A pesquisadora da Embrapa Soja, Mariangela Hungria, será homenageada com o Prêmio Mundial da Alimentação (World Food Prize – WFP), conhecido como o “Nobel da agricultura”. O reconhecimento celebra sua trajetória de mais de 40 anos dedicada à pesquisa de biológicos e à sustentabilidade na produção agrícola.
Mariangela Hungria recebeu a notícia do prêmio em fevereiro, mas só agora pôde compartilhar a emoção de ser reconhecida internacionalmente.
“Foi um período de muita emoção, entrando em um evento com mais de mil pessoas, fotos, homenagens e, principalmente, a oportunidade de falar sobre a sustentabilidade da agricultura brasileira”, conta.
Ao longo de quatro décadas, Mariangela Hungria se manteve fiel à sua convicção de que os biológicos teriam papel importante em uma agricultura altamente produtiva, mesmo em uma época dominada pelo uso intensivo de químicos. Para ela, o prêmio é individual, mas também representa um reconhecimento coletivo do Brasil e do trabalho de sua equipe na Embrapa.
A pesquisadora destaca ainda a importância do agricultor brasileiro. “Se não fosse o agricultor brasileiro que acredita e usa biológicos, não teríamos liderança mundial neste setor”.
Premiação
A premiação será realizada nesta quinta-feira às 21h (horário de Brasília), no Capitólio de Iowa, em Des Moines (EUA), e poderá ser acompanhado pelo site da Fundação WFP.
A chegada das chuvas, embora essencial para a recuperação do pasto, representa um grande desafio no manejo do confinamento, podendo gerar perdas significativas no cocho.
Segundo o zootecnista e consultor Mauricio Scoton, a condição adversa do ambiente provoca uma drástica redução no consumo da dieta pelos animais, impactando o Ganho Médio Diário (GMD) e elevando o custo da arroba produzida.
O principal problema é que a água molha a ração, alterando sua qualidade e tornando o gado mais seletivo. Além disso, a umidade e o barro dificultam o descanso e a ruminação dos animais, diminuindo ainda mais a ingestão. Por isso, o manejo de cocho no início das águas exige atenção especial para ajustar a oferta e minimizar o impacto no consumo.
Confira:
Estratégias para evitar desperdícios
Para que o pecuarista consiga administrar a curva de consumo e evitar o desperdício de trato, a estratégia deve ser baseada na vigilância contínua e no ajuste rápido da oferta. O zootecnista alerta que a falha no manejo de cocho durante a chuva pode roubar o lucro do confinador. Se houver desperdício, o trato deve ser descartado, elevando o custo da diária. Além disso, a queda no consumo resulta em um GMD mais baixo.
O confinamento é uma operação de longo prazo, com cerca de cem dias, e o desempenho deve ser medido pelo consumo médio do período. Por isso, o recado final do especialista é que o produtor mantenha sua equipe treinada para acompanhar o cocho em dias de chuva, minimizando as perdas.
O mercado físico do boi gordo voltou a registrar negociações acima da média nesta quinta-feira (23), principalmente na região Norte e em áreas do Centro-Oeste.
Em São Paulo, o mercado encontra dificuldade para firmar novos patamares de alta, já que os frigoríficos de grande porte mantêm escalas de abate confortáveis, favorecidos pela oferta de animais de parceria. As exportações seguem em destaque e continuam sustentando os preços, segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.
Preços do boi gordo (arroba)
São Paulo: R$ 313,75 (a prazo)
Goiás: R$ 304,29
Minas Gerais: R$ 304,41
Mato Grosso do Sul: R$ 327,61
Mato Grosso: R$ 299,46
Mercado atacadista
O atacado apresentou novas altas nesta quinta-feira (23). De acordo com Iglesias, o movimento de valorização deve continuar no curto prazo, impulsionado pela expectativa de maior consumo interno com o pagamento do 13º salário, criação de vagas temporárias e aumento das confraternizações de fim de ano.
Quarto traseiro: R$ 25,00 por quilo
Quarto dianteiro: R$ 18,20 por quilo
Ponta de agulha: R$ 17,20 por quilo (alta de R$ 0,20)
Câmbio
O dólar comercial encerrou o dia em queda de 0,21%, cotado a R$ 5,3855 para venda e R$ 5,3835 para compra, após oscilar entre R$ 5,3776 e R$ 5,4026.
A Rede de Inteligência em Agricultura e Clima (Riac) foi anunciada hoje no Brasil, com o objetivo de apoiar políticas públicas e gerar conhecimento técnico sobre agricultura tropical regenerativa.
A iniciativa integra think tanks e instituições de pesquisa, como Insper Agro Global, FGV Agro, Ipan, Fundação Dom Cabral e Agroicone. Segundo o sócio-diretor da Agroicone, Rodrigo Lima, a rede centralizará pesquisas e informações, servindo como plataforma de cooperação entre países e organizações que entendem a agricultura como solução para o aquecimento global.
Plataforma
A rede será lançada oficialmente hoje e já conta com um site no ar, que centraliza todas as pesquisas desenvolvidas pelas instituições participantes. A plataforma tem como objetivo reunir dados e informações de diferentes países e organizações, reforçando que a agricultura é parte essencial da solução para o aquecimento global.
O projeto prioriza inovação, tecnologia e financiamento, alinhando-se ao roadmap da COP30, que busca destravar recursos mais acessíveis para ações climáticas.
Documento que será apresentado na COP30
A rede também está colaborando na elaboração de um documento que será apresentado na COP30, pelo enviado especial, Roberto Rodrigues. O material reforça que a agricultura tropical oferece soluções para a descarbonização do setor agropecuário, do uso da terra e da produção de energia por meio de biocombustíveis.
A iniciativa pretende evidenciar o papel global da agricultura no enfrentamento do aquecimento, além de apoiar o trabalho do enviado especial de agricultura, Dr. Roberto Rodrigues, fortalecendo o financiamento, a cooperação internacional e o uso do conhecimento científico na agenda climática.
“Adaptar a agricultura é essencial para enfrentar os impactos do aquecimento global. A agricultura é adaptação e mitigação ao mesmo tempo”, explica Lima. A expectativa é que a rede ajude a destravar financiamento acessível e promova inovação no setor agroclimático.
O panorama meteorológico do Brasil nesta sexta-feira (24) será variado e pede atenção especial para três condições principais: chuva voltando com força no Sul, ventos intensos e ar seco no Sudeste e Centro-Oeste, e instabilidades localizadas no Nordeste e Norte.
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Sul volta a ter chuva forte e ventos intensos
No Rio Grande do Sul, uma área de baixa pressão entre o Paraguai e o norte da Argentina favorece o transporte de calor e umidade, reforçando as instabilidades sobre parte do estado. À tarde, oeste, campanha e sul gaúcho devem registrar pancadas de chuva de moderada a forte intensidade, com raios e trovoadas.
Nas demais áreas, o tempo segue firme, mas com rajadas de vento que podem superar os 50 km/h, mesmo sem chuva. À tarde, o ar seco ganha força e pode derrubar a umidade a níveis críticos.
Em Santa Catarina e Paraná, o predomínio é de sol e tempo firme. Apenas o litoral norte catarinense e o litoral paranaense podem ter chuva fraca e isolada devido à umidade vinda do oceano. No noroeste do Paraná, o calor deve passar dos 30 °C, com queda acentuada da umidade no interior.
Sol, calor e ventania no Sudeste e Centro-Oeste
Em São Paulo, o tempo firme predomina. A capital paulista começa o dia com mínima de 12 °C e pode chegar aos 28 °C à tarde. A umidade relativa do ar cai bastante e pode ficar abaixo dos 20% no interior. Rajadas de vento entre 40 e 50 km/h devem atingir a Grande São Paulo. No Espírito Santo e norte do Rio de Janeiro, a circulação marítima aumenta a nebulosidade e pode provocar chuvas isoladas a moderadas.
Já no Centro-Oeste, a presença de uma área de alta pressão mantém o tempo firme e seco na maior parte da região. A umidade também entra em níveis de atenção, podendo ficar abaixo de 30%. Apenas o noroeste de Mato Grosso pode registrar pancadas de chuva com raios e rajadas de vento, vindas das instabilidades que atuam no Norte.
Instabilidades seguem isoladas no Nordeste e Norte
No Nordeste, a chuva se concentra no litoral sul da Bahia e no recôncavo, devido à circulação de umidade marítima e à atuação de um cavado meteorológico em níveis médios. Nessas áreas, há potencial para chuva forte e persistente. No interior, o tempo segue firme e seco, com calor e baixa umidade.
E no Norte, os temporais mais intensos ocorrem no Amazonas, Acre, Rondônia e sul de Roraima, especialmente no período da manhã. No Pará, as instabilidades se concentram no oeste. Já Amapá e Tocantins seguem com sol, calor e alerta para ar seco — com índices de umidade que podem cair abaixo dos 30%.
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O mercado de panificação no Brasil é o maior do mundo em número de padarias independentes – Foto: Agrolink
O uso de inteligência artificial (IA) e automação tem transformado a indústria do trigo no Brasil, destacou a TF Agroeconômica durante o 32º Congresso Internacional da Indústria do trigo, promovido pela Abitrigo no Rio de Janeiro. No painel “Do dado ao valor: IA e automação inovando a indústria do trigo”, especialistas discutiram como dados e tecnologia aumentam eficiência, reduzem perdas e permitem compreender melhor o comportamento do consumidor.
Edson Palorca mostrou aplicações práticas da IA na indústria 4.0, como sistemas automatizados de carregamento, ensacadeiras precisas e sensores de selagem, que trazem ganhos concretos para as plantas fabris. “Hoje já vemos sistemas de carregamento a granel automatizados, aplicação precisa de sacos em ensacadeiras e o uso de sensores para garantir a selagem correta das embalagens. Tudo isso representa ganhos concretos para a indústria”, destacou o o gerente de vendas da Haver & Boecker Latinoamericana.
Érica Briones alertou que a tecnologia vai além do modismo, podendo otimizar vendas, logística e precificação, ampliando a competitividade do setor. “A inteligência artificial é hype, bolha e realidade ao mesmo tempo. Mas, acima de tudo, é uma ferramenta poderosa para ampliar a inteligência humana e criar diferenciais de mercado. A transformação começa nos dados que já temos e nos processos que já estão prontos para evoluir”, explicou a product and strategy advisor na Inovação Ninja.
O mercado de panificação no Brasil é o maior do mundo em número de padarias independentes, com mais de 70 mil estabelecimentos e faturamento anual de USD 5,12 bilhões. Preços de trigo acompanham cotações internacionais e o país reúne condições de autossuficiência, representando oportunidade estratégica para segurança alimentar e descarbonização.
O mercado brasileiro de soja apresentou maior movimentação nesta quinta-feira (23). Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, os negócios fluíram melhor do que nos últimos dias, impulsionados pela alta superior a 1% nas máximas da Bolsa de Chicago (CBOT).
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Apesar disso, os preços internos não tiveram grandes mudanças. De acordo com Silveira, os prêmios da safra nova recuaram levemente e o mercado spot manteve firmeza, sem grandes oscilações. O analista acrescenta que o foco do produtor segue voltado para o plantio, ainda prejudicado pela falta de chuvas em parte do Centro-Oeste. “O dólar também não teve peso no mercado hoje”, completou.
No geral, a comercialização apresentou mais ritmo em relação aos dias anteriores.
Preços de soja no Brasil
Passo Fundo (RS): manteve em R$ 133,00
Santa Rosa (RS): manteve em R$ 134,00
Cascavel (PR): manteve em R$ 134,00
Rondonópolis (MT): subiu de R$ 124,00 para R$ 125,00
Dourados (MS): manteve em R$ 125,50
Rio Verde (GO): manteve em R$ 126,00
Paranaguá (PR): manteve em R$ 140,00
Rio Grande (RS): subiu de R$ 139,50 para R$ 140,00
Soja em Chicago
Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja encerraram o dia em alta para grão e óleo, com cotações mistas para o farelo. O movimento foi sustentado pela forte valorização do petróleo, quase 6% em Nova York, após sanções dos EUA a empresas russas, além do otimismo com o avanço nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China.
O Conselho Internacional de Grãos (CIG) revisou para cima sua projeção para a safra global de grãos 2025/26, agora estimada em 2,425 bilhões de toneladas, frente a 2,412 bilhões em setembro. Para a soja, houve leve corte, de 429 para 428 milhões de toneladas.
Contratos futuros de soja
Em Chicago, o contrato da soja em grão para novembro/25 fechou com alta de 10 centavos (0,96%), a US$ 10,44 ¾ por bushel. Janeiro/26 avançou 12 centavos (1,14%), a US$ 10,62 por bushel. O farelo (dez/25) subiu US$ 2,30 (0,79%), a US$ 292,30 por tonelada, enquanto o óleo (dez/25) caiu 0,80 centavo (1,59%), a 50,87 centavos de dólar por libra-peso.
Câmbio
O dólar comercial recuou 0,21%, cotado a R$ 5,3855 para venda e R$ 5,3835 para compra, oscilando entre mínima de R$ 5,3776 e máxima de R$ 5,4026 ao longo do dia.
A história do seguro rural no Brasil, apresentada no primeiro artigo desta trilogia, revela um ciclo de avanços pontuais e muitos retrocessos. São 147 anos de debates e tentativas sem que o país realmente estruturasse uma política de gestão de riscos à altura de sua agricultura.
Há exceções honrosas — como a atuação da Embrapa, que se tornou referência mundial no Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) desde 1996. Essa ferramenta científica permite identificar onde e quando plantar com base em dados climáticos, reduzindo perdas e aumentando a previsibilidade produtiva — algo que muitos países gostariam de ter — mas que o Brasil ainda não transformou em política de Estado.
Enquanto seguimos presos a improvisos e renegociações de dívidas do modelo de crédito amador e irresponsável, outros países construíram modelos sólidos em que o seguro agrícola é o eixo central da política agrícola.
Espanha
Na Espanha, o sistema de seguros agropecuários gerido pela Agroseguro abrange produções agrícolas, pecuárias, florestais e aquícolas. O programa conta com 44 linhas de seguro — 28 para agricultura, 12 para pecuária, 3 para aquicultura e 1 para silvicultura — e movimenta cerca de € 350 milhões anuais em subvenções públicas, equivalentes a quase R$ 2 bilhões.
Nenhum produtor espanhol recebe ajuda extraordinária se não contratar seguro. Mais de 50 grupos regionais de discussão se reúnem anualmente (produtores, cooperativas, seguradoras e governo) para ajustar o programa por cultura e região — o que torna o sistema previsível, confiável e altamente aderente.
EUA e China
Nos Estados Unidos, o programa federal de seguro agrícola (Federal Crop Insurance Program) cobre aproximadamente 89% da área plantada de oito grandes culturas: milho, soja, trigo, algodão, arroz, sorgo, aveia e cevada. Em 2024, o programa protegeu cerca de 540 milhões de acres (mais de 200 milhões de hectares), com subsídios anuais superiores a US$ 12 bilhões e cobertura total aproximada de US$ 200 bilhões em valor segurado. Lá, o seguro é visto como um investimento estratégico em estabilidade, não como despesa pública eventual.
A China, que iniciou seus programas em 2007 com subsídios de cerca de US$ 134 milhões para seis províncias, tornou-se em pouco mais de dez anos o maior mercado de seguro agrícola do mundo, com cobertura acima de 70% em algumas regiões de arroz e milho, impulsionada por tecnologia, resseguro estatal e sólida articulação entre governo e setor privado.
Turquia e América Latina
Na Turquia, o modelo chamado TARSİM (Agricultural Insurance Pool) combina regulação estatal e operação privada, oferecendo cobertura para culturas, estufas e aquicultura, com agilidade nas indenizações e apoio formal do Estado como regulador e garantidor.
Na América Latina, países como Chile, Peru e Colômbia estruturaram fundos garantidores nacionais que permitem que pequenos e médios produtores tenham acesso ao seguro com apoio técnico, subsídio direto e governança clara — o que reduziu o endividamento do setor e trouxe maior estabilidade ao crédito agrícola.
Austrália
E finalmente, a Austrália merece um destaque, um artigo especial neste espaço. Embora não opere predominantemente por meio de um fundo estatal-privado exclusivo de seguro agrícola, o país conta com diversas iniciativas integradas de mitigação de riscos, seguro voluntário e subsídios pontuais. O relatório da National Rural Advisory Council (NRAC) concluiu que o seguro multi-risco tradicional não é comercialmente viável sem suporte estatal contínuo.
Essas experiências internacionais têm em comum: o seguro rural em geral é tratado como política de Estado, coordenado, blindado a contingenciamentos e profundamente integrado ao sistema de crédito, tecnologia e mitigação de riscos.
Enquanto isso, no Brasil, a situação atual é alarmante, resultado de uma trajetória marcada por falhas estruturais e políticas insuficientes. No último artigo desta trilogia, vamos analisar as consequências dessa trajetória, com dados atualizados que mostram a realidade a que chegamos. Não percam.
*Pedro Loyola é consultor em gestão de riscos agropecuários e financiamento sustentável e coordenador executivo do Observatório do Seguro Rural da FGV Agro.
O Canal Rural e a FGV Agro não se responsabilizam pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seu autor. O Canal Rural se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.
O Sebrae de São Paulo lançou um projeto ambiental pioneiro no Vale do Paraíba com o objetivo de impulsionar a sustentabilidade na pecuária de corte, o que tem impacto direto na redução da emissão de gases de efeito estufa.
A iniciativa, desenvolvida em parceria com a Associação dos Produtores de Gado de Corte (Aprocorte) e sindicatos rurais, introduz uma calculadora de carbono que permite ao produtor identificar e medir o potencial de produção de carbono, além de melhorar os processos na fazenda.
A proposta visa tirar o produtor da média nacional de 0,7 unidades animais por hectare (UA/ha) e levá-lo a patamares de 2,3 a 2,4 UA/ha, por meio da intensificação da produção.
Em entrevista ao Giro do Boi, o consultor de negócios do Sebrae, Felipe Rimkus, destacou que a área que faz a gestão dos dados de carbono se torna menos sensível à oscilação climática.
Confira:
Crescimento da pecuária no Vale do Paraíba
O crescimento da pecuária no Vale do Paraíba é notável, com fazendas ganhando em produtividade e produção. Também em entrevista, o zootecnista Luís Kodel reforça que a sustentabilidade começa pela viabilidade econômica. Com margens melhores, o produtor consegue investir na sustentabilidade ambiental.
A intensificação da produção está diretamente ligada à redução das emissões. O produtor que intensifica o manejo automaticamente diminui a emissão de metano e CO2 por quilo de carne, fazendo “um bem para o meio ambiente e um bem para o seu bolso”.
A integração de sistemas, como a ILPF (Integração Lavoura-Pecuária-Florestal), e o uso de forrageiras como a braquiária, que são grandes fixadoras de carbono, são cruciais nesse processo.
Conscientização e mercado de carbono
A grande sacada do projeto do Sebrae é promover a conscientização de que o pasto é lavoura. O produtor já realiza boas práticas, mas precisa organizar esses dados e colocá-los para frente no relacionamento com a indústria e com o consumidor.
O Sebrae está atento ao mercado de carbono e à possibilidade de pagamento por serviços ambientais para a pastagem. O atendimento do projeto começou no Vale do Paraíba, mas a calculadora estará disponível para todo o estado de São Paulo a partir do ano que vem.
Os produtores podem procurar o escritório mais próximo para ter acesso à informação e se preparar para essa nova fase da pecuária sustentável, o que é especialmente relevante em um momento de holofotes globais, como a COP 30.