segunda-feira, agosto 3, 2026

Agro

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Em Santa Maria (RS), início da semeadura depende da melhora climática



O clima seco e as queimadas que atingem o Brasil têm gerado preocupações sobre o próximo plantio da soja na região de Santa Maria, centro do Rio Grande do Sul. A fumaça das queimadas tem reduzido a fotossíntese, prejudicando o desenvolvimento das culturas de inverno.

Apesar das adversidades, o cenário não afeta diretamente o começo da semeadura. O início está previsto para outubro, quando se espera uma melhora nas condições climáticas, proporcionando um cenário mais favorável para o cultivo.

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Números

As estimativas iniciais indicam uma área de 1,063 milhão de hectares destinados ao plantio da soja. A produtividade é projetada em 3.110 kg/ha, totalizando uma produção esperada de 3,3 milhões de toneladas. Os números refletem o potencial da região, que tem demonstrado um crescimento consistente na área cultivada ao longo da última década.

La Niña

O fenômeno La Niña pode impactar as condições climáticas durante a safra, trazendo incertezas que os agricultores precisam considerar. Em meio a isso, os agricultores já começaram a retirar o gado das áreas de pastagem para preparar o solo para o plantio, garantindo que tudo esteja pronto para a semeadura.

Preço

O preço médio da saca de 60 kg da soja permanece estável em R$ 121,67, sem grandes variações em relação à semana anterior. Essa estabilidade no preço pode trazer um alívio aos produtores, que aguardam com expectativa o início da nova safra.



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Frente fria e cavado levam temporais ao Sul; veja quando e quais áreas têm maior risco


A região Sul deve enfrentar uma nova sequência de instabilidades ao longo da semana, com previsão de tempestades intensas.

A partir desta quinta-feira (19), a formação de um cavado — área alongada de baixa pressão — intensificará as condições de chuva nos três estados da região.

A previsão aponta para tempo severo, com destaque para o oeste e a Campanha Gaúcha, áreas onde o risco de tempestades é elevado.

Cavado e frente fria

De acordo com a Climatempo, o cavado será o principal responsável por manter o cenário instável na região Sul. Já na sexta-feira (20), o avanço de uma nova frente fria reforçará as instabilidades, aumentando o risco de temporais no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

As projeções indicam que, já nesta quinta-feira, a chuva será volumosa, especialmente em algumas áreas (em laranja no mapa abaixo), onde o acumulado pode ultrapassar 50 mm. Em pontos isolados, o volume de chuva poderá chegar a 80 mm até sábado (21).

Na sexta-feira (20), a chegada da frente fria ao Rio Grande do Sul trará mais instabilidade ao estado e às demais regiões do Sul. A Campanha Gaúcha e a faixa oeste do Rio Grande do Sul devem estar no centro das tempestades, com alerta para chuvas intensas e temporais.

Regiões como as Missões, o centro e o sul do estado, bem como os vales, também estão sob risco, com previsão de rajadas de vento entre 51 e 70 km/h. No litoral gaúcho, os ventos podem alcançar até 90 km/h, especialmente entre Chuí e Torres.

No Paraná, as áreas centrais também devem ser atingidas por chuvas de forte intensidade a partir de quinta-feira, com ventos fortes previstos em todo o estado.



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Soja: Chicago acentua alta perto do fechamento por decisão do Fed



Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira em alta. As preocupações com o clima seco no Brasil sustentaram os contratos na maior parte do dia. Quase no final da sessão, os ganhos se acentuaram após o banco central americano ter cortado em 0,50 ponto percentual a taxa básica de juros.

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Falta de chuvas

A falta de chuvas em parte do cinturão produtor do Brasil pode atrasar o plantio da nova safra. Mas ainda é cedo para definir qualquer tipo de perda no potencial produtivo. Nesta terça-feira (18), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicou que a safra 2024/25 poderá bater em 166 milhões de toneladas, a maior da história.

Pouco antes de fechar, o corte de 0,50 ponto percentual no juro básico dos Estados Unidos foi definido. O mercado estava dividido sobre o tamanho da redução, se 0,25 ou 0,50 ponto. Juros mais baixos significam menor aversão ao risco e fluxo de capital para ações e commodities, o que animou o mercado em um primeiro momento.

Soja em grão

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 8,00 centavos de dólar, ou 0,79%, a US$ 10,14 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,32 por
bushel, com ganho de 7,25 centavos ou 0,70%.

Subprodutos

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 0,10 ou 0,03% a US$ 321,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 40,31 centavos de dólar, com alta de 0,43 centavo ou 1,07%.



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Incêndio destrói mata nativa de propriedade rural especializada em conservação de fauna e flora



Os prejuízos para o agronegócio de São Paulo com os incêndios florestais se aproximam dos dois bilhões de reais, de acordo com a Secretaria Estadual de Agricultura.

O fogo tem destruído propriedades rurais que há décadas passam por gerações de famílias de agricultores. Exemplo disso é a Fazenda Guaiuvira e Águas do Cedro, fundada em 1927, mais antiga que o município que a abriga, Pompéia, no oeste paulista.

O local produz gado de corte e também foca na recuperação ambiental e manutenção da reserva nativa. Por lá, são mais de mil hectares de vegetação preservada, quantidade muito superior à exigida por lei. A fazenda atualmente é consudiza por irmãos da terceira geração da família Bastos.

“Tudo começou com o meu pai, quando ele assumiu [a propriedade], iniciou o trabalho de conservação de solo. Fomos pioneiros na introdução de curva de nível, de conservação do solo, na recuperação de áreas degradadas, integração de maciços de mata que estavam isolados. Fomos tentando mostrar para a sociedade a importância dessa reserva bastante significativa no oeste de São Paulo, uma região que tem pouca mata, uma região bastante acidentada e com problemas sérios de abastecimento de água”, conta o produtor Mario Bastos.

A destruição causada pelos incêndios

No dia 22 de agosto, a notícia de que o fogo em uma área vizinha estava se aproximando da fazenda preocupou os proprietários.

“As matas são contíguas, então, perdeu-se o controle. É uma área muito acidentada e a mata muito seca. Fomos controlando nas bordas, tentando interromper o curso do fogo em alguns pontos que achávamos estratégicos, mas as condições de vento, de topografia e de calor frustraram todas as nossas tentativas. A mata acabou pegando fogo quase inteiramente, chegando até a ameaçar a cidade”, conta Bastos.

Felizmente, a equipe da propriedade conseguiu remanejar alguns animais de pequeno e grande porte que viviam na mata atingida pelo incêndio.

“Agora estamos correndo atrás para saber como vamos alimentar esses animais. É uma época de pouco pasto e que está reduzida por causa da seca. Então temos que procurar outras fontes de alimento. O prejuízo da mata [destruída pelo fogo] é incalculável. É uma fauna e flora que não tem preço”, relata a produtora Lucia Bastos.

Segundo ela, demorou para as pessoas se conscientizarem de que os incêndios eram sérios. “Só então veio a estrutura da Defesa Civil e dos bombeiros”, diz Lucia.

Segundo Mario, a ajuda veio de pessoas ligadas ao agro, como produtores rurais de propriedades vizinhas e também pessoal do comércio, das indústrias e voluntários que se empenharam dia e noite na tentativa de combater as chamas.

Papel da floresta na agropecuária

O diretor-executivo da SOS Mata Atlântica, Luís Fernando Guedes Pinto, destaca que as florestas protegem as nascentes, os córregos e rios e, portanto, desempenham papel fundamental na garantia de fornecimento de água em quantidade e qualidade dentro das fazendas.

“Essa água é voltada não apenas para o uso das suas instalações, mas também para irrigação. Geralmente as matas estão nas áreas de menor aptidão agrícola e de risco à erosão, então as florestas também contribuem para a conservação do solo”.

Segundo o especialista, a biodiversidade, mesmo aquela invisível dos pequenos insetos, bactérias e fungos, é importante para o equilíbrio ecológico da produção agropecuária. “Os insetos, por exemplo, são importantes para a polinização e para a maior produtividade. Então as florestas entregam muitos serviços ecossistêmicos para o produtor rural”.

Com o cenário de extremos climáticos, o diretor da SOS Mata Atlântica diz ser necessário o produtor rural se adaptar a novas práticas de produção. “Precisamos fazer a agricultura de uma forma diferente, colocando cada vez mais árvores nos sistemas produtivos, nas lavouras, porque elas causam sombra, ajudam na retenção de água e nos ajudam a transitar, a se adaptar a esses momentos extremos”.



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Fed corta juros em 0,5 ponto percentual, para intervalo entre 5% e 4,75%



O Federal Reserve (Fed) decidiu nesta quarta-feira (18) realizar o primeiro corte de juros em anos e optou por reduzir as taxas nos Estados Unidos em 0,5 ponto percentual – ou 50 pontos-base (pb) -, para o intervalo entre 5% e 4,75%. A decisão era considerada a mais agressiva entre os agentes do mercado.

Segundo o comunicado, a decisão foi dividida entre os membros do Fed. Quase todos os membros votaram por corte de 50 pb; apenas Michelle Bowman optou por redução de 25 pb.

Para o BC americano, os dados recentes sugerem que a atividade continuou se expandindo em ritmo sólido e que os ganhos de emprego desaceleraram e taxa de desemprego subiu, mas continua baixa. O Fed destacou mais uma vez que o comitê está empenhado para levar a inflação à meta de 2%. Para a próxima reunião, a autoridade monetária levará em conta uma série de indicadores para tomar a decisão.

  • Leia mais sobre o assunto e sobre mercado financeiro no site no BDM.



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JBS investe em biogás para transformar resíduos em energia renovável



A JBS USA e a GreenGasUSA firmaram uma parceria para produzir biogás em diversas unidades de processamento de carne bovina e de frango da JBS. O objetivo da empresa é reduzir suas próprias emissões de gases de efeito estufa (GEE), além de ajudar a capacitar sua cadeia de valor para avançar coletivamente.

Uma das principais estratégias da JBS para reduzir suas emissões é adotar tecnologias de economia circular para reaproveitar e transformar resíduos animais em energia renovável.

“Essa parceria reflete nosso compromisso contínuo com a produção sustentável de alimentos. Soluções inovadoras que reforçam a economia circular, reduzindo as emissões, são essenciais para enfrentarmos os desafios globais da segurança alimentar e das mudanças climáticas”, afirma o CEO Global da JBS, Gilberto Tomazoni.

A parceria vai expandir a capacidade da captura de metano da JBS, maximizando a produção de biogás. Ao instalar os sistemas de purificação de gás da GreenGasUSA nos locais de produção, o biogás coletado dos fluxos de águas residuais das instalações da JBS será purificado em gás natural renovável de qualidade para ser inserido em gasodutos, permitindo que os usuários finais substituam o uso de combustíveis fósseis.

Segundo a empresa, a inserção do gás natural renovável nos gasodutos de energia existentes compensará as emissões de gases de efeito estufa equivalentes a 96 milhões de quilômetros percorridos por um carro, ou 11,8 mil toneladas de carvão queimadas, anualmente.

O projeto começará com instalações iniciais nas unidades da JBS em Grand Island, Nebraska, e Hyrum, Utah; e na unidade da Pilgrim’s em Sumter, Carolina do Sul. Espera-se que essa colaboração reduza as emissões de gases de efeito estufa nessas instalações, enquanto melhora as operações de tratamento de águas residuais e a qualidade do ar e da água local, além de apoiar o mercado de energia renovável por meio da distribuição de gás natural renovável.

O projeto na unidade da Pilgrim’s em Sumter está previsto para ser concluído no início de 2025, enquanto os demais têm previsão de conclusão no final de 2025.

“Na JBS e na Pilgrim’s, estamos comprometidos em reduzir o impacto da produção de alimentos, firmando parcerias com stakeholders para reduzir nossa pegada de carbono. Essa colaboração com a GreenGasUSA é um exemplo perfeito desses esforços”, afirma Wesley Batista Filho, CEO da JBS USA. “Essa abordagem inovadora transforma o que antes era um subproduto não utilizado da produção de alimentos e o converte para compensar uma quantidade significativa de combustíveis fósseis. Esse processo pode ser um modelo para o restante da indústria seguir.”

Além da parceria com a GreenGasUSA, a JBS iniciou mais de 25 projetos em todo o mundo desde 2019 para eliminar, ou capturar e destruir, as emissões de metano provenientes dos lagos de resíduos orgânicos nas instalações da JBS. Em escala global, essas ações para destruir e/ou recuperar o metano dos sistemas de tratamento de resíduos anaeróbicos resultaram na redução de mais de 600 mil toneladas/ano de gases de efeito estufa, equivalente às emissões produzidas por um veículo médio que circundaria a Terra 193.000 vezes.

No Brasil, Friboi investiu R$ 54 mi em bioenergia

No Brasil, a JBS avançou na implementação de tecnologias sustentáveis ao instalar sistemas de captura de metano em nove unidades da Friboi. Por meio do tratamento de efluentes, essa iniciativa tem permitido a geração de mais de 100 mil metros cúbicos de biogás por dia, superando as expectativas iniciais.

Com um investimento de R$ 54 milhões, o projeto não só amplia a produção de biogás, como também contribui significativamente para a redução das emissões de gases de efeito estufa, reafirmando o compromisso da empresa com a sustentabilidade ambiental.

Já a Seara tem incentivado a instalação de biodigestores em propriedades de suinocultura integradas. Os biodigestores são estruturas de concreto cobertas por lona que estimulam a fermentação da matéria orgânica, liberando o gás produzido através da fermentação de dejetos. É uma espécie de bolha que armazena o gás metano que será transformado no combustível utilizado pelos geradores para produção de energia elétrica na granja.

Na Austrália, JBS investe em projetos de biogás

A JBS Australia acaba de dar início à operação de um avançado sistema de bioenergia em sua unidade Beef City, em Toowoomba, Queensland. O sistema captura o biogás produzido naturalmente durante o tratamento de efluentes e resíduos orgânicos das operações industriais para substituir até 10.000 metros cúbicos de gás natural por dia, resultando em uma redução anual de aproximadamente 34.000 toneladas de emissões de dióxido de carbono (CO₂). Esse é um dos dois projetos concluídos pela JBS este ano, com um investimento total de $11,1 milhões, o equivalente a cerca de R$ 35 milhões, contribuindo para uma redução total de 57.000 toneladas de CO₂ em suas operações no país. O primeiro projeto a entrar em operação este ano foi em Scone, New South Wales, cujo sistema de bioenergia reduz cerca de 23.000 toneladas de CO₂ anualmente.

O novo sistema envolve a instalação de coberturas em lagoas, permitindo a captura e reutilização do biogás como fonte de energia para a produção. Além de reduzir significativamente as emissões de gases de efeito estufa, a substituição parcial do gás natural pelo biogás representa uma economia substancial nos custos operacionais da Beef City.

Brendan Tatt, diretor de Operações da divisão Norte da JBS Austrália, diz que o projeto exemplifica o foco da empresa em investir em infraestrutura renovável e projetos de sustentabilidade. “É um projeto vantajoso, que reutiliza um subproduto naturalmente existente para substituir um volume considerável de gás natural, o que é ótimo tanto para a gestão de custos quanto para a redução de emissões”, destaca Tatt.

“É nosso compromisso com projetos de inovação como este que garantirá que Beef City permaneça competitiva e um pilar importante da nossa comunidade por mais 50 anos”, conclui.



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AgroNewsPolítica & Agro

Café robusta atinge recordes históricos e supera R$ 1.500 por saca






Foto: Pixabay

Os preços do café robusta no Brasil continuam a atingir novos recordes, com a saca de 60 kg fechando acima de R$ 1.500,00 pela primeira vez desde o final da semana passada. O movimento de alta nas cotações, que já era observado desde o último trimestre de 2023, representa uma valorização de 100% em comparação ao preço de R$ 740/sc registrado no período.

Segundo informações do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o aumento expressivo nos preços do robusta é atribuído a uma série de fatores. O clima adverso prejudicou a safra brasileira e deve impactar também a produção do Vietnã, maior produtor mundial da variedade. Além disso, dificuldades no fluxo global de mercadorias, que elevaram os custos de frete, têm atrapalhado os envios da Ásia para a Europa.

O clima seco e quente nas principais regiões produtoras também gera preocupações quanto à safra brasileira de 2025/26, tanto para o robusta quanto para o arábica.





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Projeção de exportação de 5,866 milhões de t da soja para setembro


O line-up, que representa a programação de embarques nos portos brasileiros, projeta a exportação de 5,866 milhões de toneladas da soja em grão para o mês setembro. Até o momento, já foram embarcadas 2,931 milhões de toneladas. No mesmo mês do ano passado, as exportações totalizaram 5,547 milhões de toneladas, segundo estimativa.

Já em agosto, foram embarcadas 7,994 milhões de toneladas de soja. Para outubro, a previsão é de 1,584 milhão de toneladas.

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Janeiro a setembro

soja exportação portosoja exportação porto
Foto: Governo Federal

De janeiro a setembro de 2024, o line-up estima um total de embarques de 89,57 milhões de toneladas, em comparação com 87,006 milhões de toneladas no mesmo período do ano passado. A Secretaria do Comércio Exterior (Secex) indica que os embarques no período atingiram 86,454 milhões de toneladas.



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Chuva retorna a algumas áreas do país; confira a previsão do tempo



A previsão do tempo para esta quinta-feira (19) indica que a região Sul deve enfrentar o retorno da chuva, assim como parte do litoral no Nordeste. Há também chance de pancadas em porções do Centro-Oeste.

Outras áreas do país permanecem sob tempo seco e estável, com temperaturas em elevação.

Confira a seguir os detalhes para cada região, na análise dos meteorologistas da Climatempo.

Sul

Instabilidades voltam a atingir a região, trazendo chuvas para boa parte do Rio Grande do Sul e algumas áreas de Santa Catarina.

No leste do Paraná, há possibilidade de chuva isolada. A região continua com temperaturas mais amenas.

Sudeste

O tempo segue estável na região, com sol predominando entre poucas nuvens. As temperaturas devem se elevar no interior de São Paulo e em Minas Gerais, com destaque para umidade relativa do ar atingindo níveis críticos no oeste, norte e noroeste paulista e no Triângulo Mineiro.

A circulação de ventos marítimos pode gerar nuvens de chuva no norte do Espírito Santo.

Centro-Oeste

A estabilidade predomina na região, com sol e poucas nuvens. As temperaturas sobem rapidamente em todos os estados.

Apesar disso, a umidade vinda do norte pode provocar pancadas isoladas no oeste e noroeste de Mato Grosso durante a tarde.

Nordeste

A chuva continua de forma irregular na costa leste da região, com previsão de pancadas no extremo sul da Bahia e em Salvador.

Também há previsão de chuva entre Aracaju e João Pessoa. Nas demais áreas, o tempo segue estável e quente.

Norte

A chuva ganha força em Rondônia, enquanto o Amazonas mantém tempo instável com possibilidade de pancadas isoladas ao longo do dia. No norte do Acre também pode chover.

Nos demais estados, o tempo será estável, marcado por altas temperaturas.



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Como está o início do plantio da soja no estado do Pará?



O estado do Pará teve sinal verde para o início da semeadura da soja em algumas regiões a partir do dia 16 de setembro. Entretanto, de acordo com Vanderlei Silva Ataides, presidente da Aprosoja-PA, a atual situação climática da região não é favorável.

Segundo Ataides, o estado possui três épocas de semeadura, cada uma delas crucial para a produção agrícola. A região Sul, por exemplo, enfrenta um clima seco, com a previsão de atraso nas chuvas que normalmente iniciariam o ciclo de plantio.

A falta de umidade adequada é um fator determinante para o sucesso das lavouras, e a escassez de chuvas tem gerado apreensão entre os agricultores. Muitos se encontram em uma situação de incerteza, hesitando em plantar sem a certeza de que a chuva chegará.

O presidente destaca que “ninguém vai plantar sem previsão de chuvas firmadas”, enfatizando a importância de condições climáticas estáveis para o início das atividades agrícolas.

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Rio Tapajós

Outro ponto crítico é a situação do Rio Tapajós, que, segundo Ataides, está apresentando uma queda preocupante de 7 cm por dia em seu nível. O Rio Tapajós é vital para a irrigação das plantações e para o transporte de insumos e produtos. Com a redução do nível das águas, as dificuldades se ampliam, colocando em risco a produção agrícola.



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