quinta-feira, março 26, 2026

Agro

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Água potável e saneamento básico são os maiores desafios da Amazônia, diz ministro



O ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, disse durante entrevista ao Canal Rural, durante a COP30, em Belém (PA), na terça-feira (18), que o acesso à água potável e ao saneamento básico é um dos maiores desafios sociais e ambientais da Amazônia. Segundo ele, iniciativas do governo federal vêm sendo estruturadas para atender comunidades ribeirinhas, aldeias indígenas e grupos isolados que historicamente ficaram fora das políticas públicas convencionais.

Dias explicou que o Ministério do Desenvolvimento Social vem ampliando o uso de tecnologias sociais para levar água tratada a comunidades pequenas e de difícil acesso. “Quando pensamos na Amazônia, ninguém imagina que falta água potável. Mas falta. Por isso, estamos replicando experiências que já funcionam no Nordeste, como o sistema de captação de água da chuva por meio de cisternas”, afirmou.

Segundo o ministro, a tecnologia envolve captação no telhado das casas, filtragem, armazenamento em caixas d’água e uso de placas solares para bombeamento. O próprio grupo comunitário é treinado para instalar e manter o sistema. “Conseguimos garantir água potável e também saneamento adequado, com banheiro e tratamento, evitando que resíduos sejam jogados diretamente nos rios”, ressaltou. Ele citou comunidades que vivenciaram “o primeiro banho de chuveiro” como marco de transformação na qualidade de vida.

Ao comentar sobre o papel do agronegócio na socioeconomia amazônica, Dias destacou que a integração produtiva entre pequenos, médios e grandes produtores é estratégica para ampliar renda e sustentabilidade. Ele lembrou exemplos como o açaí, que pode ser cultivado em sistemas agroflorestais junto a outras espécies nativas.

O ministro detalhou que o governo trabalha no conceito de “floresta produtiva”, voltado para recuperar áreas degradadas e gerar renda. A iniciativa é coordenada pelo Desenvolvimento Social em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário.

“Queremos mapear áreas de capoeira e transformá-las em florestas que produzam castanha, açaí, cacau, café, cupuaçu, taperebá, cajá. Se paga pelo serviço ambiental, se paga pela coleta de sementes, pela produção de mudas e pelo plantio. É renda imediata para famílias do Bolsa Família e do Cadastro Único”, explicou.

O modelo, segundo Dias, ajuda a reduzir o desmatamento e abre espaço para que pequenos produtores participem do mercado de crédito de carbono. “Se a floresta gera dinheiro, ninguém derruba. E quando a gente integra com o agro que já tem tecnologia e conhecimento, o resultado é muito maior”, afirmou.

Expectativas para a COP30

Wellington Dias avaliou que a COP30 marca um momento histórico para a Amazônia. Ele lembrou que, quando o presidente Lula propôs sediar o evento em Belém, muitos duvidaram da capacidade de organização. “Hoje vemos uma COP robusta, com 60 mil participantes, delegações de 155 países e 47 chefes de Estado”, destacou.

O ministro comemorou o avanço da Declaração de Belém, que, segundo ele, eleva o nível dos compromissos internacionais quando comparado a conferências anteriores, como Paris, Copenhague e Azerbaijão. “Estamos integrando economia, social e meio ambiente. A agrofloresta produtiva é um exemplo dessa visão. E o novo Fundo por Floresta em Pé (TFF) é uma conquista extraordinária”, afirmou.

Dias concluiu defendendo que o foco das decisões climáticas deve incluir não apenas a proteção dos ecossistemas, mas também das populações mais vulneráveis. “Colocar o ser humano no centro das atenções é fundamental. Quem veio à COP30 sai diferente. E o mundo também sairá diferente depois de Belém”, disse.



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Programa nacional quer ampliar eficiência no uso da água pela agricultura familiar



O governo federal oficializou, nesta quarta-feira (19), o Programa Nacional de Irrigação Sustentável para a Agricultura Familiar (Pronisaf). A iniciativa busca melhorar o manejo da água no campo e apoiar produtoras e produtores com sistemas mais eficientes e acessíveis.

A portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) define a cooperação entre diferentes ministérios, governos locais e entidades da sociedade civil para implementar as ações previstas.

Uso racional da água e tecnologias de baixo impacto

O Pronisaf tem como foco incentivar práticas que reduzam desperdícios no uso da água e ampliem a eficiência dos sistemas de irrigação. Entre as diretrizes estão tecnologias de baixo impacto ambiental, integração com fontes renováveis de energia e métodos de manejo agroecológicos.

O programa prevê capacitações para que agricultores familiares adotem técnicas adequadas ao manejo hídrico, com atenção especial a comunidades tradicionais e assentamentos de reforma agrária. A proposta é contribuir para a produção de alimentos, preservar recursos naturais e apoiar a continuidade das atividades no campo.

Outra frente é a diversificação das formas de captação, incluindo estruturas para armazenamento da água da chuva e sistemas de reaproveitamento das águas pluviais. Essas estratégias buscam ampliar a segurança hídrica, especialmente em regiões com maior risco de escassez.

Apoio financeiro e critérios de prioridade

O Pronisaf também oferece ferramentas de crédito e financiamento destinadas à compra de equipamentos de irrigação sustentável. O incentivo ao uso de energia solar para acionar bombas e sistemas complementa a proposta de reduzir custos operacionais e aumentar a autonomia das propriedades.

Terão prioridade agricultores familiares que ainda não possuem irrigação instalada ou utilizam estruturas ineficientes; que produzem em bases agroecológicas; que vivem em áreas com limitações de água; ou que atuam organizados em associações.

A execução do programa ocorrerá por meio de convênios firmados entre os ministérios envolvidos, estados, municípios e entidades da sociedade civil. Governos locais poderão atuar diretamente nas ações de extensão rural.

Fontes de recursos e expectativa do governo

As iniciativas do Pronisaf serão financiadas pelo Orçamento Geral da União e por parcerias com órgãos públicos, entidades privadas e organismos internacionais, respeitando a disponibilidade de recursos.

Durante o anúncio do programa, o Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional destacou que parte dos fundos de desenvolvimento será destinada a financiar tecnologias de irrigação e soluções de energia limpa voltadas aos pequenos produtores.

A expectativa do governo é que o Pronisaf amplie a produtividade da agricultura familiar, fortaleça a geração de renda no meio rural e contribua para reduzir desigualdades regionais. O programa também busca integrar políticas públicas que unam inclusão social, segurança alimentar e adaptação às mudanças climáticas.



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AgroNewsPolítica & Agro

Uso de biochar na agricultura é tema de capítulo de livro recém lançado


O livro “Saúde do Solo em Ecossistemas Tropicais: a base para mitigação e adaptação às mudanças climáticas”, iniciativa da Brazilian Soil Health Partnership (BSHP), do CCARBON/USP (Centro de Estudos de Carbono em Agricultura Tropical da Universidade de São Paulo – USP) e da Fundação de Estudos Agrários “Luiz de Queiroz” (Fealq), – editado por Maurício Roberto Cherubin, Carlos Roberto Pinheiro Júnior, Lucas Pecci Canisares e Carlos Eduardo Pelegrino Cerri – tem mais de 150 autores de 58 instituições de todas regiões do Brasil e acaba de ser lançado com o apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do estado de São Paulo (Fapesp) e da Nestlé.

O pesquisador da Embrapa Meio Ambiente (SP) Cristiano Alberto de Andrade é um dos autores do Capítulo 13 – Biochar na agricultura: impactos na saúde do solo, sequestro de carbono e produtividade das culturas (página 343) – juntamente com Amanda Ronix (CCARBON/USP), João Luis Nunes Carvalho ((LNBR/CNPEM), Fernanda Palmeira Gabetto (Esalq/USP), e os bolsistas Ruan Carnier e Matheus Antônio da Silva da Embrapa Meio Ambiente .

“Fomos convidados há cerca de um ano para participar da primeira publicação da Brazilian Soil Health Partnership (BSHP), iniciativa vinculada ao CCARBON/USP com previsão de lançamento próximo à COP30, em Belém, PA. Enviamos proposta de capítulo com o tema biochar (ou biocarvão) e saúde do solo, que coincidiu com o tema sugerido por colega do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). Unimos as equipes da Embrapa Meio Ambiente e do CNPEM para o trabalho conjunto e a definição de apresentação do conteúdo seguiu a lógica de avaliação da saúde do solo, empregando indicadores biológicos, químicos e físico-hídricos”, conta Andrade.

O pesquisador enfatiza que um ponto diferencial foi abordar, adicionalmente, respostas de produtividade das culturas no Brasil à aplicação do biochar, chegando a um número médio de 24% para ganho de produtividade quando o biochar é aplicado em conjunto com a adubação mineral e de 40% quando a referência é o solo não adubado.

Segundo ele, de forma geral, o trabalho para viabilização do livro exigiu comprometimento e entrosamento das equipes, numa agenda relativamente curta até o seu lançamento. “Todo o esforço foi recompensado pela publicação da obra, que representa um marco para a consolidação de aliança científica colaborativa no tema, para o treinamento e formação profissional de estudantes de graduação e pós-graduação e também para a aplicação de tecnologias no campo, visando à saúde do solo e à sustentabilidade da agricultura”, finaliza.

A Brazilian Soil Health Partnership é uma iniciativa vinculada ao Centro de Estudos de Carbono em Agricultura Tropical (CCARBON), dentro do macro programa de pesquisa “Solo” e coordenada pelo grupo de trabalho em Saúde do Solo. Como grupo de apoio à execução, está o Soil Health & Management Research Group – SOHMA (Esalq/USP) que conta com pesquisadores associados de todas as regiões do Brasil. Mais informações: https://brsoilhealthpartnership.com/

A CCARBON/USP tem como missão desenvolver soluções e estratégias inovadoras em agricultura tropical sustentável e de base carbônica.





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Lula edita decreto para validar acordo econômico entre Mercosul e Panamá



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou decreto para dar validade ao Acordo de Complementação Econômica (ACE) assinado entre os países do Mercosul e o Panamá em dezembro de 2024. O texto foi publicado no Diário Oficial da União (DOU). O Panamá se tornou Estado Associado do bloco no fim do ano passado, durante a 65ª Cúpula do Mercosul realizada em Montevidéu, no Uruguai.

Entre os objetivos do acordo estão “estabelecer um marco jurídico que permita oferecer segurança e transparência aos agentes econômicos das Partes; estabelecer um marco normativo para promover e impulsionar os investimentos recíprocos; criar uma Área de Livre Comércio, mediante a eliminação de gravames, restrições e demais obstáculos que afetem o comércio recíproco, a fim de facilitar, expandir, diversificar e promover o intercâmbio comercial de bens, serviços e investimentos entre as Partes; promover a complementação e a cooperação econômica entre as Partes; fortalecer as relações entre os setores de logística e infraestrutura, entre outros; fomentar o uso eficiente das tecnologias da informação e a promoção do comércio eletrônico internacional; e alcançar o desenvolvimento harmônico na região, levando em consideração as assimetrias derivadas dos diferentes níveis de desenvolvimento econômico das partes”.



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Posição firme de produtores sustenta cotação do algodão



A posição firme dos vendedores e o interesse comprador por produtos de melhor qualidade deram certa sustentação aos preços do algodão em pluma no Brasil. Isso é o que indicam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo pesquisadores do instituto, vendedores estão atentos ao bom avanço das exportações e focados no cumprimento de contratos no mercado doméstico. Já compradores buscam ajustar os estoques para as últimas semanas de atividades de 2025 e para o início de 2026. 

No front externo, na primeira quinzena de novembro, os embarques brasileiros de pluma somaram 244 mil toneladas, 18,5% inferior ao volume verificado em todo o mês de novembro de 2024 (299,5 mil toneladas), de acordo com dados da Secex.

Caso esse ritmo se mantenha até o encerramento do mês, o Brasil pode escoar mais de 460 mil toneladas em novembro.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Variações do indicador do arroz são menos intensas



Os preços do arroz em casca pagos aos produtores seguem em queda no Rio Grande do Sul. Isso é o que indicam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Pesquisadores do instituto destacam, contudo, que as variações têm sido menos intensas nesta semana. Muitos vendedores consultados pelo Cepea estão afastados do mercado spot, aguardando alguma ação oficial por parte do governo (por meio de leilões).

Além disso, esses agentes estão focados no avanço do cultivo da nova safra de arroz. Do lado comprador, enquanto alguns estavam ativos apenas para reposição de estoques, outros sinalizaram valores maiores, no intuito de formar estoques. Enquanto isso, as estimativas de oferta nacional seguem sendo ajustadas negativamente, mas não devem alterar a disponibilidade interna.

No cenário mundial, a oferta da temporada 2025/26 também deve ser semelhante à da temporada 2024/25. No campo, dados do dia 13 do Irga mostram que a semeadura da safra 2025/26 entrou na reta final no Rio Grande do Sul, com 86,31% já cultivados.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Caso Yanomami desmonta política de novas demarcações anunciada na COP30


Durante a COP30, em Belém, o governo anunciou o reconhecimento de quatro novas Terras Indígenas e a declaração de outras dez, apresentando o pacote como símbolo de compromisso ambiental e respeito aos povos originários. No discurso, parece um avanço. Na prática, ignora o ponto fundamental: não é falta de terra que ameaça a vida indígena, é falta de Estado. E nenhum caso revela isso com tanta clareza quanto os Yanomami.

A Terra Indígena Yanomami é a maior do Brasil, localizada no extremo norte da Amazônia, entre Roraima e Amazonas, estendendo-se também para território venezuelano. A área brasileira possui aproximadamente 9,6 milhões de hectares, foi homologada em 1992 e abrange toda a fronteira noroeste do país com a Venezuela. É um dos territórios mais importantes para a biodiversidade amazônica e para a sobrevivência cultural de centenas de aldeias.

Ou seja: se território fosse sinônimo de proteção, os Yanomami viveriam em segurança e dignidade. Mas a realidade é o oposto.

Mesmo dentro desse território colossal, os Yanomami enfrentam crianças morrendo de fome e desnutrição, epidemias de malária, pneumonia e doenças evitáveis, aldeias sem médicos ou equipes fixas de saúde, avanço contínuo do garimpo ilegal, circulação ativa de facções e narcotráfico, casos de exploração sexual, violência e desaparecimentos, além de destruição acelerada da floresta contaminada por mercúrio. É a maior prova de que terra sem Estado vira terra do crime, não terra de proteção.

O governo celebra novas demarcações como solução, mas a experiência Yanomami mostra o fracasso dessa lógica. Territórios enormes e isolados, sem saúde, educação, fiscalização e segurança, tornam-se mais vulneráveis ao garimpo e ao crime organizado. Demarcação sem presença estatal não protege a cultura, não salva vidas e não garante cidadania. Apenas cria novas áreas no mapa enquanto vidas reais continuam sendo destruídas.

A pergunta permanece: de que adianta aumentar território se o Estado não aparece dentro dele? A resposta é simples: não são hectares que salvam indígenas, são direitos, como saúde contínua, educação bilíngue, proteção policial, fiscalização firme, infraestrutura mínima, respeito às tradições e liberdade para viver sem medo. Nada disso nasce automaticamente com um decreto de demarcação.

A COP30 anuncia novas terras indígenas, mas enquanto o governo oferecer mapas no lugar de políticas públicas, continuará produzindo Terras Indígenas no papel e tragédias indígenas na vida real. Os Yanomami são o alerta mais doloroso: a terra não salva ninguém, o Estado salva.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Retirada da tarifa de 10% dos EUA mantém risco competitivo ao café brasileiro



O governo dos Estados Unidos anunciou no final da semana passada a retirada da tarifa de 10%, aplicada em abril deste ano de forma generalizada às importações americanas. No entanto, o país manteve as sobretaxas de 40% que incidem especificamente sobre o café brasileiro, o que ainda gera preocupações no setor exportador.

Segundo pesquisadores do Cepea, a manutenção da tarifa de 40% tende a reduzir a competitividade do café nacional nos Estados Unidos, uma vez que concorrentes relevantes do Brasil tiveram barreiras totalmente eliminadas ou substancialmente reduzidas.

O risco central apontado por agentes do setor consultados pelo Cepea é a possível substituição estrutural do produto brasileiro no padrão de consumo norte-americano. Por um lado, a retirada da tarifa de 10% sinaliza uma disposição dos EUA em distensionar as relações comerciais. Porém, de outro, evidencia que o Brasil ainda ocupa uma posição vulnerável e está dependente da retirada integral da sobretaxa para recuperar a atratividade no mercado.

Pesquisadores do Cepea destacam que, caso esse quadro perdure, os volumes embarcados e os preços de exportação podem continuar pressionados. Dados do Cecafé mostram que, na parcial da safra 2025/26 (de julho/26 a outubro/26), os Estados Unidos deixaram de ocupar a liderança no destino do café brasileiro, sendo superados pela Alemanha. Na terceira posição está a Itália, que tem se aproximado dos Estados Unidos.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Feriado prolongado terá frente fria e temporais; veja a previsão do tempo



A quinta (20) e a sexta-feira (21) serão marcadas por mudanças importantes no tempo em várias regiões do país, com avanço de frentes frias, aumento das instabilidades e risco de temporais no Norte e Nordeste. Já o Centro-Sul terá períodos de sol e calor, mas com chuva localizada em alguns estados.

Sul

Quinta-feira (21):
O tempo segue firme em praticamente toda a região. O sol predomina e as temperaturas ficam elevadas, especialmente no interior. No litoral de Santa Catarina e do Paraná, o calor diminui à tarde e a variação de nuvens é maior.

Sexta-feira (22):
Uma nova frente fria avança pelo sul do Rio Grande do Sul ainda pela manhã, provocando pancadas de chuva fracas a moderadas — e localmente fortes — acompanhadas de trovoadas na metade sul gaúcha. Nas demais áreas do Sul, o dia será ensolarado e quente.

Sudeste

Quinta-feira (21):
A frente fria continua influenciando o extremo norte de Minas e o Espírito Santo, onde há previsão de pancadas moderadas, que perdem intensidade ao longo do dia no ES. No restante da região, o tempo fica firme e ensolarado, com nuvens passageiras no RJ, no ES e no leste mineiro.

Sexta-feira (22):
Ainda pode chover de forma fraca e isolada em áreas do Espírito Santo. No norte e noroeste de Minas, há risco de pancadas de chuva moderadas com trovoadas. Em São Paulo, Rio de Janeiro e demais áreas de Minas, o tempo segue firme. As temperaturas se elevam em toda a região.

Centro-Oeste

Quinta-feira (21):
Instabilidades continuam no norte de Goiás, norte e oeste de Mato Grosso, com pancadas fracas a moderadas e risco de chuva forte em pontos isolados. Nas demais áreas, o tempo permanece seco e quente. A umidade do ar segue baixa no noroeste de MS, no sudeste de MT e no sul de Goiás.

Sexta-feira (22):
As pancadas seguem no nordeste de Mato Grosso e em Goiás, ocorrendo de forma isolada durante a manhã e ganhando força à tarde no norte e oeste mato-grossense e norte goiano. Em Mato Grosso do Sul, o tempo é firme até o meio da tarde, quando uma baixa pressão vinda do Paraguai traz novas instabilidades para o oeste e o sudeste do estado. O calor continua predominando.

Nordeste

Quinta-feira (21):
A frente fria mantém a chuva em grande parte da Bahia, com intensidade moderada a forte e risco de temporais. Meio-sul do Piauí, Maranhão e oeste de Pernambuco também têm pancadas. Sergipe e outras áreas do NE registram chuva isolada.

Sexta-feira (22):
A instabilidade segue forte na Bahia, com temporais em pontos isolados. No sul do Maranhão e do Piauí, as pancadas continuam. Entre Alagoas e Paraíba, pode chover fraco. As temperaturas permanecem elevadas e o calor predomina no interior da região.

Norte

Quinta-feira (21):
Instabilidades ganham força no Pará e no Tocantins, com pancadas moderadas a fortes e risco de temporais. Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima têm chuva fraca a moderada, com possibilidade de pancadas intensas em pontos isolados. No Amapá, a chuva é fraca e isolada.

Sexta-feira (22):
A chuva perde intensidade no Amazonas, mas ainda ocorre de forma fraca a moderada. Acre e Rondônia mantêm instabilidades. No Pará e no Tocantins, as pancadas seguem fortes. Em Roraima, a chuva diminui. No Amapá, o tempo volta a ficar mais firme.

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Mais de 80 países apoiam fim dos combustíveis fósseis



Representantes ministeriais de mais de 80 países declararam apoio oficial a um mapa do caminho para longe dos combustíveis fósseis proposto pelo Brasil, segundo o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. O anúncio ocorreu na terça-feira (18) durante o evento Mutirão Call for a Fossil Fuel Roadmap, que reuniu uma coalizão de países do Norte e do Sul Global.

Mapa do caminho ou roadmap (em inglês) é o conceito usado para falar de planos de ação que estabelecem etapas e metas para um determinado objetivo.

A proposta ganhou força no início da Cúpula de Líderes da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), quando o presidente Lula convocou os países para construir um calendário global de abandono do petróleo, gás natural e carvão mineral.

Os nomes de todos os países ainda não foram divulgados, mas, no anúncio do apoio, falaram representantes da Alemanha, Dinamarca, Reino Unido, Quênia, Serra Leoa e Ilhas Marshall.

O secretário de Estado do Reino Unido, Ed Miliband, reforçou que se trata de uma mobilização inédita.

“Essa é uma grande coalizão do Sul Global e do Norte Global, todos dizendo em uma só voz que esse é um problema que não pode ser ignorado, não pode ser jogado para baixo do tapete. Nós temos uma oportunidade ao longo dos próximos dias para fazer da COP30 o momento de seguir em frente na transição para longe dos combustíveis fósseis”, disse Miliband.

Para países altamente vulneráveis, como Serra Leoa, o debate é uma questão de sobrevivência, alertou o ministro Jiwoh Abdulai.

“Para países como Serra leoa, que é um dos mais vulneráveis no mundo, o aumento de 1,5ºC na temperatura global é uma questão de sobrevivência. Não é só uma questão climática. É sobre nossa existência. Também é um problema econômico. Nós estamos chegando ao ponto de que o custo da adaptação está crescendo muito mais rápido do que podemos alcançar”, disse Abdulai.

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, celebrou o apoio e disse que é preciso colocar em prática efetivamente as promessas.

“Esses países mostram disposição de fortalecimento do multilateralismo climático, disposição de fazer o que se espera há mais de 30 anos, que é dar o devido encaminhamento para a principal causa do aquecimento do planeta. que é a emissão de CO₂. Sobretudo, a queima de petróleo, gás e carvão. Mas isso não se resolve como mágica. É preciso financiamento, diversificação econômica, que se multipliquem as bases tecnológicas, para a gente fazer esse percurso. Estamos há 30 anos atrasados, mas temos pressa”, disse Marina.

Marcelle Oliveira, jovem campeã do clima da COP30, destacou o protagonismo das novas gerações.

“Essa é uma prioridade absoluta como vocês podem ver ao redor com os exemplos a partir da intervenção nas Blue e Green Zone. E também na marcha liderada pela Cúpula dos Povos, que levou milhares de pessoas para as ruas em Belém. Para proteger nosso futuro e proteger o presente, nós precisamos do espírito de ação. Precisamos de um mundo novo, de uma economia nova, uma nova cultura”, disse Marcelle.

Marcio Astrini, do Observatório do Clima, avaliou que a proposta brasileira consolidou amplo apoio internacional.

“O que vimos hoje é que boa parte de quem estava na plateia ouvindo esse discurso subiu no palco junto com o presidente, apoia a mesma ideia e faz coro ao mesmo pedido. São mais de 80 países que querem ver como resolução desse encontro justamente esse mapa do caminho para longe dos fósseis”, disse Astrini.

Mas, enquanto autoridades celebravam o avanço diplomático, organizações territoriais e movimentos sociais denunciaram que a construção do roteiro global ignora justamente quem vive as consequências diretas da infraestrutura fóssil. Em nota, o Instituto Internacional Arayara disse que há uma contradição central entre o discurso do mapa do caminho e a realidade das comunidades afetadas, como indígenas, quilombolas e povos tradicionais.

“Um mutirão que é feito apenas por líderes de Estado, sem a presença das lideranças comunitárias, não é capaz de refletir a sabedoria de quem está no território, não consegue sanar suas dores e promover justiça climática. Fica, portanto, incompleto”, diz nota do instituto.



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