domingo, março 15, 2026

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Nota Fiscal Eletrônica obrigatória para rurais de SC em 2026


O Sistema Faesc/Senar alerta aos produtores rurais de Santa Catarina que a partir de 5 de janeiro de 2026, a emissão de Nota Fiscal Eletrônica passa a ser obrigatória para todos os produtores rurais, sem exceção. A medida encerra de vez a possibilidade de uso da Nota Fiscal modelo 4 em papel, que ainda era permitida para produtores com faturamento anual inferior a R$ 360 mil, conforme a legislação vigente até então.

De acordo com o coordenador de arrecadação do Senar/SC, Emerson Gava, a mudança exige atenção especial do produtor rural, já que aqueles que se enquadravam nessa faixa de faturamento também deverão, obrigatoriamente, migrar para o sistema eletrônico a partir da nova data. Ele destaca que o cumprimento dessa exigência será o principal dever do produtor rural no próximo ano.

Paralelamente à obrigatoriedade da Nota Fiscal Eletrônica, o setor rural também será impactado pela Reforma Tributária, instituída pela Lei Complementar nº 214. Nesse primeiro momento, no entanto, a principal preocupação do produtor deve ser justamente a adequação à emissão da Nota Eletrônica, que passa a ser uma determinação legal.

Um ponto considerado fundamental pelo Sistema Faesc/Senar é que o produtor rural que utiliza o sistema de emissão de notas da Secretaria de Estado da Fazenda ou o Aplicativo NFF – Nota Fiscal Fácil não precisará se preocupar com ajustes adicionais. Esses sistemas já estão preparados para atender às novas regras da reforma tributária.

Entre as alterações previstas a partir de 2026 está a identificação de dois novos campos de impostos na Nota Fiscal Eletrônica: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Nesse primeiro ano, o destaque desses tributos terá caráter apenas informativo, sem impacto imediato na cobrança. Todo o tratamento dessas informações será feito automaticamente pelo próprio sistema, sem necessidade de ação adicional por parte do produtor.

A atenção maior deve recair sobre os produtores que utilizam sistemas próprios de emissão de Notas Fiscais. Nesses casos, a orientação é que verifiquem junto às empresas fornecedoras de software se os sistemas já estão adequados às novas exigências legais e tributárias.

O Sistema Faesc/Senar também ressalta que a Reforma Tributária sobre o Consumo terá um longo período de transição, que se inicia em 2026 e segue até 2032. Serão sete anos em que o produtor rural precisará avaliar, com planejamento e gestão, questões relacionadas ao seu enquadramento tributário, incluindo a decisão sobre atuar como contribuinte ou não contribuinte do novo regime.

Com a promulgação da Lei Complementar nº 214/2025, que trata da Reforma Tributária, todos os produtores rurais passam a estar contemplados nesse novo regime. A implantação ocorrerá de forma gradual: em 2026, em caráter de teste, e a partir de 2027 de forma definitiva, com a criação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que substitui os tributos PIS/COFINS, conforme a LC 214/2025. Além da CBS, a legislação criou o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que substituirá o ICMS estadual e o ISS municipal, conforme cronograma de implantação previsto para o período de 2029 a 2033.

O presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, destaca que, embora a Reforma Tributária aprovada não corresponda integralmente às expectativas do agronegócio, representa um avanço significativo diante dos complexos desafios técnicos e políticos enfrentados nos últimos anos. “É importante ressaltar o trabalho conjunto do Sistema CNA/Senar, do IPA e da FPA, com o apoio das federações de agricultura e pecuária, que permitiu grandes avanços e o alinhamento da nossa legislação a modelos internacionais que também adotam o IVA. A medida tende a tornar o sistema tributário brasileiro mais ágil e eficiente. Seguiremos empenhados para que o agronegócio continue crescendo e mantendo sua competitividade. ”

Por fim, o Sistema Faesc/Senar reforça que o produtor rural está inserido no contexto da Reforma Tributária e que seu papel, neste momento, é estar regularizado com a emissão da Nota Fiscal Eletrônica a partir de 5 de janeiro de 2026. Para quem já utiliza o sistema eletrônico, o processo segue normalmente. O maior desafio está justamente entre aqueles que ainda não migraram e entre os que usam emissor próprio, enquanto o sistema da Secretaria da Fazenda já se encontra preparado para atender às novas regras.

CALCULADORA TRIBUTÁRIA

A CNA lançou recentemente a Calculadora da Reforma Tributária, uma ferramenta desenvolvida para auxiliar produtores rurais e seus contadores a compreenderem os impactos da transição que começa em 1º de janeiro de 2026. A calculadora é gratuita, simples e intuitiva, permitindo criar cenários reais para todo o período de transição, com base nas receitas e despesas — seja para pessoa física ou jurídica, cooperados ou integrados.

A Faesc reforça que todos aproveitem essa ferramenta gratuita, que oferece mais segurança e previsibilidade para o planejamento tributário e financeiro do setor rural catarinense. Acesse a calculadora pelo banner no site: https://sistemafaesc.com.br/.

TREINAMENTOS SISTEMA FAESC/SENAR

Para preparar o produtor rural para a emissão da Nota Fiscal Eletrônica, o Sistema oferece capacitações específicas sobre o uso da NF-e, em parceria com a Secretaria da Fazenda. Os interessados podem obter mais informações nos Sindicatos Rurais de suas regiões ou diretamente no Senar/SC, com Emerson Gava. A programação dos treinamentos também pode ser consultada no link: https://sistemafaesc.com.br/senar/agenda-de-treinamentos/.

 





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Abate de fêmeas supera o de machos pela primeira vez desde 1997


Abate pecuária fêmeas
Foto: divulgação Emater MG

O ano de 2025 foi de recuperação de preços na pecuária de corte brasileira, especialmente no segundo semestre. Uma das principais causas apontadas pelos especialistas deve-se ao forte abate de fêmeas (vacas e novilhas) no país que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), neste ano, superou o de machos pela primeira vez, desde 1997.

“Neste ano, tivemos um abate de fêmeas muito alto, porque o produtor rural precisava reduzir despesas e fazer caixa para o custeio da fazenda. Houve um abate de fêmeas recorde no país, que responderam por aproximadamente 50% do total de bovinos abatidos”, diz o coordenador técnico Estadual de Bovinocultura da Emater-MG, Manoel Lúcio Pontes Morais.

De acordo com o último levantamento do IBGE divulgado em setembro, no segundo trimestre de 2025, o abate de fêmeas apresentou alta de 16,0% (19,35 milhões de cabeças) frente ao mesmo período de 2024. Do total de fêmeas, 33% foram novilhas (5,05 milhões de cabeças), alta de 23,1% em relação a 2024.

Com menos fêmeas disponíveis no mercado, a projeção para 2026 é uma oferta menor de bezerros e a retenção de fêmeas para a reprodução, resultando em menos carne para comercialização e elevação de preços.

Para o coordenador da Emater-MG, o menor número de matrizes pode, em parte, ser compensado pela redução da idade de abate de animais, que está ligada ainda a uma maior eficiência na pecuária.

“As fêmeas estão parindo mais cedo e com melhor intervalo de partos, devido ao melhoramento genético e ganhos de eficiência em nutrição, reprodução e manejo, o que reflete em melhoria para toda a cadeia”, argumenta Manoel.

A engorda em confinamento cresceu em 2025, sendo que a situação tende a permanecer favorável em 2026, com a previsão de maior estabilidade no preço dos grãos.

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‘A soja é a moeda e principal motor da economia do estado de Tocantins’, diz Buffon


soja colheita abertura safra
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural

Falta pouco para a Abertura Nacional da Colheita da Soja, evento que será realizado em Porto Nacional, no Tocantins, no dia 30 de janeiro de 2026, às 8h. As inscrições estão abertas e a expectativa é reunir produtores, lideranças e técnicos do setor para debater os principais desafios e oportunidades da sojicultura no país. Vale dizer que as inscrições seguem abertas e, para participar, basta acessar o link.

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O presidente da Aprosoja Brasil, Mauricio Buffon, afirma que a soja se consolidou como o principal motor econômico do estado. “Nós ocupamos apenas 5% do território do Tocantins em produção de soja e hoje ela é a moeda do estado, é o principal motor da economia, vindo da agricultura e, principalmente, da soja”, destaca. Segundo ele, essa pequena área produtiva sustenta grande parte da economia local, em conjunto com outras culturas e a pecuária, todas diretamente ligadas ao agro.

Buffon explica que esse protagonismo reforça a necessidade de avanços estruturais e institucionais para garantir a continuidade do crescimento do setor. Para o presidente da Aprosoja Brasil, o debate político é essencial para assegurar segurança jurídica aos produtores e estimular novos investimentos. “Precisamos trabalhar políticas públicas que deem condições para o produtor investir, se desenvolver e gerar ainda mais resultados para o estado”, afirma.

Entre as principais pautas defendidas pela entidade estão a ampliação da capacidade de armazenagem e a construção de um seguro agrícola mais eficiente. Buffon ressalta a importância de linhas de custeio com juros equalizados e de um seguro que funcione na prática. “Quem investe não pode correr o risco de ficar endividado no futuro por frustrações de safra”, pontua.

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Nova ponte entre Brasil e Paraguai promete reduzir custos logísticos e impulsionar o agronegócio


Foto: DER

Depois de atravessar diversas gestões e mais de duas décadas de espera, Brasil e Paraguai passaram a contar oficialmente com mais uma ligação terrestre entre os dois países. A chamada Ponte da Integração, sobre o rio Paraná, conecta Foz do Iguaçu (PR) a Presidente Franco, no Paraguai, e deve impulsionar a economia regional, especialmente o agronegócio, ao reduzir custos logísticos e facilitar o escoamento da produção.

A obra recebeu investimento de R$ 712 milhões da Itaipu Binacional, que também financiou os acessos à BR-277, principal corredor logístico que liga a fronteira ao Porto de Paranaguá. A ponte tem 760 metros de extensão e amplia a capacidade de transporte entre os dois países.

Durante a cerimônia, o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri, destacou que a usina financiou integralmente a construção e anunciou novos projetos conjuntos entre Brasil e Paraguai. Segundo ele, a parceria permitirá o início da exploração de tilápias no reservatório de Itaipu, após aprovação dos Parlamentos dos dois países.

“A Itaipu está entregando uma ponte agora e, possivelmente no ano que vem, uma segunda ponte, 100% paga pela usina. Além disso, Brasil e Paraguai vão iniciar a produção de tilápias no reservatório”, afirmou.

A Ponte da Integração chegou a ser pré-inaugurada em 2022, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas não entrou em operação devido a pendências estruturais e aduaneiras. Agora, a abertura ocorrerá de forma gradual, por questões de segurança e para adaptação dos órgãos de fiscalização, como Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Receita Federal, responsáveis pela alfândega.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou que a inauguração representa um avanço econômico e estratégico na relação bilateral. Ele explicou que, inicialmente, o tráfego de caminhões e ônibus será restrito ao período noturno, até a conclusão de uma ponte do lado paraguaio, evitando impacto no trânsito urbano de Presidente Franco.

“A ideia é não prejudicar a cidade com veículos pesados enquanto as obras do lado paraguaio são finalizadas. Assim, garantimos segurança e integração total”, disse Lula.

A solenidade contou com a presença de ministros, deputados e senadores. Durante os discursos, houve uma queda de energia no palco, pouco antes do encerramento da fala do diretor da Itaipu, o que gerou desconforto e fez com que o presidente Lula deixasse o local visivelmente irritado.

Com a nova ponte, a expectativa é de maior fluidez no comércio internacional, redução de gargalos logísticos e fortalecimento da integração econômica entre Brasil e Paraguai, com reflexos diretos para o agronegócio e o transporte de cargas em todo o país.

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Conheça quem é o profissional do agro que ganha até R$ 75 mil por mês


soja-armazéns

Levantamento da Fox Human Capital mostra que a transformação tecnológica tem impulsionado os salários em certas áreas do agronegócio. Em cargos de liderança, como para diretores de originação, as remunerações chegam a R$ 75 mil.

Trata-de do profissional encarregado de garantir o suprimento de matérias-primas, adquirindo grãos, oleaginosas, biomassa, fertilizantes, sendo a pessoa que se responsabiliza pelo volume e pela qualidade desses produtos, além de se atentar aos prazos e a compra em preços que garantam margem à companhia.

De acordo com o gerente de Recrutamento e Seleção de Agronegócios da empresa, Renan Sarmento, o aumento do biodiesel e do esmagamento de soja ajuda a explicar o valor para o cargo, mas não é o único fator.

“Quando pensamos em um diretor de originação completo, ele vai dominar diferentes frentes, ele precisa conhecer o campo, o produtor, ter o domínio de como operar [a Bolsa de] Chicago, como funcionam as operações, dominar operações de head, toda a cadeia de risco que tem no processo de originação, sem contar a nossa logística, que não é uma facilitadora e, normalmmente, o diretor dentro deste cargo é um profissional com uma liderança muito expressiva em âmbito nacional, já que estamos em um país continental. Então quando esse perfil completo [de profissional] aparece, o preço acaba subindo”, contextualiza.

A pesquisa da Fox Human Capital, que realizou mais de duas mil entrevistas e mapeou cerca de 300 faixas salariais, averiguou que o mercado de trabalho está cada vez mais em busca do profissional híbrido, aquele que une competências tecnológicas e experiência no campo.

Assim, de acordo com Sarmento, o desafio de ensinar tecnologia a um engenheiro agrônomo ou a realidade do campo a alguém com habilidades digitais depende das características de cada indivíduo. “Porém, esse profissional que o mercado exige hoje acho que ganhará muita pauta desde que haja o interesse genuíno pela atividade agrícola porque tanto o agrônomo como o profissional de tecnologia possuem essa habilidade de evoluir.”

O levantamento mostra, ainda, que diretores de Pesquisa e Desenvolvimento já atingem ganhos aproximados de R$ 72 mil, remuneração impulsionada pela procura de trabalhadores com experiência no mercado de bioinsumos. “É uma questão que acompanha a lei de oferta e demanda. O mercado de biológicos é muito mais novo que o mercado de químicos, o que leva a uma escassez desse profissional, tornando-o mais caro pelo momento”. O ponto de curva é que um profissional de P&D, independentemente da cadeia em que ele esteja, sempre será muito valorizado pelos negócios e as maiores margens estão na evolução “, destaca Sarmento.

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Ceagesp projeta crescimento de até 30% nas vendas de frutas típicas de fim de ano


bancas de frutas dentro da marquise da Ceagesp
Foto: Divulgação | Ceagesp

O fim de ano é sinônimo de movimento intenso na Ceagesp, o maior entreposto da América Latina. O aumento nas vendas de frutas típicas do período reforça a expectativa de um fechamento positivo para o setor. Nesta época, cerca de 70 mil pessoas circulam diariamente por lá.

A Ceagesp tem papel estratégico no abastecimento da Grande São Paulo e de outras regiões do país. Além disso, representa o elo entre a produção rural e o consumidor final. “Esse entreposto é extremamente importante economicamente e também na questão de segurança alimentar”, destaca Thiago de Oliveira, chefe da seção de economia da companhia.

Segundo ele, o volume mensal comercializado gira em torno de 230 mil toneladas. “Quando a gente divide esse montante pelo consumo diário indicado pelo IBGE, temos capacidade para abastecer cerca de um quarto da população brasileira com frutas e hortaliças”, explica.

Vendas em alta no fim de ano

A expectativa é de crescimento de até 30% nas vendas de frutas neste fim de ano. O aumento representa cerca de 9 mil toneladas a mais em relação às semanas anteriores. Uva, pêssego, ameixa, cereja e lichia lideram a procura. Já as frutas de caroço foram beneficiadas pelas condições climáticas ao longo do ano.

“O inverno teve horas de frio adequadas e o início do verão não registrou tanta ocorrência de granizo, o que atrapalha a qualidade”, afirma Oliveira. Segundo ele, esse cenário favoreceu o desenvolvimento das culturas. “As frutas de caroço, com destaque para a ameixa e o pêssego, estão com bom calibre, boa coloração e qualidade muito boa.”

Clima impacta algumas culturas

Nem todas as frutas tiveram o mesmo desempenho. A pitaya foi uma das culturas afetadas pelas oscilações climáticas ao longo do ano.

“O clima ficou muito irregular. Teve frio quando não era para ter, calor quando não era para ter, e até extremos”, relata o produtor rural e empresário Airton Bueno, que comercializa frutas exóticas na Ceagesp e produz na região de Bauru.

Segundo ele, as alterações confundem o ciclo da planta. “A gente acaba antecipando ou atrasando a safra. No meu caso, atrasou”, diz. “Estamos acostumados a colher pitaya no fim de outubro ou começo de novembro.”

Neste ano, a primeira colheita ocorreu apenas na segunda semana de dezembro. “Com isso, pode ser que a gente seja prejudicado até nas floradas, perdendo produtividade”, afirma.

Importação e destaque para a cereja chilena

Além da produção nacional, a Ceagesp recebe frutas de mais de 20 países. Entre as importadas, a cereja chilena se destaca como a mais procurada em dezembro.

“A fruta da vez agora é a cereja chilena, a queridinha de dezembro”, afirma Felipe Silva, gestor comercial. Segundo ele, a oferta chegou mais cedo neste ano. “Os preços estão rodando entre 30% e 40% mais baixos que no ano passado.”

Faturamento e combate ao desperdício

Em 2024, a Ceagesp movimentou aproximadamente R$ 15,5 bilhões. A expectativa é repetir o resultado em 2025.

Além do desempenho financeiro, a companhia mantém ações voltadas à redução do desperdício. “Existe uma ação chamada Banco Ceagesp de Alimentos”, explica o chefe da seção de economia da companhia. “Mercadorias sem valor comercial, mas com excelente valor nutricional, são enviadas ao banco.”

Após a triagem, os alimentos são destinados a cerca de 250 instituições cadastradas. “O que não é aproveitado segue para transbordo”, diz. Parte dos resíduos é utilizada na produção de substratos e na geração de bioenergia, em parceria com a Universidade de São Paulo. O restante é encaminhado a aterros certificados.

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A soja vai voltar a subir?



Nos Estados Unidos, o USDA confirmou novas vendas de soja para a China referentes


Nos Estados Unidos, o USDA confirmou novas vendas de soja para a China referentes
Nos Estados Unidos, o USDA confirmou novas vendas de soja para a China referentes – Foto: Divulgação

O mercado internacional da soja atravessa um período de pressão prolongada, marcado por expectativas de oferta elevada e dúvidas sobre a força da demanda global. De acordo com análise da TF Agroeconômica, o cenário atual combina percepção de compras chinesas mais lentas, clima favorável na América do Sul e projeções de safra recorde no Brasil, fatores que limitam reações mais consistentes nos preços no curto prazo.

Mesmo com sinais não oficiais de aumento do volume adquirido pela China, o mercado segue concentrado na confortável disponibilidade global. As cotações continuam refletindo esse ambiente, com pouca margem para recuperação sustentada, enquanto a leitura técnica indica um movimento lateral iniciado em julho de 2024, ainda dominante para os contratos de maio de 2025. Nesse contexto, a avaliação é de que a probabilidade de uma alta mais expressiva é reduzida, já que as safras sul-americanas estão praticamente consolidadas.

Nos Estados Unidos, o USDA confirmou novas vendas de soja para a China referentes à safra 2025/26, mas os volumes anunciados não foram suficientes para alterar a sensação de cautela. Ao mesmo tempo, há divergência entre números oficiais e informações de mercado sobre o total efetivamente comprado pelos chineses, o que adiciona ruído às análises. Esse movimento ocorre em paralelo à gestão de estoques internos na China, com vendas abaixo do esperado em leilões estatais, indicando menor apetite doméstico e a necessidade de liberar espaço para novas importações.

“Quando as cotações formam um canal claro, a recomendação técnica é vender quando o preço se aproxima da Resistência. Mas, o mais importante é manter o seu custo de produção atualizado, adicionado com os seus custos pessoais e da sua empresa agrícola e vender quando todos os custos estão recuperados mais um lucro”, conclui.

 





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Ferrugem asiática da soja chega a 51 ocorrências no Brasil; Fundação MS alerta para perdas de até 70%


ferrugem asiática da soja
Foto: Divulgação/Syngenta

A ferrugem asiática da soja já contabiliza 51 ocorrências confirmadas no Brasil, segundo dados do Consórcio Antiferrugem, e reforça um cenário de forte alerta para os produtores. O levantamento mostra que o Paraná concentra a maior parte dos registros, com 40 ocorrências espalhadas por dezenas de municípios, incluindo casos de ferrugem em soja voluntária e ampla presença de esporos no ambiente, fatores que aumentam o potencial de disseminação da doença.

O estado de Mato Grosso do Sul aparece com seis ocorrências confirmadas, enquanto São Paulo soma três registros. Rio Grande do Sul e Santa Catarina contabilizam uma ocorrência cada, o que confirma que o patógeno já está ativo em diferentes regiões produtoras do país.

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A ferrugem asiática

De acordo com a pesquisadora Ana Ruschel, da Fundação MS, a ferrugem asiática da soja é causada por um fungo biotrófico, que necessita obrigatoriamente de tecido vivo do hospedeiro para sobreviver durante a entressafra. Durante o período de vazio sanitário, o patógeno consegue se manter principalmente em plantas de soja tiguera ou em outros hospedeiros alternativos. Quando a nova safra é implantada, o processo de epidemia se inicia a partir de esporos oriundos dessas plantas que mantiveram o inóculo vivo no ambiente.

Em situações específicas, como na região de Sete Quedas, que faz divisa com o Paraguai, a ocorrência tende a ser ainda mais precoce, já que no país vizinho há cultivo de soja safra e safrinha, permitindo que a ferrugem se manifeste antes do início do plantio no Brasil. Os esporos são transportados pelo vento e acabam intensificando a epidemia em áreas do sul de Mato Grosso do Sul.

A pesquisadora explica que a doença encontra condições ideais de desenvolvimento com temperaturas entre 18 e 26 graus e alta umidade relativa do ar. Além disso, períodos de molhamento foliar de apenas seis a oito horas, inclusive causados por orvalho, já são suficientes para que o fungo se desenvolva, o que amplia o risco mesmo em situações sem chuvas frequentes. Quando os primeiros sintomas surgem, a evolução da ferrugem é extremamente rápida, principalmente se houver condições climáticas favoráveis, resultando em desfolha precoce das plantas.

Controle da doença

Entre as principais estratégias para evitar problemas com a ferrugem asiática, a Fundação MS reforça a importância do respeito ao vazio sanitário, que no Mato Grosso do Sul ocorre entre 15 de junho e 15 de setembro. Durante esse período, é fundamental eliminar plantas de soja que possam servir como hospedeiro do fungo, com atenção especial à soja voluntária presente em áreas agrícolas, margens de estradas e áreas vizinhas às lavouras. Outra estratégia relevante é a realização da semeadura o mais cedo possível, buscando escapar de condições mais favoráveis ao desenvolvimento da doença.

O controle químico segue como uma das principais ferramentas de manejo, mas precisa ser adotado de forma preventiva. Segundo Ana Ruschel, quando a ferrugem já está instalada, a eficácia dos fungicidas cai significativamente. Por isso, é essencial utilizar produtos adequados, com bons triazóis, carboxamidas, estrobilurinas e fungicidas multissítios, além da rotação de modos de ação para reduzir o risco de resistência.

A adoção de produtos biológicos e indutores de resistência também pode contribuir para o manejo integrado. Outro ponto de atenção é o respeito ao intervalo entre aplicações, geralmente de 14 a 15 dias, e o cuidado com a tecnologia de aplicação, evitando volumes muito baixos que comprometam a cobertura do alvo.

Perdas de até 70%

As perdas causadas pela ferrugem asiática variam conforme a região, as condições climáticas, o momento em que a infecção ocorre e a qualidade do manejo adotado. De acordo com a literatura, os prejuízos podem oscilar de 10% até 70% da produtividade, especialmente em sistemas com cultivo contínuo de soja.

A desfolha precoce compromete diretamente o enchimento de grãos, reduzindo tanto o rendimento quanto a massa final da colheita e afetando o resultado econômico da safra. Diante de um patógeno extremamente agressivo e de rápida evolução, a Fundação MS reforça que o monitoramento constante, aliado a um manejo preventivo bem planejado, é determinante para reduzir riscos, evitar danos severos e preservar o potencial produtivo das lavouras.

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Café torrado: Mapa identifica irregularidades e manda recolher lotes; saiba mais


Foto: Divulgação/Mapa.
Foto: Divulgação/Mapa.

Em nota divulgada nesta segunda-feira (22), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) fez um alerta sobre irregularidades identificadas em lotes de café torrado fiscalizados pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal da Secretaria de Defesa Agropecuária.

Segundo o Mapa, as análises realizadas pelos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária (LFDA) detectaram matérias estranhas e impurezas acima dos limites previstos em norma, o que levou à desclassificação e ao recolhimento dos lotes afetados.

Confira a lista das marcas que foram desclassificadas:

Divulgação/Mapa.

O Mapa orienta aos consumidores que adquiriram esses produtos que interrompam o consumo e solicitem a substituição conforme o Código de Defesa do Consumidor.

Ainda de acordo com o ministério, denúncias podem ser feitas pelo canal Fala.BR, informando o estabelecimento e o endereço da compra.

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Farelo de soja volta a subir com demanda de suinocultores e avicultores



Movimento de recomposição de estoques e menor oferta nacional explicam valorização



Foto: Expodireto Cotrijal

Os preços do farelo de soja fecharam 2025 em recuperação, após meses de desvalorização no mercado doméstico. Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indicam que a recente alta é motivada principalmente pela recomposição de estoques por parte de suinocultores e avicultores.

Além da maior demanda, a valorização foi reforçada pela queda na oferta do derivado no mercado spot, resultado do encerramento das atividades de esmagamento da soja em diversas indústrias processadoras ao longo do segundo semestre.

De acordo com o Cepea, os preços do farelo atingiram, em várias regiões acompanhadas, os maiores níveis desde abril. A combinação entre baixa disponibilidade e necessidade de abastecimento dos produtores impulsionou o mercado nas últimas semanas do ano.

O farelo de soja, insumo essencial na formulação de rações, tem influência direta nos custos de produção animal. Por isso, sua oscilação tende a impactar outras cadeias do agronegócio, especialmente nas áreas de avicultura e suinocultura.

 A tendência de preços nos primeiros meses de 2026 dependerá da retomada do esmagamento de soja pelas indústrias, bem como da colheita da nova safra. A normalização da oferta pode influenciar na estabilidade do mercado, caso a demanda não mantenha o ritmo de crescimento atual.

 

 





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