A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento do lote 255001 do azeite de oliva extravirgem da marca Royal, fabricado pela empresa T. Globo Importação e Exportação Ltda.
Ficam proibidos a comercialização, distribuição, importação, propaganda e consumo do produto.
Conforme informado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), foi identificada fraude no lote 255001 do azeite de oliva extravirgem da marca.
Análises laboratoriais confirmaram que o produto não atende aos padrões exigidos, pois contém outros óleos vegetais. Além disso, o produto continuou sendo comercializado, mesmo após determinação de recolhimento pelas autoridades.
O Canal Rural entrou em contato com a empresa, mas não obteve retorno até a publicação da matéria.
O Governo do Estado de São Paulo publicou nesta semana uma resolução que estabelece medidas de defesa sanitária para proteger a cadeia produtiva da tilápia diante do risco de introdução do Tilapia Lake Virus (TiLV), considerado uma ameaça à aquicultura. A norma define protocolos obrigatórios de controle sobre o ingresso, trânsito, comercialização e processamento de tilápia e derivados provenientes de países com ocorrência confirmada da doença ou de outros patógenos de risco.
Segundo o texto, a medida tem caráter preventivo e busca preservar o status sanitário da aquicultura paulista enquanto persistem incertezas sobre os riscos da importação do produto. “A medida é preventiva e visa preservar o status sanitário da aquicultura paulista”, destaca a resolução ao justificar a adoção das regras até uma definição em nível federal.
A normativa estabelece que todos os produtos de tilápia, frescos ou congelados, inteiros ou processados, oriundos de países com registro da doença, passam a estar sujeitos a controle sanitário em todo o território paulista. “A resolução estabelece que todos os produtos de tilápia passam a estar sujeitos a controle sanitário rigoroso”, informa o texto, que também prevê exigências relacionadas à identificação, rastreabilidade, segregação por origem e manutenção de registros.
A execução e a fiscalização das medidas caberão à Defesa Agropecuária do Estado, que poderá realizar inspeções em estabelecimentos, cargas e documentos, além de adotar medidas administrativas em caso de risco. “A execução e fiscalização das medidas caberão à Defesa Agropecuária do Estado”, diz a norma, que também prevê a atuação integrada com vigilâncias sanitárias municipais e outros órgãos.
A resolução leva em consideração o avanço internacional do Tilapia Lake Virus, já registrado em países da Ásia, África e Oriente Médio, e com potencial de causar impactos em regiões produtoras. “A introdução da doença tem potencial para impactos relevantes”, aponta o documento ao justificar a adoção do princípio da precaução.
Controle sanitário e rastreabilidade
Entre as exigências, estão:
• identificação e rastreabilidade dos lotes
• segregação de produtos por origem
• manutenção de registros sanitários e fiscais por no mínimo 12 meses
• submissão a fiscalização e inspeção pelos órgãos competentes
Fiscalização sanitária
Entre as ações previstas estão:
• apreensão e interdição cautelar de produtos
• fiscalização de cargas e estabelecimentos
• aplicação de sanções administrativas
• determinação de medidas corretivas
De acordo com o governo paulista, a iniciativa busca proteger uma cadeia produtiva em expansão no país. “A tilapicultura vem se consolidando como uma das principais cadeias da aquicultura brasileira”, ressalta o texto, ao destacar a importância econômica do setor e a necessidade de medidas para garantir sua continuidade.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã permitiu a passagem de dez petroleiros pelo Estreito de Ormuz como um gesto de boa vontade em meio às negociações em andamento.
Segundo Trump, parte das embarcações navegava sob bandeira do Paquistão, e a iniciativa teria sido apresentada por Teerã como uma demonstração de compromisso e credibilidade no processo diplomático.
As declarações foram feitas durante uma reunião de gabinete na Casa Branca. Na ocasião, o presidente detalhou comentários anteriores, nos quais havia descrito a medida como um “presente” do Irã.
Trump também afirmou que, inicialmente, a liberação envolveria oito navios, mas o número final chegou a dez, o que, segundo ele, reforça a percepção de um possível sinal positivo em meio às tensões na região.
Importações de soja da China serão recorde, diz USDA. Foto: Nájia Furlan/Portos do Parana
O mercado internacional de soja aguarda a divulgação do relatório de intenção de plantio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), prevista para a próxima terça-feira, 31, às 13h, com expectativa de aumento na área destinada à cultura em 2026.
A projeção média dos analistas aponta para uma área de 85,55 milhões de acres, acima dos 81,22 milhões de acres semeados no ano passado. As estimativas variam entre 84,25 milhões e 86,5 milhões de acres.
Caso o número se confirme, o USDA deverá indicar uma área superior à sinalizada em fevereiro, durante o Fórum Anual do Departamento, quando a projeção ficou próxima de 85 milhões de acres.
Apesar do avanço esperado para a soja, a área destinada ao milho ainda deve permanecer maior nos Estados Unidos. A previsão é de 94,37 milhões de acres para o cereal, embora abaixo dos 98,79 milhões de acres registrados no ciclo anterior.
O relatório é acompanhado de perto pelo mercado por seu potencial de influenciar preços e estratégias de comercialização no cenário global de grãos.
O pecuarista e associado da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Aloysio Queiroz Monteiro Filho, morreu nesta quinta-feira (26), aos 89 anos.
Associado à ABCZ desde 2012, Aloysio foi um grande admirador do Nelore e iniciou a seleção da raça em 1988, com a marca TED, na Fazenda Boa Vista Muribara, na cidade de São Lourenço da Mata, em Pernambuco.
Entre 2011 e 2013, atuou como presidente da Associação dos Criadores de Nelore do Nordeste (ACNN), em uma gestão engajada na defesa dos produtores nordestinos e na defesa do status sanitário do Nordeste como livre de febre aftosa.
O legado da marca TED permanece vivo por meio de seu filho, Ted Monteiro, que dá continuidade ao trabalho iniciado por Aloysio.
“Ele foi a pessoa que realmente me colocou no caminho da pecuária. Fiz o curso de Zootecnia e comecei a tocar, com ele, a criação de Nelore. Inclusive, a nossa marca leva o meu nome, mas foi ele que conduziu tudo até certo momento. Foi um homem importante, trabalhador, sério e muito amoroso. Deixa um legado para todos nós”, conta Monteiro.
Estimado usuário. Preencha o formulário abaixo para remeter a página.
Foto: Pixabay
O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, em parceria com a Emater Goiás e com apoio do Goiás Social, realizou na segunda-feira (23), em Iaciara, a entrega de cartões do Crédito Social Rural para produtores da região do Vão do Paranã. Ao todo, 1.384 produtores foram beneficiados, com investimento de R$ 6,9 milhões destinado à estruturação de atividades produtivas no campo. Segundo o governo estadual, os recursos são voltados ao fortalecimento da produção rural.
A iniciativa contemplou agricultores familiares de 17 municípios da região. De acordo com o governo, “os recursos poderão ser aplicados na aquisição de insumos, equipamentos e melhorias produtivas, conforme as atividades desenvolvidas pelos beneficiários”, permitindo a ampliação das atividades no campo e o apoio direto à produção local.
Os produtores atendidos também participaram de cursos de capacitação promovidos pela Emater Goiás, que alcançaram 1.567 pessoas. As formações abrangeram diferentes áreas produtivas ligadas à agropecuária e às atividades complementares, como processamento de alimentos e turismo rural. “Os produtores atendidos participaram de cursos de capacitação promovidos pela Emater Goiás”, informa o texto, ao destacar a integração entre assistência técnica e acesso ao crédito.
No cenário ideal, a atuação do Congresso Nacional passa por um equilíbrio entre interesses políticos e demandas setoriais e da sociedade civil. Em ano de eleições, entretanto, o comportamento de deputados e senadores tende a ser diferente.
“Os parlamentares respondem a incentivos tanto da sua base política quanto do governo e isso acaba orientando o comportamento deles dentro do Congresso”, avalia Leandro Consentino, cientista político e professor do Insper.
Ele explica ainda que, na prática, o comportamento político está diretamente ligado à busca pela reeleição, o que pode influenciar a condução das pautas no Legislativo.
De acordo com Consentino, a chamada Teoria da Escolha Pública ajuda a entender essa dinâmica. Na economia, o conceito diz que políticos e agentes públicos tomam decisões pensando também em benefício próprio, não só no bem comum.
“Eles estão claramente focados em recursos de poder que permitam renovar seus mandatos”, reforça.
Atuação vai além das votações
Para além da discussão que envolve interesses pessoais e públicos, a atuação dos parlamentares, na prática, envolve interlocução constante com o Executivo e atenção a demandas dos setores produtivos.
No caso do agronegócio, que tem a maior bancada do Congresso com mais de 300 integrantes, o trabalho legislativo está diretamente conectado aos problemas enfrentados pelos produtores. Essa é a análise de Karina Tiezzi, gerente de relações governamentais da BMJ Consultores Associados.
“O que acontece ali extrapola a questão de votar ‘sim’ ou ‘não’. Eles lidam com problemas reais que estão sendo sentidos na ponta”, diz. A especialista cita desafios como custo de produção, logística e insegurança jurídica como temas recorrentes.
A avaliação do professor do Insper, porém, é mais cautelosa. “Se esses interesses convergirem com as pautas do agronegócio, ótimo. Mas, se não, eles vão optar pela própria sobrevivência política”, afirma Consentino.
A observação ganha peso em um ano eleitoral, quando o foco em recursos políticos, como cargos e articulação com o governo, se intensifica. “Eles estão claramente focados em recursos de poder que permitam renovar seus mandatos”, explica.
Agro tem força, mas tempo legislativo ainda é desafio
Para Tiezzi, o trabalho da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) fortalece o debate e amplia a capacidade de resposta às demandas do agro.
“A FPA tem relevância porque dá enfoque aos problemas enfrentados pelo setor, com conhecimento de causa do que acontece na ponta”, afirma. Ela destaca ainda o peso econômico do agronegócio, que responde por cerca de 25% do PIB e por quase metade das exportações brasileiras.
Apesar da força política, a especialista da BMJ aponta que o avanço das pautas de maior interesse do agronegócio enfrenta entraves no ritmo do Congresso. Tiezzi explica que projetos estruturais podem levar anos até gerar efeitos práticos.
“Para sentir isso na ponta, ainda passa por um período de regulamentação e implementação”, diz.
Ano eleitoral deve limitar avanços
Em 2025, mais de 150 milhões de eleitores vão às urnas para definir o presidente da República, governadores e senadores, bem como deputados federais, estaduais e distritais. O primeiro turno está marcado para o dia 4 de outubro.
Nesse contexto, o andamento de propostas relevantes para a agropecuária tende a ser reduzido. “Em ano eleitoral, tradicionalmente há um espaço menor para decisões, o que pode impactar o avanço de pautas relevantes para o setor”, observa Tiezzi.
De acordo com Consentino, o avanço de projetos dependem também de outros componentes específicos.
“É aí que entram os acordos políticos, a proximidade com o governo e a orientação dos partidos, que acabam influenciando diretamente a tomada de decisão dos parlamentares”, conclui.
O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura do Paraná, estima que a safra de soja 2025/26 no estado alcance 21,888 milhões de toneladas. O volume representa um crescimento de 3% em relação à temporada anterior, quando foram colhidas 21,207 milhões de toneladas.
De acordo com o relatório mensal de março, o avanço na produção ocorre principalmente em função da melhora na produtividade. A média foi projetada em 3.793 quilos por hectare, acima dos 3.676 quilos por hectare registrados na safra 2024/25.
Já a área plantada apresenta estabilidade. Para o novo ciclo, a estimativa é de 5,771 milhões de hectares, praticamente no mesmo patamar dos 5,769 milhões de hectares cultivados na temporada anterior.
De acordo com o Meteored, a tarde e a noite desta quarta-feira (25) têm previsão de pancadas de chuva no Sul do Brasil devido à atuação de uma frente fria. Instabilidades também atingem o Centro-Oeste e o Norte do país, enquanto no Sudeste as chuvas retornam após dias de calor e tempo firme, ocorrendo de forma pontual. “A tarde e noite desta quarta-feira (25) têm previsão de pancadas de chuva devido à atuação de uma frente fria sobre o Sul do Brasil”, informa o boletim.
Para esta quinta-feira (26), o sistema conhecido como Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN) segue atuando sobre áreas do Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Segundo a previsão, o fenômeno favorece pancadas de chuva isoladas, com possibilidade de eventos de intensidade moderada a forte. “O sistema favorece a ocorrência de pancadas de chuva isoladas nessas regiões”, aponta o texto.
Nas primeiras horas do dia, o centro-sul do país deve registrar céu parcialmente nublado. Uma frente fria que atuava na Região Sul perdeu força, mas outro sistema já avança, elevando as instabilidades, especialmente no Rio Grande do Sul. Ao mesmo tempo, áreas do Sudeste e do Centro-Oeste permanecem sob influência do VCAN, o que favorece a formação de nuvens carregadas e a ocorrência de chuvas, inclusive no oeste de Goiás. “O tempo permanece parcialmente nublado, com risco de chuvas durante o amanhecer”, destaca a análise.
Ao longo da tarde, a tendência é de aumento da nebulosidade em grande parte do centro-sul. Há previsão de chuvas moderadas a fortes em regiões como o Triângulo Mineiro, noroeste de Minas Gerais, Goiás e norte do Mato Grosso do Sul. “Há possibilidade de chuvas moderadas a fortes”, diz o boletim, que também alerta para a ocorrência de descargas elétricas e rajadas de vento. Em São Paulo, Rio de Janeiro e nos estados do Sul, as precipitações devem ocorrer de forma pontual e com menor intensidade.
No centro-norte do país, o VCAN também influencia o tempo, com maior concentração de instabilidades sobre Mato Grosso e áreas da Região Norte. O amanhecer deve ser marcado por muita nebulosidade e pancadas de chuva no norte mato-grossense, interior do Amazonas e extremo norte de Rondônia. “O transporte de umidade proveniente do Atlântico Equatorial […] deixa a atmosfera mais saturada”, informa o texto.
Durante a tarde, há previsão de chuvas fortes em grande parte do Acre, Amazonas e centro-oeste do Mato Grosso. O estado mato-grossense permanece em atenção por estar em fase final da colheita da soja, podendo haver impactos logísticos. Com o avanço das horas, a intensidade das chuvas diminui, mas o tempo segue fechado em áreas do Norte, com pancadas ainda previstas no interior do Pará e em parte do Amapá.
Até o fim desta quinta-feira (26), os maiores volumes de chuva devem se concentrar no sudeste do Amazonas, com acumulados superiores a 70 mm. Em regiões do noroeste do Mato Grosso e em grande parte de Acre e Rondônia, os volumes diários variam entre 23 mm e 60 mm, enquanto nas demais áreas da Região Norte os acumulados tendem a ser inferiores a 30 mm. “Os maiores volumes de chuva devem ocorrer no sudeste do Amazonas”, conclui o boletim.
Enquanto produtores defendem a medida como essencial para valorizar o cacau nacional e garantir qualidade ao consumidor, a indústria alerta para impactos na produção, aumento de custos e maior dependência de importações.
O que muda com o projeto
O texto define parâmetros técnicos para os derivados do cacau e estabelece regras mais claras para a composição dos produtos.
Entre os principais pontos estão:
definição de percentuais mínimos de cacau em chocolates
limite para uso de outras gorduras vegetais
obrigatoriedade de informar o teor de cacau na parte frontal da embalagem
mudanças nas classificações como “amargo” e “meio amargo”
Segundo o relator, a proposta busca dar mais transparência ao consumidor diante de produtos com baixo teor de cacau vendidos como chocolate.
Indústria é contra
A indústria afirma apoiar a transparência, mas critica alterações feitas na Câmara, que, segundo o setor, podem gerar distorções.
“A indústria sempre foi muito a favor da transparência, de elevar a qualidade do chocolate brasileiro. A gente tinha um texto consensuado com toda a cadeia produtiva, mas algumas mudanças feitas na Câmara nos preocupam”, afirmou o presidente executivo da Abicab, Jaime Recena.
Para o executivo, um dos principais pontos de alerta é a capacidade de oferta de cacau no Brasil. “Hoje a indústria precisa importar cerca de 20% a 30% do cacau para suprir a demanda. A partir do momento que aumenta a exigência, a gente vai precisar importar mais”, explicou.
Recena também destaca que mudanças nos parâmetros podem impactar diretamente os produtos. “Algumas modificações podem alterar sabores e características dos chocolates. A gente precisa entender melhor esses pontos para encontrar uma solução equilibrada”, disse.
Produtores defendem regras mais rígidas
Do lado dos produtores, o projeto é visto como uma resposta a um problema estrutural da cadeia: a substituição do cacau por outros ingredientes e a pressão das importações.
“Existem muitos produtos hoje com substituição do cacau. Isso fez com que houvesse uma retração na demanda por cacau acima de 20%”, afirmou a vice-presidente da Associação Nacional dos Produtores de Cacau (ANPC), Eunice Gutzeit.
Ela também criticou o avanço das importações, que, segundo a entidade, ocorre em um momento inadequado para o setor.
“Hoje temos importações desnecessárias em um momento inadequado, inclusive com riscos fitossanitários”, alertou.
Eunice cita preocupações com a flexibilização de regras sanitárias. “A instrução normativa 125 não segue protocolos tão rigorosos quanto antes. Já foi constatado que existe risco fitossanitário, mas mesmo assim não fomos atendidos”, disse.
Segundo ela, o Brasil já caminha para maior equilíbrio na produção e deveria ter critérios mais rígidos para importar. “O Brasil caminha para autossuficiência. Não faz sentido importar de qualquer forma, sem regras claras baseadas na previsão de safra”, afirmou.
Os produtores também defendem critérios mais rígidos para a definição do produto final. “Se não tem cacau, não é para ser chamado de chocolate. Não deveria usar termos como ‘sabor chocolate’ sem ter o mínimo do ingrediente”, disse Eunice.
Segundo ela, a redução do uso de cacau impacta diretamente a renda no campo. “O produtor está sendo penalizado. Hoje temos custo de produção entre R$ 18 e R$ 20, e estamos vendendo a R$ 9 ou R$ 10”, afirmou.
Sustentabilidade
Além da questão econômica, os produtores destacam o papel ambiental da cultura do cacau. “A cacauicultura mantém a floresta em pé. É uma cultura cultivada dentro dos biomas, como a Mata Atlântica e a Amazônia”, explicou Eunice.
Na prática, o cacau é produzido em sistemas agroflorestais, integrados à vegetação nativa, o que permite gerar renda sem desmatamento.
Por isso, segundo ela, o aumento do teor de cacau nos produtos pode ter impacto direto na conservação ambiental.
“Quando o consumidor escolhe um chocolate com mais cacau, ele ajuda o produtor e ajuda a manter a floresta em pé”, afirmou.