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Segundo a análise semanal do Boletim de Conjuntura Agropecuária produzido pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), em 2023, o Valor Bruto da Produção (VBP) de suínos de corte no Paraná atingiu aproximadamente R$ 8,5 bilhões, representando 68% da renda total gerada pela suinocultura no estado, segundo dados do Deral, da Seab.
Esse segmento inclui os suínos destinados aos frigoríficos e os abatidos nas propriedades para a produção de carne suína e seus derivados.
Em comparação com 2022, quando o VBP foi de R$ 8,3 bilhões, houve um crescimento de 2%. A produção de suínos de corte é predominantemente concentrada nas regiões Oeste e Centro-Oriental do Paraná, onde estão localizados os maiores frigoríficos de abate de suínos do estado, consolidando essas áreas como polos da suinocultura paranaense.
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De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar divulgado em 29 de agosto, em 2023, as lavouras de trigo no Rio Grande do Sul apresentam, em sua maioria, bom desenvolvimento, apesar das adversidades climáticas recentes. Atualmente, 76% das lavouras estão em fase de desenvolvimento vegetativo, 20% em floração e 4% em enchimento de grãos.
As chuvas ocorridas nos dias 22 e 23 de agosto repuseram a umidade do solo, beneficiando o desempenho das plantas e permitindo a aplicação de adubação nitrogenada em cobertura. Entretanto, a massa de ar frio que se seguiu trouxe geadas de intensidade variável a partir do dia 25 de agosto. Segundo avaliação inicial, a maioria das lavouras não sofreu danos, com exceção de algumas áreas mais baixas, onde as geadas foram mais intensas e as plantas estavam em estágios reprodutivos. Vistorias técnicas serão realizadas nos próximos dias para uma análise mais detalhada das possíveis perdas.
O estado geral das lavouras é considerado satisfatório, e as perspectivas de produtividade permanecem favoráveis, desde que o tempo firme, alternado com chuvas regulares, continue. Em termos fitossanitários, os produtores seguem atentos, realizando o controle de pragas e doenças como oídio, manchas foliares, ferrugem e giberela, especialmente nas lavouras em estágios mais avançados. O oídio tem sido a doença mais incidente, exigindo maior atenção.
A área cultivada no estado é de 1.312.488 hectares, com produtividade prevista de 3.100 kg/ha. Em regiões como a de Bagé, 15% das lavouras já estão em fase de floração, e apesar das condições climáticas desafiadoras, a expectativa de rendimento ainda é positiva. O valor médio da saca de 60 quilos de trigo no estado registrou um aumento de 0,47% em comparação à semana anterior, passando de R$ 68,81 para R$ 69,13.
No morning call de hoje, o economista do PicPay, Igor Cadilhac, destaca que os números do PIB do segundo trimestre, em conjunto com a estabilização nos pedidos de seguro-desemprego nas últimas semanas, contribuíram para afastar o risco de recessão nos Estados Unidos.
Para hoje, foco nos dados de inflação lá fora e de desemprego por aqui.
O desenvolvimento das lavouras de cevada no Rio Grande do Sul segue satisfatório, conforme o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar divulgado nesta quinta-feira (29/08). A projeção de cultivo no estado é de 34.429 hectares, com produtividade estimada em 3.245 kg/ha. No entanto, produtores permanecem atentos ao monitoramento de pragas e, principalmente, de doenças foliares, em função da alta umidade relativa do ar.
Na região administrativa de Erechim, o desenvolvimento das lavouras é considerado adequado, e as expectativas iniciais de produção permanecem favoráveis. As áreas semeadas no final da janela de plantio têm demonstrado um desempenho superior em termos de desenvolvimento.
Já na região de Frederico Westphalen, aproximadamente 75% das áreas encontram-se em desenvolvimento vegetativo, 20% em fase de florescimento e 5% em enchimento de grãos. As lavouras implantadas no início do período recomendado apresentam desenvolvimento abaixo do esperado, devido ao excesso de precipitação e à baixa radiação solar no início do ciclo.
Na região de Ijuí, a cultura avançou rapidamente para o estádio reprodutivo, mantendo uma condição fitossanitária adequada. As lavouras no início da emissão de espigas apresentam um elevado número de espiguetas por planta, preservando o potencial produtivo.
Em Soledade, 30% das lavouras estão em perfilhamento e 70% em alongamento de colmo. O aspecto geral da cultura é positivo, embora algumas áreas apresentem problemas relacionados ao manejo da adubação, como sintomas característicos de deficiência nutricional. As perspectivas, no entanto, permanecem favoráveis, especialmente nas áreas manejadas com tecnologia adequada.
Sobre a comercialização, cotação média da cevada destinada à indústria de malte na região de Erechim é de R$ 85,00 por saca de 60 quilos, enquanto na região de Frederico Westphalen, o valor médio é de R$ 83,00 por saca.
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Foto: Nadia Borges
A semeadura do milho para silagem está em andamento no Rio Grande do Sul, com previsão de cultivo em 357.311 hectares, conforme o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar divulgado nesta quinta-feira (29/08). A área plantada representa uma ligeira redução de 1,33% em comparação aos 362.131 hectares cultivados na safra 2023/2024. Entretanto, a produtividade estimada para a safra atual é de 38.440 kg/ha, um aumento significativo de 22,70% em relação ao último ciclo.
Essa elevação na produtividade deve resultar em uma produção de 13,73 milhões de toneladas, superando em 24,33% o total colhido em 2024, quando foram produzidas 11,05 milhões de toneladas. O incremento na produção será essencial para suprir a demanda por alimento conservado, especialmente na bovinocultura leiteira, compensando a leve queda na área plantada.
Na região administrativa de Erechim, os produtores estão em busca de crédito para adquirir insumos e iniciar o plantio. O preparo das áreas foi intensificado, com algumas já semeadas. Em Frederico Westphalen, a semeadura também foi acelerada, antecipando as chuvas previstas para o período.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e entidades representativas do agronegócio do Rio Grande do Sul estiveram reunidos em uma reunião no final desta quinta-feira (29) para tratar dos últimos detalhes de anúncio de medidas aos produtores gaúchos impactados pela catástrofe de maio.
Em entrevista exclusiva ao Canal Rural, o presidente das Organizações Cooperativas do Rio Grande do Sul (OCERGS), Darci Hartmann, destacou que o anúncio deve ser feito durante a Abertura Oficial da 47ª Expointer, prevista para ocorrer as 10h desta sexta-feira (30), no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS).
Após dizer que não conseguiria ir ao evento pela indisponibilidade de um voo da Força Aérea Brasileira (FAB), o ministro Carlos Fávaro voltou atrás e destacou que estará presente na abertura da feira. Lá, ele deve se unir ao ministro extraordinário da Reconstrução do RS, Paulo Pimenta, para anunciar as medidas.
Estrago em recinto no RS. Foto: Canal Rural
Conforme antecipou Hartmann, o anúncio deve incluir adequações na normativa que deve ser enviada ao Conselho Monetário Nacional (CNM) para ajustar a Medida Provisória 1247 para que produtores consigam usar as resoluções presentes no documento para repactuar as dívidas.
“Já conseguimos vislumbrar no horizonte a solução de boa parte das dificuldades dos produtores”, completa.
Outras medidas
Nesta quinta-feira ainda ocorreu uma reunião em Brasília com bancos e instituições de crédito e ministérios sobre o seguro rural e negativação.
“Acreditamos que até terça-feira, que é quando essa normativa irá para o CNM, ainda poderemos melhorá-la muito para atender o maior número possível de pendências de produtores e também cooperativas e cerealistas”, afirma o dirigente.
O produtor rural e um dos organizadores do movimento SOS Agro RS, Lucas Schaffer, disse que a expectativa é grande principalmente pela proximidade do plantio da safra 2024/25.
“Estávamos esperando o ministro para uma reunião. Acho que sou um dos mais otimistas porque a maioria não acredita que venha algo efetivo e isso é muito preocupante”, completa.
A casa do Canal Rural na 47ª Expointer foi palco do lançamento do Plano Safra 2024/25 para a agricultura familiar nesta quinta-feira (29).
Os recursos já haviam sido anunciados em julho, mas foram detalhados para os gaúchos levando em consideração a grande presença de produtores familiares no estado na feira.
Assim, foi lembrado que o volume destinado pelo governo federal ao Plano Safra da Agricultura Familiar 2024/25 é superior a R$ 85 bilhões. Desse montante, R$ 76 bilhões são destinados ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). As taxas variam de 0,5% a 6% ao ano, conforme o tipo de produção.
Os desafios, agora, giram em torno das medidas que vão favorecer os produtores atingidos pela catástrofe climática a renegociarem dívidas e acessarem os recursos.
Durante o evento na Casa do Canal Rural ainda foram assinados diversos convênios, como o lançamento do Programa Nacional de Formação em Compras Públicas da Agricultura Familiar, uma iniciativa da Conab voltada para cooperativas e associações para facilitar o acesso a um maior número de políticas de compras públicas, tal como o programa de aquisição de alimentos.
Os preços da soja subiram expressivamente no Brasil nesta quinta-feira (29), assim como Chicago, o dólar e os prêmios.
A indústria demanda soja disponível e coloca bons preços no mercado. Com isso, os produtores aproveitaram a firmeza para negociar.
Preços da soja no país
Passo Fundo (RS): subiu de R$ 126 para R$ 130
Região das Missões: avançou de R$ 125 para R$ 129
Porto de Rio Grande: aumentou de R$ 133 a saca para R$ 137
Cascavel (PR): valorizou de R$ 129 para R$ 133
Porto de Paranaguá (PR): cresceu de R$ 134 para R$ 138
Rondonópolis (MT): passou de R$ 127 para R$ 131
Dourados (MS): saltou de R$ 122 para R$ 127
Rio Verde (GO): subiu em R$ 128 para R$ 130
Bolsa de Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira em alta. O resultado positivo das exportações semanais norte-americanas acentuou o movimento de cobertura de posições vendidas.
Os agentes seguem de olho no clima no Meio Oeste dos Estados Unidos e não querem passar o final de semana prolongado mal posicionados. Na segunda-feira, não haverá operações na Bolsa devido ao feriado do Dia do Trabalho.
As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2023/24, com início em 1º de setembro, ficaram negativas em 143.600 toneladas na semana encerrada em 22 de agosto.
A Alemanha liderou as importações, com 84.900 toneladas. Para a temporada 2024/25, foram mais 2.615.800 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 700 mil e 2,5 milhões de toneladas, somando-se as duas temporadas.
Contratos futuros da soja
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 15,50 centavos de dólar, ou 1,58%, a US$ 9,92 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,08 3/4 por bushel, com ganho de 14,25 centavos ou 1,43%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 2,60 ou 0,84% a US$ 310,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 42,13 centavos de dólar, com alta de 1,41 centavo ou 3,46%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,18%, sendo negociado a R$ 5,6218 para venda e a R$ 5,6198 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5495 e a máxima de R$ 5,6623.
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O açúcar bruto listado na ICE Futures de Nova York fechou em baixa nesta quarta-feira (28) após terem atingido a máxima de cinco semanas na véspera, com o mercado ainda digerindo os impactos dos incêndios que assolaram milhares de hectares de cana-de-açúcar na principal região produtora de cana do Brasil.
Segundo a Reuters, “um suspeito preso por incendiar canaviais no Estado de São Paulo disse à polícia que está ligado a uma facção criminosa organizada. Na avaliação de uma autoridade, o crime organizado poderia estar retaliando as ações anticrime do governo”.
O lote outubro/24 da ICE de NY foi contratado ontem a 19,54 centavos de dólar por libra-peso, recuo de 6 pontos, ou 0,3%, no comparativo com os preços do dia anterior. Já a tela março/25 recuou 9 pontos, negociada a 19,84 cts/lb. Os demais contratos caíram entre 1 e 6 pontos.
“Os comerciantes disseram que uma queda maior do que a esperada na produção no centro-sul do Brasil durante a primeira quinzena de agosto deu algum suporte aos preços (…) a Unica, informou nesta quarta-feira que a produção de açúcar no centro-sul do Brasil totalizou 3,11 milhões de toneladas métricas, uma queda de 10,2% em relação ao ano anterior. A Unica disse, no entanto, que as possíveis perdas devido aos incêndios só aparecerão no próximo relatório”, destacou a Reuters.
Londres
Na ICE Futures Europe, de Londres, a quarta-feira foi mista nas cotações do açúcar branco, com baixa nos lotes de maior liquidez e valorização nos contratos de longo prazo. O vencimento outubro/24 foi contratado ontem a US$ 544,70 a tonelada, queda de 3,30 dólares no comparativo com o dia anterior. Já a tela dezembro/24 caiu 3,80 dólares, contratada a US$ 530,80 a tonelada. Os demais lotes oscilaram entre baixa de 4,30 a alta de 90 cents de dólar.
Mercado doméstico
No mercado interno a quarta-feira foi de pequena variação positiva nas cotações do açúcar cristal medidas pelo Indicador Cepea/Esalq, da USP. A saca de 50 quilos foi negociada ontem a R$ 130,73 contra R$ 130,66 de terça-feira, valorização de 0,05% no comparativo.
Etanol hidratado
Pelo quarto dia seguido as cotações do etanol hidratado fecharam valorizadas pelo Indicador Diário Paulínia. O biocombustível foi negociado ontem pelas usinas a R$ 2.695,50 o m³, contra R$ 2.663,50 o m³ praticado no dia anterior, valorização de 1,20% no comparativo entre os dias.
A Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais da Câmara dos Deputados aprovou a criação do programa Chapéu de Palha Nacional favorável a agricultores e extrativistas.
A iniciativa é destinada a profissionais que ficam temporariamente desempregados devido à entressafra ou condições climáticas adversas, como inundações e queimadas, ou mesmo por conta de estados de emergência reconhecidos pelo governo.
O programa prevê a concessão de um seguro-desemprego equivalente a um salário mínimo para trabalhadores rurais desempregados.
Os beneficiários devem exercer sua atividade de forma individual ou em regime de economia familiar, não possuir outra fonte de renda e não receber benefícios continuados da Previdência ou da Assistência Social, exceto auxílio-acidente e pensão por morte. O seguro-desemprego poderá ser concedido por até cinco meses.
Parecer favorável aos agricultores
Deputada Socorro Neri. Foto: Renato Araujo/Câmara dos Deputados
O texto aprovado é um substitutivo da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público ao Projeto de Lei 527/20, originalmente apresentado pelo ex-deputado Jerônimo Goergen (RS).
O parecer favorável foi da deputada Socorro Neri (PP-AC), que destacou a importância da medida para a segurança e o bem-estar dos trabalhadores rurais em situações de vulnerabilidade.
“Ao proteger esses profissionais, estamos também salvaguardando a segurança alimentar do país e a continuidade das atividades econômicas ligadas ao setor rural”, afirmou a deputada.
Fonte do financiamento
O financiamento do programa será feito com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), e o Executivo poderá criar um fundo específico para o benefício. A habilitação ao seguro será realizada junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) mediante apresentação de documentação comprobatória de filiação a sindicatos ou cooperativas rurais.
Além do seguro, o programa Chapéu de Palha Nacional prevê cursos de alfabetização e capacitação em saúde preventiva, economia familiar, meio ambiente, geração de renda, cidadania e reforço alimentar para os beneficiários.
O projeto seguirá para análise conclusiva das comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para ser aprovado, precisará do aval da Câmara e do Senado.