quinta-feira, abril 2, 2026

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a disputa entre o folclore brasileiro e a cultura americana


No dia 31 de outubro é celebrado o Halloween, o Dia das Bruxas americano. A comemoração tradicional dos Estados Unidos também vem ganhando cada vez mais força aqui no Brasil, principalmente entre a Geração Z. Esse efeito pode ser observado no comércio, pois grandes marcas vem investindo na data como forma de atrair mais clientes.

Apesar dessa guinada da festividade americana nos centros urbanos, desde o início dos anos 2000, entusiastas da cultura nacional buscaram resinificar a data. Em 2003, surgiu a ideia para um Projeto de Lei Federal instituindo o Dia do Saci em 31 de outubro como forma de valorizar a cultura nacional. Em 2004, o estado de São Paulo tomou a dianteira e oficializou a data como lei estadual, e em 2013 ela se consolida em âmbito nacional.

O principal intuito da medida foi criar uma data para celebrar a vasta cultura do folclore nacional, valorizando as tradições e histórias que compõem a identidade do Brasil. Ao mesmo tempo, a data serve como um contraponto ao Halloween, indo contra a forte influência estrangeira trazida pela globalização.

O folclore e a viola

Enquanto o Halloween se consolida como uma festividade predominantemente urbana, o folclore nacional está intrinsecamente ligado à vida no campo. Para o violeiro Paulo Freire “quanto mais longe a gente fica de uma luz elétrica, mais a gente consegue ver as coisas que estão rodeando a gente”. O músico e escritor é autor de diversos projetos que unem a viola caipira com a mitologia brasileira, como o álbum “A Mula” (2024) e “Nuá – Músicas Para os Mitos Brasileiros” (2009).

Com 19 anos, Paulo largou a faculdade de jornalismo, e inspirado pelo livro Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa, resolveu se mudar para o sertão mineiro, com o intuito de se conectar com o Brasil profundo. Lá ele conviveu com a tradição da viola caipira, e com as histórias da mitologia brasileira.

Paulo Freire VioleiroPaulo Freire Violeiro
Foto: Roberto Aso

O violeiro conta sobre essa junção do instrumento com o folclore: “Ali no sertão eu comecei a ouvir muita história ligada à viola e ligada à nossa mitologia popular. E eu fui me apaixonando muito pelo assunto, que tem muito a ver com o instrumento, com as rodas de causos em volta da fogueira, as folias de reis, onde sempre contavam as histórias e os mistérios que acontecem.”

No mundo da música diversos nomes buscaram inspiração no folclore como Heitor Villa-Lobos, Inezita Barroso e Rolando Boldrin. Mas o folclore nacional também serviu de inspiração para grandes artistas da literatura. Antes mesmo de criar o Sítio do Picapau Amarelo, Monteiro Lobato publicou “Saci-Pererê: O resultado de um inquérito” (1918), onde pediu relatos para diversas pessoas do Brasil inteiro sobre seus contatos com o ser travesso. Mario de Andrade também foi importante pesquisador do folclore nacional.

Dia do Saci vs Halloween

Mesmo com a instituição do Dia do Saci, ainda existe um longo caminho a ser percorrido para o mitologia brasileira ser amplamente valorizada. Paulo comenta a importância dessa busca pelo folclore: “Eu acho que a gente tem que buscar cada vez mais. Só vai fazer bem para o nosso convívio com as nossas matas, com os nossos rios e para a gente aprender a viver nessa cidade doida também. A gente tem que trazer mais esses seres para cá.” explica.

Paulo vai ainda mais longe ao dizer que não é contra o Halloween, e que não concorda com a instituição do dia do Saci em 31 de outubro. “Eu acho que o Dia do Saci não tem que ser um dia em contraponto a outro. Ele tem que ter o dia dele próprio. Mas tem que prestar atenção que ele bagunça tudo, então ele vai lá mexer no calendário e vai mudar o dia dele também”, brinca.

Mas o músico defende que essa valorização não pode se basear apenas por medidas governamentais, para ele, também é necessário que haja um interesse pessoal. Essa busca “depende de cada um de nós. A Inezita Barroso foi um grande exemplo. Ela era uma moça nascida e criada em São Paulo, em uma família tradicional de São Paulo, mas chegava às férias e ela corria para a roça e ia se inteirando desses assuntos por um amor pela nossa terra.” Comenta.

Paulo, faz parte da Associação Nacional dos Criadores de Saci. A instituição incentiva as pessoas a se tornarem “Criadoras de Saci” por manterem este personagem vivo ao continuarem contando histórias e repassando a tradição do pesonagem para as próximas gerações.

Nesse sentido ele conclui: “A gente precisa mostrar que esses mitos existem, que esses seres existem. Se a gente ficar ligado em televisão, em celular, em rede social, a gente não vai conviver com isso. Então, nós temos que apresentar para as gerações que estão chegando essa nossa grande variedade, essas nossas histórias.”

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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AgroNewsPolítica & Agro

Acordo entre EUA e China movimenta mercado do trigo



Trigo tem alta com expectativa de acordo comercial global



Foto: Canva

Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente à semana de 24 a 30 de outubro e publicada nesta quinta-feira (30), a cotação do trigo em Chicago apresentou alta na última semana de outubro. O movimento foi impulsionado pela valorização da soja e pela expectativa de um possível acordo comercial entre Estados Unidos e China.

De acordo com o levantamento, o bushel do cereal atingiu US$ 5,32 no dia 29 de outubro, o maior valor desde 28 de julho de 2025. No entanto, no fechamento do dia 30, houve leve recuo, com a cotação ficando em US$ 5,24 por bushel, ante US$ 5,13 registrados na semana anterior.

Em relação às exportações norte-americanas de trigo, a Ceema informou que, na semana encerrada em 23 de outubro, os embarques somaram 258.543 toneladas, volume abaixo do esperado pelo mercado. Mesmo assim, o total exportado no atual ano comercial já alcança 11,5 milhões de toneladas, resultado 19% superior ao observado em igual período do ano passado.

 





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Brasil vai exportar farinha de sangue bovino para a Colômbia



O Brasil ampliou sua presença no mercado colombiano com a autorização para exportar farinha de sangue bovino, insumo usado na fabricação de ração animal. A negociação foi concluída entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE), após tratativas sanitárias entre os dois países.

A abertura representa mais uma frente para o agronegócio brasileiro, que já soma 471 novos mercados desde o início de 2023, segundo dados oficiais.

Novo destino para um produto de alto valor proteico

A farinha de sangue é produzida a partir de subprodutos do abate bovino e tem alto teor de proteína, o que a torna importante na formulação de rações. O produto é usado principalmente em dietas para cães, gatos e peixes, além de suínos e aves.

A Colômbia, com cerca de 52 milhões de habitantes, tem um mercado pet em expansão. Estimativas apontam que mais da metade das famílias colombianas possui ao menos um animal de estimação, fator que reforça o potencial da nova rota comercial para produtores e indústrias brasileiras do setor.

Comércio bilateral em crescimento

Em 2024, as exportações brasileiras do agronegócio para a Colômbia superaram US$ 863 milhões, com destaque para papel e celulose, açúcar refinado, café e rações para animais. A entrada da farinha de sangue na lista de produtos habilitados tende a diversificar ainda mais o portfólio de vendas ao país vizinho.

De acordo com o Mapa, o avanço reflete o esforço conjunto das autoridades agrícolas e diplomáticas para ampliar o acesso do agro brasileiro a novos destinos. O governo considera que a estratégia de negociações sanitárias e de promoção comercial tem sido fundamental para fortalecer a competitividade internacional dos produtos nacionais.



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Line-up projeta exportações de 3,4 milhões de t de soja em novembro



O line-up, programação oficial de embarques nos portos brasileiros, projeta a exportação de 3,4 milhões de toneladas de soja em novembro. Em outubro, os números previstos são de 6,531 milhões de toneladas.

Segundo levantamento da Safras & Mercado, em outubro do ano passado as exportações somaram 4,443 milhões de toneladas. Em setembro, o Brasil embarcou 6,964 milhões de toneladas.

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Acumulados de soja: janeiro a novembro

No acumulado de janeiro a novembro de 2025, o line-up projeta embarques de 105,165 milhões de toneladas, acima dos 95,590 milhões registrados no mesmo período de 2024, indicando crescimento no ritmo das exportações da principal commodity agrícola do país.



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Anfitrião da abertura da colheita, Tocantins enfrenta falta de chuvas durante semeadura



O estado de Tocantins sediará a Abertura Nacional da Colheita de Soja, momento simbólico que reforça a importância da cultura para a economia local. Apesar dos avanços tecnológicos nas fazendas, como sementes de alto desempenho, fertilizantes de última geração e maquinário moderno, a safra enfrenta desafios climáticos, já que as chuvas ainda não se distribuíram pelo estado.

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De acordo com Caroline Schneider, presidente da Aprosoja Tocantins, muitos produtores ainda aguardam condições ideais para iniciar o plantio, o que pode impactar também a safrinha de milho, comprometendo a janela de plantio e o rendimento das lavouras. “Estamos na expectativa de que os produtores realizem uma safra segura, aguardando as melhores condições climáticas”, afirma.

A presidente comenta que o plantio e a colheita devem ser conduzidos com cautela, garantindo viabilidade econômica e minimizando riscos para as propriedades rurais. ” Aprosoja Tocantins acompanha de perto os produtores, oferecendo orientações para decisões seguras e estratégicas”, detalha.

Abertura Nacional da Colheita da Soja 25/26

O evento será realizado no dia 30 de janeiro, às 9h, na Fazenda Alto da Serra, em Porto Nacional (TO). Produtores rurais, lideranças do setor e autoridades nacionais participarão da cerimônia, que destaca a soja como motor de desenvolvimento econômico e sustentável no país.

A abertura será transmitida ao vivo pelo Canal Rural e pelas redes sociais, permitindo que produtores e o público de todo o Brasil acompanhem o início simbólico da colheita da principal cultura agrícola do país. A realização é do Canal Rural e da Aprosoja Brasil, com apoio da Aprosoja Tocantins e do Grupo Wink. “Esperamos todos vocês para este momento especial”, conclui a presidente Caroline Schneider.



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Preços do bezerro e boi magro sobem mais que o boi gordo e desafiam pecuarista



O último trimestre de 2025 traz um cenário desafiador para o pecuarista de recria e engorda. Isso porque os preços dos bezerros e bois magros estão mais altos que a arroba do boi gordo, o que encarece o início do novo ciclo de engorda. Segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), essa diferença pressiona a relação de troca e eleva o custo de produção.

Os preços nas principais praças pesquisadas mostram que o pecuarista precisa, neste momento, de mais arrobas de boi gordo para adquirir os animais de reposição.

No Triângulo Mineiro (MG), são necessárias, em média, de 9,92 arrobas de boi gordo para comprar um bezerro na parcial de outubro (até o dia 28). O número é 5,4% maior que no mês anterior e 41% acima do resultado de outubro/24, de 7,04 arrobas por cabeça. Em Cuiabá (MT), é preciso 9,87 arrobas para adquirir um bezerro na média parcial, respectivos aumentos mensal e anual de 3,8% e 19,7%.

O que explica o cenário

De acordo com o Cepea, o movimento de alta no preço dos bezerros é sustentado pela oferta limitada de animais, resultado do abate recorde de fêmeas no primeiro semestre do ano. O fator acaba limitando o potencial produtivo da atividade de cria. No caso do boi magro, entretanto, é a oferta aquecida que vem pressionando as cotações.

Além disso, a seca prolongada limitou a engorda a pasto e direcionou a terminação para o confinamento. Conforme levantamento da DSM/Tortuga, a taxa de ocupação dos confinamentos atingiu o maior nível da série histórica, 18,5% acima da de 2024.

Perspectivas para os próximos meses

Diante do cenário de custos elevados para repor o rebanho, os pesquisadores do Cepea alertam que o pecuarista começa o ciclo de recria e engorda com a conta relativamente mais alta. Com isso, a rentabilidade dos próximos meses vai depender de uma combinação de eficiência na gestão de custos e estratégias de venda do boi gordo.



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Canal Rural na COP30 terá 60h de conteúdo exclusivo e participações diárias de Roberto Rodrigues



O Canal Rural terá cobertura ao vivo da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), realizada em Belém (PA) de 10 a 21 de novembro. Com mais de 60 horas de conteúdo exclusivo, transmissões ao vivo e parcerias estratégicas, a emissora se posiciona como o principal veículo brasileiro a retratar o agronegócio dentro do maior evento climático do planeta.

A cobertura será multiplataforma. Na Pay TV e nas parabólicas, os conteúdos sobre a COP30 estarão nos telejornais e na grade de programação, com boletins, entradas ao vivo e reportagens especiais.

Já no YouTube e na Fast TV, o público acompanhará a COPTV do Agro, transmitida ao vivo do estúdio do Canal Rural instalado na COP30, em Belém. Entrevistas aprofundadas, análises e reportagens especiais intergrarão a programação, que também inclui boletins diários com representantes da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e da Embrapa, parceira do Canal Rural na cobertura.

O ponto alto da COPTV é o Diário da COP, apresentado diariamente pelo ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, que trará convidados e personalidades para resumir os principais acontecimentos do dia na conferência e seus impactos sobre o agronegócio. Rodrigues é o enviado especial da agricultura para a COP30.

“Estamos comprometidos em mostrar ao mundo a força e a resiliência do agronegócio brasileiro, que não apenas alimenta o planeta, mas também oferece soluções concretas para as mudanças climáticas”, afirma Julio Cargnino, CEO do Canal Rural. “Nossa cobertura na COP30 será um marco, evidenciando o protagonismo do Brasil na construção de um futuro mais verde e produtivo”, completa.

Fórum Planeta Campo – Especial COP30

Também promovido pelo Canal Rural, o Fórum Planeta Campo – Especial COP30 acontecerá no dia 11 de novembro, a partir das 13h, no espaço CNA/Senar, com apresentação de Marusa Trevisan. Ao longo da tarde, haverá premiações intercaladas com os painés reconhecendo destaques da agricultura familiar e de pequenos, médios e grandes produtores.

Confira os painéis e os palestrantes já confirmados
13h — Abertura: Marusa Trevisan, Silvia Massruha (presidente da Embrapa), Munir Lourenço (Conselheiro da CNA). Abertura especial com e Jai Shroff (CEO Global da UPL) e Gilberto Tomazoni (CEO Global da JBS).

14h — O Agro que alimenta: Roberto Rodrigues (ex-ministro da Agricultura), Rodrigo Justos (Conselheiro da CNA), Dep. Mauro de NadalPres (Presidente da Frente Parlamentar da Cop 30 de SC) e Laudemir Muller (Gerente de Agronegócio da ApexBrasil).

14h40 — Agropecuária regenerativa como padrão global: Gisela Introvini (Superintendente da FAPCEN) e Aurélio Pavinato (CEO da SLC).

15h20 — Agro de Baixo Carbono – métricas e resultados (Case Roncador): Rogério Mello (UPL), Talita Pinto (Coordenadora do Observatório de Bioeconomia da FGV) e Roberta Carnevalli (Chefe de P&D da Embrapa Soja)

16h — Rastreabilidade total da cadeia de alimentos: Liège Corrêa (Diretora de Sustentabilidade da JBS) e Natália Fernandes Carr (Gerente de ESG da Coxupé).

Com estúdio próprio, transmissões diárias e presença dos principais nomes do setor, o Canal Rural vai fazer da COP30 um marco na comunicação do agronegócio brasileiro com o mundo.



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AgroNewsPolítica & Agro

Agricultura familiar alcança recorde de vendas em São Paulo



Compras públicas fortalecem agricultura familiar no estado



Foto: Divulgação

A agricultura familiar do estado de São Paulo registrou um marco em 2025. O Programa Paulista da Agricultura de Interesse Social (PPAIS) alcançou R$ 50,5 milhões em compras públicas, valor que supera a soma de todos os investimentos realizados entre 2020 e 2023. O resultado representa, segundo o governo estadual, um avanço na geração de renda e segurança para milhares de famílias agricultoras.

Coordenado pela Fundação ITESP e vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA), o PPAIS tem como meta garantir mercado para agricultores familiares e cooperativas, além de fortalecer o abastecimento de instituições públicas estaduais. “O programa aproxima o campo das políticas públicas e assegura que alimentos de qualidade e origem paulista cheguem a escolas, universidades e unidades prisionais”, destacou a SAA.

Entre 2020 e 2022, o programa movimentou pouco mais de R$ 30 milhões. Em 2023, o valor foi de R$ 17,2 milhões e, em 2024, de R$ 20,4 milhões. O salto para R$ 50,5 milhões neste ano reflete o fortalecimento das políticas de compras públicas, a ampliação das chamadas e o apoio técnico prestado aos produtores pela CATI e pela Fundação ITESP. “Acompanhamos todo o processo, do planejamento da produção à entrega dos alimentos”, informou a coordenação do programa. Atualmente, cerca de 40 cooperativas integram a iniciativa.

O aumento nas aquisições também está relacionado a duas medidas da atual gestão: o fortalecimento da cadeia produtiva do leite e a inclusão do café entre os produtos comprados pelo programa. O governo ampliou a compra de leite para unidades prisionais e outras instituições, além de passar a adquirir café torrado e moído de cooperativas da agricultura familiar, setor que ganhou importância após a imposição de tarifas americanas sobre o café brasileiro.

Com o novo recorde, o PPAIS consolida-se como uma política de Estado voltada ao fortalecimento das cadeias produtivas e à valorização dos agricultores familiares. “O programa mostra que é possível construir um campo mais justo, produtivo e sustentável”, concluiu a SAA.





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Embrapa lança plano para COP30 e propõe mutirão global pela agricultura sustentável



A poucos dias do início da COP30, em Belém (PA), a Embrapa apresentou um documento com propostas para fortalecer o papel da agricultura na ação climática global. A publicação, intitulada “Contribuições da Embrapa para o Mutirão Global contra a Mudança do Clima”, reúne décadas de pesquisa e defende que a agropecuária brasileira pode ser parte da solução para os desafios do clima e da segurança alimentar.

O material integra a Jornada pelo Clima, movimento lançado em 2025 que mobilizou governo, produtores, academia e sociedade civil em torno da construção de uma agropecuária mais resiliente. A iniciativa percorreu todos os biomas brasileiros por meio dos “Diálogos pelo Clima”, reunindo mais de 1,3 mil participantes em debates sobre mitigação, adaptação e tecnologias sustentáveis.

Durante a COP30, as ações serão apresentadas na AgriZone, a Casa da Agricultura Sustentável, montada na Embrapa Amazônia Oriental, em Belém. O espaço será uma vitrine de soluções tecnológicas, com mais de 200 inovações voltadas à redução de emissões, recuperação de solos e uso eficiente de recursos naturais.

Brasil como potência agroambiental

O documento destaca que o Brasil tem condições de liderar o debate global ao unir competitividade agrícola, conservação ambiental e uso inovador da biodiversidade. Entre as prioridades, estão práticas regenerativas, sistemas integrados de produção (ILPF e agroflorestais), biotecnologia, bioeconomia e ampliação do uso de bioinsumos.

A Embrapa também propõe fortalecer a governança climática, ampliar o acesso a crédito verde e fomentar políticas públicas que reconheçam o papel do produtor rural na conservação ambiental. Segundo a instituição, a ciência e a inovação são pilares centrais para transformar compromissos climáticos em soluções concretas no campo.

Sete eixos estratégicos

A agenda apresentada à COP30 é guiada por sete objetivos estratégicos:

  • Produção Sustentável e Competitividade – promover sistemas produtivos eficientes e de baixo carbono.
  • Recursos Naturais e Mudança do Clima – investir em adaptação e recuperação de áreas degradadas.
  • Tendências de Consumo e Agregação de Valor – desenvolver alimentos mais saudáveis e com menor impacto ambiental.
  • Segurança Alimentar e Saúde Única – integrar produção, nutrição e saúde ambiental.
  • Bioeconomia e Economia Circular – transformar resíduos e biomassa em novos produtos.
  • Tecnologias Emergentes e Disruptivas – investir em automação, IA e agricultura de precisão.
  • Inclusão Socioprodutiva e Digital – garantir acesso a tecnologias e renda para agricultores familiares.

A Embrapa reforça que o enfrentamento das mudanças climáticas exige cooperação internacional e financiamento de longo prazo para pesquisa. A instituição defende que a COP30 marque o início de um esforço global em torno de uma agricultura mais justa, sustentável e capaz de alimentar o mundo sem ampliar a pressão sobre o meio ambiente.



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Agricultura e construção puxam queda na taxa de desemprego



A taxa de desocupação no Brasil caiu para 5,6% no trimestre encerrado em setembro de 2025, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse é o menor patamar da série histórica, iniciada em 2012.

O recuo foi de 0,2 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e de 0,8 ponto ante o mesmo período de 2024. A população desocupada chegou a 6 milhões de pessoas, o menor contingente da série, com queda de 3,3% no trimestre e de 11,8% no ano.

O aumento da ocupação foi puxado por dois setores: agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, com crescimento de 3,4% (260 mil pessoas), e construção, também com 3,4% de alta (249 mil pessoas) frente ao trimestre anterior. Comércio e serviços domésticos registraram queda no número de ocupados.

Renda e informalidade estáveis

O rendimento real habitual ficou em R$ 3.507, valor recorde da série, estável no trimestre e com alta de 4% no ano. A massa de rendimento real habitual atingiu R$ 354,6 bilhões, também recorde. A taxa de informalidade manteve-se em 37,8%, representando 38,7 milhões de trabalhadores informais, estável em relação ao trimestre anterior e abaixo do mesmo período de 2024.

No total, a população ocupada chegou a 102,4 milhões, com crescimento de 1,4% no ano. A taxa composta de subutilização caiu para 13,9%, a mais baixa da série histórica, e a população subutilizada somou 15,8 milhões. Outros setores com crescimento na comparação anual foram transporte, armazenagem e correio, e administração pública.



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