sábado, março 14, 2026

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Câmbio e postura dos vendedores sustentam cotações do algodão



Algodão em pluma encerra o ano com preços firmes



Foto: Canva

Os preços do algodão em pluma seguem relativamente estáveis neste encerramento de ano, com pequenas oscilações e valores próximos à paridade de exportação. O cenário reflete fatores cambiais, estratégias comerciais dos agentes e a proximidade do recesso, que tende a desacelerar os negócios.

De acordo com análises do Cepea, a sustentação das cotações está ligada principalmente à valorização do dólar frente ao real, o que mantém a competitividade do produto brasileiro no mercado externo. Soma-se a isso a postura firme de vendedores, que têm limitado concessões de preço, enquanto compradores demonstram flexibilidade pontual para lotes que atendem às especificações desejadas.

Nos momentos de ajuste para baixo, o movimento foi influenciado pela necessidade de alguns vendedores em gerar caixa no curto prazo e pela pressão de parte da demanda. Ainda assim, essas oscilações têm sido moderadas, mantendo o mercado em um patamar de estabilidade ao longo do período.

De modo geral, as atenções permanecem concentradas na finalização dos carregamentos previstos para este ano. Paralelamente, cresce o interesse por novos contratos a termo, tanto no mercado interno quanto no externo, sinalizando planejamento antecipado por parte dos agentes para a próxima temporada.

Com a proximidade do recesso de final de ano, o volume de negócios tende a diminuir, em função das limitações logísticas típicas do período. A expectativa é de que o mercado volte a ganhar tração apenas no início de 2026, quando a retomada das atividades deve favorecer novas negociações e maior liquidez.





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Milho tem sessão mista no mercado doméstico


O mercado do milho apresentou comportamento distinto entre os mercados doméstico e internacional na sessão que antecedeu o feriado. De acordo com a TF Agroeconômica, as negociações foram marcadas por menor participação dos investidores e influência de fatores externos e técnicos ao longo do dia.

Na B3, os principais contratos futuros encerraram de forma mista, pressionados pela queda do dólar e pela baixa movimentação típica do período. Com o início dos feriados e poucos pregões restantes até o fim do ano, parte dos agentes optou por realizar lucros, reduzindo o volume de negócios. A melhora nas condições climáticas também contribuiu para retirar parte do prêmio de risco climático, o que limitou reações mais firmes dos preços no curto prazo. Além disso, a bolsa brasileira não terá sessões nos dias 24 e 25, fator que reforçou a postura mais cautelosa do mercado.

Dentro desse contexto, os vencimentos mais negociados registraram perdas no dia e na semana. O contrato janeiro de 2026 fechou a R$ 70,83, com recuo diário de R$ 0,17 e queda semanal de R$ 1,02. O vencimento março de 2026 encerrou a R$ 74,84, com baixa de R$ 0,21 no dia e de R$ 0,46 na semana. Já o contrato maio de 2026 foi cotado a R$ 74,20, apresentando queda diária de R$ 0,17 e semanal de R$ 0,32.

Em Chicago, o milho teve movimento oposto e fechou em alta, sustentado pela demanda e por fatores técnicos. O contrato março avançou 0,06%, a US$ 4,4725 por bushel, enquanto o maio subiu 0,11%, a US$ 4,55. A leitura do mercado aponta fortalecimento dos indicadores técnicos, com os contratos se aproximando de níveis relevantes de resistência, o que ajudou a sustentar o viés positivo das cotações.

 





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Confira como está o milho nos estados


Em relação ao milho, a demanda segue seletiva no mercado gaúcho, segundo informações da TF Agroeconômica. “As referências continuam amplas, entre R$ 58,00 e R$ 72,00/saca, enquanto o preço médio estadual avançou para R$ 62,61/saca, alta semanal de 0,71%, refletindo ajustes localizados e a liquidez ainda restrita no mercado spot. A demanda interna permanece moderada e seletiva, enquanto as exportações avançam lentamente”, comenta.

O mercado catarinense de milho segue sem reação, com ampla distância entre pedidas e ofertas. “Produtores mantêm indicações próximas de R$ 80,00/saca, enquanto as indústrias operam ao redor de R$ 70,00/saca, cenário que continua bloqueando avanços nas negociações. No Planalto Norte, os poucos negócios aparecem entre R$ 71,00 e R$ 75,00/saca, mas a falta de alinhamento mantém a liquidez bastante restrita”, completa.

O mercado paranaense de milho segue com ritmo lento, ainda marcado pelo amplo descompasso entre pedidas e ofertas. “Os produtores mantêm indicações próximas de R$ 75,00/saca, enquanto as indústrias seguem sinalizando interesse ao redor de R$ 70,00/saca CIF, cenário que preserva o impasse e limita a liquidez no mercado spot. As negociações continuam esparsas e sem força para alterar o quadro predominante”, indica.

O mercado sul-mato-grossense de milho segue com negociações restritas, mas ainda sustentado por um viés de firmeza em parte das praças. “As referências passaram a oscilar entre R$ 53,00 e R$ 58,00/saca, com Campo Grande e Sidrolândia permanecendo nos patamares mais baixos e sem acompanhar o movimento observado em outras regiões”, informa.


 





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Mercado de trigo encerra o ano com negociações lentas



No Rio Grande do Sul, as negociações seguem praticamente suspensas


No Rio Grande do Sul, as negociações seguem praticamente suspensas
No Rio Grande do Sul, as negociações seguem praticamente suspensas – Foto: Agrolink

O mercado de trigo no Sul do país chega ao fim do ano marcado por baixo ritmo de negociações e expectativa concentrada em eventos pontuais. Segundo a TF Agroeconômica, o cenário reflete a combinação entre moinhos abastecidos, período de férias industriais e pouca disposição para novos negócios antes do início de 2025.

No Rio Grande do Sul, as negociações seguem praticamente suspensas, com paralisações temporárias em moinhos para limpeza e férias coletivas. A estimativa é de que entre 42% e 44% da produção da safra nova já tenha sido comercializada, o equivalente a cerca de 1,55 milhão de toneladas. Os preços referenciais do trigo para moagem variam entre R$ 1.100 e R$ 1.150 por tonelada nos moinhos locais, enquanto no porto os valores giram em torno de R$ 1.180 em dezembro e R$ 1.190 em janeiro. Para trigo destinado à ração, os preços ficam próximos de R$ 1.120 em dezembro e R$ 1.130 em janeiro, com a pedra cotada a R$ 54 por saca em Panambi. A leitura predominante é de um mercado confortável do lado da indústria, sem urgência de compras.

Em Santa Catarina, o mercado também permanece travado, com moinhos entrando em férias e apenas recebendo lotes já adquiridos. O estado é o único que ainda não concluiu a colheita, e os poucos negócios registrados são pontuais e sem expressão. Até o início de janeiro, a expectativa é de paralisação total, com vendedores indicando valores em torno de R$ 1.200 FOB e compradores fora do mercado.

No Paraná, após a realização do leilão, o mercado local, que já operava de forma lenta, praticamente parou. Parte dos moinhos está abastecida até janeiro, enquanto vendedores aguardam possível reação de preços. No norte do estado, os valores nominais ficam próximos de R$ 1.250 por tonelada CIF moinho, com pedidos mais elevados para janeiro. Nos Campos Gerais, as ofertas variam conforme prazos de entrega e pagamento, mantendo o mercado atento aos próximos desdobramentos.

 





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Transição climática em 2026 acende alerta para o agro



Transição para o El Niño preocupa


Transição para o El Niño preocupa
Transição para o El Niño preocupa – Foto: Canva

O ano de 2026 deve apresentar uma mudança gradual no padrão climático, com o enfraquecimento da La Niña e a transição para o El Niño ao longo do primeiro semestre. As projeções indicam que o novo fenômeno não deve se estabelecer de forma imediata, com maior probabilidade de consolidação entre o outono e o início do inverno.

Análises da Ampere Consultoria apontam convergência dos principais modelos climáticos para a atuação do El Niño ao menos durante o inverno, ainda que persistam incertezas sobre sua intensidade e duração. Os impactos mais consistentes do fenômeno tendem a ocorrer nas extremidades do país. No extremo Norte, historicamente há redução das chuvas, enquanto a região Sul costuma registrar volumes acima da média.

“Ainda existem incertezas em relação à intensidade e à duração do fenômeno, mas os principais modelos climáticos já convergem para um cenário em que, ao menos durante o inverno, a atmosfera estará sob influência do El Niño”, explica a agrometeorologista da consultoria, Amanda Balbino.

Para áreas como Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, o comportamento das precipitações associadas ao ENSO é menos definido, o que limita a previsibilidade de um padrão claro e uniforme. Já em relação às temperaturas, a influência do El Niño costuma ser mais evidente, com expectativa de um inverno menos rigoroso e temperaturas acima da média climatológica.

Para o agronegócio, o principal risco está na possibilidade de o fenômeno se prolongar e interferir no início da estação chuvosa. Nesse cenário, podem ocorrer períodos mais longos de estiagem durante o plantio no Centro-Oeste e no MATOPIBA, enquanto no Sul o excesso de chuvas tende a ser o principal fator de impacto sobre as lavouras.

 





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Ruído de mercado pressiona crédito, diz especialista



A discussão sobre risco é necessária


A discussão sobre risco é necessária
A discussão sobre risco é necessária – Foto: Pixabay

Ganhou força nos últimos dias uma narrativa de efeito dominó no agronegócio que trata episódios pontuais como sinal de um colapso inevitável do setor. Segundo análise de Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, essa leitura passou a se apoiar no caso da Fiagril de forma generalizada, misturando empresa, cadeia produtiva, crédito e mercado de capitais sem separar fatos objetivos de inferências, o que amplia o risco de decisões equivocadas.

No mercado financeiro, especialmente para investidores expostos a CRA e outros títulos, o ruído vai além da especulação. Ele interfere diretamente em spreads, apetite a risco, janelas de captação, covenants, limites bancários, seguros e prazos negociados com fornecedores. Em uma cadeia de crédito interligada, esse processo pode se tornar autorrealizável, quando boatos se transformam em tese, a tese leva a cortes de limite e esses cortes passam a ser interpretados como confirmação do problema inicial. O impacto não se restringe a um único CNPJ e tende a contaminar o custo de capital de todo o setor.

A discussão sobre risco é necessária, mas perde consistência quando o risco é vendido como colapso inevitável, sem método e sem base factual. Houve correção pública de erro numérico em material recente que repercutiu no mercado, mostrando como a velocidade da informação pode gerar convicções e danos.

“Isso não significa risco zero. Significa que o risco real, por enquanto, parece mais concentrado em confiança e liquidez no curto prazo do que em uma tese ampla de “queda do setor” desde o controlador. A leitura correta exige separar risco de setor, risco de grupo e risco por instrumento, olhando obrigação, lastro, garantias, concentração e gatilhos. É assim que se evita generalização que encarece o crédito e trava a roda. O agro não precisa de torcida por colapso. Precisa de análise com responsabilidade, checagem e precisão. Menos manada. Mais fato”, conclui.

 





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Na ONU, embaixador do Brasil critica ação dos EUA contra a Venezuela


Embaixador brasileiro
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O embaixador do Brasil na Organização das Nações Unidas (ONU), Sergio Danese, criticou nesta terça-feira (24), durante reunião do Conselho de Segurança, a ação militar dos Estados Unidos contra a Venezuela.

Para o representante brasileiro, as ações norte-americana são “violações da Carta das Nações Unidas e, portanto, devem cessar imediata e incondicionalmente em favor da utilização dos instrumentos políticos e jurídicos amplamente disponíveis”.

Danese disse que o Brasil “convida ambos os países a um diálogo genuíno, conduzido de boa-fé e sem coerção”. O embaixador acrescentou ainda que o presidente Lula já declarou que tem intenção de intermediar um acordo entre EUA e Venezuela e que apoia qualquer esforço do secretário-geral da ONU nesta direção.

O embaixador acrescentou também que a América do Sul é e quer continuar sendo uma região de paz, “respeitando o direito internacional e com boas relações entre vizinhos”.

Para o embaixador brasileiro, evitar uma guerra no continente não é um interesse apenas dos países da América Latina, toda a comunidade internacional tem de se preocupar “já que em última instância, um conflito na região poderia ter repercussões em escala global”.

Os Estados Unidos, através de ordens do presidente Donald Trump, promovem um cerco militar à Venezuela. Os norte-americanos têm a intenção de tirar Nicolás Maduro do poder, a quem acusam de chefiar um cartel narco-terrorista. Trump vem há semanas ameaçando invadir o território venezuelano.

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Sorgo avança como alternativa de verão no campo gaúcho



O sorgo vem sendo semeado entre a segunda quinzena de agosto e o fim de novembro


O sorgo vem sendo semeado entre a segunda quinzena de agosto e o fim de novembro
O sorgo vem sendo semeado entre a segunda quinzena de agosto e o fim de novembro – Foto: Divulgação

O cultivo do sorgo ganha espaço no Rio Grande do Sul em meio a um cenário marcado por eventos climáticos extremos e margens pressionadas no campo. A combinação de enchentes, estiagens prolongadas e custos elevados tem levado produtores a buscar alternativas mais seguras e com menor exigência de investimento, abrindo caminho para a diversificação das lavouras de verão no Estado.

Nesse contexto, a Boa Safra iniciou uma estratégia inédita ao estruturar o plantio de híbridos de sorgo já na primeira safra, especialmente no Sul do Estado e no Noroeste gaúcho. A proposta posiciona a cultura como opção ao milho e à soja, com menor custo inicial, maior tolerância ao estresse hídrico e preço previamente fixado em 85% do valor do milho, além de garantia de compra contratual antes do plantio.

O sorgo vem sendo semeado entre a segunda quinzena de agosto e o fim de novembro, permitindo diferentes arranjos produtivos. O sistema possibilita a implantação de uma segunda safra com soja safrinha em janeiro ou o uso consorciado com forrageiras para pastejo, ampliando a rentabilidade e reduzindo riscos. A estabilidade da cultura em condições de seca recente tem chamado a atenção de produtores, sobretudo em áreas onde o milho apresenta perdas significativas.

Apesar da cautela inicial típica da adoção de uma nova cultura, a rápida adesão tem sido favorecida pela organização de áreas comerciais e pela estrutura de recebimento e comercialização do grão. A expectativa é que o acompanhamento desta safra, com lavouras em diferentes estágios, contribua para definir o melhor posicionamento do sorgo no Estado e estimule a expansão da área nos próximos anos. O desempenho nacional recente da companhia em produtividade reforça a aposta na cultura como alternativa viável para o produtor gaúcho.

 





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Mercado nacional de bioinsumos cresce em 2025 e atinge R$ 4,3 bi


Bioinsumos Tratado de Budapeste
Foto: Divulgação Senar-GO

O mercado nacional de bioinsumos com destaque para os biofertilizantes e produtos biológicos, registrou crescimento expressivo em 2025, consolidando a expansão desse segmento no agronegócio brasileiro.

Dados de entidades do setor apontam que o faturamento atingiu R$ 4,3 bilhões, acompanhado de aumento da área tratada e do número de produtos registrados no país.

O avanço reflete uma combinação de fatores que vão desde a busca por maior sustentabilidade ambiental até ganhos concretos de produtividade no campo.

Segundo o gerente de marketing e produto da Vitalforce, Guilherme de Oliveira, os produtos biológicos deixaram de ser vistos apenas como alternativas e passaram a integrar o manejo agrícola de forma estratégica. Para ele, o desempenho dos biológicos depende de uma visão integrada do sistema produtivo.

“O biológico não é apenas uma ferramenta. É preciso considerar variedade, pressão de pragas e doenças, qualidade do produto e, principalmente, o posicionamento correto no manejo”, explica.

Integração com químicos impulsionam adoção

Um dos principais receios dos produtores ainda está relacionado à velocidade de ação dos produtos biológicos. No entanto, Oliveira destaca que, quando bem utilizados, eles podem apresentar eficiência equivalente ou até superior aos defensivos químicos, inclusive no controle de pragas desafiadoras, como percevejos e cigarrinhas.

Outro fator decisivo para a expansão do mercado é a compatibilidade entre produtos biológicos e químicos. “Esse sinergismo é fundamental. Hoje, muitos biológicos são compatíveis com moléculas químicas, o que permite uma aplicação conjunta sem perda de performance”, afirma o especialista.

Ganho de produtividade no campo

Segundo Oliveira, os resultados observados a campo reforçam o potencial dos bioinsumos. Em aplicações corretas, especialmente no controle de doenças foliares, o uso de biofungicidas tem garantido a proteção do potencial produtivo, com ganhos que variam entre três e seis sacas por hectare, além de melhorias na qualidade de sementes e grãos.

Adesão cresce entre produtores

A adoção dos produtos biológicos vem crescendo de forma acelerada entre produtores de todos os portes.

Segundo Guilherme, essa expansão é impulsionada por múltiplos fatores, como a demanda por alimentos com menos resíduos, a pressão regulatória ambiental, a retirada de moléculas químicas do mercado e a perda de eficiência de alguns defensivos tradicionais.

“O produtor está vivendo uma virada de chave. O futuro do manejo passa por usar o biológico primeiro e recorrer ao químico apenas quando necessário”, resume.

Tendências para os próximos anos

Para os próximos anos, a expectativa é de aumento no uso de biológicos no controle de lagartas, mosca-branca e cigarrinha, além de doenças foliares como cercosporiose, antracnose e complexos de manchas, especialmente na cultura da soja.

A projeção do setor indica que os bioinsumos seguirão como protagonistas no futuro da agricultura brasileira, aliando produtividade, sustentabilidade e inovação tecnológica no campo.

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Oferta de açúcar diminui, mas cotações atravessam 2025 em forte queda


Cana-de-açúcar
Foto: Pixabay

Contrariando expectativas de preços elevados devido à escassez global, o mercado de açúcar registrou expressivas quedas ao longo de 2025, tanto internas como externas. Isso é o que analizaram os pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

As cotações domésticas abriram o ano ainda em altos patamares, com o Indicador Cepea/Esalq a R$ 154,98/saca de 50 kg em janeiro. Com o início da safra 2025/26, em abril, os preços iniciaram uma trajetória descendente, que se estenderia ao longo do ano. A média do Indicador recuou para R$ 141,36/sc no começo da moagem, caindo progressivamente até R$ 105/sc no final de novembro, o menor patamar nominal desde abril/21.

Segundo pesquisadores do Cepea, essa desvalorização, no entanto, não significou abundância de produto. Pelo contrário, a disponibilidade permaneceu limitada, especialmente para o açúcar de melhor qualidade (Icumsa 150), que foi direcionado, em grande parte, às exportações.

No balanço da safra 2025/26, segundo dados da Secex, o Brasil exportou 30,86 milhões de toneladas de açúcar (de janeiro/25 a novembro/25), praticamente o mesmo volume enviado no ciclo anterior, com a participação nacional no comércio global se mantendo próxima dos 50%. Contudo, a queda nos preços internacionais reduziu significativamente a receita: em novembro, o preço médio de exportação foi de US$ 377,20/tonelada, baixa de 21% sobre o mesmo mês de 2024.

Pesquisadores do Cepea destacam que um aspecto relevante foi a manutenção do prêmio do mercado doméstico sobre as vendas externas. Em setembro, o spot paulista remunerava 9,17% a mais que os embarques, considerando os custos de fobização e o câmbio vigente. Essa diferença incentivou as usinas a priorizar o abastecimento interno.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo

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