisição de uma tonelada de ureia, 125,37 sacas por hectare para MAP e 81,85 sacas por hectare para KCl, com altas mensais de 20,30%, 13,55% e 11,44%, respectivamente.

Como reflexo desse cenário, o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária aponta que o volume de insumos negociados e as importações de fertilizantes em Mato Grosso, até março de 2026, estão abaixo do observado no mesmo período do ano anterior.

Por fim, o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária ressalta que a alta dos insumos reforça a importância do planejamento de compras como estratégia para mitigar custos e reduzir margens negativas para o produtor.





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Por unanimidade, STF valida restrições à compra de terras por estrangeiros


STF Marco Temporal
Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, manter as restrições para a compra de terras rurais no Brasil por empresas nacionais controladas por estrangeiros. Os ministros negaram uma ação movida pela Sociedade Rural Brasileira (SRB) contra lei de 1971 que rege o tema, e acolheram o processo da Advocacia-Geral da União (AGU) que pedia sua validação.

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O julgamento havia sido suspenso em março por pedido de vista do ministro Alexandre de Moraes, que reajustou seu voto, inicialmente contrário às restrições. Em seu voto atualizado, proferido nesta quinta-feira (23), Moraes disse que as restrições são necessárias para salvaguardar a soberania nacional e minerais críticos.

Também votaram nesse sentido o relator, Marco Aurélio Mello (aposentado), Flávio Dino, Cristiano Zanin, Kássio Nunes Marques, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Dias Toffoli e Edson Fachin.

O centro da controvérsia estava em definir se as empresas com capital majoritariamente estrangeiro devem se submeter às mesmas restrições impostas às empresas estrangeiras. De acordo com a lei questionada, as duas situações recebem o mesmo tratamento jurídico, o que foi contestado pela SRB.

Ao longo dos debates, ministros destacaram que praticamente todos os países do mundo têm algum controle sobre a aquisição de terras rurais por estrangeiros. Também consideraram que, apesar de ter sido editada antes de 1988, ela é compatível com a Constituição e necessária para proteger a soberania nacional.

“A lei não é anacrônica, pelo contrário”, disse o ministro Flávio Dino. “A apropriação de bases físicas dos países constitui uma dimensão fundamental da defesa da soberania, seja por conta dos recursos naturais, hídricos e os recursos do subsolo”, acrescentou.

Entre as restrições, está a exigência de autorização do Incra para aquisição de terras de até 100 módulos e aprovação do Congresso para compra de terras com mais de 100 módulos. O módulo é uma unidade medida em hectares, que varia para cada município.

Segundo o Incra, há 700 processos em curso e o prazo médio para análise dos pedidos de aquisição de terras é de seis meses.

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Governo quer usar lucro da alta do petróleo para reduzir impostos de combustíveis


Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

O governo federal enviou nesta quinta-feira (23) ao Congresso o Projeto de Lei Complementar 114 de 2026, que cria um mecanismo para reduzir tributos sobre combustíveis caso haja aumento de arrecadação com receitas do petróleo. A proposta foi apresentada pelo líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta.

Pouco antes das 16h, o Ministério da Fazenda tinha anunciado que a medida envolveria novos cortes diretos de impostos. No entanto, o ministro Dario Durigan corrigiu a informação.

“Não estamos fazendo anúncio de redução tributária de nenhum tributo, e, sim, de um mecanismo discutido com o Congresso para minorar o impacto da guerra”, declarou o ministro, em referência aos efeitos do conflito no Oriente Médio sobre os preços de combustíveis.

Proposta

A proposta prevê que receitas extraordinárias provenientes do petróleo, como royalties e venda de petróleo do pré-sal, sejam usadas para compensar reduções de impostos sobre combustíveis.

Poderiam ser abatidas as alíquotas do Programa de Integração Social (PIS), da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre diesel, gasolina, etanol e biodiesel.

A proposta inicial prevê duração do regime enquanto durar a guerra no Oriente Médio. Assim que for constatado aumento de receitas, o presidente da República poderá editar um decreto com desonerações de combustíveis.

As reduções de tributos valeriam por dois meses, com revisões após o fim do período.

Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, isso permitirá a manutenção da neutralidade fiscal, sem impacto para as contas públicas.

“Se houver aumento extraordinário da receita, esse aumento servirá de compensação para redução de tributos aplicáveis a esses combustíveis”, afirmou Moretti.

De acordo com o ministro, a cada redução de R$ 0,10 nos tributos sobre a gasolina, por um período de dois meses, o impacto estimado é de R$ 800 milhões.

Articulação

A articulação política para a efetivação da medida envolve o Congresso Nacional. O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que o tema será discutido na próxima terça-feira com líderes da Câmara.

Segundo ele, o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, demonstraram apoio à proposta.

Medidas recentes

Nos últimos meses, o governo tem adotado medidas para conter a alta dos combustíveis. Entre elas, a desoneração do PIS/Cofins sobre o diesel e a concessão de subsídios que chegaram a R$ 1,52 por litro para o diesel importado e a R$ 1,12 por litro para o nacional.

Segundo a Petrobras, os tributos federais representam cerca de R$ 0,68 do valor final ao consumidor, no cálculo que considera um preço médio de R$ 6,77 o litro.

Atualmente, o diesel e o biodiesel estão com PIS e Cofins zerado. A gasolina e o etanol, no entanto, continuam com a mesma tributação de antes do início da guerra.

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