quarta-feira, abril 1, 2026

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Uso de drones ajuda a revolucionar manejo de pastagem no Brasil; confira



O uso de drones com algoritmos avançados está revolucionando o manejo de pastagem no Brasil, transformando a produção de carne a pasto em um sistema de alta precisão. Essa tecnologia permite monitorar cada detalhe do pasto para uma tomada de decisão rápida e assertiva.

Em entrevista ao Giro do Boi, o professor Leandro Martins Barbero, da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), explica que o objetivo foi “simplificar, facilitar isso para o produtor e fazer isso de forma muito precisa”.

Confira a entrevista completa:

A tecnologia de monitoramento

A ferramenta transforma a imagem de um drone em informações técnicas essenciais para o campo, como biomassa e altura do capim. Essas informações nortearão todo o manejo do pastejo para os próximos trinta dias na fazenda, eliminando o “olho” e o “achismo” que levam à degradação.

O manejo de pastagem sempre foi um gargalo na pecuária, resultando em pastos mal colhidos. O algoritmo desenvolvido para o uso de drones soluciona as grandes dores do pecuarista com precisão, trazendo automação e padronização.

Acessibilidade e benefícios

A tecnologia é altamente acessível. O plano de voo é fixo para que o sistema possa ler o mesmo ponto e mostrar a evolução do pasto ao longo do tempo. A periodicidade de voo mais comum é de trinta dias, e “qualquer drone funciona nessa operação”, afirma Barbero, incluindo modelos de baixo custo que variam de R$ 2.000 a R$ 2.500.

Ao final do monitoramento, o pecuarista recebe um relatório com recomendações de troca de pasto, ajuste de lotação e, se necessário, indicação de adubação e suplementação. “O nosso objetivo é descomplicar a vida do produtor”, resume Barbero.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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Prejuízo! Temporal com granizo devasta lavouras e acende alerta para a safra de soja no Paraná



Nos primeiros dias de novembro, um forte temporal atingiu o Paraná, provocando destruição em lavouras de soja, estradas e áreas urbanas. Neste final de semana, o granizo atingiu várias regiões do estado e, diferente das tempestades pontuais típicas da estação, a condição gerou preocupação sobre os impactos na safra de soja e na próxima produção de milho.

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O Soja Brasil conversou com o presidente da Aprosoja Paraná, Eduardo Cassiano, o temporal ocorreu na tarde de sábado, atingindo desde a região sudeste até o norte do estado. Ventos de até 100 km/h, chuvas intensas e granizo provocaram perdas em lavouras, derrubaram postes, telhados de mercados e residências, e deixaram cidades temporariamente sem água e energia elétrica.

“As lavouras de soja já vinham atrasadas no desenvolvimento devido ao clima instável do ano, e o temporal dizimou parte significativa das áreas atingidas. Os produtores terão que arcar com custos adicionais de replantio, o que certamente afetará a lucratividade e a produtividade”, destacou Cassiano.

O impacto também deve se estender ao milho safrinha. Com a janela de plantio já avançada, o atraso causado pelos danos na soja compromete a semeadura do milho, aumentando o risco de perdas em caso de geadas futuras.

Municípios afetados

O levantamento detalhado da extensão da área afetada ainda está em andamento. Segundo Cassiano, cidades desde Foz do Iguaçu até Londrina foram atingidas, passando por Cascavel, Campo Mourão e Maringá. Cooperativas locais já iniciaram o levantamento de prejuízos e estimam que a área atingida seja expressiva.

As imagens do antes e depois do temporal mostram a magnitude do evento, reforçando a gravidade das perdas. Produtores que já enfrentavam aumento de custos de 8 a 10% em relação à safra anterior agora encaram despesas extras com replantio e recuperação das lavouras.

Produtores sem expectativa para replantio

Segundo o presidente, muitos produtores avaliam não replantar as áreas perdidas. “Alguns estão dizendo que não vão replantar porque não estão encontrando semente, e como vão perder a janela do milho, vão deixar do jeito que está. Se não der nada, vão arriscar o milho depois. Então, certamente teremos uma quebra na safra de soja do Paraná”, afirmou.

As áreas mais afetadas se concentram entre o oeste e o norte do estado, atingindo cidades como Cascavel, Campo Mourão, Ubiratã, Campina da Lagoa, Maringá e até trechos próximos a Londrina. Segundo Cassiano, cooperativas e produtores ainda fazem o levantamento dos danos para dimensionar o tamanho da área comprometida, o que deve levar pelo menos uma semana.



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Acumulados de chuva podem ultrapassar 100 mm e causar alagamentos; saiba onde



A previsão do tempo para as áreas produtoras de soja no país indica que a umidade do solo já está boa em regiões do sul de Minas, São Paulo e boa parte do Mato Grosso do Sul. Por outro lado, o Matopiba, Goiás e o norte de Minas ainda necessitam de volumes adicionais de chuva para acompanhar o desenvolvimento da safra 2025/26.

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Previsão para os próximos cinco dias

Nos próximos cinco dias, as chuvas continuam se espalhando por diferentes áreas do Brasil, com acumulados de 20 a 50 mm. Essas precipitações serão benéficas para o avanço do plantio.

A atenção maior fica para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, onde os acumulados podem superar 100 mm em 24 a 48 horas, com risco de alagamentos e atrasos nos trabalhos em campo.

O tempo na Bahia

Em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia, os próximos dias somam cerca de 50 mm de chuva entre 5 e 9 de novembro. Uma janela de tempo firme está prevista entre os dias 10 e 14, seguida por retorno das chuvas, que podem totalizar 150 mm no período.

9 a 13 de novembro

Na semana seguinte, de 9 a 13 de novembro, o Mato Grosso, Goiás e norte de Minas receberão volumes importantes de chuva, revertendo parcialmente o déficit hídrico e permitindo avanços no plantio.

Além disso, as regiões do Matopiba, centro-norte de Mato Grosso, São Paulo e Mato Grosso do Sul seguirão com boas condições para as atividades no campo.

Regiões como Diamantina (MG) e áreas do centro-norte do país terão uma sequência de cerca de 10 dias de tempo mais firme e quente, com retorno das chuvas previsto principalmente a partir do dia 12 de novembro.



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AgroNewsPolítica & Agro

Pesquisas da Embrapa impulsionam novas fronteiras



Entre os destaques estão o algodão BRS 700FL B3RF


Entre os destaques estão o algodão BRS 700FL B3RF
Entre os destaques estão o algodão BRS 700FL B3RF – Foto: Canva

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) apresentou inovações voltadas à produção sustentável no semiárido nordestino, com destaque para experimentos inéditos com cultivares de trigo adaptadas ao clima da região. As tecnologias foram desenvolvidas por oito unidades da Embrapa em diferentes estados e abrangem dez cadeias produtivas, como algodão, mandioca, amendoim, gergelim, feijão-caupi, mamona, macaúba e gramíneas.

A segunda edição da ExpoCariri foi realizada de 30 de outubro a 1º de novembro, no Campo Experimental da Embrapa Algodão, em Barbalha (CE). Promovida pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (FAEC) e pelo Sebrae, com apoio da prefeitura e de instituições de pesquisa, a feira reunirá produtores, pesquisadores e técnicos para palestras, lançamentos de maquinários, consultorias e atividades culturais. A área das vitrines tecnológicas da Embrapa ocupa 600 m² e mostrará, na prática, os resultados de anos de pesquisa voltados à adaptação de cultivos no semiárido.

Entre os destaques estão o algodão BRS 700FL B3RF, de fibras longas e alta produtividade, em processo de obtenção de Indicação Geográfica (IG), e a mandioca BRS Novo Horizonte, desenvolvida para a produção industrial de amido no Nordeste. Já o trigo, foco da nova frente de pesquisa, é testado no Ceará desde 2018. Segundo o pesquisador Afrânio Arley Montenegro, as cultivares de ciclo curto podem permitir até quatro colheitas anuais, com alto potencial produtivo e estabilidade em regiões de clima semiárido.

A programação técnica da ExpoCariri incluiu o I Simpósio de Bananicultura do Cariri e o II Encontro de Mulheres do Agro, além do Encontro Anual de Produtores Rurais da Região do Cariri. O evento reforça o papel da pesquisa agropecuária como motor de inovação e desenvolvimento regional no Nordeste.

 





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Postos de Atendimento Médico da COP30 começam a funcionar nesta terça-feira (4)



A partir desta terça-feira (4), começam a funcionar os primeiros Postos de Atendimento Médico (PAMs) de apoio à 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em Belém.

A estrutura visa oferecer atendimento de urgência de baixa complexidade tanto aos participantes dos eventos da conferência quanto à população em geral.

Duas unidades móveis darão início à operação, uma instalada no entorno da Estação das Docas e do Ver-o-Peso e outra em frente ao Mercado de São Brás, permanecendo nesses locais até o dia 22 de novembro.

A partir do dia 5, entram em funcionamento os PAMs das Usinas da Paz do Guamá, Terra Firme, Cabanagem e Bengui, equipados com consultórios médicos e odontológicos.

Os povos indígenas vão ter um posto de atendimento específico, instalado na Aldeia COP, localizada na Escola de Aplicação da Universidade Federal do Pará (antigo NPI), na Avenida Perimetral, que funcionará de 8 a 21 de novembro.

Universidade Federal do Pará (UFPA)

Serão ativados postos de atendimento médico específicos para atender ao público e eventos na programação da COP30. Entre 10 e 23 de novembro, funcionará um Posto de Atendimento Médico no Mirante da Universidade Federal do Pará (UFPA), dedicado à Cúpula dos Povos.

Além deste, outro posto estará em operação no alojamento dos participantes da cúpula, na Avenida Alcindo Cacela, de 11 a 16 de novembro, oferecendo suporte durante toda a estadia dos participantes. Um terceiro posto será destinado à Cúpula das Infâncias, instalado no Instituto de Ciências Sociais Aplicadas (ICSA) da UFPA, funcionando entre 10 e 16 de novembro para garantir atendimento médico adequado a esse público.

“Em cada posto, haverá equipes com cerca de dez profissionais por turno, prontos para atender não apenas os participantes dos eventos ligados à COP30, mas também visitantes e moradores que necessitem de assistência emergencial”, explica a coordenadora do Programa Saúde por Todo o Pará, Marilda Braga.

Parque da Cidade

Nos espaços oficiais da COP30, o atendimento seguirá protocolos já definidos e utilizados em grandes eventos internacionais. Os participantes serão acolhidos nos Postos de Atendimento Médico instalados na Blue e na Green Zone, que funcionarão como pontos de triagem e primeiros cuidados, no Parque da Cidade.

De 3 a 8 de novembro, a Blue Zone terá dois PAMs, e de 9 a 22 de novembro, três PAMs e equipe volante; na Green Zone haverá um PAM com equipe móvel.

Cada posto terá duas ambulâncias (suporte básico e avançado), garantindo atendimento ágil, seguro e integrado ao sistema de saúde estadual, reforçando o compromisso do Governo do Pará com a segurança e o bem-estar de participantes e visitantes.



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Ciclone chega nos próximos dias e deve provocar chuva forte e ventos superiores a 100 km/h



O próximo fim de semana será marcado pela formação de um ciclone extratropical que deve provocar chuvas intensas e ventos fortes em diversas regiões do país. A informação é do meteorologista Arthur Müller, do Canal Rural.

Segundo Müller, o sistema de baixa pressão deve se formar entre sexta (7) e sábado (8), trazendo acumulados superiores a 100 milímetros em 24 horas em áreas do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Além da chuva volumosa, há risco de queda de granizo e rajadas de vento que podem ultrapassar os 100 km/h.

“É uma condição que exige muita atenção, porque pode causar prejuízos aos trabalhos em campo, além de queda de árvores e interrupção no fornecimento de energia”, alertou o meteorologista.

A instabilidade também deve atingir Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo, com potencial para temporais isolados. Após a passagem do ciclone pelo continente, o sistema se desloca para o oceano, dando origem a uma nova frente fria que deve empurrar a chuva em direção ao norte de Minas Gerais e à região Nordeste.

Além do Sul, outras áreas agrícolas devem receber volumes significativos. Müller destaca que, ainda nesta semana, há previsão de chuvas entre 30 e 50 milímetros no sul da Bahia e no sul do Tocantins, o que favorece o avanço da semeadura da safra 2025/26.

O meteorologista reforça que, embora a chuva seja bem-vinda para a agricultura, o principal problema é a concentração dos volumes em curtos períodos, o que aumenta o risco de alagamentos e danos estruturais.

“Em vez de termos 100 milímetros bem distribuídos em cinco dias, acaba chovendo tudo em 24 horas. Isso é muito ruim para o produtor e para o solo. Por isso, é importante ficar atento aos alertas da Defesa Civil e aproveitar para captar água quando possível”, destacou Müller.

Segundo o especialista, após a passagem do ciclone, a frente fria deve manter a umidade em boa parte do país, com chuvas de 30 a 50 milímetros previstas para Rondônia, Mato Grosso, Goiás e o interior do Matopiba, região que abrange partes do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

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Expansão da área de soja em GO eleva estimativa da safra 25/26, aponta StoneX



As estimativas de novembro para a safra de soja 2025/26 e para o milho verão praticamente não mudaram. Segundo a StoneX, empresa global de serviços financeiros, isso se deve ao fato de que ambos os cultivos ainda estão no início do ciclo.

No caso da soja, houve uma leve alta de 0,1% em relação à projeção de outubro, com produção estimada em 178,9 milhões de toneladas. O ajuste decorre do aumento de 50 mil hectares na área plantada em Goiás.

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O clima continua sendo o fator decisivo. Chuvas irregulares têm atrasado o plantio em algumas regiões e, em certos casos, exigido replantio. As previsões indicam precipitações regulares nos próximos meses, cenário favorável para a safra 25/26.

Estimativa para o milho

Já para o milho verão, a estimativa de novembro se manteve em 25,6 milhões de toneladas, ligeiramente acima do ciclo anterior. Assim como na soja, a produção depende das condições climáticas, com destaque para Minas Gerais e Rio Grande do Sul, que concentram maiores volumes.

Em termos de oferta e demanda, a atenção para a soja está voltada às exportações, especialmente após negociações comerciais entre Estados Unidos e China. Para o milho, a expectativa é de maior consumo interno, impulsionado pela produção de etanol.

Milho segunda safra

A primeira estimativa da safrinha de milho 2025/26 aponta produção de 107 milhões de toneladas, queda de 4,1% em relação ao ciclo anterior. Apesar de uma expectativa de alta de 1,3% na área plantada, motivada pela boa rentabilidade da safra 2024/25, a produtividade da segunda safra ainda é incerta.

O cultivo, que ocorre após a soja, pode enfrentar riscos de estiagem e atrasos no plantio, e ainda é cedo para definições precisas, inclusive sobre a área a ser plantada.



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Operação resgata 20 galos de rinha mantidos em cativeiro



A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) fechou, nesta segunda-feira (3), um espaço onde eram promovidas rinhas de galos no bairro Nossa Senhora da Penha, em Vila Velha, Espírito Santo.

A ação foi realizada pela Delegacia Especializada de Proteção ao Meio Ambiente (Depma) em parceria com a Gerência de Bem-Estar Animal da Prefeitura de Vila Velha.

Durante a operação, foram apreendidas 37 aves, entre elas 20 galos de briga com esporas, além de papagaios, periquitos, trinca-ferros, azulão e coleiros. O local foi interditado e três homens, dois de 59 anos e um de 69, foram conduzidos à delegacia.

Segundo o delegado da Depma, Marcelo Nolasco, os envolvidos foram autuados por maus-tratos a animais, conforme os artigos 29 e 32 da Lei Federal nº 9.605/98, que trata dos crimes contra a fauna. Por se tratar de infração de menor potencial ofensivo, será assinado um Termo Circunstanciado (TC) e os suspeitos responderão ao processo em liberdade.



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Brasil terá alta de 3% nas exportações de açúcar em 2025/26


No início de outubro o adido do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) no Brasil antecipou os dados de oferta e demanda de açúcar aqui no país, que serão publicados apenas no dia 20 de novembro pela entidade em sua segunda atualização semestral de 2025. Com isso, o mercado de açúcar contou com uma importante atualização de dados de um dos principais players internacionais.

Nesse contexto, a Safras & Mercado alerta para o elevado tom de baixa que esta segunda estimativa do ano exerceu sobre o mercado. Isso porque os fundamentos trazem um cenário de maior produção, menor demanda interna e maiores exportações. Não é à toa que a primeira quinzena de outubro está sendo marcada pela retomada da tendência de baixa de médio prazo pelo atual driver março/25 em Nova York, que até mesmo perdeu a mínima dos US$ 16 cents.

A segunda estimativa do ano tem por destaque a alta nas exportações esperada para a temporada corrente 2025/26 que será de 3% em relação a safra anterior (35,7 milhões contra 34,5 milhões de toneladas). Apesar disso, a Safras & Mercado pontua que frente à primeira estimativa do ano, o USDA fez um leve corte de 100 mil toneladas, ou queda de apenas 0,28%, frente às 35,8 milhões de toneladas que inicialmente esperava de exportações.

Porém alertamos que o corte de 100 mil toneladas da primeira para a segunda estimativa do ano nenhum impacto de alta gerou nos preços do mercado, visto que o comparativo frente à safra passada foi elevado em 1,2 milhão de toneladas, sendo este o número mais impactante dos dados atuais do USDA para o Brasil, na visão da Safras & Mercado. Outros pontos vêm reforçar essa leitura, como é o caso da produção e da demanda interna.

Isso porque a produção deverá ter uma alta de 0,88% frente à safra anterior, com um acréscimo de 386 mil toneladas, com os volumes saindo de 44,00 para 44,38 milhões de toneladas. Esse é mais um vetor de baixa sobre os preços em Nova York porque os agentes internacionais têm observado mais o comparativo frente à safra passada do que o comparativo frente ao primeiro reporte deste ano, de maio, publicado pelo USDA.

Até porque, sob essa ótica, o ajuste é de baixa em quase igual proporção, com um corte de 314 mil toneladas, ou -0,7%, com a estimativa saindo de 44,70 para 44,38 milhões de toneladas. Outro ponto que reforça a pressão de baixa sobre os preços internacionais é a questão da demanda interna, que deverá ter uma queda de 5,26% frente ao ano anterior, com um corte de 500 mil toneladas, com o consumo recuando de 9,5 para 9 milhões de toneladas.

Um ponto interessante aqui é que houve um ajuste de alta em relação ao primeiro levantamento do ano, na faixa de 100 mil toneladas, ou +1,12%, com os volumes saindo de 8,9 para os atuais 9 milhões de toneladas. Mais uma vez, a Safras & Mercado alerta que os agentes internacionais têm focado mais no comparativo com a safra passada do que com o do primeiro reporte deste ano.

E, sob essa ótica, a influência é de baixa sobre os preços em Nova York. Isso porque quanto menor for a demanda interna no Brasil, maior é o excedente exportável e maior a disponibilidade de oferta do açúcar brasileiro no mercado internacional, o qual já conta com um superávit em alta de 114% entre a temporada atual 2025/26 e a anterior 2024/25, saindo de 5,3 para 11,3 milhões de toneladas (dados ainda do primeiro reporte de maio deste ano).

Além disso a Safras & Mercado alerta que os dados de demanda interna estimados em maio deste ano pelo USDA, em 8,9 milhões de toneladas, se mostraram excessivamente abaixo de todos os padrões históricos de comparação dos últimos 20 anos. A marca dos 9 milhões de toneladas em si é considerada muito baixa, distante do ponto de referência de 10 milhões de toneladas que tem balizado o comportamento da demanda interna nos últimos 5 anos, o que tem gerado um forte impacto negativo sobre os preços do açúcar cristal ao longo de 2025.

Porém, a partir de outubro, a leitura que a Safras & Mercado faz é que esse ajuste de alta na projeção do USDA entre o primeiro e o segundo reporte do ano mostrará que a situação não é tão grave assim. Isso, junto com o aumento sazonal da demanda interna que ocorre a cada final de ano, poderá levar a uma recuperação dos preços do cristal no físico.

Maurício Muruci, de Safras & Mercado

*Maurício Muruci é especialista em açúcar, etanol e biodiesel da Safras & Mercado, com mais de 15 anos de experiência em análises econômicas e consultoria para mercados agrícolas


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Tarifaço faz Brasil perder 15 mil empregos, aponta estudo



Um levantamento do Banco Inter mostra que a indústria brasileira perdeu 15 mil empregos entre agosto e setembro, após a imposição de tarifas sobre produtos exportados aos Estados Unidos. O aumento, anunciado em julho pelo presidente americano Donald Trump, elevou em até 50% as alíquotas cobradas sobre bens industriais brasileiros, com efeitos diretos no comércio e no emprego.

Com dois meses de dados após o início do tarifaço, os analistas da área de pesquisa macroeconômica do Inter avaliaram que as medidas comerciais já provocam efeitos concretos na atividade industrial do país. Os dados de comércio em nível subnacional apontam desaceleração acentuada nas exportações para os EUA, tendência que começou em agosto e se intensificou em setembro.

Segundo o estudo, as perdas de emprego se concentraram no setor de refino de açúcar e em regiões industriais de São Paulo e do Sul do país. A análise pondera que, apesar da queda inicial, parte das perdas pode ser revertida a médio prazo, dependendo do ritmo de adaptação das cadeias produtivas.

O Banco Inter destaca que, mesmo após a posterior isenção de parte dos produtos, que reduziu a alíquota efetiva média para cerca de 31%, o impacto tende a ser assimétrico. “O foco recai sobre a indústria, pois bens manufaturados têm menos flexibilidade de realocação comercial, ao contrário das commodities agrícolas, como café, petróleo e minério, cujos preços são padronizados no mercado internacional”, cita o relatório.

Com base em dados detalhados da balança comercial, o estudo mostra que a medida atingiu com mais força os segmentos de bens de capital, como aeronaves, motores e máquinas elétricas, que registraram quedas superiores a 30% nas exportações entre agosto e setembro, em comparação com o mesmo período de 2024.

A análise também aponta que parte das empresas mantém o ritmo de produção, acumulando estoques, o que pode suavizar o impacto ao longo dos próximos meses.

No recorte regional, o levantamento indica que, entre 131 regiões industriais brasileiras expostas à exportação de bens manufaturados aos EUA, 60 ainda apresentavam crescimento nas vendas externas em julho. Dois meses depois, o número caiu para 28 regiões com desempenho positivo, enquanto 63 registraram forte queda,o pior resultado desde a greve dos caminhoneiros de 2018, que causou forte retração na produção industrial.

O estudo do Banco Inter reforça que os efeitos do tarifaço sobre a economia brasileira ainda estão em curso, mas já sinalizam desaceleração relevante das exportações e do emprego industrial, especialmente nos polos mais dependentes do comércio com os Estados Unidos.



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