sábado, agosto 8, 2026

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Tarcísio de Freitas sobrevoa áreas atingidas por incêndios; 34 cidades estão em alerta



Na manhã deste sábado (24), o governador Tarcísio de Freitas realizou um sobrevoo nas regiões mais afetadas por incêndios no interior do estado de São Paulo. De acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Defesa Civil, 34 municípios estão em alerta máximo para queimadas devido à baixa umidade do ar e à onda de calor que atinge o estado. Dentre essas, 17 cidades enfrentam focos ativos de incêndio, o que tem mobilizado mais de 7,3 mil profissionais e voluntários no combate às chamas e na orientação da população.

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Durante a visita, Tarcísio de Freitas destacou o empenho das autoridades estaduais no controle dos incêndios, que já estão sendo extintos em sua maioria. “O estado está muito empenhado em combater os incêndios. A situação hoje está ficando sob controle, e a maioria dos focos já está sendo extinta”, afirmou o governador. Além disso, ele ressaltou a importância da colaboração da população para evitar novas ocorrências, destacando cuidados como não soltar balões, evitar acender fogueiras e manter aceiros limpos em propriedades rurais.

A Operação SP Sem Fogo, coordenada pela Defesa Civil em conjunto com as secretarias de Segurança Pública, Agricultura e Abastecimento, Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, segue em andamento. Além do combate terrestre, o governo estadual contratou aviões para pulverização de água, reforçando a atuação das aeronaves do Corpo de Bombeiros e das Forças Armadas.

Cidades em alerta máximo e rodovias afetadas

Entre as 34 cidades em alerta máximo para queimadas estão Alumínio, Bananal, Bebedouro, Dourado, Ibitinga, Lucélia, Monte Alegre do Sul, Nova Granada, Presidente Epitácio e Tabatinga. Dessas, 17 enfrentam focos ativos de incêndio, incluindo Boa Esperança do Sul, Coronel Macedo, Iacanga, Pompeia e Santo Antônio da Alegria.

A situação das rodovias também é crítica. A SP 215 (Rodovia Luiz Augusto de Oliveira) possui interdições parciais entre os quilômetros 195 e 209, no município de Dourado, região de São Carlos. Outras estradas, como a Rodovia Carlos Tonani (SP 333) e a Rodovia Armando Salles de Oliveira (SP 332), também enfrentam bloqueios devido às chamas.

Orientações à população

A Defesa Civil do estado reforça as orientações para que a população evite áreas afetadas por incêndios e mantenha a segurança ao dirigir em estradas com baixa visibilidade devido à fumaça. Em caso de avistamento de focos de incêndio ou fumaça densa, os cidadãos devem buscar abrigo seguro e informar imediatamente o Corpo de Bombeiros (193) ou a Defesa Civil (199).

Além disso, a população é incentivada a se cadastrar para receber alertas da Defesa Civil diretamente no celular. Basta enviar um SMS com o CEP para o número 40199.



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Bradesco anuncia acordo que prevê deter 50% do banco John Deere


O Bradesco anunciou nesta sexta-feira (9) acordo com a John Deere Brasil S.A, que prevê um aporte de capital para deter 50% de participação do Banco John Deere, a fim de fortalecer seu posicionamento nos setores de agronegócio e construção.

“Nossa expectativa é a ampliação da oferta de financiamento e serviços para clientes e concessionários John Deere no Brasil”, afirmou José Ramos Rocha Neto, diretor vice-presidente do Bradesco, em nota à imprensa.

O Banco John Deere manterá sua marca existente, de acordo com o comunicado ao mercado do Bradesco, que não trouxe o valor da operação. O banco disse que a transação não causará impacto material no seu índice de capitalização.

A John Deere Brasil S.A é subsidiária integral da norte-americana Deere & Company, uma das líderes mundiais no fornecimento de equipamentos para agricultura, construção e silvicultura.

“Através desta joint venture, (o banco) aprimorará seu portfólio e diversificará suas opções de financiamento para equipamentos, peças e serviços”, afirmou Jorge Sivina, diretor regional para a John Deere Financial.

A conclusão da transação depende do cumprimento de determinadas condições precedentes usuais em operações desta natureza, incluindo as devidas aprovações regulatórias e concorrenciais.



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Força do agro: Tocantins e Goiás têm maior potencial de mercado do Brasil


Tocantins e Goiás são os dois estados brasileiros com maior potencial de mercado, segundo o Ranking de Competitividade dos Estados de 2024, divulgado nesta quarta-feira (21).

O estudo analisou dez eixos temáticos para classificar os estados de modo geral e por região. Os dados foram compilados pelo Centro de Liderança Pública (CLP), em parceria com Seall e Tendências Consultoria.

Segundo a pesquisa, o “potencial de mercado” é um parâmetro que mede a capacidade de expansão e desenvolvimento em longo prazo dos estados.

Nesse pilar, os pesquisadores consideram o tamanho do Produto Interno Bruto (PIB) de cada estado, a dinâmica do crescimento econômico nos últimos quatro anos e o crescimento potencial da força de trabalho para os próximos dez anos.

Também são analisados indicadores relacionados ao mercado de crédito, como o comprometimento de renda, qualidade de crédito para pessoa física, volume de crédito e inadimplência.

Nessa edição, ficou mais evidente que o agronegócio foi o principal dado desagregado que influenciou na colocação de Goiás e Tocantins no ranking.

Para Tadeu Barros, diretor-presidente do CLP, o setor exerceu um papel fundamental na evolução destes estados na classificação.

“O agronegócio tem um papel fundamental para esse crescimento. Escutamos muito sobre a capacidade do agro em ser uma das grandes potencialidades do Brasil. Goiás mostra isso com perfeição e vem ganhando pujança”, disse à CNN.

“Tocantins, mesmo estando na região Norte, está muito ligado ao Centro-Oeste. Também conta com esse histórico do agro e aí o potencial de mercado aparece de uma forma muito significativa”, acrescentou.

Em entrevista à CNN, o secretário estadual de Indústria, Comércio e Serviços de Goiás, Joel de Sant’Anna Braga Filho, disse que, além do agronegócio, há também a importância da industrialização para o crescimento do estado.

“Embora a agropecuária seja a nossa força mais evidente, definitivamente não é a única. A industrialização em Goiás vem avançando a passos largos, sustentando a nossa economia quando o agro passa por períodos difíceis ou temporadas mais fracas”, disse.

Por meio de fundos estaduais, a infraestrutura dos estados também pode ser melhor com os impostos pagos pelo agronegócio, segundo especialistas ouvidos pela reportagem.

Marcelo Guaritá, membro do Comitê de Leis e Regulamentos da Sociedade Rural Brasileira (SRB) e sócio do Peluso, Stüpp e Guaritá Advogados, destacou o Fundo Estadual de Infraestrutura, uma contribuição paga pelos agricultores de Goiás, que é destinada à melhoria da logística agropecuária do estado.

“Funciona como uma espécie de condicionante para a aplicação/utilização de benefícios ou incentivos fiscais relacionados ao ICMS, como o diferimento e a substituição tributária, e da imunidade de exportações”, afirmou.

“A cobrança, que foi criada com o pretexto de melhorias nas estradas, conta com percentuais de recolhimento que variam conforme o tipo de produto envolvido, podendo chegar até a 1,65%, como nos casos de soja e minérios”, disse Guaritá.

Segundo o estudo, o tamanho da economia de um estado influencia na decisão de localização de investimentos das empresas, favorecendo a competitividade das maiores unidades da federação.

Conforme o texto, estados com economias mais dinâmicas criam mais oportunidades de investimento, gerando um ciclo de desenvolvimento econômico. O crescimento da população em idade de trabalho também é fundamental para o crescimento de longo prazo.

Além disso, de acordo com o levantamento, os indicadores de crédito são outro fator que impacta o investimento e consumo, sendo particularmente relevantes no contexto de alto endividamento da população.

O peso do pilar “tamanho de mercado” no ranking geral é reduzido para evitar que estados maiores, como São Paulo, tenham vantagem excessiva, resultando em impacto limitado no ranking.

Por isso, por exemplo, o estado de Roraima está em terceiro lugar nesse pilar — embora na nota geral esteja na última posição, pois não pontuou bem em outros pilares.

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Brasil tem seis projetos com potencial para reduzir dependência externa de fertilizantes


O Brasil tem ao menos seis projetos em desenvolvimento para reduzir a dependência externa de fertilizantes — entre iniciativas públicas e privadas. O país é o maior importador do mundo de adubos, e seu consumo interno é quase 90% atendido por produtos comprados do exterior.

Um levantamento da Sindicato Nacional das Indústrias de Matérias-Primas para Fertilizantes (Sinprifert) mostra que o país conta com 25 complexos para produção de adubos, considerando nitrogenados, potássicos e fosfatados.

Projetos em desenvolvimento estão destacados com o símbolo: ** • Crédito: Reprodução / Sinprifert

Este complexo não é suficiente para atender as necessidades do agronegócio nacional, quarto maior do mundo. O Brasil comprou do exterior 86% dos fertilizantes que consumiu em 2023. Foram 39,4 milhões de toneladas impostadas, frente a uma produção interna de 6,8 milhões (sendo que uma pequena parcela é exportada).

Em entrevista à CNN, o diretor-executivo da Sinprifert, Bernardo Silva, destacou projeto da Potássio do Brasil em Autazes, município do Amazonas. Segundo o representante, a iniciativa tem capacidade para suprir entre 20% e 25% do consumo nacional de fertilizantes potássicos.

Os adubos potássicos são os mais consumidos no Brasil (39%), à frente dos fosfóricos (32%) e dos nitrogenados (29%). A dependência externa chega a 97% no caso dos potássicos, com quase metade deste montante importado de Rússia e Belarus (Bielorrússia).

Para os fosfóricos, o executivo destaca o projeto da Galvani em Santa Quitéria, no Ceará. Na jazida em questão fosfato e urânio são encontrados de forma associada. Há um consórcio firmado entre a empresa privada e a Indústrias Nucleares do Brasil (INB), que tem o monopólio do urânio e da energia nuclear do país.

No caso dos nitrogenados, os principais movimentos para elevar a produção nacional partem da Petrobras. Desde o início do governo Lula, ainda com a companhia sob a gestão de Jean Paul Prates, os investimentos em fertilizantes voltaram a fazer parte do portfólio da companhia.

O foco atual da Petrobras será retomar a produção em unidade em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul. A empresa ainda procura solucionar pendências em ativos no Nordeste do país, para as fábricas de fertilizantes em Camaçari (BA) e Laranjeiras (SE), que estão arrendadas para a Unigel.

Confira a lista de projetos em desenvolvimento:

  1. Autazes (AM): Potássio do Brasil (potássicos)
  2. Santa Quitéria (CE): Fosfor/Galvani (fosfatados)
  3. Três Lagoas (MS): Petrobras (nitrogenados)
  4. Tiros (MG): Mineração Morro Verde (potássicos)
  5. Uberaba (MG): Atlas Agro (nitrogenados)
  6. Lavras do Sul (RS): Águia Fertilizantes (fosfatados)

Na avaliação da indústria e do governo federal, este cenário deixa o país vulnerável a choques externos. Um exemplo recente é a guerra entre Rússia e Ucrânia, que impactou preço mundo afora e levou insegurança ao agronegócio brasileiro.

Em 2022, o governo federal, ainda sob Jair Bolsonaro (PL), lançou um plano nacional de fertilizantes. Os cálculos indicaram que o país precisaria elevar sua produção em cinco vezes até 2050 para reduzir sua dependência externa a 50%. Confira abaixo os projetos existentes e os que estão em desenvolvimento:



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Brasil precisa expandir políticas ambientais para COP30, afirma estudo



Sede da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) em 2025 – a primeira a ser realizada na Amazônia –, o Brasil está em um momento crucial. Ainda tem a possibilidade de cumprir suas metas internacionais de redução de emissão de gases de efeito estufa, mas precisa ajustar as ações socioambientais e fortalecer políticas focadas na salvaguarda das florestas e na restauração dos biomas.

Liderado por cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o estudo ressalta a necessidade de controlar o desmatamento ilegal e a degradação dos biomas, incorporando um olhar para florestas secundárias que crescem após a remoção da cobertura original.

Sugere ainda reforçar e expandir políticas que mantenham os serviços ecossistêmicos. Esse processo deve vir acompanhado de mecanismos consistentes de atração de investimentos para financiar atividades de restauração e pagamentos por serviços ambientais em todos os biomas, incentivando iniciativas de bioeconomia e criando novas áreas de proteção ambiental.

“A pesquisa foi um trabalho conjunto visando mostrar o panorama de desmatamento, degradação e restauração dos biomas e suas relações com as metas globais do Brasil. Destacamos pontos importantes nesse processo para que o país busque o desenvolvimento sustentável”, explica a doutoranda no Inpe e primeira autora do artigo Débora Joana Dutra.

Para a bióloga Liana Oighenstein Anderson, orientadora de Dutra e pesquisadora no Cemaden, mesmo quando há medidas preventivas, ainda assim elas têm sido insuficientes frente ao desafio das mudanças climáticas. “É o caso dos incêndios florestais registrados neste ano na Amazônia e no Pantanal. A prevenção não foi suficiente para conter os números alarmantes. Quando fazemos estimativas como na pesquisa, temos a sensação de sermos extremamente conservadores frente ao que a realidade está mostrando e aos desafios enfrentados”, diz a bióloga.

O Brasil vem registrando neste ano recordes de queimadas. Entre janeiro e 4 de agosto, foram 65.325 focos de calor detectados no país, o maior número em quase 20 anos – o mais alto até então havia sido em 2005 (69.184 no mesmo período), segundo dados do Inpe. Os biomas Amazônia e Cerrado são os mais atingidos (28.396 e 22.217, respectivamente).

De janeiro a julho, o Pantanal teve 4.756 focos, o maior desde 1998, início da série histórica. Para o bioma, até o momento, 2020 teve o pior total anual de focos de queimadas.

“Em 2020, os incêndios no Pantanal chamaram a atenção do mundo e levaram a uma série de reações. O Ministério da Ciência e Tecnologia criou, por exemplo, a Rede Pantanal e, em escala local, o Estado de Mato Grosso do Sul instituiu um plano de manejo integrado do fogo. Em 2023, o governo federal lançou um plano de manejo para o bioma e, em abril, Mato Grosso do Sul decretou estado de emergência. Ou seja, houve um conjunto de ações de gestão, de governança, de regulamentação para tentar evitar os incêndios, mas, infelizmente, não foi suficiente. Tivemos avanços. Porém, há necessidade de aperfeiçoamentos na governança, nas estratégias adotadas e no financiamento das ações. É preciso acelerar o passo”, completa Liana Oighenstein.

Coautor do artigo e pesquisador do Inpe, Luiz Aragão diz que a pesquisa é um alerta para a sociedade sobre questões relacionadas às emissões. “A sociedade tem de encarar o problema não só do ponto de vista ambiental, mas sim socioeconômico. Está tudo ligado. Isso porque o desmatamento, por exemplo, é indutor do fogo, que por sua vez traz problemas de saúde para a população e degrada a floresta. A floresta desmatada e degradada tem menor potencial de prover serviços ecossistêmicos, como a ciclagem de água e a biodiversidade, que garantem a qualidade de vida das populações locais e têm influência muito grande em atividades econômicas.”, diz Aragão.

As mudanças no uso e na cobertura da terra (por exemplo, o desmatamento para o uso agropecuário e a degradação florestal) são as principais fontes de emissões do Brasil. Como um dos mais de 190 signatários do Acordo de Paris, firmado em 2005, o país assumiu o compromisso de ajudar a conter o aumento da temperatura média global em até 1,5°C em relação aos níveis pré-industriais (anos 1850-1900) – marca que já tem sido ultrapassada nos últimos meses.

O acordo, que deve passar por revisão na COP30, prevê que os países definam metas de redução de emissões até 2030, tendo o Brasil se comprometido a diminuir em 53% (comparado aos níveis de 2005). Apesar disso, as emissões de dióxido de carbono (CO2) líquidas (descontadas as remoções) por mudanças no uso e na cobertura da terra dobraram entre 2017 e 2022, segundo o Sistema de Estimativa de Emissão de Gases de Efeito Estufa (Seeg). Em relação à restauração, o Brasil tem a meta de restaurar 12 milhões de hectares de florestas nativas, o que corresponde a quase a área territorial de Portugal.

*Sob supervisão de Henrique Almeida


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tendência de alta nos próximos dias


Mercado encerra semana estável, mas com previsão de alta nos preços




Foto: Divulgação

A semana foi marcada pela estabilidade no mercado de gado, mas com sinais de alta nos preços para os próximos dias. Enquanto os frigoríficos que operam com contratos a termo mantêm escalas confortáveis, outros enfrentam dificuldades devido à redução na oferta, com vendedores segurando a boiada à espera de melhores condições de negociação, conforme a análise do informativo “Tem Boi na Linha”.

Segundo o inforamtivo, no Mato Grosso do Sul, houve um aumento no preço da novilha na região de Três Lagoas, com alta de R$ 2,00/@, reflexo da redução na oferta de fêmeas no estado. Em contrapartida, a oferta de machos tem se mantido razoável, o que estabiliza os preços diários, embora o mercado continue firme.

Nas regiões de Dourados e Campo Grande, os preços permaneceram estáveis na comparação diária. No Acre, com as escalas longas dos frigoríficos, as cotações também seguiram estáveis.





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Lula diz que está ‘no pé do ministro da Agricultura’ para baixar o preço do arroz



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado (24) que tem ficado “no pé do ministro da Agricultura”, Carlos Favaro, para que ele baixe o preço do arroz.

Durante comício da campanha de Guilherme Boulos (PSOL) no Campo Limpo, zona sul da capital paulista, Lula disse ter se admirado ao ir a um supermercado e visto que o preço do arroz estava em R$ 36.

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“Estou no pé dele (Carlos Favaro) para ele baixar o preço do arroz porque eu disse que ia baixar o preço da picanha, e a picanha baixou. A gente pode fazer as coisas acontecerem nesse país”, disse Lula, emendando que o Brasil está com o menor desemprego nos últimos 14 anos.

“A gente está tendo o maior aumento da massa salarial; 90% das categorias profissionais fizeram acordo recebendo aumento de salário, acima da inflação. Tem gente que acha que eu não deveria dar o salário mínimo para os aposentados e eu vou continuar dando aumento de salário mínimo, porque é a melhor forma de fazer distribuição de renda. Vamos continuar gerando emprego. Vamos continuar gerando investimento”, disse Lula.

O governo federal anulou, em junho, os lotes arrematados no leilão de compra pública de arroz importado e beneficiado, realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) após suspeitas de irregularidades. A anulação foi feita por indícios de falta de capacidade técnica e financeira das empresas em honrar os compromissos.

Como mostrou o Estadão, das quatro companhias vencedoras, apenas uma – a Zafira Trading – é uma empresa do ramo. Também arremataram o leilão uma fabricante de sorvetes, uma mercearia de bairro especializada em queijo e uma locadora de veículos.



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Proteínas podem ajudar na resistência de ovinos a verminose, diz estudo


Um estudo da Embrapa Pecuária Sudeste (SP) identificou proteínas relacionadas à infecção por vermes em ovinos. Foram analisadas raças suscetíveis (Dorper) e resistentes (Santa Inês) a esses parasitas. A pesquisa fornece informações sobre os mecanismos de defesa dos animais com diferentes habilidades para resistir à infecção. A descoberta favorece a diminuição do uso medicamentos usados para controlar esses vermes.

Os resultados do estudo colaboram para a seleção de animais e raças ovinas mais resistentes. A seleção é uma ferramenta para controle de parasitas de importância veterinária na produção de pequenos ruminantes em áreas tropicais. A caracterização das proteínas do sangue é capaz de revelar biomarcadores dos animais mais doentes, bem como monitorar condições fisiológicas e metabólicas críticas para o bem-estar e a saúde dos ovinos.

Para a identificação e quantificação das proteínas, a pesquisadora Ana Carolina Chagas, que coordenou o trabalho, aplicou a técnica proteômica à produção animal tropical, contando com o apoio de parceiros do Instituto Superior de Agronomia, da Universidade de Lisboa, e da Universidade do Porto. Essa técnica consiste em estudar a distribuição, modificações, interações e funções de uma ou mais proteínas em uma célula ou organismo. A determinação de raças e indivíduos resistentes à verminose é importante para se reduzir o impacto negativo dos parasitas, como o Haemonchus contortus

Foto: Gisele Rosso/Embrapa

Proteínas detectadas

Os cordeiros infectados foram avaliados semanalmente na Embrapa, durante 28 dias. No fim do experimento, houve diferença significativa entre as duas raças em relação às infecções por meio das análises de contagem de ovos por grama de fezes (OPG) dos animais, que mede o grau da infecção, e avaliação do volume globular (VG), que mede o grau de anemia desencadeada pelos vermes.

A maior ou menor quantidade de determinadas proteínas indicou impactos relevantes no organismo do animal para a proteção em relação à infecção ou aos danos causados pelas inflamações. Algumas proteínas foram encontradas nas duas raças, com diferenças quantitativas significativas. Esses resultados demonstram como a infecção pode impactar o desenvolvimento e o ganho de peso dos cordeiros.

Segundo Chagas, foram detectadas proteínas associadas ao sistema imune ao se comparar as raças Santa Inês e Dorper. Outras proteínas foram ligadas à resposta ao estresse do manejo, amostragem e calor, e ao controle ou não da inflamação.

“Por exemplo, a enzima enolase fosfopiruvato hidratase, ou ENO3, desempenha um papel relevante no sistema imunológico da Santa Inês, enquanto a Themis parece contribuir na resposta imune da Dorper. Por sua vez, as proteínas de fase aguda detectadas, as APPs, indicam infecções, inflamações e condições de estresse”, explica a pesquisadora.

Foto: Juliana Sussai/Embrapa

Resultados

Animais resistentes aos parasitas gastrintestinais são capazes de desenvolver uma resposta imune mais rápida e robusta, limitando o estabelecimento das larvas, suprimindo o crescimento dos parasitas adultos, diminuindo a fecundidade das fêmeas, ou promovendo a expulsão dos Haemonchus contortus adultos. A pesquisa forneceu informações inéditas e uma compreensão mais abrangente sobre a infecção por essa espécie de parasita. Foi possível realizar a diferenciação entre as duas raças estudadas, e entre animais infectados e não infectados da mesma raça.

Os resultados indicam que as duas raças estudadas têm metabolismo e resposta imunológica distintas frente à infecção. Diferenças quantitativas em proteínas compartilhadas podem contribuir para o desenvolvimento de biomarcadores e auxiliar na determinação do status de infecção de ovelhas, que poderão ser tratadas seletivamente no rebanho.

Foto: Juliana Sussai/Embrapa

Prejuízos de US$ 100 milhões 

Estima-se que, no Brasil, as doenças gastrintestinais levam a perdas de até 27% no ganho de peso de cordeiros criados a pasto, atingindo US$ 94,5 milhões por ano. Já as relacionadas à morte de animais ficam em torno de US$ 13 milhões anuais. O rebanho brasileiro chega a quase 20 milhões de ovinos, número ainda insuficiente para atender à demanda interna.

Os parasitas gastrintestinais são responsáveis por restringir a produção ovina, porque limitam o desempenho animal. O principal verme que ameaça ovinos é da espécie Haemonchus contortus, mais frequente nos pequenos ruminantes em regiões tropicais e subtropicais, causando anemia grave, edema submandibular e morte por hematofagia.


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Mercado de Fiagro cresceu 153% em 12 meses e 3,7% de março a junho, diz CVM



O mercado de Fundo de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) cresceu 153% nos 12 meses encerrados em junho de 2024, alcançando patrimônio líquido de R$ 37,3 bilhões. De março a junho de 2024, o avanço foi de 3,7%.

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As informações fazem parte da 7ª Edição do Boletim CVM Agronegócio, elaborado pela Superintendência de Securitização e Agronegócio (SSE) da autarquia e divulgado nesta sexta-feira, 23. O boletim tem periodicidade trimestral.

Em junho, o número de Fiagro operacionais era de 115, avanço de 67% em 12 meses. A categoria Fiagro-Imobiliária representa 44% do quantitativo total, e 48% do patrimônio líquido total. Na composição da carteira, CRI (Certificados de Recebíveis do Imobiliário) e CRA Certificados de Recebíveis do Agronegócio) aparecem como o principal ativo investido, com 48%.

O boletim informa ainda que o mercado de (CRA) cresceu 0,9% de março a junho, a R$ 141,2 bilhões.

Conforme o estudo, o volume financeiro total do mercado de capitais (renda fixa, renda variável e fundos de investimento) avançou 8,9%, a R$ 14,97 trilhões, no período de 12 meses encerrado em junho de 2024. De março a junho de 2024, o incremento foi de 1,7%.

O volume financeiro do agronegócio no mercado de capitais, nos últimos 12 meses – de junho de 2023 a junho de 2024 – cresceu 19,5%, alcançando R$ 509,59 bilhões. De março a junho de 2024, o incremento foi de 3,4%.

Assim, no último trimestre, a fatia do mercado de capitais correspondente ao agronegócio aumentou em 1,7%, saindo de uma representação de 3,3% do total em março de 2024 para uma representação de 3,4% do total em junho de 2024. Em 12 meses, o crescimento foi de 9,8%.



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Pesquisa desenvolve kit de diagnóstico rápido para doença que afeta tilápias



O Instituto de Pesca (IP-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, exibiu mais um capítulo da série “Pós em Ação!” em suas redes sociais. Nele, foi apresentado o trabalho de pesquisa do mestrando do IP, Paulo Roberto de Oliveira. O estudante está desenvolvendo um estudo intitulado “Franciselose em tilápia: desafios no diagnóstico e perspectivas para a saúde aquática no Brasil”.

Manter a saúde dos peixes é uma das maiores preocupações na cadeia produtiva do setor. Garantir que os peixes estejam livres de doenças é essencial para manter a produtividade e a qualidade dos produtos, além de evitar perdas econômicas. Um dos desafios recorrentes é a Franciselose em tilápias, uma doença bacteriana que afeta os animais, causando alta mortalidade.

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O avanço na produção aquícola no Brasil tem gerado novas demandas por tecnologias que auxiliem na identificação e no controle de doenças que afetam a produção. Nesse contexto, o trabalho do Paulo se destaca por sua contribuição inovadora: a elaboração de kits de diagnóstico rápido para doenças que impactam a produção, tanto no estado de São Paulo quanto em todo o país.

O kit de diagnóstico, tecnicamente conhecido como Teste Imunocromatográfico, está sendo projetado para detectar a presença de patógenos, que são organismos responsáveis por causar doenças nos peixes. A pesquisa se utiliza da cromatografia, método que permite visualizar a reação por meio da formação de uma linha vermelha no teste, após a interação com um anticorpo específico.

A principal vantagem desse teste é a sua facilidade de interpretação e a rapidez dos resultados. Com ele, é possível monitorar e controlar a qualidade dos cultivo de forma eficiente, garantindo a saúde dos animais e a eficácia das práticas de manejo.

Outro ponto relevante é o custo acessível do kit, que permite sua disseminação em larga escala, beneficiando desde pequenas propriedades até grandes empresas do setor aquícola.

De acordo com Paulo, “falar sobre o impacto que o Programa de Pós-Graduação do Instituto de Pesca teve na minha carreira não é simples. Por meio do contato com profissionais de altíssimo nível, que podemos considerar a nata da cadeia aquícola no Brasil e no mundo, o programa me proporcionou oportunidades incríveis, especialmente por intermédio da Agência Paulista de Tecnologia, onde pude desenvolver minha pesquisa nos hubs de inovação tecnológica do AptaHub”.

Segundo Leonardo Tachibana, pesquisador científico do IP e orientador de Paulo, “a participação de alunos da pós-graduação é importantíssima para o desenvolvimento de pesquisas científicas e tecnológicas de qualidade, possibilitando a capacitação de mão de obra para atuação na aquicultura. Este projeto faz parte do projeto Centro de Ciência para o Desenvolvimento de Sanidade em Piscicultura, financiado pela Fapesp, sendo a Francisella orientalis, bactéria alvo para este estudo, pois causa grande prejuízo na tilapicultura do Brasil”.



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