sábado, agosto 8, 2026

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Pesquisa desenvolve kit de diagnóstico rápido para doença que afeta tilápias



O Instituto de Pesca (IP-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, exibiu mais um capítulo da série “Pós em Ação!” em suas redes sociais. Nele, foi apresentado o trabalho de pesquisa do mestrando do IP, Paulo Roberto de Oliveira. O estudante está desenvolvendo um estudo intitulado “Franciselose em tilápia: desafios no diagnóstico e perspectivas para a saúde aquática no Brasil”.

Manter a saúde dos peixes é uma das maiores preocupações na cadeia produtiva do setor. Garantir que os peixes estejam livres de doenças é essencial para manter a produtividade e a qualidade dos produtos, além de evitar perdas econômicas. Um dos desafios recorrentes é a Franciselose em tilápias, uma doença bacteriana que afeta os animais, causando alta mortalidade.

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O avanço na produção aquícola no Brasil tem gerado novas demandas por tecnologias que auxiliem na identificação e no controle de doenças que afetam a produção. Nesse contexto, o trabalho do Paulo se destaca por sua contribuição inovadora: a elaboração de kits de diagnóstico rápido para doenças que impactam a produção, tanto no estado de São Paulo quanto em todo o país.

O kit de diagnóstico, tecnicamente conhecido como Teste Imunocromatográfico, está sendo projetado para detectar a presença de patógenos, que são organismos responsáveis por causar doenças nos peixes. A pesquisa se utiliza da cromatografia, método que permite visualizar a reação por meio da formação de uma linha vermelha no teste, após a interação com um anticorpo específico.

A principal vantagem desse teste é a sua facilidade de interpretação e a rapidez dos resultados. Com ele, é possível monitorar e controlar a qualidade dos cultivo de forma eficiente, garantindo a saúde dos animais e a eficácia das práticas de manejo.

Outro ponto relevante é o custo acessível do kit, que permite sua disseminação em larga escala, beneficiando desde pequenas propriedades até grandes empresas do setor aquícola.

De acordo com Paulo, “falar sobre o impacto que o Programa de Pós-Graduação do Instituto de Pesca teve na minha carreira não é simples. Por meio do contato com profissionais de altíssimo nível, que podemos considerar a nata da cadeia aquícola no Brasil e no mundo, o programa me proporcionou oportunidades incríveis, especialmente por intermédio da Agência Paulista de Tecnologia, onde pude desenvolver minha pesquisa nos hubs de inovação tecnológica do AptaHub”.

Segundo Leonardo Tachibana, pesquisador científico do IP e orientador de Paulo, “a participação de alunos da pós-graduação é importantíssima para o desenvolvimento de pesquisas científicas e tecnológicas de qualidade, possibilitando a capacitação de mão de obra para atuação na aquicultura. Este projeto faz parte do projeto Centro de Ciência para o Desenvolvimento de Sanidade em Piscicultura, financiado pela Fapesp, sendo a Francisella orientalis, bactéria alvo para este estudo, pois causa grande prejuízo na tilapicultura do Brasil”.



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Plataforma de Internet das Coisas ajuda produtores a planejar o uso de água com precisão



Em tempos de mudanças climáticas e incertezas quanto à disponibilidade de água, a gestão hídrica eficiente se torna cada vez mais crucial para a agricultura. Foi pensando nisso que a Espectro, uma empresa com sede em Campinas, desenvolveu o PalmaFlex UmiSolo-Total, uma plataforma de internet das coisas (IoT) que auxilia produtores rurais a planejar o uso da água na irrigação de suas lavouras. A iniciativa conta com o apoio do programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

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O projeto, iniciado em dezembro de 2022, tem como objetivo proporcionar previsibilidade aos produtores quanto ao estoque hídrico disponível na bacia hidrográfica utilizada, com uma projeção de até seis meses. Isso permite ao agricultor tomar decisões antecipadas, como investir em reservas de água ou alterar o tipo de cultura a ser plantada, garantindo a manutenção da produção mesmo em períodos de crise hídrica.

O PalmaFlex UmiSolo-Total é uma evolução da plataforma PalmaFlex UmiSolo, lançada em 2019, que monitora em tempo real a umidade do solo e fornece recomendações de irrigação. O novo módulo agrega a capacidade de prever a dinâmica dos reservatórios de água, utilizando um algoritmo de inteligência artificial que analisa dados de regimes de chuva, previsões meteorológicas e o histórico dos reservatórios.

O sistema utiliza sensores instalados no solo e em estações agrometeorológicas para captar dados de umidade, temperatura, ventos e outras variáveis climáticas, que são transmitidos para a nuvem e processados por algoritmos avançados. As informações são então disponibilizadas ao produtor em forma de gráficos, tabelas e alertas, que podem ser acessados via celular, tablet ou computador.

A plataforma foi desenvolvida pelos engenheiros eletricistas Adilson Chinatto e Cynthia Junqueira, sócios da Espectro, que trazem décadas de experiência em transmissão de sinais e telemetria. A intenção era criar uma solução completa de comunicação de dados, modular e escalável, que pudesse ser utilizada tanto na agricultura quanto na indústria.

Além de monitorar o uso de água na irrigação, a plataforma também permite o controle de outros aspectos da infraestrutura da fazenda, como o funcionamento de bombas e motores, e a gestão de poços artesianos e semiartesianos. Essa abrangência faz do PalmaFlex UmiSolo-Total uma ferramenta indispensável para a agricultura moderna, especialmente em regiões sujeitas a crises hídricas.

O projeto também inclui o desenvolvimento de novos sensores, mais simples e precisos, que estão em fase final de testes. Entre eles, destaca-se um sensor de umidade do solo que opera em várias profundidades com uma única haste, o que facilita a instalação e a coleta de dados.

O objetivo da Espectro é lançar o PalmaFlex Total no mercado até o final de 2025, com todas as funcionalidades integradas, incluindo a consulta de autorizações de órgãos estaduais para o uso de água na irrigação.



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‘Abram suas porteiras, é uma questão de vida’, diz prefeita de município paulista



Na tarde desta sexta-feira (23), um incêndio de grandes proporções atingiu áreas de vegetação nos bairros União e Mil Alqueires, em Lucélia, na divisa com o município de Salmourão, interior de São Paulo. Diante da gravidade da situação, a prefeita de Lucélia, Tati Guilhermino (PSD), solicitou ajuda aérea do governo estadual para combater as chamas que ameaçam se espalhar rapidamente pela região.

Em um áudio enviado à Rádio Brasil, de Adamantina, a prefeita fez um apelo urgente aos proprietários de gado nas proximidades do incêndio, pedindo que liberassem seus animais para evitar maiores tragédias. “Abram suas porteiras, é uma questão de vida”, enfatizou Guilhermino, destacando a necessidade de ação imediata para proteger vidas e bens.

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A prefeita também emitiu uma nota no final da tarde, solicitando a colaboração de toda a população para seguir orientações de segurança e, se necessário, procurar abrigo em locais seguros. “Nosso funcionalismo, Polícia Militar e funcionários de usinas seguem em alerta e contribuindo no que é necessário”, afirmou, reiterando o compromisso das autoridades locais em mitigar os danos causados pelo incêndio.



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cenário melhora e preços reagem na semana



Os preços da soja reagiram nesta semana nas principais praças do país. De acordo com a consultoria Safras & Mercado, o ritmo dos negócios também acelerou, ainda que envolvendo operações pontuais e aproveitando repiques de Chicago e do dólar, que encerraram a semana no positivo. Os prêmios também seguem firmes e favorecendo a movimentação.

Confira os preços da saca de soja na semana

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 124 para R$ 126
  • Cascavel (PR): avançou de R$ 121 para R$ 127
  • Rondonópolis (MT): alta de R$ 121 para R$ 123
  • Porto de Paranaguá (RS): alta de R$ 129 para R$ 132

Os prêmios de exportação são positivos, o que ajudou na sustentação dos referenciais Fob.

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em novembro, os mais negociados, subiram 0,84% na semana, sendo cotados na manhã da sexta (23) a US$ 9,65 por bushel. O comportamento do mercado foi guiado por um movimento de compras técnicas, com os agentes aproveitando a queda recente – os contratos bateram nos menores níveis desde 2020 na semana passada para recompor carteiras.

Outro fator que colaborou para a elevação foi os bons números de exportação e anúncio de
vendas por parte dos Estados Unidos. Com a queda, o produto americano ganhou competitividade. Mas os fundamentos seguem baixistas. Com a colheita se aproximando, a sinalização é de que a safra americana bata recorde, ficando na casa de 1265 milhões de toneladas. 

Nesta semana, o mercado acompanhou de perto a tradicional crop tour da Pro Farmer, com as amostras confirmando produtividade acima da média nos principais estados produtores americanos. O dólar comercial também subiu nesta semana na relação com real, favorecendo os negócios com a soja. A moeda americana tinha alta semanal de 2,22% até a manhã de sexta, na casa de R$5,59. Apesar da pequena melhora nesta semana, o cenário segue baixista para a soja.

Diante desse quadro, o analista e consultor de Safras & Mercado Luiz Fernando Gutierrez Roque, sugere que o produtor procure proteção nas ferramentas à disposição para garantir a melhor comercialização.

“E os produtores devem aproveitar as janelas de oportunidade, como a dessa semana, para negociar”, afirma.


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