sexta-feira, março 27, 2026

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Goiás se firma como 5º maior produtor de leite


Goiás alcançou 1,4 milhão de vacas ordenhadas e 2,9 bilhões de litros de leite produzidos em 2024, segundo a edição de novembro do informativo Agro em Dados, elaborado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) com base em dados do IBGE. O documento afirma que o estado “se posiciona como o quinto maior produtor de leite do país no período”.

O município de Orizona lidera a produção estadual, com “39,5 mil vacas ordenhadas e 124,5 milhões de litros de leite produzidos”, seguido por Piracanjuba e Bela Vista de Goiás, ambos com volumes superiores a 80 milhões de litros anuais. Rio Verde e Jataí também mantêm participação relevante, superando 70 milhões de litros. Luziânia aparece com o segundo maior número de vacas ordenhadas, “33,7 mil cabeças”, mas ocupa apenas a 12ª posição em produção, alcançando 50,7 milhões de litros, desempenho que indica rendimento médio menor que o observado nos municípios líderes.

O informativo destaca ainda o impacto das condições de mercado sobre o setor. A Embrapa Gado de Leite aponta que a diferença nos preços internacionais tem favorecido o avanço das importações brasileiras. A remuneração ao produtor caiu na Argentina de “US$ 0,42 para US$ 0,36 por litro”, enquanto Uruguai e Brasil registraram médias de “US$ 0,43 e US$ 0,47”, respectivamente. Esse cenário impulsionou as compras externas, que passaram de 19,2 mil toneladas em agosto para 23,3 mil toneladas em setembro, alta de 20%. No período, “66,1% do volume total importado foi proveniente do território argentino”.

Ainda segundo a Embrapa, o aumento surpreendeu o mercado, que projetava retração das importações no segundo semestre diante da queda dos valores internos e da elevação da produção nacional, que vem criando “uma oferta adicional ainda não acompanhada pelo consumo doméstico”. Em setembro, Goiás exportou 3,5 toneladas de leite condensado para a Argentina e importou 62,4 toneladas de soro de leite.





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Compras de soja da China ficam abaixo do previsto e colocam em risco acordo com EUA


soja - grãos
Colheita de soja | Foto: Wenderson Araujo/Trilux

A trégua comercial firmada no fim de outubro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês Xi Jinping já dá sinais de fragilidade. É o que indica uma análise publicada pela agência Dow Jones, destacando que as duas potências intensificam movimentos internos para reduzir vulnerabilidades, e que parte dos compromissos assumidos pode não ser cumprida.

Segundo dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), a China comprou apenas 332 mil toneladas de soja norte-americana desde o final de outubro. O volume representa menos de 3% do que Washington afirma ter sido prometido por Pequim até janeiro. A retomada das compras era considerada um dos pilares do acordo após meses de tensão na disputa transpacífica.

Apesar do sinal de alerta, especialistas ouvidos pela publicação afirmam que ainda é cedo para considerar um colapso da trégua. Daniel Kritenbrink, sócio da consultoria The Asia Group e ex-secretário assistente de Estado para Assuntos do Leste Asiático e Pacífico, lembra que ambos os lados já mostraram disposição de “causar dor” quando necessário, o que, na visão dele, pode levar à cautela para evitar escaladas desnecessárias.

Medidas internas alimentam tensão

Enquanto o ritmo das compras chinesas frustra expectativas, China e EUA avançam em estratégias próprias para reduzir dependências, o que pode gerar novos atritos nos próximos meses.

Do lado chinês, embora Pequim tenha concordado em suspender a ampliação dos controles de exportação sobre terras raras, o Ministério do Comércio está acelerando contratações no maior ritmo desde 2002 para reforçar a fiscalização dessas restrições, segundo Jack Burnham, analista da Foundation for Defense of Democracies.

Nos Estados Unidos, o governo avança em frentes paralelas. Washington firmou parcerias com Malásia e Austrália no setor de terras raras, adquiriu participações em empresas estratégicas como a MP Materials e segue buscando novas rotas de suprimento.

Com cada país fortalecendo sua resiliência interna, especialistas alertam que o cenário pode reacender a pressão sobre commodities agrícolas, especialmente a soja, peça central na relação comercial entre as duas maiores economias do mundo.

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Novo seguro rural premia produtores de soja que adotam manejo sustentável



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) começou a testar um novo modelo de seguro rural que leva em conta as práticas de manejo adotadas pelo produtor. A iniciativa, inédita no país, está em fase piloto e começou pela cultura da soja no Paraná. Ao todo, 29 áreas, somando cerca de 2,4 mil hectares, aderiram ao programa e já contrataram apólices com diferentes percentuais de subvenção, que variam conforme o cuidado com o solo.

A ferramenta faz parte do Zoneamento Agrícola de Risco Climático em Níveis de Manejo (ZarcNM) e utiliza metodologia desenvolvida pela Embrapa. O sistema classifica cada talhão em quatro níveis, considerando indicadores claros e auditáveis. Quanto melhor o manejo, maior a subvenção paga pelo governo no seguro rural.

Como funciona o novo modelo

As áreas participantes foram distribuídas nos quatro níveis previstos pelo ZarcNM:

  • 5% atingiram o Nível 4, o mais alto, que dá direito à subvenção de 35%.
  • 27% ficaram no Nível 3, com 30% de subvenção.
  • 57% se enquadraram no Nível 2, recebendo 25%.
  • 11% permaneceram no Nível 1, com o índice padrão de 20% do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Segundo o diretor de Gestão de Riscos do Mapa, Diego Almeida, a tendência é que esse modelo se torne permanente. A expansão deve começar por outros estados produtores de soja e, depois, avançar para o milho. Para ele, a mudança ajuda a corrigir um problema histórico do seguro rural: a dificuldade de avaliar o risco climático de forma individualizada, por talhão.

Por que o manejo pesa tanto no risco climático

De acordo com o pesquisador José Renato Bouças Farias, da Embrapa Soja, propriedades com manejo mais eficiente são menos vulneráveis à seca. Práticas conservacionistas, como manter o solo protegido e aumentar sua capacidade de infiltração, reduzem o risco de perdas e garantem maior disponibilidade de água para as plantas.

“As melhorias no manejo do solo aumentam a produtividade, diminuem o impacto da seca e ainda favorecem a conservação ambiental”, afirma Farias.

Ele lembra que a maior parte das áreas de soja no Brasil não é irrigada e depende diretamente da chuva e da umidade armazenada no solo. Por isso, investir em técnicas que ampliem essa reserva hídrica se torna essencial diante das mudanças climáticas.

Tecnologia para avaliar cada talhão

Para classificar os níveis de manejo, o projeto usa seis indicadores, entre eles:

  • tempo sem revolvimento do solo;
  • cobertura de palhada antes do plantio;
  • diversificação de culturas;
  • análises químicas do solo, como cálcio, saturação por bases e alumínio.

A avaliação é feita por meio do Sistema de Informações de Níveis de Manejo (SINM), plataforma digital da Embrapa Agricultura Digital, que cruza análises laboratoriais com imagens de sensoriamento remoto. Isso permite identificar, por exemplo, áreas bem manejadas ao lado de talhões com sinais de erosão, que automaticamente recebem notas menores.

“O sistema consegue diferenciar claramente propriedades vizinhas com condições bem distintas”, explica o pesquisador Eduardo Monteiro, coordenador da Rede Zarc de Pesquisa.

Produtores veem o programa como reconhecimento

Para cooperativas que atuam no Paraná, como a Coocamar, o ZarcNM atende a uma demanda antiga do setor: reconhecer financeiramente quem investe no solo.

O gerente executivo técnico da cooperativa, Renato Watanabe, afirma que produtores com manejo adequado, mesmo em solos arenosos, tendem a resistir melhor à seca. Já áreas com rotação limitada, como apenas soja e milho, ficam mais vulneráveis.

O cooperado José Henrique Orsini, de Floresta (PR), aprovou a iniciativa. Ele costuma usar braquiária após a colheita da soja para formar palhada e melhorar o solo. Neste ano, ficou no Nível 2, com 25% de subvenção, mas afirma que uma pequena mudança no sistema — como integrar culturas no inverno — já o levaria ao Nível 3.

Outro produtor, José Rogério Volpato, alcançou o Nível 3 graças ao uso de integração lavoura-pecuária e do consórcio milho–braquiária. Ele cultiva solos arenosos e afirma que as práticas ajudam a manter estabilidade produtiva, mesmo em anos de veranico.

Nos talhões onde há braquiária, a raiz profunda rompe camadas compactadas, melhora a infiltração da água da chuva, reduz a erosão, aumenta matéria orgânica e cria um microclima mais favorável ao desenvolvimento da soja.

Próximos passos

O projeto-piloto foi regulamentado pela Instrução Normativa nº 2/2025, publicada em julho. Para a fase inicial, o governo destinou R$ 8 milhões ao programa.

A expectativa do Ministério da Agricultura é que, após os ajustes finais, o novo modelo seja adotado em escala nacional, premiando quem transforma práticas sustentáveis em resiliência e produtividade no campo.



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Para evitar impasses, COP30 monta força-tarefa para fechar acordos


A presidência da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) anunciou na segunda-feira (17) que montou uma força-tarefa entre os negociadores dos países participantes para acelerar as discussões e definir um conjunto de medidas, no que está sendo chamado de Pacote de Belém.

A ideia é que o pacote seja aprovado em duas etapas: a primeira sendo finalizada para aprovação ainda na plenária de quarta-feira (19), dois dias antes do encerramento oficial da conferência; e a segunda para ser concluída na sexta-feira (21), data final do evento.

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A metodologia de trabalho foi comunicada em carta enviada às partes pelo presidente da COP30, André Corrêa do Lago, nesta semana decisiva do evento – que ocorre pela primeira vez na Amazônia – quando ministros dos diferentes governos estão na capital paraense com poder político para fechar possíveis acordos.

“Trabalhemos lado a lado, em modo de força-tarefa, para implementar o Pacote de Belém: com rapidez, equidade e respeito por todos. Aceleremos o ritmo, superemos as divisões e foquemos não no que nos separa, mas no que nos une em propósito e humanidade”, diz um trecho da carta do embaixador.

“O mundo observa não só o que decidimos, mas como decidimos: se o nosso processo reflete confiança, generosidade e coragem. Mais importante ainda, o mutirão pode demonstrar a nossa capacidade de trabalhar em conjunto para responder à urgência”, declara outro trecho do documento.

Pacote de Belém

Os itens do pacote que podem ter suas decisões antecipadas incluem o Objetivo Global de Adaptação (GGA, na sigla em inglês), o programa de trabalho sobre transição justa, planos nacionais de adaptação, financiamento climático, programa de trabalho sobre mitigação, assuntos relacionados à Comissão Permanente de Finanças, ao Fundo Verde para o Clima e ao Fundo Global para o Meio Ambiente e orientações ao Fundo para Resposta a Perdas e Danos.

Também estão incluídos nesse primeiro pacote relatório e assuntos relacionados ao Fundo de Adaptação, Programa de Implementação de Tecnologia e assuntos relacionados ao Artigo 13 do Acordo de Paris, que trata dos relatórios de transparência das ações climáticas.

“O que a presidência propôs e as partes aceitaram é tentar concluir esse primeiro pacote de decisões até quarta-feira à noite. E, com isso, nós mostraremos que o multilateralismo pode gerar entregas e entregas antes mesmo do prazo final”, destacou a diretora do Departamento de Clima do Ministério das Relações Exteriores (MRE), embaixadora Liliam Chagas.

Além desses itens que estão já consolidados na Agenda de Ação da COP30, há um conjunto de quatro temas, que incluem o apelo por ampliação das metas climáticas – as Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs, na sigla em inglês) -, o financiamento público de países desenvolvidos a países em desenvolvimento, medidas unilaterais de comércio (imposição de tarifas) e relatórios biaunais de transparência.

Esses pontos, em conjunto, também estão sendo chamados de mutirão de Belém. O segundo pacote tratará de outras questões técnicas. Ao todo, a Agenda de Ação da COP30 tem cerca de 145 itens.

Para viabilizar a força-tarefa, a presidência da COP30 vai pedir autorização à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC, na sigla em inglês) para estender o horário de funcionamento da conferência, por tempo indeterminado.

“Cada grupo decidirá quanto tempo precisa para avançar com o trabalho em andamento”, disse Liliam Chagas.

“Essa ideia surgiu do clima criado na primeira semana, e as partes [países] propuseram isso ao presidente, que seria possível. Então, repito, essa ideia surgiu dessas conversas com as partes, não foi algo que definimos”, reforçou Corrêa do Lago, presidente da conferência em Belém.

Reações

Organizações da sociedade civil que acompanham as negociações avaliaram positivamente o anúncio do pacote de decisões que pode antecipar acordos na COP30.

“O anúncio do pacote político a ser negociado, chamado de ‘mutirão’, nos traz esperança. O plano de resposta global à lacuna de ambição e os ‘mapas do caminho’ para proteção das florestas e para eliminação gradual dos combustíveis fósseis estão na mesa após muitos países demonstrarem apoio na semana passada, dentro e fora das salas de negociação”, afirmou a especialista em política climática do Greenpeace Brasil, Anna Cárcamo.

Segundo a especialista, opções sobre o aumento e o acompanhamento do financiamento público de países desenvolvidos, incluindo pelo menos triplicar investimentos para adaptação até 2030, também estão na mesa: “Porém, o conteúdo de tal pacote ainda está em aberto, incluindo opções mais ambiciosas e outras mais fracas”, completou Anna.

Para a WWF, o mutirão decisório anunciado nesta segunda-feira sugere que as negociações estão em ritmo satisfatório, embora ainda esteja em aberto o conteúdo que será, de fato, pactuado de forma consensual entre as partes.

“O anúncio feito hoje pela Presidência da COP sobre o avanço de dois pacotes de negociação é uma evidência encorajadora de progresso. Uma liderança política decisiva será necessária para retomarmos o caminho rumo ao limite de temperatura de 1,5°C estabelecido pelo Acordo de Paris”, observou Manuel Pulgar-Vidal, líder global de Clima e Energia do WWF.



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muito discurso, pouco dinheiro e zero consenso


Há mais de trinta anos o mundo repete o mesmo ritual, líderes chegam às COPs fazendo discursos grandiosos, prometem defender florestas, financiar a transição energética e ajudar quem mais sofre com o clima extremo. Mas basta olhar o saldo de três décadas para perceber a verdade desconfortável, o que se multiplica são as metas, não o dinheiro.

A COP 30, em Belém, expôs esse fosso com clareza. E nesta quarta-feira(19/11), Lula aterrissa na cidade para tentar o que parece impossível: costurar um acordo final sem dissidências num ambiente em que ninguém quer abrir o bolso.

A linha do tempo da frustração

  • 2009 — Copenhague: a promessa dos US$ 100 bilhões por ano nasce. Nunca entregue no prazo.
  • 2015 — Paris: metas elegantes, mas financeiramente vagas.
  • 2022 — COP 27: cria-se o Fundo de Perdas e Danos com valores simbólicos.
  • 2024 — COP 29: o mundo eleva a ambição para US$ 300 bilhões/ano até 2035, quando o necessário são trilhões.
  • 2025 — Belém: o Brasil tenta liderar a convergência — mas encontra mais ruído do que consenso.

E justamente na COP que o país sediou, veio a frase que incendiou os bastidores.

A declaração que abalou a diplomacia

Durante sua passagem por Belém, o chanceler alemão Friedrich Merz resumiu em uma linha aquilo que muitos negociadores diziam em privado: “Fiquei aliviado ao deixar Belém. Faltou clareza, faltou ambição e faltou compromisso real com financiamento climático.”

A fala repercutiu porque capturou o clima da conferência: muita expectativa, muita conversa… e pouquíssimo avanço concreto. Para diplomatas, a mensagem foi direta: as potências estão cansando de negociações travadas, o consenso está longe, e o Brasil enfrenta o desafio de unir quase 200 países que discordam sobre tudo — especialmente sobre dinheiro.

Merz acabou dizendo em voz alta o que muitos só comentavam nos corredores: ninguém quer pagar, mas todos querem sair bem na foto.

Os números:

A matemática é implacável:

O planeta precisa de US$ 6,3 trilhões por ano para manter o Acordo de Paris vivo.

  • Em 2023, só US$ 1,9 trilhão foram mobilizados.
  • Em 2024, o mercado despejou US$ 800 bilhões em combustíveis fósseis — mais para a crise do que para a solução.
  • Países pobres já acumulam US$ 400 bilhões em perdas climáticas por ano.

Ou seja: não existe financiamento climático em escala real. Não ainda.

As quatro forças que bloqueiam tudo

Países ricos: admitem a responsabilidade histórica, mas entregam menos do que prometem.

  • Emergentes:
    dizem que ainda têm milhões de pessoas pobres — e não podem arcar com a conta sozinhos.
  • Produtores de petróleo e gás:
    resistem a qualquer compromisso que limite seus combustíveis.
  • Países vulneráveis:
    pedem ajuda imediata, mas recebem migalhas e muita burocracia.

É exatamente essa paralisia que o comentário de Merz expôs ao mundo: “Não falta ciência. Falta coragem para decidir.”

A COP 30 é decisiva porque o tempo simplesmente acabou. E Lula chega a Belém com o desafio mais complexo da diplomacia moderna: construir consenso num mundo que já não consegue concordar nem sobre a urgência da vida na Terra. Mas a realidade é incontornável: Salvar o planeta custa caro. Não salvá-lo custará muito mais.

Enquanto quase 200 países discutem quem paga a conta, o planeta segue esquentando —
e a COP 30 corre o risco de entrar para a história como mais um capítulo da equação que ameaça o futuro: Muita conversa, pouco dinheiro e nenhum consenso.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Levantamento indica avanço desigual da semeadura



O índice permanece abaixo do registrado


O índice permanece abaixo do registrado
O índice permanece abaixo do registrado – Foto: Foto: Gessi Ceccon

O ritmo de plantio de soja no Brasil mostra avanço constante, mas ainda distante do comportamento observado em temporadas recentes, com diferenças marcantes entre as regiões produtoras. Segundo levantamento da DATAGRO Grãos, a semeadura da safra 2025/26 atingiu 57,6% da área projetada, após crescimento de 11,1 pontos percentuais na semana encerrada em 7 de novembro.

O índice permanece abaixo do registrado no mesmo período da safra 2024/25, quando os trabalhos somavam 67,9%, e também inferior à média dos últimos cinco anos, de 64,1%. Mesmo com o atraso nacional, alguns estados conseguem sustentar evolução mais firme. Paraná e Mato Grosso ganharam ritmo na última semana e alcançaram 87% da área estimada, enquanto a média plurianual para esses estados estava em 86,6% e 90,4%.

Nos demais estados do Sul, o andamento mais lento reduz a recuperação do ritmo tradicional. Santa Catarina atingiu 23% da área prevista e o Rio Grande do Sul chegou a 16%, refletindo condições locais menos favoráveis. Em Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, os trabalhos avançaram para 54%, 30% e 86%, respectivamente, mantendo o cenário desigual entre regiões.

O Matopiba também apresenta desempenho variado. Bahia e Tocantins seguem à frente da média de cinco anos, enquanto Maranhão e Piauí registram atrasos, influenciados pelo início irregular das chuvas e pela abertura mais lenta das janelas de plantio. O conjunto dos dados mostra que, embora algumas áreas tenham ganho tração, o país ainda opera abaixo do ritmo historicamente observado para este período da temporada.

 





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Pessimismo sobre corte de juros nos EUA pressiona moedas globais; ouça os destaques do dia


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que o pessimismo sobre corte de juros nos EUA pressionou bolsas e moedas globais, com destaque para queda de mais de 1% em NY.

A valorização do dólar afetou o real, que fechou acima de R$ 5,30, e o Ibovespa perdeu o nível dos 157 mil pontos.

Hoje, atenção ao IPC, IGP-M prévio e bateria de indicadores americanos que devem calibrar expectativas para os juros.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Indústria reduz compras e tecnologia sustenta citricultura



O avanço tecnológico na citricultura se tornou determinante


O avanço tecnológico na citricultura se tornou determinante
O avanço tecnológico na citricultura se tornou determinante – Foto: Pixabay

A lentidão recente no comércio internacional de suco de laranja pressiona o setor a rever estratégias e ajustar o planejamento para o restante do ciclo. A partir desse movimento, indústrias avaliam estoques, revisam contratos e adotam postura mais cuidadosa na compra da fruta diante de demanda moderada e volatilidade logística.

Consultorias do setor apontam que a instabilidade cambial e a dificuldade de prever o ritmo dos embarques aumentam a incerteza entre produtores, que precisam redimensionar volumes colhidos e negociar em um mercado interno mais sensível a oscilações.

Especialistas destacam que o avanço tecnológico na citricultura se tornou determinante para sustentar produtividade e manter o país em posição de liderança global. Em análise de representantes da GIROAgro, o uso de fertilizantes líquidos de alta concentração aparece como ferramenta decisiva para melhorar desempenho das plantas e contribuir para o controle de problemas fitossanitários, contexto no qual estão inseridas as declarações do executivo da empresa.

“O manejo adequado por meio da utilização de fertilizantes líquidos é o ponto de partida para obter produtividade, qualidade e rentabilidade. Quando aplicados de forma eficiente, os fertilizantes melhoram o desempenho das plantas e ajudam a controlar problemas fitossanitários, garantindo frutos de excelência e fortalecendo a imagem do Brasil como líder mundial na produção de cítricos”, destaca Leonardo Sodré, CEO da GIROAgro.

A avaliação também aponta que tecnologias de manejo nutricional ajudam a reduzir a exposição dos produtores às oscilações de preços e às limitações do mercado doméstico. O setor projeta que práticas mais eficientes podem amortecer os efeitos da retração nas exportações ao longo do ciclo e reforçar a estabilidade produtiva.

 





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Temporais e trovoadas são previstos para 3 regiões brasileiras hoje



A terça-feira (18) será de tempo instável, com chuvas fortes, risco de temporais e trovoadas no Sul, Sudeste e Norte. Já no Centro-Oeste, precipitações intensas também não estão descartadas, enquanto o Nordeste convive com altas temperaturas e clima mais seco. Confira:

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Sul

A presença de área de baixa pressão entre a costa da Região Sul e Sudeste deve favorecer o tempo instável no norte gaúcho, em todo o estado catarinense e na metade sul e leste do Paraná, com pancadas de chuva moderadas a fortes e risco de temporais em alguns pontos isolados. Em território paranaense, o deslocamento da frente também mantém o tempo instável na região.

Sudeste

A frente fria segue se deslocando pelo estado de São Paulo, provocando pancadas de chuva moderadas a fortes, com trovoadas e risco de temporais em alguns pontos isolados, principalmente em áreas do sul, litoral, nordeste e interior do estado. No sul de Minas Gerais, há chance de chuvas mais isoladas pela manhã e de fraca intensidade. Com o deslocamento da frente fria, as instabilidades também avançam por boa parte da metade sul de Minas, áreas do Triângulo e leste mineiro, além do Rio de Janeiro, provocando pancadas moderadas a fortes, com raios e trovoadas. No sul do Espírito Santo, há chance de chuva à noite. As temperaturas diminuem em grande parte do estado paulista e no sul de Minas.

Centro-Oeste

As instabilidades seguem ocorrendo em Mato Grosso do Sul, desde a madrugada e ao longo da manhã, diminuindo até o início da tarde, quando o tempo deve ficar mais firme. Em Mato Grosso, pancadas de chuva pela madrugada e manhã até a tarde no norte do estado, se estendendo para áreas mais ao oeste ao longo do dia; no sudeste, algumas instabilidades também avançam. Já em Goiás, as pancadas de chuva ficam mais concentradas na metade sul do estado, com pancadas moderadas a fortes e trovoadas. Nas demais áreas, o tempo segue mais firme ao longo do dia.

Nordeste

O tempo segue firme pela região e há chance de chuva apenas em áreas do interior do Maranhão e do Piauí, de maneira mais fraca e isolada. As temperaturas seguem elevadas pela região, com máxima de 36°C em Piauí. A umidade do ar segue baixa pelo interior nordestino.

Norte

As pancadas de chuva ganham força novamente em grande parte do Amazonas, com pancadas moderadas a fortes e risco de temporais em alguns pontos. No Acre, Rondônia e Roraima, as pancadas de chuva aumentam e pode chover de maneira moderada. Já no Amapá e no sudoeste do Pará, as instabilidades seguem ocorrendo, enquanto boa parte do Pará e do Tocantins se mantém com tempo mais seco e firme.



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