segunda-feira, agosto 3, 2026

Agro

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demanda acima do esperado sustenta Chicago na reabertura



Os contratos da soja em grão registram preços mais altos nas negociações da sessão eletrônica na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado é sustentado pelas exportações semanais norte-americanas, que superaram as expectativas.

As exportações líquidas da soja dos Estados Unidos, da 2024/25, iniciada em 1º de setembro, totalizaram 1.748.100 toneladas na semana encerrada em 12 de setembro. A China foi o principal importador, com 973.900 toneladas.

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Temporada 25/26

Para a temporada 2025/2026, as exportações totalizaram 8.400 toneladas. Analistas projetavam exportações entre 500 mil e 1,6 milhão de toneladas, somando-se as duas temporadas. Esses dados foram divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Os contratos com entrega em novembro estão cotados a US$ 10,16 1/4 por bushel, com alta de 2,25 centavos de dólar, ou 0,22%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em janeiro de 2025 também apresentaram avanço, com alta de 2,75 centavos de dólar, ou 0,26%, cotados a US$ 10,34 3/4 por bushel.



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AgroNewsPolítica & Agro

Tecnologias aumentam vida útil dos maquinários agrícolas


Maquinários são projetados para operar em condições adversas





Foto: Pixabay

O agronegócio, um dos pilares da economia brasileira, continua a se transformar com o uso de tecnologias avançadas que impulsionam a eficiência e a segurança das operações no campo. De acordo com Ricardo Azevedo, Gerente de Vendas da área de Industrial Assembly & Electronics da Henkel, o uso de soluções inovadoras é essencial para otimizar tanto o plantio quanto a colheita, garantindo a produtividade safra após safra.

“Cada safra exige um planejamento rigoroso, e as máquinas agrícolas, como colheitadeiras e plantadeiras, são projetadas para operar em condições adversas, enfrentando os desafios do campo com a máxima eficiência”, afirma Ricardo. Para ele, o uso de adesivos e selantes de alta tecnologia é indispensável para garantir a integridade estrutural dos equipamentos, aumentando sua vida útil e protegendo os operadores em ambientes de trabalho.

Outro aspecto destacado por Ricardo é a necessidade de proteção contra corrosão e intempéries, preservando a aparência e o valor dos equipamentos, especialmente na revenda. “Equipamentos bem conservados não só operam melhor, como também são mais valorizados no mercado”, explica.

Ricardo também ressalta as inovações no processo de montagem, com soluções que dispensam o uso de primers e reduzem o tempo de adesão dos componentes de 24 horas para apenas 180 minutos, gerando economia significativa no tempo de produção e no uso de materiais. Para o agronegócio, investir em tecnologia avançada significa garantir a confiabilidade e o desempenho das máquinas, assegurando que as operações ocorram com segurança e eficiência, mesmo nas condições mais adversas.





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PR bate novo recorde de incêndios florestais


O azul marcante do céu paranaense nunca mais apareceu. A rotina agora é de uma atmosfera encoberta, acinzentada e de tonalidades apagadas. As campanhas e ações de prevenção estão intensificadas, o estado atingiu na última semana recorde histórico de incêndios florestais: 11 mil 115 casos somente em 2024.

O Corpo de Bombeiros do Paraná fez um levantamento do agravamento dos incêndios e mostra as ocorrências no estado a partir de 2018, com picos entre 2019 e 2021, queda bem acentuada nos anos seguintes e o resultado drástico em 2024.

Um decreto de emergência feito pelo governo do Paraná por causa dos incêndios está em andamento e se estende pelo prazo de 180 dias. A Federação da Agricultura do Estado, que fez o pedido, reforça as orientações legais para o produtor rural em caso de focos de calor nas propriedades: “diante de fogo de qualquer intensidade e tamanho na propriedade, seja em áreas de reserva legal, APP ou em qualquer área, o proprietário deve fazer um boletim de ocorrência para garantir segurança jurídica. Deve verificar se o município já decretou situação de emergência e se não decretou, ir até o prefeito e solicitar que o faça para ter os benefícios tanto estaduais quanto federais”, explica Carla Becker, assessora técnica da área ambiental da Faep.

Para prevenir novos incêndios, ​​o Instituto Água e Terra do Paraná (IAT) suspendeu, pelo período de 90 dias, qualquer queima controlada para atividades agrossilvipastoris. A Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (Apre) segue com as ações da campanha de prevenção.

Ailson Loper, diretor executivo da Apre, destaca o problema da falta de recurso: “Não conseguimos reunir a quantidade de pessoas tecnicamente preparadas para enfrentar esse problema porque ele ocorre em várias regiões do país. Então estamos em fase de preparar, junto com a Defesa Civil, planos de auxílio mútuo, mapeando todos os recursos disponíveis para enfrentamento a esse problema”. A Apre também está trabalhando no desenvolvimento de um aplicativo que vai apontar em tempo real, perigos de incêndio, conta Alison Loper.

Alexandre França Tetto, professor da Universidade Federal do Paraná, lembra que o estado pode estar atravessando um período crítico, de maior estiagem, o que favorece o aumento das queimadas. “Dizem que a constante do clima é mudar. A cada quatro ou cinco anos, aqui no Paraná, temos períodos de maior estiagem e consequentemente, mais áreas atingidas, mais impactos causados pelos incêndios. Por isso é importante sempre trabalhar a prevenção’, explicou o professor.  

Na Região Sul, equipes do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina levaram 20 homens de apoio ao Mato Grosso do Sul para ajudar a conter as queimadas que avançam no estado. As equipes permaneceram por 17 dias no estado, atuando em 3 cidades do Pantanal. Somados os três municípios, o grupo atuou em uma área de aproximadamente 70 mil hectares. A região enfrenta a pior estiagem dos últimos 75 anos.

Nos próximos dias uma nova equipe catarinense irá atuar no combate ao fogo mais 30 dias no Mato Grosso do Sul. O capitão Ricardo Bianchi, que comanda a 1ª equipe do CBMSC, falou com a nossa equipe sobre o trabalho: “São localidades distantes e de difícil acesso. Conseguimos preservar muita coisa, mas sabemos que ainda é uma situação muito crítica”.



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Milho recua nesta 6ªfeira na B3, mas ainda acumula altas ao longo da semana


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A sexta-feira (23) chega ao final com os preços futuros do milho recuando na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações flutuaram na faixa entre R$ 60,23 e R$ 68,74, mas ainda conseguiram encerrar a semana acumulando movimentações positivas. 

O vencimento setembro/24 foi cotado à R$ 60,23 com queda de 0,41%, o novembro/24 valeu R$ 63,15 com perda 0,32%, o janeiro/25 foi negociado por R$ 66,00 com baixa de 0,26% e o março/25 teve valor de R$ 68,74 com desvalorização da 0,39%. 

No acumulado semanal, os contratos do cereal brasileiro registraram ganhos de 1,12% para o setembro/24, de 0,27% para o novembro/24, de 0,26% para o janeiro/25 e de 0,94% para o março/25, em relação ao fechamento da última sexta-feira (16). 

variação semanal milho b3

Roberto Carlos Rafael da Germinar Corretora, aponta que as movimentações dos preços do milho no Brasil estão muito atreladas à flutuação do dólar ante ao real, uma vez que a taxa de câmbio influência diretamente nos valores de exportação dos portos. 

O analista destaca que as exportações melhoraram em julho, mas ainda ficaram abaixo do esperado. Já para agosto, os embarques devem ficar entre 6 e 7 milhões de toneladas, entre 2 e 3 milhões menores do que o mesmo mês de 2023. 

Leia mais:

+ “Não vai haver melhora de preços do milho se não for pelo dólar”, destaca analista

Com potencial de acumular 14 milhões de toneladas exportadas de fevereiro a agosto, o país teria que embarcar cerca de 5,5 milhões de toneladas nos meses restantes do ciclo para chegar em 40 milhões de toneladas, volume que ainda seria insuficiente para enxugar os estoques na conta do Rafael. 

No mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho teve um último dia da semana positivo. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas encontrou desvalorização somente em São Gabriel do Oeste/MS e percebeu valorização em Pato Branco/PR, Palma Sola/SC, Sorriso/MT, Jataí/GO, Rio Verde/GO, Maracaju/MS, Campo Grande/MS e Machado/MG. 

Confira como ficaram todas as cotações nesta sexta-feira 

De acordo com a análise da SAFRAS & Mercado, o mercado brasileiro de milho teve uma semana de preços mais altos no balanço em grande parte das praças de comercialização. “Embora o ritmo de negócios tenha seguido travado em algumas regiões no mercado interno, uma boa movimentação nos portos para exportação e a oferta limitada garantiram suporte às cotações”. 

“Nesta última semana o mercado permaneceu com postura retraída tanto de consumidores como dos produtores, o que limita o avanço de negócios. As atenções seguem voltadas para o câmbio, para os movimentos dos futuros do milho (Bolsa de Chicago) e para a paridade de exportação firme. Os consumidores sinalizam tranquilidade em relação a abastecimento no momento, mas com a colheita da safrinha terminando reduz-se a disponibilidade e as cotações reagem a isso”, diz a Consultoria. 

Mercado Externo 

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os preços internacionais do milho futuro finalizaram as movimentações desta sexta-feira contabilizando recuos no pregão e acumulando perdas semanais. 

O vencimento setembro/24 foi cotado à US$ 3,67 com desvalorização de 3,75 pontos, o dezembro/24 valia US$ 3,91 com perda de 2,50 pontos, o março/25 foi negociado por US$ 4,09 com baixa de 2,00 pontos e o maio/25 teve valor de US$ 4,20 com queda de 1,50 pontos. 

Esses índices representaram perdas, com relação ao fechamento da última quinta-feira (22), de 1,01% para o setembro/23, de 0,64% para o dezembro/24, de 0,49% para o março/25 e de 0,36% para o maio/25. 

No acumulado semanal, os contratos semanais do cereal norte-americano contabilizaram perdas de 0,74% para o setembro/24, de 0,38% para o dezembro/24, de 0,36% para o março/25 e de 0,41% para o maio/25, com relação ao fechamento da última sexta-feira (16). 

variação semanal milho cbot

Segundo informações do site internacional Farm Futures, os preços do milho caíram mais 0,5% a 1% na sexta-feira, com os traders voltando seu foco para ver uma produção quase recorde que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) atualmente estima que excederá 15,1 bilhões de bushels. 

“Isso levou a uma rodada de vendas técnicas que viu os futuros de setembro caírem 3,75 centavos para US$ 3,6775 e os futuros de dezembro caírem 2,25 centavos para US$ 3,9125”, destaca a publicação. 

A análise da Agrinvest ainda ressalta que os preços do milho acompanharam os futuros do trigo em baixa, que continuam pressionados devido à agressividade na oferta de trigo no Mar Negro. 





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Conflito em área indígena em MS envolve suspeitas de narcotráfico e participação de facções criminosas



O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, reuniu-se com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quarta-feira (18), para discutir os detalhes do conflito fundiário ocorrido na região de Antônio João, na fronteira com o Paraguai.

O confronto resultou na morte de uma pessoa, identificada inicialmente como indígena da etnia Guarani Kaiowá.

Segundo Riedel, a prioridade é evitar novos conflitos na área. “Estamos empenhados em que não haja mais conflitos”, afirmou o governador ao presidente. Ele destacou ainda que solicitou a abertura de um inquérito para investigar as circunstâncias que levaram ao óbito.

Riedel e o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Antônio Carlos Videira, detalharam as ações que antecederam o conflito, em meio a uma escalada de tensão na região. No encontro com Lula, também foi discutido o envolvimento do narcotráfico na área, com a presença de roças de maconha do outro lado da fronteira e facções criminosas que estariam aliciando membros das comunidades indígenas.

Nesta quinta-feira (19), o governador apresenta um relatório de inteligência, produzido pelas forças de segurança de Mato Grosso do Sul, a representantes do governo federal e ao Supremo Tribunal Federal (STF), abordando as suspeitas e a escalada de violência na região.



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Valor de produção animal tem recorde, com marca de R$ 122,5 bi


O valor de produção na Pesquisa da Pecuária Municipal – PPM 2023 atingiu novo recorde ao chegar à marca de R$ 122,5 bilhões, alta de 5,4% em relação ao ano anterior. Os produtos de origem animal da pesquisa atingiram R$ 112,3 bilhões, alta de 4,5% em relação a 2022, e os itens da aquicultura foram responsáveis por R$ 10,2 bilhões, aumento de 16,7%.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar do crescimento no valor de produção total ser positivo, a marca de 5,4% a mais que o ano anterior é o menor acréscimo percentual dos últimos cinco anos.

O principal item a elevar o valor de produção em 2023 foi “ovos de galinha”, com alta de 17,3% e total de R$ 30,4 bilhões (R$ 4,5 bilhões a mais que no ano anterior). A aquicultura também teve significativo acréscimo, totalizando R$ 1,5 bilhão a mais em relação ao ano de 2022.

O ano de 2023 foi marcado por exportações recordes de carnes in natura bovina, de frango e suína, segundo resultados da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

O principal destino da carne bovina foi a China, que adquiriu 59,6% de toda carne in natura exportada. Entretanto, o volume foi 3,4% menor quando comparado com 2022. Já no mercado leiteiro, houve alta na importação do produto que, aliado à demanda interna mais baixa, causou uma redução no preço médio pago ao produtor.

Foram importadas 199,2 mil toneladas de leite, alta de 87% em relação ao ano de 2022. Essa entrada maciça do produto, aliada à fraca demanda interna, forçou a redução do preço interno do leite que passou de R$ 2,31/litro, em 2022, para R$ 2,27/litro, em 2023.

A pecuária bovina brasileira entrou em um novo ciclo de seu processo produtivo. A tendência dos últimos anos de retenção de fêmeas para reprodução e consequente venda de bezerros e/ou aumento de rebanho tem mostrado arrefecimento.

No ano de 2023 foi possível observar aumento de abate de fêmeas após o preço da arroba do boi ter caído. Porém, mesmo com este cenário, o rebanho bovino atingiu novo recorde e chegou a 238,6 milhões de cabeças, alta de 1,6%.

Estados

Mato Grosso se manteve detentor do maior rebanho estadual, com 14,2% do efetivo nacional – o equivalente a 34 milhões de animais, queda de 0,7% em relação ao ano de 2022. Pará segue com a segunda colocação, com 25 milhões de cabeças, alta de 1% em relação ao ano anterior.

Em terceiro lugar está Goiás com 23,7 milhões de animais, seguido por Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Juntos, os cinco principais estados produtores de bovinos concentraram 52% do rebanho nacional.

São Félix do Xingu (Pará), apesar da retração de 2,8% em relação a 2022, mais uma vez liderou o ranking municipal de efetivo de bovinos, com rebanho de 2,5 milhões de cabeças – equivalente a 9,8% do efetivo paraense, 3,9% da Região Norte e 1% do total brasileiro.

Corumbá (Mato Grosso do Sul) continuou com o segundo maior rebanho, 2,2 milhões de animais, alta de 8,5% em relação ao ano anterior. Porto Velho (Rondônia) manteve a terceira posição em 2023, com 1,8 milhão de bovinos

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Foto: Pixabay

Tecnologia

A produção de leite foi recorde em 2023 ao atingir 35,4 bilhões de litros. Enquanto a produção de leite subiu, o número de vacas ordenhadas decresceu. Foram contabilizadas 15,7 milhões de vacas ordenhadas, 0,1% a menos que em 2022, sendo esse total de vacas ordenhadas o menor já registrado desde 1979.

A maior produção de leite com um menor número de vacas ordenhadas é resultado de incremento na tecnologia do setor leiteiro, que tem investido cada vez mais em genética e manejo do rebanho.

O efetivo de galináceos estimado foi de 1,6 bilhão de cabeças no Brasil, um aumento de 0,6% em relação ao ano anterior. Desse total, 263,5 milhões, 16,7%, são de galinhas, alta de 2,4% em relação a 2022. Desde 1999, o valor estimado de produção de ovos de galinha não para de crescer ano após ano. Em 2023, foi contabilizada a produção recorde de 5 bilhões de dúzias de ovos.

O efetivo de suínos teve redução de 3,1% em relação ao ano anterior, totalizando 43 milhões de animais.

A produção de mel bateu novo recorde de produção e alcançou 64,2 mil toneladas.

Na produção de peixes, foram produzidos 655,3 mil toneladas, 5,8% a mais do que em 2022. A Região Sul se manteve como a principal produtora de peixes e foi responsável por 34,7 % do total nacional. O Nordeste e o Sudeste ultrapassaram a Região Norte, e agora estão na segunda e terceira posições, respectivamente.

Em 2023, o efetivo de caprinos aumentou 4%, chegando a 12,9 milhões de animais, e o efetivo de ovinos apresentou aumento de 1,3%, resultando em 21,8 milhões de animais. Foram os maiores valores já alcançados na pesquisa, para essas duas criações. Com 96% do total de caprinos e 71,2% de ovinos, a Região Nordeste foi a principal responsável pelo aumento nacional.



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decisão sobre juros pode influenciar preços da soja



A Super Quarta desta semana é a mais importante do ano nos Estados Unidos, com a expectativa de um possível corte de meio ponto percentual nas taxas de juros, o que pode impulsionar os preços da soja e do milho. Se o corte acontecer, o mercado pode interpretá-lo como um sinal de recessão. No Brasil, a previsão é de um aumento de 0,25%.

A taxa de juros nos Estados Unidos impacta o mercado mundial, afetando pregões na Europa e na Ásia. Com quatrilhões de dólares em negociação no mercado futuro, essa expectativa se torna significativa. Se o corte se confirmar, investidores podem migrar para ativos mais seguros, como commodities agrícolas.

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Produtores

Para os produtores rurais brasileiros, estar atento às condições do mercado é essencial. Além disso, o cenário atual envolve questões sociais e ambientais, como incêndios e conflitos com comunidades indígenas, que continuam a ser temas relevantes e polêmicos.

A participação ativa dos produtores é fundamental para que suas vozes sejam ouvidas e suas necessidades compreendidas. O diálogo aberto e a troca de informações ajudam a esclarecer dúvidas e a promover um entendimento mais profundo das dinâmicas do setor.

A colaboração de especialistas, como meteorologistas, também é indispensável para analisar as condições climáticas que podem impactar a produção.



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competitividade da carne sobe frente a boi, mas cai em relação a frango



Os preços médios das carnes suína, de frango e de boi vêm registrando altas no mercado atacadista da Grande São Paulo neste mês de setembro, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Pesquisadores da entidade indicam que os avanços nos valores da carne suína, no entanto, se destacam em relação aos do frango, mas ficam abaixo dos observados para a bovina.

Diante desse contexto, de agosto para setembro, a competividade da carne suína tem crescido frente à bovina, mas diminuído em relação à avícola.



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preços da carne no atacado atingem máximas do ano



As valorizações de todos os cortes com osso levantados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) no mercado atacadista de carne da Grande São Paulo estiveram por volta de 4% ao longo dos últimos sete dias. 

Diante disso, a carcaça casada do boi gordo (junção do traseiro, do dianteiro e da ponta de agulha) vem sendo negociada nesta semana no maior patamar nominal deste ano.

Segundo pesquisadores do Cepea, atacadistas da Grande São Paulo comentam que, além de a oferta dos frigoríficos estar um pouco menor, o consumo se aqueceu – alguns indicadores macroeconômicos (desemprego e massa de rendimentos) dão sustentação a esse comportamento. 



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Conab estima produção de 54,79 milhões de sacas, influenciada por clima


Com 96% da área do café já colhida no fim de agosto, a safra de 2024 do grão está estimada em 54,79 milhões de sacas beneficiadas, redução de 0,5% se comparada com a produção obtida em 2023. Os dados estão no 3º levantamento da cultura, divulgado nesta quinta-feira (19) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O clima exerceu influência entre o segundo e o terceiro levantamentos realizados pela estatal, frustrando algumas estimativas que apontavam para um bom potencial produtivo das lavouras.

O início da atual safra indicava um novo crescimento na colheita, considerando a situação das lavouras na época e o ciclo de alta bienalidade.

No entanto, as condições climáticas adversas – como estiagens, chuvas esparsas e mal distribuídas, juntamente com altas temperaturas durante as fases de desenvolvimento dos frutos – reduziram as produtividades previstas inicialmente. Com isso, a produtividade média nacional de café está estimada em 28,8 scs/ha, 1,9% abaixo da obtida na safra de 2023.

Café arábica

Para o arábica, a estimativa aponta para uma produção de 39,59 milhões de sacas, o que ainda representa um crescimento de 1,7% acima da safra anterior. Apenas Minas Gerais, principal produtor de café no Brasil, será responsável pela colheita de 27,69 milhões de sacas desse tipo, redução de 3,4% em comparação ao total colhido na safra anterior. Segundo a Conab, a redução se deve às estiagens, acompanhadas por altas temperaturas durante o ciclo reprodutivo das lavouras e agravadas a partir de abril, quando as chuvas praticamente cessaram em todo o estado, com registros de precipitações pontuais e de baixos volumes.

Em São Paulo, o clima também afetou o desempenho das lavouras. Ainda assim, é esperado um crescimento de 8,2% em comparação ao resultado obtido em 2023, podendo chegar a uma produção de 5,44 milhões de sacas neste ano. Cenário semelhante é verificado nas regiões produtoras de arábica no Espírito Santo, Rio de Janeiro e na área do cerrado baiano, onde o incremento projetado deverá ser menor que o inicialmente estimado.

Conilon

Já para o conilon, é esperada uma queda de 6% na produção, estimada em 15,2 milhões de sacas. No Espírito Santo, principal produtor de conilon do país, a safra está estimada em cerca de 9,97 milhões de sacas, redução de 1,9%. Já em Rondônia e na região do atlântico baiano, a colheita deve registrar uma queda expressiva de 16,4% e 13,3% respectivamente.

Na Bahia essa diminuição é explicada principalmente pela menor produtividade registrada, enquanto que em Rondônia pela menor área cultivada, reflexo de ajustes realizados em virtude de novas e mais precisas informações coletadas, com um projeto de mapeamento das áreas em curso.

O documento também mostra que a área total destinada à cafeicultura no país em 2024, para o arábica e conilon, totaliza 2,25 milhões de hectares, sendo com 1,9 milhão de hectares em produção, com crescimento de 1,4% em relação ao ano anterior, e 345,16 mil hectares em formação, com redução de 4,5%.

Mercado 

Os preços de café no mercado seguem atrativos para o produtor, na avaliação da Conab. O produto se mantém valorizado, uma vez que a oferta do grão permanece ajustada. No Brasil, principal produtor mundial, a produção nas safras 2021 e 2022 foram limitadas devido às questões climáticas.

Além disso, a produção no Vietnã também sofreu com o clima, o que reduziu os estoques asiáticos de café.

Esse cenário de oferta limitada e alta demanda pressiona os estoques mundiais e influenciam na forte alta nos preços do robusta no mercado internacional, que também reflete na valorização do arábica.

Diante deste cenário, as exportações brasileiras registram 32,1 milhões de sacas de 60 quilos de café, no acumulado de janeiro a agosto de 2024, volume que corresponde a um aumento de 40,1% na comparação com igual período de 2023, segundo os dados disponibilizados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Esse volume é o maior já exportado pelo Brasil, considerando os oito primeiros meses de cada ano.

Caso as exportações de café nos meses finais de 2024 permaneçam elevadas, o país poderá superar o recorde registrado no ano de 2020, quando foram embarcadas 43,9 milhões de sacas de 60 quilos.



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