segunda-feira, abril 13, 2026

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China amplia compras e consolida liderança nas importações globais de soja


As exportações brasileiras de soja seguem em ritmo acelerado, puxadas principalmente pela demanda chinesa. Em setembro, a China importou 6,5 milhões de toneladas da oleaginosa brasileira, representando 93% do total embarcado pelo Brasil no mês, segundo dados da Secex. Essa concentração reforça o protagonismo do país asiático no comércio global da commodity.

Com esse desempenho, o Brasil exportou 6,99 milhões de toneladas de soja em setembro, superando em 6,6% o volume de igual período de 2024. No acumulado do ano, o país já enviou ao exterior 93 milhões de toneladas, o maior volume registrado entre janeiro e setembro.

Para outubro, a expectativa é ainda mais otimista: a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) projeta 7,12 milhões de toneladas exportadas, superando em quase 60% o volume do mesmo mês do ano anterior. “A ausência dos Estados Unidos no mercado, devido à guerra tarifária com a China, abriu ainda mais espaço para o Brasil”, analisa Argemiro Brum, da CEEMA.

O recuo das exportações de farelo de soja — estimadas em 1,92 milhão de toneladas para outubro — indica mudança no perfil da demanda global, com maior foco no grão in natura. Mesmo assim, os embarques acumulados de farelo em 2025 já ultrapassam 19 milhões de toneladas.

Com a participação chinesa nas importações brasileiras de soja saltando para 79,9% neste ano, contra média de 74% entre 2021 e 2024, especialistas apontam risco de excesso de dependência. “A concentração pode aumentar a vulnerabilidade comercial do Brasil frente a oscilações na política externa chinesa”, alerta Brum.

Apesar dos números expressivos, a atenção do mercado internacional se volta para a nova safra sul-americana, que enfrenta alta nos custos de produção e incertezas climáticas. Esse cenário poderá redefinir o equilíbrio global de oferta e preços nas próximas safras.





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Colheita de milho nos EUA avança, mas impasse fiscal paralisa dados e gera incerteza global


A colheita de milho nos Estados Unidos avança e já alcança cerca de 40% da área plantada, mas o mercado global opera em meio à incerteza. A crise fiscal que paralisou parte do governo norte-americano impediu a divulgação do relatório de oferta e demanda do USDA, ferramenta fundamental para o equilíbrio internacional da commodity.

Em Chicago, os contratos futuros recuaram levemente, fechando o dia 9 de outubro a US$ 4,18 por bushel. A ausência de informações oficiais gerou volatilidade e ampliou o espaço para especulações. “Sem as estatísticas do USDA, o mercado fica no escuro, e isso afeta decisões comerciais em todo o mundo”, observa Argemiro Brum, da CEEMA.

Apesar disso, a demanda interna dos EUA segue firme, especialmente puxada pela indústria de etanol, o que contribui para limitar quedas mais acentuadas nos preços. Contudo, com a entrada da safra recorde americana no mercado, os principais concorrentes, como Brasil e Ucrânia, devem enfrentar desafios para manter seus volumes exportados.

No Brasil, as exportações acumuladas entre fevereiro e setembro somam 18,8 milhões de toneladas — 4% abaixo do mesmo período de 2024. Especialistas apontam que o ritmo deve cair ainda mais, diante da concorrência agressiva dos Estados Unidos, que volta com força ao mercado internacional.

Outro fator relevante é a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade brasileira. Segundo analistas, a conjuntura atual favorece a hegemonia dos EUA nas vendas internacionais, ao menos no curto prazo.

Enquanto isso, a China se mantém atenta às oportunidades de compra, avaliando fornecedores com base em preço, volume e previsibilidade logística — aspectos que poderão ser redefinidos conforme se desenrola a crise fiscal norte-americana e avança a colheita nos demais países produtores.





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Custos da nova safra de soja sobem e preocupam produtores


A análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente à semana de 3 a 9 de outubro e publicada nesta quinta-feira (9), apontou estabilidade nos preços da soja no Brasil, com leve tendência de alta em algumas regiões. O câmbio variou entre R$ 5,30 e R$ 5,35 por dólar, e os prêmios permaneceram estáveis. No Rio Grande do Sul, a média estadual foi de R$ 122,77 por saca, enquanto as principais praças registraram R$ 120,00. Nas demais regiões do país, os preços oscilaram entre R$ 113,00 e R$ 122,00 por saca.

As exportações brasileiras de soja atingiram volume recorde para o mês de setembro, impulsionadas pela demanda internacional, especialmente da China, e pela menor presença dos Estados Unidos no mercado, devido à guerra tarifária. O Brasil embarcou 6,99 milhões de toneladas, um aumento de 6,6% em relação a setembro de 2024, embora tenha ocorrido queda de 30,3% em comparação a agosto, conforme dados da Secex. O Ceema destacou que “a Argentina tem atuado de forma mais agressiva nas vendas externas, o que limita os embarques brasileiros no momento”. Entre janeiro e setembro, o país exportou 93 milhões de toneladas, recorde para o período.

Para outubro, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) projeta embarques de 7,12 milhões de toneladas, superando em quase 2,7 milhões o volume do mesmo mês do ano passado. Em relação ao farelo de soja, as exportações devem totalizar 1,92 milhão de toneladas, abaixo das 2,46 milhões registradas em outubro de 2024. A entidade estima que, entre janeiro e outubro, o Brasil alcance 102,2 milhões de toneladas exportadas, superando os totais de 2023 e 2024, que foram de 101,3 milhões e 97,3 milhões de toneladas, respectivamente, segundo a Secex.

A China manteve-se como o principal destino da soja brasileira, respondendo por 93% das exportações de setembro, o equivalente a 6,5 milhões de toneladas. “A participação chinesa nas exportações totais de soja do Brasil atingiu 79,9%, acima da média de 74% observada entre 2021 e 2024”, destacou a Anec. A projeção é de que o país exporte até 110 milhões de toneladas de soja em 2025. No caso do farelo, o volume acumulado até outubro deve ultrapassar 19 milhões de toneladas.

A principal preocupação do setor agora recai sobre a nova safra 2025/26. Segundo a Ceema, a safra “está se mostrando como uma das mais problemáticas dos últimos ano”, com alta nos custos de produção, queda nos preços internacionais e incertezas climáticas que ameaçam a rentabilidade dos produtores. No Centro-Oeste, os custos por hectare devem subir cerca de 4% em relação à safra anterior, podendo ultrapassar R$ 5.600,00 em regiões como Rio Verde (GO) e Sorriso (MT). O aumento é impulsionado, sobretudo, pela valorização dos fertilizantes, que tiveram alta próxima de 10%, reflexo de tensões comerciais entre China e Estados Unidos e da guerra no Leste Europeu.

De acordo com dados da Outofino Agrociência, a produtividade mínima necessária para cobrir os custos também aumentou. No Mato Grosso, já ultrapassa 56 sacas por hectare, enquanto em Goiás gira em torno de 51. “Será necessário um clima muito favorável para alcançar produtividade que assegure rentabilidade”, observou a Ceema. No Rio Grande do Sul, o quadro é agravado pela sequência de secas registradas nos últimos cinco anos, o que eleva ainda mais o risco para a próxima safra.





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China reage às tarifas de 100% anunciadas por Trump



A China reagiu, neste domingo (12), à decisão do presidente Donald Trump de impor tarifas de 100% sobre produtos chineses. ”A China não quer uma guerra tarifária, mas não a teme”, declarou o Ministério do Comércio do chinês em resposta à medida que amplia a taxação já existente de 30%.

Aplicação de tarifas pelos EUA

Trump justificou como uma forma de pressionar a China diante do déficit comercial americano e das políticas industriais do país asiático. O anúncio foi feito em uma postagem na rede social Truth Social, na noite de sexta-feira (10), após o fechamento dos mercados, e entrará em vigor em 1º de novembro de 2025. Segundo o presidente, a decisão é uma resposta à “posição extraordinariamente agressiva da China em relação ao comércio”.

O presidente também sinalizou que a data de implementação poderá ser antecipada, “dependendo de quaisquer ações ou mudanças futuras tomadas pela China”. Ele afirmou ainda que o plano de controle de exportações do país asiático seria “um projeto elaborado por eles anos atrás” e concluiu: “O resto é história”.



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Alface/Cepea: Clima e baixa demanda mantêm preços em queda no cinturão verde…


O mercado de alface continua em ritmo lento em Ibiúna e Mogi das Cruzes (SP). Levantamentos do Hortifrúti/Cepea mostram que, nesta semana (15 a 19/09), os preços caíram, se aproximando dos custos de produção. Em Ibiúna, a crespa foi comercializada à média de R$ 10,86/cx com 20 unidades (-4,3%), e, em Mogi das Cruzes, a R$ 14,80/cx com 20 unidades (-1,3). As quedas estão atreladas à maior oferta e à demanda retraída. As temperaturas mais altas têm acelerado o ciclo das folhosas e elevado o volume disponível; com as vendas lentas, registra-se acúmulo de produto nas roças.

Em Mogi, as chuvas insuficientes também preocupam produtores – no início desta semana, foram apenas 5 mm na região. Esse cenário e a consequente baixa disponibilidade de água nos reservatórios já vêm limitando o ritmo de plantios, além de afetar os demais elos da cadeia. Viveiristas locais relatam que parte das mudas em ponto de plantio deve ser perdida, justamente pela redução de compra dos produtores.

De acordo com a Climatempo, são previstas chuvas acima de 20 mm nas regiões paulistas a partir da próxima segunda-feira (22), o que deve trazer algum alívio ao setor, mas com investimentos ainda contidos – tanto pela questão de mão de obra escassa, quanto pelos baixos patamares de preços.

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Formação técnica impulsiona cooperação entre Itália e África



A iniciativa marca uma nova etapa na cooperação entre Itália e África


A iniciativa marca uma nova etapa na cooperação entre Itália e África
A iniciativa marca uma nova etapa na cooperação entre Itália e África – Foto: Divulgação

A conferência “The New Africa: Education, Training, and Education for Agricultural and Agro-Mechanical Technicians”, realizada em Bari durante a Agrilevante, destacou a importância da formação profissional para o desenvolvimento agrícola no continente africano. O evento, promovido pela FederUnacoma e pela editora Internationalia, apresentou um estudo sobre o sistema educacional africano e lançou um programa de cooperação com três países-piloto: Tanzânia, Tunísia e Gana.

Segundo o Banco Africano de Desenvolvimento (AfDB), o mercado agroalimentar da África deve triplicar nos próximos cinco anos, passando de US$ 280 bilhões para US$ 1 trilhão. Com uma população que chegará a 2,5 bilhões até 2050, o continente concentra 60% das terras aráveis ainda não cultivadas do planeta — um potencial que exige investimentos em qualificação técnica e modernização produtiva. O objetivo do novo programa é justamente capacitar profissionais para atuar em áreas como mecanização, irrigação de precisão e gestão de cadeias produtivas.

Durante o encontro, o diretor da Internationalia, Gianfranco Belgrano, ressaltou que a educação técnica é essencial para reduzir as taxas de evasão escolar e atender à demanda por novas competências em um mercado agrícola em transformação. Já a presidente da FederUnacoma, Mariateresa Maschio, destacou que as indústrias italianas possuem o know-how necessário para colaborar com países africanos na formação de técnicos agrícolas e mecânicos, impulsionando a modernização do setor. A iniciativa marca uma nova etapa na cooperação entre Itália e África, estendendo experiências já consolidadas no ensino superior para o nível técnico e profissional.

 





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Paralisação nos EUA deixa soja brasileira às cegas e preços oscilam



O mercado brasileiro de soja registrou uma semana de negócios reduzidos e dificuldade na formação de preços. Segundo a consultoria Safras & Mercado, os contratos futuros em Chicago apresentaram oscilações limitadas devido à paralisação do governo americano, enquanto a alta do dólar trouxe algum suporte às cotações domésticas.

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No mercado físico, os preços de soja registraram movimentos mistos:

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 129,00 para R$ 132,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 131,00 para R$ 135,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 125,00
  • Porto de Paranaguá (PR): subiu de R$ 135,00 para R$ 137,50

Soja em Chicago

Em Chicago, os contratos de novembro fecharam a US$ 10,13 3/4 por bushel, com desvalorização de 0,42% na semana. A paralisação do governo impediu a divulgação de dados fundamentais, como o levantamento de condições das lavouras do USDA e o relatório de oferta e demanda (Wasde), deixando os operadores “no escuro”. O clima favorável nos EUA, porém, ajudou a reduzir pressões adicionais sobre as cotações.

Exportações

As exportações brasileiras de soja devem alcançar 111 milhões de toneladas em 2026, contra 107 milhões estimadas para 2025, segundo a consultoria Safras & Mercado. O analista Rafael Silveira explica que o ritmo firme dos line-ups e a ocupação da janela de exportações americana, em meio às tensões comerciais com a China, sustentam o desempenho do setor.

A projeção de esmagamento também foi ajustada, passando de 58 milhões de toneladas em 2025 para 59 milhões em 2026. A consultoria não prevê importações para o próximo ano, mantendo a entrada estimada de 800 mil toneladas apenas em 2025.

Apesar das incertezas, os estoques de passagem devem permanecer em níveis confortáveis, refletindo o bom desempenho da safra e a firme demanda global.



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Novo método simplifica a medição de carbono no solo por meio de IA



Em um momento onde o enfrentamento às mudanças climáticas ganha cada vez mais espaço, uma inovação brasileira promete transformar a medição de carbono nos solos. Pesquisadores da Embrapa Instrumentação desenvolveram um método que usa laser e inteligência artificial para estimar em uma análise única, o teor de carbono armazenado. A solução simplifica processos tradicionais demorados, reduz custos e pode acelerar iniciativas ligadas a mercados de créditos de carbono.

Combinando técnica fotônica – tecnologia que manipula partículas de luz, os fótons – e modelo de aprendizado de máquina, o método estima com rapidez e eficiência a densidade aparente do solo e o teor de carbono. A solução é adequada para aplicações de campo em larga escala, como na agricultura de precisão e monitoramento ambiental. A técnica se baseia na espectroscopia de emissão por plasma induzido por laser (LIBS, na sigla em inglês). Assim, ela substitui, em uma única análise, medições separadas de densidade aparente e a concentração de carbono.

Para superar os desafios de métodos tradicionais, como o anel volumétrico, que requer amostras não perturbadas ou indeformadas e impõe etapas longas de coleta e preparo , o pesquisador Paulino Ribeiro Villas-Boas, em coautoria com Ladislau Martin Neto e Débora Milori, desenvolveu um modelo baseado em LIBS para estimativa eficiente e econômica da densidade aparente e do estoque de carbono no solo.

Dessa forma, o método já está com pedido de patente depositado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) e em processo de licenciamento junto ao setor privado. Assim, a apresentação da solução tecnológica ocorrerá no Simpósio Nacional de Instrumentação Agropecuária (Siagro), realizado de 14 a 16 de outubro, em São Carlos (SP).

Método une eficiência, rapidez e economia

“O método proposto emprega modelos de regressão de aprendizado de máquina calibrados com espectros LIBS de amostras de solo com densidade aparente e concentração de carbono conhecidas. Treinamos e avaliamos o modelo usando um conjunto de 880 amostras diversas de solo brasileiro, divididas aleatoriamente em 70% para treinamento e 30% para teste”, conta Villas-Boas.

A coleta das amostras ocorreu em experimentos de campo de longa duração, em instituições de pesquisa, propriedades agrícolas e áreas de floresta nativa, com maior representatividade dos biomas Cerrado e Mata Atlântica. As coletas ocorreram em trincheiras de 0 a 100 cm de profundidade, para, dessa forma, captar variações de matéria orgânica da superfície ao subsolo.

“O método desenvolvido estima não apenas a densidade aparente do solo, como também o teor de carbono, o que permite calcular o estoque de carbono com uma única análise feita por LIBS. A metodologia desenvolvida, facilita o processo de coleta de amostras de solo, pois permite o uso de amostras deformadas, que sofreram alterações em sua estrutura durante a coleta”, esclarece o pesquisador.

Técnica beneficia diferentes usuários

Para Villas-Boas, os resultados do estudo ressaltam o potencial do LIBS para estimar múltiplas propriedades do solo simultaneamente, ampliando a sua utilidade na ciência do solo para além da composição elementar, ao incluir parâmetros físicos e químicos críticos, como a densidade aparente.

“A análise contribui para o manejo sustentável do solo e para a mitigação e adaptação às mudanças climáticas, além de impulsionar iniciativas de monitoramento e mercados de créditos de carbono”, prevê o pesquisador.

O uso da tecnologia beneficiará laboratórios de solos, mas também produtores rurais, uma vez que ele viabilizará estimativas mais frequentes de estoques de carbono de suas propriedades agrícolas, além das certificadoras de crédito de carbono que terão suas atividades e verificações facilitadas.

LIBS requer tratamento mínimo

A espectroscopia de emissão com plasma induzido por laser (LIBS) é uma ferramenta rápida, versátil e eficaz na avaliação de amostras de solo, porque captura características essenciais associadas a densidade aparente e ao teor de carbono.

Milori esclarece que a técnica LIBS consiste em focalizar um pulso de laser de alta energia na superfície da amostra para gerar um microplasma (uma nuvem de átomos, íons e elétrons em alta temperatura). Esse plasma emite uma luz característica que funciona como uma “impressão digital” do material, uma vez que cada elemento químico (como carbono, ferro, cálcio) emite luz em comprimentos de onda específicos.

Segundo a pesquisadora, outra vantagem importante é que a técnica requer um pré-tratamento mínimo da amostra, incluindo remoção de partículas maiores que grãos de areia (gravetos, fragmentos de raízes, folhas e pedras), além de secagem, homogeneização e peletização.

“O espectro LIBS de uma amostra de solo exibe centenas de linhas de emissão correspondentes a elementos comuns do solo, como carbono, silício, alumínio, magnésio, ferro e cálcio. Essas características espectrais, que são influenciadas tanto pela composição elementar quanto pelas propriedades estruturais, desempenham um papel crucial na estimativa da densidade do solo”, detalha Villas-Boas.

Villas-Boas acrescenta que variações na estrutura e na composição do solo se refletem nos espectros de LIBS, os quais, quando associados a modelos de aprendizado de máquina, permitem estimar a densidade aparente do solo.

Estudos futuros podem incluir fusão de técnicas

No entanto, os pesquisadores afirmam que ainda há campo a progredir, o que representa uma oportunidade valiosa para aprimorar métodos da técnica em contextos agrícolas e ambientais, particularmente para otimizar a estimativa do estoque de carbono no solo.

“Avanços em técnicas de fusão de sensores, pré-processamento e modelagem continuam sendo cruciais para o monitoramento confiável do carbono do solo in situ”, conclui Villa-Boas.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Indústria de etanol sustenta demanda pelo milho



Mercado do milho registra leve estabilidade



Foto: Pixabay

Segundo a análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente à semana de 3 a 9 de outubro e publicada nesta quinta-feira (9), o mercado brasileiro de milho manteve estabilidade nos preços. As principais praças do Rio Grande do Sul operaram em torno de R$ 60,00 por saco, enquanto nas demais regiões do país as cotações oscilaram entre R$ 47,00 e R$ 60,00 por saco.

Na B3, o mercado futuro registrou, no dia 8 de outubro, valores de R$ 66,50 para o contrato com vencimento em novembro e de R$ 71,35 para março de 2026. Conforme a Ceema, “a demanda interna segue firme, principalmente pelo lado da indústria de etanol”. O órgão acrescenta que “se não fosse a valorização do Real, o preço do milho poderia estar melhor em algumas regiões do país”.

Em relação ao comércio exterior, as exportações de milho apresentaram melhora em setembro, impulsionadas por contratos firmados antecipadamente. No entanto, o ritmo atual de embarques permanece lento nos portos brasileiros. Desde fevereiro até a parcial de setembro, dentro do novo ano comercial, os embarques somaram 18,8 milhões de toneladas, número 4% inferior ao volume exportado no mesmo período do ano anterior.

A Ceema alerta que há risco de desaceleração nas exportações devido à concorrência internacional. “O ritmo de embarques brasileiros pode voltar a diminuir com a entrada da safra recorde dos Estados Unidos”, aponta a análise.





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RS: endividamento e perdas agravam crise dos produtores gaúchos



A situação dos produtores rurais do Rio Grande do Sul se agrava a cada novo ciclo agrícola. Apesar das medidas anunciadas pelo governo nos últimos anos, poucos renegociaram suas dívidas e, os agricultores que conseguiram, enfrentam dificuldades, especialmente no cultivo da soja. O acesso ao crédito para a safra 25/26 está limitado, comprometendo o planejamento e a compra de insumos.

Nos últimos cinco anos, os agricultores enfrentaram perdas extremas, com quebras de produção superiores a 40%, enchentes históricas que apodreceram grãos no campo e erosão de solos em diversas regiões, especialmente nas áreas de soja, o que encareceu os arrendamentos. Essas adversidades fizeram o estado cair da vice-liderança na produção de soja para a quarta posição, mesmo com projeções favoráveis de órgãos como Emater e Conab para a recuperação nesta safra.

Plantio liberado no RS, mas há dificuldades

Embora o calendário oficial tenha liberado o plantio da soja desde 1º de outubro, muitos produtores ainda não têm insumos básicos, como sementes, adubos e defensivos. A restrição de crédito e o acúmulo de dívidas dificultam o início efetivo da safra e levam alguns agricultores a reduzir áreas de plantio ou devolver terras arrendadas.

As medidas mais recentes do governo, incluindo a MP 1314, que liberou R$ 12 bilhões para a renegociação de dívidas, ainda não estão acessíveis à maioria dos produtores. Inicialmente, 93 municípios haviam ficado de fora da lista, e somente após novas negociações foram incluídas mais 56 cidades.

Produtores afirmam que a sucessão de calamidades climáticas tornou insustentável a produção no estado e pedem maior flexibilidade das instituições financeiras. Segundo representantes do setor, a manutenção da atividade depende não apenas de crédito, mas também de uma atuação coordenada do governo para permitir que os agricultores superem os desafios impostos pelas perdas e pelo clima adverso.



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