quarta-feira, agosto 5, 2026

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Faesp pede novas medidas ao governo para apoiar produtores rurais afetados por incêndios em SP



A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) enviou ofício ao governador Tarcísio de Freitas, assinado pelo presidente da Federação, Tirso Meirelles, solicitando novas medidas de apoio aos produtores rurais afetados pelos incêndios recentes.

A Faesp reconheceu as ações do governo estadual, como a criação de um gabinete de crise e a destinação de recursos financeiros. E destaca que o prejuízo de R$ 1,15 bilhão nas mais de 8 mil propriedades atingidas em 317 municípios indica a necessidade de se ampliar as ações em defesa dos produtores rurais.

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No ofício, a Faesp pede uma atualização dos levantamentos sobre os impactos sociais, econômicos e ambientais dos incêndios ocorridos em agosto e setembro de 2024, com detalhamento dos tipos de produção atingidos e das Áreas de Preservação Permanente (APP) e Reservas Legais afetadas.

Além disso, a Federação solicita ao governador novas medidas, além das de natureza econômica, para mitigar os danos e prevenir novos incêndios. Também requisita esclarecimentos dos órgãos de fiscalização e regularização sobre o tratamento que será dado às áreas de preservação impactadas, levando em consideração o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o Programa de Regularização Ambiental (PRA).

As medidas de segurança jurídica adotadas no Estado, sugere o texto do ofício da Faesp, necessitam ser encaminhadas aos órgãos federais de fiscalização ambiental, como Ibama e ICMBio.

O objetivo é que esses órgãos assegurem que seja considerada regular a situação do CAR das propriedades rurais afetadas pelos incêndios que possuam áreas de reserva legal e APPs.

A Federação reafirma ao governador Tarcísio seu compromisso em colaborar com o governo estadual para enfrentar a crise e construir um futuro mais resiliente para a agropecuária paulista. As informações partem de assessoria de imprensa.



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Combustível do Futuro pode reduzir emissões


Estudo detalha também as necessidades de produção




O estudo detalha também as necessidades de produção
O estudo detalha também as necessidades de produção – Foto: Pixabay

De acordo com o relatório “Análise sobre os potenciais impactos para o setor de biocombustíveis no Brasil” da consultoria Oliver Wyman, liderado por Rodolfo Taveira, o programa “Combustível do Futuro” pode revolucionar o setor de energia no Brasil. O estudo indica que, se aprovado, o programa pode reduzir as emissões de CO2 em cerca de 15%, o que representa uma diminuição de aproximadamente 27 milhões de toneladas de CO2, e movimentar até R$ 60 bilhões em investimentos no país.

O programa pretende gerar uma demanda adicional de 11,7 bilhões de litros de biocombustíveis líquidos e 3,4 bilhões de m³ de biometano. Isso não só ajudará a reduzir a dependência do Brasil em relação às importações de combustíveis — diminuindo em 54% para líquidos e 38% para gás natural — como também pode aumentar a arrecadação de impostos anuais para cerca de R$ 14 bilhões. Para atender à demanda, o relatório prevê que a capacidade produtiva da indústria precisará se expandir, embora algumas plantas ociosas possam ajudar a mitigar o volume de investimento necessário.

O estudo detalha também as necessidades de produção para diferentes tipos de combustíveis limpos. Por exemplo, o aumento do limite de mistura de etanol anidro na gasolina para 35% exigirá uma demanda adicional de 3,6 bilhões de litros. Já o aumento da mistura de biodiesel para 20% demandará 5,2 bilhões de litros adicionais. Para o diesel verde, um aumento de 3% exigirá 1,9 bilhão de litros, enquanto as companhias aéreas precisarão implementar um percentual de SAF de até 10% até 2037, com uma mistura inicial de 1% em 2027. A implementação desses investimentos e ajustes é crucial para alcançar as metas de  descarbonização e reduzir a pegada de carbono do Brasil.
 





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Saiba qual é a rodovia mais cara para abastecer no Brasil



O mais recente Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), levantamento que consolida o comportamento de preços das transações nos postos de combustível, revelou que, no fechamento de agosto, a BR-101 segue sendo a rodovia mais cara para abastecer, independente do tipo de combustível.

Nela, a gasolina foi comercializada a R$ 6,28, o etanol a R$ 4,75, o diesel comum a R$ 6,14 e o diesel S-10 a R$ 6,03. O levantamento considera o comparativo entre a BR-101, Régis Bittencourt, Presidente Dutra e Fernão Dias, que estão entre as maiores do Brasil.

“Na BR-101, o preço médio registrado para o etanol foi 11,76% mais alto do que a média nacional, que fechou o mês a R$ 4,25. Enquanto isso, o preço da gasolina se encontrou igual (R$ 6,28) e o diesel abaixo (comum a R$ 6,10 e tipo S-10 a R$ 6,18). Os valores altos comercializados na rodovia não são uma novidade de agosto, mas os postos da BR-101, quando comparados aos de outras rodovias, comercializam, ao longo do ano, os combustíveis pelos valores mais elevados”, analisa o diretor-geral de Mobilidade da Edenred Brasil, Douglas Pina. 

A Fernão Dias foi onde se encontrou o preço mais baixo para ambos os tipos de diesel, R$ 5,80 para o comum e R$ 5,93 para o S-10, enquanto a Presidente Dutra comercializou a gasolina mais barata, R$ 6,03, mesmo após aumento de 1,68%.

Já o litro médio mais barato para o etanol foi registrado nos postos de abastecimento da Régis Bittencourt, a R$ 4,13.

O IPTL é um índice de preços de combustíveis levantado com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log, que administra um milhão de veículos, com uma média de oito transações por segundo.



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Incêndios atingem 49 fazendas e 20 municípios de MT



O Corpo de Bombeiros de Mato Grosso, juntamente com o Batalhão de Emergências Ambientais (BEA) do estado monitorava por satélite, até o domingo (15) a ocorrência de focos de incêndio em 49 fazendas, distribuídas em 20 municípios do estado.

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Conforme nota do Corpo de Bombeiros, as propriedades rurais com focos de incêndio estão nos municípios de Tabaporã, Nova Maringá, Diamantino, Santa Rita do Trivelato, Itanhangá, Santa Carmen, Alto Paraguai, União do Sul, Luciara, Vila Rica, Canabrava do Norte, São Félix do Araguaia, Querência, Confresa, Santa Terezinha, Porto Alegre do Norte, Cocalinho, Campinápolis, Santa Cruz do Xingu e Ribeirão Cascalheira.

Além disso, o BEA monitorava, neste domingo, incêndios na Área de Proteção Ambiental dos Meandros do Rio Araguaia, em Cocalinho; na Terra Indígena Apiaká Kayabi Munduruku, em Juara; na Terra Indígena Capoto Jarinã, em Peixoto de Azevedo, e na Aldeia Utiariti, em Campo Novo do Parecis. “O Corpo de Bombeiros só não entrou nos locais porque é necessária autorização dos órgãos federais”, cita, na nota.

A instituição informou ainda que, em Mato Grosso, foram registrados 888 focos de calor no domingo, conforme última checagem às 17h, no Programa BDQueimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Desses, 479 se concentram na Amazônia, 362 no Cerrado e 47 no Pantanal. Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde).

O governo de Mato Grosso decretou estado de emergência em virtude da seca severa e dos incêndios florestais em mais de 50 municípios.

Dados do Inpe mostram que Mato Grosso liderou em número de focos de incêndio acumulados de janeiro a agosto deste ano, com 24.880, dos 123 mil focos registrados em todo o país. No último mês, foram detectados 13.610 focos de incêndio no estado, de 69 mil reportados no Brasil.



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RS tem alumínio no solo após enchente


O plantio da soja no Rio Grande do Sul para a safra 2024/25, que começa em outubro e vai até janeiro, enfrenta um desafio significativo devido aos danos no solo causados pelas enchentes de abril e maio deste ano. Essas enchentes, a pior catástrofe climática da história do estado, resultaram em erosão e perda de fertilidade em mais de 2,7 milhões de hectares.

Segundo o engenheiro agrônomo Caio Kolling, especialista em solos e gerente de marketing da MaxiSolo, a forte erosão levou à perda de nutrientes, obrigando os produtores a refazer todo o processo de fertilização do solo. É necessário realizar calagem, adubação completa, e reposição de nutrientes como fósforo, potássio, e micronutrientes. Para corrigir a presença de alumínio no solo, recomenda-se a aplicação inicial de calcário e, após análise do solo, a adição de fertilizantes contendo boro, cálcio e enxofre.

“Recomendamos a aplicação do SulfaBor, um fertilizante mineral misto com ação multinutricional que oferece boro, cálcio e enxofre na forma de sulfato no mesmo grânulo. Esse tipo de formulação com liberação rápida e gradual é a chave do sucesso do adubo, pois oferece maior eficiência e quantidade adequada de nutrientes para o solo, o que consequentemente, resulta numa lavoura mais produtiva”, destaca o especialista em solos.

O fertilizante mineral da MaxiSolo, com cálcio e enxofre solúveis, melhora o perfil do solo e permite que as raízes alcancem maior profundidade, facilitando o armazenamento de água e aumentando a tolerância à seca. Para a safra 2024/25 de soja, o Rio Grande do Sul enfrentará o déficit hídrico mais severo em 70 anos, o que pode reduzir a produção de grãos em até 50%.

“O boro – presente no SulfaBor – é um elemento-chave na nutrição da planta, sendo necessário para o estimular o desenvolvimento radicular e dos brotos, a formação de ramos do pendão e de estigma, melhorando a eficiência do uso da água e tolerância à seca”, enfatizou Kolling.
 





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preços sobem pela quarta semana consecutiva



Os preços do milho estão em alta há quatro semanas, conforme aponta levantamento do Cepea. Segundo pesquisadores, o impulso vem sobretudo da retração de vendedores tanto dos negócios no spot como para entrega futura.

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Os agentes seguem atentos ao clima quente e seco e às aquecidas demandas interna e externa. Na região de Campinas (SP), base do Indicador Esalq/BM&FBovespa, a saca de 60 kg do milho fechou a última quinta-feira (12) a R$ 63,50, o maior patamar nominal desde janeiro deste ano. No acumulado de setembro (até o dia 12), o aumento é de 4,8%.

Nem mesmo as estimativas da Conab e do USDA apontando produções elevadas no Brasil e no mundo foram suficientes para conter as altas internas.

Produtores, inclusive, esperam novas valorizações, fundamentados nos impactos do clima sobre as lavouras da safra verão e nos possíveis atrasos da semeadura da segunda safra 2024/25, ainda conforme pesquisadores do Cepea.



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MS: é o momento de plantar a soja?


plantação de soja em Mato Grosso do Sul
Foto: Pedro Silvestre/ Canal Rural

Chegou ao fim o período do vazio sanitário em Mato Grosso do Sul. Após 90 dias de suspensão do plantio da soja, os produtores do estado finalmente podem dar início à semeadura, no entanto, há um fator que impacta diretamente no início da semeadura: a falta de chuva.

De acordo com Jorge Michelc, presidente da Aprosoja-MS, os produtores enfrentarão vários desafios a partir de agora. “Os principais obstáculos incluem as condições climáticas adversas e a organização financeira dos produtores, que sofreram perdas significativas nas safras anteriores”, explica o presidente.

Michelc comenta que as últimas duas safras foram desafiadoras para os produtores rurais devido às condições climáticas que impactaram no potencial produtivo. “Para a safra 2024/2025, a previsão é de uma produção de 13,9 milhões de toneladas de soja, representando um aumento de 13,2% em relação à safra anterior, que foi de 12,3 milhões de toneladas”, acrescenta Michelc.

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À espera da chuva

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Foto: Freepik

As chuvas em Mato Grosso estão abaixo da média. No entanto, o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) prevê uma melhora no cenário para setembro, aliviando a situação para o produtor. Apesar disso, na principal região produtora da soja no estado, a região sul, a média de chuvas deve ficar abaixo dos 50%. Em outubro, as expectativas são mais otimistas, com chances de chuvas até 60% acima do esperado.

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expectativas de maior oferta mundial interrompe altas



O movimento de alta nos preços da soja foi interrompido nos últimos dias, devido às expectativas de maior oferta mundial. Dados divulgados pelo USDA na quinta-feira (12), apontam que a temporada 2024/25 é estimada em volume recorde, de 429,2 milhões de toneladas, 8,73% superior à safra anterior.

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A produção brasileira, por sua vez, deve passar de 153 milhões de toneladas em 2023/24 para 169 milhões de toneladas na 2024/25.

Segundo pesquisadores do Cepea, a entrada da safra 2024/25 no Hemisfério Norte se aproxima, mas ainda há de se esperar o cultivo, desenvolvimento e colheita da soja especialmente na América do Sul.

Há também preocupações com o clima seco no Brasil, mas a previsão de chuvas em partes do país para as próximas semanas já está levando produtores a iniciarem o cultivo da nova temporada.



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Chicago em tom negativo, à espera de safra cheia nos EUA


A sessão eletrônica da Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o complexo da soja chega ao intervalo com preços mais baixos para o grão e óleo e cotações mais altas para o farelo. O mercado se estende às perdas da sexta-feira, pressionado pela expectativa de uma safra cheia nos Estados Unidos.

Nem mesmo a forte desvalorização do dólar frente às outras moedas é capaz de garantir uma reação. No final do dia desta segunda-feira (16), será divulgado o relatório de condições das lavouras do país. Antes, saem as inspeções de exportação norte-americanas.

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Números

grãos - sojagrãos - soja
Foto: R.R. Rufino/Embrapa

Os contratos com vencimento em novembro de 2024 tinham preço de US$ 10,04, 1/2 por bushel, recuo de 1,75 centavo de dólar por bushel ou 0,17%. A posição janeiro de 2025 era cotada a US$ 10,23 3/4 por bushel, perda de 1,00 centavos de dólar por bushel ou 0,09%.

No farelo, dezembro de 2024 tinha preço de US$ 324,30 por tonelada, elevação de US$ 1,40 por tonelada ou 0,43%. Já a posição dezembro de 2024 do óleo era cotada a 38,69 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 0,24 centavo de dólar por libra-peso ou 0,61%.



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Milho atinge maior valor do ano


Os preços do milho seguem em alta há quatro semanas consecutivas





Foto: USDA

Os preços do milho seguem em alta há quatro semanas consecutivas, de acordo com dados do Cepea. O principal fator de impulsão tem sido a retração dos vendedores, tanto nas negociações à vista quanto nas entregas futuras. A preocupação com o clima quente e seco, além da forte demanda interna e externa, tem mantido os produtores cautelosos.

Em Campinas (SP), onde o Indicador ESALQ/BM&FBovespa é calculado, a saca de 60 kg de milho fechou em R$ 63,50 na última quinta-feira (12), o maior valor nominal registrado desde janeiro deste ano. Apesar das estimativas otimistas de safra do Brasil e do mundo divulgadas pela Conab e pelo USDA, que apontam produções elevadas, os preços internos continuam subindo.

No acumulado de setembro, até o dia 12, o milho já acumula alta de 4,8%. Segundo especialistas do Cepea, os produtores ainda esperam novas valorizações devido aos efeitos climáticos nas lavouras da safra de verão e possíveis atrasos na semeadura da segunda safra 2024/25.





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