quarta-feira, março 25, 2026

Agro

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modelo pioneiro foi lançado há 117 anos


Abastecer os carros com álcool é uma prática comum no Brasil desde os anos 70, mas a pesquisa dos combustíveis de origem vegetal começou muito antes.

O pioneiro Ford Modelo T, lançado há 117 anos nos EUA, era conhecido pela capacidade de operar com gasolina e outros tipos de combustíveis, como álcool e querosene.

Além disso, documentos da década de 1910 mostram que Henry Ford pesquisou o uso de combustíveis à base de diferentes produtos, como açúcar, madeira, milho e batatas.

“Todo mundo está esperando por um substituto para a gasolina”, declarou Henry Ford para uma edição de 1916 do jornal Western Brewer, voltado aos produtores de cerveja.

Conhecido por não beber, ele também lamentou o fechamento de cerca de 60 cervejarias devido à proibição da bebida no estado de Michigan.

De maneira inovadora, o empresário americano justificava a busca por fontes de energia alternativas em razão do preço futuro da gasolina.

“Quando isso acabar não haverá mais gasolina e, muito antes disso, o preço da gasolina terá subido a um ponto em que será muito caro para ser queimado como combustível automotivo”, disse.

Resultados promissores

modelo t ford
Foto: Divulgação

Experimentos realizados nos laboratórios da Ford durante 18 meses mostraram que o álcool combustível podia não só ser um substituto adequado para a gasolina, mas também um produto comercialmente viável.

Na visão de Henry Ford, as cervejarias fechadas poderiam virar destilarias para produzir álcool combustível, aproveitando os milhões de dólares já investidos naquelas instalações.

O típico motor de quatro cilindros do Modelo T gerava uma potência de 20 cv, com consumo de 5,5 a 8,9 km/l. Por outro lado, o Modelo T testado com álcool tinha uma potência 15% maior do que com gasolina, embora com autonomia um pouco menor.

O combustível alternativo também trouxe benefícios para os agricultores, que logo usariam tratores agrícolas. Henry Ford declarou ao Western Brewer que já tinha 30 desses “tratores motorizados” funcionando com álcool em Dearborn.

Ainda, o empresário previu um futuro em que tubulações subterrâneas forneceriam álcool combustível para uso na iluminação e cozinhas, como o gás natural.

A principio, nesses testes vários grãos e vegetais foram convertidos em álcool, incluindo resíduos de fábricas de enlatados e de açúcar que normalmente seriam descartados.

Outras fontes promissoras eram talos de milho e uma variedade de batatas da Alemanha, o cultivo local tornava viável.

Lei seca

henry ford, tratores ford
Foto: Divulgação

Apesar do potencial dos biocombustíveis, a dificuldade de operar destilarias na era da Lei Seca acabou inviabilizando o projeto. A proibição do álcool no estado de Michigan já existia antes da lei nacional entrar em vigor, em 1920.

E quando ela terminou, em 1933, a Ford já havia avançado, substituindo o Modelo T pelo Modelo A e, em seguida, pelo motor V8 de cabeçote plano.

A ideia de Henry Ford não se concretizou, mas seus esforços no desenvolvimento de combustíveis alternativos foram essenciais para os avanços do setor hoje.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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ausência de plano para eliminar combustíveis fósseis frustra negociações


A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) continua sem um desfecho, na manhã deste sábado. A plenária de encerramento da conferência está prevista para as 12h, quando deverão ser conhecidos os textos finais sobre as decisões.

As negociações em torno do documento final da conferência se estenderam pela madrugada. O evento estava previsto para terminar nesta sexta-feira (21).

No início da manhã de ontem, foram divulgados os rascunhos dos textos que estavam em discussão, o chamado Pacote de Belém.

Representantes da sociedade civil criticaram a falta de ambição das nações para buscar as metas climáticas previstas no Acordo de Paris, que procura conter o aumento da temperatura do planeta em até 1,5 ºC, como limite para que o planeta não entre em um ciclo grave de catástrofes ambientais.

Um dos principais pontos de frustração foi a ausência do mapa do caminho para a eliminação gradual dos combustíveis fósseis, como petróleo e carvão mineral, os principais responsáveis pelas emissões dos gases que causam o aquecimento global.

O governo brasileiro, e especialmente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, insistiu na aprovação de um texto que abordasse alguma proposta de cronograma de implementação dessa transição energética.



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Estratégia simples reduz custos e otimiza adubação em solos de alta fertilidade no Cerrado



Uma estratégia prática e de baixo custo pode transformar o manejo de fertilizantes em áreas agrícolas com solo de alta fertilidade no Cerrado. Pesquisadores validaram, ao longo de três safras, a eficiência da adubação de restituição associada ao balanço de nutrientes, método que repõe apenas aquilo que é efetivamente exportado pelas colheitas. O estudo, desenvolvido pela Embrapa Milho e Sorgo, foi conduzido em Unaí (MG), em áreas de produção consolidada e com fertilidade construída.

Com o avanço tecnológico, máquinas agrícolas já permitem ajustar, em tempo real, a quantidade de fertilizantes distribuída no talhão. Esse processo facilita a adoção de manejos mais precisos, como a adubação de restituição, prática que devolve ao solo somente os nutrientes removidos pelos grãos colhidos, evitando excessos.

Os resultados confirmaram que os solos estudados acumularam, ao longo de anos de cultivo, um estoque significativo de nutrientes. Dessa forma, a manutenção da produtividade não exige, necessariamente, os aportes tradicionais aplicados por segurança em muitas fazendas. De acordo com os pesquisadores, é possível ajustar as adubações, prevenir déficits ou sobras e aumentar a eficiência energética do sistema produtivo, além de contribuir para a redução da pegada de carbono.

Por que repensar a adubação?

Culturas como soja, milho, algodão, feijão, trigo e sorgo demandam grandes quantidades de nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K). O custo associado a esses nutrientes é um dos principais fatores de risco econômico na agricultura brasileira. Mesmo assim, muitos produtores seguem aplicando fertilizantes em doses antigas, mesmo quando o solo já apresenta níveis elevados de P e K — muitas vezes acima dos níveis críticos.

Pesquisas anteriores indicam que áreas consolidadas do Cerrado, principalmente sob plantio direto, acumularam quantidades consideráveis de nutrientes, superando a fertilidade original dos solos da região. O novo estudo reforça essa constatação e oferece caminhos concretos para otimizar o manejo.

O estudo

A pesquisa, liderada pelo cientista Álvaro Vilela de Resende, da Embrapa Milho e Sorgo, com participação de especialistas da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e apoio da Fazenda Decisão, avaliou três estratégias nutricionais em parcelas de grande escala:

• Adubação de restituição — reposição exata de N, P e K exportados pelas colheitas
• Manejo padrão da fazenda — modelo tradicional adotado há anos na propriedade
• Controle sem adubação NPK

As avaliações foram realizadas em sistemas soja–milho (ou sorgo), com e sem consórcio com braquiária, ao longo de três ciclos de safra e segunda safra. Os resultados mostraram que a adubação de restituição mantém a produtividade e promove uso mais racional de insumos, reforçando a importância da análise criteriosa do solo antes da definição das doses.

Impacto científico e ambiental

O estudo completo foi publicado na revista Pesquisa Agropecuária Brasileira (PAB), em edição especial para a COP 30, como parte da Jornada pelo Clima da Embrapa e das comemorações dos 60 anos do periódico. As recomendações apresentadas contribuem para práticas agrícolas mais sustentáveis, conservação de recursos naturais e maior eficiência produtiva, sem comprometer o desempenho das lavouras.



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Negociações na COP30 seguem em Belém e países buscam acordo


A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) continua sem um desfecho, na manhã deste sábado. A plenária de encerramento da conferência está prevista para as 12h, quando deverão ser conhecidos os textos finais sobre as decisões.

As negociações em torno do documento final da conferência se estenderam pela madrugada. O evento estava previsto para terminar nesta sexta-feira (21).

No início da manhã de ontem, foram divulgados os rascunhos dos textos que estavam em discussão, o chamado Pacote de Belém.

Representantes da sociedade civil criticaram a falta de ambição das nações para buscar as metas climáticas previstas no Acordo de Paris, que procura conter o aumento da temperatura do planeta em até 1,5 ºC, como limite para que o planeta não entre em um ciclo grave de catástrofes ambientais.

Um dos principais pontos de frustração foi a ausência do mapa do caminho para a eliminação gradual dos combustíveis fósseis, como petróleo e carvão mineral, os principais responsáveis pelas emissões dos gases que causam o aquecimento global.

O governo brasileiro, e especialmente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, insistiu na aprovação de um texto que abordasse alguma proposta de cronograma de implementação dessa transição energética.



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AgroNewsPolítica & Agro

Ciclone provoca chuvas e tempestades em todas as regiões


O Meteored informou que o processo de formação de um ciclone deve provocar uma mudança nas condições de tempo no país, com aumento da chance de chuvas intensas e tempestades nas cinco regiões. Segundo a plataforma, “uma intensa mudança do tempo está prevista para iniciar neste domingo (23)”, quando as precipitações devem se ampliar em boa parte do território nacional. O ciclone deve se formar entre a costa do Sudeste e do Nordeste a partir de terça-feira (25).

O Meteored avaliou que o sistema “não deve trazer grandes impactos”, mas destacou que a atenção se volta ao período de formação, entre domingo (23) e segunda-feira (24), quando as instabilidades serão mais intensas e afetarão o norte da Região Sul, o Sudeste, o sul do Nordeste e amplas áreas das regiões Norte e Centro-Oeste. A plataforma apresentou as primeiras impressões sobre os eventos de chuva forte previstos para o país.

A aproximação de uma frente fria e a formação de uma região de cavado devem ampliar as instabilidades no Sul e no Sudeste já no sábado (22). Conforme o relatório, “é no domingo (24) que essa condição é mais perceptível e influencia boa parte do Brasil”. Pela manhã, estão previstas chuvas moderadas no centro, norte e leste de Santa Catarina, enquanto chuviscos podem atingir o sul catarinense, o nordeste gaúcho, o leste do Paraná e o sul de São Paulo.

No centro-norte do país, instabilidades podem provocar precipitações pontuais de forte intensidade no Mato Grosso, Amazonas e Pará. A Bahia deve registrar chuva fraca no leste do estado e precipitações moderadas de forma isolada no oeste.

À tarde, os alertas de chuva intensa e tempestades se espalham para Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, oeste e norte do Mato Grosso, Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, centro-sul, norte e oeste de Minas Gerais, Bahia, Tocantins, sul do Pará, Amazonas, Acre e Rondônia. Esse cenário deve permanecer até o fim do dia. À noite, as precipitações seguem entre o norte de Santa Catarina e o leste do Paraná, no norte de São Paulo, no centro-sul de Minas Gerais, no Triângulo Mineiro, no sul de Goiás e no Mato Grosso.

Entre a madrugada e a manhã de segunda-feira (24), estão previstas chuvas intensas com trovoadas no norte e centro de Santa Catarina, leste do Paraná, sul e leste de São Paulo — incluindo a região metropolitana — e áreas de Ourinhos e Caraguatatuba. Segundo o Meteored, essa condição deve se manter durante toda a manhã, com potencial de provocar transtornos. No mesmo período, chuvas de moderada a forte intensidade devem atingir o centro de Minas Gerais e áreas entre Mato Grosso, Goiás e o oeste mineiro.

Mais tarde, as duas regiões instáveis devem se unir com a intensificação da região de cavado entre o Sul e o Sudeste. O Meteored aponta que as precipitações continuam no norte de Santa Catarina, no leste do Paraná e no sul e leste de São Paulo, mas passam a se espalhar por todo o território paulista e mineiro, além de atingir o sul da Bahia, o centro-norte de Goiás, Tocantins, sul do Pará e Amazonas. Nesse período, Rio de Janeiro e Espírito Santo devem registrar chuva fraca.

A tarde de segunda-feira (24) deve ser o período mais crítico, com alerta de chuvas muito intensas e risco de tempestades em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, sul da Bahia, centro-norte de Goiás, nordeste do Mato Grosso do Sul, norte do Mato Grosso, Tocantins, sul e oeste do Pará, Amazonas, norte de Rondônia e Acre. Em Santa Catarina e no Paraná, as chuvas devem ocorrer de forma mais isolada, com intensidade fraca a moderada. Os alertas seguem ativos no leste paulista, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo durante a noite.

Na terça-feira (25), o Meteored informa que o ciclone não deve oferecer riscos relacionados a ventos intensos. Há previsão de aumento da agitação marítima, mas sem registro de condições extremas. O sistema deve favorecer ventos de leste, mantendo o tempo mais fechado, embora com abertura de sol no leste da Região Sul, em São Paulo e no Rio de Janeiro. O potencial de chuva diminui nessas áreas e na metade sul de Minas Gerais. No entanto, “chuvas intensas ainda podem ocorrer” no Espírito Santo, norte de Minas Gerais e Goiás, Tocantins, sul do Pará, Amazonas e Rondônia.





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pouco avanço, mas o agro brasileiro prova sua sustentabilidade


A COP30 entrou para a história como mais uma conferência marcada por ambição retórica e resultados modestos. Quase 200 países se reuniram em Belém, mas a velha dificuldade permaneceu: não há consenso global sobre a transição energética, especialmente quando o debate envolve petróleo, interesses nacionais e financiamento climático.

Países dependentes de combustíveis fósseis resistem a metas mais duras; economias desenvolvidas cobram compromissos que elas mesmas têm dificuldade de cumprir; e nações pobres exigem recursos que nunca chegam na escala necessária. O resultado foi uma carta final frágil, reescrita várias vezes, refletindo um mundo incapaz de falar a mesma língua ambiental.

Mas, enquanto o impasse dominava a diplomacia, um ponto essencial ficou ofuscado: o protagonismo da agropecuária brasileira.

Brasil apresentou fatos que poucos países conseguem mostrar:

  • Quase 70% das florestas estão preservadas.
  • A produção agropecuária ocupa uma parcela pequena do território.
  • E o país alimenta o mundo com baixas emissões, amparado por tecnologia tropical e manejo sustentável.

Protagonismo do agro brasileiro

Em contraste com os debates travados, o setor rural brasileiro levou à COP30 resultados concretos: integração lavoura-pecuária-floresta, plantio direto, recuperação de pastagens, aumento de produtividade sem expansão de área e sistemas que sequestram carbono enquanto produzem alimentos.

A pecuária, frequentemente atacada por desconhecimento externo, mostrou em Belém que é capaz de gerar proteína para o mundo inteiro com rastreabilidade, boas práticas e uma pegada de carbono em trajetória de queda.

O que ficou claro:

  • É possível produzir em escala global sem derrubar floresta.
  • É possível alimentar mais de 1 bilhão de pessoas sem pressionar o clima.
  • É possível conciliar produção e preservação, e o Brasil já faz isso.

A agropecuária brasileira não busca aplausos, mas reconhecimento. Em um planeta que debate metas inalcançáveis enquanto precisa comer todos os dias, o Brasil oferece uma solução prática e comprovada.

A COP30 mostrou que o mundo segue distante de um acordo sobre energia fóssil. Cada país defende seu interesse, e o resultado é um labirinto diplomático. Mas também mostrou que existe um modelo funcionando: o brasileiro. Um país que produz mais, preserva mais e emite menos do que qualquer grande potência agrícola.

Se o mundo hesita, o Brasil aponta um caminho: um agro que alimenta o planeta mantendo a floresta em pé.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Lula pede ação global contra desigualdade e volta a defender taxação de super-ricos



O presidente Lula aproveitou a tribuna da abertura da Cúpula de Líderes do G20, na África do Sul, para lançar um alerta sobre a desigualdade global e a urgência de redesenhar regras e instituições que sustentam essa assimetria. Em sua fala neste sábado (22), Lula defendeu o fortalecimento do G20 como fórum de diálogo e criticou a volta de políticas protecionistas e unilaterais.

O líder brasileiro propôs em Joanesburgo mecanismos inovadores, como a troca de dívida por desenvolvimento e ação climática e a taxação dos super-ricos.

“Está na hora de declarar a desigualdade uma emergência global. O G20 deve incentivar a adoção de mecanismos inovadores de troca de dívida por desenvolvimento e por ação climática. O debate sobre tributação internacional e taxação dos super-ricos é inadiável”, afirmou

Lula enfatizou que há uma complementaridade importante entre a Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza, lançada durante a presidência brasileira do G20 no ano passado, e a iniciativa sul-africana sobre dimensões macroeconômicas da segurança alimentar e dos preços de alimentos.

O presidente apoiou a proposta da África do Sul de instituir um Painel Independente sobre Desigualdade, nos moldes do painel dedicado às mudanças climáticas.

Lula lembrou, contudo, que sem financiamento a Agenda 2030 não passará de declaração de boas intenções. O plano de ação da ONU adotado em 2015 estabelece 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e 169 metas a serem alcançadas até 2030. O objetivo principal é erradicar a pobreza e promover dignidade a todos, ao mesmo tempo em que se protege o planeta para futuras gerações. 

Nesse contexto, Lula criticou o gasto crescente de potências internacionais com armamentos e as consequências humanas, energéticas e alimentares de conflitos bélicos como os na Ucrânia, em Gaza e no Sudão. Reforçou, ainda, que a questão da dívida de países do Sul Global é “eticamente inaceitável e economicamente insustentável”. 

“No ano passado, a economia mundial cresceu mais de 3%. Os gastos com armamentos aumentaram 9,4%. Mas a ajuda oficial ao desenvolvimento caiu 7%. A conta é simples: existe um fluxo de capital negativo, que vai dos países do Sul para os países ricos do Norte global. Quase metade da população mundial vive em países que gastam mais com o serviço da dívida do que em saúde ou educação”, lembrou o presidente.



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Abelha-canudo aumenta em 35% a produtividade do açaí em região que reúne 120 espécies nativas



O Pará concentra cerca de 50% da biodiversidade de abelhas nativas sem ferrão, das 240 espécies registradas no Brasil, 220 estão na Amazônia, e 120 delas no próprio estado. Entre essas espécies, a abelha-canudo se destaca como protagonista de uma revolução socio-bioprodutiva na região.

Em 2017, começou a ser publicada uma série de estudos sobre a produção de mel, própolis e a polinização do açaizeiro pelas abelhas-canudo. Nos últimos sete anos, os estudos publicados pelo pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental, Daniel Santiago e outros pesquisadores evidenciaram que a introdução de colônias de abelhas-canudo nos açaizais eleva a produtividade em cerca de 35%.

“Antes, a abelha-canudo era desvalorizada porque produzia pouco mel, entre 100 e 500 ml/ano. A partir dessa publicação, o serviço de polinização da abelha passou a ser um insumo. Como é a adubação, a irrigação, o conhecimento das práticas de espaçamento”, conta o Santiago.

Os pesquisadores identificaram o ganho agronômico na produtividade e, a partir disso, cresceu a demanda pelas abelhas-canudo, sobretudo entre grandes produtores interessados na polinização dirigida. Com o aumento da procura, o preço do enxame subiu de aproximadamente R$ 150 para valores entre R$ 550 e R$ 750.

“A indústria do açaí está alavancando a meliponicultura na Amazônia. Hoje, o produtor que deseja adquirir enxames deve entrar numa fila e só recebe no segundo semestre, quando diminuem as chuvas e o meliponicultor consegue multiplicá-los”, relata Santiago.

Os estudos sobre as abelhas-canudo também revelaram a descoberta de uma própolis de altíssima qualidade, com propriedades cicatrizantes, anti-inflamatórias e até antibióticas, capazes de combater bactérias hospitalares.

“Açaização”

Embora o maior impacto econômico tenha sido para os grandes produtores de açaí, os pequenos também se beneficiam e têm experimentado mudanças no modo de produzir e de se relacionar com o meio ambiente. E com isso, o fenômeno conhecido como “açaização”, que é a pressão comercial para abandono de outras culturas e o desmatamento de plantas nativas para a instalação da monocultura do açaí, começa a ser revertido.

O pesquisador destaca, ainda, que há a possibilidade de incrementar com plantas que geram impacto econômico e também são importantes para as abelhas, como o mucajá, taperebá, pracaxi, além de outras plantas que fazem parte da paisagem como o Ingá que além de gerar frutos, vagens comestíveis, ajudam na incorporação de nutrientes.



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AgroNewsPolítica & Agro

clima favorece avanço da colheita no RS


O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quarta-feira (19) aponta que a colheita da cevada no Rio Grande do Sul alcança cerca de dois terços da área cultivada. A instituição informou que as condições climáticas estáveis até 16 de novembro “possibilitaram a intensificação da operação, assegurando a qualidade dos grãos e evitando perdas por umidade elevada ou deterioração”.

A produtividade está entre 3.300 kg/ha e 4.200 kg/ha, variando conforme o nível tecnológico adotado nas propriedades. A Emater destacou que há heterogeneidade na qualidade final. Em áreas afetadas por excesso de chuvas durante o enchimento dos grãos, parte da produção registrou germinação abaixo do padrão industrial, o que tem levado ao direcionamento para o mercado de ração animal. Segundo o informativo, esse cenário, somado ao preço pago ao produtor, “tem desestimulado a ampliação da área cultivada para a próxima safra”. A instituição estima área plantada de 31.613 hectares e produtividade média de 3.458 kg/ha.

Na região administrativa de Caxias do Sul, nos Campos de Cima da Serra, a colheita atinge 15%. A Emater informou que momentos de instabilidade interromperam o avanço, mas a qualidade do produto permaneceu dentro dos padrões exigidos pela indústria de malte, com “grão com massa elevada, alto poder germinativo e presença de micro-organismos dentro do limite tolerado”. A maior parte da produção deve seguir para a indústria cervejeira.

Em Erechim, 80% da área já foi colhida, com produtividade média de 3.900 kg/ha. A melhora das condições climáticas permitiu avanço sem perdas pós-maturação, e a qualidade dos grãos permanece dentro dos parâmetros exigidos para maltagem.

Na região de Ijuí, a colheita foi finalizada. As produtividades variaram, chegando a 4.200 kg/ha nas melhores lavouras. Mesmo com resultados considerados positivos, os produtores não demonstram intenção de ampliar a área cultivada na próxima safra.

Em Passo Fundo, as lavouras em final de ciclo apresentam bom potencial produtivo, com produtividade estimada em 3.300 kg/ha. A Emater informou que não foram observados problemas fitossanitários relevantes.

Na região de Soledade, a colheita já foi concluída. A Emater registrou ampla variação de produtividade — entre 2.700 kg/ha e 4.200 kg/ha — e qualidade também diversa. Parte dos lotes apresentou germinação insuficiente para maltagem e deve ser destinada à alimentação animal. Nas áreas com maior investimento tecnológico, os grãos atingiram padrão industrial.





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Plantio de arroz avança no Sul e chuvas devem manter ritmo no Centro-Norte



O plantio de arroz recuperou ritmo no Sul com alguns dias de tempo firme. A melhora das condições permitiu avanço importante na semeadura no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Nos próximos dias, a previsão indica chuva fraca e passageira, o que deve permitir a conclusão dos trabalhos. Já no Centro-Norte, o retorno das precipitações garante boa umidade para emergência das lavouras.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul deve concluir plantio com chuva leve

Segundo Arthur Müller, meteorologista do Canal Rural, o atraso inicial da safra no Sul ficou para trás após uma sequência de dias mais estáveis. “Agora a situação está melhorando, tanto para o Rio Grande do Sul quanto para Santa Catarina”, afirma.

Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostram que Santa Catarina já superou 95% da semeadura e o Rio Grande do Sul passa de 82%. No Paraná, onde a área é menor, o plantio foi concluído e as condições são consideradas favoráveis.

Para os próximos dias, uma frente fria deve avançar pela região, mas sem volumes altos. “A previsão é de chuva de 10 a 15 milímetros, com baixa chance de tempo severo”, explica Müller. Esse padrão deve se manter por até dez dias, permitindo que os produtores finalizem o plantio no prazo.

Centro-Norte deve manter boa umidade

Em Goiás e Tocantins, porém, o cenário é mais otimista. As chuvas retornaram e devem seguir regulares. “Estamos falando de 30 a 50 milímetros por região nos próximos dias. Em 15 dias, isso chega a 100 milímetros, o que ajuda muito na emergência e na reposição hídrica do solo”, diz Müller.

O meteorologista destaca que o volume também favorece sistemas irrigados, ajudando a recompor reservatórios. A umidade consistente também beneficia áreas de Mato Grosso, onde o plantio segue atrasado após semanas de irregularidade das chuvas. “O produtor de arroz precisa de bastante água. Em muitos casos, ele está esperando acumulados de 100 a 150 milímetros para iniciar a semeadura com segurança”, completa.

Frio persistente ainda preocupa

As temperaturas baixas registradas no Sul seguem como ponto de atenção. Müller explica que o padrão está ligado ao resfriamento das águas do Pacífico, típico de anos com La Niña.

“O frio persistiu em setembro, outubro e continua em novembro. Deve seguir até a primeira quinzena de dezembro”, afirma. Embora não haja previsão de geada tardia, a entrada frequente de massas de ar frio pode limitar o desenvolvimento das lavouras em fase vegetativa.

Segundo ele, o maior risco ocorre quando as mínimas ficam abaixo de 10 °C, situação que tem se repetido com frequência. “Quando as mínimas caem a esse nível, mesmo sem geada, já é um problema para o produtor”, alerta.



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