domingo, agosto 2, 2026

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Plantio da safra de soja 2024/25 começa com atraso



A safra brasileira de soja 2024/25 começou a ser semeada no Brasil, informou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O plantio das lavouras atingia até domingo (22) 0,2% da área estimada na safra, atraso de 1,3 ponto porcentual ante a temporada passada.

O maior atraso é registrado no Paraná, com 5 pontos porcentuais de diferença ante 2023/24. A semeadura começou pelos maiores produtores de soja, Mato Grosso (0,3%) e Paraná (1%).

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A semeadura da safra brasileira de milho verão 2024/25 alcançava 16,2% da área semeada no país, até domingo passado, segundo a Conab. Em relação à semana anterior, houve avanço de 4,2 pontos porcentuais e, em comparação com igual período do ano passado, atraso de 2,1 pontos porcentuais.

O cultivo do cereal começou pelos estados do Sul, atingindo 51% da área no Rio Grande do Sul, 46% no Paraná e 22% em Santa Catarina.

O plantio de arroz também da safra 2024/25 avançou 0,9 ponto porcentual na semana, alcançando 3,5% da área prevista. Há atraso de 3,3 pontos porcentuais na comparação entre as safras. Santa Catarina lidera o cultivo da safra nova com 33% da área plantada.

A Conab informou que a semeadura das lavouras de feijão atingia 8,5% da área prevista, avanço de 2,3 pontos porcentuais na semana e de 2,9 pontos porcentuais em um ano. São Paulo já concluiu os trabalhos de campo.

A colheita de algodão 2023/24 alcançava, no domingo, 99,8% da área plantada, avanço de 2 pontos porcentuais na semana e 0,2 ponto porcentual à frente de 2022/23. Bahia (99%) e Goiás (98%) finalizam a retirada da pluma das lavouras.

Quanto à safra de inverno 2023/24, a Conab informou que a colheita dessa nova safra de trigo alcançava no domingo 25,1% da área estimada, avanço de 7,2 pontos porcentuais em relação à semana passada e atraso de 3,9 pontos porcentuais ante igual período do ano passado. Entre os maiores produtores do cereal, o Rio Grande do Sul ainda não iniciou a retirada do trigo do campo, enquanto a colheita alcançava 35% da área no Paraná.



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103 municípios podem ter 2º turno em 27 de outubro



Em todo o Brasil, 103 municípios, de um total de 5.569 cidades que participarão das eleições municipais deste ano, poderão ter o segundo turno de votações para prefeitura, caso nenhum candidato tenha sido eleito para o cargo por maioria absoluta (metade mais um dos votos válidos) na primeira fase da eleição.

O primeiro turno da eleição municipal, que terá votação para os cargos de prefeito e vice-prefeito, além de vereadores, está marcado para o próximo dia 6 de outubro.

A Constituição Federal e a resolução TSE 23.734/2024 determinam que somente os municípios com mais de 200 mil eleitores aptos a votar poderão ter o segundo turno para o cargo do poder executivo local.

Desta forma, nos municípios com menos de 200 mil pessoas aptas a votar, serão eleitos ao cargo de prefeito aqueles que obtiverem a maior quantidade de votos válidos no 1º turno, no dia 6 de outubro. Nos municípios onde houver segundo turno, os eleitores poderão ir novamente às urnas no último domingo de outubro, dia 27, conforme o resultado das votações em primeiro turno.

Com exceção do Distrito Federal, as demais 26 capitais brasileiras têm a possibilidade de realização do segundo turno.

Distrito Federal

Apesar do Distrito Federal ter, em 2022, a população de mais de 2,81 milhões de habitantes, não há eleições municipais na capital federal. A Constituição Federal de 1988, no artigo 32 (capítulo V), que trata da organização política e administrativa do Distrito Federal, proibiu a divisão dele em municípios.

Por isso, o DF tem uma estrutura política diferente das demais unidades federativas do país, com um governador e uma câmara legislativa, formada por 24 deputados distritais.

A Constituição Federal atribui ao Distrito Federal as competências legislativas reservadas aos estados e municípios.

Eleitores

De acordo com o TSE, as 103 cidades que poderão ter segundo turno somam juntas 60,5 milhões de eleitores, o que equivale a 38,8% do eleitorado nacional. O Brasil tem 155,9 milhões de pessoas aptas a votar no pleito deste ano. São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Belo Horizonte (MG) são os três municípios com o maior número de votantes, com 9,3 milhões, 5 milhões e 1,9 milhão de pessoas, respectivamente.

Já Parauapebas (PA), Imperatriz (MA) e Magé (RJ) são as localidades com os menores números de eleitores que poderão ir para a segunda etapa do pleito. Respectivamente, totalizam 200,7 mil, 201 mil e 201,6 mil eleitores.

Considerando-se os estados brasileiros, São Paulo lidera o ranking com 30 localidades com mais de 200 mil de eleitores aptos. Em seguida, aparecem na lista as seguintes unidades da federação: Rio de Janeiro, com 11 municípios, e Minas Gerais, com oito cidades.

Nos últimos quatro anos, nove cidades alcançaram o eleitorado com 200 mil pessoas ou mais. São elas: Camaçari (BA), Imperatriz (MA), Parauapebas (PA), Foz do Iguaçu (PR), São José dos Pinhais (PR), Magé (RJ), Embu das Artes (SP), Sumaré (SP) e Palmas (TO).

Por outro lado, o eleitorado diminuiu e ficou abaixo de 200 mil votantes nas cidades de Governador Valadares (MG), que de 213 mil eleitores, em 2020, reduziu para 198 mil, em 2024.

Ao todo, o Brasil tem mais de 155,91 milhões de eleitores cadastrados a votar nas eleições municipais de 2024.



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Balança comercial tem superávit na 3ª semana de setembro



A balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 271 milhões na terceira semana de setembro de 2024. De acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (23), pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o valor foi alcançado com exportações de US$ 6,414 bilhões e importações de US$ 6,143 bilhões.

Até a terceira semana do mês, o superávit acumulado em setembro chega a US$ 3,535 bilhões. No ano, o saldo é positivo em US$ 57,614 bilhões.

A média diária das exportações registrou na terceira semana de setembro queda de 4,9%, com queda de 16,93% em agropecuária, avanço de 13,45% em indústria da transformação e queda de 28,59% em produtos da indústria extrativa.

Já as importações subiram 15,7%, com alta de 14,75% em agropecuária, avanço de 56,13% em indústria extrativa e alta de 13,44% em produtos da indústria da transformação, sempre na comparação pela média diária.



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técnicos realizam primeiro levantamento da safra de grãos 2024/25



A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que seus técnicos já estão percorrendo regiões produtoras para o 1º Levantamento de Grãos da Safra 2024/2025, que será divulgado em 15 de outubro. As visitas vão até 27 de setembro.

De acordo com a companhia, os dados serão coletados em todos os estados produtores, com visitas a lavouras de Santa Catarina, Bahia, Mato Grosso, Pará e Alagoas. A partir dessa pesquisa in loco, a Conab vai publicar as suas primeiras estimativas de produção, área e produtividade da safra nova para as culturas de algodão, amendoim, arroz, feijão, milho e soja.

As visitas técnicas da Conab ocorrem em meio ao atraso no plantio da safra de verão 2024/25, em virtude da estiagem severa que afeta os principais estados produtores de grãos. A estatal esclarece que, além da pesquisa presencial, as projeções consideram ainda consultas realizadas com produtores, cooperativas, entidades de assistência técnica, públicas e privadas, empresas de venda de insumos e de comercialização. Imagens de satélite com georreferenciamento das culturas também são incluídos na mensuração das estimativas.

A Conab também vai atualizar as estimativas das culturas de inverno da safra 2023/24.

Projeção de safra preliminar da Conab

Na semana passada, a Conab revelou que projeta preliminarmente uma produção de 326,9 milhões de toneladas na safra 2024/25. Se confirmada, a safra será recorde, a maior da série histórica da companhia.

O volume representa crescimento de 8% ante a temporada anterior, quando foram colhidas 302,223 milhões de toneladas, segundo a Conab.

As expectativas iniciais da Conab foram apresentadas durante o evento “Perspectivas para a Agropecuária – safra 2024/25” e são baseadas em modelos estatísticos para todas as culturas em todos os Estados combinadas com previsões de clima, preços e dados de mercado, sem visitas de campo.



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C.Vale amplia operação em MS com três novas unidades



A C.Vale, cooperativa de Palotina (PR), anunciou que está ampliando a atuação em Mato Grosso do Sul com três novas unidades em Maracajú, Chapadão do Sul e Costa Rica.

Em nota, a cooperativa diz que, com isso, sobe para 17 o número de municípios com unidades de recebimento de grãos no estado em que a C.Vale começou a operar em 2001.

“A estratégia de expandir a presença em Mato Grosso do Sul leva em conta a necessidade de abastecimento da esmagadora de soja da cooperativa que entrou em operação em junho no município de Palotina. A indústria chegou ao final de julho processando 40 mil sacas do grão por dia”, informou a cooperativa.

A empresa não informou o investimento.



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AgroNewsPolítica & Agro

Como está o mercado do milho nos estados?


No mercado de milho do estado do Rio Grande do Sul, alguns vendedores declararam-se fora de mercado, e preferiram calcular o passo antes de iniciar as compras para os próximos dias, segundo a TF Agroeconômica. “Mercado de milho diferido com ofertas cada vez mais escassas. Nas indicações, mantidas já há semanas, Santa Rosa a R$ 63,00; Não-Me-Toque a R$ 64,00; Marau e Gaurama R$ 64,50; Arroio do Meio, Lajeado e Frederico Westphalen a R$ 65,50 e Montenegro a R$ 66,00. Negócios pontuais, entre pequenas granjas e produtores, foram relatados ao noroeste, em um volume de não mais do que 2 mil toneladas, a R$ 64,00 CIF”, comenta.

Em Santa Catarina viu um início de semana lento para o estado, que se acomoda entre indicações a R$ 62/64. “Produtores com pedidas entre R$ 66,00 e R$ 67,00 CIF fábrica e R$ 65,00 interior. Nas indicações, Chapecó a R$ 62,00; Campos Novos R$ 64,00; Rio do Sul a R$ 64,00; Videira R$ 63,00. Porto continuando com as mesmas indicações há semanas, entre R$ 63,00 outubro/R$ 64,00 novembro/R$ 65,5 dezembro. Não ouvimos negócios neste início de semana”, completa.

Rumores de negócios ao oeste e norte do estado permanecem no Paraná, mas os volumes são pontuais. “Mercado bastante lento, com indicações recuando em relação a ontem. No porto, indicações a R$ 62,50 set/63,00 nov/64,00 dez. No norte, indicações a R$ 56,00 (-1,00); Cascavel a R$ 54,00 (-2,00); Campos Gerais R$ 57,00 (-1,00); Guarapuava a R$ 58,00; Londrina R$ 57,50. Preços balcão no sudoeste a R$ 52,00; norte a R$ 54,00; oeste R$ 54,00 e centro-oeste R$ 55,00. Não ouvimos negócios nesta segunda-feira”, indica.

Enquanto isso, as tradings voltaram ao Mato Grosso do Sul. “Em Maracaju, indicações de R$ 53,00 (+1,00); Dourados a R$ 54,00 (+R$ 1,00); Naviraí R$ 54,00 (-R$ 1,00) e São Gabriel a R$ 49,00. Produtores iniciam ofertas FOB a R$ 52,00 com maior parte das pedidas concentradas em R$ 55,00, base interior. Negócios pontuais ao sul, onde uma indústria em Naviraí levou 1000 tons entrega setembro/pgto início de outubro a R$ 52,00”, conclui.
 





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técnicos realizam primeiro levantamento da safra de grãos 2024/25



A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que seus técnicos já estão percorrendo regiões produtoras para o 1º Levantamento de Grãos da Safra 2024/2025, que será divulgado em 15 de outubro. As visitas vão até 27 de setembro.

De acordo com a companhia, os dados serão coletados em todos os estados produtores, com visitas a lavouras de Santa Catarina, Bahia, Mato Grosso, Pará e Alagoas. A partir dessa pesquisa in loco, a Conab vai publicar as suas primeiras estimativas de produção, área e produtividade da safra nova para as culturas de algodão, amendoim, arroz, feijão, milho e soja.

As visitas técnicas da Conab ocorrem em meio ao atraso no plantio da safra de verão 2024/25, em virtude da estiagem severa que afeta os principais estados produtores de grãos. A estatal esclarece que, além da pesquisa presencial, as projeções consideram ainda consultas realizadas com produtores, cooperativas, entidades de assistência técnica, públicas e privadas, empresas de venda de insumos e de comercialização. Imagens de satélite com georreferenciamento das culturas também são incluídos na mensuração das estimativas.

A Conab também vai atualizar as estimativas das culturas de inverno da safra 2023/24.

Projeção de safra preliminar da Conab

Na semana passada, a Conab revelou que projeta preliminarmente uma produção de 326,9 milhões de toneladas na safra 2024/25. Se confirmada, a safra será recorde, a maior da série histórica da companhia.

O volume representa crescimento de 8% ante a temporada anterior, quando foram colhidas 302,223 milhões de toneladas, segundo a Conab.

As expectativas iniciais da Conab foram apresentadas durante o evento “Perspectivas para a Agropecuária – safra 2024/25” e são baseadas em modelos estatísticos para todas as culturas em todos os Estados combinadas com previsões de clima, preços e dados de mercado, sem visitas de campo.



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Papua Nova Guiné abre mercado para carne bovina e de frango do Brasil



O Brasil poderá exportar carne bovina e de frango para Papua Nova Guiné, ilha da Oceania, informaram os Ministérios da Agricultura e das Relações Exteriores em nota conjunta.

O aval, com aprovação dos certificados sanitários para a importação de carne de aves, carne mecanicamente separada de frango e cortes bovinos desossados provenientes do Brasil, foi recebido pelo governo brasileiro nesta segunda-feira (23), de acordo com as pastas.

As exportações poderão ser realizadas pelos frigoríficos que foram inspecionados e aprovados pelo governo de Papua Nova Guiné no ano passado, informaram os ministérios.

“As negociações para acesso ao mercado de carne de aves começaram em 2020, e as de carne bovina, em 2022, impulsionadas pelo interesse do setor privado brasileiro no mercado de 9 milhões de habitantes – o segundo mais populoso da Oceania, atrás apenas da Austrália”, destacaram as pastas.

Apesar da abertura, a ilha não é uma tradicional importadora de produtos agropecuários brasileiros. De janeiro a setembro deste ano, o Brasil exportou US$ 15,438 mil em produtos do agronegócio para Papua Nova Guiné, sobretudo de produtos florestais e de origem vegetal, de acordo com dados do Agrostat (sistema de estatísticas de comércio exterior do agronegócio brasileiro) consultados pela reportagem.

No ano, o país acumula 119 aberturas de mercado para produtos agropecuários.



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Pesquisa revela média de forragem necessária para sustentar produção animal no Semiárido


Pesquisa desenvolvida por especialistas da Embrapa e de universidades parceiras do Brasil e Estados Unidos chegou a um modelo capaz de estimar a quantidade de forragem a ser armazenada anualmente em propriedades rurais do Semiárido brasileiro, para garantir uma melhor produção animal.

Os resultados mostram que o armazenamento de cerca de 1.500 kg de forragem por hectare é suficiente para complementar a alimentação de caprinos leiteiros, com uma taxa de lotação de um indivíduo para cada hectare de pastagem.

Taxa de lotação é um indicador que mensura a relação entre o número de animais e a área de pastagem, na propriedade, ocupada por eles durante um período de tempo.

A pesquisa tomou como referência três locais no Semiárido: Sobral e Quixadá, no Ceará; e Ouricuri, em Pernambuco, considerando dados sobre o histórico de chuvas e tipos de solo e de vegetação de Caatinga.

Estoque de forragem

Foto: Embrapa

Por meio de ferramentas de modelagem de sistemas, foi possível simular a variabilidade da produção de pastagens em um sistema produtivo de leite de cabras, de acordo com o índice de chuvas ao longo do tempo, e relacioná-la com a capacidade do pasto suportar o consumo pelos animais, considerando o estoque de forragem.

De acordo com o estudo, ao considerar que o tamanho médio de propriedades rurais no Semiárido brasileiro é de 28,9 hectares, com um armazenamento de forragem próximo ao indicado, é possível manter um rebanho de 35 a 45 caprinos em pastagem nas regiões pesquisadas.

Dessa forma, se o produtor for capaz de aumentar a produção e o armazenamento de forragem, não será necessário ampliar a área de pasto todos os anos para alimentar os animais.

Superação de incertezas climáticas

Segundo os pesquisadores que integraram a equipe do estudo, a modelagem de sistemas voltados à produção pecuária pode colaborar para a superação de desafios como a incerteza sobre as condições climáticas e o padrão irregular de chuvas nas regiões semiáridas brasileiras.

“O principal desafio tecnológico no Semiárido é a escassez de forragem durante o período seco do ano. As simulações são um modo de gerarmos referências das quantidades de forragem que precisam ser armazenadas nas propriedades rurais, para que, ao longo dos anos, a seca não seja um fator limitante à produção pecuária”, ressalta Ana Clara Cavalcante, pesquisadora da área de Forragicultura e Pastagens da Embrapa Caprinos e Ovinos (CE).

Para o professor Magno Cândido, do Departamento de Zootecnia da UFC, a ferramenta, além de gerar dados confiáveis para lidar com a imprevisibilidade do clima, também ajuda os produtores rurais a melhor gerir custos de produção.

“Por meio da modelagem, é possível fazer uma análise de longo prazo, com 95% de garantia, que estima a real necessidade de alimento a ser estocado na fazenda, sem haver necessidade de comprá-lo de fora e sem gastar com mão de obra, maquinário, energia e combustível armazenado além do necessário”, reforça ele.

Modelo pode ser ajustado

Na avaliação dos pesquisadores, o modelo pode ser ajustado e trazer informações para outras regiões do Semiárido do país.

“O modelo é aplicável em qualquer região, pois trata do entendimento do padrão de produção dos [alimentos] volumosos, em função das condições de solo e clima e, a partir desse comportamento esperado, na definição da capacidade de suporte da área”, afirma Rodrigo Gregório, professor do curso de Agronomia do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE).

Para Ana Clara Cavalcante, um aspecto importante do modelo é trazer, para a pesquisa agropecuária, evidências científicas sobre a necessidade de estoques anuais de armazenamento da forragem produzida no período chuvoso.

“O modelo prova cientificamente que é necessário produzir anualmente forragem para ser armazenada, de modo que os riscos com perdas por seca diminuam. Há quantidades específicas de forragem calculadas pelo modelo para determinados percentuais de riscos estabelecidos”, destaca.

Desafios para pecuária no Semiárido

A modelagem de sistemas é uma ferramenta científica que abre diversas possibilidades de aplicação para superação de desafios enfrentados pela produção pecuária no Semiárido.

“Ela pode agilizar soluções para diversos problemas priorizados pelos produtores, inclusive a proposição de sistemas de produção mais eficientes e sustentáveis quanto ao uso dos recursos disponíveis. Pode contribuir também para a gestão sanitária dos rebanhos e a disponibilização de ferramentas destinadas a mercados e à comercialização de produtos”, exemplifica Cavalcante.

No caso da pesquisa descrita no artigo, ao simular situações de produção de pastagens ao longo do tempo, com a influência dos indicadores avaliados, foi possível prever cenários que ajudam produtores rurais no planejamento da alimentação dos rebanhos e na gestão da propriedade. Essas simulações são importantes no contexto de zonas semiáridas, em que a produção pecuária sofre com a variabilidade climática, a imprevisibilidade de chuvas e o risco de períodos severos de seca.

Outros gargalos para a pecuária na região são as técnicas de manejo inadequadas, que favorecem a desertificação e o superpastejo (quantidade de animais em área de pastagem acima do limite suportado); as limitações do solo, que dificultam a mecanização; e as perdas de qualidade da forragem por problemas no armazenamento. Esses problemas dificultam o uso sustentável dos recursos alimentares para o rebanho e podem ocasionar o aumento de custos de produção, ao exigir mais insumos voltados à suplementação dos animais.

“Os estudos têm apresentado uma estimativa da quantidade de estoque de alimento necessária em cada fazenda, mas o produtor muitas vezes não dispõe de mão de obra e maquinário necessário para realizar o armazenamento”, acrescenta Magno Cândido.


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