Um total de 235 toneladas de soja em grãos, avaliadas em R$ 378.450,00, foram apreendidas nesta terça-feira (23) na Coordenação de Controle de Mercadorias em Trânsito de Carajás, da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa), conforme os documentos fiscais apresentados.
A apreensão ocorreu no posto fiscal da Ponte do Rio Tocantins, no município de Marabá, no sudeste no Pará, quando foram abordados cinco caminhões transportando mercadorias provenientes do município de Barcarena, no Pará, com destino ao município de Cariri, no Tocantins
“Após a análise dos documentos e consultas aos sistemas da Sefa constatamos que não houve o recolhimento do ICMS antecipado de saída de mercadoria, exigido para a operação, nos termos da legislação tributária vigente”, informou o coordenador, Cicinato Oliveira.
Foram lavrados cinco Termos de Apreensão e Depósito (TADs), totalizando R$ 81.745,20, referentes à cobrança do imposto devido e das multas.
Em 2025, o mercado de ovos manteve trajetória positiva, com produção e embarques recordes, apesar do caso de gripe aviária em granja comercial, em maio. Isso é o que indicam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Pesquisas do instituto mostram que as cotações atingiram recordes reais no início do ano; mas, com o aumento da oferta interna ao longo de 2025, passaram a recuar. Ainda assim, o bom ritmo dos embarques ajudou a limitar a baixa interna.
Os preços da proteína iniciaram 2025 abaixo dos praticados em dezembro/24, refletindo a demanda ainda retraída, típica do começo do ano. Em fevereiro, porém, o aumento gradual da procura com o retorno das aulas escolares e a oferta mais limitada elevaram os valores, que atingiram os maiores patamares da série histórica do Cepea.
As altas persistiram até março, período em que tradicionalmente a quaresma impulsiona a demanda pela proteína. No entanto, passaram a cair a partir de abril em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea, com exceção de agosto.
A produção nacional de ovos para consumo somou 3,04 bilhões de dúzias (de janeiro a setembro/25), volume 6,9% superior ao do mesmo período de 2024 e um recorde, de acordo com o IBGE. No mercado externo, a evolução dos casos de gripe aviária reduziu a oferta de ovos em diversos países.
Nos EUA, um surto significativo levou o país a intensificar as compras da proteína brasileira, cujo volume, entre janeiro e novembro, superou em 825% o total importado no ano anterior. Segundo a Secex, nos 11 primeiros meses de 2025, os embarques de ovos in natura e processados somaram 38,64 mil toneladas, 109% acima do volume de todo o ano de 2024 e um recorde.
O setor também enfrentou alguns desafios externos. O “tarifaço” imposto pelo governo norte-americano em agosto reduziu os envios dos ovos aos EUA. Por outro lado, novos mercados foram abertos, como o México.
Além disso, a rápida resolução do caso isolado de IAAP permitiu ao Brasil a retomada do seu status sanitário internacional e evidenciou o potencial do País para seguir atendendo às crescentes demandas interna e externa.
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O governo brasileiro concluiu negociações fitossanitárias com Marrocos, Iraque, Singapura e Argentina, ampliando o acesso de produtos do agronegócio nacional a mercados da África, da Ásia e da América do Sul. A informação foi anunciada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que destacou a autorização para exportação de feno aos três primeiros países citados e de bulbos de cebola ao mercado argentino.
Segundo o Mapa, “as autoridades de Marrocos, Iraque e Singapura aprovaram a exportação brasileira de feno”, insumo utilizado na alimentação animal e relevante para cadeias pecuárias que dependem de oferta regular de forragens. Em 2024, as exportações brasileiras para esses destinos somaram cerca de US$ 3,8 bilhões, com o Iraque como principal comprador, responsável por US$ 1,78 bilhão.
No caso da Argentina, o anúncio envolve a liberação fitossanitária para a exportação de bulbos de cebola. O país importou mais de US$ 1,5 bilhão em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para cacau e derivados, café e carnes.
Com as novas autorizações, o agronegócio brasileiro alcança 525 aberturas de mercado desde o início de 2023. De acordo com o governo, os resultados decorrem do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária e do Ministério das Relações Exteriores (MRE), que atuam de forma integrada nas negociações sanitárias e diplomáticas.
Enquanto os valores do feijão preto ao produtor cederam cerca de 36,4% (média de 2025 contra a de 2024), para o carioca, houve sustentação, sobretudo para o produto com notas 8,0 e 8,5 (+8,3%). Segundo pesquisadores do Cepea, as oscilações estão relacionadas à oferta e ao excedente de cada produto, que foram maiores para o feijão preto e menores para o carioca. Em 2025, a produção de feijão caiu 4,3%, somando 3,06 milhões de toneladas.
Considerando-se os estoques iniciais do ano (296,5 mil toneladas), a produção e as importações (13,9 mil toneladas), a disponibilidade interna é estimada em 3,37 milhões de toneladas, 4,8% a menos do que no ano anterior, de acordo com da Conab. Deste total, 2,8 milhões de toneladas estão previstas para serem consumidas internamente e 464,2 mil toneladas, para exportação.
Com isso, o estoque previsto para dezembro/25 é de apenas 106,8 mil toneladas, suficientes para o consumo de duas semanas no Brasil. Certamente, esse deverá ser um fator de sustentação dos preços em 2026.
A Conab estimou que a produção de feijão preto cresceu 14% no Brasil, para 811,3 mil toneladas. Já a colheita de feijão carioca reduziu 10,3%, para 1,65 milhão de toneladas, e a de feijão de caupi recuou 7,2%, para 600,2 mil toneladas.
No front externo, as exportações brasileiras totalizam 501,20 mil toneladas até novembro, recorde histórico anual, segundo dados da Secex. A Índia permanece como principal destino, absorvendo 60,7% das exportações brasileiras no período. As importações, por sua vez, permaneceram mínimas e totalizaram 12,3 mil toneladas nos 11 primeiros meses de 2025.
Geada queimou o milho? Saiba como transformá-lo em silagem de qualidade
Mesmo diante de uma oferta brasileira recorde de milho em 2025, os preços do cereal registraram recuperação em boa parte do ano, operando acima dos patamares de 2024. Isso é o que indicam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Considerando-se o agregado das três safras 2024/25, a produção brasileira atingiu 141 milhões de toneladas, 22% acima da safra anterior, impulsionada sobretudo pelo expressivo avanço da 2ª safra, reflexo do aumento da produtividade. No cenário internacional, a oferta mundial de milho manteve-se praticamente estável entre 2023/24 e 2024/25.
Os aumentos em países como Brasil, na China e na Índia compensaram as reduções de produção observadas em outros países como Rússia, EUA e Ucrânia. No início de 2025, embora as previsões já indicassem uma produção nacional maior, o estoque de passagem historicamente reduzido, estimado em apenas 1,8 milhão de toneladas em janeiro/25, influenciou o mercado doméstico.
A esse fator somaram-se a demanda interna aquecida, valores elevados pedidos pelos vendedores e as dificuldades logísticas, que resultaram em maiores preços no 1º trimestre do ano. Já nos meses seguintes, as cotações foram pressionadas pela maior disponibilidade do cereal diante do avanço da colheita da safra de verão.
Além disso, o bom desenvolvimento da segunda safra, favorecido pelo clima, reforçou as expectativas de uma colheita volumosa em 2024/25, intensificando a pressão sobre os preços domésticos. No início do 2º semestre, os preços seguiram em queda, influenciados pela retração da demanda, já que muitos consumidores aguardavam novas desvalorizações do cereal, fundamentados no avanço da colheita da segunda safra e nas estimativas indicando produção recorde no País.
Assim, com exportações mais lentas e a colheita da segunda safra em andamento, os vendedores passaram a demonstrar maior flexibilidade nas negociações. Na reta final do ano, a partir de outubro, produtores passaram a restringir a oferta no mercado spot, movimento que voltou a sustentar os preços até meados de dezembro, com agentes relatando dificuldades na recomposição de estoques.
O mercado de soja apresentou elevada volatilidade de preços ao longo de 2025, em um contexto de ampla oferta global, disputas comerciais entre China e Estados Unidos, mudanças na política de “retenciones” na Argentina e expansão da demanda em diversos países.
As cotações médias foram as mais baixas dos últimos anos tanto no Brasil quanto no front externo. Os Indicadores Cepea/Esalq – Paranaguá (PR) e Cepea/Esalq Paraná registraram em 2025 as menores médias anuais desde 2019, em termos reais. Na CME Group, o contrato de primeiro vencimento teve a menor média anual desde 2020.
No Brasil, apesar de o ano ter começado com o menor estoque de passagem em quatro safras, o avanço acelerado da colheita 2024/25 confirmou uma produção recorde de 171,48 milhões de toneladas. Mesmo com a quebra registrada no Rio Grande do Sul a produtividade dos outros estados compensou a oferta, o que ampliou a disponibilidade interna e a liquidez do mercado spot.
Dessa forma, o País respondeu por cerca de 40% da produção mundial, estimada em 427,15 milhões de toneladas pelo USDA. Argentina e EUA também tiveram recuperação expressiva na produção, alcançando os maiores volumes desde a safra 2021/22.
Os EUA colheram 119,04 milhões de toneladas, crescimento de 5% em relação à temporada anterior, enquanto a Argentina produziu 51,1 milhões de toneladas, avanço de 6%. Outros países também atingiram recordes, reforçando o cenário de ampla oferta global.
Do lado da demanda, o desempenho também foi relevante. A China importou 108 milhões de toneladas, quantidade 3,5% menor que a da safra anterior, mas esse recuo foi compensado pela expansão das compras em outros destinos.
No total, o comércio mundial de soja atingiu 184,8 milhões de toneladas em 2024/25, alta de 3,9%, com o Brasil respondendo por 55,8% das exportações globais. Assim, os embarques brasileiros atingiram um novo recorde em 2025.
A China permaneceu como principal destino, com participação de 78,3% (de janeiro a novembro), enquanto a Argentina ampliou as importações do grão brasileiro em 73,5%, um movimento atípico e relevante ao longo do ano.
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O Governo de São Paulo investiu R$ 290 milhões no Seguro Rural nos últimos três anos, consolidando o maior aporte do país na política de proteção ao produtor rural. As informações foram divulgadas pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, que destacou que o valor representa um aumento de 56,8% em relação ao período anterior, quando, entre 2020 e 2023, os investimentos somaram R$ 184,95 milhões.
Segundo a Secretaria, o aporte tem garantido resposta rápida às perdas causadas por eventos climáticos e ampliado a cobertura das lavouras no estado. “O investimento assegura resposta rápida às perdas provocadas por eventos climáticos, amplia a cobertura das lavouras e reforça a capacidade de recuperação das propriedades”, informou a pasta, ao destacar que o programa oferece segurança para que os produtores mantenham a atividade mesmo em cenários adversos.
No período analisado, foram contratadas mais de 53 mil apólices de seguro rural por cerca de 40 mil produtores paulistas. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento subsidia até 30% do valor do prêmio do seguro, medida que, de acordo com o órgão, amplia o acesso ao instrumento e fortalece a proteção das produções agrícolas no estado.
Desde 2023, aproximadamente R$ 18 bilhões em valor de produção agrícola, pecuária e florestal foram protegidos com o apoio do Seguro Rural. A Secretaria informou que, a cada R$ 1 investido pelo Estado, em média R$ 60 em valor de produção são resguardados, reforçando a continuidade das atividades no campo.
O programa é executado em parceria com diversas seguradoras, permitindo que o produtor escolha a opção mais adequada à sua propriedade e à cultura explorada, conforme destacou a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
O paraibano Ariano Suassuna, intelectual, filósofo e escritor, escreveu uma ideia maravilhosa, dentre muitas: “o otimista é um tolo, um pessimista um chato, sou um realista esperançoso”. É dessa maneira que escrevo esta minha coluna com a alma e os olhos voltados para as realidades esperançosas de 2026.
Dia 12 de janeiro está marcada a reunião para decidir a assinatura do acordo UE & Mercosul. Será bom para o mundo, para a Europa, para o Brasil e países do Mercosul. Não por uma expectativa “otimista”, mas simplesmente por ser obviamente um rumo necessário a todas as partes. Inclusive aos próprios agricultores europeus, que passarão a ter muito mais oportunidades de mercados para seus ricos alimentos e bebidas originados nos seus “terroir” com denominação de procedência e marcas registradas globalmente como “champagne, cognac, Mirabelle Plum, Guérand Salt (tem até sal com marca de terroir!), sem contar que os italianos dominam as mesas do mundo e irão dominar mais ainda, etc.
Portanto, tenho a esperança realista da assinatura desse acordo, ou pelo menos de um forte encaminhamento positivo, por significar uma mudança espetacular nas visões das relações comerciais internacionais. E isto da mesma forma será ótimo para todo agronegócio brasileiro, onde também poderemos ir a muitos mais mercados, com diversificação, não apenas das grandes commodities, mas produtos de sabores tropicais únicos, multiplicação do comércio também com os “terroir” nacionais, desde o A do abacate ao Z do Zebu.
Também de forma realista esperançosa, o crescimento do mercado do biocombustível em todos os aspectos, com biodiesel, etanol, SAF, e tudo isso originado de grãos e de fibras que serão desenvolvidas para esses fins, desde o próprio trigo até a macaúba, modelos agroflorestais, o arroz, e dentro da recuperação de áreas degradadas no país, mas ao lado dos setores empresariais agroindustriais e cooperativistas agregando valor.
O biogás transformando lixo em riquezas na economia circular e dando a toda produção de alimentos no país um selo de sustentabilidade na transformação de dejetos em produtos para o mercado de carbono, além de biofertilizantes, eletricidade, bioinsumos, biometano, etc.
O PIB do complexo do agronegócio no Brasil atinge a casa de cerca de 30% sobre o PIB total. Ao olharmos com uma noção mínima de planejamento estratégico podemos constatar racionalmente que temos a efetiva chance de dobrar de tamanho nos próximos 12 anos. E isso não é otimismo tolo – ao contrário, é realismo racional.
O Brasil nos últimos 40 anos assumiu uma percepção de potência da segurança alimentar, energética e ambiental do planeta. E esse patamar atingido não pode mais não ser percebido. Na COP-30, na Agrizone, um trabalho espetacular da Embrapa e do enviado agro Roberto Rodrigues reunindo todas as entidades do país, do antes, dentro e pós porteira das fazendas gerou um documento e um show de realidades colocando o Brasil como coração agrotropical planetário, uma solução global. E a FAO, órgão da ONU, decidiu criar um centro tropical mundial com base no que viu na COP-30.
Temos muitas coisas para fazer? Sim. Muitas coisas para consertar? Sim. Muitos problemas para superar? Sim. Porém para 2026 que as realidades esperançosas superem em muito apenas sonhos otimistas, quanto negacionismos pessimistas. A vitimização, colocar a culpa nos outros e apontar culpados, é a única estratégia que não interessa aos realistas esperançosos, são estratégias de polarização de medo e de covardia.
Que venha 2026 e que o enfrentemos de frente, pois medo do futuro? Só se ele nos pegar pelas costas!
Feliz 2026, coragem, confiança, cooperação, criação, consciência, caráter. E amor ao Brasil!
*José Luiz Tejon é jornalista e publicitário, doutor em Educação pela Universidad de La Empresa/Uruguai e mestre em Educação Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie.
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Nos primeiros dez dias de dezembro, o milho manteve a tendência positiva tanto no mercado internacional quanto no mercado brasileiro. De acordo com a análise da Consultoria Agro do Itaú BBA, o movimento foi sustentado pela demanda firme pelo grão norte-americano e pelo consumo interno no Brasil, voltado principalmente à ração animal e à produção de etanol.
Na Bolsa de Chicago, o milho registrou em novembro a terceira valorização mensal consecutiva. No período, o preço avançou 2,1%, alcançando US$ 4,30 por bushel. No início de dezembro, o cereal seguiu em alta, com média de US$ 4,35 por bushel, o que representa avanço adicional de 1,1%.
Além de acompanhar a valorização da soja, o milho foi beneficiado pela forte demanda pelo produto dos Estados Unidos. A competitividade do grão norte-americano em relação a outras origens contribuiu para sustentar os preços nesse início de mês, avalia o Itaú BBA.
Preços sobem no mercado doméstico
No Brasil, os preços também avançaram. Em Sorriso, a o milho subiu 2,8% em novembro, atingindo R$ 50 por saca. Nos primeiros dez dias de dezembro, a valorização continuou, com alta de 3,1%, levando a cotação para R$ 51,30 por saca.
A avaliação da Consultoria Agro do Itaú BBA é de que a demanda interna manteve suporte às cotações, impulsionada pelo aumento do consumo para ração e para a produção de etanol. Mesmo com o ritmo de embarques abaixo do esperado no início da temporada, a menor intensidade das exportações não pressionou os preços no mercado interno. A absorção de parte do milho disponível pela demanda doméstica ajudou a equilibrar a oferta.
Atenção voltada à segunda safra
Outro fator de sustentação dos preços foi a preocupação com a janela de plantio da segunda safra. Esse cenário contribuiu para manter as cotações firmes ao longo da curva futura negociada na B3.
Os próximos dias são considerados decisivos para a definição da janela de semeadura e dos investimentos na segunda safra. A área destinada ao milho dependerá dos preços, do avanço da colheita da soja e dos riscos climáticos, especialmente nas regiões onde houve atraso na semeadura da safra de verão.
A onda de calor que atinge o estado de São Paulo desde a última semana provocou um aumento de até 60% no consumo de água em algumas regiões, segundo a Sabesp. O crescimento da demanda já impacta os mananciais que abastecem a Grande São Paulo, levando o Governo do Estado a reforçar o alerta para o uso consciente da água.
De acordo com o governo paulista, o aumento do consumo ocorre em um período de um dos menores índices de chuva dos últimos anos, com estiagem prolongada e redução da capacidade das represas que abastecem a Região Metropolitana.
Governo pede uso consciente da água
Diante do cenário de escassez hídrica, o Governo de São Paulo orienta a população a reduzir o tempo de banho, evitar desperdícios e suspender usos não essenciais, como encher piscinas e lavar calçadas ou carros. A prioridade, segundo o Estado, deve ser o consumo destinado à alimentação e à higiene pessoal.
O monitoramento dos sistemas de abastecimento é feito de forma contínua pelo governo em conjunto com a Sabesp, que realiza manobras operacionais para preservar o equilíbrio da distribuição. Como medida preventiva, a companhia também tem reforçado o abastecimento em áreas específicas, inclusive com o apoio de caminhões-pipa.
“O uso consciente da água deve fazer parte da rotina das famílias, principalmente neste período de escassez severa. A ação de cada pessoa tem impacto direto na preservação do nível das represas responsáveis pelo abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo”, afirmou a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende.
Redução da pressão noturna ajuda a preservar mananciais
Desde agosto, o Governo de São Paulo, em parceria com a Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado), adotou a redução da pressão noturna da água na Região Metropolitana como forma de preservar os mananciais.
Inicialmente, a medida foi aplicada entre 21h e 5h, durante oito horas, entre os dias 27 de agosto e 21 de setembro. A partir de 22 de setembro, o período foi ampliado, passando a ocorrer das 19h às 5h.
Segundo o governo estadual, as ações de gestão hídrica resultam em uma economia diária equivalente a mais de 1,2 milhão de caixas-d’água de 500 litros, ou cerca de 50,4 mil caixas por hora.
Veja dicas para economizar água em casa
Reduza o tempo do banho: um banho de 15 minutos pode consumir até 150 litros de água. Banhos de até 5 minutos podem gerar economia de até 9 mil litros por mês em uma família.
Fique atento à descarga: verifique vazamentos e evite jogar papel higiênico no vaso sanitário para não aumentar o desperdício.
Economize na cozinha: mantenha a torneira fechada enquanto ensaboa a louça e utilize a máquina de lavar louça apenas quando estiver cheia.
Use melhor a máquina de lavar roupas: acumule o máximo de peças antes de ligar o equipamento e reaproveite a água da lavagem para outras atividades.
Troque a mangueira pela vassoura: para limpar calçadas, quintais e lavar o carro, prefira balde e vassoura.