
O Indicador do Boi Gordo Datagro começa a semana em queda. Sete das nove principais praças do país apresentaram nesta segunda-feira (10) variação negativa no preço médio da arroba.
Minas Gerais registrou a maior queda do dia, atingindo R$ 310,91 por arroba, o que representa uma variação de -0,59%. Já Goiás teve a maior variação positiva do dia, chegando a R$ 317,54, o que representa um alta de 0,56%.
São Paulo é a praça com a maior cotação do dia, chegando a R$ 322,73 por arroba. Logo em seguida vem Mato Grosso do Sul, onde o valor atinge R$ 321,69.
Veja abaixo a cotação do boi gordo nas principais praças:
São Paulo: R$ 322,73
Goiás: R$ 317,54
Minas Gerais: R$ 310,91
Mato Grosso: R$ 309,02
Mato Grosso do Sul: R$ 321,69
Pará: R$ 303,34
Rondônia: R$ 287,18
Tocantins: R$ 304,51
Bahia: de 305,97
O Indicador do Boi Gordo Datagro é a referência utilizada pela B3 para a liquidação dos contratos futuros de pecuária no mercado brasileiro.

Belém se tornou, nesta segunda-feira (10), o centro mundial das negociações sobre mitigação e adaptação às mudanças climáticas. A capital paraense abriga oficialmente a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP30), que reúne delegações de 194 países e da União Europeia até 21 de novembro.
A cerimônia de abertura contou com a presença do presidente da COP30, André Aranha Corrêa do Lago e do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva. Na ocasião, foi destacado o compromisso firmado entre Bacu e Belém, que define um “mapa do caminho” para destravar o financiamento climático internacional.
Em seu discurso, Corrêa do Lago ressaltou a importância da cooperação multilateral no enfrentamento da crise climática.
“O combate à mudança do clima, o multilateralismo é definitivamente o caminho. E por mais que eu seja suspeito em falar bem da diplomacia multilateral, eu vou fazê-lo. Lembrar que o Protocolo de Montreal em duas décadas e meia conseguiu eliminar 95% dos gases que provocavam o buraco da camada de ozônio que agora está se reconstituindo”, afirmou.
O embaixador também lembrou que o Acordo de Paris, firmado há 10 anos, reduziu as projeções de aumento da temperatura global, mas destacou que “ainda há muito a ser feito”.
Na sequência, o presidente Lula discursou chamando atenção para o caráter social da crise climática. “A emergência climática é uma crise de desigualdade, há uma dívida aberta com as futuras gerações que não podem perder a chance de sonhar e ter esperança”, declarou.
As atividades da COP30 seguem ao longo das próximas semanas, com negociações sobre metas de descarbonização, financiamento verde e políticas globais de mitigação dos impactos climáticos. O Canal Rural acompanha todos os desdobramentos diretamente de Belém do Pará.

Com o retorno das chuvas, o rebrote do capim é inevitavelmente acompanhado pelo ressurgimento de um elemento indesejável e prejudicial: as plantas daninhas. A ação imediata de controle é crucial para evitar que essas invasoras se alastrem e causem prejuízos no pasto, competindo agressivamente por água, luz e nutrientes.
Segundo o agrônomo Wagner Pires, um erro comum na pecuária é a ansiedade em aplicar o herbicida de imediato, perdendo o momento certo para a máxima eficácia. Uma espera estratégica garante que a dosagem seja menor e o custo, otimizado.
Confira:
O momento ideal e a dosagem do herbicida dependem diretamente do histórico de manejo e da condição da área. A aplicação precisa ser estratégica para “matar” a planta no seu auge de absorção, garantindo o máximo retorno do investimento.
Quando o pasto é reformado (gradeado e plantado), as sementes de plantas daninhas que estavam latentes no solo germinam junto com o capim novo.
Se a área já tinha um histórico de infestação no ano passado, o controle exige mais paciência para o herbicida funcionar em massa.
Em ambos os cenários, Pires recomenda que o pecuarista leve um técnico à fazenda para dar o suporte necessário. O profissional será capaz de identificar a espécie de planta daninha presente, determinar a dosagem certa e indicar o produto mais eficiente.
O controle deve ser feito prioritariamente lá pelos 30 a 40 dias após o início das chuvas. Ficar atento ao momento certo de aplicar o produto é a chave para o sucesso, pois isso garante que o pecuarista gaste pouco e resolva o problema da infestação de forma eficaz, protegendo a produtividade do pasto.
A soja também abriu a semana em alta
Agrolink
– Leonardo Gottems

A soja também abriu a semana em alta – Foto: Canva
O mercado agrícola iniciou a semana com leve otimismo nas bolsas internacionais, embora mantenha um tom de cautela diante da volatilidade dos últimos dias. Segundo a TF Agroeconômica, o trigo voltou a subir em Chicago, com o contrato de dezembro/25 cotado a US$ 533,25 e o de dezembro/26 a US$ 596,25. No Brasil, o trigo físico foi negociado a R$ 1.197,58 no Paraná e a R$ 1.042,62 no Rio Grande do Sul. A alta externa reflete um movimento de proteção dos fundos após perdas recentes, mas a ampla oferta global e o avanço da colheita no Hemisfério Sul limitam maiores ganhos. Já no mercado interno, o excesso de oferta e a dificuldade de venda de farinhas seguem pressionando os preços.
A soja também abriu a semana em alta, com o contrato de novembro/25 a US$ 1.112,25 e o de maio/26 a US$ 1.139,75. No Paraná, a oleaginosa foi cotada a R$ 133,71 no interior e R$ 138,86 em Paranaguá. O mercado segue atento ao relatório WASDE do USDA, previsto para o dia 14, que trará novas projeções de oferta e demanda global. A expectativa de atualização dos dados de produtividade nos Estados Unidos e o clima favorável ao plantio no Brasil e na Argentina mantêm os investidores em compasso de espera. O anúncio de que exportadoras americanas foram novamente autorizadas a vender soja para a China também trouxe algum suporte às cotações.
No milho, o contrato de novembro fechou em US$ 428,75 e o de julho/26 em US$ 458,75, ambos em leve alta. No Brasil, o cereal foi negociado a R$ 67,08 no físico e R$ 67,72 na B3. O movimento é impulsionado por compras de proteção, enquanto o clima seco no Meio-Oeste dos EUA favorece o avanço da colheita. No cenário interno, a boa demanda da indústria e das exportações sustenta discretas, porém consistentes, altas nos preços.

O mercado físico do boi gordo iniciou a semana em compasso de espera, influenciado pelas dúvidas em relação às exportações para a China. Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, muitos frigoríficos ainda seguem fora das compras, o que mantém o ambiente instável e com grande volatilidade nos preços.
“Enquanto não houver uma posição oficial por parte das autoridades chinesas, o cenário segue de indefinição. Em estados como Goiás e Mato Grosso ainda vemos algumas negociações pontuais acima das referências médias”, afirma.
No atacado, os preços seguem sustentados, favorecidos pelo período de maior consumo interno no fim de ano, marcado pelo pagamento do 13º salário, criação de vagas temporárias e confraternizações.
O dólar comercial encerrou o dia em queda de 0,53%, negociado a R$ 5,3068 para venda e a R$ 5,3048 para compra.

O mercado brasileiro de soja começou a semana com pouca movimentação e volumes reduzidos. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, as negociações foram pontuais, com maior interesse apenas em lotes para pagamento em janeiro.
De acordo com Silveira, os preços seguiram com oscilações mistas, com algumas praças registrando recuo. “O comprador segue sem disposição para manter ofertas firmes, enquanto o produtor mantém um spread elevado”, explica.
Em Rio Verde (GO), por exemplo, o comprador indica R$ 129,00 a R$ 130,00 para janeiro, enquanto o vendedor não aceita menos que R$ 135,00, segundo o analista.
Silveira destaca que o mercado spot permanece travado, tanto no porto quanto na indústria. Na safra nova, as fixações seguem escassas.
“Chicago voltou a subir, mas o movimento é especulativo e sem volume real, o que mostra exaustão na alta. Os prêmios seguem nominais e com viés de baixa, enquanto o dólar recuou, limitando os ganhos no físico”, afirma.
Os contratos futuros da soja fecharam em alta na Bolsa de Chicago nesta segunda-feira. O mercado foi influenciado por expectativas de retomada das compras chinesas de soja norte-americana e pelo avanço das negociações para encerrar a paralisação do governo dos Estados Unidos.
O clima mais positivo no mercado global reduziu a aversão ao risco e apoiou as commodities agrícolas.
As inspeções de exportação dos EUA somaram 1.088.577 toneladas na semana encerrada em 10 de novembro, acima das 984.875 toneladas da semana anterior, segundo o USDA.

A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) começou oficialmente em Belém do Pará com a inauguração da Agrizone, espaço promovido pela Embrapa e considerado o primeiro dentro de uma COP dedicado exclusivamente à agricultura sustentável.
A Agrizone é uma vitrine do potencial do agronegócio brasileiro e global para enfrentar os desafios climáticos, conciliando produção, conservação e inclusão social. O espaço propõe um ambiente de cooperação entre governos, empresas, pesquisadores e produtores rurais, com o objetivo de fortalecer políticas e tecnologias voltadas a uma economia de baixo carbono.
Durante a abertura, a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, destacou o papel estratégico da agricultura na agenda climática global. Segundo ela, o projeto foi desenvolvido ao longo de um ano e meio, com foco em mostrar que o setor agropecuário, além de ser vulnerável às mudanças climáticas, também pode ser parte da solução.
“A agropecuária é essencial para a produção de alimentos, fibras e energia. Se queremos um planeta mais sustentável, precisamos trabalhar com uma agricultura sustentável não só do ponto de vista econômico, mas também ambiental e social”, afirmou Massruhá.
A presidente ressaltou ainda que o Brasil vem consolidando uma agricultura multifuncional e resiliente, capaz de integrar produção, nutrição, saúde, turismo e gastronomia, sempre com base científica e tecnológica. Entre as inovações apresentadas na Agrizone estão biotecnologia, edição gênica, bioinsumos e tecnologias digitais aplicadas ao campo.
A Embrapa também lançou durante o evento um roadmap para a agricultura de baixo carbono, com diretrizes sobre como tornar os sistemas produtivos mais sustentáveis em diferentes biomas brasileiros.
Representando o setor produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também inaugurou seu espaço dentro da Agrizone nesta manhã. A entidade destacou a importância de integrar produtores rurais às discussões climáticas e de valorizar as práticas já adotadas no campo para reduzir emissões e conservar recursos naturais.

Entidades do agronegócio do Brasil, Argentina e Paraguai divulgaram uma nota conjunta para criticar o Regulamento da União Europeia contra o Desmatamento (EUDR). O posicionamento foi feito no âmbito do Espaço Parlamentar Agroindustrial Sul-Americano (EPAS).
De acordo com o documento, o EUDR foi aprovado sem consulta prévia aos países exportadores e teria efeito de barreira comercial sob justificativa ambiental. As entidades afirmam que a regra fere princípios do direito internacional ao impor exigências unilaterais que impactam diretamente cadeias produtivas agrícolas da América do Sul.
O grupo também questiona a classificação de risco padrão atribuída pela União Europeia aos países da região, que define níveis de controle e rastreabilidade mais rígidos. As entidades argumentam que o critério carece de base científica e desconsidera avanços alcançados em áreas como legislação florestal, rastreabilidade e sustentabilidade.
O EUDR deve entrar em vigor em 2025 e exigirá que produtos como carne, café, soja e madeira tenham comprovação de que não estão associados ao desmatamento, por meio de geolocalização das áreas de origem e cadeia produtiva rastreada.