sexta-feira, março 27, 2026

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‘Mudança do clima é assunto do presente, não do futuro’, diz ex-ministra do Meio Ambiente



A COP30, em Belém, tem ampliado o espaço para discutir agricultura, clima e segurança alimentar. Diante disso, a COPTV do Agro, transmitida pelo Canal Rural, se tornou um dos principais pontos de encontro dessas agendas. Nesta terça-feira (18), um dos assuntos em destaque foi o papel estratégico da agricultura tropical no enfrentamento das mudanças climáticas.

Sobre este assunto, o secretário-executivo do Consórcio Amazônia Legal, Marcello Brito, conversou com a ex-ministra do Meio Ambiente e co-presidente do painel internacional de recursos naturais da Organização das Nações Unidas (ONU), Izabella Teixeira, que destacou a conferência como uma virada no debate climático.

Para ela, as mudanças do clima deixaram de ser um tema de futuro e passaram a exigir soluções imediatas — e muitas delas já vêm da agropecuária brasileira. “A agricultura tropical chega a esta COP com soluções concretas, capazes de transformar o debate sobre segurança alimentar e clima”, afirmou.

Agricultura na centralidade do debate

A ex-ministra avaliou que esta é uma das edições da COP com maior presença de discussões sobre agricultura, pecuária regenerativa e restauração florestal. Segundo ela, o Brasil “chegou chegando”, apresentando tecnologias e práticas que unem produtividade, conservação e redução de emissões.

Teixeira citou avanços ligados à remoção de carbono — tanto pela restauração florestal quanto por tecnologias como pó de rocha — e destacou que produtores, indústrias e países parceiros têm participado de forma mais ativa. “Nunca vi tantos debates envolvendo agricultura, tecnologia, pequenos produtores, indústria e a comunidade internacional”, disse.

Ela também destacou o papel da agricultura tropical como diferencial competitivo. Para a ex-ministra, o reconhecimento global dessa categoria, distinta da agricultura de clima temperado, representa uma conquista importante para o Brasil.

Negociações, financiamento e regulação

A diplomacia brasileira, segundo a representante da ONU, atua em um ambiente de alta complexidade, marcado por temas estruturantes para o futuro das políticas climáticas. Entre os assuntos em negociação, ela citou financiamento climático, indicadores de adaptação e mitigação, transparência e a discussão sobre a eliminação progressiva de combustíveis fósseis.

Teixeira reforçou que a regulação será determinante para acelerar ou atrasar a transição. Como exemplo, mencionou a discussão global sobre o binômio clima–comércio, vista por ela como oportunidade para enfrentar barreiras protecionistas e alinhar critérios ambientais ao comércio internacional.

Tecnologia, competitividade e renda no campo

Além disso, a ex-ministra destacou a combinação entre tecnologia, conhecimento do produtor e inteligência da natureza como base para um novo padrão de segurança alimentar. Para ela, temas como bioenergia, biofertilizantes, uso de pó de rocha e sistemas integrados devem ganhar espaço na estratégia de descarbonização da produção.

Teixeira ressaltou ainda que a transição climática precisa ser acompanhada por ganhos econômicos para o produtor. “O agricultor tem que conseguir descarbonizar, aumentar produtividade, renda e garantir mercado. As novas tecnologias precisam ser viáveis no campo”, afirmou.

Ela mencionou também o lançamento da carne neutra (Net Zero), desenvolvido pela Embrapa em parceria com o setor privado, como exemplo de como empresas começam a pautar novas soluções baseadas em tecnologia e rastreabilidade.

Desmatamento, futuro da agricultura e pós-Belém

Ao final, Izabella Teixeira defendeu que a agricultura brasileira deve continuar avançando com responsabilidade ambiental, reforçando o compromisso histórico do setor de não pactuar com desmatamento ilegal. Para ela, o pós-Belém será decisivo para consolidar a agricultura tropical como referência global em segurança alimentar, mitigação de emissões e inovação tecnológica.

“O Brasil tem condições de pautar uma nova agenda global. A agricultura tropical existe, é competitiva e pode conduzir soluções para segurança tecnológica, climática e energética”, afirmou.



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Presidência da COP30 apresenta documento para destravar negociações



A presidência da COP30 montou uma força-tarefa que virou noite para avançar nas negociações e conseguiu entregar, nas primeiras horas da manhã, um documento aguardado pelas delegações. O rascunho funciona como uma bússola para destravar os pontos mais críticos das conversas climáticas e orientar a construção do texto final da conferência.

O material, entregue por volta das 7h, atende a um pedido formal dos negociadores e foi estruturado pela equipe liderada pelo presidente da COP30, o embaixador André Corrêa do Lago, e pela CEO do evento, Ana Toni.

Dois pacotes para avançar

A estratégia da presidência foi dividir os temas em dois blocos. O primeiro reúne quatro temas considerados mais espinhosos:

  • Verbas climáticas estatais: financiamento público destinado ao enfrentamento das mudanças climáticas;
  • Metas de corte de emissões (NDCs): contribuição individual dos países para reduzir emissões, revisitado periodicamente;
  • Tributação de mercadorias poluentes: cobrança sobre produtos considerados não sustentáveis em seus processos produtivos;
  • Prestação de contas dos países da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC): relatórios bienais obrigatórios apresentados pelas nações-membro

A intenção é que esse primeiro pacote seja votado e aprovado já nesta quarta-feira (19). O segundo agrupamento, com temas considerados acessórios, mas igualmente relevantes, deve ser concluído até sexta-feira (21).

Oceanos e florestas nas discussões da COP30

Além das negociações, o oitavo dia da COP30 tem foco temático em oceanos e florestas, ecossistemas vitais para o equilíbrio climático. Entre os debates previstos estão justiça socioambiental, participação da juventude, proteção dos mares e restauração de sistemas florestais, com destaque para o protagonismo de comunidades locais e povos indígenas.

Tanto na Blue Zone, onde ocorrem decisões oficiais, quanto na Green Zone, espaço destinado à sociedade civil e instituições, o tema central é a Amazônia. O bioma é tratado como vetor essencial para a estratégia global de mitigação e adaptação climática a longo prazo.

Presidência da COP30 apresenta documento para destravar negociações e acelerar avanço dos acordos climáticos



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Brasil exporta tecnologias agrícolas sustentáveis à América Latina e Caribe



A Plataforma da América Latina e do Caribe para Ação Climática na Agricultura (Placa), iniciativa criada durante a COP25, em Madrid, em 2019, conta atualmente com 18 países-membros, representados pelos seus respectivos Ministérios da Agricultura e Meio Ambiente.

De acordo com a diretora de Programas da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) para América Latina e Caribe, Maya Takagi, que está apresentando a iniciativa na COP30, em Belém, a plataforma tem sido útil para as nações que a integram compartilharem suas iniciativas, dúvidas e necessidades. Assim, a ideia é que aprendam uns com os outros em um espaço de cooperação regional.

Como exemplo de tecnologia que o Brasil exportou para os demais países da região, a diretora conta o caso das cisternas de placa para consumo de água e produção agrícola, usadas no semiárido. “Temos vários países avançando na construção de cisternas porque é uma tecnologia social e sustentável que capta a água da chuva, que poderia não ser usada […], para ser usada ao longo do ano, quando se necessita, quando não há chuva.”

De acordo com ela, a recuperação de terras degradadas é outro exemplo que o Brasil está dando aos países da região, mas também aos demais.

Maya destaca, ainda, que as economias da América Latina e do Caribe dependem, majoritariamente, da agricultura e, assim, tem o potencial de levar boas práticas agrícolas a outras partes do globo.

“É uma região que tem muito a mostrar para o resto do mundo como a agricultura, como o setor de alimentos, pode ter um impacto positivo para a adaptação, para a construção de uma sociedade resiliente, que se renova e pode se recuperar de crises climáticas […]”.

Maya conta que a FAO tem recebido pedidos de ajuda de países da região que sofrem com secas cada vez mais intensas e regulares. “Perguntam como podemos produzir com menos água, como produzir de maneira sustentável com um recurso tão escasso […]. E ao mesmo tempo ambiente que convivem com inundações”, ressalta.

Agendas da Placa

A presidência da Placa é rotativa e, atualmente, é presidida pelo Peru e copresidida pelo Brasil, sendo coordenada pela FAO. “Organizamos eventos, chamados seminários virtuais, em que convidamos os ministros de Agricultura e Meio Ambiente, áreas técnicas, para compartilhar soluções, por exemplo, na área de resiliência, como transformar a agricultura para que seja mais resiliente, mais adaptada no campo climático”, conta Maya.

Segundo ela, outra agenda da plataforma é a biodiversidade, voltada a debater como a agricultura contribui para mantê-la. “A agricultura tem a possibilidade de atuar de maneira integrada com a preservação florestal, com a preservação de cursos de água, mananciais, bacias hidrográficas e da população que vive nesse entorno.”

A Placa ainda conta com agenda de mitigação e adaptação. “A intenção dessa plataforma é mostrar como a agricultura, construída de forma sustentável, pode reduzir as emissões de gases de efeito estufa, como no caso da pecuária sustentável, na integração da agricultura-floresta, pecuária-floresta, e também no caso de manejo integrado de solos, água e biodiversidade”, detalha a diretora da FAO.

Maya destaca que as tecnologias de sustentabilidade agrícola devem ser adaptadas à realidade de pequenos a grande produtores, visto que ambos sentem os efeitos das mudanças climáticas.



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Programa busca restaurar áreas degradadas e aproxima Brasil do Japão



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apresentou, nesta segunda-feira (17), os avanços do programa Caminho Verde Brasil, que prevê a restauração em larga escala de áreas degradadas no país. A iniciativa conta com R$ 30,2 bilhões destinados à recuperação de terras e foi o destaque de um painel no pavilhão do Japão, durante a COP30, na AgriZone.

O encontro marcou um movimento estratégico para ampliar a cooperação técnica e abrir novas oportunidades de negócios entre Brasil e Japão, especialmente em tecnologias voltadas para agricultura sustentável.

Bioinsumos e práticas sustentáveis

Segundo Vanessa da Fonseca, assessora do Mapa, o programa está em fase de implementação e deve disponibilizar recursos aos produtores em breve, por meio de instituições financeiras. Uma das exigências será a adoção de bioinsumos, prática apresentada durante o painel.

Ela destacou que o Caminho Verde Brasil tem papel central na indução de tecnologias sustentáveis no campo e na meta de recuperar 40 milhões de hectares de pastagens degradadas. “As empresas que desenvolvem essas tecnologias podem participar do programa, inclusive em parceria com agentes financeiros”, afirmou.

Oportunidade no mercado brasileiro

Com forte presença no agronegócio brasileiro, empresas japonesas demonstraram interesse na iniciativa. O Japão, que tem 125 milhões de habitantes, foi o sétimo maior destino das exportações agrícolas brasileiras em 2024, somando mais de US$ 3 bilhões.

A presidente da Ajinomoto do Brasil, Naoko Yamamoto, reforçou a importância da cooperação entre os dois países. Segundo ela, a companhia está no Brasil há quase 70 anos e vê no programa uma oportunidade de contribuir com sua tecnologia em biofertilizantes à base de aminoácidos.

“Participar de um projeto voltado à restauração de áreas degradadas é extremamente relevante para nós”, afirmou.



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Chuva forte atinge várias regiões do país e semana tem alerta para temporais, segundo Inmet



A semana será marcada por chuva forte em várias regiões do Brasil, segundo previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Áreas de instabilidade, frentes frias e umidade elevada vão provocar acumulados expressivos principalmente no Norte, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Já o Nordeste começa a semana com tempo seco em quase todo o território, mas deve registrar mudança a partir de quarta-feira (19).

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Norte terá acumulados acima de 200 mm

A Região Norte concentra as maiores áreas de instabilidade, com destaque para o oeste do Amazonas, Acre e áreas próximas das fronteiras com Rondônia, Pará e Mato Grosso. No Amazonas e Pará, os volumes podem superar 200 milímetros, com pontos mais específicos acima de 150 mm.

Em contrapartida, Amapá, norte do Pará e norte de Roraima terão acumulados baixos, inferiores a 10 mm, com possibilidade apenas de pancadas rápidas. A umidade relativa do ar permanece elevada na maior parte da região, sempre igual ou acima de 50%, exceto no Amapá e norte do Pará, onde os índices podem cair para 30% a partir de terça-feira (12).

No Nordeste, o início da semana será de tempo firme na maioria dos estados. A exceção é a Bahia, que deve registrar chuva recorrente no sul e oeste a partir de quarta-feira (19), com avanço gradual para as demais áreas do estado. Os volumes podem superar 60 mm por dia no interior baiano, e entre 100 e 150 mm em cinco dias no oeste da Bahia e leste do Tocantins.

Piauí e interior de Pernambuco também podem ter pancadas isoladas no fim da semana. Antes disso, a região enfrenta baixos índices de umidade relativa, com valores abaixo de 20% — e, em alguns pontos, até 15% — especialmente no encontro entre Piauí, Ceará, Pernambuco e Bahia.

Centro-Oeste tem temporais no MS e chuva bem distribuída nos demais estados

A semana começa com chuva volumosa no Mato Grosso do Sul, onde os acumulados podem variar entre 100 e 150 mm nesta segunda-feira (17). Em Goiás e Mato Grosso, as precipitações serão mais regulares ao longo da semana, com áreas do norte dos dois estados registrando pontos de chuva forte.

No Distrito Federal, a previsão é de pancadas rápidas, com acumulados mais modestos, entre 20 e 40 mm em cinco dias. A umidade relativa do ar deve iniciar a semana próxima de 50%, caindo gradualmente para a faixa de 30% a 40%, especialmente no centro-sul da região.

Sudeste terá chuva generalizada; volumes acima de 100 mm em MG e RJ

A passagem de uma frente fria provoca chuva em todos os estados do Sudeste nesta semana. São Paulo abre o período com os volumes mais intensos, seguidos por Rio de Janeiro e sul de Minas Gerais. Até o dia 18, MG e RJ concentram os acumulados mais expressivos, que podem superar 100 mm em 24 horas.

O oeste mineiro terá os menores índices de umidade relativa do ar, entre 30% e 40%, enquanto as demais áreas do Sudeste permanecem com níveis próximos de 50%.

Sul recebe chuva forte no início da semana, mas tempo firma depois

No Sul, a chuva se concentra entre segunda (17) e terça-feira (18) devido à passagem de uma frente fria. O Paraná deve registrar os maiores volumes, superando 100 mm no período. A partir de quarta-feira (19), a chuva perde força em toda a região, com apenas ocorrências pontuais e fracas no litoral de Santa Catarina e Paraná.

A umidade relativa do ar no Sul deve variar entre 40% e 50% durante a semana.



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Brasil apresenta primeiro barco-escola movido a hidrogênio verde durante a COP30



A COP30 recebe, pela primeira vez, uma embarcação brasileira movida totalmente a hidrogênio verde. O barco-escola, ancorado no Pará e aberto à visitação, é uma iniciativa do Grupo Náutica em parceria com o Itaipu Parquetec, centro de inovação vinculado à Itaipu Binacional.

A embarcação opera sem combustíveis fósseis e funciona como plataforma de demonstração da tecnologia voltada à transição energética. O objetivo é mostrar, na prática, como o hidrogênio pode substituir diesel, gasolina e outros derivados, reduzindo drasticamente as emissões de carbono.

Tecnologia com emissão zero

O hidrogênio verde é produzido a partir da eletrólise da água, processo que separa hidrogênio e oxigênio utilizando energia limpa. Segundo diretor de tecnologias de Itaipu Parquetec, Alexandre Leite, há duas formas principais de aplicar o gás, diretamente na combustão, substituindo combustíveis fósseis, ou por meio de uma fuel cell (célula a combustível), tecnologia instalada no barco-escola.

Dentro da embarcação, o hidrogênio é convertido em energia elétrica para alimentar o motor e todos os sistemas do navio. O resultado é uma operação 100% limpa. “Se houvesse um cano de escape, o que sairia dele seria apenas água”, explicou um dos responsáveis pelo sistema durante a apresentação.

Além de reduzir emissões de CO₂, a tecnologia evita vazamentos de óleo e diesel, problema recorrente em rios, lagos e oceanos.

Próximos passos da inovação

O projeto apresentado na COP30 marca apenas o início da expansão tecnológica planejada pelo Grupo Náutica.

“Começamos com esse barco que tem hotelaria inteira tocada por hidrogênio, com as baterias de hidrogênio. Em janeiro de 2026, esse barco vai se mover com o hidrogênio e em 2027 iremos fabricar o hidrogênio numa embarcação maior que essa, ela tem 50 m e vai funcionar como se fosse um posto de gasolina dentro do barco”, explica o presidente do Grupo Náutica, Ernani Pacionick.

Para os idealizadores, demonstrar a viabilidade da solução é fundamental para abrir caminho à adoção em larga escala. “Se conseguimos aplicar essa tecnologia em um navio, caminhões e outros meios de transporte também podem avançar nesse sentido”, destacaram.

Porto de Paranaguá

Durante a COP30, o Porto de Paranaguá recebeu o selo prata de sustentabilidade concedido pelo Ministério de Portos e Aeroportos, reconhecimento atribuído às boas práticas ambientais, sociais e de governança.

O porto já capacita funcionários para operar e incentivar o uso de combustíveis alternativos na navegação. Profissionais passaram por treinamentos da Lloyd’s Maritime Academy, instituição britânica especializada no setor. O objetivo é preparar o país para receber navios com menor emissão de gases poluentes e apoiar a transição para métodos de propulsão sustentáveis.

Um novo capítulo para a navegação brasileira

A chegada do barco-escola movido a hidrogênio à COP30 simboliza um avanço estratégico para o Brasil. O país começa a ocupar posição de destaque global na adoção de tecnologias de baixo carbono aplicadas ao transporte naval, setor historicamente dependente de combustíveis fósseis.

A iniciativa reúne inovação, pesquisa e políticas sustentáveis, apontando caminhos reais para reduzir emissões e construir uma mobilidade mais limpa. Nas águas da Amazônia, o projeto mostra que a descarbonização já está em curso, e que o hidrogênio verde pode ser protagonista deste novo ciclo.



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Brasil abre novos mercados para DDG, amêndoas de macaúba e noz-pecã



O Brasil abriu mercados para iniciar a exportação de grãos secos de destilaria (DDG) para a Malásia e amêndoas de macaúba e noz-pecã para a República da Coreia, anunciou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) nesta terça-feira (18).

De acordo com a pasta, as autoridades fitossanitárias malaias autorizaram a compra do coproduto da produção de etanol a partir de grãos, sobretudo milho, com elevado teor de proteína, energia e fósforo, o DDG, utilizado como ingrediente em rações para bovinos, suínos e aves.

O país asiático possui mais de 35 milhões de habitantes e importou US$ 1,2 bilhão em produtos agropecuários do Brasil em 2024.

“A nova abertura se soma às autorizações recentes para exportação de pescados de captura e cultivo, maçãs, melões, ovo em pó e gergelim à Malásia, consolidando uma pauta diversificada que atende tanto ao mercado de alimentos processados quanto ao segmento de serviços de alimentação e turismo do país”, diz o Ministério, em nota.

Exportações à Coreia

Para a República da Coreia, o Brasil iniciará embarques de amêndoas de macaúba e noz-pecã. A macaúba é uma palmeira nativa encontrada em todo o território nacional, com frutos que oferecem polpa e amêndoas ricos em óleo de uso alimentar, cosmético e energético.

Já a noz-pecã responde por cerca de 3% a 4% do mercado mundial de nozes e castanhas. No Brasil, é uma cadeia em ritmo acelerado de crescimento, com produção concentrada principalmente nos estados do Sul do país.

Atualmente, o Brasil é o quarto maior produtor do fruto, ficando atrás somente dos Estados Unidos, México e África do Sul.

“Vale destacar que, em 2024, a República da Coreia importou mais de US$ 2,8 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro, com destaque para grãos, carnes e oleaginosas”, diz o Mapa, em nota.

Essa nova abertura se soma a recentes oportunidades abertas no mercado coreano, como gergelim e couro bovino, o que amplia a presença de produtos brasileiros de maior valor agregado no mercado coreano.

Com estes anúncios, o agronegócio brasileiro alcança 491 novas oportunidades de negócio desde o início de 2023.



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AgroNewsPolítica & Agro

Chuvas intensas colocam cinco estados em alerta


A semana começa com previsão de chuvas intensas para esta terça-feira (18), segundo informações do Meteored. A presença de uma área de baixa pressão entre regiões do Sul e Sudeste mantém o tempo instável e coloca cinco estados em alerta. Para esta segunda-feira (17), a previsão já indica precipitações em diversas partes do país, com possibilidade de trovoadas e transtornos em vários municípios. De acordo com o Meteored, “a presença de uma frente fria permite a incursão de umidade vinda de outras áreas do país”.

Durante a madrugada de terça-feira, o sistema de baixa pressão deve provocar chuvas fortes sobre municípios do leste do Paraná, norte de Santa Catarina e sul de São Paulo, reforçado por um canal de umidade que avança da América do Sul. O Meteored aponta que “em alguns pontos, há possibilidade de trovoadas nas primeiras horas da madrugada”. Os volumes previstos podem gerar transtornos ainda antes do amanhecer.

No período da manhã, as chuvas permanecem sobre os três estados, avançando para uma área maior de Santa Catarina e para uma faixa entre o sul paulista e a divisa com Minas Gerais, onde as precipitações tendem a ser de menor intensidade. Ao final da manhã, o sistema ganha força e se expande para outras áreas do Sudeste, incluindo o sul de Minas Gerais. A capital paulista deverá permanecer em estado de atenção, já que a previsão indica chuvas fortes na região metropolitana.

A instabilidade continuará ao longo da tarde. Segundo o Meteored, a atmosfera aquecida deve fornecer energia para a formação de novas áreas de instabilidade, enquanto a circulação atmosférica aumenta a umidade. As chuvas serão intensas em pontos do Sudeste, desde a Grande São Paulo até o norte do estado, além de municípios do oeste, sudoeste, sul e leste de Minas Gerais, bem como em grande parte do Rio de Janeiro. No Sul, o leste do Paraná e quase todo o território catarinense também terão chuvas fortes.

Os acumulados previstos entre segunda e terça-feira podem superar 90 mm em Curitiba e chegar a 104 mm em áreas próximas. Em Belo Horizonte, os volumes devem passar dos 50 mm. Em São Paulo e Rio de Janeiro, os acumulados serão menores, com 30 mm e 15 mm, respectivamente. No sul paulista, os volumes podem alcançar 80 mm no período. No Sul de Minas, são esperados registros superiores a 60 mm apenas nesta terça-feira, enquanto o Rio de Janeiro também deve receber volumes expressivos, sobretudo próximo à divisa com Minas Gerais.

O Meteored alerta que “grandes volumes de precipitação estão previstos nesta terça-feira”, o que aumenta o risco de alagamentos, transbordamentos de rios e deslizamentos de massa. A orientação é para que a população acompanhe os avisos emitidos pelas Defesas Civis estaduais e municipais.





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Na COP30, Brasil anuncia R$ 107 milhões para cooperativas extrativistas na Amazônia



O Brasil apresentou, na COP30, um novo programa para fortalecer cooperativas extrativistas na Amazônia. A iniciativa, chamada Coopera+ Amazônia, reúne ações de apoio à gestão, tecnologia e ampliação de mercado.

O plano prevê investimentos de R$ 107 milhões para atender cooperativas que trabalham com babaçu, açaí, castanha e cupuaçu em cinco estados da região. A proposta tem duração de 48 meses e busca ampliar renda e aprimorar processos produtivos.

Estrutura do programa e fontes de financiamento

O programa foi lançado com a participação do vice-presidente Geraldo Alckmin, que destacou o potencial de geração de renda para famílias extrativistas. Segundo o governo, cerca de 3,5 mil famílias devem ser atendidas na primeira etapa.

A iniciativa é coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente e envolve BNDES, MDIC, Embrapa e Sebrae. Do total anunciado, R$ 103 milhões virão do Fundo Amazônia, administrado pelo BNDES. Outros R$ 3,7 milhões serão aportados pelo Sebrae.

Representantes das instituições reforçaram que o programa pretende estimular inovação, melhorar a inserção das cooperativas no mercado e ampliar a adoção de tecnologias nas cadeias da sociobiodiversidade. Entre as ações previstas estão consultorias, capacitações, assistência técnica e aquisição de máquinas para reduzir a penosidade do trabalho extrativista.

Capacitação, inovação e resultados esperados

O Sebrae e o MDIC estruturaram o Coopera+ Amazônia para ampliar produtividade, diversificar mercados e fortalecer modelos de negócio ligados à bioeconomia. O projeto inclui um Escritório de Negócios Territorial para apoiar a expansão comercial e o desenvolvimento de marcas regionais.

Agentes Locais de Inovação acompanharão cooperativas na adoção de melhorias tecnológicas e gerenciais. A iniciativa também utiliza levantamentos da Embrapa sobre máquinas adequadas ao extrativismo, buscando ampliar o uso de equipamentos compatíveis com as cadeias da sociobiodiversidade.

Entre os resultados esperados estão aumento da produtividade, maior valor agregado aos produtos, ampliação do faturamento e crescimento do número de cooperados. O programa também prevê ações para reduzir resíduos e incentivar o reaproveitamento de materiais das cadeias extrativistas.

Papel do Fundo Amazônia

Criado em 2008, o Fundo Amazônia financia ações de combate ao desmatamento, pesquisa, inovação e desenvolvimento sustentável. Após a retomada das doações em 2023, o número de países apoiadores aumentou e permitiu ampliar o financiamento de projetos na região.

Segundo dados do fundo, mais de 260 mil pessoas já foram beneficiadas por iniciativas financiadas desde sua criação. Os recursos também apoiam projetos que contribuem para metas climáticas e para o Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal.



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Cruzamento de touro canchim com vacas tabapuã pode ser eficiente para o pecuarista; confira



O cruzamento do touro canchim com vacas tabapuã é uma estratégia altamente eficiente para pecuaristas que buscam aliar a excelência materna do zebuíno à produtividade do taurino.

A afirmação é do zootecnista Alexandre Zadra, especialista em genética, que responde à dúvida de Vinícius Dias, de Guaratinguetá (SP), sobre essa combinação.

As matrizes tabapuã são reconhecidas por sua habilidade materna e grande resistência, tornando-se uma base ideal para cruzamentos. O touro canchim, desenvolvido pela Embrapa Pecuária Sudeste, é um bimestiço robusto, com cinco oitavos de sangue Charolês e três oitavos de sangue zebuíno (Indubrasil, Nelore e Guzerá). Essa combinação resulta em animais super rústicos e com ganho de peso significativo.

Confira:

Resultados do cruzamento

O cruzamento entre o touro canchim e a matriz tabapuã produzirá animais com trinta e um por cento de sangue europeu. Zadra se refere a essas fêmeas como “31”, destacando sua rusticidade e valor para o sistema de produção.

Com a utilização do Canchim, o criador tem a possibilidade de gerar bezerros machos robustos, prontos para o abate, além de fêmeas que podem ser utilizadas como matrizes “31” para reposição.

A matriz Tabapuã é vantajosa não apenas pela habilidade materna, mas também pelo trabalho intenso na seleção por ultrassom de carcaça, visando melhorar a musculosidade e o rendimento de cortes nobres. Essa abordagem se alinha com as necessidades do mercado e com as exigências de uma pecuária moderna e eficiente.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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